Científico Flashcards

(92 cards)

1
Q

Autossomica dominante

A

Best - BEST 1
Viteliforme Foveomacular Adulto - PRPH2
Distrofia Areolar Central - PRPH2
Distrofia macular drusenoide - drusas familiares EFEMP1
Distrofia de Sorsby - TIMP3 / GUCY2D
Retinoblastoma - RB1 crom 13
VHL - gene VHL crom 3
Hemangioma cavernoso - SNC/pele
Esclerose Tuberosa/ Bourneville - TSC 1 e TSC2
Neurofibromatose NF1 e NF2
💙 Tritanopia
Stickler - colagenopatia 2 e 11
Sd Wagner- versican condroitina

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
2
Q

Autossomica Recessiva

A

Retinose pigmentar : AR + comum
D. Cones: AR + comum
Stargardt: ABCA4
Amaurose congênita Leber: RPE65
Atrofia girata: OAT
D. Cristalina de bietti: Cyp4v2

🩶Acromatopsia tipica

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
3
Q

Recessiva Ligada ao X

A

Coroideremia- CHM / proteina REP1
Retinosquise lig X - RS1
Cegueira noturna estacionaria
Albinismo ocular - ausencia enzima tirosina quinase (melanina)

💚Deuteranopia
❤️Protanopia
💙Acromatopsia atipica (monocromatismo azul)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
4
Q

DMRI gene

A

CFH principal
Regula via do complemento (C3), inflamação crônica
ApoE2: risco aumentado (metabolismo dos lipidios)
TIMP3 e ARMS2 - relação com DMRI neovascular
EFEMP1 - drusas dominantes (A.D)

C2 e CFB (Complement Factor B)
• Papel: moduladores da via do complemento clássico e alternativa.
• Algumas variantes conferem proteção contra DMRI.
ApoE4: fator protetor

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
5
Q

Distrofia Mitocondrial - Kearns Sayre

A

Retinose pigmentar + OEP + bloqueio cardíaco (antes 20 anos)
Proteina no liquor e ataxia
Miopatia, surdez , alt endocrinas

Biopsia: ragged red fibers
Fo: sal e pimenta ou forma classica

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
6
Q

PAMM - maculopatia

A

50-60 anos, histórico de vasculopatia previa (oclusões, vasoespasmos)
Escotoma paracentral subito
OCT: hiperrefletividade camada intermediaria- nuclear interna (em banda ou salteado* melhor progn)
OCT - a : padrão samambaia

AGF: geralmente normal
• OCT-A: redução do fluxo no plexo intermediário

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
7
Q

AMN - neurorretinopatia

A

+ mulheres, 30 anos, prodromo viral
Uso de ACO, dengue, febre, COVID…
Escotoma paracentral agudo
Afeta mais a AV
OCT: hiperrefletivifade em banda na nuclear externa e zona elipsoide
Fo: aspecto em petala ou gota (near infrared)

• AGF : geralmente normal
• OCT-A: possível diminuição do fluxo no plexo capilar profundo

Ambas: watershad zone - evoluem para afilamento

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
8
Q

O que é Camada de Henle

A

Esta dentro da camada nuclear externa, mas é composta pelos axônios dos cones que se dirigem obliquamente em direção à foveola.
• É mais proeminente na fóvea, onde os cones estão mais densos.
Contem processos axonais dos cones até as sinapses com os bipolares na camada plexiforme externa.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
9
Q

Dengue
TRIADE (HMG plaquetopenia)
1. Vasculite retiniana (sobretudo venosa)
2. Hemorragias retinianas
3. Edema macular

A

Mecanismo fisiopatológico
• Provavelmente imunomediado, não por invasão viral direta.
• Mais comum em fases tardias da infecção.

QC: Febre alta, mialgia, cefaleia retro orbitaria, plaquetopenia, NS1

Manchas “white spots”
•	Lesões hiper-reflexivas, semelhantes às síndromes de pontos brancos.
Vasculite retiniana
•	Inflamação de arteríolas e vênulas → microinfartos.

Pode simular AMN **e PAMM

Neurite óptica (rara)
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
10
Q

Zika virus

A

Pouca febre, exantema pruriginoso, mialgia leve, sorologia por PCR
Conjuntivite
Coloboma de macula se congenito (diagn. diferencial de TOXO)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
11
Q

Chikungunya

A

Artralgia e edema articular, febre alta
Uveite anterior

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
12
Q

Mecanismo das arbovirores

A

• Replicação viral.
• Resposta inflamatória do hospedeiro (citocinas, interferons).
• Fenômeno de ADE (no caso da dengue) ou Potenciação Dependente de Anticorpos) é um mecanismo imunológico que pode piorar a infecção viral

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
13
Q

Localização OCT das lesões do diabetes

A

Hemorragia em chama de vela: CFNR

Exsudato algodonoso: CFNR
microinfartos da retina → acúmulo de material axoplásmico

Exsudatos duros: lipoproteina na plexiforme externa

Ponto borrão: hemorragia na nuclear interna

IRMAs: shunts arteriola-venula na plexiforme e nuclear interna (não são neovasos)

EM diabético: retina interna

Mancha algodonosa: lesão superficial pequena e esbranquiçada, com hipo focal por isquemia na AGF - disrupção isquemica dos axonios

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
14
Q

Classificação retinopatia diabetica

A

RDNP Leve:
• Apenas microaneurismas
(Se QUALQUER outra lesão, já não é leve)

RDNP Moderado

ETDRS - GRAVE 4:2:1
4 quadrantes de hemorragias intrarretinianas intensas

2 quadrantes de beading venoso (dilatação/tortuosidade)

1 quadrante de IRMA moderada/intensa

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
15
Q

Maculopatia diabetica isquemica (não responde a VEGF)

A

Diabetes → lesão endotelial, perda pericitos → capilares maculares se fecham → áreas de não perfusão.

ZAF: > 400 micra

• Acuidade visual reduzida, mesmo sem edema aparente.
• Fundoscopia: áreas de palidez ou pequenos pontos algodonosos na mácula, microaneurismas podem estar presentes.
• Fluoresceinografia: mostra áreas de hipofluorescência correspondentes à não perfusão capilar foveal e parafoveal.
• OCT: espessamento pode estar ausente; às vezes há atrofia da retina interna, sem cistos típicos de edema.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
16
Q

Edema macular clinicamente significativo

A
  1. Edema que envolve ou ameaça envolver a mácula central (fovea).
    1. Exsudatos duros dentro de 500 μm da fovea.
    2. Espessamento retiniano dentro de 500 μm da fovea.

Obs.: 500 μm ≈ 1/3 do diâmetro do disco óptico.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
17
Q

O que é o DRCR .net
• É uma rede multicêntrica de investigação nos EUA, voltada para estudos em Retinopatia diabética (RD) e Edema macular diabético (EMD).

O que é o Protocol T
• Estudo randomizado que comparou três agentes anti‑VEGF Aflibercept, Ranibizumab e Bevacizumab.
• População: adultos com DM1 ou DM2, com EMD central que afeta a visão.

A

Todos os três medicamentos melhoraram visão em média.
• Importante: a diferença de eficácia entre os fármacos se relacionou ao nível de acuidade visual inicial.
• Em olhos com acuidade pré‑tratamento relativamente boa (por exemplo 20/32‑20/40), os resultados foram sem diferença clínica importante entre os três fármacos.
• Em olhos com acuidade pior (por exemplo ≤ 20/50), o aflibercept apresentou vantagem estatística e clínica sobre bevacizumabe, e também sobre ranibizumabe em determinado cenário.
• Em termos anatômicos (espessura da mácula no OCT): aflibercept reduziu mais a espessura central em alguns casos.
• Segurança: não houve diferença relevante em eventos adversos graves entre os grupos naquele estudo.
Resumo:
Eylea foi superior se AV inicial menor 20/50 e teve mais ganhos de letras (~13), tem vantagem no primeiro ano de tratamento (no 2 ano, essas diferenças reduzem)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
18
Q

Os estudos RISE e RIDE (fase III) Edema Macular Diabético (EMD) com envolvimento da mácula central
Ranibizumabe (0,3 mg ou 0,5 mg) a cada 4 semanas. X SHAM (placebo)

•	Critérios de inclusão principais: pacientes adultos com diabetes tipo 1 ou tipo 2, com EMD que afetava visual (acuidade 20/40 a 20/320) e espessamento central da mácula (CST ≥ 275 µm) no OCT.
A

No 24º mês:
• Em RISE: taxa de ganho ≥15 letras foi 44,8% (0,3 mg) e 39,2% (0,5 mg) vs 18,1% no grupo sham.
• Em RIDE: taxa de ganho ≥15 letras foi 33,6% (0,3 mg) e 45,7% (0,5 mg) vs 12,3% no sham.
• Redução significativa da espessura foveal central (CST) no grupo ranibizumabe vs sham.
• Resultados de 36 meses: ganhos de visão e anatomia foram mantidos nos grupos tratados originalmente com ranibizumabe; o braço sham que posteriormente cruzou teve ganhos menores.

Resumo: primeiro grande estudo que aprovou o Lucentis. Indicado tratamento precoce para melhores resultados. Efeito mantido com o tto continuo.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
19
Q

VIVID‑DME e VISTA‑DME (frequentemente abreviados para VIVID e VISTA) de 2014‑2015 são ensaios de fase III importantes para o tto EMD

1.	Aflibercept 2 mg a cada 4 semanas (2q4)
2.	Aflibercept 2 mg a cada 8 semanas após 5 doses mensais (2q8)
3.	Fotocoagulação a laser macular (controle)
A

O estudo demonstra que aflibercept é superior à fotocoagulação laser para CI‑DME em termos de visão e anatomia.
• A dosagem a cada 8 semanas após indução (2q8) apresentou eficácia comparável à dosagem mensal (2q4) em muitos parâmetros, o que pode ter implicações para carga de tratamento.
• Importante: os resultados foram mantidos a médio‑longo prazo (100 semanas e depois até 148 semanas em análises adicionais).
• Em pacientes com CI‑DME, considerar tratamento com anti‑VEGF (como aflibercept) em vez de laser como primeira linha, especialmente se houver redução visual ou espessamento central significativo.

Resumo: a dose bimensal mostrou eficacia ~ a mensal, com menos IVTs

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
20
Q

Yosemite e Rhine - EMD

  1. Faricimab (Vabysmo) 6,0 mg a cada 8 semanas (Q8W) após carga inicial.
    1. Faricimab 6,0 mg com regimen personalizado (PTI = personalized treatment interval ou “treat-and-extend”), possível até Q16W (todas as 16 semanas) conforme critérios de controle.
    2. Aflibercept 2,0 mg Q8W (com carga inicial) como comparador-ativo.
A

Em termos anatômicos: em análise post hoc, ambos os braços de faricimab mostraram reduções maiores da espessura (CST) e maior % de olhos com ausência de fluido intrarretiniano ou sub-retiniano, comparados ao aflibercept. 
• Durabilidade: Com faricimab no regime PTI, muitos olhos conseguiram estender intervalo até 12-16 semanas sem perda de eficácia.
• Em visão: O efeito visual foi comparável ou melhor em alguns subgrupos com faricimab versus aflibercept, inclusive em pacientes com BCVA inicial pior (20/50 ou pior).
Faricimab oferece uma opção com potencial de menor fardo de injeções (intervalos maiores) mantendo eficácia.
• Para pacientes com visão já muito comprometida ou que têm dificuldade em comparecer com frequência, o regime “estendido” pode ser uma vantagem.

Consegue estender ate 16 semanas!

