Clínico Pelve e Períneo Flashcards

(185 cards)

1
Q

Em adultos magros, qual polo renal é mais frequentemente palpável e por quê?

A

O polo inferior do rim direito. É palpável porque está 1 a 2 cm abaixo do nível do rim esquerdo e pode ser sentido como massa firme, lisa, arredondada que desce durante a inspiração, o esquerdo está mais alto e não desce tanto durante a inspiração. Só é palpável se estiver aumentado (tumor, inflamação,…) ou deslocado por massa retroperitoneal.

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2
Q

Por que os rins podem se mover mais do que o normal quando o corpo está ereto?

A

Porque as lâminas da fáscia renal não têm fusão firme inferiormente, não oferecendo resistência, permitindo que rins anormalmente móveis desçam mais de 3 cm.

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3
Q

O que acontece com as glândulas suprarrenais durante a ptose renal?

A

Elas permanecem no lugar, pois estão em um compartimento fascial separado e firmemente inseridas no diafragma, em casos de transplante não há lesão delas

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4
Q

Como diferenciar ptose renal de rim ectópico?

A

• Ptose renal: rim móvel, ureter de comprimento normal com espirais frouxas ou dobras devido à redução da distância até a bexiga.
• Rim ectópico: localização congênita anormal, ureter pode ser encurtado ou tortuoso.

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5
Q

Qual é a provável causa da dor intermitente na região renal em ptose?

A

A tração dos vasos renais, com alívio da dor em decúbito, devido ao movimento descendente do rim.

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6
Q

Por que rins transplantados são posicionados na fossa ilíaca da pelve maior?

A
  1. Ausência de sustentação inferior na região lombar para rins nativos (sustenta)
    1. Disponibilidade de grandes vasos sanguíneos e sem tração
    2. Acesso conveniente à bexiga urinária próxima.
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7
Q

Qual é a opção preferida de tratamento para casos selecionados de insuficiência renal crônica e/ou avançada?

A

O transplante renal.

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8
Q

Como são conectados os vasos e ureter do rim transplantado?

A

• Artéria renal → artéria ilíaca externa
• Veia renal → veia ilíaca externa
• Ureter → bexiga urinária (suturas cirúrgicas)

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9
Q

Como os cistos renais costumam ser encontrados?

A

São achados comuns em ultrassonografia e durante dissecção de cadáveres, podendo ser múltiplos ou solitários.

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10
Q

Qual é uma causa importante de insuficiência renal relacionada a cistos?

A

A doença renal policística do adulto (herança autossômica dominante).

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11
Q

Como se apresentam os rins na doença renal policística do adulto?

A

Muito aumentados e distorcidos, com cistos que podem alcançar até 5 cm de diâmetro.

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12
Q

O que indica a presença de um rim esquerdo extremamente cístico em um paciente com histórico de nefrectomia do rim direito?

A

Indica doença renal policística avançada, com risco elevado de insuficiência renal terminal.

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13
Q

Por que a extensão das articulações do quadril pode aumentar a dor nas áreas pararrenais?

A

Porque os rins estão próximos aos músculos psoas maiores, eles flexionam as coxas nas articulações do quadril, e sua proximidade com os rins explica a irradiação ou aumento da dor durante certos movimentos ou inflamações na região pararrenal

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14
Q

Onde se localizam os cálculos renais e ureterais?

A

Podem se localizar nos cálices renais, ureteres ou bexiga urinária.

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15
Q

Quais são as consequências da obstrução ureteral por cálculo?

A

Pode causar obstrução completa ou intermitente do fluxo urinário, distensão do ureter (podendo levar a forte dor intermitente se excessiva - cólica ureteral) e tem dor referida dependendo do nível do cálculo: região lombar, inguinal ou órgãos genitais externos/testículo.

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16
Q

Como a dor dos cálculos ureterais é transmitida ao sistema nervoso?

A

A dor é referida nas áreas cutâneas inervadas por T11–L2, que também recebem fibras aferentes viscerais do ureter, seguindo um trajeto anteroinferior da região lombar para a região inguinal.

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17
Q

Que áreas podem ser afetadas por projeção da dor do ureter?

A

• Face anterior proximal da coxa (via nervo genitofemoral, L1–L2)
• Escroto nos homens
• Lábios maiores do pudendo nas mulheres

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18
Q

Quais sintomas associados podem ocorrer em crises intensas de cólica ureteral?

A

Náuseas, vômitos, cólica, diarreia e resposta simpática generalizada, que pode mascarar sintomas específicos da obstrução ureteral.

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19
Q

Por que o tamanho da pelve menor é importante em obstetrícia?

A

Porque a pelve menor é o canal ósseo que o feto atravessa durante o parto vaginal, sendo essencial para determinar se o parto vaginal é possível.

