Proctologia Flashcards

(55 cards)

1
Q

Imagem anatomia da região anal.

A

O reto possui cerca de 12-15 cm de extensão. A linha pectínea marca a transição entre o epitélio colunar do reto (mucosa) e o escamoso do canal anal. Nas criptas de Morgagni (anais) desembocam as gll de Chiari (importante fonte de formação de abcessos e fístulas).
A linha pectínea está à cerca de 2,5-3 cm da margem anal.

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2
Q

Quais as veias do canal anal? Explique.

A

São so plexos hemorroidários, podendo ser o interno (hemorroidas internas - logo acima da linha pectínea; drena para a retal superior) e o externo (espaço perianal - drena para a retal inferior).

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3
Q

O que é o prolapso retal? Qual a epidemiologia?

A

Desordem do assoalho pélvico com prolapso do reto pela margem anal. É mais comum em mulheres > 70a. Quando homem jovem, ele geralmente é portador de doença psiquiátrica e o remédio para a doença predispõe.

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4
Q

Qual o QC do PR?

A

Geralmente é intermitente (só ocorre na evacuação), com queixa de “bolo” ou “massa” na região anal ao defecar. Outras queixas são umidade crônica perineal, constipação, incontinência e saída de muco e sangue vivo na evacuação.

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5
Q

Quais os fatores predisponentes ao PR?

A

Constipação crônica e trauma obstétrico com lesão do n. pudendo (atrofia do esfíncter externo e fraqueza do assoalho pélvico) são os principais.

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6
Q

Qual o ddx do PR e como diferenciar?

A

Hemorroidas internas prolapsadas. A diferença se dá pois o PR apresenta dobras sempre concêntricas e as hemorroidas apresentam invaginações radiais (coxins hemorroidários).

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7
Q

Qual o tto do PR?

A

Medidas dietéticas (fibras + água) +/- enema/supositórios se constipação crônica. Porém o tratamento é cirúrgico.

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8
Q

Qual a origem das hemorroidas?

A

As internas se originam do plexo hemorroidário interno (acima da linha pectínea) e as externas do plexo hemorroidário externo (próximas a margem anal).

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9
Q

Quando as hemorroidas internas tornam-se sintomáticas?

A

Quando a estrutura de sustentação delas colapsam e o coxim vascular prolapsa.

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10
Q

Quais os FR para hemorroidas?

A

A constipação é o principal FR. Outro: hipertensão portal.

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11
Q

Quais os graus da hemorroida interna? Qual o tratamento para cada grau?

A
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12
Q

Qual o QC das hemorroidas internas?

A

Sangramento indolor + prolapso.

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13
Q

Como dx as hemorroidas internas?

A

Revestimento mucoso

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14
Q

Quais as técnicas cirúrgicas para tto das hemorroidas internas?

A

Excisional: dor no PO
Milligan Morgan: deixa aberta
Ferguson: fecha
Sem diferença de infecção ou estenose.
Manter ponte cutaneomucosa íntegra
Não excisional:
Só trata hemorroida interna
PPH (grampeamento de uma faixa de mucosa e retiro ela)
THD: aparelho específico

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15
Q

O que é o plicoma?

A

É um tecido cutâneo redundante e residual decorrente de episódios passados de inflamação e edema do plexo hemorroidário externo.

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16
Q

Qual o QC das hemorroidas externas?

A

Não causam sintomas, no entanto a trombose dessas hemorroidas promove uma dor intensa e de intensidade crescente, congestão e edema.

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17
Q

Qual a conduta nas hemorroidas externas?

A

Não trombosada: medidas de higiene sem papel.
Trombosada: < 48h: conservador ou cx
> 48h: banhos de assento com água morna, analgésico, venotônicos e anti-inflamatórios.

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18
Q

O que é a fissura anal?

A

Ulceração linear distal a linha pectinea

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19
Q

Qual a principal localização da fissura anal?

A

Na linha mediana posterior (90%). Os outros 10% ocorrem na linha mediana anterior.

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20
Q

O que eu devo pensar caso a localização da fissura anal não seja nas linhas médias anterior ou posterior?

A

Devo pensar que ela é secundária a alguma condição, como doença de Crohn. Outras: TB, sífilis, HIV, câncer, leucemia.

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21
Q

Qual o QC da fissura anal?

A

Dor anal precipitada por evacuação que pode persistir por horas após defecar. Pode haver sangue no papel higiênico.
EF: plicoma anal sentinela (edemaciado e doloroso).
*Durante a fase aguda, o TR não é recomendado pois a dor é insuportável.

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22
Q

Quais os tipos de fissura de acordo com o tempo?

A

Agudas: < 6s.
Crônicas: > 6s

Crônicas: > 6s.

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23
Q

Qual o QC da fissura anal crônica?

A

Hipertrofia do esfincter, ulceração esbranquiçada, plicoma sentinela, papila hipertrófica.

24
Q

Qual o QC da fissura anal aguda?

A

Úlceras lineares na região do canal anal.

