Dislipidemia Flashcards

(42 cards)

1
Q

O que é dislipidemia?

A

Alteração dos níveis de lípidos plasmáticos, associada a aumento do risco cardiovascular aterosclerótico.

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2
Q

Porque é a dislipidemia importante em MGF?

A
  • elevada prevalência
  • fator de risco cardiovascular modificável
  • intervenção precoce reduz eventos CV
  • seguimento longitudinal nos CSP.
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3
Q

Quais são os principais lípidos avaliados?

A
  • colesterol total
  • LDL-colesterol
  • HDL-colesterol
  • triglicerídeos.
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4
Q

Porque não se trata a dislipidemia isoladamente?

A

Porque o tratamento depende do risco cardiovascular global, não apenas dos valores laboratoriais.

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5
Q

Quais são os principais fatores de risco cardiovascular?

A
  • idade
  • sexo
  • tabagismo
  • HTA
  • DM
  • história familiar
  • dislipidemia.
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6
Q

Que doentes são automaticamente considerados de alto risco CV?

A
  • doença cardiovascular estabelecida
  • DM com fatores de risco
  • doença renal crónica
  • risco CV muito elevado.
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7
Q

Quais são as medidas não farmacológicas fundamentais?

A
  • alimentação saudável (redução de gorduras saturadas)
  • exercício físico regular
  • perda de peso
  • cessação tabágica.
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8
Q

As medidas não farmacológicas são sempre necessárias?

A

Sim, independentemente do risco ou do uso de fármacos.

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9
Q

Qual é o fármaco de primeira linha na dislipidemia?

A

Estatinas

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10
Q

Quando está indicada terapêutica farmacológica?

A
  • risco CV elevado ou muito elevado
  • LDL persistentemente elevado
  • falência das medidas não farmacológicas.
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11
Q

Qual é o principal objetivo terapêutico na dislipidemia?

A

Redução do LDL-colesterol, proporcional ao risco cardiovascular.

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12
Q

Como se escolhe a intensidade da estatina?

A

Com base em:
- risco CV global
- valor basal de LDL
- objetivos terapêuticos.

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13
Q

Quais são os objetivos gerais de LDL-colesterol?

A
  • risco moderado: LDL < 100 mg/dL
  • risco elevado: LDL < 70 mg/dL
  • risco muito elevado: LDL < 55 mg/dL
    (adaptado ao contexto clínico).
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14
Q

Os objetivos lipídicos devem ser individualizados?

A

Sim, sobretudo em:
- idosos
- doentes frágeis
- multimorbilidade.

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15
Q

Como deve ser feito o seguimento da dislipidemia em MGF?

A
  • controlo laboratorial
  • avaliação da adesão
  • efeitos adversos
  • reforço educativo.
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16
Q

Quando deve ser reavaliado o perfil lipídico após iniciar tratamento?

A

Geralmente 4–12 semanas após início ou ajuste terapêutico.

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17
Q

Quais são os efeitos adversos mais frequentes das estatinas?

A
  • mialgias
  • elevação das transaminases
    (raros, mas relevantes).
18
Q

O que fazer perante intolerância às estatinas?

A
  • reduzir dose
  • trocar estatina
  • ajustar esquema
  • ponderar alternativas.
19
Q

Quando suspeitar de dislipidemia familiar?

A
  • LDL muito elevado
  • história familiar de DCV precoce
  • resposta insuficiente à terapêutica.
20
Q

Qual a relação entre dislipidemia, DM e HTA?

A

São fatores que se potenciam, aumentando exponencialmente o risco CV.

21
Q

Qual o papel da prevenção quaternária na dislipidemia?

A
  • evitar tratamento excessivo
  • evitar exames desnecessários
  • equilibrar risco-benefício.
22
Q

Qual é o princípio-chave da dislipidemia em MGF?

A

Tratar o risco cardiovascular global, não apenas os números do colesterol.

23
Q

O que é risco cardiovascular global?

A

Probabilidade de um indivíduo desenvolver um evento cardiovascular fatal ou não fatal num determinado período de tempo, considerando todos os fatores de risco em conjunto.

24
Q

Porque se avalia o risco cardiovascular global em vez de fatores isolados?

A

Porque os fatores de risco potenciam-se entre si, e o risco real não é a soma simples dos fatores individuais.

25
Qual o papel do Médico de Família na avaliação do RCVG?
- identificar fatores de risco - estratificar o risco - orientar decisões terapêuticas - acompanhar ao longo do tempo.
26
Quais são os principais fatores de risco cardiovascular não modificáveis?
- idade - sexo - história familiar de DCV precoce.
27
Quais são os principais fatores de risco cardiovascular modificáveis?
- tabagismo - HTA - dislipidemia - diabetes mellitus - obesidade - sedentarismo.
28
Que fatores agravam o risco cardiovascular?
- doença renal crónica - obesidade abdominal - stress psicossocial - multimorbilidade.
29
O que é estratificação do risco cardiovascular?
Classificação do doente em baixo, moderado, elevado ou muito elevado risco, com base em fatores clínicos e/ou scores.
30
Que doentes são automaticamente considerados de risco cardiovascular elevado ou muito elevado?
- doença cardiovascular estabelecida - diabetes com fatores de risco ou lesão de órgão-alvo - doença renal crónica - valores muito elevados de fatores de risco.
31
Qual é o principal score usado para avaliação do RCVG em MGF?
SCORE (ou SCORE2, conforme contexto), adaptado à população europeia.
32
Que variáveis são usadas nos scores de risco cardiovascular?
- idade - sexo - tabagismo - pressão arterial - colesterol (total ou LDL).
33
Porque é o RCVG determinante para o tratamento da dislipidemia?
Porque define: - necessidade de tratamento - intensidade da terapêutica - objetivos de LDL.
34
Qual a relação entre RCVG e tratamento da HTA?
Doentes com maior risco CV beneficiam de: - tratamento mais precoce - objetivos mais exigentes.
35
Como influencia o RCVG a abordagem da diabetes mellitus?
A DM aumenta significativamente o risco CV, exigindo: - controlo rigoroso dos fatores associados - abordagem integrada.
36
Qual é a base da redução do risco cardiovascular global?
- modificação dos estilos de vida - controlo dos fatores de risco - adesão terapêutica.
37
Que medidas não farmacológicas reduzem o RCVG?
- cessação tabágica - alimentação saudável - exercício físico regular - perda de peso - redução do álcool.
38
Porque é importante explicar o RCVG ao doente?
- melhora a compreensão da doença - aumenta adesão - facilita decisão partilhada.
39
Como deve ser acompanhado o RCVG ao longo do tempo?
- reavaliação periódica - ajuste terapêutico - reforço de medidas preventivas.
40
Quais são as limitações dos scores de risco cardiovascular?
- subestimam risco em jovens - não incluem todos os fatores - não substituem o juízo clínico.
41
Qual o papel da prevenção quaternária no RCVG?
- evitar medicalização excessiva - evitar intervenções sem benefício claro - adaptar decisões ao contexto do doente.
42
Qual é o princípio-chave do risco cardiovascular global em MGF?
Avaliar o doente como um todo, tratar o risco global e prevenir eventos antes que aconteçam.