Buloses Flashcards

(44 cards)

1
Q

Como diferenciar clinicamente dermatose bolhosa intraepidérmica de subepidérmica?

A

Intraepidérmica tem bolha flácida e frágil com sinal de Nikolsky positivo. Subepidérmica tem bolha tensa e resistente com Nikolsky negativo.

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2
Q

O que é acantólise?

A

Perda de adesão entre queratinócitos que se soltam e assumem forma arredondada. Ocorre apenas nos pênfigos intraepidérmicos.

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3
Q

Qual a diferença de expressão entre desmogleína 1 e 3?

A

Dsg3 é expressa nas camadas profundas da epiderme e em toda mucosa. Dsg1 é expressa em toda epiderme principalmente nas camadas superficiais e pouco na mucosa.

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4
Q

Quais as principais proteínas dos hemidesmossomos atacadas no penfigoide bolhoso?

A

BP180 (colágeno XVII) transmembrana e BP230 intracelular.

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5
Q

Por que o pênfigo vulgar inicia na mucosa oral?

A

Porque o anticorpo anti-Dsg3 ataca a única molécula de adesão presente na mucosa. Na pele inicial, a Dsg1 compensa a perda da Dsg3.

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6
Q

Qual o nível de clivagem histológico no pênfigo vulgar?

A

Suprabasal. A camada basal fica aderida à derme em arranjo de ‘lápides de cemitério’ enquanto se solta das células espinhosas acima.

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7
Q

O que é o sinal de Nikolsky e como é realizado?

A

Fricção ou pressão na pele sã perilesional que provoca descolamento epidérmico. Positivo indica acantólise e doença ativa.

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8
Q

O que é o sinal de Asboe-Hansen?

A

Pressão vertical no centro de bolha íntegra que expande a bolha lateralmente pela dissecção do líquido. Demonstra fragilidade da coesão lateral.

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9
Q

Quais os três pilares diagnósticos do pênfigo vulgar?

A

Tzanck com células acantolíticas, histopatologia com bolha suprabasal e IFD com IgG e C3 intercelular em padrão de rede.

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10
Q

Qual o tratamento de primeira linha do pênfigo vulgar?

A

Prednisona 1-2 mg/kg/dia com imunossupressor adjuvante precoce (azatioprina ou micofenolato) para poupar corticoide.

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11
Q

Qual o papel do rituximabe no pênfigo vulgar?

A

Depleta linfócitos B cessando produção de autoanticorpos. Considerado primeira linha em casos moderados a graves com remissões mais longas.

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12
Q

Por que o pênfigo foliáceo não acomete mucosas?

A

Porque o anticorpo é apenas anti-Dsg1. Na mucosa a Dsg3 é abundante e compensa totalmente a perda da Dsg1.

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13
Q

Qual o nível de clivagem no pênfigo foliáceo?

A

Subcórnea ou intragranulosa, muito superficial. Por isso bolhas íntegras são raras, veem-se apenas erosões, escamas e crostas.

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14
Q

Qual a epidemiologia do pênfigo foliáceo endêmico no Brasil?

A

Alta incidência em áreas rurais de Goiás, Mato Grosso, Minas e São Paulo próximo a bacias hidrográficas. Afeta jovens e crianças com ocorrência familiar.

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15
Q

Qual a teoria do pênfigo foliáceo endêmico?

A

Mimetismo molecular pela picada do Simulium nigrimanum. Saliva tem proteína similar à Dsg1, gerando anticorpos que atacam a própria pele por reação cruzada.

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16
Q

Qual a apresentação clínica típica do pênfigo foliáceo?

A

Escamas, crostas e erosões em áreas seborreicas (face, couro cabeludo, pré-esternal) com evolução centrífuga e crânio-caudal.

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17
Q

Quais os sinais de gravidade no pênfigo foliáceo?

A

Fácies leonina, eritrodermia esfoliativa acima de 90% da superfície, sensação de queimação intensa e distúrbios de termorregulação.

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18
Q

Qual a diferença de tratamento do pênfigo foliáceo versus vulgar?

A

Responde a doses menores de corticoide (0,5-1 mg/kg/dia). Casos leves podem usar tópico. Fotoproteção é crucial pois UV induz acantólise.

19
Q

Qual a epidemiologia e autoanticorpos do penfigoide bolhoso?

A

Doença bolhosa mais comum, afeta idosos acima de 70 anos. Anticorpos IgG contra BP180 e BP230 dos hemidesmossomos.

20
Q

Quais os dois sintomas cardinais do penfigoide bolhoso?

A

Bolhas tensas resistentes e prurido intenso que frequentemente precede as bolhas em semanas a meses.

21
Q

Como diferenciar clinicamente bolhas do penfigoide das do pênfigo?

A

Penfigoide tem bolhas tensas grandes em flexuras e abdome inferior com Nikolsky negativo. Pênfigo tem bolhas flácidas com Nikolsky positivo.

22
Q

Quais os achados na histopatologia e IFD do penfigoide bolhoso?

A

Histopatologia mostra bolha subepidérmica com infiltrado rico em eosinófilos. IFD mostra depósito linear de IgG e C3 na membrana basal.

23
Q

Qual a conduta preferencial no penfigoide bolhoso em idosos?

