Obras Flashcards

(70 cards)

1
Q

A obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles) é um híbrido literário. O que define essa hibridez?

(A) O uso estritamente documental de cartas.

(B) A fusão entre o relato autobiográfico e a transfiguração ficcional.

(C) A alternância entre poesia lírica e prosa acadêmica.

(D) A narração jornalística de eventos históricos.

A

(B) A fusão entre o relato autobiográfico e a transfiguração ficcional.

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2
Q

No conto “Lobo do Mar” da obra Invenção e Memória, como a narradora reconstrói a imagem do pai?
(A) Como um herói infalível.

(B) Através de uma perspectiva melancólica que destaca a separação.

(C) Por meio de um rancor explícito.

(D) Como uma presença autoritária que impediu sua vocação.

A

(B) Através de uma perspectiva melancólica que destaca a separação.

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3
Q

Para que serve o recurso do “insólito” ou estranhamento na obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles)?

(A) Causar medo no leitor (terror gótico).

(B) Explicar fenômenos científicos.

(C) Revelar as ambiguidades e a fragilidade das certezas humanas.

(D) Criticar o governo através de alegorias fantásticas.

A

(C) Revelar as ambiguidades e a fragilidade das certezas humanas.

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4
Q

Na obra Invenção e Memória (Lygia Fagundes Telles)qual a função das menções a ícones como Mário de Andrade?

A) Apenas demonstrar erudição e prestígio social perante o leitor.

B) Validar os fatos narrados como sendo 100% verídicos e históricos.

C) Situar a narradora dentro de uma tradição literária e humanizar essas figuras.
D) Denunciar plágios que outros autores teriam cometido contra sua obra

A

C) Situar a narradora dentro de uma tradição literária e humanizar essas figuras

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5
Q

Sobre a linguagem utilizada por Lygia na obra Invenção e Memória, é correto afirmar que:

A) É barroca, com excesso de adjetivação e frases extremamente longas.

B) É coloquial e desleixada, buscando reproduzir fielmente a fala das ruas.

C) É precisa, econômica e sugestiva, deixando lacunas para a interpretação.

D) Utiliza exclusivamente termos técnicos do Direito, área de formação da autora.

A

C) É precisa, econômica e sugestiva, deixando lacunas para a interpretação.

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6
Q

Em “O Menino” na obra Invenção e Memória, o despertar da percepção da criança sobre o mundo adulto é:

A) Um sentimento de epifania sobre a complexidade das relações e da sensualidade.

B) Uma revolta política contra a educação rígida das escolas religiosas.

C) Uma indiferença total aos segredos que os adultos tentam esconder.

D) Um desejo súbito de abandonar a família e viver como um andarilho.

A

A) Um sentimento de epifania sobre a complexidade das relações e da sensualidade.

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7
Q

Como a narradora na obra Invenção e Memória lida com a finitude em seus relatos?

A) Com um pavor paralisante que impede a conclusão das memórias.

B) De forma mística, prometendo reencontros em vidas passadas.

C) Através da escrita, que funciona como uma tentativa de eternizar o passageiro.
D) Ignorando completamente a morte para focar apenas nos momentos alegres.

A

C) Através da escrita, que funciona como uma tentativa de eternizar o passageiro.

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8
Q

A condição feminina em “Invenção e Memória” é explorada ao mostrar:

A) Mulheres que são meras espectadoras passivas da história dos homens.

B) A trajetória de uma mulher que busca seu espaço intelectual e afetivo.

C) A defesa do isolamento total da mulher como única forma de alcançar a paz.

D) O desprezo pelas tarefas domésticas como principal pilar da emancipação.

A

B) A trajetória de uma mulher que busca seu espaço intelectual e afetivo.

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9
Q

No conto “A Escolha” na obra Invenção e Memória, qual é o conflito central enfrentado pela narradora?

A) A decisão entre seguir a carreira jurídica ou dedicar-se à literatura.

B) A escolha do marido ideal entre dois pretendentes da aristocracia.

C) A dúvida sobre qual cidade brasileira seria melhor para viver sua velhice.

D) A dificuldade de escolher o título para o seu primeiro livro de poemas.

