O que quer dizer a “colonização da esfera pública”, conceito criado por Habermas?
O espaço público, originalmente sustentado pela mídia impressa, permitiu à burguesia discutir, interagir e desenvolver uma postura crítica em relação a autoridades tradicionais como o Estado ou a Igreja.
Entretanto, a esfera pública, com o desenvolvimento capitalista, passou a ser “colonizada” pelo consumismo ou pela propaganda ideológica.
O que é a “ação comunicativa”, outra das teses de Habermas?
Meio de coordenar a ação social sustentado por um diálogo, uma comunicação em que os sujeitos não se movem por interesses egocêntricos, mas procuram estabelecer pontos de convergência e ouvir a todos, em “atos de entendimento”.
Essa é a “racionalidade comunicativa”, que se opõe frontalmente ao que Horkheimer e Adorno denominaram a “racionalidade instrumental”, guiada pelo princípio racional da pura adequação de meios a fins.
O conceito de comunicação PÚBLICA se relaciona mais com governo ou Estado?
A Comunicação Pública está mais focada em interesses COLETIVOS, menos
circunstanciais e perenes, aproximando-se mais do conceito de ESTADO.
Trata-se do interesse PÚBLICO, da coletividade, do conjunto social, que não se confunde com o interesse privado, mas também não se opõe frontalmente a ele, já que o interesse público constitui uma projeção da
negociação entre diversos interesses privados.
Qual o conceito de comunicação PÚBLICA de Zémor, muito usado pelos estudiosos brasileiros?
Zémor define a Comunicação Pública como:
Quais as 3 características necessárias à comunicação pública?
Quais os 5 tipos de Comunicação Pública. de acordo com Zémor?
Por que há um “déficit cívico” nas sociedades contemporâneas?
(a) a não consideração do receptor como polo efetivamente ativo e participativo do processo comunicacional;
(b) a tendência a tecnologizar a administração da coisa pública; e
(c) uma opinião pública atravessada por
influências efêmeras ou tendências socioculturais dispersas, no lugar da antiga estruturação por grupos sociais mais ou menos
organizados (como os partidos políticos, associações, etc).
López afirma que a Comunicação Pública compreende 5 dimensões:
Qual a relação entre “advocacy” e “lobbying”?
Lobbying é um tipo de advocacy, focado em interesses particulares. Advocacy é mais amplo, é ato político ou de Comunicação Pública referente à convocação social e
construção de propósitos e sentidos compartilhados relativos a temas de
interesse público.
De acordo com López, os níveis de comunicação, que implicam participação CRESCENTE, são:
Note como os níveis de Deliberação, Consenso e Corresponsabilidade exigem postura ativa do cidadão no processo comunicacional. Já o nível da informação inclina-se para um modelo de
transmissão comunicacional.
O italiano Paolo Mancini define Comunicação Pública a partir de 3 dimensões entrelaçadas. Quais são e qual a mais importante para ele?
A Comunicação Pública envolve debates, negociações e harmonização de interesses, mobilização?
Sim, pois almeja a conciliação e o consenso! Busca construir a agenda pública e mobilizar a população para a execução de políticas públicas.
Os tipos de informação veiculados nos processos de Comunicação
Pública são bem variados, conforme Duarte (2007):
-institucionais (caracterização e estruturação das instituições públicas),
-de gestão (sobre a administração),
-de utilidade pública (interesse geral das pessoas: imposto de renda, vacinação, etc),
-de prestação de contas (do governo e das instituições),
-de interesse privado (informações que
dizem respeito ao cidadão, como cadastros), -mercadológicos (produtos e serviços que participam de concorrência, resultados
de concorrências, etc), e
- dados públicos (que dizem respeito ao conjunto da sociedade, como estatísticas, legislação, documentos históricos, etc);
Comunicar bem implica deixar claro o papel de emissor. A Comunicação Institucional é anterior às outras formas de comunicação e compreende pelo menos 3 fases:
Zémor (1995) argumenta que o campo de intervenção da Comunicação Institucional pode ser representado por círculos concêntricos:
1o- interno: com os empregados da empresa.
