DRGE Flashcards

(26 cards)

1
Q

Verdadeiro ou Falso:

Pode haver presença de conteúdo biliar e duodenal no refluxo gastroesofágico.

A

Verdadeiro

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2
Q

Verdadeiro ou Falso:

A intensidade de sintomas na DRGE não tem relação com o nível de esofagite histológica

A

Verdadeiro

Pacientes com poucos sintomas podem ter esofagite grave e vice-e-versa.

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3
Q

Verdadeiro ou Falso:

O esfíncter esofágico inferior é um mecanismo mecânico antirrefluxo

A

Falso

O EEI é um mecanismo fisiológico antirrefluxo; ele não é um esfíncter anatômico propriamente dito, é apenas uma área com maior tônus muscular

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4
Q

Quais medicações podem aumentar o risco de refluxo gastroesofáfico?

A

Anticolinérgicos, nitratos, antidepressivos tricíclicos, opioides, diazepam, barbitúricos

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5
Q

Quais os tipos de Hérnia Hiatal?

Classificação em Tipos I a III

A

Tipo I: hérnia por deslizamento
Tipo II: hérnia por rolamento
Tipo III: Mista

Normal; Tipo I; Tipo II; Tipo III

Deslizamento: a parte do estômago na transição esofagogástrico desliza para a cavidade torácica
Rolamento: uma parte do estômago que não é a transição com o esôfago sofre herniação para a cavidade torácica

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6
Q

Verdadeiro ou Falso:

Hérnia hiatal está sempre associada a DRGE

A

Falso

Nem toda hérnia hiatal gera DRGE e nem toda DRGE tem hérnia hiatal, embora ela seja um fator de risco para desenvolver a doença

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7
Q

Quais os principais sintomas típicos de DRGE?

A

Azia/Pirose e Regurgitação

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8
Q

Quais são os sintomas atípicos de DRGE?

A
  • Tosse, Rouquidão
  • Globus
  • Laringite
  • Pigarro
  • Broncoaspiração, Pneumonia recorrente
  • Asma, sibilância
  • Sinusite crônica
  • Aftas, lesões dentárias
  • Mucosa orofaríngea inflamada
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9
Q

Quais são os sinais de alarme em DRGE?

A
  • Início súbito em pacientes acima de 60 anos
  • Evidências de HDA/Anemia ferropriva
  • Anorexia
  • Perda ponderal
  • Disfagia/odinofagia
  • Vômitos persistentes
  • Antecedentes familiares de câncer (1º grau)
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10
Q

Quais são as indicações de exame complementar em DRGE?

A

Paciente > 40 anos, sinais de alarme, sintomas atípicos, evolução desfavorável apesar de tratamento

Sinais de Alarme:
* Início súbito em pacientes acima de 60 anos
* Evidências de HDA/Anemia ferropriva
* Anorexia
* Perda ponderal
* Disfagia/odinofagia
* Vômitos persistentes
* Antecedentes familiares de câncer (1º grau)

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11
Q

Qual o primeiro exame de investigação de DRGE?

A

EDA

Não é o mais sensível/específico mas é bem acessível e permite avaliar complicações (esofagite, Esôfago de Barret)

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12
Q

Qual o exame padrão ouro para diagnóstico de DRGE?

A

pHmetria de 24h

Melhor exame para detectar refluxo ácido

  • Avalia acidez na transição esofagogástrica, sendo o mais sensível para identificar refluxo ocorrendo.
  • Escore de DeMeester deve ser > 14,7 para diagnóstico (leva em conta número de episódios de refluxo, tempo de duração, tempo total com pH abaixo de 4)

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13
Q

Qual a indicação de Manometria do Esôfago em DRGE?

A

Planejamento cirúrgico

Não é ideal como exame diagnóstico, sendo a EDA mais acessível e a pHmetria mais sensível e específica para identificar o refluxo ácido. Serve principalmente para avaliar motilidade do esôfago antes de intervenção cirúrgica, para evitar complicações pós-op.
Distúrbio de motilidade contraindica válvula antirrefluxo completa (360 graus - Nissen), pois nesta caso pode haver disfagia. Motilidade preservada = válvula completa

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14
Q

Qual o exame padrão ouro para refluxo gastroesofágico não-ácido?

