A obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles) é um híbrido literário. O que define essa hibridez?
(A) O uso estritamente documental de cartas.
(B) A fusão entre o relato autobiográfico e a transfiguração ficcional.
(C) A alternância entre poesia lírica e prosa acadêmica.
(D) A narração jornalística de eventos históricos.
(B) A fusão entre o relato autobiográfico e a transfiguração ficcional.
No conto “Lobo do Mar” da obra Invenção e Memória, como a narradora reconstrói a imagem do pai?
(A) Como um herói infalível.
(B) Através de uma perspectiva melancólica que destaca a separação.
(C) Por meio de um rancor explícito.
(D) Como uma presença autoritária que impediu sua vocação.
(B) Através de uma perspectiva melancólica que destaca a separação.
Para que serve o recurso do “insólito” ou estranhamento na obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles)?
(A) Causar medo no leitor (terror gótico).
(B) Explicar fenômenos científicos.
(C) Revelar as ambiguidades e a fragilidade das certezas humanas.
(D) Criticar o governo através de alegorias fantásticas.
(C) Revelar as ambiguidades e a fragilidade das certezas humanas.
Na obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles)qual a função das menções a ícones como Mário de Andrade?
A) Apenas demonstrar erudição e prestígio social perante o leitor.
B) Validar os fatos narrados como sendo 100% verídicos e históricos.
C) Situar a narradora dentro de uma tradição literária e humanizar essas figuras.
D) Denunciar plágios que outros autores teriam cometido contra sua obra
C) Situar a narradora dentro de uma tradição literária e humanizar essas figuras
Sobre a linguagem utilizada por Lygia na obra Invenção e Memória, é correto afirmar que:
A) É barroca, com excesso de adjetivação e frases extremamente longas.
B) É coloquial e desleixada, buscando reproduzir fielmente a fala das ruas.
C) É precisa, econômica e sugestiva, deixando lacunas para a interpretação.
D) Utiliza exclusivamente termos técnicos do Direito, área de formação da autora.
C) É precisa, econômica e sugestiva, deixando lacunas para a interpretação.
Em “O Menino” na obra Invenção e Memória, o despertar da percepção da criança sobre o mundo adulto é:
A) Um sentimento de epifania sobre a complexidade das relações e da sensualidade.
B) Uma revolta política contra a educação rígida das escolas religiosas.
C) Uma indiferença total aos segredos que os adultos tentam esconder.
D) Um desejo súbito de abandonar a família e viver como um andarilho.
A) Um sentimento de epifania sobre a complexidade das relações e da sensualidade.
Como a narradora na obra Invenção e Memória lida com a finitude em seus relatos?
A) Com um pavor paralisante que impede a conclusão das memórias.
B) De forma mística, prometendo reencontros em vidas passadas.
C) Através da escrita, que funciona como uma tentativa de eternizar o passageiro.
D) Ignorando completamente a morte para focar apenas nos momentos alegres.
C) Através da escrita, que funciona como uma tentativa de eternizar o passageiro.
A condição feminina em “Invenção e Memória” é explorada ao mostrar:
A) Mulheres que são meras espectadoras passivas da história dos homens.
B) A trajetória de uma mulher que busca seu espaço intelectual e afetivo.
C) A defesa do isolamento total da mulher como única forma de alcançar a paz.
D) O desprezo pelas tarefas domésticas como principal pilar da emancipação.
B) A trajetória de uma mulher que busca seu espaço intelectual e afetivo.
No conto “A Escolha” na obra Invenção e Memória, qual é o conflito central enfrentado pela narradora?
A) A decisão entre seguir a carreira jurídica ou dedicar-se à literatura.
B) A escolha do marido ideal entre dois pretendentes da aristocracia.
C) A dúvida sobre qual cidade brasileira seria melhor para viver sua velhice.
D) A dificuldade de escolher o título para o seu primeiro livro de poemas.
A) A decisão entre seguir a carreira jurídica ou dedicar-se à literatura
Por que os conceitos de “Invenção” e “Memória” se complementam?
A) Porque a memória é infalível e a invenção serve apenas para enfeitar o texto.
B) Porque a autora prova que é impossível lembrar de algo sem mentir.
C) Porque o ato de lembrar é uma recriação, onde a imaginação preenche lacunas.
D) Porque a invenção refere-se apenas aos sonhos e a memória aos fatos políticos.
C) Porque o ato de lembrar é uma recriação, onde a imaginação preenche lacunas.
O que torna o Karaíba uma figura social única?
A) Ele é o chefe militar supremo de todas as nações indígenas unificadas.
B) Ele é um profeta itinerante que não pertence a uma aldeia específica.
C) Ele é o único habitante da floresta que domina a tecnologia do ferro.
D) Ele atua como um tradutor oficial entre os indígenas e os primeiros colonos.
B) Ele é um profeta itinerante que não pertence a uma aldeia específica.
Na obra “O Karaíba” o subtítulo “uma história do pré-Brasil” indica:
A) A intenção de provar que o Brasil não existia de nenhuma forma antes de 1500.
B) A afirmação de que os indígenas viviam em um estado de natureza sem cultura.
C) A valorização da ancestralidade, mostrando civilização antes da colonização.
