CLM Flashcards

endocrino etc (75 cards)

1
Q

cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda do diabetes mellitus e ocorre quando temos deficiência de insulina. A CAD ocorre principalmente em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1, podendo também ocorrer em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
Os pacientes com CAD podem se apresentar com ___________________________________________________________________________________________________
Os principais fatores precipitantes da CAD são: infecções, abertura do quadro de diabetes mellitus tipo 1, doenças críticas (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, pancreatite), medicamentos que alteram o metabolismo dos carboidratos (clozapina, olanzapina, lítio, inibidores da SGLT-2, cocaína e glicocorticoides) e má adesão ao tratamento (omissão no uso da insulina).

A

poliúria, polidipsia, polifagia, perda ponderal, desidratação, taquicardia, taquipneia, hálito cetônico, náuseas, vômitos, dor abdominal, turvação visual, sonolência, confusão mental, rebaixamento do nível de consciência e coma.

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2
Q

Em adultos os critérios diagnósticos da CAD são os seguintes:
* Cetonemia ou cetonúria
* Glicemia > _____
* pH arterial ≤ ____ ou Bicarbonato ≤

A

250 mg/dl

7,3

18 mEq/L

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3
Q

CAD crianças:

A

mais restritivo

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4
Q

O manejo terapêutico da cetoacidose diabética (CAD) inclui um “pacote terapêutico” baseado em 5 pilares:
1. ________
2. Avaliação e correção da ______;
3. Insulinização;
4. Avaliação da necessidade de bicarbonato de sódio;
5. Investigar e neutralizar fatores precipitantes.

A

Estabilização clínica e reposição de volume;

calemia

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5
Q

Tratamento fase 1
Após as medidas gerais de suporte de vida, a hidratação venosa sempre será o primeiríssimo passo no tratamento da CAD. A hidratação venosa inicial deve ser feita de acordo com o grau de desidratação encontrado:
* Choque hipovolêmico:
* Hipovolemia sem choque:
* Euvolemia:

A

solução isotônica a 0,9%, 30 ml/kg/hora

solução isotônica a 0,9%, 15 a 20 ml/kg/hora

solução isotônica a 0,9%, com taxa de infusão reduzida e guiada por parâmetros clínicos.

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6
Q

Após 2 a 3 horas de hidratação inicial, devemos avaliar o sódio corrigido do paciente para definir qual será a solução mais adequada. Se o paciente apresentar hiponatremia, devemos manter a solução salina a 0,9% (NaCl 0,9%). Caso o paciente apresente sódio corrigido normal ou elevado, devemos trocar o NaCl 0,9% por ________:
* Na < 135 mEq/L –> manter NaCl 0,9% a uma taxa de 250-500 mL/h.
* Na ≥ 135 mEq/L –> trocar NaCl 0,9% por ____

A

solução salina a 0,45% (NaCl 0,45%)

NaCl 0,45%, a uma taxa de infusão de 250-500 mL/h.

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7
Q

-A insulina estimula o transporte de K+ para o espaço intracelular;
-Com a correção da acidose, o H+ intracelular sai da célula à custa da internalização de potássio.

Sendo assim, devemos avaliar a calemia de todo paciente com CAD antes ____________, ao mesmo tempo em que iniciamos a hidratação venosa. O início ou não ______ dependerá diretamente da calemia admissional:

A

de iniciar a insulinoterapia

da terapia insulínica

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8
Q

Tratamento fase 2

Potássio < 3,3 mEq/L: 1

Potássio 3,3 - 5,2 mEq/L: 2

Potássio > 5,2 mEq/L: 3

A

1 * Iniciar cloreto de potássio (20 a 40 mEq/h);
* Só ofertar insulina quando a calemia alcançar o patamar de 3,3 mEq/L.

2 * Iniciar insulina e repor potássio concomitantemente (20-30 mEq em cada litro de solução salina), com o objetivo de manter a calemia entre 4 e 5 mEq/L.

3 * Iniciar insulinoterapia.
* Avaliar a calemia a cada 2 horas.
* A reposição de potássio deve ser iniciada caso a calemia caia para patamares inferiores a esse nível.

