Abdome Agudo Flashcards

(105 cards)

1
Q

O que é abdome agudo

A

É toda condição abdominal dolorosa, em geral de início súbito e que requer uma decisão rápida, seja ela clínica ou cirúrgica.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
2
Q

Por que pe importante um rapido diagnóstico em casos de abdome agudo

A

Pelo risco de vida que acarreta.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
3
Q

Como é a inervação da parede abdominal anterior

A

Os músculos da parede abdominal anterior e o peritônio
subjacente recebem inervação sensitiva dos seis últimos nervos intercostais.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
4
Q

Como é a inervação da parede abdominal lateraal

A

Os músculos da parede lateral recebem ainda inervação de T5 e L1

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
5
Q

Quais as consequências da inervação alta da parede abdominal

A

Afecções a distância podem ter reflexos na parede
abdominal, podendo acarretar uma contratura desses
músculos.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
6
Q

O peritônio parietal recebe inervação do simpático e
parassimpático. Verdadeiro ou Falso

A

Falso, o peritônio visceral recebe inervação do simpático e parassimpático

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
7
Q

Como é dividida a paprede abdominal anterior

A

1.Hipocôndrio Direito
2.Epigástrio
3.Hipocôndrio Esquerdo
4.Flanco Direito
5.Mesogástrio ou umbilical
6.Flanco Esquerdo
7.Fossa Ilíaca Direita
8.Hipogástrio
9.Fossa Ilíaca Esquerda

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
8
Q

Como é dividida a parede abdominal posterior

A

● Região Lombar Direita
● Região Lombar Esquerda

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
9
Q

Quais são as classsificações do abdome agudo

A

a) Inflamatório
b) Perfurativo
c) Hemorrágico
d) Obstrutivo
e) vascular

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
10
Q

Como é a fisiopatológia do abdome agudo

A

Qualquer substância → Contato com o peritônio → Irritação → Maior ou menor contratura dos músculos da parede abdominal → Início localizada → Generalizar → Irritação do peritônio visceral → Serosa de uma víscera é lesada → Musculatura lisa entra em paresia ou paralisia

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
11
Q

Por que em casos de abdome agudo ocorre uma interferência na contratibilidade da parede abdominal?

A

A inervação é a mesma do peritônio

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
12
Q

Quando há generalizaçõa da da contratura do abdome agudo

A

O peritônio for todo comprometido

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
13
Q

Qual a lei de Stokes

A

Quando a serosa de uma víscera é lesada, a musculatura lisa logo abaixo dela entra em paresia ou paralisia

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
14
Q

A irritação peritonial é maior nos líquidos de pH ácido que
provocam grande contratura, como o abdome em tábua (úlcera péptica perfurada). Verdadeiro ou Falso

A

Verdadeiro

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
15
Q

Em caso de abdome agudo desencadeado por sangramento possuem caracteristicas que podem ser confundidas com os casos desencadeados por substância ácida. Verdadeiro ou Falso

A

Falso, o sangue, provoca muita dor e pouca contratura, diferente das substâncias ácidas.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
16
Q

Qual a causa da contratura em caoss de abdome agudo

A

A contratura muscular é causada pela irritação peritonial; ocorre nas síndromes inflamatórias, perfurativas, hemorrágicas e é constante.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
17
Q

Quais as caracteristicas da sindrome obstrutiva alta

A

◼ Alteração mais significativa é a desidratação
◼ Vômitos precoces
◼ Pouca distensão abdominal
◼ Hipovolemia
◼ Hipotensão
◼ Má perfusão
◼ Choque
◼ Alcalose metabólica (K+)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
18
Q

Quais as caracteristicas da sindrome obstrutiva baixa

A

◼ Frequência de vômitos menor
◼ Distensão importante
◼ Grande acúmulo de líquido e gases à montante
◼ Compressão de vasos
◼ Isquemia → sangramento ou perfuração → peritonite
◼ Alterações metabólicas (acidose resp.ou metabólica)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
19
Q

