Na reposição volêmica do queimado, metade do volume calculado deve ser infundido nas primeiras 8 horas, contadas a partir […].
do momento do trauma
Essa é uma pegadinha clássica! Se o paciente demorar 2 horas para chegar ao hospital, você deve infundir os 50% iniciais nas 6 horas restantes. O relógio começa a correr no acidente, não na admissão. Os outros 50% são feitos nas 16 horas seguintes.
Qual a dupla de sinais vitais clássica que define o choque neurogênico no trauma?
Hipotensão e Bradicardia.
NUNCA espere taquicardia no choque neurogênico puro! A perda do simpático impede o aumento da FC, deixando o vago atuar sem oposição. De nota, a pele costuma estar quente e rosada, o que ajuda a diferenciar do choque hipovolêmico (frio e pálido).
O TCE leve é definido por uma pontuação na Escala de Coma de Glasgow (ECG) entre […].
13 e 15
O manejo do TCE leve foca em identificar quem precisa de TC. Embora o GCS 13-15 seja classificado como ‘leve’, existe risco real de lesão intracraniana. De nota, o GCS deve ser avaliado preferencialmente 2h após o trauma para maior acurácia diagnóstica.
A tríade hemodinâmica clássica do choque neurogênico é composta por: […], […] e […].
hipotensão | bradicardia | pele quente (vasodilatação periférica)
No trauma, hipotensão costuma ser choque hipovolêmico (com taquicardia). Se você encontrar hipotensão com bradicardia e pele quente, pense em choque neurogênico por perda do tônus simpático (lesões acima de T6). É a falha do sistema de ‘luta ou fuga’.
A Hipertensão Intra-abdominal (HIA) é definida por uma Pressão Intra-abdominal (PIA) sustentada ≥ […].
12 mmHg
A medida padrão-ouro é indireta, via cateter vesical (técnica de Kron). De nota, a medida deve ser feita ao final da expiração, em decúbito dorsal zero e expressa em mmHg (1 mmHg = 1,36 cmH2O). Valores abaixo de 12 são considerados normais em pacientes críticos.
No pneumotórax hipertensivo, o diagnóstico é clínico e apresenta: murmúrio abolido, hipertimpanismo, turgência jugular e […].
desvio da traqueia
NÃO espere o raio-x! O diagnóstico é puramente clínico. O desvio da traqueia é um sinal tardio, mas clássico em provas. A turgência jugular ocorre pelo desvio do mediastino e compressão das veias cavas, impedindo o retorno venoso, caracterizando um choque obstrutivo. Importante: o hipertimpanismo diferencia do hemotórax.
Quais são as quatro janelas anatômicas clássicas avaliadas no exame FAST?
Pericárdica, Hepatorrenal, Esplenorrenal e Pélvica.
O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) busca líquido livre (sangue). A ordem pode variar, mas essas 4 janelas são obrigatórias. De nota, o E-FAST adiciona a avaliação pleural para pesquisar pneumo ou hemotórax. É o exame de escolha no paciente instável.
O FAST é um método limitado para a avaliação de lesões em qual compartimento abdominal?
Retroperitônio.
O ultrassom não visualiza bem estruturas retroperitoneais (pâncreas, rins, grandes vasos) devido ao gás intestinal e interposição óssea. Para avaliar esse compartimento, a TC com contraste é o padrão-ouro. Pegadinha clássica de prova!
Qual o posicionamento ideal da cabeceira para otimizar a drenagem venosa e reduzir a PIC no paciente com TCE?
Elevada a 30-45 graus (em posição neutra).
Nunca esqueça de manter o pescoço neutro! A flexão ou rotação excessiva obstrui as veias jugulares, piorando a HIC. É uma medida simples, de ‘custo zero’, que deve ser implementada imediatamente em todo paciente grave.
Quais os 3 critérios clássicos para a retirada segura do dreno de tórax?
Expansão pulmonar total, débito < 200ml/24h e ausência de borbulhamento.
NUNCA retire o dreno se houver borbulhamento (fístula aérea ativa)! A expansão deve ser confirmada por RX e o débito deve ser seroso. Se o líquido estiver purulento ou hemático, o dreno deve ser mantido para manejo da complicação.
O exame secundário no trauma deve ser iniciado apenas após a conclusão do […] e a estabilização do paciente.
exame primário (ABCDE)
O exame secundário é uma avaliação detalhada ‘da cabeça aos pés’. Se o paciente instabilizar a qualquer momento, você deve interromper tudo e retornar imediatamente ao ‘A’ do exame primário. Estabilização hemodinâmica é o pré-requisito fundamental!
A tríade letal do trauma, que perpetua o estado de choque e o sangramento, é composta por: Acidose, Hipotermia e […].
Coagulopatia
Esses três fatores formam um ciclo vicioso: a acidose e a hipotermia inibem a cascata de coagulação, o que aumenta o sangramento, piorando o choque e a acidose. Identificar esse ciclo precocemente é vital. Se o paciente entrar nesse ciclo, a mortalidade sobe exponencialmente.