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
21
Q

DRCR.net PROTOCOLO I

  1. Ranibizumabe + laser imediato
    1. Ranibizumabe + laser adiado (≥24 semanas)
    2. Triancinolona + laser
    3. Laser isolado (grupo controle)

Todos receberam o laser focal/grid conforme diretrizes do ETDRS.
Injeções de ranibizumabe (0,5 mg) mensais inicialmente, depois conforme necessidade (pro re nata).

A

🔹 Melhor resultado visual: Ranibizumabe + laser adiado
🔹 Efeito colateral: Triancinolona → catarata e aumento de PIO.
🔹 Nos pseudofácicos, o grupo da triancinolona teve eficácia semelhante ao ranibizumabe
🧩 Conclusões
• Ranibizumabe + laser adiado = melhor ganho visual sustentado.
• Laser isolado deixa de ser o tratamento padrão — anti-VEGF passa a ser primeira linha para EMD
• O laser ainda pode ser usado como complemento, especialmente quando o edema é focal e residual.
• Triancinolona pode ser opção em pseudofácicos ou em quem não pode usar anti-VEGF
🩺 Seguimento longo (5 anos)
• Ganhos visuais mantidos nos grupos ranibizumabe.
• Redução na necessidade de injeções após o segundo ano.
• A proporção de olhos livres de edema aumentou ao longo do tempo.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
22
Q

Bevacizumab (Avastin)

A

• Anticorpo monoclonal humanizado IgG1
• Anti-VEGF-A (Fator de Crescimento Endotelial Vascular A)
• Originalmente desenvolvido para uso oncológico sistêmico (carcinoma colorretal metastático), mas usado off-label na oftalmo
O bevacizumabe se liga com alta afinidade ao VEGF-A (todas as suas isoformas), impedindo que ele ative seus receptores (VEGFR-1 e VEGFR-2) na superfície das células endoteliais.

1,25 mg/0,05 mL usual:
• Meia-vida: ~7–10 dias.
• Efeito terapêutico: 4–6 sem.
• Pequena absorção sistêmica (raros)
- Hipertensão arterial.
• Eventos tromboembólicos (AVC, IAM — pacientes de alto risco).
• Proteinúria, microangiopatia (em uso sistêmico).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
23
Q

Aflibercept (Eylea)

A

• Proteína de fusão recombinante (não é anticorpo).
• Também chamada de VEGF-Trap (“armadilha para VEGF”).
• É formado pela fusão das porções extracelulares dos receptores VEGFR-1 e VEGFR-2 com a fração Fc da IgG1 humana.
• Liga-se com altíssima afinidade ao VEGF-A, VEGF-B e PlGF (placental growth factor).
• Ao se ligar a esses fatores, impede que eles ativem os receptores endoteliais, bloqueando:
1. Angiogênese patológica.
2. Aumento permeabilidade vascular (edema).
2 mg/0,05 mL.
• Meia-vida vítrea: cerca de 7 dias, mas com atividade biológica mais longa → permite aplicações mais espaçadas (até a cada 8–16 semanas).
• Ligação muito estável ao VEGF → maior duração clínica comparado a ranibizumabe e bevacizumabe.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
24
Q

Ranibizumab (Lucentis)

A

Fragmento Fab humanizado de um anticorpo monoclonal anti-VEGF-A.
• Desenvolvido a partir do bevacizumabe, mas com menor peso molecular → melhor penetração nas camadas da retina.

