Dislipidemia e Risco Cardiovascular (terminar) Flashcards

(52 cards)

1
Q

O que é o risco cardiovascular global?

A

Probabilidade de uma pessoa desenvolver um evento cardiovascular aterosclerótico num determinado período de tempo.

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2
Q

Porque é importante avaliar o risco cardiovascular global?

A

Porque quanto maior o risco, mais intensiva deve ser a intervenção preventiva e terapêutica.

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3
Q

O que resulta o risco cardiovascular global?

A

Efeito combinado de múltiplos fatores de risco cardiovasculares.

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4
Q

Qual o primeiro passo na abordagem da dislipidemia?

A

Avaliar o risco cardiovascular global.

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5
Q

Qual o segundo passo após avaliar o risco cardiovascular global?

A

Decidir a intervenção de acordo com a categoria de risco.

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6
Q

Quais os níveis de risco cardiovascular?

A

Baixo, moderado, alto e muito alto.

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7
Q

Que doentes são automaticamente considerados de risco cardiovascular muito alto?

A

Doentes com DCV documentada, diabetes, doença renal crónica, hipercolesterolemia familiar ou fatores de risco muito elevados

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8
Q

Quando se utiliza o SCORE2?

A

Na prevenção primária, em pessoas sem DCV documentada.

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9
Q

O que estima o SCORE2?

A

Risco combinado de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

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10
Q

Em que populações foi calibrado o SCORE2?

A

Com dados de 13 países europeus representativos.

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11
Q

Qual a vantagem do SCORE2 face a modelos antigos?

A

Considera mortes por causas não cardiovasculares, evitando sobrestimar o risco.

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12
Q

Para que idades é recomendado o SCORE2-OP?

A

Pessoas com idade igual ou superior a 70 anos.

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13
Q

O que avalia o SCORE2-OP?

A

Risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais em idosos.

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14
Q

Que variáveis são usadas no SCORE2-Diabetes?

A

Idade, sexo, PA sistólica, tabagismo, colesterol não-HDL, HbA1c, idade de diagnóstico da diabetes e TFGe.

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15
Q

Quando é usado o SCORE2-Diabetes?

A

Em pessoas com diabetes entre os 40 e os 69 anos.

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16
Q

O que define risco cardiovascular muito elevado na diabetes?

A

DCV documentada, lesão de órgão-alvo ou SCORE2-Diabetes ≥20%.

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17
Q

Que fatores podem modificar o risco estimado pelos SCOREs?

A

Obesidade, sedentarismo, stress psicossocial, história familiar de DCV precoce, DRC, FA, entre outros.

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18
Q

Como classifica a DGS o risco em adultos com menos de 40 anos?

A

Avaliação do risco CV a cada 5 anos, salvo indicação clínica diferente.

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19
Q

Quais são os limiares de SCORE2 para risco muito elevado?

A

≥7,5% (<50 anos), ≥10% (50-69 anos), ≥15% (≥70 anos).

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20
Q

Qual o principal alvo terapêutico na dislipidemia?

A

Colesterol LDL (C-LDL).

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21
Q

Qual o alvo de C-LDL no risco cardiovascular muito elevado?

A

< 55 mg/dL (1,4 mmol/L) e redução ≥50% do valor basal.

22
Q

Qual o alvo de C-LDL no risco elevado?

A

< 70 mg/dL (1,8 mmol/L).

23
Q

Qual o alvo de C-LDL no risco moderado?

A

< 100 mg/dL (2,6 mmol/L).

24
Q

Qual o alvo de C-LDL no risco baixo?

A

< 116 mg/dL (3,0 mmol/L).

25
Quais são os alvos secundários do colesterol não-HDL?
<85, <100 e <130 mg/dL para risco muito elevado, elevado e moderado, respetivamente.
26
Quais são os alvos de apolipoproteína B?
<65, <80 e <100 mg/dL conforme risco muito elevado, elevado ou moderado.
27
Existe alvo específico para triglicerídeos?
Não, mas valores <150 mg/dL indicam menor risco.
28
Quais as principais medidas de estilo de vida na dislipidemia?
Dieta saudável, exercício físico regular, cessação tabágica e controlo ponderal.
29
Que tipo de dieta é recomendada?
Baixo teor de gorduras saturadas, rica em fruta, vegetais, cereais integrais e peixe.
30
Qual o impacto da redução de gorduras saturadas no LDL?
Redução significativa (>10%).
31
Qual o efeito do exercício físico regular no perfil lipídico?
Redução do LDL e triglicerídeos e aumento do HDL.
32
Qual é a primeira linha farmacológica na dislipidemia?
Estatinas.
33
Qual o mecanismo de ação das estatinas?
Inibição da síntese hepática do colesterol.
34
Qual o efeito adverso clinicamente mais relevante das estatinas?
Miopatia.
35
Quais são estatinas não metabolizadas pelo citocromo P450?
Pravastatina, rosuvastatina e pitavastatina.
36
Quando se usa ezetimiba?
Em associação às estatinas quando o alvo não é atingido ou se estatinas não forem toleradas.
37
Qual o mecanismo de ação da ezetimiba?
Inibição da absorção intestinal do colesterol.
38
Quando considerar inibidores da PCSK9?
Doentes de risco muito elevado que não atingem alvos com estatinas e ezetimiba.
39
Qual a principal limitação dos inibidores da PCSK9?
Custo elevado e dados limitados de segurança a longo prazo.
40
Qual o principal efeito dos fibratos?
Redução dos triglicerídeos.
41
Quando considerar fibratos em associação com estatinas?
TG >200 mg/dL apesar de LDL controlado, em doentes de alto risco
42
É necessária monitorização rotineira de ALT com estatinas?
Não, apenas se clinicamente indicado.
43
Quando deve ser monitorizada a ALT?
No tratamento com fibratos.
44
Qual o papel dos ácidos gordos ómega-3?
Redução dos triglicerídeos em doses farmacológicas.
45
O que é a hipercolesterolemia familiar?
Dislipidemia monogénica co-dominante com elevação persistente do C-LDL e DCV prematura.
46
Que critérios diagnósticos são usados na hipercolesterolemia familiar?
Dutch Lipid Clinical Network.
47
Como tratar dislipidemia em mulheres em idade fértil?
Evitar fármacos hipolipemiantes na gravidez e amamentação.
48
O tratamento com estatinas é recomendado nos idosos?
Sim, de acordo com o risco cardiovascular e tolerância.
49
Qual a abordagem da dislipidemia na diabetes tipo 2?
Intensificar estatinas e associar ezetimiba se necessário.
50
Quando avaliar o perfil lipídico após iniciar terapêutica?
8 ± 4 semanas após início ou ajuste.
51
Com que periodicidade monitorizar lípidos após atingir o alvo?
Anualmente, salvo exceções clínicas.
52