No inspeção da cabeça, deve-se atentar para (cite):
Na inspeção do crânio, devemos observar:
Avaliam-se as principais anomalias de configuração do crânio associadas a doenças congênitas, doenças genéticas, deficiências nutricionais ou ao próprio fenótipo.
As principais dismorfias cranianas são:
Cite como ocorre e o que deve ser observado/verificado durante a inspeção da superfície** e do **couro cabeludo:
Deve-se repartir o cabelo e verificar a presença de:
Cite o que deve ser verificado/observado na inspeção do cabelo:
Verificam-se:
Quanto ao padrão de perda, pode ser:
Deve-se observar também a qualidade do cabelo, que pode estar alterada no hipotireoidismo, insuficiência renal ou desnutrição, por exemplo.
Cite o que deve ser verificado/observado na inspeção da pele:
São aspectos fundamentais a serem observados:
Quando houver excesso de pelos, é importante a diferenciação entre hirsutismo e hipertricose.
Deve-se, também, discernir entre as lesões elementares de pele encontradas em face como:
Cite o que deve ser verificado/observado na inspeção da região orbitária:
Compete-nos, na avaliação ocular, identificar as alterações oculopalpebrais acessíveis à inspeção simples.
REGIÃO ORBITÁRIA
Inicia-se o exame observando os supercílios/ sombrancelhas. Quando houver fusão entre ambas, esta pode ser fisiológica ou patológica, a última representada pelo Sinofris (figura abaixo), comum na Síndrome de Cornélia Lange, em que há uma hiperplasia da porção medial dos supercílios.
Também podemos observar a presença de madarose, que é a rarefação do terço distal dos supercílios, manifestação comum no hipotiroidismo, hanseníase, esclerodermia e sífilis.
A seguir, avaliam-se as pálpebras. Basicamente, devemos avaliar a presença de edema palpebral (uni ou bilateral), coloração das pálpebras, lesões e presença de equimoses, adequação do fechamento palpebral e a forma das fendas palpebrais.
Como processo inflamatório local mais frequente, deve-se avaliar a presença de hordéolo, que é uma infecção estafilocócica dolorosa, sensível e avermelhada em uma glândula da margem palpebral que se assemelha a uma pústula ou ‘’espinha’’ na borda palpebral. Analisar também o Sinal de Ramaña (edema bipalpebral) característico da Doença de Chagas.
É necessário também reconhecer os xantelasmas (Fig. 3.18), que são formações cutâneas amareladas, bem circunscritas, discretamente elevadas, nas porções nasais de uma ou ambas as pálpebras, que sugerem dislipidemias.
A posição correta das pálpebras é muito importante. Podem estar invertidas**, **causando agressão corneana pelos cílios (entrópio palpebral) ou estar evertidas (ectrópio palpebral).
A queda da pálpebra superior, chamada ptose, pode ter como causas miastenia grave, lesão do nervo oculomotor (teceiro nervo craniano), lesão da inervação simpática cervical (Síndrome de Horner), ptose senil e ptose congênita.
Já a incapacidade de fechar as pálpebras completamente (lagoftalmia), reforçada pelo sinal de Bell (o globo ocular se levanta na tentativa de fechar a pálpebra), indica lesão de nervo facial (sétimo nervo craniano).
