O que é a polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC)?
Neuropatia periférica autoimune desmielinizante de curso crônico causando déficit motor e sensitivo progressivo ou recorrente.
Qual é o critério temporal que diferencia CIDP da síndrome de Guillain‑Barré?
Evolução progressiva ou recorrente por ≥8 semanas.
Quais são as características clínicas da CIDP típica?
Fraqueza simétrica proximal e distal, comprometimento sensitivo em pelo menos dois membros e hiporreflexia ou arreflexia.
Como costuma ser o comprometimento autonômico na CIDP?
Geralmente leve e menos frequente do que na síndrome de Guillain‑Barré.
O comprometimento respiratório é comum na CIDP?
Não. O envolvimento respiratório é raro.
Nervos cranianos são frequentemente acometidos na CIDP?
Não, o envolvimento de nervos cranianos é incomum.
Qual achado liquórico clássico ocorre na CIDP?
Dissociação albuminocitológica (proteína elevada com contagem celular normal ou discretamente aumentada).
A dissociação albuminocitológica é específica para CIDP?
Não. Pode ocorrer em várias outras neuropatias e condições neurológicas.
Qual achado liquórico sugere diagnóstico alternativo à CIDP?
Pleocitose significativa no líquor.
Quais são as principais variantes clínicas da CIDP?
Distal, multifocal (MADSAM), focal, motora e sensitiva.
O que caracteriza a variante distal da CIDP?
Fraqueza e perda sensitiva predominantemente distais, geralmente iniciando em membros inferiores.
O que caracteriza a variante multifocal da CIDP?
Fraqueza e perda sensitiva assimétricas envolvendo múltiplos nervos.
O que caracteriza a CIDP motora?
Déficits exclusivamente motores sem comprometimento sensitivo significativo.
O que caracteriza a CIDP sensitiva?
Déficits exclusivamente sensitivos sem fraqueza muscular evidente.
Qual exame é essencial para diagnóstico de CIDP?
Estudos de condução nervosa (eletroneuromiografia).
Qual o critério para o prolongamento da latência distal motora sugere desmielinização?
≥50% acima do limite superior normal em pelo menos dois nervos.
Qual redução da velocidade de condução sugere desmielinização?
≥30% abaixo do limite inferior normal em pelo menos dois nervos.
Qual alteração da onda F sugere desmielinização?
Latência prolongada ≥20% acima do limite superior normal.
Qual achado adicional relacionado à onda F sugere desmielinização?
Ausência de onda F em nervos com CMAP preservado.
O que caracteriza o critério de bloqueio de condução na CIDP?
Redução ≥30% da amplitude do CMAP proximal em relação ao distal.
O que caracteriza dispersão temporal na ENMG?
Aumento significativo da duração do CMAP entre estímulo distal e proximal.
Qual o significado do aumento da duração distal do CMAP na eletroneuromiografia?
Sugere desmielinização com dispersão temporal, principalmente quando ocorre em nervos mediano, ulnar, tibial ou fibular e está associado a outros critérios desmielinizantes.
Quais são as duas categorias diagnósticas segundo as diretrizes EAN/PNS 2021?
CIDP e CIDP possível.
Quais critérios eletrofisiológicos são necessários para CIDP típica?
Alterações motoras em pelo menos dois nervos e alterações sensitivas em pelo menos dois nervos.