Liga-se especificamente ao VEGF-A (todas as isoformas).
• Impede que o VEGF se ligue aos seus receptores endoteliais (VEGFR-1 e VEGFR-2).
0,5 mg/0,05 mL intravítreo.
• Meia-vida vítrea: ~9 dias.
• Desvantagem de varias Injeções mensais no inicio, mas regimes treat & extend ou PRN podem ser usados.
• Baixa absorção sistêmica → menor risco de eventos tromboembólicos que bevacizumabe.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
25
Faricimab (Vabysmo)
• Anticorpo monoclonal biespecífico humanizado (IgG1). • Atua em dois alvos diferentes: 👉 VEGF-A e 👉 Angiopoietina-2 (Ang-2). • Primeiro anti-VEGF com mecanismo duplo. 1️⃣ Inibe VEGF-A • Impede ligação ao VEGFR-1 e VEGFR-2. • Diminui angiogênese patológica e permeabilidade vascular (como os outros anti-VEGF). 2️⃣ Inibe Angiopoietina-2 (Ang-2) • A Ang-2 destabiliza o endotélio, aumenta inflamação e potencializa os efeitos do VEGF. • Ao bloquear Ang-2, o Faricimabe restaura a sinalização da Angiopoietina-1/Tie2, promovendo: • Estabilização vascular, • Menos extravasamento, • Menos inflamação. 📌 Resultado: bloqueio mais completo da patogênese vascular → efeito mais duradouro e redução do número de injeções. ✅ Duplo bloqueio (VEGF-A + Ang-2) → efeito antiangiogênico e anti-inflamatório. ✅ Intervalos de até 16 semanas comprovados. ✅ Eficácia igual ao aflibercepte com menos injeções. ✅ Reduz inflamação vascular e melhora estabilidade endotelial.
26
Brolucizumab (Beovu)
• Fragmento de anticorpo monoclonal humanizado (scFv – single-chain variable fragment) anti-VEGF-A. • É o menor anti-VEGF disponível (26 kDa → muito menor que ranibizumabe ou aflibercepte). • Produzido por tecnologia de DNA recombinante em E. coli. • Liga-se fortemente a todas as isoformas do VEGF-A (como ranibizumabe). • Bloqueia a ligação do VEGF-A aos receptores VEGFR-1 e VEGFR-2 📌 Por ser muito pequeno, penetra melhor nas camadas da retina e coroide, permitindo maior concentração tecidual e efeito mais prolongado. Fase de carregamento 3 doses mensais iniciais, depois a cada 8–12 semanas, dependendo da resposta. • Meia-vida vítrea curta (~4,5 dias), mas ação sustentada devido à alta afinidade e concentração intravítrea elevada. Complicações graves (específicas do Beovu): Vasculite retiniana oclusiva (pode causar perda visual grave), Inflamação intraocular e uveíte.
27
Comparando entre eles (VEGFs)
🩸 Todos bloqueiam o VEGF-A → ↓ angiogênese + ↓ permeabilidade vascular. • Aflibercepte → bloqueia VEGF-A, VEGF-B e PlGF (efeito mais amplo). • Faricimabe → único que também bloqueia Angiopoietina-2, promovendo estabilização vascular. • Brolucizumabe → molécula menor → penetração melhor, mas risco inflamatório maior (cai muito em prova). • Protocol T (DRCR.net) → comparou Beva × Rani × Aflibercept no EMD: • Se visão inicial ruim (<20/50) → Aflibercept melhor. • Se visão boa → resultados semelhantes. Todos bloqueiam VEGF-A, o Eylea bloqueia mais fatores, o Beovu é o menor, o Lucentis é o mais seguro, o Avastin é o mais barato, e o Vabysmo é o mais moderno e duplo.”
28
VEGFs
VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor) é uma proteína sinalizadora que estimula: • Crescimento de novos vasos sanguíneos (angiogênese) • Aumento da permeabilidade vascular (os vasos ficam “vazando”) Em retina e coroide, o VEGFR-2 é o mais importante.
29
PANFOTOCOAGULAÇÃO
Destruir áreas isquêmicas da retina periférica → reduzir estímulo para liberação de VEGF → ✅ Regressão dos neovasos ✅ Prevenção de hemorragia vítrea e glaucoma neovascular 1. Laser argônio verde (verde 514 nm) ou diodo 810 nm) → absorção da luz pela melanina (EPR) e hemoglobina 2. Conversão em calor (coagulação térmica) → necrose controlada do EPR e fotorreceptores 3. Reduz demanda metabólica da retina periférica e a hipóxia 4.↓ HIF-1 → ↓ VEGF → regressão dos neovasos e estabilização da BHR Inicia laser superior nasal
30
Efeito colateral PFC
31
CRYO-ROP (1988) - Retinopatia da Prematuridade Principais pontos: • Comparou tratamento com crioterapia vs. observação em ROP limiar (“threshold”). • ROP limiar definida como: 👉 Estágio 3 + doença “plus” em ≥5 horas contínuas ou 8 cumulativas em zona I ou II.
Importância: Primeiro grande estudo multicêntrico que demonstrou o benefício do tratamento ablativo da retina avascular periférica. Resultado: • Redução significativa da progressão para descolamento de retina em 50%. • Fundamento para o uso de tratamento ablativo (hoje, laser substitui a crioterapia).
32
ETROP (2003) - ROP Importância: Refinou os critérios do CRYO-ROP, mostrando que tratar antes do limiar melhora os resultados visuais.
Definições: Doença pré-limiar Tipo 1 (tratar): • Qualquer ROP em zona I com plus, ou • Estágio 3 em zona I sem plus, ou • Estágio 2 ou 3 em zona II com plus. Doença pré-limiar Tipo 2 (observar): • Estágio 1 ou 2 em zona I sem plus, ou • Estágio 3 em zona II sem plus. Resultado: • Tratamento precoce (laser) melhorou prognóstico anatômico e funcional.
33
BEAT-ROP (2011) - ROP Importância: Primeiro estudo controlado com anti-VEGF (bevacizumabe).
• Comparou bevacizumabe intravítreo vs. laser em ROP estágio 3+ em zonas I e II. • Melhor resposta na zona I com anti-VEGF. • Menor recorrência na zona I, mas recorrência tardia possível (por isso exige acompanhamento prolongado).
34
Rainbow Trial (2019) - ROP População: Recém-nascidos prematuros com ROP estágio 3+ em zona I ou II posterior. Comparar a eficácia e segurança do ranibizumabe intravítreo em diferentes doses versus o tratamento padrão com fotocoagulação a laser.
Efetividade (endpoint primário): • Sobrevida sem recorrência de ROP até 24 semanas pós-tratamento. • Ranibizumabe 0,2 mg foi superior ao laser (p≈0,03). • 0,1 mg teve eficácia semelhante, mas um pouco inferior. • Segurança: • Menor risco de efeitos sistêmicos com ranibizumabe comparado ao bevacizumabe, pois tem meia-vida sistêmica curta (molécula menor, maior depuração). • Nenhum evento adverso grave ocular ou sistêmico relacionado ao fármaco. • Recorrência: • ROP recidivou mais tardiamente no grupo anti-VEGF (mesmo achado do BEAT-ROP), exigindo seguimento mais longo. Resumo: “O estudo RAINBOW (2019) comparou ranibizumabe intravítreo (0,1 mg e 0,2 mg) ao laser em ROP estágio 3+. Mostrou maior taxa de regressão da doença e segurança sistêmica superior, especialmente com a dose de 0,2 mg. O ranibizumabe é hoje o anti-VEGF mais indicado na ROP quando se busca segurança sistêmica.”
35
Estudo GENEVA - Ozurdex Incluiu tanto: • Oclusão de veia central da retina (CRVO) • Oclusão de ramo de veia retiniana (BRVO) • Idade média: ~65 anos • Espessura macular aumentada e acuidade visual reduzida pela oclusão.
• Pico de melhora na semana 8 após o implante. • ≥15 letras de ganho (≈3 linhas de Snellen): • 22% no Ozurdex 0,7 mg • 18% no grupo 0,35 mg • 12% no placebo Diferença estatisticamente significativa até o 3º mês. Após 6 meses, o efeito diminui (implante já dissolvido). Ou seja: melhora acentuada, mas temporária, o que levou à recomendação de reaplicação a cada 4–6 meses 🔸 Espessura macular (OCT): Redução significativa do CMT (espessura central da mácula) nas primeiras 2–3 meses. Volta gradualmente ao basal após 5–6 meses. • Aumento da PIO: 15–25% • Catarata: principalmente em tratamentos repetidos (>1 ano). • Endoftalmite / DR / HV: extremamente raros. Ozurdex 0,7 mg foi seguro e eficaz no tratamento do edema macular secundário a oclusão venosa (central e de ramo). Efeito máximo entre 1 e 3 meses e sustentado até 6 meses. Necessidade de retratar conforme recorrência do edema.
36
Estudo MEAD - Ozurdex • 1.048 pacientes com edema macular diabético envolvendo o centro da mácula, com acuidade visual reduzida. • Todos haviam recebido tratamento prévio ou eram refratários ao laser. • Acompanhamento longo: 36 meses (3 anos!)
Ozurdex 0,7 mg mostrou-se eficaz e seguro para o tratamento do edema macular diabético, proporcionando melhora sustentada da acuidade visual e redução do espessamento macular por até 3 anos com reaplicações semestrais. 📚 Frase típica de prova: “O estudo MEAD demonstrou que o implante intravítreo de dexametasona 0,7 mg melhora a acuidade visual e reduz a espessura macular em pacientes com edema macular diabético, com perfil de segurança aceitável (principalmente catarata e aumento da PIO).” • Efeito dura até 4–6 meses, o que embasa o intervalo padrão de reaplicação. • Geralmente 2 a 3 implantes por ano.
37
Estudo HURON - Ozurdex • 229 pacientes com uveíte não infecciosa ativa. Critérios de inclusão: • Presença de cél vítreas ≥1+ • Acuidade visual reduzida pelo processo inflamatório • Doenças infecciosas foram excluídas (toxoplasmose, tuberculose, etc.).
✅ Ozurdex 0,7 mg é eficaz e seguro no controle da inflamação vítrea e melhora visual em uveíte não infecciosa posterior. ✅ Efeito rápido (1–2 semanas) e sustentado por até 6 meses. ✅ Melhor perfil de segurança em comparação a injeções repetidas de triancinolona. “O estudo HURON demonstrou que o implante intravítreo de dexametasona 0,7 mg reduz significativamente a inflamação vítrea e melhora a acuidade visual em uveíte não infecciosa do segmento posterior, com aumento transitório da PIO como principal efeito adverso.”
38
Comparativo rápido 3 estudos do Ozurdex
🩸 GENEVA → RVO → melhora rápida, pico 8 semanas, dura 6 meses. • 🍬 MEAD → DME → 3 anos, catarata e ↑PIO, eficácia sustentada. • 🔥 HURON → Uveíte não infecciosa → controla inflamação, melhora VA, ↑PIO leve. • 💉 Todos com Ozurdex 0,7 mg, efeito 4–6 meses, pico em 2 meses, ↑PIO comum, biodegradável.
39
Diferença entre as drusas (Cuticular)
Entre EPR e a membrana de Bruch - Duras (hard): bem delimitadas, EPR intacto e bem aderido - Moles (soft): Grandes, bordas mal definidas, confluentes, elevação irregular EPR Entre EPR e lamina basal de Bruch - CUTICULAR Angio: “tapete estrelado” OCT: “dente de serra” Associada à progressão lenta, mas típica de DMRI precoce; risco intermediário; glomerulonefrite proliferativa Acima EPR ou sub retiniana - RETICULAR = PSEUDODRUSA Alto risco de progressão para DMRI avançada, especialmente forma neovascular DEP drusenoide > 350 micra Pequena < 63 Interm Grande > 125
40
AREDS 1 e 2
DMRI: gene CFH e Arms 2 AREDS1 Vitamina C 500 mg + Vitamina E 400 UI + Beta-caroteno 15 mg + Zinco + 80 mg + Cobre 2 mg (para evitar anemia por deficiência de cobre induzida pelo zinco) → Reduziu em 25% o risco de progressão para DMRI avançada em pacientes com formas intermediárias ou avançadas em um olho. → Nenhum benefício para DMRI inicial. ⚠️ Problemas: • Beta-caroteno aumentou risco de câncer de pulmão em fumantes / ex-fumantes. • Alta dose de zinco causava efeitos gastrointestinais. AREDS 2: Vitamina C 500 mg + Vitamina E 400 UI + Luteína 10 mg + Zeaxantina 2 mg + Zinco 80 mg (ou 25–40 mg) + Cobre 2 mg ✅ Adicionou luteína (10 mg) e zeaxantina (2 mg): Antioxidantes da mácula, mais seguros 🔄 Reduziu zinco de 80 mg → 25-40 mg (em algumas formulações) Menos efeitos adversos gastrointestinais 🧬 Testou ômega-3 (DHA + EPA) ➜ Sem benefício adicional, portanto não entrou na fórmula final ➡️ Indicar apenas quando há risco real de progressão para DMRI avançada, ou seja: em DMRI intermediária ou avançada em um dos olhos.