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9
Q

Tratamento fase 3
- O esquema mais clássico é o _________
- Outra opção é não realizar o bólus inicial e já começar a infusão contínua em uma taxa maior (0,14 UI/kg/h).
- A glicemia deve ser aferida a cada hora e sua taxa de redução, idealmente, deve ser de 50 a 70 mg/dL/h. Se a taxa de redução for < 50 mg/dL/h, devemos duplicar a taxa de infusão. Se a taxa de redução for > 70 mg/dL/h, devemos reduzir a taxa de infusão pela metade (caso o paciente ainda não tenha alcançado a glicemia de 250 mg/dL, essa redução não poderá resultar em uma taxa de infusão inferior a 0,1 UI/kg/h).

A

bólus inicial (0,1 UI/kg) seguido de infusão contínua (0,1 UI/kg/h).

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10
Q

Tratamento fase 4
- Na maioria dos pacientes com CAD, a hiperglicemia resolve-se antes da cetoacidose, portanto, quando a glicemia alcançar o patamar de 200 mg/dL, deve-se tomar duas condutas:
* Acrescentar ___
* Ponderar a redução da ______

A

dextrose (soro glicosado) à reposição volêmica

taxa de infusão de insulina para níveis entre 0,02 e 0,05 UI/kg/h, no intuito de mantermos a glicemia entre 150 e 200 mg/dL até a resolução da CAD.

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11
Q

Critérios de resolução da CAD no paciente adulto? Segundo as orientações da ADA, podemos dizer que a CAD está resolvida quando o paciente apresenta glicemia < 200 mg/dL e, pelo menos, dois dos seguintes critérios:

A
  • pH venoso > 7,3.
    • Bicarbonato ≥ 15 mEq/L.
    • Ânion gap ≤ 12 mEq/L.
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12
Q

Tratamento fase 4

O uso de bicarbonato no tratamento da CAD permanece controverso, entretanto, pode ser considerado quando houver instabilidade hemodinâmica relacionada a uma das seguintes situações:

A
  • Pacientes com pH arterial < 6,9.
    • Pacientes com hipercalemia potencialmente fatal.
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13
Q

Explicação acidose e anion gap:

A

no tecido adiposo a insulina atua promovendo a lipogênese e inibindo a lipólise. Como temos deficiência de insulina e manutenção na secreção dos hormônios contra-reguladores, como glucagon, catecolaminas, cortisol e hormônio do crescimento, na CAD temos lipólise e redução da lipogênese.
Com o aumento da lipólise temos aumento dos níveis séricos de ácidos graxos livres de cadeia longa (AGL). Por isso, mais AGL chegam ao fígado e há aumento da oxidação desses AGLs, aumentando consequentemente, a produção de cetoácidos (ácido β-hidroxibutírico e ácido acetoacético) e triglicerídeos (pela associação de AGL com glicerol).
O ácido β-hidroxibutírico e ácido acetoacético são ácidos fortes e encontram-se dissociados no pH fisiológico do sangue. Inicialmente, os íons H+ resultantes dessa dissociação serão tamponados pelo bicarbonato. Entretanto, com a manutenção do quadro, o bicarbonato vai tornar-se insuficiente para tamponar a produção de cetoácidos. Nesse ponto, haverá a instalação de uma acidose metabólica com ânion gap elevado (devido ao acúmulo de cetoácidos).

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14
Q

CAD geralmente temos redução do potássio corporal total e por isso devemos sempre ficar atentos aos níveis séricos de potássio. Importante comentar que a reposição de insulina depende dos níveis séricos de potássio.

V ou F

A

V

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15
Q

Os principais fatores de risco para a síndrome metabólica são:

A

sobrepeso e obesidade, aumento da adiposidade visceral (aumento da circunferência abdominal), dislipidemias, hipertensão arterial, aumento do glicemia, diabetes mellitus gestacional, história familiar de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares, sinais que indicam resistência periférica a insulina (acantose nigricans e acrocórdons), adrenarca precoce e síndrome dos ovários policísticos. Os principais fatores de risco para a síndrome metabólica são: sobrepeso e obesidade, aumento da adiposidade visceral (aumento da circunferência abdominal), dislipidemias, hipertensão arterial, aumento do glicemia, diabetes mellitus gestacional, história familiar de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares, sinais que indicam resistência periférica a insulina (acantose nigricans e acrocórdons), adrenarca precoce e síndrome dos ovários policísticos.