A

Clobetasol tópico potente em todo corpo (tão eficaz quanto oral com menos efeitos sistêmicos) ou tetraciclina mais nicotinamida.

24
Q

Qual a relação entre dermatite herpetiforme e doença celíaca?

A

Dermatite herpetiforme é manifestação cutânea da doença celíaca. Maioria tem atrofia vilositária intestinal mesmo sem sintomas GI.

25
Qual a fisiopatologia da dermatite herpetiforme?
Anticorpos IgA contra transglutaminase intestinal atacam por reação cruzada a transglutaminase epidérmica, depositando-se nas papilas dérmicas.
26
Quais as características clínicas típicas da dermatite herpetiforme?
Prurido excruciante ardido. Pápulas e vesículas agrupadas em arranjo herpetiforme em extensoras (cotovelos, joelhos, glúteos, dorso). Geralmente só vê escoriações.
27
Qual o achado padrão-ouro na IFD da dermatite herpetiforme?
Depósito granular de IgA nas papilas dérmicas. Histopatologia mostra microabscessos de neutrófilos no topo das papilas.
28
Quais os dois pilares do tratamento da dermatite herpetiforme?
Dieta sem glúten ad eternum (único tratamento definitivo que permite suspender medicação) e dapsona para alívio sintomático em 24-48h.
29
Qual cuidado antes de iniciar dapsona?
Dosar G6PD obrigatoriamente pois dapsona causa hemólise em deficientes dessa enzima. Monitorar metahemoglobinemia.
30
Quais diagnósticos diferenciais em erosões orais crônicas que evoluem para pele?
Principal é pênfigo vulgar. Diferenciais incluem estomatite viral, aftas, líquen erosivo e farmacodermia. Nikolsky positivo favorece pênfigo.
31
Como diferenciar pênfigo foliáceo de dermatite seborreica grave?
Considerar epidemiologia (área endêmica, jovem, rural), ausência de mucosa, fotossensibilidade com piora solar e Nikolsky positivo. Confirmar com biópsia e IFD.
32
Quais os principais diferenciais de idoso com bolhas tensas e prurido?
Penfigoide bolhoso é principal. Diferenciais: epidermólise adquirida, IgA linear e farmacodermia bolhosa. Idade, prurido intenso, bolhas tensas em flexuras e Nikolsky negativo favorecem penfigoide.
33
Como o padrão de IFD diferencia as dermatoses bolhosas?
Intercelular em rede indica pênfigo. Linear na membrana basal indica penfigoide ou epidermólise adquirida. Granular de IgA nas papilas indica dermatite herpetiforme.
34
Quais sinais de gravidade no pênfigo vulgar indicam tratamento agressivo?
Extensão generalizada tipo grande queimado, desidratação ou distúrbio hidroeletrolítico, sepse, disfagia grave com desnutrição e Nikolsky amplamente positivo.
35
Por que penfigoide bolhoso tem alta morbidade em idosos?
Fragilidade com comorbidades (diabetes, HAS), prurido intenso compromete qualidade de vida, bolhas infectam e corticoides descompensam doenças de base.
36
Qual complicação grave a longo prazo da dermatite herpetiforme não tratada?
Linfoma intestinal como complicação da doença celíaca. Dieta sem glúten previne complicações intestinais graves incluindo malignidade.
37
Como fazer citodiagnóstico de Tzanck e qual o achado?
Romper bolha, raspar assoalho, colocar em lâmina e corar com Giemsa. Achado de células acantolíticas (arredondadas, núcleo grande) sugere fortemente pênfigo.
38
Onde fazer biópsia para IFD nas dermatoses bolhosas?
Em pele sã perilesional, não na bolha. A inflamação na lesão ativa destrói imunocomplexos mas a pele adjacente ainda tem os depósitos.
39
Quais passos essenciais no exame físico de suspeita de dermatose bolhosa?
Examinar mucosa oral e conjuntival, avaliar distribuição, verificar se bolhas são tensas ou flácidas, testar Nikolsky perilesional e Asboe-Hansen em bolha íntegra.
40
Por que fotoproteção é crucial no pênfigo foliáceo?
Radiação UV induz acantólise no pênfigo foliáceo podendo positivar Nikolsky por exposição solar. Evitar sol previne reativação.
41
Qual a importância de diferenciar bolha flácida de tensa no exame físico?
Flácida indica intraepidérmica (pênfigos) mais grave necessitando imunossupressão agressiva. Tensa indica subepidérmica (penfigoides) tratável com terapias menos agressivas.
42
Por que eosinófilos na histopatologia favorecem penfigoide bolhoso?
Ataque aos hemidesmossomos ativa complemento que promove quimiotaxia intensa de eosinófilos para derme. É achado característico dos penfigoides.
43
Quais medidas de suporte no pênfigo vulgar grave hospitalizado?
Reposição hidroeletrolítica, suporte nutricional (geralmente enteral por disfagia), curativos para prevenir infecção, IBP para úlcera de estresse e cálcio mais vitamina D.
44
Por que manter dieta sem glúten ad eternum na dermatite herpetiforme?
É manifestação da celíaca. Exposição contínua ao glúten mantém risco de linfoma intestinal. Dieta aborda causa raiz e permite suspender dapsona.