Quais os tipos de dor em casos de abdome agudo obstrutivo

A

◼ Dor somática ou parietal
◼ Dor visceral
◼ Dor referida ou irradiada

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
20
Q

Como é a dor somática em casos de abdome agudo

A

▪︎ Constante
▪︎ Fixa
▪︎ Acentua com os movimentos (Paciente procura ficar imóvel) → Característica da peritonite

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
21
Q

Como é a dor visceral em casos de abdome agudo

A

▪︎ Provocada por distensão ou contração da víscera
▪︎ Dor tipo cólica, de difícil localização
▪︎ Paciente modifica sua posição constantemente
▪︎ Característica da cólica renal ou obstrução intestinal

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
22
Q

Como é a dor referida em casos de abdome agudo

A

Por exemplo a dor do ombro a partir de uma irritação
diafragmática

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
23
Q

Qual é o sintoma mais importante para o diagnóstico do abdome agudo

A

A dor

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
24
Q

Como é a dor em casos de abdome agudo infeccioso

A

▪︎ Precedida por desconforto
▪︎ Mal estar
▪︎ Vômitos
▪︎ Febre
▪︎ Inicialmente pode ser localizada →Generalizando-se com a evolução

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
25
Como é a febre em casos de abdome agudo infeccioso
A febre acompanha os processos inflamatórios do abdome agudo. No início, quase sempre a temperatura axilar não é alta, sendo inferior a 38°C. Com a evolução do processo pode elevar-se a níveis próprios das infecções purulentas
26
Qual a importância de se considerar a diferença de temperatura axilorretal.
Nos processos inflamatórios do abdome inferior,como apendicite aguda, salpingite aguda (DIP), diverticulite, abscessos, essa diferença ultrapassa 1°C.
27
Quais as caracteristicas da respiração em casos de abdome agudo
Quando todo o peritônio estiver comprometido, a abdome torna-se imóvel e a respiração será predominantemente torácica.
28
Qual a importância da avaliação da postura em casos de abdome agudo
A postura, algumas vezes oferece informações úteis – flexão do tronco, flexão da coxa.
29
O que pode ser observado quando houver coleção purulenta intra-abdominal
Pela inspeção, um abaulamento, com formação de plastrão
30
O que pode ser observado na pale em casos de abdome agudo
Na pele é possível o reconhecimento de processos inflamatórios ou mesmo de coleção purulenta.
31
Quais sinais podem ser observados na inspeção em casos de pancreatite
- Sinal de Halsted - Sinal de Grey-Turner - Sinal de Cullen
32
Qual é o sinal de Halsted:
Manchas amarelo-vinhosas, periumbilicais
33
Qual é o sinal de Grey-Turner:
Manchas equimóticas nos flancos
34
Qual é o sinal de Cullen:
Equimoses na região periumbilical devido a hemorragia intraperitonial (também associada a gravidez ectópica)
35
Por que a auscuta abdominal deve ser feita antes da palpação e percussão?
Para que esses dois métodos não alterem seu valor, devido ao estímulo do peristaltismo
36
Os processos inflamatórios localizados, em geral, não alteram o peristaltismo intestinal. Verdadeiro ou Falso
Verdadeiro
37
O que indica uma ausculta abdominal com som diminuído ou ausente
Disseminação do processo, daí, a importância da ausculta periódica.
38
O que pode ser percebido em uma palpação superficial do abdome
Pode revelar hiperestesia cutânea, compatível com a manifestação tegumentar de um processo inflamatório intra-abdominal.
39
Como deve ser feito a palpação profunda do abdome
A palpação profunda deve ser iniciada longe do ponto de maior dor. Pode dar informações importantes como o aspecto de determinada víscera e massas palpáveis.
40
Qual a função do Sinal de Blumberg:
Pesquisado para detectar a irritação peritonial
41
Como é feito o Sinal de Blumberg:
1⁰ - Comprime-se a parede abdominal de acordo com a tolerância do paciente, descomprimindo-a em seguida e modo rápido. 2⁰ - Se, com a descompressão súbita, o paciente se queixar de dor forte, o sinal é tido como positivo. Obs.: Segundo alguns autores, o verdadeiro sinal de Blumberg positivo ocorre somente quando a dor ocorre em dois tempos: 1) Durante a compressão 2) Na descompressão, sendo nesta de muito maior intensidade. Somente a descompressão dolorosa – dor em um tempo - não caracterizaria o sinal.
42
Como é feito o sinal do obturador
Fazendo-se a rotação interna da coxa com a perna fletida. Este movimento produz dor na região hipogástrica quando a fáscia muscular estiver em contato com processos inflamatórios
43
O que indica um sinal do oturador positivo
Por se tratar de músculo componente do assoalho pélvico, o encontro deste sinal indica alguma patologia dentro da cavidade pélvica: ▪︎ Apendicite ▪︎ Anexite
44
Como deve ser feio o sinal do Psoas
Extensão forçada da coxa, o que leva à contração do músculo psoas. Esta manobra produz dor na região do hipogastro, quando a fáscia muscular estiver em contato com processo inflamatório.
45
O que indica o sinal do Psoas
▪︎ Apendicite retrocecal ▪︎ O próprio músculo está inflamado
46
Como deve ser feito o Sinal de Rovsing:
Pressionando o lado esquerdo do abdome, o médico comprime o cólon descendente, com o deslocamento compressivo da mão no sentido do cólon ascendente, provoca a mobilização de onda gasosa até o ceco, causando dor local
47
O que indica o Sinal de Rovsing:
Apendicite
48
O sinal de Sinal de Rovsing negativo exclui o diagnóstico
Sua ausência não exclui o diagnóstico
49
Como deve se feita a percussão abdominal
Deve ser iniciada fora do local de maior dor e abranger todo o abdome.
50
O que pode ser detectado na percussão abdominal
◼ Na presença de irritação, a percussão é dolorosa e pode auxiliar na determinação do ponto de maior intensidade da dor. ◼ É capaz ainda de levantar a suspeita da presença de líquido na cavidade abdominal ao revelar a macicez.
51
O que pode ser detectado no toque retal
◼ Poderá ser doloroso quando existir irritação do fundo de saco de Douglas ◼ Pode demonstrar abaulamento e flutuação correspondentes à coleção de líquido na cavidade peritonial ◼ Poderá ser observada a presença de tumores retais
52
Quais exames complmentares podem ser pedidos para pacientes com abdome agudo
◼ Amilasemia ◼ Leucograma ◼ Urina rotina ◼ Radiografia ◼ Ultrassonografia ◼ Laparoscopia ◼ T.C. de abdome
53
Em que tipo de paciente é comum observr leucocitose aumentada
Com perfuração e peritonite
54
Em quais casos pode ocorrer interferência na observação do leucograma
▪︎ Idade avançada ▪︎ Gravidez ▪︎ Uso de corticosteróides ▪︎ Infecções muito graves
55
O que pode ser observado na Urina rotina
- Na apendicite pélvica pode mostrar discreta hematúria ou piúria. - Alterações mais intensas levantam a suspeita de afecções urinárias.
56
O que pode ser observado em um raio x de tórax
Pneumoperitônio, além de afastar a hipótese de doenças pleuropulmonares que podem simular um quadro de abdome agudo (principalmente em crianças).
57
O que pode ser observado em um raio x simples de abdome
▪︎ Nível hidroaéreo na região cecal ▪︎ Alça sentinela ▪︎ Apagamento segmentar ou total do músculo psoas direito ▪︎ Desaparecimento da gordura pré-peritonial à direita ▪︎ Escoliose antálgica ▪︎ Pneumoperitônio ▪︎ Presença de fecalito ▪︎ Cálculos radiopacos (rim e vesícula)
58
Em quais casos a ultrassonografia auxilia no diagnóstico
→ Apendicite aguda → Colecistite aguda → Doença inflamatória pélvica → Gravidez ectópica rota → Tromboses de veias porta, esplênica e mesentérica → Abscessos → Tumores
59
Em quais casos a laparoscopia possui grande valor diagnóstico
Tem seu maior valor no diagnóstico das sínd. Inflamatórias, porém, podem ser de valia nas sínd. perfurativas, hemorrágicas e nos traumas
60