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16
Q

DX sind metabolica

A
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17
Q

Entre os critérios utilizados para a definição da síndrome metabólica, tem-se LDL-colesterol maior ou igual a 130 mg/dL em homens e maior ou igual a 100 mg/dL em mulheres.

V ou F

A

F

o LDL-colesterol não faz parte dos critérios da síndrome metabólica.

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18
Q

A tireoidite pós-parto tem etiologia autoimune e ocorre dentro de 1 ano após o parto ou aborto.

V/F?

A

a tireoidite pós-parto é uma variante da tireoidite de Hashimoto. É um quadro raro e ocorre até 1 ano após o parto ou aborto e cursa com elevados níveis de anticorpo antiperoxidase tireoidiana (anti-TPO) e antitireoglobulina.
Como há uma destruição intensa dos folículos tireoidianos de forma imunomediada, ocorre liberação do T4 e T3 estocados, culminando com uma fase tireotóxica (a paciente tem sintomas como agitação, insônia, perda ponderal, tremores, palpitações), que é autolimitada. Por esse motivo, o tratamento consiste apenas no uso de betabloqueadores (como o propranolol) para controle dos sintomas adrenérgicos. Após a fase tireotóxica, pode ocorrer uma fase de hipotireoidismo, podendo a paciente retornar para a função normal ou evoluir para hipotireoidismo permanente.

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19
Q

A tireoidite de De Quervain tem etiologia viral e é a principal condição que causa dor na tireoide.

V/F?

A

V

a tireoidite de De Quervain (também chamada de tireoidite granulomatosa subaguda, tireoidite dolorosa, tireoidite de células gigantes) é uma tireoidite subaguda, com predisposição por determinados genes de HLA (HLA B35 e HLABw35), na qual uma infecção viral de vias aéreas superiores deflagra o processo inflamatório destrutivo dos folículos tireoidianos. Isso resulta na liberação do T4 e T3 estocados, evoluindo com tireotoxicose.
Quanto às características clínicas, encontramos dor cervical anterior, VHS elevado (em geral, > 50 mm/h) e anti-TPO e antitireoglobulina negativos.
A fase tireotóxica dura ao redor de 8 semanas, sendo o tratamento focado no controle da dor cervical e nos sintomas tireotóxicos. Assim, caso a dor seja leve a moderada, podemos utilizar ácido acetil salicílico ou anti-inflamatórios não esteroidais e, em casos mais graves, prednisona. Para controle dos sintomas adrenérgicos, é recomendado o uso de betabloqueador. Não utilizamos tionamidas (propiltiouracil ou metimazol), visto que o excesso de hormônios tireoidianos não é decorrente de hiperprodução pela tireoide (portanto, não precisamos inibir a síntese com tais drogas).
Após a fase tireotóxica, o paciente pode evoluir para uma fase de hipotireoidismo, que necessitará de tratamento caso o TSH fique > 10 mUI/L ou ocorram sintomas.
A maioria dos pacientes retorna para a função tireoidiana normal, porém, cerca de 10% evoluem com hipotireoidismo permamente.

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20
Q

A tireoidite de Hashimoto tem origem autoimune e é a principal causa de hipotireoidismo em regiões com suficiência de iodo.

V/F?

A

V

tireoidite de Hashimoto é uma tireoidopatia autoimune na qual há destruição imunomediada crônica e progressiva do parênquima tireoidiano, além de prejuízo da síntese de T4 e T3 por meio de autoanticorpos (anticorpo antitireoglobulina e anticorpo antiperoxidase tireoidiana). É a causa mais frequente de hipotireoidismo primário em áreas iodo suficientes. Costuma acometer mais mulheres e, em geral, a partir de 60 anos.

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21
Q

A tireoidite de células gigantes causa fibrose da tireoide e das estruturas adjacentes. Os pacientes podem apresentar sintomas compressivos, como disfagia, dispneia e rouquidão, por acometimento do nervo laríngeo recorrente.

V/F?