Na queimadura de […], o leito da ferida apresenta coloração esbranquiçada e o preenchimento capilar é […].
2º grau profundo | lento ou ausente
Aqui a derme reticular é atingida. Diferente da superficial, a dor é menor (destruição parcial de nervos) e o risco de evoluir para 3º grau é alto. Frequentemente necessita de desbridamento e enxertia para evitar cicatrizes hipertróficas.
Classifique o TCE de acordo com o Glasgow:
Leve: […]
Moderado: […]
Grave: […]
Leve: 13-15 | Moderado: 9-12 | Grave: 3-8
Essa classificação define o manejo inicial. Pacientes com TCE leve podem, muitas vezes, ser observados; já o TCE grave exige intervenção imediata para evitar lesão secundária. Importante: use a melhor resposta após estabilização hemodinâmica.
A classificação TLICS (Thoracolumbar Injury Classification and Severity Scale) avalia três parâmetros fundamentais: Morfologia da fratura, Status neurológico e […].
Integridade do Complexo Ligamentar Posterior (PLC)
O PLC é o principal estabilizador da coluna posterior. Se ele estiver lesado, a coluna perde sua sustentação de tensão. Os três pilares somam pontos que guiam a decisão entre tratamento conservador ou cirúrgico no trauma toracolombar. Lembre que o PLC inclui os ligamentos supraespinhoso, interespinhal, amarelo e as cápsulas articulares.
No método START de triagem, o paciente que não respira após manobra simples de abertura de via aérea é classificado com a cor […].
preta
No cenário de múltiplas vítimas, não realizamos manobras avançadas ou RCP. Se abriu a via aérea e não houve respiração espontânea, o paciente é considerado morto/expectante (Preto). Se voltou a respirar, torna-se Vermelho (Imediato). O START foca em 3 parâmetros: Respiração, Circulação (pulso radial) e Nível de consciência.
O Ácido Tranexâmico (TXA) deve ser administrado no trauma precocemente, idealmente na primeira hora e no máximo até […] após o evento.
3 horas
Após 3 horas, o TXA aumenta a mortalidade! O estudo CRASH-2 validou o uso de 1g (ataque em 10 min) + 1g (manutenção em 8h). Ele atua inibindo a fibrinólise excessiva no trauma grave.
Para evitar a síndrome da compressão da veia cava em gestantes acima de 20 semanas, deve-se realizar o […].
deslocamento uterino para a esquerda
O útero gravídico comprime a veia cava inferior, reduzindo o retorno venoso em até 30% e gerando hipotensão supina. Pode ser feito manualmente ou inclinando a prancha em 15-30 graus. Estabilizar a mãe é sempre a prioridade absoluta para salvar o feto!
Qual o nome do fenômeno clínico clássico do hematoma extradural caracterizado por perda inicial de consciência seguida de melhora temporária?
Intervalo lúcido.
Hematoma epidural: trauma → intervalo lúcido (1/3 dos casos) → deterioração. TC: biconvexo (“lente”). Causa: a. meníngea média.
Em queimados, a mudança de cor da ferida, descolamento de escara e invasão de tecido sadio sugerem […].
infecção invasiva (sepse de foco cutâneo)
A mudança súbita no aspecto da ferida é o sinal clínico mais precoce de sepse no queimado. De nota, a colonização bacteriana é esperada, mas a invasão de tecido íntegro adjacente ou a mudança para cor escura/negra define a gravidade. Fique atento ao odor fétido e ao íleo paralítico associado.
Na queimadura elétrica com mioglobinúria, o débito urinário alvo deve ser mantido entre […].
1-2 mL/kg/h
Em queimaduras térmicas comuns, o alvo é 0,5 mL/kg/h. Na elétrica com lesão muscular (rabdomiólise), dobramos a meta para ‘lavar’ os rins e evitar a necrose tubular aguda por mioglobina. Se a urina não clarear com volume, pode-se considerar manitol ou alcalinização urinária.
Qual a conduta imediata diante da suspeita clínica de pneumotórax hipertensivo?
Toracocentese de alívio (descompressão por agulha).
No ATLS 10, o local preferencial no adulto mudou para o 4º ou 5º espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média. Em crianças, ainda se prefere o 2º EIC na linha hemiclavicular. Lembre que isso é apenas uma medida temporária e salvadora de vida até a drenagem definitiva em selo d’água (5º EIC).
A definição clássica de Transfusão Maciça é a necessidade de reposição de mais de […] unidades de concentrado de hemácias em 24 horas.
10 unidades
Embora essa seja a definição clássica, na prática do trauma usamos definições mais dinâmicas, como >4 bolsas em 1 hora. O objetivo é identificar precocemente o choque hemorrágico grave. O gatilho deve ser clínico e não apenas baseado em números tardios.
A incisão padrão utilizada para a toracotomia de reanimação na sala de emergência é a […].
anterolateral esquerda
Realizada geralmente no 4º ou 5º espaço intercostal. Permite acesso rápido ao coração (pericardiotomia) e à aorta descendente. Se necessário, pode ser estendida para o lado direito (toracotomia em ‘clamshell’) para melhor exposição.