41
Classificação da DMRI e conduta
DMRI INICIAL (leve / drusas pequenas) Drusas < 63 µm (micras), sem alterações pigmentares. 🔹 Conduta: Acompanhamento anual. NÃO indicar fórmula AREDS. Orientar dieta rica em luteína e antioxidantes (folhas verde-escuras, peixe, etc.). 📍Prova: “AREDS não mostrou benefício na prevenção primária” → não indicar em DMRI leve. DMRI INTERMEDIÁRIA • ✅ Drusas intermediárias (63–125 µm) ou grandes (>125 µm). • ✅ Alterações pigmentares do EPR. Conduta: Indicar vitaminas AREDS 2. • Reduzem risco de progressão para DMRI avançada em cerca de 25% em 5 anos. DMRI AVANÇADA EM UM OLHO (monocular) Ex.: cicatriz disciforme ou atrofia geográfica central em um olho. • 🔹 Indicar AREDS 2 para proteger o olho contralateral. • Reduz risco de desenvolvimento da forma avançada nesse olho. DMRI AVANÇADA EM AMBOS OS OLHOS Sem efeito preventivo (já há dano estabelecido). • 🔹 Não muda o curso, mas pode manter estabilidade antioxidante — uso opcional.
42
CONES e DISCROMATOPSIA
Cone S (Cianopsina) 420 nm : Azul Cone M (Cloropsina) 530 nm: Verde Cone L (Eritropsina) 560 : Vermelho 💚Deuteranopia / Deuteranomalia • Cone afetado: M (verde)(dificuldade em diferenciar verde/vermelho) • Cromossomo X (Xq28) • Herança: Ligada ao X ❤️ Protanopia / Protanomalia • Cone afetado: L (vermelho) • parece escuro, acinzentado • Cromossomo X (Xq28) • Sexo: masculino • Ligada ao X recessiva 💙Tritanopia / Tritanomalia • Cone afetado: S (azul) • Cor prejudicada: Azul–amarelo (confunde azul com verde, amarelo com rosa) • Crom 7 → A.D *** • Sexo: Ambos • Mais rara • Pode ser congênita ou adquirida (maculopatias, neuropatia óptica, drogas) 📚 Prova adora pegadinha: “Discromatopsia azul-amarelo geralmente é adquirida” → ✅ E Discromatopsia congênita tende a ser vermelho–verde.” Azul - Amarelo: Doenças de mácula (DMRI, CSR), Drogas (digoxina, etambutol, hidroxicloroquina), Lesão quiasmática ou retroquiasmática 🩵💛Teste: Farnsworth Verde - Vermelho: Neuropatias ópticas (tóxica, hereditária, compressiva) Teste: Ishihara ❤️💚 Padrão ouro: Anomaloscópio de Nagel (Diferencia protan x deuteran) ACROMATOPSIA TIPICA (A.R): ❌ Nenhuma função dos cones (L, M e S ausentes) - completa Visão em tons de cinza, AV muito baixa (20/200 a 20/400), fotofobia intensa, nistagmo ERG: resposta fotópica ausente, escotópica normal ATIPICA (RLX) - monocromatismo azul 🔸 Pode distinguir algumas cores, AV melhor (20/60–20/100), sintomas mais leves ERG: fotópica reduzida mas não ausente
43
Estudo BRAVO (Oclusão de Ramo Veia Central da Retina) Avaliar eficácia e segurança do ranibizumabe intravítreo (0,3 mg e 0,5 mg) no edema macular secundário à BRVO x Placebo 🆗 Injeções mensais por 6 meses
Após 6 meses: Todos puderam receber ranibizumabe conforme necessidade (“open-label extension”) até 12 meses 🕰️ Duração total: 12 meses Co-intervenções: Fotocoagulação só era permitida após 3 meses, se persistisse edema significativo Critérios de inclusão principais • Edema macular secundário à oclusão de veia de ramo (BRVO) com duração < 12 meses • AV inicial entre 20/40 e 20/400 (ETDRS 73–19 letras) • Espessura macular central ≥ 250 µm (OCT) ➡️ Diferença significativa já no 1º mês, mantida até o 6º. ➡️ No 12º mês, melhora sustentada com injeções sob demanda. • Sem aumento significativo de eventos tromboembólicos ou oculares graves. • Efeitos adversos oculares leves: dor transitória, aumento de PIO, hemorragia conjuntival 🔍 Conclusões • Ranibizumabe (0,3 mg ou 0,5 mg) → melhora rápida e sustentada da acuidade visual e espessura macular em BRVO. • Iniciar tto precocemente gera melhores resultados. • Base científica para uso de anti-VEGF como 1ª linha em BRVO (em vez de apenas fotocoagulação).
44
CRUISE (OVCR) Ranibizumabe 0,3 mg / 0,5 mg X Placebo Esquema de Injeções mensais por 6 meses, depois PRN (conforme necessidade) até 12 meses Duração total: 12 meses
Co-intervenção : Sem fotocoagulação (foco apenas em efeito anti-VEGF) Critérios de inclusão • Edema macular por CRVO (sem isquemia extensa) • AV inicial 20/40 e 20/320 • Espessura central ≥ 250 µm • Duração < 12 meses ➡️ Melhoras já visíveis no 1º mês e mantidas até o 6º. ➡️ Após 6 meses (fase PRN), o grupo controle também pôde receber ranibizumabe, e os resultados se aproximaram no 12º mês (mas com perda do “timing precoce”). Conclusões • Ranibizumabe 0,5 mg melhora significativamente AV e espessura macular em CRVO. • O tratamento precoce e contínuo resulta em melhores ganhos sustentados. • Base científica para uso de anti-VEGF como 1ª linha em CRVO (antes do aflibercepte / Eylea). Comparativo 🔹 BRAVO = BRanch → Veia de ramo, +18 letras, 61% respondem. 🔹 CRUISE = Central → Veia central, +15 letras, 48% respondem. 🔹 Ambos = ranibizumabe mensal 6M → melhora rápida e sustentada. 🔹 Tratamento precoce = melhor prognóstico visual.
45
VIBRANT Comparar aflibercepte intravítreo 2 mg versus fotocoagulação em grade (grid laser) no tratamento do edema macular por BRVO. Duração: 24 semanas (6 meses) com extensão até 52 semanas Esquema: 2 mg mensal até 24 sem → depois bimestral até 52 sem
Co-intervenções Laser de resgate permitido no grupo aflibercepte apenas após 24 semanas Critérios de inclusão principais • Edema macular secundário a BRVO (não isquêmica) • AV inicial: 20/40 a 20/320 • Espessura macular central ≥ 250 µm (OCT) • Duração dos sintomas < 12 meses Diferença significativa já no 1º mês. ➡️ Aos 12 meses, melhora mantida mesmo com injeções bimestrais Segurança • Eventos oculares: aumento transitório da PIO, dor, hemorragia conjuntival leve. • Sem aumento de eventos tromboembólicos ou inflamatórios relevantes. Conclusões • Aflibercepte 2 mg → superior ao laser no ganho visual e redução de espessura macular em BRVO. • Melhora sustentada até 1 ano, mesmo após reduzir frequência das aplicações. • Base científica para uso de anti-VEGF como primeira linha, substituindo o grid laser. BRAVO = Ranibizumabe × Placebo (BRVO) 🔹 VIBRANT = Aflibercepte × Laser (BRVO) 🔹 Ambos mostram ganho de ~17–18 letras e sustentação da melhora até 1 ano. 🔹 Laser perdeu espaço — anti-VEGF é 1ª linha para edema macular por BRVO.
46
COPERNICUS ~ GALILEU Aflibercepte intravítreo 2 mg mensal em pacientes com edema macular secundário à CRVO X placebo mensal OVCR Duração: 24 semanas (fase cega) + extensão aberta até 100 semanas Esquema: 2 mg mensais por 6 meses, depois PRN conforme critérios anatômicos/visuais
✅ Melhora significativa já a partir da 1ª injeção. ✅ Efeito sustentado até 1 ano quando mantidas as injeções PRN 🧠 Resultados de longo prazo (semana 100) • Quando os pacientes do grupo placebo cruzaram para aflibercepte após 6 meses, não alcançaram o mesmo ganho visual → tratamento precoce é melhor. • Aos 100 semanas, ganho médio foi +13,0 letras (vs. +3,8 do placebo inicial). COPERNICUS → CRVO + Aflibercepte + Placebo 🔹 Ganho médio: ~17 letras 🔹 Ganho ≥15 letras: ~56% 🔹 Espessura ↓: ~450 µm 🔹 Conclusão: Anti-VEGF deve ser tratamento de 1ª linha, e iniciar precocemente melhora o prognóstico. 🔹 Laser não tem papel na CRVO (diferente da BRVO).
47
BALATON: BRVO (veia de ramo) COMINO: CRVO ou hemicentral Faricimabe 6 mg x Aflibercepte 2 mg
Ambos avaliavam se o faricimabe (Vabysmo) era não inferior ao aflibercepte (Eylea) em ganho visual e controle do edema macular. 👉 São os primeiros estudos grandes de anti-VEGF + anti-Ang-2 em oclusão venosa. Faricimabe é um anticorpo biespecífico que bloqueia VEGF-A e Angiopoietina-2 (Ang-2). • Promete intervalos mais longos entre injeções sem perda de eficácia*** ✅ Não inferioridade demonstrada ✅ Mesma segurança e perfil de eventos adversos. ✅ Sustentação da resposta até semana 72 com intervalos ≥8–16 sem em boa parte dos pacientes.
48
Estudos de corticoides nas oclusões
GENEVA Dexametasona implante (Ozurdex®) BRVO e CRVO X Placebo Melhora da AV e redução de edema até 3 meses Cai direto em prova! SCORE-BRVO Triancinolona 1 mg / 4 mg BRVO x Fotocoagulação em grade Corticoide = mesmo efeito visual, mais Efeitos colaterais Laser ainda preferido na época SCORE-CRVO Triancinolona 1 mg / 4 mg CRVO x Placebo Melhora visual significativa vs placebo 1 mg > 4 mg (menos glaucoma/catarata). Menor dose, menos EC SCORE → Triancinolona GENEVA → Ozurdex (dexa) Corticoides foram eficazes, mas anti-VEGF superaram em eficácia e segurança.
49
Estudos sobre oclusão arterial
EAGLE Mostrou que trombólise IV não é padrão na CRAO Retina trials menores (CRAO com tPA intravitreo) Sem benefício comprovado; risco aumentado de hemorragia CRAO = emergência! tratar como AVC isquêmico; anti-VEGF não indicados
50
Resumo estudos sobre oclusões
1. Anti-VEGF → tratamento de 1ª linha para edema macular em RVO. 2. Laser só tem papel limitado (BRVO não isquêmica com isquemia periférica). 3. Corticoide (Ozurdex, Triancinolona) → opção em falha ou contraindicação ao anti-VEGF. 4. Faricimabe (Vabysmo) → eficácia não inferior e durabilidade maior (BALATON/COMINO). 5. Início precoce do tratamento = melhor prognóstico (demonstrado em COPERNICUS/GALILEO). RELIEF / RETAIN (subanálises BRAVO-CRUISE) sobre Tratamento a longo prazo Necessidade de tratamento contínuo; alguns mantêm ganho com PRN. “ Retina crônica precisa manutenção” SHORE Ranibizumabe mensal vs PRN em RVO PRN controlado é equivalente ao mensal = Mostra segurança do PRN NEWTON Faricimabe real-world (RVO) Eficácia mantida e menos injeções
51
AGF padrões
OCLUSÃO VENOSA ISQUÊMICA 👉 ≥ 10 áreas de disco (DD) de não perfusão capilar na CRVO 👉 ≥ 5 DD de não perfusão na BRVO Extensas áreas hipofluorescentes por não perfusão Aneurismas e vazamentos difusos Enchimento venoso lento ERG B/A < 1 e DPAR OCLUSÃO VENOSA EDEMATOSA (ou PERFUNDIDA) 👉 < 10 DD (CRVO) ou < 5 DD (BRVO) de não perfusão Perfusão capilar preservada Vazamento macular difuso (edema) OCLUSÃO VENOSA INDETERMINADA 👉 Quando a angiofluor não permite avaliar adequadamente (ex: muito sangue, má dilatação pupilar, artefatos)
52
CATT TRIAL (DMRI úmida) Lucentis x Avastins em 2 protocolos (mensal e PRN)
Bevacizumabe ≈ Ranibizumabe Diferença não significativa no ganho visual 💡 Bevacizumabe não inferior ao Ranibizumabe Mensal > PRN Ganho visual médio maior nos mensais (ligeiramente) 💡 PRN mantém resultado próximo, com menos injeções OCT: Espessura macular menor com ranibizumabe mensal **** (lucentis) 💡 Ranibizumabe “seca” mais rápido no OCT Efeitos adversos sistêmicos: Leve aumento com bevacizumabe RESULTADOS DE 2 ANOS Ganho visual sustentado em todos os grupos. • Bevacizumabe continuou equivalente ao ranibizumabe. • Esquema mensal manteve melhor AV que PRN (mas PRN teve menos injeções).
53
IVAN Bevacizumabe (Avastin) vs Ranibizumabe (Lucentis) • Mensal vs Discontinuado (PRN), em pacientes com DMRI úmida (neovascular)
