DRC Flashcards

(33 cards)

1
Q

Definicão geral e critéirios

A

A DRC é caracterizada por alterações estruturais ou funcionais por ≥3m

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2
Q

Filtração glomerular

A
  • A filtração ocorre nos néfrons , de forma que O sangue chega pela arteríola aferente, passa pelos capilares e sai pela arteríola eferente, sofrendo forças de pressões oncotica e hidrostatica
  • A membrana basal é filtro seletivo que Passa e retem
  • O filtrado coletado na cápsula de Bowman segue para os túbulos → sofre reabsorção e secreção → origina a urina final
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3
Q

Fisiopatologia geral

A

-HÁ perda progressiva de néfrons, os remanescentes hipertrofiam e entram em hiperfiltração, aumentando a pressão intraglomerular que leva a glomeruloesclerose e fibrose intersticial por inflamação, apoptose celular e deposição de matriz extracelular.
-A hipertensão sistêmica/intraglomerular, ativação do SRAA e mediadores fibrogênicos aceleram o dano estrutural irreversível.

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4
Q

Alterações histologicas

A
  • Glomérulos: esclerose progressiva
  • Membrana basal: espessamento e alteração de permeabilidade → proteinúria
  • Túbulos: atrofia tubular e fibrose intersticial → menor capacidade de reabsorção/secreção.
  • Vasculatura: redução do fluxo sanguíneo renal e alteração do tônus arteriolar.
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5
Q

Alteraçoes nos exames de imagem

A

Redução do tamanho renal
Aumento da ecogenicidade
Redução da espessura cortical

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6
Q

Alterações em exame de urina

A

Hematúria dismórfica: Eritrócitos passam pelo glomérulo danificado → sofrem deformação
Proteinúria: Predomínio de albumina

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7
Q

Sintomas da DRC

A
  • Fadiga e fraqueza
  • Edema periférico – retenção de líquidos.
  • Hipertensão arterial
  • Poliúria e noctúria
  • Náuseas e vômitos – uremia
  • Prurido – acúmulo de toxinas urêmicas.
  • Dor óssea, câimbras
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8
Q

Fisiopatologia da HAS

A
  • A retenção de sódio e água pelos rins causa expansão de volume
  • A diminuição do fluxo renal ativa o SRAA,aumentando angiotensina II e aldosterona, promovendo vasoconstrição e mais retenção de sódio
  • sistema simpático e a disfunção endotelial elevam a resistência vascular.
  • Lesão vascular e glomerular, acelerando a progressão da DRC
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9
Q

Fisiopatologia da DM

A
  • Hiperglicemia crônica, altera o rim de duas formas principais:
  • Hemodinâmica: a glicose alta aumenta a reabsorção de sódio e glicose no túbulo proximal (via SGLT2), reduzindo o sódio que chega à mácula densa. Isso desregula o feedback túbulo-glomerular, causa dilatação da arteríola aferente e aumento da pressão intraglomerular (hiperfiltração). O sistema renina-angiotensina se ativa, piorando ainda mais a pressão dentro do glomérulo.

-Metabólica: o excesso de glicose gera produtos avançados da glicação (AGEs) e radicais livres, que danificam as células glomerulares, estimulam fatores como TGF-β e promovem inflamação e fibrose.

  • Com o tempo, o rim sofre espessamento da membrana basal, expansão do mesângio, lesão dos podócitos e fibrose intersticial. Essas mudanças estruturais levam à albuminúria persistente e perda progressiva da função renal
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10
Q

Suspeita de Doença renal policistica

A
  • história familiar de DRC com
    necessidade de diálise , associada a rins de tamanho aumentado e outras
    alterações sistêmicas (HAS, cistos hepáticos, prolapso de valva mitral e
    aneurisma intracraniano)
    -Clinica : HAS , poliúria/noctúria, nefrolitíase, hematúria, infecção/ruptura de cisto
  • não ↑ risco de câncer renal.
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11
Q

Achados da Doença renal policistica

A
  • USG (triagem): precisa ter aumento do rim + nº mínimo de cistos pela idade

15-39 anos: ≥3 uni ou bilateral

40-59 anos: ≥2 bilateral

≥60 anos: ≥4 bilateral

  • RNM (acompanhamento): 16-40 anos = >10 cistos bilateral.
  • Diferenciar de cistos simples (comuns no envelhecimento).
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12
Q