A

F

A tireoidite descrita não é a tireoidite de células gigantes, mas sim a tireoidite de Riedel. A tireoidite de Riedel, também chamada de tireoidite fibrosa invasiva, se caracteriza por um processo inflamatório mononuclear associado a fibrose, que se estende para além do tecido tireoidiano e acomete as paratireoides, a traqueia, os nervos laríngeos recorrente e a cavidade torácica anterior. No exame físico o paciente apresenta massa cervical endurecida, indolor e que compromete as estruturas vizinhas. Os sintomas são relacionados à compressão dessas estruturas e por isso o paciente pode apresentar disfagia, dispneia e rouquidão.

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21
Q

A tireoidite aguda é rara e é causada por infecções tireoidianas por bactérias ou fungos. Nesses casos, o paciente geralmente apresenta febre e dor na tireoide.

V/F?

A

V

a tireoidite aguda, causada por infecções bacterianas e fúngicas, é rara e só cursa com tireotoxicose quando há acometimento extenso da tireoide (que ocorre em pacientes imunossuprimidos). O quadro clínico é caracterizado por febre, taquicardia, queda do estado geral e muitas vezes com presença de abscesso tireoidiano. Em crianças, é fundamental a realização de tomografia ou ressonância para investigação de anomalias congênitas que, quando presentes, devem ser corrigidas cirurgicamente, a fim de evitar novas recidivas infecciosas.

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22
Q

A tireoidite de células gigantes causa fibrose da tireoide e das estruturas adjacentes. Os pacientes podem apresentar sintomas compressivos, como disfagia, dispneia e rouquidão, por acometimento do nervo laríngeo recorrente.

V/F?

A

F

A tireoidite descrita não é a tireoidite de células gigantes, mas sim a tireoidite de Riedel. A tireoidite de Riedel, também chamada de tireoidite fibrosa invasiva, se caracteriza por um processo inflamatório mononuclear associado a fibrose, que se estende para além do tecido tireoidiano e acomete as paratireoides, a traqueia, os nervos laríngeos recorrente e a cavidade torácica anterior. No exame físico o paciente apresenta massa cervical endurecida, indolor e que compromete as estruturas vizinhas. Os sintomas são relacionados à compressão dessas estruturas e por isso o paciente pode apresentar disfagia, dispneia e rouquidão.

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23
Q

1) Biguanidas
A Metfomina é a única representante dessa classe e atua___, atuando principalmente no fígado, diminuindo a produção hepática de glicose.
Em relação à proteção cardiovascular, não se associa a maior frequência de eventos cardiovasculares e parece ter benefício na redução deles (não dá para afirmar isso com 100% de certeza porque não há estudos grandes, randomizados, controlados, duplo-cegos, apenas com metformina).