A

A) A decisão entre seguir a carreira jurídica ou dedicar-se à literatura

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10
Q

Por que os conceitos de “Invenção” e “Memória” se complementam?

A) Porque a memória é infalível e a invenção serve apenas para enfeitar o texto.

B) Porque a autora prova que é impossível lembrar de algo sem mentir.

C) Porque o ato de lembrar é uma recriação, onde a imaginação preenche lacunas.

D) Porque a invenção refere-se apenas aos sonhos e a memória aos fatos políticos.

A

C) Porque o ato de lembrar é uma recriação, onde a imaginação preenche lacunas.

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11
Q

O que torna o Karaíba uma figura social única?

A) Ele é o chefe militar supremo de todas as nações indígenas unificadas.

B) Ele é um profeta itinerante que não pertence a uma aldeia específica.

C) Ele é o único habitante da floresta que domina a tecnologia do ferro.

D) Ele atua como um tradutor oficial entre os indígenas e os primeiros colonos.

A

B) Ele é um profeta itinerante que não pertence a uma aldeia específica.

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12
Q

Na obra “O Karaíba” o subtítulo “uma história do pré-Brasil” indica:

A) A intenção de provar que o Brasil não existia de nenhuma forma antes de 1500.

B) A afirmação de que os indígenas viviam em um estado de natureza sem cultura.

C) A valorização da ancestralidade, mostrando civilização antes da colonização.

D) A proposta de um guia arqueológico sobre ferramentas antigas.

A

C) A valorização da ancestralidade, mostrando civilização antes da colonização.

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13
Q

Na obra “O Karaíba” o tom gerado pela profecia dos “monstros de madeira” é de:

A) Comédia e sátira sobre a ingenuidade dos estrangeiros.

B) Tragédia anunciada e tensão sobre o destino daquelas culturas.

C) Otimismo sobre o progresso tecnológico que os monstros trariam.

D) Indiferença, pois os povos não acreditavam nas palavras do profeta.

A

B) Tragédia anunciada e tensão sobre o destino daquelas culturas.

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14
Q

Na obra “O Karaíba”, como a natureza é representada na cosmovisão da obra?

A) Como um recurso inesgotável a ser explorado para riqueza.

B) Como um obstáculo selvagem que precisa ser domado pela razão humana.

C) Como um ser vivo e sagrado com relação de reciprocidade.

D) Como uma divindade punitiva que exige sacrifícios humanos.

A

C) Como um ser vivo e sagrado com relação de reciprocidade.

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15
Q

Na obra “O Karaíba”. Por que mostrar rivalidades entre Tupiniquins e Tupinambás?

A) Para demonstrar a inferioridade moral desses povos.

B) Para humanizar os indígenas, mostrando organizações políticas complexas.

C) Para incentivar o leitor a tomar partido de um dos grupos.

D) Para provar que a união entre os povos era impossível sem europeus.

A

B) Para humanizar os indígenas, mostrando organizações políticas complexas.

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16
Q

Na obra “O Karaíba”.O amadurecimento de Poti e Itamirim envolve:

A) A alfabetização formal em escolas construídas pelo Karaíba.

B) O acúmulo de bens materiais para garantir casamento vantajoso.

C) A observação da natureza e a compreensão dos mitos e tradições.

D) A realização de uma viagem à Europa para conhecer os “monstros”.

A

C) A observação da natureza e a compreensão dos mitos e tradições.

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17
Q

Na obra “O Karaíba”. Como a linguagem emula a tradição oral?

A) Através do uso excessivo de termos latinos e estruturas clássicas.

B) Pelo ritmo da narrativa, assemelhando-se a uma história ao redor da fogueira.

C) Pela inclusão de gráficos e tabelas explicativas sobre as tribos.

D) Através de uma linguagem hermética de difícil compreensão.

A

B) Pelo ritmo da narrativa, assemelhando-se a uma história ao redor da fogueira.

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18
Q

Diferente do Romantismo, “O Karaíba” se destaca por:

A) Apresentar o indígena como um cavaleiro medieval com valores europeus.

B) Focar exclusivamente na catequização dos povos pela Igreja.

C) Ser escrito por um autor indígena com a perspectiva de “dentro” da cultura.

D) Defender a superioridade da civilização urbana sobre a vida na floresta.