Bevacizumabe ≈ Ranibizumabe Diferença média de AV < 1,5 letras 💡 Não inferior em eficácia Mensal vs PRN Ganho visual muito semelhante 💡 PRN manteve bons resultados, menos injeções Espessura macular (OCT): Ranibizumabe “seca” um pouco mais rápido (Igual ao CATT) Eventos sistêmicos graves: Leve ↑ com Bevacizumabe (não significativo) Bevacizumabe muito mais barato, mesmos ganhos visuais 💰 Forte argumento econômico INTERPRETAÇÃO FINAL • Eficácia visual: idêntica entre Lucentis e Avastin. • Segurança ocular: igual. • Eventos sistêmicos: discretamente mais frequentes com Avastin, sem diferença estatística. • Custo-efetividade: Bevacizumabe muito mais vantajoso. • Esquema PRN: tão eficaz quanto mensal, se monitorado de perto.
54
VIEW 1 e VIEW 2 Aflibercepte (Eylea) x Ranibizumabe (Lucentis) DMRI neovascular (úmida)
• Aflibercepte (Eylea) é tão eficaz e seguro quanto o ranibizumabe (Lucentis). • Permite intervalos de até 8 semanas sem perda de eficácia. • Marcou o início dos tratamentos “treat-and-extend” na DMRI úmida. — Eylea 2 mg bimensal não foi inferior ao Lucentis mensal Logo, teve menos IVTs — Validou o bimensal do Eylea
55
MARINA Lucentis em DMRI úmida minimamente clássica ou oculta X PLACEBO ANCHOR: Ranibizumab (Lucentis) com o tto padrão (PDT com verteporfina) em pacientes com DMRI úmida predominantemente clássica.
🔹 MARINA → Ranibizumabe vs placebo → melhora em lesões ocultas/minimamente clássicas. Ranibizumabe melhora a visão em DMRI úmida minimamente clássica/oculta, com efeito sustentado por 2 anos. 🔹 ANCHOR → Ranibizumabe vs PDT → melhora em lesões predominantemente clássicas. → Ranibizumabe (Lucentis) foi muito superior ao PDT, tanto em melhora visual quanto em redução de progressão da lesão. → O PDT deixou de ser tratamento padrão depois desse estudo 🔹 Ambos 2006 (NEJM) → estabeleceram o Lucentis como padrão ouro da DMRI úmida.
56
HARBOUR Trial mensal vs PRN de ranibizumabe Dose : 0,5 mg ou 2 mg DMRI úmida (neovascular).
É um dos estudos que provaram que o PRN pode manter bons resultados, mas mensal ainda é o mais eficaz. “Qual dose de ranibizumabe mostrou maior eficácia no estudo que comparou 0,5 mg vs 2,0 mg?” A tendência é o candidato pensar: “dose maior → mais efeito”. ❌ Errado. O HARBOR mostrou que 2,0 mg não foi superior a 0,5 mg — e isso derruba a lógica intuitiva. ✔️ Resposta correta da pegadinha: • 0,5 mg teve resultado igual ou ligeiramente melhor que 2,0 mg em ganho de letras. • Sem vantagem clínica para a dose maior. • 2,0 mg não virou prática clínica porque não adicionou benefício. Por isso a banca adora essa: 👉 A alternativa correta costuma ser: “0,5 mg apresentou melhor eficácia e perfil de segurança semelhante.”
57
HARBOR Ranibizumabe (Lucentis) em regime mensal vs PRN (após carregamento) para Degeneração macular neovascular
Conclusão aos 12 meses: o braço PRN não demonstrou não-inferioridade ao mensal conforme definido no protocolo. Importante: ao final de 24 meses, não houve diferença estatisticamente significativa relevante na AV entre os braços mensais vs PRN, embora o mensal tenha mantido ligeiramente vantagem. • O regime mensal continua a mostrar o melhor desempenho “máximo” em termos de ganho de AV, embora a diferença seja modesta (por exemplo ~1 a 2 letras extras ou tal) em muitos casos. • O regime PRN permite uma redução significativa no número de injeções (≈ 35-50% menos injeções em 2 anos) com ganhos clinicamente significativos e semelhantes. Isto pode ter implicações em ­carga de tratamento, custo, risco cumulativo de injeção. • No entanto, por não ter cumprido o critério de não-inferioridade aos 12 meses, a adoção do PRN deve ser com cautela: exige seguimento mensal rigoroso, critérios de retreamento claros e adesão do paciente/feixe de serviço. • Do ponto de vista operacional, para retina clínica, se bem estruturado o PRN pode ser uma estratégia, mas se o serviço for sobrecarregado ou se o paciente for de alto risco, o regime mensal pode oferecer “segurança” adicional de manter resultado óptimo. • Vale destacar que não foi demonstrada vantagem do braço 2,0 mg sobre 0,5 mg em termos de AV ganhos, o que sugere que a dose padrão 0,5 mg permanece adequada. • Deve-se considerar também perfil da lesão (complexidade, tipo de membrana, comissuras, presença de PED, fibrose), adesão ao seguimento, recursos do serviço. Em lesões “mais agressivas” ou com histórico complicado, talvez regime mais intensivo seja preferível.
58
TENAYA / LUCERNE Vabysmo x Eylia DMRI úmida • O Faricimab tem mecanismo “dual” — inibe tanto o VEGF‑A quanto o Angiopoietin‑2 (Ang-2). • Esquema de tratamento “treat-and-extend” (T&E) com intervalos estendidos até 16 semanas
Faricimab com intervalos até 16 semanas foi não-inferior ao Aflibercept com esquema mais frequente, em ganhos de acuidade visual. • Durabilidade: Muitos pacientes conseguiram estender os intervalos de injeção (o que reduz carga de tratamento). • Anatomia: Melhor controle de fluido / espessura macular em alguns subgrupos com Faricimab. • Alguns dados sugerem que Vabysmo pode permitir intervalos maiores entre injeções em certos pacientes. • Em termos de segurança/eficácia visual: similar visualmente (não inferior) em muitos ensaios. • Em termos anatômicos (espessura), há análises que sugerem que Vabysmo reduz espessura macular central (CST) mais que Eylea
59
HAWK / HARRIER BEOVU X EYLIA DMRI UMIDA • HAWK: brolucizumab 3 mg ou 6 mg após carregamento de 3 meses mensais (semanas 0,4,8) seguido de regime de manutenção a cada 12 semanas ou se doença ativa, cada 8 semanas. X Aflibercept 2 mg a cada 8 semanas após 3 carregamentos mensais. • HARRIER: brolucizumab 6 mg com mesmo esquema (3× mensal + espaça 8 e 12 X aflibercept 2 mg a cada 8 semanas após carregamento. 
AV: • Ambos os estudos atingiram o endpoint primário de não-inferioridade de brolucizumab versus aflibercept em ganho de letras ETDRS ao fim de 48 semanas. Exemplo: no HAWK, brolucizumab 6 mg ganhou ~6.6 letras vs ~6.8 letras com aflibercept. No HARRIER: ~6.9 letras vs ~7.6 letras. • Aos 96 semanas, os ganhos foram mantidos com diferenças mínimas. Anatomia / fluido / espessura macular • O brolucizumab demonstrou maior redução da espessura da fóvea e da espessura de PED/sub-RPE e fluido residual comparado ao aflibercept. Por exemplo, em análise de sub-RPE/PED no HAWK/HARRIER: redução de PED ~19.7% vs ~11.9% em HAWK (brolucizumab vs aflibercept) e ~29.5% vs ~18.3% em HARRIER. • Proporção de pacientes com presença de fluido (IRF/SRF) foi menor no braço brolucizumab: por exemplo, aos 48 semanas no HAWK ~31.2% para brolucizumab vs ~44.6% para aflibercept. Intervalos de tratamento / carga • Um dos atrativos do brolucizumab foi a possibilidade de intervalo de injeção q12w (12 semanas) após carregamento em muitos pacientes — no HAWK ~56% dos pacientes com brolucizumab 6 mg conseguiram permanecer em q12w até a semana 48; no HARRIER ~51%. • Número médio de injeções ao ano (~ 48 semanas) foi ligeiramente menor no braço brolucizumab: por exemplo ~6.2 injeções (HAWK) vs ~6.8 injeções no aflibercept. Pontos de cautela / limitações • Embora não inferior em ganho visual, o número de pacientes que conseguiram permanecer em q12w não foi universal — ou seja, nem todos os pacientes vão conseguir esse intervalo mais espaçado. • Em estudos pós-mercado e real-world, o perfil de segurança, especialmente inflamação intraocular / oclusão / vasculite, ganhou atenção (risco de EC!) Resumo: fase de carregamento 3 doses mensais | vantagem com fluido | AV ~ | Intervalo 8 - 12 sem | risco de EC Beovu: fragmento anticorpo monoclonal single chain antibody fragment (inibe VEGF A) - com menor peso 26 KDA Penetra + retina e permite + densidade de celula/injeção
60
DMRI úmida : estudos
1. ANCHOR – Ranibizumabe vs. PDT (Verteporfina) → Mostrou superioridade do ranibizumabe. 2. MARINA – Ranibizumabe vs. sham (controle) → Primeiro grande estudo mostrando ganho visual sustentado. 3. PIER – Ranibizumabe com regime fixo trimestral após 3 doses mensais iniciais → Menor eficácia → ajudou a consolidar a ideia de regimes PRN e treat-and-extend. 4. HARBOR – Ranibizumabe mensal vs. PRN (0,5 e 2,0 mg) → PRN foi não inferior ao mensal → regime sob demanda validado. 5. CATT – Ranibizumabe vs. Bevacizumabe (Lucentis x Avastin) → Eficácia semelhante. 6. IVAN – Complementar ao CATT (mesma ideia, Reino Unido) → Resultados semelhantes. 7. VIEW 1 / VIEW 2 – Aflibercepte (Eylea) vs. Ranibizumabe → Eylea tão eficaz quanto Lucentis, com menor frequência de aplicação (bimestral após carga). 8. HAWK / HARRIER – Brolucizumabe (Beovu) vs. Aflibercepte → Mesma eficácia visual, melhor secagem, mas maior risco de vasculite / oclusão. 9. TENAYA / LUCERNE – Faricimabe (Vabysmo) vs. Aflibercepte → Eficácia equivalente, intervalo de aplicação maior (até 16 semanas).
61
VALEDA Fotobiomodulação (FBM) = terapia não invasiva que utiliza luz de baixo nível (LLLT – Low-Level Light Therapy) para modular processos celulares e reduzir o estresse oxidativo. Luz de LED para DMRI seca - atrofia geográfica
• A luz é emitida em comprimentos de onda específicos (geralmente 590 nm, 660 nm e 850 nm — amarelo, vermelho e infravermelho próximo). • É absorvida principalmente pela citocromo c oxidase na mitocôndria. • Isso aumenta a produção de ATP, reduz espécies reativas de oxigênio (ROS) e diminui inflamação e apoptose. • Resultado: melhora da função celular do epitélio pigmentar da retina (EPR) e dos fotorreceptores. • Emite três comprimentos de onda (590, 660 e 850 nm). • Aplicado em sessões curtas (~4 min por olho), várias vezes por semana, em protocolos de algumas semanas. • Indicação: DMRI seca intermediária (ainda não substitui AREDS, nem é para DMRI úmida). Não reduz área de atrofia, mas melhora a função. Não recupera AV perdida. Seguro, várias sessões, caro
62
Estudo LIGHTSITE Atrofia geográfica DMRI seca
🔸 LIGHTSITE I (fase inicial) • Estudo piloto, pequeno (cerca de 30 olhos). • Mostrou melhora modesta, mas significativa, em acuidade visual e função microperimétrica, além de redução do volume do EPR 🔸 LIGHTSITE II • Multicêntrico europeu. • Comparou fotobiomodulação vs. sham em DMRI seca (intermediária). • Melhora da acuidade visual média de +5 letras ETDRS. Melhora funcional sustentada até 6 meses. •Nenhum efeito adverso importante. 🔸 LIGHTSITE III (FDA pivotal , EUA) • Estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico (119 pacientes, 232 olhos). • DMRI seca intermediária. • Resultados (publicados em Clinical Ophthalmology, 2023): • 55% dos olhos tratados tiveram ganho ≥5 letras, contra 29% no grupo sham. • Redução na progressão de áreas geográficas atróficas (tendência, não significante). • Boa segurança — sem eventos adversos oculares sérios. • Aumenta energia mitocondrial → melhora metabolismo do EPR. • Reduz inflamação crônica e dano oxidativo. • Pode atrasar progressão para atrofia geográfica.
63
Pegcetacoplan (Syfovre) - C3
