Em 2024, um estudo realizado pela organização To.gather com 289 empresas brasileiras concluiu que, num universo de 1,5 milhão de trabalhadores, “apenas 0,9% eram pessoas trans ou travestis e 10,1% se identificavam como pessoas LGBTQI+. Em postos de liderança, as pessoas trans e travestis representavam 0,2%.”
O que é interseccionalidade?
O termo se refere aos marcadores sociais que, quando combinados, geram uma relação de opressão mais complexa
Marcadores sociais são características individuais, que abrangem fatores como raça, gênero, sexualidade, faixa etária, entre tantos outros.
No Brasil, mulheres negras compõem a maior parte da população, correspondendo a 28% do total.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 10,1% das mulheres negras estão desempregadas e muitas das que trabalham recebem a metade da remuneração de homens brancos.
Os exemplos mais conhecidos de interseccionalidade se referem às mulheres negras, mas também existem outros tipos de sobreposição.
Populações minorizadas são as que mais enfrentam os impactos da interseccionalidade. Mulheres, pessoas com origem nas regiões Norte e Nordeste, pessoas com deficiência, a população negra, a comunidade LGBTQIA+, idosos e pessoas periféricas são citadas pelo Relatório de Recomendações para o Enfrentamento do Discurso de Ódio e o Extremismo no Brasil como as principais vítimas das discriminações e opressões no país.
As pessoas têm vivências diferentes e dentro dessas vivências nós temos estruturas de opressões que se cruzam. E precisamos olhar a sociedade a partir desse pensamento. Só assim podemos compreendê-la de fato e fazer questionamentos.