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20
Q

O que é o diâmetro anteroposterior (AP) verdadeiro da pelve menor?

A

É a menor distância fixa que a cabeça do feto precisa atravessar, medida do promontório da base do sacro até a margem posterossuperior da sínfise púbica, devendo ser ≥11 cm.

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21
Q

Por que o diâmetro verdadeiro não pode ser medido diretamente durante o exame pélvico?

A

Porque a bexiga urinária impede a medição direta, sendo necessário usar o diâmetro diagonal para estimativa.

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22
Q

Como se mede o diâmetro diagonal da pelve menor?

A
  1. Palpar o promontório da base do sacro com o dedo médio.
    1. Marcar o nível da margem inferior da sínfise púbica na mão do examinador.
    2. Retirar a mão e medir a distância entre a extremidade do dedo indicador (1,5 cm mais curto que o dedo médio) e a marca da sínfise púbica.
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23
Q

Qual é a parte mais estreita do canal pélvico para passagem da cabeça fetal?

A

A distância entre as espinhas isquiáticas, que não é fixa devido ao relaxamento ligamentar e aumento da mobilidade articular na gravidez.

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24
Q

Quais são as principais causas de cistocele e uretrocele em mulheres?

A

Lesões do assoalho pélvico durante o parto, incluindo:
• Laceração dos músculos do períneo e dos nervos que suprem o assoalho pélvico
• Ruptura da sustentação fascial da vagina (paracolpo)