A

C) Ser escrito por um autor indígena com a perspectiva de “dentro” da cultura.

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19
Q

Na obra “O Karaíba”. O conceito de “tempo” na obra é:

A) Linear, focado no progresso e no acúmulo de metas.

B) Cíclico, regido pelas estações, mitos e ritmos da natureza.

C) Inexistente, pois os personagens vivem em um presente eterno.

D) Marcado pela contagem dos séculos e das décadas.

A

B) Cíclico, regido pelas estações, mitos e ritmos da natureza.

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20
Q

Na obra “O Karaíba”. A mensagem central sobre a identidade brasileira é:

A) Que a identidade brasileira só começou a se formar após a abolição.

B) Que as raízes do Brasil são múltiplas e ligadas à sabedoria originária.

C) Que o Brasil deve esquecer o passado indígena para ser moderno.

D) Que a história indígena não tem relevância para quem vive nas cidades.

A

B) Que as raízes do Brasil são múltiplas e ligadas à sabedoria originária.

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21
Q

Na obra “O Verdugo” Como o contexto de 1969 reflete na temática central?

A) Através da representação direta de torturadores e militares no palco.

B) Pela discussão sobre a obediência cega a ordens injustas.

C) Por meio da exaltação do civismo e apoio às instituições da época.

D) Através de uma comédia de costumes que ignora as tensões políticas.

A

B) Pela discussão sobre a obediência cega a ordens injustas.

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22
Q

Na obra “O Verdugo” A justificativa do Verdugo (“é o meu trabalho”) dialoga com:

A) O “Imperativo Categórico” de Kant.

B) A “Vontade de Poder” de Nietzsche.

C) A “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt.

D) O “Contrato Social” de Rousseau.

A

C) A “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt.

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23
Q

Na obra “O Verdugo” Qual é o papel dramático do Filho?

A) Funcionar como a voz da consciência e do questionamento ético.

B) Apoiar o pai para herdar a profissão de carrasco.

C) Atuar como o braço armado do Estado que força o pai à tarefa.

D) Ser uma figura cômica que alivia a tensão dos diálogos pesados.

A

A) Funcionar como a voz da consciência e do questionamento ético.

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24
Q

Na obra “O Verdugo” O que a Mulher (mãe) simboliza na peça?

A) A bravura feminina em enfrentar o regime ditatorial.

B) O papel da mulher como verdadeira mente por trás das execuções.

C) O conformismo da classe média que prefere a segurança à justiça.

D) A busca pela iluminação espiritual através do sofrimento do marido.

A

C) O conformismo da classe média que prefere a segurança à justiça.