É um inibidor do complemento C3. • Atua bloqueando a via comum final do sistema complemento, reduzindo inflamação e dano às células do EPR e fotorreceptores. • Via intravítrea, aprovada pelo FDA em 2023 — primeiro tratamento aprovado para atrofia geográfica (AG) secundária à DMRI seca. • O C3 é um ponto central das três vias do complemento (clássica, alternativa e lectina). • Ao inibi-lo, o pegcetacoplan reduz a cascata inflamatória que leva à destruição do EPR e fotorreceptores. • Meta: retardar a expansão da área de atrofia geográfica.
64
Estudos do Pegcetacoplan (Syfovre) - C3 FILLY , OAKS e Derby
🔸 FILLY (fase 2) Comparou pegcetacoplan mensal e a cada 2 meses vs. sham. • Redução da progressão da área de atrofia geográfica em 29% (mensal) e 20% (bimestral) em 12 meses. • Efeito adverso: aumento de neovascularização coroideana (CNV) em 9–12% dos casos tratados 🔸 OAKS e DERBY (fase 3) • Pacientes com atrofia geográfica sem NV ativa. • Tratamento: intravítreo mensal ou a cada 2 meses por 24 meses. OAKS: • Redução significativa na expansão da área de atrofia: • 21% (mensal) e 16% (a cada 2 meses) aos 12 meses. Efeito sustentado até 24 meses. DERBY: • Não significativo em 12 meses, mas diferença clara em 24 meses (18–22%). Conclusão geral: ➡️ Pegcetacoplan reduz a progressão da área de atrofia geográfica em ~20%. ⚠️ Efeitos adversos • Neovascularização coroideana nova: até 12% (maior que placebo). • Inflamação intraocular e oclusão vascular: raros
65
Avacincaptad pegol (Izervay) - C5
• O C5 é ativado após o C3 na cascata do complemento. • Sua inibição impede: • Formação do complexo de ataque à membrana (MAC – C5b-9). • Liberação de C5a, que é pró-inflamatório e quimiotático. • Resultado: redução do dano inflamatório e apoptose no EPR e fotorreceptores. Oligonucleotídeo RNA peguilado
66
Estudos do Avacincaptad pegol (Izervay) - C5 Gather 1 e 2
🔸 GATHER 1 • 286 pacientes com atrofia geográfica (sem NV ativa). •2 mg e 4 mg mensais x sham. • Resultados (12 meses): Redução da progressão da área de AG em 27% (2 mg) e 28% (4 mg). • Boa segurança, mas discreto aumento de CNV (≈9%). 🔸 GATHER 2 • Dose única (2 mg mensal). • 24 meses • 14–18% de redução da progressão da atrofia aos 12 meses (estatisticamente significativa). • Efeito sustentado até 24 meses. • CNV nova: ~7% dos olhos tratados (vs. 4% no sham). ⚠️ Efeitos adversos • CNV secundária (6–9%). • Inflamação intraocular: rara. • Nenhum sinal significativo de oclusão vascular. • Bem tolerado em geral.
67
Outros estudos para DMRI seca em fase 2 ainda…
68
Inibidor da MEK MEKAR – “MEK inhibitor–associated retinopathy”
Selumetinib • Aprovado para neurofibromatose tipo 1 (NF1) com neurofibromas plexiformes. ⚠️ Esse é o MEK inibidor que impacta mais no olho. Os MEK inibidores podem causar serous retinal detachment → conhecido como: ✅ Quadro semelhante a CRSC-like, por toxicidade do EPR. D.R seroso macular BILATERAL
69
Critérios (CAM Report 2, 2020) para atrofia no OCT 👁️ I-RORA: parcial, leve hiper transmissão, atenuação EPR, < 250 micras 👀 c-ORA: afeta retina externa, mas EPR preservado ⚫️ c-RORA: atrofia geográfica completa e bem definida > 250 micras
👁️ I- RORA Atrofia incompleta do EPR e retina externa. É o estágio inicial no OCT. • Zona de atenuação parcial do EPR • Zoona elipsoide interrompida ou irregular • Aumento leve da transmissão do sinal coroidal • Sem hipertransmissão nítida ainda. 👉 Ou seja: início da degeneração, mas EPR e fotorreceptores ainda parcialmente presentes. - 👀 c- ORA Atrofia completa da retina externa, mas EPR preservado. • Perda da zona elipsoide e dos fotorreceptores • EPR ainda íntegro • Sem hipertransmissão coroidal (pois o EPR bloqueia o feixe). 🩻 OCT: retina externa achatada, EPR visível e contínuo. ——- ⚫️ c- RORA Atrofia completa do EPR e retina externa. É o estágio definido de atrofia geográfica vista clinicamente 1. Perda completa da banda do EPR no OCT; 2. Perda da zona elipsoide e dos fotorreceptores (retina externa colapsada); 3. Hiperertransmissão bem definida 4. Tamanho ≥ 250 µm em diâmetro horizontal; 5. Sem sinais de neovascularização adjacente ativa. OCT: Área hipo-reflexiva na retina externa; Hipertransmissão nítida até a esclera; Afinamento localizado da retina neurossensorial
70
PROTOCOLO S — DRCR.net Panretinofotocoagulação (PRP) × Ranibizumabe intravítreo (0,5 mg) em pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) com ou sem edema macular diabético (EMD). • Seguimento inicial de 2 anos (publicação principal), depois estendido para 5 anos.
1. Ranibizumabe foi não inferior ao PRP para acuidade visual em 2 anos 👁️ MESMA visão ou até um pouco melhor com anti-VEGF. 2. Menor perda de campo visual com ranibizumabe 📌 PRP → mais perda de campo visual. 3. Menos necessidade de vitrectomia com ranibizumabe • Anti-VEGF → menos progressão para hemorragia vítrea e descolamento tracional. 4. Menor edema macular com ranibizumabe 5. Aderência é crítica • Ranibizumabe exige múltiplas visitas/injeções. • PRP é mais “definitivo” e depende menos do seguimento. ————— RESULTADOS DE 5 ANOS (que a prova gosta de perguntar): • Acuidade visual: similar entre ranibizumabe e PRP. • Campo visual: pior no PRP. • Injeções diminuem ao longo dos anos, mas manutenção é necessária. • Paciente que perde seguimento → ranibizumabe é perigoso (maior risco de progressão silenciosa da RDP). ⸻ ✅ MENSAGEM PRINCIPAL PARA PROVA “Ranibizumabe é uma alternativa válida ao PRP para tratar RDP, com melhores resultados de campo visual e menos progressão para complicações, mas exige aderência rigorosa.” Protocolo S: ranibizumabe é não inferior ao PRP para RDP, preserva mais campo visual e reduz vitrectomia/EMD, porém depende de seguimento frequente.
71
DRCR.net PROTOCOL W Pergunta principal do estudo: 👉 Vale a pena tratar RDNP moderada a grave (sem edema macular) com anti-VEGF preventivamente para evitar PDR/EMD? Ou seja: anti-VEGF profilático vs observar. 1) Aflibercepte 2 mg em esquema de repetição X 2) Observação (tto apenas se desenvolver PDR ou EMD que afete a visão) • Seguimento: 4 anos.
1. O aflibercepte reduziu o risco de evolução para: • Retinopatia proliferativa (RDP) • Edema macular diabético com risco visual (EMD com perda de AV) 👉 A progressão foi MENOR no grupo tratado. 2. MAS… NÃO houve melhora na acuidade visual ao longo de 4 anos Este é o pulo do gato: 📌 Prevenir PDR/EMD ≠ melhorar visão 📌 A visão ao final foi igual nos grupos tratamento × observação. 3. Conclusão do estudo “O aflibercepte previne complicações, mas não melhora a visão comparado ao tratamento on-demand. Portanto, não há motivo para tratar RDNP moderada/grave preventivamente.” 🚨 RESUMO • Anti-VEGF em RDNP moderada/grave reduz progressão para RDP/EMD → VERDADE. • Não melhora nem muda acuidade visual em 4 anos → FUNDAMENTAL. • Conduta preferida: observar e tratar apenas quando evoluir → VERDADEIRO. Protocol W: Aflibercepte previne progressão, mas não melhora visão — logo não se recomenda anti-VEGF profilático na RDNP.
72
Questão
O conceito de carga angiogênica residual explica por que, mesmo com supressão completa do VEGF intraocular, ainda há recorrência rápida da membrana neovascular — pela persistência de macrófagos ativados e da via ANG2/Tie2. ✅
73
Retinopatia diabética isquemica
👁️ ZAF > 400 micras Redução de densidade vascular no OCT-A < 35–40% na rede profunda (pq é a mais sensível) Área de não perfusão macular na AGF : 1 disco de área = isquemia clinicamente relevante • O anti-VEGF trata edema, mas não reverte isquemia. • Pode até reduzir fluido, mas AV não melhora quando FAZ está muito aumentado. Progn reservado • PANFOTO a laser é indicada APENAS PARA ÁREAS PERIFÉRICAS DE NÃO PERFUSÃO, visando reduzir estímulo VEGF. • NUNCA se faz laser na mácula, mesmo se isquêmica. Indicações cirúrgicas típicas na RD com isquemia macular: • DR tracional envolvendo ou ameaçando a mácula • HV persistente (>3 meses ou precoce se o outro olho é de risco) Seguimento ideal: • Mensal nos primeiros 3 meses se houver edema ou risco de NV • Depois a cada 3–4 meses, alternando exames: OCT → AF quando necessário
74
Questões
O pegcetacoplan mostrou maior eficácia em retardar a progressão quando a lesão é extrafoveal, com benefício crescente ao longo do tempo. O pegcetacoplan (inibidor de C3) mostrou nos estudos OAKS/DERBY: • Maior efeito quando a lesão é extrafoveal E benefício crescente ao longo do tempo (12 → 24 → 30 meses). Reduz progressão da AG, não melhora visão. __________ AREDS2 demonstrou que substituir β-caroteno por luteína/zeaxantina reduz risco de progressão em fumantes, sendo a opção preferida para ex-fumantes. ✅ AREDS só indica para drusas intermediárias (≥63 µm) ou grandes, não para drusas pequenas. A fórmula não tem benefício quando já há AG central estabelecida → suplementação é indicada para prevenir progressão, não quando a AG já está instalada —————- RAP = NVC tipo 3 . ✔ Origem intrarretiniana — vaso da camada plexiforme profunda, • A) Inverte o conceito: tipo 3 = começa na retina, não na coróide. • C) RAP é hiperexsudativa e sangra bastante → curso agressivo, não brando. • D) OCT-A detecta RAP e até mostra o “hot spot” intrarretiniano. • E) PDT não é o tratamento padrão → responde melhor a anti-VEGF. ————- A mudança de ranibizumabe para aflibercepte em pacientes com resposta parcial geralmente resulta em melhora anatômica, pois aflibercepte tem maior afinidade por VEGF-A e também bloqueia PGF ✔ Aflibercepte tem: • Maior afinidade por VEGF-A, • Tbm bloqueia VEGF-B e PGF, → Por isso melhora muitos casos de resposta parcial ao ranibizumabe/bevacizumabe..
75
OCT atrofia geográfica • CORA = só hipertransmissão • iRORA = perda parcial do EPR + parcial dos fotorreceptores + hipertransmissão discreta • RORA = perda total do EPR + total dos fotorreceptores + hipertransmissão intensa
🔹 1. CORA (Choroidal Hypertransmission Only Region of Atrophy) 👉 É o ESTÁGIO MAIS INICIAL. • Hipertransmissão da coroide LEVE • EPR ainda preservado Estruturas externas ainda presentes NÃO pode ter perda clara do EPR • NÃO pode ter perda dos fotorreceptores OCT: parece só “um feixe de luz passando mais” para baixo. 📌 CORA ainda NÃO é atrofia. É apenas risco aumentado. _______ 2. iRORA (Incomplete RORA) 👉 Estágio intermediário. Já existe dano, mas não é atrofia completa. • Perda PARCIAL do EPR • Perda PARCIAL das bandas de fotorreceptores (EZ/IZ reduzidas) • Hipertransmissão discreta ou moderada • Limites mal definidos • Retina externa afinada OCT: “um começo de buraco”, mas não é buraco completo. 📌 iRORA é como “pré-atrofia”. Ainda pode flutuar, mas geralmente progride. ———— 3. RORA (Complete RORA) 👉 Atrofia estabelecida — é o que define GA clinicamente. • Perda COMPLETA do EPR • Perda COMPLETA das bandas de fotorreceptores (EZ/IZ) • Hipertransmissão MARCADA • Transição bem definida Pode já corresponder a GA ≥250 µm OCT: “lampejo de luz descendo forte” porque não tem mais nada bloqueando. 📌 RORA = atrofia verdadeira. É GA se ≥ 250 µm.
76
Questões de endof
77
Retinoblastoma