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25
O que é cistocele?
Herniação da bexiga urinária sobre a parede anterior da vagina, projetando-se pelo óstio vaginal devido à perda de sustentação vesical.
26
O que é uretrocele e como se relaciona com cistocele?
É a perda de suporte da uretra, muitas vezes associada à cistocele, que altera a localização, direção ou ângulo da uretra, comprometendo sua função de compressão passiva e favorecendo a incontinência urinária.
27
O que é incontinência urinária por estresse (IU por esforço)?
Gotejamento de urina durante elevações temporárias da pressão intra-abdominal (esforço físico, tosse, espirro, riso) devido à falta de suporte uretral.
28
Quais são os tratamentos não cirúrgicos para cistocele/uretrocele/IU por estresse?
• Exercícios do assoalho pélvico • Pessários (suporte vaginal) • Farmacoterapia
29
Quais são os tratamentos cirúrgicos para cistocele/uretrocele/IU por estresse?
• Refixação da vagina • Colocação de suporte uretral (alças fasciais ou sintéticas, agentes que aumentam volume tecidual) para restaurar a direção da uretra e permitir compressão passiva.
30
Por que a bexiga urinária é vulnerável a rupturas?
Porque, quando distendida, a bexiga se encontra em posição superior, tornando-se suscetível a lesões na parte inferior da parede abdominal anterior ou fraturas da pelve.
31
Quais são os tipos de ruptura da bexiga urinária e suas consequências?
• Ruptura superior: rompe o peritônio, causando extravasamento de urina intraperitoneal (risco de peritonite química.) • Ruptura posterior: geralmente resulta em extravasamento de urina extraperitoneal para o períneo (fraturas pélvicas)
32
Qual é o objetivo da cistoscopia?
Permitir a visualização do interior da bexiga urinária e de seus três orifícios ureterais, avaliando lesões, tumores ou outras alterações.
33
Qual via é usada para introduzir o cistoscópio?
A uretra.
34
Quais estruturas podem ser palpadas através da parede anteroinferior do reto?
• Homens: próstata e glândulas seminais • Mulheres: colo do útero
35
Quais outras estruturas pélvicas podem ser palpadas durante o exame retal em ambos os sexos?
• Faces pélvicas do sacro e cóccix • Espinhas e túberes isquiáticos • Linfonodos ilíacos internos aumentados • Espessamento patológico dos ureteres • Tumefações nas fossas isquioanais (ex.: abscessos, conteúdo anormal na escavação retovesical ou retouterina)
36
Quais instrumentos permitem examinar a face interna do reto?
• Proctoscópio: permite visualização e biópsia de lesões • Retossigmoidoscópio: usado para examinar reto e sigmoide, lembrando das curvaturas e flexão retossigmoide
37
Qual é o método mais comum de esterilização masculina?
Deferentectomia, mais conhecida como vasectomia.
38
Como é realizada a vasectomia?
• Parte do ducto deferente é ligada e/ou excisada • Procedimento feito por incisão na parte superior do escroto
39
O que acontece com o líquido ejaculado após a vasectomia?
Contém glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais, mas não contém espermatozoides, que degeneram no epidídimo e ducto deferente proximal.
40
Como é feita e quais fatores aumentam a chance de sucesso na reversão da vasectomia?
As extremidades seccionadas do ducto deferente são reunidas com auxílio de microscópio cirúrgico. • Pacientes com menos de 30 anos • Intervalo menor que 7 anos após a cirurgia
41
O que é a laqueadura das tubas uterinas?
Um método cirúrgico permanente de controle de natalidade, em que os oócitos degeneram nas tubas uterinas sem atingir o útero.
42
Quais são as abordagens cirúrgicas para laqueadura tubária?
• Abdominal a céu aberto: incisão suprapúbica curta, remoção de segmento ou toda a tuba • Laparoscópica: laparoscópio de fibra óptica, interrupção da tuba por cauterização, anéis ou grampos, pequena incisão geralmente perto do umbigo
43
Como funciona a esterilização histeroscópica?
Colocação via histeroscopia de implantes de níquel-titânio nas aberturas tubárias, formando tecido fibrótico que obstrui as tubas.
44
Quanto tempo leva para a esterilização histeroscópica ser efetiva e como é verificada?
Aproximadamente três meses, com histerossalpingografia para confirmar oclusão completa das tubas uterinas. Durante o período de três meses, é obrigatório usar outro método contraceptivo até confirmação da oclusão tubária.
45
O que causa anomalias congênitas do útero, como útero bicórneo?
Fusão incompleta dos ductos paramesonéfricos embrionários, que normalmente formam o útero.
46
Quais são os tipos de anomalias uterinas resultantes da fusão incompleta dos ductos paramesonéfricos?
• Útero unicórneo: recebe ducto uterino de apenas um lado • Útero bicórneo: cavidades uterinas duplicadas • Útero didelfo: duplicação completa do útero
47
Qual é a posição normal do útero e como ela contribui para a sustentação?
Antevertido e antefletido, de modo que o corpo do útero se apoia na bexiga urinária vazia, proporcionando sustentação passiva.
48
Quais são as variações anatômicas possíveis da posição do útero?
• Anteflexão excessiva • Anteflexão com retroversão • Retroflexão com retroversão
49