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25
Na obra "O Verdugo" Por que o condenado é chamado de "O Justo"? A) Para mostrar que ele é um criminoso comum que não merece identidade. B) Para reforçar o caráter alegórico (verdade e integridade que o sistema ataca). C) Porque a autora esqueceu de nomeá-lo durante a escrita. D) Para facilitar a tradução da peça para outras línguas.
B) Para reforçar o caráter alegórico (verdade e integridade que o sistema ataca)
26
Na obra "O Verdugo" O que a máscara do Verdugo representa? A) O desejo do carrasco de ser uma celebridade reconhecida. B) A proteção contra doenças que o condenado poderia transmitir. C) A despersonalização do carrasco (instrumento do Estado). D) Uma tradição religiosa que exige anonimato em sacrifícios.
C) A despersonalização do carrasco (instrumento do Estado).
27
Na obra "O Verdugo" Como Hilda Hilst caracteriza a massa (o povo)? A) Como um grupo consciente que luta pela libertação do Justo. B) Como espectadores ávidos por entretenimento, insensíveis ao sofrimento. C) Como uma força científica que analisa a eficácia dos métodos. D) Como vítimas diretas do carrasco que temem ser as próximas.
B) Como espectadores ávidos por entretenimento, insensíveis ao sofrimento.
28
Qual a ironia do cenário ser a "Casa do Verdugo"? A) A casa é um local de festa onde o Justo é o convidado de honra. B) O lar familiar, símbolo de afeto, vira palco da logística da morte. C) A casa é um palácio luxuoso, contrastando com a pobreza do povo. D) Não há ironia, pois a casa é o local tradicional de julgamentos.
B) O lar familiar, símbolo de afeto, vira palco da logística da morte.
29
Na obra "O Verdugo" O estilo da escrita de Hilda Hilst nesta obra é: A) Uso de gírias modernas e linguagem extremamente relaxada. B) Uma prosa excessivamente descritiva que detalha cada objeto. C) Diálogos cortantes, carregados de questionamentos filosóficos. D) A ausência total de diálogos (mímica).
C) Diálogos cortantes, carregados de questionamentos filosóficos.
30
Na obra "O Verdugo" A reflexão final deixada sobre a justiça é: A) Que a justiça sempre vence no final através de intervenção divina. B) Que a justiça é uma questão de força física. C) Que a verdadeira justiça é impossível quando se abdica da consciência. D) Que o Verdugo é o único personagem que realmente entende a justiça.
C) Que a verdadeira justiça é impossível quando se abdica da consciência.
31
Na obra "Coral e outros poemas" Quais os dois sentidos principais evocados pelo título "Coral"? A) Mineral (solidez marinha) e Musical (canto coletivo). B) Cor (vermelho) e Perigo (naufrágios). C) Tecido nobre e nome de divindade grega. D) Metáfora para fragilidade e isolamento total.
A) Mineral (solidez marinha) e Musical (canto coletivo).
32
Na obra "Coral e outros poemas" Como o mar é representado na obra? A) Como um espelho do sofrimento subjetivo e angústias amorosas. B) Como um espaço de clareza, limpeza e presença absoluta. C) Como um cemitério de marinheiros que simboliza derrota. D) Como uma força caótica que representa o absurdo da vida.
B) Como um espaço de clareza, limpeza e presença absoluta.
33
Na obra "Coral e outros poemas" Como o "rigor" de Sophia se manifesta tecnicamente? A) Através de vocabulário rebuscado e excesso de adjetivação. B) Pelo uso de substantivos que nomeiam o mundo de forma essencial. C) Pela ausência total de pontuação e uso de rimas ricas. D) Através da mistura de diferentes línguas (poliglotismo).
B) Pelo uso de substantivos que nomeiam o mundo de forma essencial
34
Na obra "Coral e outros poemas" O que a Grécia representa em sua poética? A) Um passado morto que o poeta tenta ressuscitar por nostalgia. B) O ideal de equilíbrio, proporção e a busca pela luz. C) A justificativa para a manutenção de sistemas escravocratas. D) O uso de deuses gregos como personagens infantis.
B) O ideal de equilíbrio, proporção e a busca pela luz.
35
Na obra "Coral e outros poemas" a frase"A poesia é a minha explicação com o universo" significa: A) Que a poesia serve para fugir dos problemas políticos. B) Que escrever é um ato de responsabilidade e busca pela verdade. C) Que o poeta deve explicar cientificamente o movimento dos astros. D) Que a poesia é ferramenta para convencer pessoas sobre religião.
B) Que escrever é um ato de responsabilidade e busca pela verdade.
36
