Qual a definição de placenta prévia?
Presença de tecido placentário que recobre ou está muito próximo ao orifício interno do colo uterino após 28 semanas.
Quais as classificações da placenta prévia?
Quais os fatores de risco para placenta prévia?
Qual o quadro clínico de placenta prévia?
Como é feito o diagnóstico de placenta prévia?
Ele baseia-se no quadro clínico e no USG, sendo usado como padrão ouro o USG transvaginal, devido à menor chance de falsos-positivos ou falsos-negativos.
Qual a conduta no caso de placenta prévia com sangramento?
A conduta dependerá basicamente da idade gestacional, intensidade da hemorragia e presença ou não de trabalho de parto. Quando o sangramento materno não for tão intenso (ausência de alteração hemodinâmica materna) em gestações com fetos pré-termo, a conduta expectante pode ser adotada, em idade gestacional acima de 37 semanas, indica-se interrupção da gestação. Na vigência de sangramento, deve-se obter acesso venoso calibroso para administrar cristalóides e manter a estabilidade hemodinâmica e o débito urinário adequado (acima de 30ml/h). A PA e o pulso materno devem ser aferidos em intervalos de 15min a 1h, dependendo da intensidade do sangramento. Devem ser solicitados Hb, Ht, tipo sanguíneo, função renal. De acordo com a presença de sangramento e o volume, a Hb e o Ht devem ser avaliados a cada 4-6hrs. A necessidade de transfusões impõe a dosagem plasmática mais frequente de eletrólitos e função renal, a não ser que o sangramento seja abundante ou haja outras complicações como no sistema de coagulação, plaquetas, tap, kptt.
Como é a conduta expectante para placenta prévia?
Com a conduta expectante, se a gestação chegar a termo, pode ser possível realizar parto vaginal em mulheres com placenta prévia lateral ou marginal. As gestantes devem permanecer em repouso e receber suplementação de ferro elementar (60mg v.o. 3 ou 4x /dia). A dinâmica uterina pode ocasionar esvaecimento do colo e alterações no segmento inferior do útero, levando a sangramento, que, estimula mais contrações, criando um círculo vicioso. Existem estudos que mostram benefícios com a tocólise, entregando, os betamiméticos podem mascarar sinais de hipovolemia, taquicardia, dificultando o controle clínico da paciente, por isso devem ser evitados. Gestações entre 26-34 semanas, administração de corticoesteroides para o amadurecimento pulmonar.
É indicado circlagem cervical no caso de placenta prévia?
Por não haver evidência científica suficiente que comprove qualquer benefício obtido com a circlagem, esta não é recomendada para placenta prévia.
Qual a conduta ativa nos casos de placenta prévia?
Impõe-se conduta ativa nos casos de sangramento intenso materno, vitalidade fetal alterada, maturidade fetal comprovada ou idade gestacional acima de 37 semanas. Com o avanço da idade gestacional há risco aumentado de sangramento vaginal significativo que leve ao parto e por esse motivo é preferível realizar uma cesárea eletiva do que um procedimento de emergência. Especialmente nas gestantes com placenta prévia centrototal ou centro-parcial está indicada a interrupção com 37 semanas.
Quais os cuidados durante o parto?
O que fazer no sangramento durante o parto?
Quando houver sangramento do leito placentário, além do uso de ocitocina, pode ser feita a compressão da região com compressas e, não havendo sucesso, aplicação de pontos hemostáticos (capitonagem). Outras opções para controle da hemorragia são: ligadura das artérias uterinas ou da artéria ilíaca interna e histerectomia, nos casos mais graves.