Em quais casos a laparoscopia tem sido muito utilizada
Casos especiais, como: ▪︎ Gravidez ▪︎ Imunodepressão ▪︎ Em crianças muito novas, incapazes de fornecer informações que ajudem no diagnóstico. Obs: Tem reduzido, e muito, laparotomias desnecessárias.
61
Em quais casos tem sido indicadas as TC abdominais
Tem sido indicada quando há distensão intestinal grande e em casos de obesidade excessiva
62
Quais as vantagens da TC abdominal
▪︎ Possibilita diagnósticos com bastante precisão (apendicite aguda, pancreatite, colecistite, abscessos, divericulite, etc) ▪︎ Avalia de modo satisfatório o retroperitônio
63
Defina síndrome perfurativa
Compreende a perfuração de vísceras ocas do tubo digestivo, bem como de útero, trompas, ureter e bexiga.
64
Quais as principais consequências da sndrome perfurativa
▪︎ Peritonite química, inicialmente regional e, posteriormente, generalizada. ▪︎ Peritonite bacteriana localizada ou disseminada.
65
Qual o elemento diagnostico mais importante em casos de síndrome perfurante
O elemento diagnóstico mais importante é constituído pela irritação peritonial.
66
A perfuração é sempre livre. Verdadeiro ou Falso
Falso, há casos em que a perfuração pode localizar-se na parede externa de uma víscera vizinha, não existindo, portanto, perfuração em peritônio livre.
67
Quais são as manifestações clinics da síndrome perfurativa
▪︎ A dor é aguda, intensa, como se fosse uma punhalada (pode ser referida em um ou nos dois ombros) ▪︎ O estado de choque, de início neurogênico (caracteriza-se por sudorese, palidez e ansiedade) ▪︎ Choque septicêmico
68
O que é o Sinal de Kehr
A dor é aguda, intensa, como se fosse uma punhalada. Pode ser referida em um ou nos dois ombros
69
Qual a cauusa do estado de choque neurogênico
Desencadeado por mecanismo reflexo Obs: é facilmente reversível.
70
Como se da o choque septico em casos de Síndrome Perfurativa
Com o evoluir do processo e o aparecimento de toxemia, o choque passa a ser usualmente septicêmico, tomando características de maior gravidade.
71
Como é a inspeção caracteristica de um paciente com síndrome perfurativa
◼ Abdome pouco distendido na fase inicial, respiração superficial, predominantemente torácica. ◼ Paciente tende a permanecer imóvel. ◼ Nas fases adiantadas, com choque séptico, costuma haver agitação psicomotora.
72
Como é a ausculta caracteristica de um paciente com síndrome perfurativa
Os ruídos hidroaéreos estão diminuídos ou ausentes
73
Como é a palpação caracteristica de um paciente com síndrome perfurativa
◼ Pode haver hiperestesia cutânea localizada ou generalizada. ◼ A manifestação muscular, pela irritação peritonial, traduzida pela contratura, é intensa, podendo chegar ao abdome em tábua. ◼ O sinal de Blumberg em geral, é detectado em todo o abdome, sendo mais comum e significativo na região que corresponde ao peritônio do local da perfuração.
74
Como é a percussão caracteristica de um paciente com síndrome perfurativa
◼ Dolorosa em todo o abdome, podendo ainda determinar o ponto mais intenso. ◼ A presença de macicez móvel e o sinal de piparote destinam-se ao diagnóstico de ascite inflamatória. ◼ O Sinal de Jobert positivo demonstra a existência de pneumoperitônio, isto é, ar livre na cavidade peritonial.
75
O que indica o sinal de Jolbert positivo
A presença de timpanismo na região da linha hemiclavicular direita onde normalmente se encontra macicez hepática, caracteriza pneumoperitônio.
76
Em quais grupos pode ser dividida a Síndrome hemorrágica
• Intraluminal (hemorragia digestiva) • Extraluminal (intra ou retroperitonial)
77
Como é a Síndrome hemorragica extraluminal
É uma forma de hemorragia interna,ou seja, de sangramento não exteriorizado, manifestando-se pelo hemoperitônio ou pelo hematoma retroperitonial
78
Como é a dor na Síndrome hemorrágica
A dor é rápida e a intensidade do sangramento vai ditar as manifestações clínicas apresentadas pelo paciente