Na obra "Coral e outros poemas" Qual a relação simbólica entre a Casa e o Mar? A) A Casa é o local da prisão, enquanto o Mar é lugar de felicidade. B) A Casa representa o limite/intimidade e o Mar representa o absoluto. C) O Mar e a Casa são inimigos que se destroem mutuamente. D) A Casa é descrita como um coral gigante submerso.
B) A Casa representa o limite/intimidade e o Mar representa o absoluto.
37
Na obra "Coral e outros poemas" Sobre o tempo, a poesia de Sophia busca: A) Acelerar o tempo para que o futuro chegue mais rápido. B) Capturar o instante e transformá-lo em algo eterno. C) Ignorar o passar do tempo, vivendo de recordações da infância. D) Provar que o tempo é uma ilusão e nada existe.
B) Capturar o instante e transformá-lo em algo eterno.
38
Na obra "Coral e outros poemas" A dimensão política da autora manifesta-se por: A) Poemas que incentivam a guerra civil e violência. B) Denúncia contra a mentira, a opressão e a desumanização. C) Discursos de propaganda a favor de partidos específicos. D) Defesa do isolamento do artista para não se "sujar".
B) Denúncia contra a mentira, a opressão e a desumanização.
39
Na obra "Coral e outros poemas" O "Antropocentrismo" em Sophia deve ser entendido como: A) O homem como dono absoluto da natureza. B) O ser humano como centro da justiça, em harmonia com o cosmos. C) A negação de qualquer coisa que não seja o homem. D) Um estudo puramente biológico sobre a evolução humana.
B) O ser humano como centro da justiça, em harmonia com o cosmos.
40
Na obra "Coral e outros poemas" Qual imagem é mais característica da estética "solar" de Sophia? A) A luz da cal branca refletindo o sol sobre o mar azul. B) Uma floresta escura e pantanosa à meia-noite. C) Uma fábrica futurista com fumaça preta e barulho. D) Um deserto sem fim onde o sol é um inimigo.
A) A luz da cal branca refletindo o sol sobre o mar azul.
41
Na obra "Casa de Alvenaria" Qual sentimento permeia a mudança da favela para a alvenaria? A) Um profundo desencanto (a casa não eliminou o preconceito). B) Uma satisfação plena por ter sido acolhida com entusiasmo. C) A nostalgia constante da favela (local de maior paz). D) A indiferença absoluta em relação ao espaço físico.
A) Um profundo desencanto (a casa não eliminou o preconceito
42
Na obra "Casa de Alvenaria" A recepção de Carolina pelos vizinhos é marcada por: A) Vizinhos que a viam como líder comunitária natural. B) Hostilidade de classe média que não aceitava uma ex-favelada como igual. C) Uma integração harmoniosa baseada na partilha de bens. D) Ser ignorada por todos, o que lhe garantia tranquilidade.
B) Hostilidade de classe média que não aceitava uma ex-favelada como igual.
43
Na obra "Casa de Alvenaria" Qual a natureza predominante das dificuldades pós-sucesso? A) O pânico de ter de voltar a recolher papel amanhã. B) Insegurança financeira e trauma da fome (economia excessiva). C) A dificuldade em aprender a ler e escrever corretamente. D) O excesso de festas que a impediam de cuidar da saúde.
B) Insegurança financeira e trauma da fome (economia excessiva).
44
Na obra "Casa de Alvenaria" Como Carolina percebe o tratamento do mundo literário? A) Sente-se integrada e respeitada como intelectual de topo. B) Percebe que é tratada como fenômeno exótico ou objeto de exploração. C) Acredita que os críticos ignoram sua obra por ser simples. D) Vê-se como a única escritora capaz de salvar a literatura nacional.
B) Percebe que é tratada como fenômeno exótico ou objeto de exploração.
45
Qual característica define o estilo da linguagem em "Casa de Alvenaria"? A) Uso de um português arcaico do século XIX. B) Mescla entre a norma culta e a oralidade popular. C) Escrita exclusivamente em gírias da favela. D) Um estilo surrealista que ignora a realidade factual.
B) Mescla entre a norma culta e a oralidade popular
46
Na obra "Casa de Alvenaria" Qual era o alvo principal das críticas políticas de Carolina? A) Ineficiência do sistema monárquico que ainda persistia. B) Hipocrisia de políticos (eleições) e a carestia de vida. C) Falta de apoio governamental para estádios de futebol. D) A excessiva liberdade dada aos escritores.
B) Hipocrisia de políticos (eleições) e a carestia de vida.
47
Na obra "Casa de Alvenaria" Qual a principal diferença temática para "Quarto de Despejo"? A) No primeiro o foco é fome física; no segundo é preconceito social. B) O primeiro é poesias e o segundo é romance policial. C) No primeiro ela é casada e no segundo vive sozinha. D) Não há diferença temática relevante
