Quais são e quantas são as fases clínicas/ períodos do parto normal?
São 4 períodos
1- dilatação
2- expulsivo
3- dequitação ou secundamento
4 primeira hora de pós-parto./ período de greenberg
Quando considera que a gestante está em trabalho de parto?
Quando há contrações rítmicas e efetivas que levam à dilatação e esvaecimento do colo uterino.
Quando se considera que a paciente está tendo contrações rítmicas?
Contrações rítmicas
3-4 em 10min
Quando se considera que a paciente está tendo dilatação e esvaecimento cervical
Dilatação e esvaecimento cervical
3-4cm, fino e medianizado
O que deve ser avaliada (monitorado) durante a internação da paciente em trabalho de parto ?
As condições maternas, os batimentos cardíacos fetais, as contrações uterinas, a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal e a presença ou não de rotura das membranas.
O que a lei que garante o direito ao acompanhante frisa?
A gestante deve ser permitida dieta oral sem restrição e acompanhante de sua escolha durante todo trabalho de parto, parto e pós-parto imediato
Quais exames laboratoriais podem ser necessários na admissão da parturiente?
Tipagem sanguínea com Coombs indireto, caso não se tenha esse exame do pré-natal, para avaliar a necessidade de imunoprofilaxia anti-RhD. Além disso, os testes rápidos de HIV e VDRL devem ser feitos para gestantes que não têm esses exames no terceiro trimestre ou apresentam alto risco de contaminação.
Especificidades de AMNIOSCOPIA:
Alguns serviços orientam de rotina a realização da amnioscopia no início do trabalho de parto, quando as membranas fetais estão integras e o colo está começando a dilatar. Esse exame serve para observar indiretamente as características do líquido amniótico enquanto a bolsa está integra, na investigação de maturidade fetal e suspeita de sofrimento fetal.
A presença de grumos de vérnix caseoso na amnioscopia indica idade gestacional acima de 38 semanas. Já coloração entre amarela e esverdeada indica a presença de mecônio e deve-se investigar sofrimento fetal. As complicações com a realização da amnioscopia são raras, mas pode ocorrer sangramento do colo uterino, rotura artificial de membranas fetais e, mais raramente, trauma fetal.
Quais as divisões do período de DILATAÇÃO?
• FASE LATENTE
• FASE ATIVA DO TP
Na maioria das vezes, a gestante chega ao hospital no primeiro período do parto, fase em que ocorre a dilatação e esvaecimento do colo uterino, dividido em fase latente e fase ativa do trabalho de parto.
Quando considera-se ser a fase ATIVA do TP?
3 contratações em 10 min e dilatação acima de 5cm
Antes desse período, a gestante está na fase latente do trabalho de parto e não deve permanecer internada;
No período de dilatação qual método para avaliar os BCF?
Ausculta intermitente a cada 15-30 min com sonar Doppler.
A ausculta intermitente deve ser feita durante a contração e o primeiro minuto seguinte, para assegurar a identificação de desacelerações nesse período.
Quando realizar monitorização cardíaca fetal com cardiotocografia?
Cardiotocografia é utilizada no alto risco
Qual a duração da FASE LATENTE do TP?
Qual a duração da FASE ATIVA do TP?
Latente
+/- 20h em nuliparas
+/- 14h na multipara
Ativa
+/- 10- 12 HORAS para PRIMÍPARAS
+/- 6-8 HORAS para MULTIPARAS
Quais as observações sobre a evolução da dilatação no TP?
A evolução da dilatação não ocorre de maneira homogênea para todas as gestantes e, por isso, não se deve utilizar o critério de 1cm/hora para se considerar uma boa evolução dessa fase.
• Não está indicado administrar ocitocina de rotina para acelerar a fase ativa do trabalho de parto.
Quando realizar o Toque Vaginal durante o TP?
A cada 4 HORAS se parturiente e concepto estiverem bem; realizar TV o mínimo possível.
O que é avaliado através do Toque Vaginal?
Dilatação; Esvaecimento cervical;
Altura da apresentação (planos DeLee); Membranas fetais
O que é Pelvimetria clínica e ela é recomendada no TP?
Avaliar clinicamente as dimensões pélvicas. NÃO É RECOMENDADA de rotina! Não deve ser critério para intervenções durante o TP.
Qual a importância e o papel do partograma durante o TP?
• O registro da evolução do trabalho de parto e dos batimentos cardíacos fetais é obrigatório e deve ser colocado no partograma.
• O partograma é um gráfico que ajuda a identificar se o parto está evoluindo de forma eutócica ou precisa de alguma intervenção.
• Caso o trabalho de parto esteja evoluindo de forma adequada, não há necessidade de intervenção e o parto pode continuar de maneira natural;
Durante a fase ativa do TP quais estímulos devem ser incentivados a gestante?
A gestante pode ser estimulada a andar e adotar posições verticais, pois as evidências mostram que isso reduz o tempo de trabalho de parto, a necessidade de analgesia e cesárea.
● A posição durante o trabalho de parto é de escolha da parturiente e não da equipe que a está assistindo.
● Deve ser estimulada a alimentar-se e ingerir líquidos durante todo o trabalho de parto, não devendo ser mantida em jejum e nem receber rotineiramente fluidos endovenosos para hidratação.
● Não devem ser feitos tricotomia e enemas nas parturientes, pois as evidências não mostraram benefícios com essas práticas, além de ocasionar desconforto importante para a gestante.
Quando deve ser realizado a Amniotomia?
Não deve ser feito de rotina em TP eutócico;
Essa intervenção é reservada para os casos em que o TP NÃO está evoluindo de maneira fisiológica e suspeita-se de DISTÓCIA, pois a amniotomia aumenta o risco de prolapso de cordão e corioamnionite.
Se for necessário fazer a amniotomia, em qual momento esse procedimento é realizado?
Realizada no final da contração e os esvaziamento da cavidade uterina deve ser gradual, com controle dos BCF.
Quais são as opções não farmacológicas e farmacológicas para alívio de dor durante o
TP?
Quais são as opções não farmacológicas e farmacológicas para alívio de dor durante o
TP?
Quando se inicia o 2° período, também chamado de período EXPULSIVO do TP
Dilatação completa e vontade de empurrar
O que ocorre no período expulsivo?
Ocorre a descida da apresentação fetal e a compressão dos músculos perineais, o que promove a vontade de empurrar, muitas vezes confundida com a vontade de defecar.