A

Impedanciometria

Avalia movimentação do bolo alimentar entre estômago e esôfago além de medição de pH, por isso consegue avaliar refluxos mesmo que não sejam ácidos (ao contrário da pHmetria que só vê pH

Útil para:
* Sintomas persistentes apesar do IBP
* Sintomas respiratórios e atípicos
* Pós-operatório com sintomas

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15
Q

Quais são os níveis da Classificação de Los Angeles para Esofagite em EDA?

Classificação de I a IV

A

I: erosões não confluentes < 5 mm
II: erosões não confluentes > 5 mm
III: erosões confluentes < 75% do diâmetro
IV: erosões confluentes > 75% do diâmetro

Na EDA todas as úlceras e estenoses devem ser biopsiadas.
Erosões graus III e IV podem indicar cirurgia

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16
Q

Qual o tratamento clínico de DRGE?

A

Medidas higieno-dietéticas e IBP

Tratamento empírico (sem EDA) indicado se: sintomas típicos, < 40 anos, sem sinais de alarme
Higieno-dietéticas: perda de peso, cessar tabagismo, evitar AINEs, colinérgicos, fracionar refeições, elevar cabeceira do leito, esperar 2h para deitar, evitar gordura, chocolate, cafeína, álcool, pimentas, bebidas gaseificadas, e aquilo que não tolerar
Medicamentos: Omeprazol dose plena 40 mg/dia por até 8 semanas, manter menor dose possível
* Pode ser adicionado procinético para algum alívio adicional

17
Q

Quais as indicações de tratamento cirúrgico na DRGE?

A
  • Tratamento clínico prolongado dependente de medicação, especialmente se < 40 anos
  • Intolerância às medicações
  • DRGE com sintomas atípicos com nexo comprovado
  • DRGE Complicada (úlceras, estenose, Barrett, hérnia hiatal grave sintomática)

Barrett tem opção de tratamento clínico, se possível controle com medicações, mas é geralmente preferido cirurgia

18
Q

Quais os exames pré-operatórios no tratamento cirúrgico de DRGE?

A

EDA e Manometria sempre, pHmetria se sintomas atípicos

EDA: avaliar malignidade
Manometria: avaliar motilidade (evitar complicação pós-op)
pHmetria: confirmação diagnóstica em caso atípico

19
Q

Verdadeiro ou Falso:

DRGE com boa resposta à medicação é um fator de boa resposta ao tratamento cirúrgico.

20
Q

Qual o procedimento cirúrgico para tratamento de DRGE?

A

Fundoplicadura + Hernioplastia hiatal

Fundoplicatura: dobra do fundo do estômago sobre a transição esofagogástrica, criando mais pressão sobre o esfíncter. Pode ser total/de Nissen (360º ao redor do esôfago) ou parcial. Não existe evidência de diferença na eficácia entre elas.
* 90% de alívio de sintomas típicos
* 60% de alívio de sintomas atípicos

21
Q

Qual o tratamento cirúrgico de DRGE em pacientes obesos?

A

Em obesos opta-se por cirurgia bariátrica para induzir perda de peso (Bypass Y de Roux)

Obesidade é um grande fator de risco para DRGE então faz-se cirurgia para perda de peso. Nunca realizar a Gastrectomia vertical (sleeve) pois ela predispõe o paciente a refluxo por reduzir o volume estomacal

22
Q

Qual cirurgia bariátrica não se pode realizar em obeso que tenha DRGE?

A

Gastrectomia vertical (em sleeve)

Predispõe o paciente a refluxo por reduzir o volume estomacal

23
Q

Qual o tratamento de úlcera esofagiana por DRGE?

Complicação de DRGE

A

IBP por no mínimo 8 semanas

Controle pós tratamento com EDA

24
Q

Qual o tratamento de estenose esofágica por DRGE?

A

IBP + dilatação esofágica (endoscopia), seguido de cirurgia antirrefluxo

25
O que é o Esôfago de Barrett
**Metaplasia** do epitélio esofágico para epitélio intestinal ## Footnote Substituição do epitélio estratificado e escamoso do esôfago, por epitélio colunar com células de padrão intestinal. Metaplasia é **fator de risco para displasia** (5 a 10% ao ano) **e evolução para neoplasia** (0,1% ao ano; 40x que a população normal).
26
Como deve ser o acompanhamento/conduta no Esôfago de Barrett
* Sem displasia: EDA a cada 1-2 anos * Displasia Baixo Grau: EDA a cada 6 meses * Displasia Indeterminada: repetir EDA após tto agressivo 3 meses * Displasia Alto Grau: ressecção cirúrgica da área (após confirmação por dois patologistas) ## Footnote Se possível ressecção endoscópica