A) No primeiro o foco é fome física; no segundo é preconceito social.
48
Na obra "Casa de Alvenaria" O que significa o conceito de "não-lugar" na obra? A) O fato de ela viajar tanto que não conseguia fixar residência. B) A sensação de não pertencer à favela nem à elite branca. C) O desejo de abandonar o Brasil e viver em outro país. D) A perda da memória após o trauma de sair do Canindé.
B) A sensação de não pertencer à favela nem à elite branca.
49
Na obra "Casa de Alvenaria" Qual a preocupação principal de Carolina com seus filhos? A) Garantir que eles se tornem catadores de papel. B) Educação e comportamento num ambiente que os discrimina. C) Conseguir que eles sejam adotados por famílias ricas. D) Ensiná-los a ignorar os livros para não sofrerem.
B) Educação e comportamento num ambiente que os discrimina.
50
Na obra "Casa de Alvenaria" A obra termina por reforçar qual característica de Carolina? A) Sua submissão total às normas da sociedade. B) Sua resiliência e uso da escrita como arma de denúncia. C) Seu arrependimento por ter publicado "Quarto de Despejo". D) Sua decisão de parar de escrever para ser dona de casa.
B) Sua resiliência e uso da escrita como arma de denúncia.
51
Na obra "A Sibila" Qual característica justifica o apelido místico de Quina? A) Sua capacidade de realizar milagres religiosos aprovados. B) Seu dom de intuição e sabedoria prática (controlar o destino). C) Sua formação acadêmica em filosofia na Europa. D) Sua beleza física avassaladora que encantava a todos.
B) Seu dom de intuição e sabedoria prática (controlar o destino).
52
Na obra "A Sibila" Qual o papel de Quina em relação à Casa do Vinteiro? A) Ela abandona a casa para viver em Lisboa. B) Ela vende a propriedade para pagar dívidas do pai. C) Ela assume a gestão e restaura o prestígio financeiro da família. D) Ela transforma a casa num hospital para doentes da região
C) Ela assume a gestão e restaura o prestígio financeiro da família
53
Na obra "A Sibila" Como o tempo é apresentado no romance? A) De forma estritamente cronológica, do nascimento à morte. B) Através de um tempo cíclico e psicológico (passado/futuro entrelaçados). C) Como uma contagem regressiva para o fim do mundo. D) Apenas através de diálogos, sem intervenção do narrador.
B) Através de um tempo cíclico e psicológico (passado/futuro entrelaçados).
54
Na obra "A Sibila" A linguagem "sentenciosa" de Agustina significa: A) Que o texto é composto apenas por gírias e expressões vulgares. B) Que a autora utiliza frases curtas e objetivas (manual técnico). C) Que o texto é rico em reflexões morais (estilo provérbios). D) Que a obra é escrita inteiramente em rimas.
C) Que o texto é rico em reflexões morais (estilo provérbios).
55
Na obra "A Sibila" Quina representa uma ruptura com o papel tradicional da mulher porque: A) Recusa-se a casar e assume autonomia financeira e social. B) Lidera uma revolta armada contra latifundiários. C) Torna-se a primeira mulher a votar em Portugal. D) Foge para o Brasil para ser artista.
A) Recusa-se a casar e assume autonomia financeira e social.
56
Na obra "A Sibila" O espaço geográfico do Minho é caracterizado como: A) Um local paradisíaco de férias sem conflitos morais. B) Um ambiente fechado, tradicionalista e de atmosfera arcaica. C) Uma cidade cosmopolita em transformação tecnológica. D) Um deserto árido onde a vida humana é impossível.
B) Um ambiente fechado, tradicionalista e de atmosfera arcaica
57
Na obra "A Sibila" A morte de Quina simboliza: A) O fim definitivo de todo o conhecimento humano. B) O encerramento de um ciclo e permanência de um mito na memória. C) A vitória de seus inimigos que roubam a casa. D) Apenas um evento biológico sem peso metafórico
B) O encerramento de um ciclo e permanência de um mito na memória.
58
Na obra "A Sibila" o papel do pai de Quina em sua formação moral: A) Foi um exemplo de retidão e economia que ela seguiu. B) Serviu como contra-exemplo de irresponsabilidade (motivou controle). C) Ensinou-lhe todos os segredos do misticismo. D) Abandonou-a num convento para ela não herdar nada.
B) Serviu como contra-exemplo de irresponsabilidade (motivou controle).
59
Na obra "A Sibila" A narração marcada pela onisciência afeta as personagens como? A) Impede o leitor de conhecer os pensamentos íntimos. B) Permite uma análise profunda das raízes do comportamento. C) Faz com que o leitor se sinta confuso (narrador imparcial). D) Obriga o leitor a aceitar apenas diálogos como verdade.
