Fatores que formam um complexo sistema que influencia no equilíbrio:
Obs.: qualquer disfunção em algum destes sistemas poderá afetar o equilí-
brio do indivíduo.
EQUILÍBRIO ESTÁTICO
teste de romberg
teste de romberg sensibilizado
teste de suporte unipodal
teste de nudge
teste de romberg (avaliação da propriocepção):
A)
1. Avisar que a iluminação está adequada.
2. Avisar que a superfície é plana e piso não escorregadio.
3. Paciente deve ficar descalço.
4. Paciente com braços esticados ao longo do corpo (posição “de pé”).
5. Pedir ao paciente para fechar os olhos durante 30 segundos.
6. Avisar que dará apoio ao paciente com os braços (evitar possíveis que-
das).
Paciente desequilibra/cai sem lado preferencial: pode apresentar dis-
túrbio na propriocepção ou alteração cerebelar.
Teste do suporte unipodal (avaliação da marcha):
A)
1. Avisar que a iluminação está adequada.
2. Avisar que a superfície é plana e piso não escorregadio.
3. Paciente deve ficar descalço ou com sapato confortável.
4. Paciente com braços esticados ao longo do corpo (posição “de pé”)
com os olhos abertos.
5. Avisar que dará apoio ao paciente com os braços (evitar possíveis que-
das).
B)
6. Pedir ao paciente que fique sob um pé só (único membro inferior apoi-
ado).
Teste de Nudge (avaliação da estabilidade postural):
contraindicado em
maiores de 75 anos.**
A)
1. iluminacao adequeada
2. piso plano e nao escorregadio
3. paciente em posição de pé
4. paciente descalço ou com calçado adequado
5. avisar que estará perto com os braços em volta pra sua segurança
B) Realizar uma força leve e constante na região do esterno.
Teste negativo: a interpretação do teste varia de acordo com o número
de passos para trás, na tentativa de compensar o desequilíbrio. Menos de
dois passos (< 2 passos) são esperados no teste normal.
necessidade de auxílio para que o paciente não caia sugere grande propen-
são a quedas. A queda em bloco, sem qualquer esforço para se equilibrar,
denota grave distúrbio do equilíbrio, como na paralisia supranuclear pro-
gressiva.
EQUILÍBRIO DINÂMICO
Teste “Get up and go”
Marcha Tandem
marcha semitandem
pede-se que o indivíduo
se levante de uma cadeia (sem braços, sem rodinhas, com apoio traseiro,
inclinada a 90o, de altura adequada) caminhe por 3 metros, dê meia-volta,
retorne e se sente novamente na cadeira.
A)
1) iluminacao adequada
2) Paciente deve ficar na posição sentada, em uma cadeira sem braços,
sem rodinhas, com apoio traseiro, inclinada a 90o e de altura adequada.
3) paciente descalço ou com calçado adequado
4) piso plano e nao escorregadio
5) avisar que estará por perto com os braços em volta pra sua segurança
B)
6) Pedir para que o paciente levante da cadeira (sem usar as próprias per-
nas de apoio para se levantar), caminhe por 3 metros, dê meia-volta,
retorne e se sente novamente na cadeira.
7) Informar que o teste está sendo cronometrado.
Marcha Tandem (avaliação da marcha):
consiste em caminhar por 3 me-
tros com um pé na frente do outro, em um percurso previamente definido.
Esse teste permite avaliar o controle motor na realização de tarefa em base
estreita, uma vez que desafia a estabilidade médio-lateral e permite iden-
tificar o papel de fatores biomecânicos sobre o controle postural, funcio-
nalidade e risco de quedas.
A) =
B)
Solicitar ao paciente que caminhe em linha reta, colocando um pé na
frente do outro – o calcanhar de um pé na frente dos dedos do outro
pé.
Objetivo: avaliar se o paciente consegue andar em linha reta sem ten-
dência de queda.
Marcha semi-Tandem:
A) =
B)
Solicitar ao paciente que caminhe em linha reta, colocando um pé na
metade do outro – o calcanhar de um pé encosta na metade do lado
medial do outro pé.
Objetivo: avaliar se o paciente consegue andar em linha reta sem ten-
dência de queda.
Marchas patologicas
Vestibular
causa: lesões vestibulares, labirintopatias
Anserina/pato
causa: fraqueza muscular,gravidez
Claudicante
causa: insuficiência arterial periférica e nas lesões do apa-
relho locomotor
Cerebelar
causa: lesões do cerebelo ou alcoolismo crônico
Helicopode/ceifante
causa: AVC,infarto cerebral,trauma
Tabetica
causa: tabis dorsalis, neurossifilis
Tesoura/espástica
causa: formas espásticas da paralisia cerebral.
Escarvante
causa: paralisia do movimento de flexão dorsal do pé.
Parkinsoniana/festinante
causa: Parkinson
Pequenos passos
causa: paralisia pseudobulbar e envelhecimento.