D) A proposta de um guia arqueológico sobre ferramentas antigas.
C) A valorização da ancestralidade, mostrando civilização antes da colonização.
Na obra “O Karaíba” o tom gerado pela profecia dos “monstros de madeira” é de:
A) Comédia e sátira sobre a ingenuidade dos estrangeiros.
B) Tragédia anunciada e tensão sobre o destino daquelas culturas.
C) Otimismo sobre o progresso tecnológico que os monstros trariam.
D) Indiferença, pois os povos não acreditavam nas palavras do profeta.
B) Tragédia anunciada e tensão sobre o destino daquelas culturas.
Na obra “O Karaíba”, como a natureza é representada na cosmovisão da obra?
A) Como um recurso inesgotável a ser explorado para riqueza.
B) Como um obstáculo selvagem que precisa ser domado pela razão humana.
C) Como um ser vivo e sagrado com relação de reciprocidade.
D) Como uma divindade punitiva que exige sacrifícios humanos.
C) Como um ser vivo e sagrado com relação de reciprocidade.
Na obra “O Karaíba”. Por que mostrar rivalidades entre Tupiniquins e Tupinambás?
A) Para demonstrar a inferioridade moral desses povos.
B) Para humanizar os indígenas, mostrando organizações políticas complexas.
C) Para incentivar o leitor a tomar partido de um dos grupos.
D) Para provar que a união entre os povos era impossível sem europeus.
B) Para humanizar os indígenas, mostrando organizações políticas complexas.
Na obra “O Karaíba”.O amadurecimento de Poti e Itamirim envolve:
A) A alfabetização formal em escolas construídas pelo Karaíba.
B) O acúmulo de bens materiais para garantir casamento vantajoso.
C) A observação da natureza e a compreensão dos mitos e tradições.
D) A realização de uma viagem à Europa para conhecer os “monstros”.
C) A observação da natureza e a compreensão dos mitos e tradições.
Na obra “O Karaíba”. Como a linguagem emula a tradição oral?
A) Através do uso excessivo de termos latinos e estruturas clássicas.
B) Pelo ritmo da narrativa, assemelhando-se a uma história ao redor da fogueira.
C) Pela inclusão de gráficos e tabelas explicativas sobre as tribos.
D) Através de uma linguagem hermética de difícil compreensão.
B) Pelo ritmo da narrativa, assemelhando-se a uma história ao redor da fogueira.
Diferente do Romantismo, “O Karaíba” se destaca por:
A) Apresentar o indígena como um cavaleiro medieval com valores europeus.
B) Focar exclusivamente na catequização dos povos pela Igreja.
C) Ser escrito por um autor indígena com a perspectiva de “dentro” da cultura.
D) Defender a superioridade da civilização urbana sobre a vida na floresta.
C) Ser escrito por um autor indígena com a perspectiva de “dentro” da cultura.
Na obra “O Karaíba”. O conceito de “tempo” na obra é:
A) Linear, focado no progresso e no acúmulo de metas.
B) Cíclico, regido pelas estações, mitos e ritmos da natureza.
C) Inexistente, pois os personagens vivem em um presente eterno.
D) Marcado pela contagem dos séculos e das décadas.
B) Cíclico, regido pelas estações, mitos e ritmos da natureza.
Na obra “O Karaíba”. A mensagem central sobre a identidade brasileira é:
A) Que a identidade brasileira só começou a se formar após a abolição.
B) Que as raízes do Brasil são múltiplas e ligadas à sabedoria originária.
C) Que o Brasil deve esquecer o passado indígena para ser moderno.
D) Que a história indígena não tem relevância para quem vive nas cidades.
B) Que as raízes do Brasil são múltiplas e ligadas à sabedoria originária.
Na obra “O Verdugo” Como o contexto de 1969 reflete na temática central?
A) Através da representação direta de torturadores e militares no palco.
B) Pela discussão sobre a obediência cega a ordens injustas.
C) Por meio da exaltação do civismo e apoio às instituições da época.
D) Através de uma comédia de costumes que ignora as tensões políticas.
B) Pela discussão sobre a obediência cega a ordens injustas.
Na obra “O Verdugo” A justificativa do Verdugo (“é o meu trabalho”) dialoga com:
A) O “Imperativo Categórico” de Kant.
B) A “Vontade de Poder” de Nietzsche.
C) A “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt.
D) O “Contrato Social” de Rousseau.
C) A “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt.
Na obra “O Verdugo” Qual é o papel dramático do Filho?
A) Funcionar como a voz da consciência e do questionamento ético.
B) Apoiar o pai para herdar a profissão de carrasco.
C) Atuar como o braço armado do Estado que força o pai à tarefa.
D) Ser uma figura cômica que alivia a tensão dos diálogos pesados.
A) Funcionar como a voz da consciência e do questionamento ético.
Na obra “O Verdugo” O que a Mulher (mãe) simboliza na peça?
A) A bravura feminina em enfrentar o regime ditatorial.
B) O papel da mulher como verdadeira mente por trás das execuções.
C) O conformismo da classe média que prefere a segurança à justiça.
D) A busca pela iluminação espiritual através do sofrimento do marido.
C) O conformismo da classe média que prefere a segurança à justiça.