Retroversão ou retroflexão acentuadas são fatores de risco para prolapso uterino ou complicações na gravidez?
Não há comprovação de que essas posições predisponham ao prolapso ou causem complicações durante a gestação.
50
Como é o útero ao nascimento e por que tem proporções adultas?
Relativamente grande com razão corpo:colo = 2:1, devido à influência pré-parto dos hormônios maternos.
51
Como o útero do RN se apresenta algumas semanas após o parto?
Atinge dimensões e proporções infantis, com razão corpo:colo = 1:1; o colo permanece relativamente grande (~50% do útero).
52
Como o útero muda durante a puberdade?
O corpo cresce rapidamente, assumindo proporções adultas, tornando-se predominantemente pélvico.
53
Qual é a forma e posição do útero em mulher pós-púbere, pré-menopáusica, não grávida?
Corpo piriforme, dois terços superiores com parede espessa na cavidade pélvica; sofre alterações mensais em tamanho, peso e densidade conforme o ciclo menstrual.
54
Como o útero muda durante a gravidez?
Expande-se para acomodar o feto, com paredes mais finas; ao final da gravidez, o útero é quase membranáceo, ocupando grande parte da cavidade abdominopélvica, e o fundo cai à medida que a cabeça fetal desce na pelve menor.
55
Como é o útero logo após o parto?
Grande, com paredes espessas e edemaciadas, mas diminui rapidamente de tamanho.
56
Como se apresenta o útero não grávido em mulher multípara?
Corpo grande e nodular, geralmente se estendendo até a parte inferior da cavidade abdominal, podendo causar protrusão abdominal inferior em mulheres magras.
57
Como o útero muda durante e após a menopausa?
Diminui de tamanho, involui e regride a proporções infantis, sobretudo o corpo uterino.
58
Quais fatores podem causar prolapso de órgãos pélvicos?
• Distensão ou ruptura do músculo levantador do ânus ou da fáscia da pelve durante o parto vaginal • Ruptura do corpo do períneo (por parto, traumatismo, episiotomia mal reparada, doença inflamatória ou infecção)
59
Qual é a função do corpo do períneo na sustentação pélvica?
Estrutura que une músculos que atravessam a abertura inferior da pelve, formando feixes cruzados que sustentam o diafragma da pelve, sendo a sustentação final das vísceras pélvicas.
60
Quais são os tipos de prolapso de órgãos pélvicos?
• Uretrocele: prolapse da parede anteroinferior da vagina envolvendo apenas a uretra • Cistocele: prolapse da parede anterior da vagina envolvendo a bexiga urinária • Prolapso uterovaginal: prolapse do útero, colo do útero ou parte superior da vagina • Retocele: prolapse da parede posteroinferior da vagina envolvendo o reto • Enterocele: prolapse da parede posterossuperior da vagina envolvendo a escavação retovaginal
61
O que é o sistema POP-Q e como ele classifica o prolapso?
• Sistema Pelvic Organ Prolapse Quantification (POP-Q) usado para quantificar e descrever o prolapso • Baseia-se em medidas de nove pontos anatômicos, usando o anel himenal como referência • Graus de prolapso: 1. Órgão a meio caminho do hímen 2. Órgão até o hímen 3. Órgão além do hímen 4. Descida máxima do órgão
62
O que é varicocele e quando é mais/menos visível?
É a dilatação e tortuosidade do plexo venoso pampiniforme (semelhante à palpação de um saco de vermes) devido a defeitos nas válvulas da veia testicular ou obstrução da veia renal, sendo mais visível quando o homem está em pé ou fazendo força e menos quando deitado, pois o sangue drena pela ação da gravidade.
63
Por que a varicocele é mais comum do lado esquerdo?
Porque a veia testicular esquerda drena na veia renal esquerda em um ângulo de quase 90°, dificultando o fluxo e favorecendo a obstrução.
64
Que tipo de fratura é comum na compressão anteroposterior da pelve?
Fraturas dos ramos do púbis.
65
O que ocorre quando a pelve é comprimida lateralmente?
Os acetábulos e ílios são pressionados um contra o outro e podem fraturar.
66
Por que as fraturas do anel pélvico ósseo geralmente são múltiplas?
Porque o anel pélvico se comporta como uma estrutura fechada — é difícil quebrar em apenas um ponto sem causar outra ruptura ou luxação associada.
67
Que ligamentos fortes podem se romper durante fraturas pélvicas?
Os ligamentos associados às articulações sacroilíacas.
68
Quais são as principais causas de fraturas pélvicas?
Traumatismo direto (como em acidentes automobilísticos) ou forças transmitidas dos membros inferiores (como em quedas de pé).
69
Quais são as áreas mais fracas e mais propensas a fraturas na pelve?
Os ramos do púbis, os acetábulos, a região das articulações sacroilíacas e as asas do ílio.
70
Que fraturas estão relacionadas à bexiga urinária e à uretra?
As fraturas na área pubo-obturadora, pois podem causar ruptura ou laceração dessas estruturas.
71
O que pode acontecer em quedas sobre os pés ou nádegas?
A cabeça do fêmur pode ser empurrada através do acetábulo para dentro da cavidade pélvica, lesionando vísceras, nervos e vasos
72
Que tipo de fratura é específica em pessoas com menos de 17 anos?
Fratura do acetábulo através da cartilagem trirradiada ou ruptura das margens acetabulares ósseas.
73
O que acontece com o disco interpúbico durante a gravidez?