1. Knudson’s Two-Hit Hypothesis • hereditário aparece mais cedo, é bilateral e multifocal. esporádico é unilateral e unifocal. • Isso levou à formulação de que são necessários dois “hits” no gene RB1, localizado no cromossomo 13q14. 👉🏻 Local do gene: 13q14 🚨 • Função: supressor tumoral • Mecanismo: dois eventos de mutação para a transformação maligna ——————- • O gene RB1 OCORRO PERDA DA HETEROZIGOSE (LOH) como segundo “hit”. 🚨 👉 RB1 mutado → descontrole do ciclo celular (E2F↑) → proliferação ——————- Estudos mostraram que tumores agressivos de retinoblastoma podem ter: •👹 Anormalidades em p53 e Overexpression de MDM2 e MDM4 ——————- MYCN-Amplified estudo • Criança com retinoblastoma unilateral, muito agressivo, sem mutação de RB1. •✅ Tem amplificação de MYCN. —————— International Classification of Retinoblastoma (ICRB / ABCDE) •A: tumores pequenos (<3 mm) •B: extensão sub-retinian<3mm • C: “seeding” focal • D: “seeding” difuso • E: olho inviável Baseado no estadiamento após enucleação • Grupo I: tumor confinado Grupo II: invasão focal de coróide • Grupo III: invasão maciça / nervo óptico pré-laminar Grupo IV: invasão pós-laminar • Grupo V: metástase 👉 define risco para QT adjuvante. ————- 💉Estudos do Abramson (NYC) 💉 – Protocolo com melphalan via artéria oftálmica – Melhora controle de grupos C e D – Evita enucleações Estudos sobre QT Intravítrea (Melphalan / Topotecan) • “seeds” vítreas refratárias • consolidação de doença 👉 A técnica da agulha fina + crioterapia no local da entrada.
78
Retinoblastoma
Invasão do nervo óptico pós-laminar = maior risco metastático. • Invasão masiva da coróide = risco intermediário. • Usado para indicar quimioterapia adjuvante. 💉💉melphalan intra-arterial. É mais eficaz para grupos C e D. • Altíssima taxa de salvamento de globo. Evita enucleação em muitos casos 🚨 Se aparecer : Tumor super agressivo, precoce, unilateral e sem mutação no RB1 • MYCN amplificado ——— Paciente com mutação germinativa RB1 tem risco de trilateral retinoblastoma. Surge no pineal ou suprasellar. Screening: RM anual até 5 anos Mutação germinativa aumenta muito o risco de novos tumores. • Osteossarcoma • Sarcoma de partes moles • Meningioma • Melanoma cutâneo
79
ROP
✅ 1. CRYO-ROP (1988) – HISTÓRIA • A crioterapia reduz progressão para D.R em doença limiar. Reduziu índice de cegueira. • Threshold ROP = 5 horas contínuas OU 8 cumulativas de doença estágio 3 + plus em zona II. • Hoje substituída por laser, mas o estudo é clássico. ⸻ ✅ 2. ETROP (2003) – Early tto for Retinopathy of Prematurity Mudou completamente. Mostrou que tratar antes da doença limiar é melhor (precoce). Doença PRÉ LIMIAR: Tipo 1 → TRATAR: •Zona I: qualquer estágio + plus •Zona I: estágio 3 (mesmo sem plus) • Zona II: estágio 2 ou 3 + plus Tipo 2 → Observar: •Zona I: estágio 1 ou 2 sem plus • Zona II: estágio 3 sem plus ———- BEAT-ROP (2011) – (Bevacizumabe × laser) Avastin foi superior ao laser zona I • Sem diferença em zona II • Menos recorrência precoce • Risco: recorrências tardias e vigilância por mais tempo ——- RAINBOW Trial (2019) – Laser vs diferentes doses de ranibizumabe. • Ranibizumabe 0,2 mg foi eficaz na zona II posterior. • Segurança melhor que bevacizumabe para efeitos sistêmicos (menor supressão de VEGF sistêmico). ⸻ ✅ STOP-ROP (1999) – Suplementação de O₂ em ROP pré-limiar. • Não houve benefício, e ↑ risco pulmonar. • Cai porque reforça que mais O₂ não trata ROP. Exploram níveis ideais de SpO₂ em prematuros. • Saturação muito baixa → aumenta mortalidade • Saturação muito alta → aumenta risco de ROP • O alvo recomendado mantém equilíbrio (geralmente 90–95%)
80
Retinopatia diabetica
Estudo DCCT (DM tipo 1) HBA1c media 7% Reduz 35-75% complicações microvasculares no grupo com maior controle glicêmico. - Efeito permanece a longo prazo devido “memória metabólica” Estudo ACCORD (DM t 2 + risco CV) Grupos com controle HBA1c <6% reduziu progressão de retinopatia diabetica, porém houve aumento da mortalidade por hipoglicemia O uso de fenofibrato também reduz a progressão ✅ Porém o fenofibrato NÃO tem efeitos que permanecem a longo prazo… se parou de usar, acabou o benefício. PA sistólica < 120 mmHg NÃO reduziu a progressão ❌ Estudo UKPDS (DM2 diag. recente) HBA1c media 7% PA < 150 x 85 mmHg Estudo DRS (RDP) Laser Argonio x Xenônio X Expectante ✅Proliferativa de alto risco: PFC precoce têm benefício, e é recomendafa ❌Doença não proliferativa ou RDP sem características de alto risco: não mostrou beneficios claros em relação a PFC precoce … melhor esperar a doença progredir Laser xenônio: faz marcas de cicatriz muito extensas / grandes e isso aumenta efeitos adversos. Estudo ETDRS 📚 PFC precoce: RDNP leve - moderada: NÃO RDNP grave - muito grave: considerar RDP risco moderado: considerar RDP alto risco: SIM Considerar o que? 1- possibilidade de seguimento ptce 2- controle glicêmico 3- estado do olho CL 4- se é DM2 (+ beneficio) 5- idade (>40 anos + beneficio) PFC: Marca 500 um, tempo 50-200 ms, 1200-1600 (em 1-3 sessões) EC: efusão, DR exsudativo, NVC, nictalopia, perda CV periferico, refuz contraste, rotura, EM , lesão iatrogenica
81
Retinopatia diabética
PROTOCOLO I (Edema macular) Observou que Anti VEGF Também regrediu a RDP PROTOCOLO S Ranibizumab 0,5 mg x panfoto inclusão: Pelo menos um olho com RDP + independente de edema macular + ausencia de laser previo Injeções mensais e depois PRN SEM EMD: 10 IVT em 2 anos COM EMD: 14 IVT em 2 anos Conclusão: Não inferioridade a PFC Menor perda de CV, reduz EM, menor necessidade de VVPP. Logo, tto 1 linha. Se paciente com anti VEGF perde seguimento, o prognóstico dele é pior do que o paciente que faz laser 📚 Estudo Clarity Eylea x PFC Inclusão: RDP + ausencia de edema macular + com ou sem PFC previa Apos 52 semanas: mostrou-se não inferior e superior a PFC na melhor AV corrigida. Melhores taxas de regressão de neovasos e de edema macular 📚 Estudo PROTEUS Ranibizumab + PFC (combinado) X Somente PFC Inclusão: RDP alto risco sem EM Combinado diminuição dos neovasos (P significativo) mas não de regressão completa de neovasos (pouco significativo) E AV final: Combinado 20/32 PFC isolado 20/40 Valor não significativo de P Mas concluido que o tratamento combinado foi melhor 📚 Estudo PROTOCOLO W Estagio pré proliferativo Eylea x injeção simulada inclusão: RDPN mod- grave, ausencia de EMD, AV > =20/25 (boa) É melhor injetar logo ou esperar? Resultados apos 2 anos: Grupo que fez Eylea teve menor probabilidade de desenvolver EMD MAS Não houve benefício visual significativo 📚 Estudo PANORAMA Eylea 2 mg a cada 8 sem + PRN x Eylea 2 mg a cada 16 semanas fixos x Injeções simuladas Inclusão: RDNP mod-grave, sem EMD, AV > = 20/40 Melhor resultado: Eylea 2 mg a cada 8 sem + PRN Porém Enquanto estava intervalo fixo de 8/8 semanas , à visão estava boa… Quando começou o esquema PRN a visao começou a cair 50% Conclusão: aflibercept melhorou na evolução da retinopatia, surgimento de complicações e EM.. POREM NÃO MELHOROU ESTATISTICAMENTE EM RELAÇÃO A ACUIDADE VISUAL em comparação com a AV ❤️ observou-se no protocolo S que 50% dos pacientes com RDP evoluiram para HV. O que fazer? 📚 Estudo PROTOCOLO AB (HV) Eylea 2 mg mensal / 4 m x VVPP + PFC (dentro de 2 semanas) Resultado: não fez diferença na AV final. Porém, quem fez a cirurgia teve recuperação da AV + rápido no inicio. 👉🏻👉🏻1/3 em cada um dos grupos tiveram que fazer alguma terapia de resgate apos … (HV persistente ou desenvolveu EM) ✅Conclusão: ambas opções sao tto viáveis de 1 linha na HV Escolher: facilidade de seguimento, condições clinicas, necessidade de recuperação da AV + rápido…
82
RDP + HV
Estudo DRVS VVPP precoce: 1 - 6 meses DM tipo 1 HV com BAV grave Ausencia de PFC previa (“virgem”) HV bilateral OBS: e os pacientes que perderam 6 meses ou mais de seguimento Anti VEGF x PFC Quem fez anti VEGF somente: teve maior incidencia de DRT, Neo disco, neo de iris, redução da AV, GNV… 💊 FENOFIBRATO: inibidores da PPAR alfa Clearence renal Risco em nefropatas 💊 PEMAFIBRATO VO Clearence hepático 💊 Liraglutida Analogo GLP1
83
Retinopatia diabética proliferativa
📚DRS Mostrou que PFC reduz risco de perda visual grave em ~50%. Critérios de alto risco p/ indicar PFC: • NVI ≥ 1/4 a 1/3 da circunferência da íris • NVD ≥ 1/3 da largura disco • NVD menor que isso, mas com hemorragia vítrea associada • NVE + hemorragia vítrea 🚨 Em RDP sem alto risco, pode observar ou iniciar PFC precoce dependendo do controle do pcte 📚DRCR.net Protocol S Comparou anti-VEGF vs PFC — RDP • Ranibizumabe (Lucentis) NÃO é inferior à PFC na acuidade visual em 2 e 5 anos. Menor frequência de: • Perda de campo visual • Progressão de edema m • Cirurgia de catarata Porém: Mais consultas e injeções • PFC ainda é mais prática para pacientes que não seguem acompanhamento. 🚨 anti-VEGF é não inferior à PFC em visão, com mais preservação do campo visual. 📚 DRCR.net Protocol W - sem RDP • Pacientes com retinopatia diabética moderada a severa NÃO proliferativa (NPDR). • Comparou aflibercepte profilático vs observação. Resultado: • Aflibercepte reduz progressão para RDP, mas • NÃO melhora acuidade visual final → 👉 Não se indica anti-VEGF profilático para NPDR !! 📚 CLARITY Trial • Aflibercepte vs PFC na RDP. • Anti-VEGF teve melhor AV final do que PFC em 1 ano. • Similar ao Protocol S, mas usando aflibercepte. “Qual estudo mostrou superioridade de aflibercepte sobre PFC na RDP?” 👉 CLARITY.
84
ETDRS estudo - diabetes
🌟 A PFC PRECOCE reduz o risco de progressão para RDP e perda visual grave. ❗ MAAAS… Para muitos pacientes sem doença de alto risco, a PFC precoce não melhora acuidade visual final → então pode esperar. 🖍️NPDR grave → pode considerar PFC precoce se o paciente tiver mau controle glicêmico, dificuldade de seguir acompanhamento … - NPDR leve/moderada → não fazer PFC - RDP sem alto risco → observar ou PFC precoce se acompanhamento ruim - RDP de alto risco → tratar imediatamente 🔥 ETDRS E O EDEMA MACULAR DIABÉTICO (EMD) ⭐ O laser focal/grid reduz risco de perda visual moderada em EMD clínicamente significativo (CSME). Esse foi o tratamento padrão antes dos anti-VEGFs. 👉 Critérios de CSME (cai MUITO): • Espessamento dentro de 500 μm do centro da fóvea • Exsudatos duros dentro de 500 μm do centro da fóvea se associados a espessamento • Espessamento retiniano ≥ 1 área de disco, com parte dentro de 1 área de disco do centro 📚 Pelo menos 2 critérios da regra 4-2-1 para retinopatia ETDRS 🔥 FATORES DE RISCO (ETDRS) • HbA1c 🔥 → progressão mais rápida • Hipertensão • Nefropatia • Edema macular • Gestação ❇️ PFC PRECOCE: • Reduz progressão para RDP • Diminui risco de perda visual grave • MAS aumenta risco de perda de campo visual periférico e piora discretamente EMD ❇️ PFC TARDIA: • Pode ser segura se o paciente for bem acompanhado • Indicada assim que surgem sinais de alto risco (do DRS) Pegadinhas: ❌ Anti-VEGF não faz parte do ETDRS ❌ EMD central-involvendo com OCT não é do ETDRS ❌ Aflibercepte/ranibizumabe comparado com laser → é DRCR.net, não ETDRS
85
RDP