A

reduzindo a resistência periférica a insulina

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24
Metformina não deve ser utilizada nas seguintes condições:
insuficiência cardíaca descompensada, insuficiência renal (Taxa de filtração glomerular <30mL/min), pacientes internados, uso de contrastes iodados, doença hepática ativa, abuso de álcool, instabilidade hemodinâmica e história de acidose lática com o uso de Metformina.
25
Os principais efeitos adversos da metformina são gastrointestinais:
sabor metálico na boca, plenitude pós-prandial, flatulência, dor abdominal e diarreia. Outro efeito colateral que pode ocorrer em até 30% dos pacientes é a deficiência de vitamina B12, que é decorrente de má absorção desencadeada pela metformina.
26
2) Sulfonilureias. As sulfonilureias estimulam a ______ e por isso podem causar hipoglicemia. Entre as sulfonilureias, há diferenças no risco de hipoglicemia, sendo maior com a glibenclamida, intermediário com a glimepirida e menor com a glipizida e a gliclazida. Esses medicamentos também podem causar ganho de peso e não devem ser utilizados em indivíduos ________, aumentando o risco de hipoglicemias.
secreção pancreática de insulina com taxa de filtração glomerular (TFG) < 30 mL/minuto, pois há menor clearance da droga
27
3) Inibidores da dipeptidil peptidase-4 (iDPP-4) Os iDPP-4, também chamados de _____ (observe que todas as drogas terminam em “______”), atuam inibindo a dipeptidil peptidase-4, enzima responsável pela degradação do GLP-1. Normalmente, a meia-vida do GLP-1 é ao redor de dois minutos; com os iDPP-4, a inibição da enzima pode durar até 24 horas, o que eleva os níveis de GLP-1 em 2-3 vezes. O GLP-1 vai atuar estimulando a liberação de insulina e inibindo a liberação de glucagon no pâncreas. São medicações seguras, que não causam hipoglicemia e têm efeito neutro no peso. Também têm efeito neutro no risco cardiovascular. Dentro da classe terapêutica, há algumas diferenças entre as drogas. A principal é quanto à insuficiência renal: a _____ pode ser utilizada em qualquer estágio da doença renal crônica, sem necessidade de modificação posológica. As demais medicações também podem ser administradas em TFG < 60 mL/minuto, inclusive em doença renal crônica dialítica, porém com ajustes de doses. Quanto à insuficiência hepática, os iDPP-4 podem ser utilizados nas classes Child-Pugh A e B. Na classe C, ______
gliptinas gliptina linagliptina apenas a linagliptina e a saxagliptina, pois as demais drogas não apresentam estudos para essa população. São representantes desse grupo a alogliptina, a saxagliptina, a sitagliptina, a vildagliptina e linagliptina.
28
4) Análogos de GLP-1/Agonistas do receptor de GLP-1. As instituições tendem a agrupar essas duas classes medicamentosas, visto que suas ações são semelhantes, diferenciando-se apenas no fato de que os análogos de GLP-1 são moléculas muito semelhantes ao próprio GLP-1, enquanto os agonistas do receptor (AgR GLP-1) não possuem tal grau de similaridade, mas são capazes de estimular seu receptor. A __ são agonistas do receptor de GLP-1 , enquanto a _____ são análogos de GLP-1
exenatida e a lixisenatida (terminam em “natida”) liraglutida, a semaglutida e a dulaglutida (terminam em “glutida”).
29
4) Análogos de GLP-1/Agonistas do receptor de GLP-1. A semaglutida e a dulaglutida são de uso ____, enquanto as outras medicações são de uso ____. Esses medicamentos aumentam a secreção de insulina, reduzem a liberação de glucagon, promovem perda ponderal (diminuem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico) e diminuem o risco cardiovascular. Os efeitos colaterais mais comuns com os AgR GLP-1/análogos de GLP-1 são relacionados com o trato gastrointestinal: _____ As contraindicações ao uso dos AgR GLP-1/análogos de GLP-1 envolvem: * História prévia de _____ * Gastroparesia: lembre-se de que a medicação atua retardando o esvaziamento gástrico, o que pode piorar os sintomas da gastroparesia; * História prévia de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou pacientes diagnosticados com neoplasia endócrina múltipla tipo 2: a recomendação tem origem em estudos em roedores, nos quais houve aumento de tumores benignos e malignos de células C; * TFG _____.
semanal. diário náuseas, vômitos, diarreia/constipação. pancreatite: foi relatado aumento de casos de pancreatite aguda em usuários de agonistas do receptor de GLP-1; TFG < 30 mL/minuto
30