A cavidade maior do disco interpúbico aumenta de tamanho, ampliando a circunferência da pelve menor e a flexibilidade da sínfise púbica.
74
Quais hormônios estão relacionados ao relaxamento dos ligamentos pélvicos na gravidez?
Os hormônios sexuais e o hormônio relaxina.
75
Em que período da gravidez ocorre o relaxamento dos ligamentos pélvicos?
Durante a segunda metade da gravidez.
76
Qual é o efeito do relaxamento das articulações sacroilíacas e da sínfise púbica?
Permite um aumento de 10 a 15% nos diâmetros pélvicos, principalmente o diâmetro transverso (como a distância interespinal), facilitando a passagem do feto.
77
Que estrutura óssea também se movimenta para facilitar o parto?
O cóccix, que pode se mover posteriormente.
78
Qual diâmetro pélvico não é afetado pelo relaxamento dos ligamentos?
O diâmetro verdadeiro (obstétrico), entre o promontório do sacro e a face posterossuperior da sínfise púbica.
79
Que efeito tem o relaxamento dos ligamentos sacroilíacos na estabilidade pélvica?
Torna o mecanismo de encaixe das articulações sacroilíacas menos efetivo, permitindo maior rotação da pelve.
80
Que alteração postural é comum na gravidez devido ao relaxamento ligamentar?
A postura lordótica arquiada, causada pela modificação do centro de gravidade.
81
O relaxamento ligamentar é restrito à pelve?
Não, ocorre em várias articulações do corpo, aumentando o risco de luxações no final da gravidez.
82
Qual é a função do assoalho pélvico durante o parto?
Sustentar a cabeça fetal enquanto o colo do útero se dilata para permitir a saída do feto.
83
Quais estruturas do assoalho pélvico podem ser lesionadas durante o parto?
O períneo, o músculo levantador do ânus e os ligamentos da fáscia da pelve.
84
Quais partes do músculo levantador do ânus se rompem com maior frequência no parto?
Os músculos pubococcígeo e puborretal, que são suas partes principais e mediais.
85
Por que os músculos pubococcígeo e puborretal são importantes?
Porque circundam e sustentam a uretra, a vagina e o canal anal, sendo essenciais para a sustentação pélvica e a continência.
86
Quais consequências podem ocorrer com o enfraquecimento do músculo levantador do ânus e da fáscia da pelve?
Diminuição da sustentação da vagina, bexiga urinária, útero ou reto, e alteração da posição do colo da bexiga e da uretra.
87
O que pode causar a incontinência urinária de esforço após o parto?
A fraqueza do assoalho pélvico e da fáscia pélvica, levando a gotejamento de urina quando há aumento da pressão intra-abdominal (como ao tossir ou levantar peso).
88
Que tipo de distúrbio pode resultar da ruptura do músculo puborretal?
Incontinência fecal em diferentes graus.
89
Qual é o papel do músculo puborretal na continência fecal?
Ele forma o ângulo anorretal e o mantém fechado, ajudando a manter a continência fecal.
90
Por que a próstata é de grande interesse médico em homens após a meia-idade?
Porque a hipertrofia prostática benigna (HPB) é comum e afeta praticamente todos os homens que vivem por tempo suficiente.
91
Como a HPB interfere na micção?
O aumento da próstata projeta-se na bexiga e comprime a uretra prostática, distorcendo o fluxo urinário. O lóbulo médio geralmente aumenta mais, obstruindo o óstio interno da uretra.
92
Quais sintomas podem resultar da HPB?
Noctúria (urinar à noite), disúria (dor/dificuldade ao urinar) e urgência urinária, levando ao maior risco de infecções vesicais (cistite) e lesão renal.
93
Como é feito o exame da próstata?
Por toque retal, avaliando tamanho, presença de massas focais ou assimetria. A palpação é facilitada se a bexiga estiver cheia, mantendo a próstata no lugar.
94
Como se distingue a próstata maligna da próstata aumentada benignamente?
A próstata maligna tem consistência dura e muitas vezes é irregular, enquanto a HPB é geralmente lisa e homogênea.
95
Para onde as células da próstata cancerosa podem metastatizar?
• Via linfática: linfonodos ilíacos internos, sacrais e, depois, linfonodos distantes. • Via venosa: plexo venoso vertebral interno, podendo atingir vértebras e encéfalo.
96
Como a obstrução urinária causada pela HPB pode ser aliviada?
Por endoscopia transuretral, ressecando toda a próstata, parte dela ou apenas a parte hipertrofiada (RTU – ressecção transuretral da próstata).
97
O que é feito em casos graves de HPB ou câncer prostático?
Prostatectomia radical: remoção de toda a próstata, glândulas seminais, ductos ejaculatórios e partes terminais dos ductos deferentes.
98
Como as técnicas cirúrgicas modernas tentam preservar a função sexual e urinária?
Preservando os nervos e vasos sanguíneos associados à cápsula prostática, que entram e saem do pênis, mantendo controle urinário e função sexual.
99
Como o sistema genital feminino se comunica com a cavidade peritoneal?
Através dos óstios abdominais das tubas uterinas.
100
Que complicação pode ocorrer se houver infecção na vagina, útero ou tubas uterinas?
Pode evoluir para peritonite.
101
Como a salpingite pode ocorrer a partir da cavidade peritoneal?
Infecções da cavidade peritoneal podem se disseminar para as tubas uterinas, causando inflamação.
102