B) Permite uma análise profunda das raízes do comportamento.
60
Na obra "A Sibila" Por que é considerada precursora de um novo modo de narrar? A) Porque introduziu fotografias no meio do texto. B) Pelo abandono do realismo linear por escrita introspectiva/mística. C) Por ser o primeiro livro escrito inteiramente em gírias juvenis. D) Porque defendia o fim de todas as tradições rurais.
B) Pelo abandono do realismo linear por escrita introspectiva/mística
61
Na obra "Bom dia, camaradas" Como a escola reflete a nova Angola dos anos 80? A) Através da proibição total do uso da língua portuguesa. B) Pela saudação "camarada" e presença de cooperantes estrangeiros. C) Pela transformação de salas em quartéis de treino militar. D) Pela ausência de professores (todos na frente de batalha).
B) Pela saudação "camarada" e presença de cooperantes estrangeiros.
62
Na obra "Bom dia, camaradas" A relação com os professores cubanos é marcada por: A) Medo e distanciamento por barreira linguística. B) Uma mistura de admiração, amizade e descoberta de novos mundos. C) Conflitos constantes sobre qual país era melhor. D) Indiferença total (alunos não os consideravam professores).
B) Uma mistura de admiração, amizade e descoberta de novos mundos.
63
Na obra "Bom dia, camaradas"A partida dos professores cubanos simboliza: A) A derrota militar de Angola perante inimigos. B) O fim de uma fase da infância e mudança nos rumos políticos. C) O início de isolamento total de Angola no mundo. D) A alegria dos alunos que finalmente ficariam sem aulas.
B) O fim de uma fase da infância e mudança nos rumos políticos.
64
Na obra "Bom dia, camaradas" A figura da Tia Maria representa: A) O pilar da tradição familiar e cuidado afetivo no caos. B) Uma espiã do governo infiltrada na casa do narrador. C) A única personagem que se recusa a falar português. D) Uma figura ausente que o narrador apenas imagina.
A) O pilar da tradição familiar e cuidado afetivo no caos.
65
Na obra "Bom dia, camaradas" Como o narrador reage ao medo do "caixão vazio"? A) Organiza uma milícia infantil para caçar responsáveis. B) Processa o medo através da imaginação e partilha de histórias. C) Ignora o boato por considerar mentira de adultos. D) Foge de casa para viver em Cuba.
B) Processa o medo através da imaginação e partilha de histórias.
66
Na obra "Bom dia, camaradas" O uso de gírias angolanas na fala dos jovens revela: A) A falta de educação linguística dos alunos na época. B) A apropriação e recriação da língua portuguesa com identidade. C) A influência direta da língua russa na fala de Luanda. D) Um código secreto para professores cubanos não entenderem.
B) A apropriação e recriação da língua portuguesa com identidade.
67
Na obra "Bom dia, camaradas" Como o leitor percebe a presença da "Guerra"? A) Através de cenas de batalha sangrentas em cada capítulo. B) Pelas restrições, boatos e mobilização constante dos adultos. C) Pelo som constante de aviões bombardeando a escola. D) Apenas através de notícias de jornais estrangeiros
B) Pelas restrições, boatos e mobilização constante dos adultos.
68
Na obra "Bom dia, camaradas" O personagem Antônio e suas histórias sobre o mar simbolizam: A) A fuga da realidade através do sonho e relação poética. B) O desejo de pescar para vender peixe no mercado negro. C) A necessidade de fugir de Angola em barcos clandestinos. D) A poluição das praias causada pela falta de saneamento.
A) A fuga da realidade através do sonho e relação poética.
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Na obra "Bom dia, camaradas" A amizade entre crianças de diferentes origens reforça a ideia de: A) Uma sociedade dividida por castas (ricos vs pobres). B) Uma utopia de igualdade que define o espírito daquela época. C) Que crianças eram obrigadas pelo governo a serem amigas. D) Que a educação não servia para nada pela destruição da guerra.
B) Uma utopia de igualdade que define o espírito daquela época.
70
Na obra "Bom dia, camaradas" O livro é, acima de tudo, um romance sobre: A) O fracasso total da independência de Angola. B) A formação da identidade individual/nacional pelos afetos. C) A superioridade da cultura cubana sobre a angolana. D) A história militar detalhada de Luanda nos anos 80.
B) A formação da identidade individual/nacional pelos afetos