5) Tiazolidinedionas A única droga disponível no Brasil é a x, que atua como agonista dos receptores nucleares PPAR-ʏ (receptores ativadores de proliferação de peroxissomos ʏ) e dos PPAR-α, alterando a transcrição de vários genes envolvidos no metabolismo da glicose e de lipídios. As tiazolidinedionas também são chamadas de glitazonas. A x reduz a resistência periférica a insulina e pode causar retenção hídrica, ganho de peso e aumento do risco de fraturas. Está contraindicada em portadores de insuficiência cardíaca classes funcionais NYHA III e IV, em indivíduos com doença hepática ativa e com história de câncer de bexiga. A x parece associar-se à diminuição de risco cardiovascular, sendo uma das possíveis explicações a melhora do perfil lipídico, ocasionada pela sua ação nos PPAR-α (a rosiglitazona é agonista exclusivo de PPAR-ʏ). x=
x=pioglitazona
31
6) Inibidores do transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT-2) Os inibidores do SGLT-2 são a classe medicamentosa mais nova no arsenal terapêutico do DM tipo 2. Seu mecanismo de ação consiste em inibir os transportadores de sódio-glicose tipo 2, presentes, majoritariamente, no túbulo proximal, impedindo a reabsorção de sódio e de glicose. Sendo assim, esses medicamentos promovem ______. São representantes dessa classe a _____ Esses medicamentos não causam hipoglicemia, podem reduzir a pressão arterial e o peso, trazem proteção cardiovascular e renal e diminuem internação por insuficiência cardíaca. Os principais efeitos adversos são: ______. O uso da canagliflozina se associou a um risco aumentado de amputação de dedos do pé. As principais contraindicações são: _____
natriurese e glicosúria empagliflozina, a canagliflozina e a dapagliflozina. hipotensão, principalmente em idosos, infecções do trato urinário e pode aumentar o risco de cetoacidose diabética euglicêmica diabetes mellitus tipo 1, taxa de filtração glomerular < 30 ml/minuto e história prévia de cetoacidose.
32
6) Inibidores do transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT-2) Os inibidores do SGLT-2 são a classe medicamentosa mais nova no arsenal terapêutico do DM tipo 2. Seu mecanismo de ação consiste em inibir os transportadores de __, presentes, majoritariamente, no ____, impedindo a reabsorção de ____. Sendo assim, esses medicamentos promovem _____. São representantes dessa classe a empagliflozina, a canagliflozina e a dapagliflozina.
sódio-glicose tipo 2 túbulo proximal sódio e de glicose natriurese e glicosúria
33
6) Inibidores do transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT-2) Esses medicamentos não causam hipoglicemia, podem reduzir a pressão arterial e o peso, trazem proteção cardiovascular e renal e diminuem internação por insuficiência cardíaca. Os principais efeitos adversos são: ______. O uso da canagliflozina se associou a um risco aumentado de amputação de dedos do pé.
hipotensão, principalmente em idosos, infecções do trato urinário e pode aumentar o risco de cetoacidose diabética euglicêmica
34
6) Inibidores do transportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT-2) As principais contraindicações são: ___, taxa de filtração glomerular ___ e história prévia de _____.
diabetes mellitus tipo 1 < 30 ml/minuto cetoacidose
35
A pioglitazona reduz internação em pacientes com insuficiência cardíaca, por isso já é utilizada em pacientes com insuficiência cardíaca sem diabetes mellitus. V ou F
F a pioglitazona é contra-indicada em pacientes com insuficiência cardíaca classes III e IV. Esse medicamento pode aumentar a retenção hídrica descompensando os indivíduos com insuficiência cardíaca.
36
As sulfonilureias atuam reduzindo a resistência periférica à insulina, principalmente no músculo e no tecido adiposo. V ou F
F as sulfonilureias atuam estimulando a secreção pancreática de insulina. Quem faz isso Biguanidas A Metfomina é a única representante dessa classe e atua reduzindo a resistência periférica a insulina, atuando principalmente no fígado, diminuindo a produção hepática de glicose
37
Hipotireoidismo é um estado de deficiência na produção dos hormônios tireoidianos. Ele pode ser classificado em primário, quando temos _____, secundário ____ e terciário _______. O hipotireoidismo central ocorre quando temos hipotireoidismo secundário e/ou terciário.
disfunção da tireoide (disfunção hipofisária e deficiência de TSH) (disfunção hipotalâmica e deficiência de TRH)
38