25
Qual o tto da fissura anal?
Aguda: dietéticas (fibra + água) +/- banhos de assento +/- emolientes locais +/- pomadas anestésicas. Crônica: inicialmente farmacológico (BCC em gel - nifedipina ou diltiazem; nitrato tópico) e cirúrgico caso refratário (padrão-ouro).
26
Como é o tto cirúrgico da fissura anal crônica?
É a esfincterotomia lateral interna: o objetivo é relaxar a musculatura hipertrófica do esfíncter externo. *Antes da cx, deve-se fazer uma manometria anorretal para confirmar a hipertonia.
27
O que é o cisto pilonidal? Qual sua epidemiologia?
É o crescimento de pelos dentro da pele por algum motivo desconhecido, formando uma cavidade que pode conter pelos e debris celulares. É mais comum em homens jovens.
28
Qual a principal localização do cisto pilonidal?
Na parte superior da fenda entre as nádegas.
29
Quais os FR para cisto pilonidal?
Pelos na região, obesidade, sedentarismo e trauma local.
30
Qual uma complicação frequente do cisto pilonidal?
A infecção da região, formando um abcesso.
31
Como dx o cisto pilonidal?
Clínico pela constatação de uma tumoração/nódulo na linha média na região sacrococcígea, normalmente com a presença de um pequeno orifício. Pode ter sinais flogísticos e descarga purulenta (fase aguda).
32
Qual o tto do cisto pilonidal?
Na fase aguda (infectou), o tto é a simples drenagem como qualquer abcesso cutâneo. ATB é raramente indicado. Na fase crônica (cessada a fase aguda), o tto é a ressecção do cisto pelo seu alto caráter recidivante.
33
Origem abscesso perianal.
A infecção das gll de Chiari (gll das criptas anais).
34
Qual a relação do abcesso anorretal com a fístula?
50% evolui para fístula.
35
Quais as principais localizações dos abcessos anorretais? Qual a classificação deles?
Simples: interesfincteriano (é onde surge o abcesso - desembocadura das gll de Chiari) e perianal (mais comum) Complexos: localizam-se em outros planos anorretais (associados a fístulas complexas), são eles o isquiorretal e o supralevantador (pode ocorrer por diverticulite, apendicite, salpingite).
36
Qual o tto dos abcessos anorretais? Justifique.
Cirúrgico: drenagem IMEDIATA (pelo risco de evoluir para gangrena de Fournier). ATB se sepse.
37
Como dx os abcessos anorretais?
Clínico +/- RNM.
38
O que são as fístulas anorretais?
São uma comunicação anômala entre o epitélio intestinal e a pele. É completa quando se localiza o orifício interno, o trajeto e o orifício externo.
39
Qual a condição predisponente à formação da fístula?
O abcesso anorretal (o abcesso seria a fase aguda da infecção das gll de Chiari e a fístula a fase crônica).
40
Quais outras causas de fístulas anorretais?
Doença de Crohn, traumas anorretais, cirurgias anais prévias (hemorroidectomia, fissuras), TB, actinomicose
41
Quais as classificações das fístulas anorretais?
Classificação de Parks Interesfincterianas (45%), transesfincterianas (30%), supraesfincterianas (20%) e extraesfincterianas (5%).
42
Qual o QC da fístula anorretal?
Drenagem de secreção seropurulenta e fétida pela região perianal. Pode haver irritação e prurido.
43
Como a anatomia das fístulas podem ser classificadas e definidas?
Através da regra de Goodsall-Salmon: Anterior e até 3 cm da borda anal: trajeto linear Posterior: drena circularmente para a linha média posterior Anterior > 3 cm da borda anal: drena para outro orifício externo ou para a linha média posterior (curvilíneo)
44
Fístula complexa x simples
Fístula complexa: extraesfincteriana, supraesfincteriana, transesfincteriana que acomete mais de 30% do esfíncter externo Simples: < 30% esfíncter, superficiais, interesfincteriana
45
Qual o tto das fístulas anorretais?
Simples: fistulectomia ou fistulotomia Complexas: sedenho, retalhos, colas, LIFT
46
Anatomia canal anal
Acima da linha pectínea (intestino posterior - epitelio colunar) e abaixo (proctodeu - epitelio escamoso)
47
Histologia ca canal anal
CEC
48
Qual a epidemiologia e os FR para o carcinoma epidermoide do canal anal?
Mulheres, idade, HPV, n° de parceiros sexuais ao longo da vida, tabagismo, HIV, coito anal
49
Qual o QC do carcinoma epidermoide do canal anal?
Dor anal, sensação de massa, sangramento e prurido.
50
Como estadiar o carcinoma epidermoide do canal anal?
Palpar os LINFONODOS INGUINAIS!!! Isso pois eles me mostram doença mais avançada. Além disso, eu devo sempre procurar mx (TC tórax, TC abdome, RNM pelve).
51
Qual o tto do carcinoma epidermoide do canal anal?
RTQT esquema NIGRO (definitiva) - in situ ou T1 (< 2 cm), posso fazer ressecção local. Recidiva: linfadenectomia ou amputação (Miles).
52
TNM CEC canal anal.
T por tamanho
53
Doença de Bowen
CIS que pode evoluir para invasivo. Não invade membrana basal TTO: ressecção com margens ou medicamentos (crioterapia, imiquimod, 5-fluoracil)
54
Condiloma acuminado.
Lesão verrucosa HPV 6 e 11 Excisão local, imiquimode ou acido tricloroacético
55
Doença de Paget
Adenocarcinoma intraepitelial proveniente das gll do reto. placas eczematosas com ulcerações Tto: excisão local + RTQT Pode precisar de Miles.