A pressão oncótica é a pressão osmótica gerada somente pelas proteínas (que
não atravessam a membrana).
O método crioscópico baseia-se na 2º Lei de Raoult que diz que, para soluções
muito diluídas, o abaixamento da temperatura de congelação de uma solução em
relação ao ponto de congelação do solvente puro é proporcional à concentração
molar da solução.
equação: gustavo
Uma vez que a massa molecular das macromoléculas é muito elevada, para que
∆𝜃 seja mensurável, é necessário que a concentração da solução seja também muito
elevada, o que contraria o pressuposto inicial (esta lei só é válida para soluções
diluídas)
No lado arterial, 𝐽𝑊𝐴 = 𝐿𝑝 ((𝑃𝐴 + 𝜋) − (𝑃 + 𝜋𝐴
)) > 0, pelo que há saída de
fluido dos capilares.
No lado venoso, 𝐽𝑊𝑉 = 𝐿𝑝 ((𝑃𝑉 + 𝜋) − (𝑃 + 𝜋𝑉
)) < 0, pelo que o fluido
regressa aos capilares.
Existem 3 causas para a formação de edemas:
* Diminuição da pressão oncótica do plasma: 𝜋𝐴 e 𝜋𝑉 diminuem, o que provoca
um aumento de 𝐽𝑊𝐴 (maior saída de fluidos) e uma diminuição em módulo
de 𝐽𝑊𝑉 (menor regresso de fluidos).
* Aumento da pressão hidrostática do plasma: 𝑃𝐴 e/ou 𝑃𝑉 aumentam, o que
provoca igualmente aumento de 𝐽𝑊𝐴 e/ou diminuição em módulo de 𝐽𝑊𝑉.
* Aumento de 𝐿𝑝: traumatismos ou fármacos podem alterar a permeabilidade
do endotélio, levando à formação de edema.
A parte mais significativa da pressão osmótica do plasma deve-se à presença de
eletrólitos. Estes, no entanto, encontram-se tanto no interior como no exterior do
endotélio capilar e praticamente em igual concentração, pelo que a diferença de pressão
osmótica entre o sangue e o espaço extracelular vai ser da grande responsabilidade das
proteínas plasmáticas, confinadas ao espaço intravascular.
Diâmetro do poro: o poro é seletivo à passagem de espécies iónicas de grandes
dimensões, passando apenas as que têm dimensões inferiores às dos poros.
Carga do poro: a carga existente no interior do poro vai impedir a passagem de
iões com carga semelhante à do canal, permitindo a passagem dos iões com carga
contrária à sua.
Para obedecer ao modelo de Nernst devem verificar-se as seguintes condições:
* 𝐽𝑖 = 0, ou seja, o potencial eletroquímico da espécie iónica em causa é
igual dos dois lados da membrana;
* 𝐾0 = 𝐾∆𝑥, isto é, o coeficiente de partição tem que ser o mesmo dos dois
lados da membrana;
* 𝑇𝐼 = 𝑇𝐼𝐼, ou seja, a temperatura é a mesma dos dois lados da membrana.
* 𝑃𝐼 = 𝑃𝐼𝐼, isto é, a pressão é igual dos dois lados da membrana.
O equilíbrio de Nernst está associado a fenómenos passivos em que o sentido
das forças (de difusão) depende do gradiente de concentração.
O transporte ativo considera a passagem de partículas contra o gradiente de
concentração e, como tal, constitui uma violação ao modelo de Nernst.
As limitações do modelo de Nernst são:
* Estuda os iões isoladamente e não em conjunto.
* Assume que o potencial de repouso é um potencial de equilíbrio, o que é
falso para as células.
ver gustavo
O modelo de Donnan baseia-se no modelo de Nernst. No entanto, acrescenta a
um dos compartimentos uma molécula/um ião não difusível.
No modelo de Goldman o potencial de repouso é um potencial de difusão,
contrariando o pressuposto de equilíbrio eletroquímico porposto por Nernst.
Outro pressuposto de Goldman é 𝐽𝑖 = 0 para o conjunto dos iões, ou seja
∑ 𝐽𝑖 = 0, mas 𝐽𝑖 pode ser mais diferente de 0 para cada ião.
A membrana permanece em equilíbrio só que não apenas à custa de fenómenos
passivos. Este modelo tem em conta a permeabilidade da membrana aos iões,
controlada pelos canais iónicos.
Este modelo pressupõe ainda que os coeficientes de partição são constantes e
iguais dos dois lados da membrana e que o campo elétrico E é constante no interior da
membrana.
Além disso, a “teoria do campo constante” de Goldman assume que os iões se
movem atrás da membrana sob influência de campos elétricos e de gradientes de
concentração iónica, da mesma forma que variam em solução e que o gradiente do
potencial elétrico é constante na membrana.
O modelo de Nernst considera que 𝐽𝑖 = 0 para cada ião, ou seja, as forças de
difusão equilibram as forças elétricas. Goldman considera 𝐽𝑖 = 0 para o total dos iões
(para cada ião pode ser diferente de 0).
Ao contrário do modelo de Nernst, no modelo de Goldman a membrana
permanece em equilíbrio mas não apenas devido a fenómenos passivos.
O modelo de Goldman tem em conta as permeabilidades da membrana aos iões,
controladas por canais iónicos, o que não acontece no modelo de Nernst.