Fisiopatologia da anemia

A
  • sintomas estágio 3 da DRC
  • Com fibrose há menor produção de EPO , MO hipoproliferativa entao menos formação de hemácias
  • Deficiência de ferro na DRC : perdas (sangramento GI, coletas, hemodiálise), má absorção e sequestro pelo aumento da hepcidina (inflamação urêmica). hepcidina bloqueia ferroportina → ferro fica preso nos estoques (↑ ferritina) mas não disponível → ↓ saturação de transferrina
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13
Q

Alterações laboratoriais na anemia

A

Normocrômica
Normocítica
Índice de saturação de transferrina: baixo
Ferritina: alta

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14
Q

Manejo da anemia

A
  • Reposição de ferro, quando os estoques estiverem reduzidos
  • Eritropoetina
    Palidez cutanea
    Fadiga
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15
Q

Fisiopatologia da doença mineral ossea

A

-DRC → ↓ massa renal → ↓ TFG → ↓ excreção de fósforo → hiperfosfatemia.

-Fósforo ↑ se liga ao cálcio → hipocalcemia + calcificação vascular.

-↓ 1α-hidroxilase renal → ↓ calcitriol (vitamina D ativa) → ↓ absorção intestinal de cálcio → reforça a hipocalcemia.

-Hiperfosfatemia + hipocalcemia + ↓ vitamina D ativa → ↑ PTH → hiperparatireoidismo secundário na DRC.

  • Excesso de tratamento (cálcio, quelantes, vit. D ativa) → ↓ PTH demais → doença óssea adinâmica.

Aumento riscos de fraturas
Calcificação vascular
Deformidades osseas

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16
Q

Manejo da doença mineral ossea

A
  • Reduzir ingesta de fosfor na dieta
  • Quelantes de ferro
  • Reposição de colecalciferol
  • Cicalcinete
17
Q

Clinica da sindrome uremica

A

-Encefalopatia INICIAL : Alteração do ciclo sono-vigília , Apatia ,Tremor de extremidades
- Encefalopatia AVANÇADA : Alterações cognitivas , Mioclonias , Convulsões ,Rebaixamento do nível de consciência
Coma

18
Q

Outras complicações

A
  • Coagulopatia: decorrente de disfunção plaquetária pela uremia
  • Doença cardiovascular: disfunção endotelial e inflamação sistêmica
  • Deficit de crescimento
  • Dislipidemia
  • HIpervolmeia Edema
    Hipertensão arterial
    Derrame articular
19
Q

Medidas nao farmacologicas

A
  • Redução da ingesta de sal < 2 g de sódio por dia
  • Dieta DASH
  • Manter peso corporal adequado

Estatinas: Em pacientes com DRC > 50 anos (especialmente G3–G5) ou se 18 a 49 anos com DM se beneficia de estatina por reduzir risco cardiovascular.

20
Q

Manejo da hipertensão arterial

A

meta geral de PAS <120–130 mmHg (KDIGO recomenda <120, medida padronizada)

21
Q

Manejo da proteinuria

A
  • IECA/BRA : Vasodilatação da arteríola eferente , ↓ pressão glomerular → menos proteinúria
    . pode aumentar creatinina ate até 30%, manter
    . IECA ou ARA-II ( Enalapril , Losartana ) em DRC com proteinúria ≥30 mg/24h
  • Mesmo sem hipertensão manifesta, esses fármacos reduzem proteinúria e retardam perda de TFG
    . Nunca associar iECA + BRA por risco aumentado de eventos adversos
  • Inibidores SGLT2 (Dapagliflozina ) em DRC com diabetes + GFR ≥20 ; DRC (DM ou não ) albuminúria > 300 ou insuficiência cardíaca.
  • Metformina: dose máx. 1 g/dia se TFG 30–45 e suspender se <30 e gliptinas (iDPP-4) podem ser usadas até em diálise.
  • Antagonista não esteroidal do receptor mineralocorticoide (Finerenona ): Se TFG >25 + DM2 + e albuminúria persistente >30 mg/g apesar de IECA/BRA otimizado
22
Q