Qual é uma das causas importantes de infertilidade em mulheres relacionada às tubas uterinas?
Obstrução das tubas uterinas, frequentemente consequente à salpingite.
103
O que contribuiu para o declínio da mortalidade por câncer do colo do útero?
A acessibilidade do colo do útero à visualização direta e ao exame celular e histológico (esfregaço de Papanicolaou).
104
Como é realizado o esfregaço de Papanicolaou?
• A vagina é distendida com um espéculo vaginal. • Uma espátula raspa material celular da mucosa do colo do útero. • Uma escova citológica coleta material da porção supravaginal do colo. • O material é colocado em líquido conservante para exame microscópico.
105
Como o câncer do colo do útero pode se disseminar para a bexiga urinária?
Por contiguidade, já que não há peritônio entre a parte anterior do colo e a base da bexiga.
106
Quais são as vias de metástase do câncer do colo do útero?
• Linfogênica: linfonodos ilíacos ou sacrais, externos ou internos. • Hematogênica: veias ilíacas ou plexo venoso vertebral interno.
107
Quais estruturas podem ser palpadas através do toque vaginal?
O colo do útero, as espinhas isquiáticas e o promontório da base do sacro.
108
Por que essas estruturas podem ser palpadas durante o exame vaginal?
Devido às paredes da vagina serem distensíveis, relativamente finas e à localização central na pelve
109
Como podem ser percebidas as pulsações das artérias uterinas?
Através das partes laterais do fórnice vaginal durante o exame manual.
110
Que irregularidades ovarianas podem ser detectadas pelo toque vaginal?
Cistos ovarianos ou outras irregularidades.
111
Para que é útil o exame laparoscópico das vísceras pélvicas?
Para diagnosticar distúrbios como tumores e cistos ovarianos, endometriose e gestações ectópicas.
112
Como é realizado o exame laparoscópico?
Um laparoscópio é inserido na cavidade peritoneal através de uma pequena incisão (~2 cm) abaixo do umbigo.
113
Qual é a função do pneumoperitônio durante a laparoscopia?
A insuflação com dióxido de carbono inerte cria espaço para visualização das vísceras.
114
Como se melhora a visualização das vísceras pélvicas durante o exame?
A pelve é elevada, puxando o intestino para o abdome pela gravidade, e o útero pode ser manipulado externamente.
115
Para que podem ser usadas aberturas adicionais na laparoscopia?
introduzir instrumentos para manipulação ou procedimentos terapêuticos, como a laqueadura das tubas uterinas.
116
Qual nervo pode ser lesionado durante um parto traumático causando incontinência anorretal?
O nervo pudendo.
117
Como a lesão do nervo pudendo causa incontinência anorretal?
O estiramento ou dano ao nervo compromete a função dos músculos do esfíncter anal, levando à incontinência fecal.
118
O que é disfunção erétil (DE)?
A incapacidade de obter ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual.
119
Como a lesão do plexo prostático ou dos nervos cavernosos pode causar DE?
Essas lesões impedem a estimulação dos corpos eréteis, tornando impossível atingir ereção.
120
Qual intervenção cirúrgica pode ser usada quando há DE por lesão nervosa?
Implante de prótese peniana semirrígida ou inflável para garantir rigidez do pênis.
121
Quais outras causas de DE podem ocorrer na ausência de lesão nervosa?
• Distúrbios do sistema nervoso central, especialmente hipotalâmico. • Distúrbios endócrinos, hipofisários ou testiculares, reduzindo testosterona. • Sensibilidade insuficiente dos vasos sanguíneos à estimulação autônoma.
122
Como muitas dessas DE não neurológicas podem ser tratadas?
Com medicamentos orais ou injeções que aumentam o fluxo sanguíneo para os sinusoides cavernosos relaxando o músculo liso.
123
O que é a incontinência urinária de esforço?
É a perda involuntária de urina durante aumento da pressão intra-abdominal (tosse, espirro, esforço físico) devido a insuficiência da sustentação do assoalho pélvico ou uretra.
124
Qual a causa anatômica mais comum da bexiga de esforço?
Falha na sustentação da uretra e bexiga pela fáscia pélvica e músculos do assoalho pélvico, frequentemente após parto vaginal.
125
Qual trauma clássico causa ruptura uretral masculina?
Queda a cavaleiro, trauma perineal sobre o eixo do corpo do pênis ou sínfise púbica.
126
Qual a localização mais frequente da ruptura da uretra masculina?
Uretra membranosa, parte fixa entre a próstata e o diafragma urogenital.
127
Complicações principais da ruptura da uretra masculina
Hematoma perineal, extravasamento de urina, disfunção sexual, estenose uretral.
128
Que estruturas do assoalho pélvico são mais vulneráveis durante o parto vaginal?
Músculos pubococcígeo e puborretal, fáscia da pelve e corpo do períneo.
129
Principais consequências de lesão obstétrica?
Incontinência urinária de esforço, prolapso de órgãos pélvicos, incontinência fecal.
130
Por que a cápsula fibrosa do rim pode ser removida em transplante de doador vivo?
Para permitir anastomose vascular e manipulação do rim, sem comprometer a suprarrenal ou o parênquima.
131
Qual estrutura precisa ser preservada durante a remoção?
Veia e artéria renal, ureter proximal, tecido perirrenal que mantém irrigação e drenagem linfática.
