Uma gestante de 28 semanas, nulípara, apresenta PA de 150x95 mmHg em duas medidas com 4h de intervalo. Refere cefaleia persistente, sem alívio com analgésicos, e apresenta TGO = 110 U/L, plaquetas = 95.000/μL e DHL = 650. Qual o diagnóstico mais provável?
A) Pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade
B) Síndrome HELLP
C) Eclâmpsia iminente
D) Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica
E) Lúpus gestacional
✅ Resposta: B) Síndrome HELLP
🧠 Justificativa: Os achados laboratoriais indicam hemólise (LHD >600), elevação de enzimas hepáticas (TGO >70), e plaquetopenia (<100.000), fechando o diagnóstico de HELLP, forma grave de pré-eclâmpsia.
Qual das alternativas é indicação absoluta de interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional?
A) Proteinúria isolada
B) PA 150x90 mmHg sem sintomas
C) Síndrome HELLP
D) Doppler de artéria uterina com notch bilateral
E) ILA reduzido em gestante assintomática com 34 semanas
✅ Resposta: C) Síndrome HELLP
🧠 Justificativa: HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia com alto risco materno, sendo indicação de parto imediato, mesmo antes de 34 semanas.
Em relação à profilaxia da pré-eclâmpsia com AAS, assinale a correta:
A) Deve ser iniciada após 30 semanas
B) É indicada em todas as gestantes
C) Iniciar entre 12-16 semanas nas gestantes de alto risco
D) AAS deve ser associado a heparina de baixo peso sempre
E) Não deve ser usada em gestação múltipla
✅ Resposta: C) Iniciar entre 12-16 semanas nas gestantes de alto risco
🧠 Justificativa: AAS 100–150 mg deve ser iniciado precocemente em mulheres com fatores de alto risco (ex: pré-eclâmpsia prévia, lúpus, gemelaridade), até 36 semanas.
Compare o manejo clínico da RPM a termo (≥37s) com a PPROM (24-34s). Destaque os objetivos e condutas principais em cada situação.
🧠 Gabarito esperado:
RPM a termo: indução do parto é a conduta, com vigilância da infecção (parto imediato se corioamnionite).
PPROM 24-34s: conduta expectante, com internação, corticoide para maturação pulmonar, antibioticoterapia (ampicilina + amoxicilina), vigilância fetal/materna.
Em relação ao manejo da eclâmpsia, qual é o esquema de sulfato de magnésio mais utilizado no Brasil e sua principal via de administração?
A) Esquema de Zuspan – EV contínuo
B) Esquema de Pritchard – IM + EV
C) Esquema de Pritchard – VO + IM
D) Esquema de Zuspan – VO contínuo
E) Esquema de Oxford – nebulização
✅ Resposta: B) Esquema de Pritchard – IM + EV
🧠 Justificativa: O esquema de Pritchard é o mais utilizado em centros com menos recursos, associando dose de ataque EV com manutenção IM.
Na amniorexe prematura antes de 34 semanas (PPROM), qual é a conduta correta?
A) Induzir o parto imediatamente
B) Conduta expectante + antibiótico + corticoide
C) Somente administrar corticoide e liberar alta
D) Fazer cesárea de emergência
E) Apenas repouso domiciliar
✅ Resposta: B) Conduta expectante + antibiótico + corticoide
🧠 Justificativa: Entre 24-34 semanas, o manejo expectante com internação, corticoide para maturação pulmonar fetal e antibiótico profilático é padrão para reduzir prematuridade e infecção.
Descreva os critérios diagnósticos atuais da pré-eclâmpsia, incluindo as formas sem proteinúria.
🧠 Gabarito esperado:
Hipertensão nova após 20 semanas: PA ≥140x90 em duas medidas com 4h de intervalo.
Um ou mais dos seguintes:
Proteinúria ≥300 mg/24h OU relação proteína/creatinina ≥0,3 OU fita ≥2+
Disfunção orgânica (sem proteinúria): plaquetopenia, elevação de TGO/TGP, creatinina >1,1, cefaleia refratária, escotomas, edema pulmonar.
Em uma paciente com eclâmpsia, quais são os principais passos do atendimento emergencial imediato e as principais complicações maternas se não tratada?
🧠 Gabarito esperado:
Passos: proteção da via aérea, O2, decúbito lateral esquerdo, EV + Sulfato de Magnésio (4g ataque + manutenção), controle da PA.
Complicações: AVC, DPP, CIVD, morte materna, insuficiência renal, hipoxemia fetal.
Quais são os componentes da síndrome HELLP e como se diferencia da pré-eclâmpsia grave?
🧠 Gabarito esperado:
HELLP: Hemólise (esquistócitos, DHL >600), enzimas hepáticas elevadas (TGO >70), plaquetas <100.000.
Pode ocorrer com ou sem PA elevada/proteinúria. A pré-eclâmpsia grave pode cursar com sintomas clínicos e laboratoriais sem atingir os critérios completos de HELLP.
Qual é a definição de rotura
prematura de membranas ovulares?
Rotura das membranas ovulares
antes do início do trabalho de
parto independentemente da idade
gestacional.
Como se classifica a rotura de
membranas durante o trabalho
de parto?
Precoce: no início do parto (<6 cm de dilatação);
* Oportuna: na fase ativa do parto (6-8 cm de
dilatação);
* Tardia: no fim do parto (usualmente no período
expulsivo)
O que é o período de latência
da rotura de membranas ovulares?
Período entre a rotura das membranas e o início do trabalho de parto.
Qual é a relação entre período de
latência e idade gestacional?
↓idade gestacional → ↑período de
latência.
Qual é a relação entre período
de latência após rotura das
membranas ovulares e risco de
infecção?
↑período de latência → ↑risco de
infecção
Qual é o principal fator de
risco para rotura prematura de
membranas pré-termo?
Rotura prematura de membranas pré-termo prévia.
Qual é a principal complicação
materna da rotura prematura das
membranas?
Infecção intrauterina (corioamnionite ou endometrite).
Qual é a principal causa identificável de rotura prematura de membranas ovulares espontânea?
Infecção ascendente do trato genital.
Quais são as principais
complicações fetais da rotura
prematura das membranas ovulares?
Aquelas decorrentes da prematuridade:
* Síndrome da membrana hialina;
* Hemorragia intraventricular;
* Enterocolite necrosante;
* Sepse neonatal.
Que conduta farmacológica preventiva
pode ser indicada para gestantes com
história prévia de rotura prematura de
membranas < 34 semanas?
Progesterona vaginal entre 16 e 34
semanas.
Qual é o exame de imagem indicado
para predição de prematuridade em
gestantes com história prévia de rotura
prematura de membranas ovulares?
USG transvaginal entre 16-24 semanas
(colo uterino < 25 mm aumenta o risco
de prematuridade).
Qual é o exame padrão-ouro para
o diagnóstico de rotura prematura
de membranas ovulares?
Visualização da saída de líquido
amniótico pelo colo uterino no exame
especular
Qual é a principal queixa clínica
da gestante com possível rotura
prematura de membranas?
Saída de líquido amniótico pela vagina
sem contrações uterinas
Que conduta deve ser evitada
no exame físico de gestante com
suspeita de rotura prematura de
membranas?
Evitar toque vaginal, pois aumenta o
risco de infecção
Descreva o teste diagnóstico de
cristalização do muco cervical para
amniorrexe prematura
O muco cervical
secado no calor
terá aspecto
arboriforme no
microscópio,
caso seja líquido
amniótico