79
Quais as causas da Síndrome hemorrágica
• Suas causas mais comuns são os ferimentos perfurocontusos do abdome, principalmente com lesão de vísceras maciças, como fígado, baço, pâncreas e rins • Lesões vasculares • Gravidez ectópica rota
80
Quais as manifestações clínicas da Síndrome hemorrágica
◼ A dor tem localização e intensidade variáveis com a causa da hemorragia ◼ O Sinal de Kehr pode estar presente ◼ Hiperestesia cutânea é frequente ◼ A respiração é superficial e predominantemente torácica ◼ O pulso é rápido, de pequena amplitude, às vezes acompanhado de hipotensão postural ◼ À inspeção do abdome pode-se notar ferimentos perfurantes, contusões, equimoses e distensão abdominal
81
Quais exames complementares podem ser pedidos em casos de Síndrome hemorrágica
◼ A contagem de hemácias, o hematócrito e a hemoglobina podem estar dentro dos valores da normalidade no início, porém com queda nos valores após hemodiluição. ◼ Rx simples de abdome pode mostrar íleo paralítico,com alças dilatadas e níveis hidroaéreos. ◼ A punção abdominal ou do fundo de saco de Douglas tem grande índice de positividade. ◼ A ultrassonografia abdominal tem grande utilidade na evidenciação de líquido intraperitonial.
82
Quais são os sinais da Gravidez ectópica
◼ Dor súbita, lancinante, hipogastro ou fossas ilíacas. ◼ Sudorese, palidez, inquietude, hipotensão (postural ou mesmo em decúbito), taquicardia. ◼ Tenesmo e polaciúria por irritação do reto e bexiga ◼ Sinal de Laffont (presente em 35% dos casos) ◼ Sinal de Cullen
83
O que é o sinal de Laffont
Dor irradiada para o espaço interescapular que vai desde alguns minutos até poucas horas após o início da crise.
84
O que é o sinal de Cullen
Caracterizado equimoses azuis-pretas na região periumbilical devido à hemorragia retroperitoneal, associada principalmente à ruptura de gravidez ectópica, mas também eventualmente presente na pancreatite aguda
85
Defina síndrome obstrutiva
A obstrução intestinal pode ser definida como o impedimento à progressão do conteúdo intestinal, em virtude de obstáculo mecânico ou funcional.
86
Como podem ser classificadas as Síndromes obstrutivas
◼ Quanto ao local: - Obstrução de delgado Alta Baixa - Obstrução de cólon ◼ Quanto ao modo de instalação: - Aguda - Crônica - Aguda sobreposta à crônica
87
Quais os tipos de Obstrução abdominal
I. Mecânica ▪︎ S/ comprometimento vascular ▪︎ C/ comprometimento vascular - Perfuração - Peritonite - Toxemia, choque II. Neurogênica (íleo adinâmico, paralítico ou funcional) - Sem obstrução física - Sem comprometimento nutritivo
88
Quais as manifestações clínicas da síndrome obstrutiva
◼ A dor é o sintoma preponderante, sempre presente, sendo do tipo visceral ou em cólica. ◼ Cada espasmo doloroso pode durar de 30 segundos a poucos minutos, manifestando-se com intervalos, em geral, de 3 a 10 minutos. ◼ Quando a dor é persistente, sugere sofrimento de alça intestinal ou infarto.
89
Quais as causas da obstrução do delgado
- As causas mais comuns, cerca de 90% delas, são as aderências e as hérnias - Invaginação intestinal - Ascaridíase (comum na criança) - Tumores de delgado (malignos ou benignos) - Tuberculose, sífilis - Íleo biliar
90
Quais as manifestações clínicas da síndrome obstrutiva de delgado
As náuseas e os vômitos estão comumente associados às dores, de início de natureza reflexa, mas à medida que ocorre a distensão gástrica e intestinal, aparece a peristalse reversa Obs: Dependendo do local de obstrução pode ainda haver eliminação de gases ou fezes.
91
Os vômitos, inicialmente de suco gástrico ou bilioso, com o aumento do tempo de obstrução, torna-se fecalóide (por contaminação bacteriana). Verdadeiro ou Falso
Verdadeiro
92
Como é a inspeção em casos de obstrução de delgado