2o-operacional e microambiente: comunicação com clientes, fornecedores e usuários de produtos e serviços.
3o círculo- ambiente setorial (mesoambiente): ramo da indústria (competidores e parceiros) ou, no caso institucional, os representantes dos atores sociais, a imprensa, etc. É um
campo privilegiado para a exposição e justificação institucional.
4o círculo- ambiente geral (macroambiente): Abrange os aspectos econômicos, legais,
sociais, etc. No plano institucional, comporta a difusão das regras do Estado, as alterações nas tendências e comportamentos sociais, e as mediações entre o poder público e os cidadãos, que são realizadas por profissionais
da comunicação, jornalistas e mídia.
Alguns resumem em micro e macroambiente.
Qual a diferença entre identidade e imagem institucional?
Identidade: cultura organizacional, é uma condição de existência e gera um sentimento de permanência no tempo; diferencia a org.
Imagem: percepção que se tem da identidade. “A Imagem é a sombra da identidade”. A divulgação da imagem institucional demanda uma estratégia (uma das funções da Comunicação Organizacional).
Qual o objetivo do bom planejamento estratégico de comunicação de uma instituição pública?
A convergência entre identidade e imagem! Ou seja, a transparência e a coerência entre imagem e identidade.
Na história da comunicação governamental brasileira, duas grandes políticas articuladas conservadoras se destacam:
A primeira foi, no início dos anos 30, a configuração de políticas de controle de informação que culminaram, no contexto do Estado Novo, entre 1937 e 1945, no
Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e em uma rede nacional que pautava e censurava a imprensa.
A segunda foi, comandada pela ditadura militar dos anos 60 e 70, a criação de um Sistema de Comunicação Social que visava a propaganda e a censura.
Cite características do jornal Última Hora de Samuel Wainer.
Foi criado por ingerência de Getúlio Vargas, para se tornar um jornal popular que apoiasse o
populismo varguista em meio à imprensa que lhe fazia oposição.
Foi um jornal inovador, utilizando uma seção de carta dos leitores, enfatizando os problemas locais e se destacando por possuir colaboradores como Nelson Rodrigues, Paulo Francis e Chacrinha. Sofreu oposição cerrada de Carlos Lacerda e resistiu até o golpe militar de 1964.
Cite características do jornal Pasquim.
Criado por iniciativa do cartunista Jaguar e outros no final da década de 60, tinha como foco o humor e, à medida que a ditadura
endurecia, a oposição política ao governo. Notabilizou-se por textos curtos, cartuns memoráveis e a participação de Henfil, Ivan Lessa e Millôr Fernandes. Diz-se que a entrevista com Leila Diniz publicada no
jornal foi o estopim da censura prévia. Sofreu uma brutal perseguição política, que envolveu atentados terroristas em pontos de venda. Em
1991, houve sua última edição.
Quando surgiu a imprensa no Brasil?
No início do século XIX a corte portuguesa chegou ao Brasil, ocasionado uma série de avanços em diversas áreas, entre elas a
imprensa brasileira.
O Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro foram criados nessa época.
*CESPE: Se a visão e a liderança de uma empresa forem apropriadas (adequadas), a imagem e a identidade dessa empresa serão coincidentes.
“Os gerentes sabem que precisam transformar-se em líderes que tenham visão, determinam uma missão e estabelecem valores fortes que façam todos caminharem na mesma direção. […] A comunicação organizacional já não se concentra apenas em transmitir informações, mas também em mudar o comportamento dos empregados para que realizem um melhor trabalho, impulsionando a organização em direção às suas metas.”
Quais características são importantes para a identidade das instituições públicas?
Considera-se frequentemente que a imagem institucional é formada por 2 fatores principais, conforme Pimenta (2002):
a) a imagem do produto (qualidade, preço, durabilidade, benefícios, etc); e
b) O relacionamento com o consumidor (atendimento, assistência técnica, promoções, etc).