No central geralmente temos TSH ____ e T4 _____. Interessante comentar que em alguns raros casos de hipotireoidismo central podemos encontrar TSH elevado com T4 livre baixo. O tratamento do hipotireoidismo deve ser feito com levotiroxina. Essa medicação deve ser ingerida em jejum. A dose da levotiroxina deve ser ajustada a cada 4 a 6 semanas até a normalização ____. Importante comentar que em idosos e cardiopatas devemos iniciar o tratamento com baixas doses e o aumento da dose deve ser lento e progressivo.
normal ou reduzido livre reduzido do TSH
39
A tireoidite de Hashimoto é a principal causa de hipotireoidismo em países com adequada ingestão de iodo. Nesses casos, tem-se positividade para o anticorpo antidescarboxilase do ácido glutâmico em 90 a 95% dos casos. V ou F
F A doença decorre de uma destruição autoimune da glândula tireoide e os autoanticorpos mais associados à sua patogênese são: ***antitireoperoxidase (positivo em 90 a 95% dos casos) e antitireoglobulina (positivo em 80 a 90% dos casos)****. O anticorpo anti-descarboxilase do ácido glutâmico é o autoanticorpo característico do diabetes mellitus tipo 1. (nada a ver)
40
Adição dos stágios hipertensão
Lembrar sempre de usar o valor mais pessimista (S ou D)
41
Valores MAPA/MRPA normais
130/80 13 por 8!!!!
42
Valor do descenso noturno
entre 10-20 descenso menor que 10 (atenuado) é grande sinal de doença >20 pode ser exagero na medicação atual
43
Hipertensão mascarada
sinal mau prognóstico pressão boa consultório mas ruim no resto do dia maior chance de LOA
44
Pontos importantes da nova diretriz
45
Preferência do método de aferição
Aparelhos automáticos (oscilatórios) apresentam vantagem em relação aos aneroides (auscultatórios)
46
A prova costuma focar nos pacientes de alto risco
47
Quais são os fatores de risco que colocam o paciente em categorias maiores (alto risco)
-sexo masculino -obesidade -resistência insulina -tabagismo -Hfam <55 anos M <65 anos F (primeiro grau) -dislipidemia -idade >55a M >65a F
48
LOA (alto risco automático)
-hipertofia ventricular esquerda - ITB tornozelo-braquial <0,9 - DRC estágio 3 (30-60) - microalbuminúria 30-300mg 24h -retinopatia leve (graus 1 e 2)
49
HP dença renal ou cardio (alto risco automático)
- IAM ou AVC ou AIT - DAC ( IAM ou angioplastia prévias ou angina) - IC FE reduzida ou mesmo normal - DAP doença arterial periférica em MMII com sintomas - DRC estágios 4 e 5 (TFG <15 e <30) -Retinopatia avançada (estágios 4 ou 5) com hemorragias, exsudatos ou papiledema
50
Resumindo o alto risco
51
Meta PA risco baixo ou moderado:
<140/90 mmHg
52
Meta PA alto risco:
PAS 120-129 PAD 70-79 ou <130x80 nunca abaixo de 70 a PAD por risco de hipoperfusão
53
Meta PA idoso frágilx idoso hígido
Idoso frágil 140-149/70-79 Idoso hígido 130-139/70-79 ***obs só tratar o idoso frágil quando >160/90 hígido acima de 140x90
54
Resumo metas de PA
55
Questão anulada INEP
idoso hígido é 130-139S e 70-79D Hipertensão estágio 2 requer combinação de medicação
56
TRatamento não medicamentoso HAS
57
MEV quando:
Por 3 meses HAS estágio 1 (140-160) sem riscos ou pré-hipertensão com alto risco do restante:medicação ao diagnóstico
58
Tratamento primeira linha:
Tiazidico HCTZ IECA Captopril ou BRA losartana BCC Anlodipino
59
Beta-bloq não é primeira linha, exceto se
ICFER ou DAC
60
Quando iniciar segunda linha?
HAS estágio 1 risco moderado ou alto e acima
61
Quando fazer monoterapia?
Após falha MEV em HAS estágio 1 sem risco ou pré-hipertensão com alto risco ou Idosos>80 ou frágeis
62
Populações especiais
população negra é hiporeninêmica, então IECA e BRA tem menos efeito
63
Exames anuais em pacientes HAS
Uréia e Sódio não entram (ác. úrico entra) -Hb1ac -Creat e TFG - Potassio - ecg 12 deriv - perfil lipidico - Urina I - ac úrico
64
Cai na prova
HAS + DM é automático alto risco - combinação Resposta C IECA por suas propriedades nefroprotetoras
65
Pseudocrise hipertensiva
Sem internação ou medicamento hipertensivo (talvez apenas ajustar os medicamentos para a alta)
66
Urgência x Emergência Hipertensiva
67
Tratamento urgência hipertensiva
Anti hipertensivo VO Redução PA em 24-48h
68
Tratamento emergência hipertensiva
Anti hipertensivo EV (nitroprussiato de sódio) PA média reduzir 25% na primeira hora 160x100/110 2-6h 135x85 em 24-48h
69
Emergência hipertensiva com LOA encefálica
70
71
72
Tratamento encefalopatia hipertensiva
Primeira hora 15%
73
meu precioso é o rim
74
Letra B papiledema em encefalopatia hipertensiva