DIP
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma síndrome clínica secundária à ascensão de microrganismos da vagina e/ou endocérvice ao trato genital feminino.
Por definição, DIP é uma infecção adquirida na comunidade, iniciada por um agente sexualmente transmissível.
Etiologia DIP
Fatores de risco para DIP
Fisiopatologia
Quadro clínico
Pode variar desde uma infecção assintomática até quadros graves.
Classicamente:
Sintomas atípicos como metrorragia e dispareunia podem ser as únicas alterações (iniciam durante ou logo após a menstruação)
Diagnóstico
CLÍNICO
3 critérios mínimos (maiores) + um critério adicional (menor) OU 1 critério elaborado (definitivo)
Quais os Critérios mínimos (maiores) da DIP?
DOR
Dor abdominal baixa (infrapúbica)
Dor à mobilização cervical
Dor à palpação dos anexos
Quais os Critérios adicionais (menores) da DIP?
Quais os Critérios definitivos (elaborados) da DIP?
Diagnósticos diferenciais
“Dor em abdome inferior, febre e comprometimento do estado geral”
Critérios de internação hospitalar na DIP
Tratamento ambulatorial da DIP
Sintomáticos: analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios
ATB de amplo espectro (aeróbios, anaeróbios, gram + e -).
*Só se trata ambulatorialmente quando não há evidência de peritonite → quadro leve
Tratamento hospitalar da DIP
Ceftriaxona 1g/dia por 14 dias EV + Doxiciclina 100mg 12/12h VO por 14 dias + Metronidazol 400mg 12/12h EV por 14 dias
Esquemas alternativos:
Cefoxitina 2 g IV, 6/6 h doxiciclina 100 mg IV ou, VO, 12/12 h, por 14 dias
Alternativa parenteral comprovadamente eficiente: Ampicilina-sulbactam (3 g IV 6/6 h) doxiciclina (100 mg IV ou VO 12/12 h).
Estadiamento (MONIF) - Estágio I (leve)
Endometrite e salpingite aguda sem peritonite
Tratamento ambulatorial
Estadiamento (MONIF) - Estágio II (moderada sem abscesso)
Salpingite aguda com peritonite (pelviperitonite) sem abscesso
Tratamento hospitalar (internação devido aos sinais peritoneais)
Estadiamento (MONIF) - Estágio III (moderada com abcesso)
Salpingite aguda com obstrução tubária ou abscesso tubo-ovariano ou abscesso pélvico
Tratamento hospitalar (internação devido aos sinais peritoneais e/ou presença de abscesso)
Estadiamento (MONIF) - Estágio IV (grave)
Presença de abscesso tubo-ovariano roto ou sinais de choque séptico
Tratamento hospitalar com auxílio de intervenção cirúrgica (laparotomia)
Indicações para o tratamento cirúrgico (DIP)
Preferência de laparoscopia. Laparotomia se emergência com instabilidade hemodinâmica, como ruptura de abscesso tubo ovariano.
OBS: o tamanho do abscesso isoladamente não indica o tratamento cirúrgico
Prevenção da DIP
Deve-se remover o DIU em caso de DIP?
Normalmente não. Caso haja indicação de remoção só remover após 3 doses (ou após 2 doses pelo MS) do esquema de antimicrobianos
DIP pode matar?
SIM!!
Não precisa cultura, identificou trata. Paciente pode fazer abcesso tubo ovariano, sofrer rotura, ficar séptica e morrer
Exames complementares (DIP)
Exames laboratoriais somente se o quadro for subagudo, pois o diagnóstico é clínico
Todas as mulheres que têm DIP aguda devem ser rastreadas para N. gonorrhoeae e C. trachomatis e testadas para …
HIV, sífilis e hepatites virais
Procedimente cirúrgico DIP