132
Por que a vascularização é importante em cirurgias ureterais?
Evitar isquemia ureteral; ao mobilizar o ureter, é essencial preservar os ramos segmentares periósticos e adventiciais.
133
Qual a relação anatômica crítica entre ureter e artérias ilíacas durante cirurgia pélvica?
O ureter cruza sobre a artéria ilíaca comum ou externa, devendo ser identificado para evitar lesão durante cirurgias ginecológicas ou vasculares.
134
O que é a síndrome da artéria mesentérica superior (SMA)?
Compressão do terço proximal do duodeno entre a artéria mesentérica superior e a aorta, causando obstrução intestinal.
135
Qual apresentação clínica típica da síndrome da AMS?
Náusea, vômitos biliosos, dor pós-prandial, perda de peso, sintomas de obstrução alta.
136
O que é o trígono da bexiga?
Região triangular sem rugas, formada pelos orifícios ureterais e ostium uretral interno.
137
Por que o trígono da bexiga é importante clinicamente?
• Área susceptível a infecções (bactérias tendem a se fixar) • Localização de tumores ou cálculos ureterais • Landmark cirúrgico para ressecções e cistoscopia.
138
Qual a importância clínica da uretra feminina curta e próxima ao vestíbulo vaginal?
• Maior risco de infecção urinária recorrente • Facilidade de cateterização • Suscetibilidade a alterações de continência urinária se houver suporte do assoalho pélvico comprometido
139
Como a obstrução prostática ou de tumor de bexiga pode afetar o ureter?
A obstrução eleva a pressão intravesical, podendo causar dilatação do ureter (hidroureter) e retenção urinária, mesmo com diâmetro normal do ureter.
140
Quais são as vias cirúrgicas comuns para acessar o rim?
• Retroperitoneal: Incisão lombar ou flank; preserva a cavidade peritoneal. • Transperitoneal: Incisão abdominal anterior; permite maior exposição de órgãos adjacentes. • Minimamente invasivo: Laparoscopia ou robótica; menos trauma, recuperação mais rápida.
141
O que é colpocele?
Prolapso da parede vaginal envolvendo útero, bexiga ou intestino, geralmente após lesão do corpo do períneo ou do assoalho pélvico.
142
Como se manifesta clinicamente?
Sensação de peso vaginal, protrusão visível ou palpável de vísceras pélvicas, desconforto ao caminhar ou urinar.
143
Por que o fórnice posterior da vagina é importante clinicamente?
• É a região mais profunda da vagina; contato com escavação retouterina (fundo de saco de Douglas). • Local de coleta de líquido para diagnóstico (peritonite, hemoperitônio). • Referência em toque vaginal e laparoscopia para manipulação uterina.
144
O que é cerclagem do útero?
Procedimento cirúrgico para prevenir parto prematuro em gestantes com insuficiência cervical, suturando o colo do útero para manter fechamento. Indicada em Histórico de abortos recorrentes no segundo trimestre ou insuficiência cervical diagnosticada por exame ultrassonográfico.
145
O que é criptorquidia?
Testículo não descendido para o escroto; pode permanecer intra-abdominal ou inguinal.
146
Risco clínico da criptorquidia
Infertilidade e aumento do risco de tumor testicular
147
O que é anisoquirdia?
Diferença de tamanho dos testículos, podendo indicar: • Atrofia testicular • Hipoplasia congênita • Lesão traumática ou infecciosa
148
O que é hemodiálise?
Procedimento que filtra o sangue artificialmente para remover resíduos e excesso de líquido em pacientes com insuficiência renal grave ou terminal, feito com Fístula arteriovenosa ou cateter venoso central temporário.
149
O que são lesões perinefréticas?
Danos ao tecido adjacente ao rim, incluindo fáscia renal, gordura perirrenal e estruturas vasculares, geralmente por trauma direto ou cirurgias renais.
150
O que é feocromocitoma?
Tumor da medula adrenal que secreta catecolaminas, causando hipertensão paroxística, cefaleia, sudorese e palpitações.
151
Rim lobulado em adultos indica doença?
Nem sempre; pode ser variante anatômica normal, especialmente se função renal preservada. Se houver associação com cistos, dilatação pielocalicial, hipertrofia compensatória ou função reduzida pode indicar
152
O que é estenose da artéria renal?
Obstrução parcial ou total da artéria renal, levando a hipertensão renovascular e possível atrofia renal, pode ser casada por Aterosclerose (idosos) e displasia fibromuscular (jovens).
153
Por que se aplica tração medial para lateral durante cirurgias renais ou pélvicas?
Para deslocar órgãos ou estruturas vasculares, permitindo exposição e ressecção seguras, mas cuidado pois pode romper estruturas delicadas se excessiva.
154
O que é a posição de litotomia e qual sua importância no exame ginecológico?
Decúbito dorsal com coxas e joelhos fletidos e afastados; usada em exames ginecológicos e cirurgias pélvicas por permitir exposição completa do períneo e vagina.
155
Quais são os principais tipos de pelve feminina?
Ginecoide (ideal para parto), Androide (estreita), Antropoide (oval AP), Platipeloide (oval transversa).
156
Quais os cuidados no cateterismo uretral masculino e feminino?
Masculino: uretra longa e curva → risco de lesão; lubrificação essencial. Feminino: uretra curta → fácil, mas maior risco de infecção urinária.
157