Manejo da hipervolemia

A

Restrição de hidrossalina + uso de diuréticos de alça

23
Q

Manejo de disturbios hidroeletroliticos

A

restrição de proteínas na dieta + reposição de bicarbonato de sódio + uso de diuréticos de
alça

24
Q

Indicação de TRS

A
  • <15 em DM ou < 18a
  • <10 em todos
  • Hipercalemia / a. metabolica / sintomas uremicos / hipervolemia
25
Funcionamento da hemodialise
- Acesso: o sangue do paciente sai do corpo por um acesso (fístula, cateter). - Máquina de diálise: o sangue passa por um filtro chamado dialisador (tipo um rim artificial). - Trocas: dentro do filtro, o sangue corre de um lado de uma membrana semipermeável, e do outro lado corre um líquido especial chamado dialisato. -Substâncias ruins em excesso (ureia, creatinina, potássio) saem do sangue e vão para o dialisato. - Coisas que estão faltando ou em excesso podem ser ajustadas pelo líquido da diálise (ex: sódio, bicarbonato). - Remoção de líquido: o excesso de água do corpo também é retirado pela máquina através de ultrafiltração (como “sugar” o líquido). - Retorno: o sangue já “limpo” e com menos água volta para o corpo do paciente.
26
Como funcionar dialise peritoneal
- O paciente tem um cateter no abdome. - Uma solução de diálise rica em glicose é colocada dentro da cavidade peritoneal. - A membrana peritoneal funciona como um filtro natural: Ureia, creatinina, potássio e outras toxinas saem do sangue → vão para o líquido. - A glicose da solução puxa água do sangue → removendo excesso de líquidos. - Após algumas horas, o líquido já “carregado de toxinas e água” é drenado e substituído por um novo (manualmente ou por máquina).
27
DRC e antibiotico em LOCK
28
Pericardite uremica
- Clinica : dor torácica pleurítica ventilatório-dependente (com irradiação para pescoço e trapézio) e presença de atrito pericárdico - Elevação do segmento ST em diversas derivações e que não respeita território de irrigação coronariana - Infradesnivelamento do segmento PR.
29
o que é alto risco cardiovascular em DRC
- (TFG) < 60 mL/min/1.73m2 - Albuminúria a partir de 30 mg/g
30
Modalidades de TRS
- Hemodialise / Dialise / Transplante renal - Diliase trata os sintomas mas nao revertem as complicações -
31
Metdos de avaliação de TFG
Estimativa da TFG ▶ CKD-EPI Mais precisa e mais usada na prática clínica. ▶ MDRD subestima TFG em pacientes com função renal normal. ▶ Cockcroft-Gault Menos precisa, não corrige para superfície corporal. ▶ Clearance urinário de creatinina (urina 24h) Superestima a TFG ,Coleta difícil, suscetível a erros. ▶ Cistatina C Produzida por todas as células nucleadas, filtrada, mas reabsorvida nos túbulos. Boa acurácia, caro e pouco utilizado ▶ Ureia Ruim para avaliar TFG: Só 90% eliminada pelos rins 40–50% reabsorvida → subestima a TFG Influenciada por dieta e catabolismo
32
Manejo de sintomas
Manejo de hipervolemia : Diuréticos de alça (furosemida) para controlar sobrecarga hídrica e pressão em DRC avançada. Correção de acidose metabólica: Considerar se TFG ≤30 e HCO₃⁻ <22 mEq/L, administrar bicarbonato de sódio Ligantes de fósforo e Vitamina D: se hiperfosfatemia, ligantes de fosfato ( carbonato de cálcio, sevelamer). Cinacalcete pode ser usado em hiperparatireoidismo secundário refratário em diálise. Estatinas: Em pacientes com DRC > 50 anos (especialmente G3–G5) ou se 18 a 49 anos com DM se beneficia de estatina por reduzir risco cardiovascular. Manejo da anemia : repor estoques de ferro + utilizar eritropoetina
33
Estadiamento e Classificação
Cruzando GxA obtém‐se o risco de progressão e complicações. Cruzando GxA obtém‐se o risco de progressão e complicações