🔥 CRITÉRIOS DE ALTO RISCO 🔹 1. NVD ≥ 1/4 a 1/3 do disco Melhor marcador de alto risco. 🔹 2. NVD menor + hemorragia vítrea/pré-retiniana Mesmo sem visualizar a neovascularização → se o quadro sugere ruptura de neovaso, é RDP. 🔹 3. NVE moderada/intensa + hemorragia vítrea/pré-retiniana 👉 Mandar tratar IMEDIATAMENTE com PFC, segundo o DRS. 🎯 RESUMO DA PROVA •RDP: qualquer NV (disco, retina, íris, ângulo) ou hemorragia vítrea. • Alto risco: ✔ NVD grande ✔ NVD pequena + VH ✔ NVE intensa + VH
86
Ozempic
1️⃣ Risco aumentado de piora da retinopatia diabética • Semaglutida pode causar piora rápida da RD em pctes com: • RD pré-existente moderada a grave • HbA1c muito elevada • Redução muito rápida da glicemia após iniciar o medicamento 👉 Isso é o mesmo fenômeno clássico da piora inicial de RD após controle glicêmico rápido, já conhecido com insulina. • 🚨 “Early worsening” por queda brusca da glicose, levando a alterações na perfusão retiniana e instabilidade dos microvasos. 🚨 Não é toxicidade direta do remédio na retina — é efeito indireto via glicemia. Qual estudo demonstrou isso? • SUSTAIN-6 ‼️ • HbA1c muito alta antes do uso • Redução rápida demais • RD pré-existente • Uso concomitante de insulinização intensiva Conduta: Avaliação de fundo de olho antes de iniciar • Seguir com monitorização mais frequente no 1º ano se RD moderada-grave • Tratar RD conforme indicação (anti-VEGF, laser) • Não é necessário suspender semaglutida na maioria dos casos Ozempic causa perda visual em não diabéticos? 👉 Prova considera NÃO, porque até o momento não há evidência consistente. Os dados de 2024 levantaram suspeita sobre neuropatia óptica isquêmica não arterítica (NOIA), mas ainda não há relação comprovada.
87
CNTF (Ciliary Neurotrophic Factor) Para Mactel tipo 2 Implant de Neurotech NT 501 💊
CNTF é um fator neurotrófico que estimula: sobrevivência de fotorreceptores sobrevivência das cél. de Müller, que são as primeiras a degenerar Ele é liberado por um implante intravítreo encapsulado: 💊 NT-501 (Neurotech) O implante tem células vivas geneticamente modificadas que secretam CNTF continuamente. ✅ Mecanismo de ação CNTF retarda a degeneração neuro-retiniana, preservando fotorreceptores e reduzindo a progressão da atrofia foveal. Não reduz telangiectasia. Não reduz cavitação intraretiniana. Não cura MacTel. 👉🏻Ele lentifica a atrofia, o que é o ponto-chave. ✅ Evidência clínica Estudo randomizado fase 2 (Shah) • Redução significativa da progressão da atrofia retiniana no grupo CNTF • Especialmente na área avascular foveal e na camada de fotorreceptores Estudo fase 3 (em andamento) • Mostra estabilização estrutural, mas benefício visual variável e com Segurança excelente ✅ “CNTF demonstrou reduzir a taxa de progressão da perda de fotorreceptores na MacTel tipo 2.” ❌”CNTF melhora acuidade visual de maneira consistente.” Falso 👉🏻 ÚNICA indicação em prova: • Lentificação da progressão neurodegenerativa da MacTel tipo 2, especialmente em estágios iniciais/intermediários. Não é para edema. Não é para telangiectasia. Não é para cavitação. Não é para CNV. ❌ CNTF não é anti-VEGF. É um neuroprotetor, não anti-exsudativo ❌CNTF não regenera ELM ou EZ (retarda) e não reduz telangiectasias (a parte vascular da MacTel persiste) Principal achado no OCT? ✅Estabilização da zona de elipsoide e menor progressão da atrofia foveal
88
Estudos aleatorios
📍SCORE & SCORE2 (reti hipertensiva / edema em OVCR/ORVR) SCORE Triancinolona vs. padrão-ouro da época (laser). •OVCR: triancinolona melhor que observação, mas com mais glaucoma/catarata. •Na ORVR: triancinolona ≈ laser (não trouxe vantagem relevante). SCORE2 • Compara aflibercepte x bevacizumabe na OVCR. • Não inferioridade do bevacizumabe → costuma cair porque muita prova ama custo-efetividade 📍 RISE & RIDE (DMRI LEVE? Não — são para edema diabético!) Pouca gente lembra disso. Estudaram ranibizumabe no DME. • Mostraram melhora sustentada de visão e espessura → mudaram guidelines de anti-VEGF para DME. • Pergunta típica de prova: “Qual estudo provou eficácia dos anti-VEGF no DME?” → RISE & RIDE. 📚📚📚 DRC.net Protocol V – EMD com boa visão (≥20/25): Observação = laser = anti-VEGF no início, logo não trate EMD com boa visão de cara!! Protocol S – RDP • Rani vs. panfo IGUAL em desfecho VISUAL 👁️ • Mas rani ↓EDEMA e ↓complicações , logo vegf é padrão Protocol W – Prevenção em retinopatia diabética não proliferativa GRAVE - severs: • Anti-VEGF não impede desfechos visuais ruins a longo prazo 🔥 • Isso cai porque contradiz o que muita gente acha. 📍 EVEREST & EVEREST-II (Polipoidal / PCV) • Comparou Lucentis isolado vs. associado + fotodinâmica. • O combo dá melhor fechamento de pólipos. 📍 PLANET (PCV com aflibercepte) • Mostrou que aflibercepte isolado é suficiente na maioria dos casos. • EVEREST-II → melhor PDT + rani • PLANET → aflibi sozinho vai bem 📚 CATT (DMRI úmida: bevacizumabe vs. ranibizumabe) • Não inferioridade do avastin • Mensal > PRN • Pegadinha clássica: segurança sistêmica ligeiramente pior no bevacizumabe. 📚 HARBOR (DMRI úmida, altas doses de rani) • 0,5 mg vs. 2,0 mg → dose alta não melhora resultados. 📚 AREDS 1 & 2 – detalhes AREDS2 remove beta-caroteno (risco câncer pulmão fumantes). • Inclui: luteína + zeaxantina. • NÃO previne DMRI; previne progressão da intermediária → avançada. 📚 Coriorretinopatia Serosa Central •Risco com CTC (qualquer via!). • OCT : elevação serosa pura. •AGF: “smoke stack”, “ink blot”. • Crônica → PDT half-fluence Evitar anti-VEGF (só se CNV 2aria) 📚📚 RETAIN • Comparou treat & extend vs. PRN no DME com ranibizumabe. - TE manteve melhor controle anatômico !!
89
Regimes de Anti VEGF
✅ ESQUEMA MENSAL (Fixo) • Injeção TODO mês, independentemente do OCT, sem avaliar se está ativo ou não. Vantagens: • Controle anatômico e visual mais forte, especialmente no início dos trials. • Foi como os principais estudos de DMRI foram feitos (MARINA, ANCHOR, CATT). Desvantagens: • Muitas aplicações. Maior custo, maior risco cumulativo. 👁️ Qual regime teve os melhores ganhos nos trials de DMRI úmida?” → Mensal. • CATT: mensal foi superior ao PRN em controle anatômico e estabilidade visual. • HARBOR: dose alta mensal ≠ melhor resultado. Quando usado na prática: Quase nunca no dia a dia. Mas padrão-ouro dos estudos. ✅ ESQUEMA PRN (Pro Re Nata – conforme necessário) • Fase de carga (3 mensais). • Depois monitora todo mês. • Injeta só se houver atividade. Líquido no OCT (sub-retiniano, intra-retiniano). Hemorragia. Piora da AV. Crescimento de lesão na angio. Vantagens: Menos injeções do que mensal e tem Boa eficácia se o paciente for seguido mensalmente. Desvantagens: Flutuação de líquido “efeito yo yo” vai e volta Piora anatômica maior que treat & extend. Depende de visitas mensais (muita gente falta → piora). Estudos clássicos PRN: • CATT (braço PRN). • HARBOR (PRN). VIEW 1/2 teve braço PRN modificado 🚨 PRN = tratar só quando recidiva. Fazer follow-up mensal obrigatório • Tem menos injeções, mas menor estabilidade anatômica do que T&E. ✅ TREAT & EXTEND (T&E) • Fase de carga (3 mensais). → Se sem atividade, estende o intervalo (ex: +2 semanas). → Se com atividade, encurta (ex: −2 semanas). Ex: • 4 semanas → 6 semanas → 8 → 10 → 12 semanas Se recidiva no 10 → volta para 8. Vantagens: • NÃO precisa vir todo mês → espaçamento progressivo. • Melhor controle do que PRN → menos flutuação de fluido. É o protocolo mais usado em DMRI úmida, DME, Oclusões venosas. Desvantagens: Em provas pode confundir com PRN. 🚨 Trata mesmo se não tiver líquido na consulta”— essa é a principal diferença. • Mensal = injeta sempre → melhores resultados, pior logística. • PRN = injeta quando ativa → precisa consultar mensalmente. • T&E = injeta em toda visita → mas vai espaçando → vida real.
90
Diferença entre os DEPS • Drusenoide • Seroso • Fibrovascular
🔸 1. Drusenoide • ≥ 350 µm ⭐ • Causa: DMRI seca (intermediária/avançada) É assintomático ate atrofia • Sinaliza evolução para atrofia geográfica 🚨 • Angio: Pouca fluorescência; “estase” • OCT: material homogêneo. • TTO: observação ou AREDS2 🔸 2. Seroso • Também chamado de serous DEP ou DEP avascular. • Alteração da bomba do EPR (Pode evoluir pra fibrovascular) • Conteúdo completamente hiporreflectivo (tipo água). Cúpula lisa, homogênea, bem delimitado • AGF: pooling sem vazamento • Observação 🔸 3. Fibrovascular • O mais cobrado na DMRI úmida • Elevação do EPR por tecido neovascular (tipo 1) • Risco alto de exsudação e hemorragia • OCT: material heterogêneo + possíveis áreas hipo e hiper interno, irregular • AF: vazamento late leakage. • Indocianina é o melhor exame pq capta a rede vascular • Necessita anti-VEGF 💉
91
Pegadinha de prova sobre oclusões
⭐ OCLUSÃO DE VEIA CENTRAL DA RETINA (OVCR / CRVO) 👉 Panfotocoagulação (PRP) NÃO é feita de rotina. • A PRP não melhora acuidade visual na CRVO. • A PRP não previne o surgimento de neovascularização de íris ou ângulo se não houver já sinais de isquemia/neovasos (estudo clássico: CVOS). 📌 Portanto: • TTO da baixa visual = Anti-VEGF (padrão ouro). • PRP só está indicada se houver neovascularização (NVI, NVA, NVD/NVE), não profilática 🚨 ⭐ OCLUSÃO DE VEIA RAMO (BRVO) Aqui é diferente: 👉 Laser pode ser feito, SIM. • Laser setorial para áreas isquêmicas periféricas pode reduzir risco de NV. • É permitido PRP setorial ou focal/grid (macular edema crônico não responsivo a anti-VEGF). 📌 Porém: • Nos últimos anos, anti-VEGF virou TTO de 1• linha tanto para edema macular de BRVO quanto CRVO 🎯 Dica de ouro (CVOS): • CRVO isquêmica SEM neovasos → NÃO fazer PRP. • CRVO com NVI/NVA → fazer PRP imediatamente.
92
Ponto chave no tto de retinopatia diabética pelo ETDRS
🔸 RDNP Leve: apenas microaneuridmas 🔸 RDNP Moderada hemorragias intra-retinianas moderadas, exsudatos • pequenos IRMAs discretos • leve dilatação venosa 📌 Não ameaça de PDR imediata. 📌 acompanhar (3–6 meses) 🔸 RDNP Grave — “Regra 4:2:1” ✔️ Qualquer UM dos critérios: 4 quadrantes com hemorragias intrar. /microaneurismas intensas 2 quadrantes com beading venoso 1 quadrante com IRMAs ⚠️ Risco de evoluir para PDR em 1 ano: ~50% 🔸 RDNP Muito Grave • Presença de DOIS dos 3 critérios da regra 4:2:1. ⚠️ Risco de evoluir para PDR em 1 ano: > 70% 🎯 QUANDO FAZER PRP SEM ESPERAR? RDNP grave/muito grave = precisa fazer PRP imediatamente? A resposta é: NÃO necessariamente. Só fazemos PRP precoce em casos que configuram alto risco real de virarem RDP ameaçadora. ✔️ Indicações de PRP precoce 1) RDNP muito grave • ETDRS mostrou risco >70% de evoluir para PDR em 1 ano. • Se o paciente pode perder seguimento, já vale PRP. 2) RDNP grave + fatores de pior prognóstico • HbA1c muito alta • Gestante • IRC / hemodiálise •Dificuldade de retorno/adesão • Pct que perdeu o outro olho 3) Qualquer sinal muito inicial de neovascularização suspeita • Lesão que parece IRMA “gordinha”, suspeita de NVE → melhor tratar do que perder o timing. 4) Edema de mácula que exige anti-VEGF contínuo • Muitos retinólogos fazem PRP precoce em RDNP grave/muito grave se não querem manter o paciente dependente de anti-VEGF. ‼️ Quando PRP é OBRIGATÓRIA (alto risco “clássico” – ETDRS) 👺1) NVD ≥ 1/3 da área do disco 👺 2) NVD < 1/3 do disco + HV 👺 3) NVE (retina) + HV Nesses casos → PRP imediata, sem discussão.