O que pode ser avaliado pela palpação testicular e escrotal?
Tamanho, consistência, dor e presença de massas. Doenças: orquite, epididimite, hidrocele, varicocele, tumor testicular, hérnia escrotal.
158
Quais procedimentos podem ser feitos pelo ânus?
Cirurgias (hemorroidectomia, fistulotomia), diagnósticos (toque retal, colonoscopia), e administração de medicamentos (via retal — supositórios e enemas).
159
O que é a ruptura do corpo do períneo e quando ocorre?
Laceração entre vagina e ânus durante parto difícil, podendo causar incontinência fecal ou vaginal.
160
O que é hemorroida?
Dilatação das veias hemorroidárias (plexos internos ou externos) → sangramento, dor, prurido.
161
O que é fístula anal?
Comunicação anormal entre o canal anal e a pele perianal, geralmente causada por abscesso drenado.
162
O que é fissura anal?
Pequeno rasgo longitudinal na mucosa anal, doloroso, causado por evacuação difícil.
163
O que é incontinência anal e quais as consequências?
Perda do controle da evacuação por lesão dos esfíncteres ou nervo pudendo → escape fecal e impacto social/psicológico.
164
Quais músculos podem se romper no parto e como prevenir?
Pubococcígeo e puborretal. Prevenção: episiotomia adequada e controle da descida fetal.
165
Como é feito o cateterismo da artéria femoral?
Punção 2–3 cm abaixo do ligamento inguinal, medial à espinha ilíaca anterior superior, para acesso arterial (gasometria, angiografia).
166
O que significa iatrogenia?
Lesão ou efeito adverso causado por procedimento ou tratamento médico.
167
O que ocorre no corpo do períneo em um parto mal conduzido?
Ruptura do centro tendíneo → lesão do esfíncter anal e músculos do assoalho → incontinência.
168
O que é episiotomia?
Incisão cirúrgica no períneo para ampliar o canal vaginal e evitar lacerações espontâneas.
169
Qual a diferença entre bloqueio do nervo pudendo e do ilioinguinal?
Pudendo: anestesia do períneo e canal anal → usado no parto. Ilioinguinal: anestesia da região inguinal e parte anterior do períneo.
170
Qual a importância clínica da fossa isquioanal?
Espaço que permite distensão anal e evacuação. Pode acumular abscessos que se propagam entre os dois lados (fístula interesfincteriana).
171
O que é circuncisão feminina e suas consequências?
Remoção parcial ou total do clitóris e pequenos lábios → mutilação genital → infecção, infertilidade, disfunção sexual.
172
Qual a característica da zona de transição da próstata e sua relevância clínica?
Mais próxima da uretra; hipertrofia com Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) causa sintomas urinários precoces como hesitação, jato fraco e esforço miccional.
173
Qual a relevância da zona central da próstata?
Representa boa parte do volume prostático; cerca de 20% dos cânceres ocorrem nessa zona.
174
Qual a relevância da zona periférica da próstata
Maior parte do volume prostático; local de 80% dos cânceres de próstata, rico em tecido glandular e mitoses; sintomas urinários tardios por menor proximidade com uretra.
175
Quais zonas da próstata são palpáveis no toque retal?
Zona periférica é palpável; zona central geralmente não (avaliada por exames de imagem)
176
Quais são as possíveis complicações da prostatectomia?
Disfunção sexual (lesão de fibras parassimpáticas do plexo prostático – nervos cavernosos) e perda da continência urinária (lesão do músculo contínuo com a zona muscular anterior e uretra distal).
177
Como o câncer de próstata se dissemina e quais os locais mais comuns de metástase?
Por via hematogênica (plexo venoso prostático contínuo com plexo vertebral interno – ossos, principalmente vértebras) e linfática; outros locais: pulmão, fígado e SNC.
178
Como a gravidez pode alterar a clínica em exames relacionados à pelve?
Útero grávido inclina-se à direita, podendo comprimir a veia cava inferior (VCI), causando hipotensão em decúbito dorsal esquerdo.
179
O que é histerossalpingografia e para que serve?
Exame radiológico para avaliar permeabilidade das tubas uterinas e cavidade uterina, útil em investigação de infertilidade feminina.
180
Que tipo de fratura pode causar disjunção do quadril?
Fratura em livro aberto do quadril, associada à fratura do fêmur.
181
Onde fica a úvula do lobo médio da próstata e qual é sua relevância clínica na hiperplasia prostática benigna?
Fica na zona de transição; na hiperplasia prostática benigna, esta zona se projeta para a bexiga, comprimindo a uretra, causando sintomas urinários mais precoces que na zona periférica.
182
Qual lóbulo da próstata é palpável no exame retal e por quê?
O lóbulo inferoposterior (zona periférica); é o que fica em contato com o reto, sendo palpável no toque retal.
183
Defina fimose
É a dificuldade ou impossibilidade de retração do prepúcio para expor a glande.
184
O que é episiotomia e quando ela é indicada?
É a incisão cirúrgica no corpo do períneo durante o parto para ampliar o canal vaginal, evitar lacerações irregulares e facilitar a passagem do bebê.
185
O que é cateterismo vesical e qual sua função clínica?
É a introdução de um cateter na uretra até a bexiga para drenar urina, monitorar diurese ou coletar amostra estéril.