◼ A inspeção abdominal costuma mostrar a existência de alterações como cicatrizes, hérnias e abaulamentos. ◼ A distensão será menos intensa quanto mais alta a obstrução e de menor duração ◼ O sinal de Wahl
93
Defina o sinal de Wahl
Constituído por movimentos peristálticos visíveis através da parede abdominal, é raro e depende da espessura da parede e do grau de distensão.
94
Como é a ausculta em casos de obstrução de delgado
A ausculta fornece dados importantes, podendo estar normal no início, aumentado no momento da cólica ou desaparecer quando surgir complicações como necrose com perfuração e peritonite.
95
Como é a palpação em casos de obstrução de delgado
A palpação pode ser normal nas obstruções simples ou provocar dor com contratura muscular, sugerindo estrangulamento. Obs: Na invaginação ou bolo de áscaris, é possível notar-se massa palpável
96
Por que os exames complementares são importantes em casos de obstrução de delgado
Os exames complementares são inespecíficos, sendo importantes para a avaliação do estado clínico do paciente
97
Quais os exames complementares pedidos em casos de obstrução de delgado
- hemograma - amilase - ionograma - uréia/ceratinina - pH e gases - proteínas - urina rotina
98
Qual o exame mais importante em casos de Síndrome obstrutiva
A radiografia simples do abdome
99
O que pode ser visto nas radiografias simples do abdome
- alças intestinais distendidas, permitindo identificar se a distensão é do delgado, cólon ou de ambos. - quando o delgado está obstruído, as alças ocupam a posição mais central→ aspecto de pilha de moeda ou espinha de peixe. - Se a obstrução é alta, as alças do delgado podem ocupar o lado esquerdo da parte superior do abdome. - Nos pacientes com obstrução de delgado, a quantidade de gás nos cólons é nula ou mínima. - As radiografias feitas com o paciente em pé ou em decúbito lateral podem demonstrar os níveis hidroaéreos.
100
O que pode ser visto no ultrassom do abdome
A ultrassongrafia pode ajudar, mostrando segmentos de alças não dilatados ao lado de segmentos dilatados.
101
Quais as principais causas de obstrução de Cólon
tumores - 67% volvo 9% diverticulite 7% impactação fecal 5%
102
Qual a tríada dos tumores de cólon direito
anemia, perda de peso e massa palpável
103
Descreva o quadro clínico da obstrução de colon
◼ A dor, em geral é o primeiro sintoma, tipo cólica, intensa, com períodos de acalmia. ◼ Os vômitos não são frequentes no início, porém em presença de estrangulamento tornam-se persistentes. ◼ A parada de eliminação de gases e fezes ocorre em fases evolutivas mais tardias. ◼ A eliminação de muco ou sangue, levanta suspeita de invaginação ou isquemia intestinal. ◼ A distensão abdominal é progressiva, tanto mais precoce e acentuada quanto mais baixo o nível da obstrução, principalmente se a válvula ileocecal for competente. ◼ À inspeção, na obstrução do cólon esquerdo, com válvula ileocecal competente, pode-se observar o desenho do cólon distendido através da parede. ◼ É comum a distensão localizada, assimétrica no volvo de sigmóide. Se a válvula for incompetente, a distensão é de todo o abdome.
104
Como é a ausculta em casos de obstrução de colon
A ausculta, no início do quadro, mostra peristaltismo aumentado, sendo frequente a presença de ruídos hidroaéreos ou metálicos. Obs: Numa fase de complicação (gangrena ou peritonite), pode não revelar ruído.
105
Como é a palpação em casos de obstrução de colon
◼ A palpação tende a ser dolorosa pela distensão e em casos de estrangulamento ou peritonite, a descompressão é dolorosa ou surge contratura muscular. ◼ O toque retal não deve ser omitido. Sabe-se que 90% dos tumores de cólon estão no cólon esquerdo e reto e que 75% dos tumores de reto são alcançados no toque retal. ◼ O toque vaginal é importante pois, a obstrução pode ser explicada por tumores uterinos, anexiais ou metastáticos, alcançáveis pelo toque vaginal.