Critério operacional para classificação?
Paucibacilar ≤5 lesões; multibacilar >5 lesões.
Como diferenciar formas clínicas clássicas pelo número e tipo de lesões?
Tuberculoide: poucas, bem definidas, anestésicas.
Dimorfa: múltiplas, bordas irregulares.
Virchowiana: difusa, infiltração sem manchas.
O que caracteriza a hanseníase indeterminada?
Mancha única, <5 cm, hipoestésica, bordas regulares, baciloscopia negativa.
Qual o agente etiológico da hanseníase?
Mycobacterium leprae (bacilo álcool-ácido resistente, não cultivável in vitro).
Quais os principais nervos acometidos?
Ulnar, mediano, radial, fibular comum, tibial posterior, auricular magno.
Forma clínica sem lesões cutâneas, apenas neurais?
Hanseníase neural pura (pegadinha clássica).
Teste para avaliar alteração sudoral?
Teste do iodo-amido (Lugol + Maisena + estímulo sudoríparo).
Qual a primeira queixa neurológica típica relatada na anamnese?
Disestesia (“queimação”, “agulhada”), piora à noite e no frio.
O que o GIF 2 indica?
Diagnóstico tardio — presença de deformidades/incapacidades físicas.
Agente etiológico da hanseníase e principal característica microbiológica:
Mycobacterium leprae, bacilo álcool-ácido resistente, intracelular obrigatório, não cultivável em meio artificial.
Via principal de transmissão da hanseníase:
Vias aéreas superiores (elimina-se o bacilo por secreções nasais).
Quem é o principal reservatório do M. leprae?
Ser humano (pegadinha: o tatu é reservatório apenas em regiões específicas).
Fatores de risco epidemiológicos clássicos:
Contato domiciliar, convívio prolongado, residência em área endêmica, ocupações com contato físico direto.
Critério clínico diagnóstico principal:
Lesão de pele com alteração de sensibilidade, com ou sem espessamento neural.
Outros critérios diagnósticos reconhecidos pelo Ministério da Saúde:
Espessamento neural com perda sensitivo-motora e/ou baciloscopia positiva.
Forma clínica com uma ou poucas lesões bem delimitadas, anestésicas, e baciloscopia negativa:
Hanseníase Tuberculoide (TT).
Forma com lesões mal definidas, infiltradas, bordas irregulares, e baciloscopia positiva:
Hanseníase Dimorfa (borderline).
Forma com infiltração difusa, pele lisa, brilhante, madarose, e ausência de lesões nítidas:
Hanseníase Virchowiana (LL).
Forma neural pura — característica fundamental:
Acometimento de troncos nervosos periféricos sem lesão cutânea visível.
Critério operacional de classificação (usado para definir o tratamento):
Paucibacilar: até 5 lesões; Multibacilar: mais de 5 lesões.
Hanseníase indeterminada: principais achados clínicos e histológicos:
Mancha única, <5 cm, hipoestésica, bordas regulares; histologia com infiltrado linfocitário inespecífico.
Hanseníase virchowiana — como costuma iniciar?
Infiltração cutânea difusa sem manchas; perda de sobrancelhas (madarose); nervos espessos e simétricos.
Teste usado para avaliar função sudoral:
Teste do Iodo-Amido (Lugol + Maisena) — avalia suor após estímulo físico.
Teste para avaliar disfunção vasomotora e reação autonômica:
Reação tríplice de Lewis (teste da histamina endógena).