Rastreamento Flashcards

(20 cards)

1
Q

Mama: rastreamento

Tipos principais patológicos do câncer de mama? (3)

A
  1. Carcinoma ductal in situ (DCIS) e lobular in situ (LCIS): considerados lesões benignas com risco aumentado de carcinoma invasivo, não metastatizam.;
  2. Carcinoma ductal invasivo (IDC) e lobular invasivo (ILC): principais formas malignas.;
  3. Excluídos: sarcomas, tumores filóides e linfomas mamários.

Novidade AJCC 8ª edição: inclusão de biomarcadores prognósticos (ER, PR, HER2) no estadiamento para melhor prever resposta e prognóstico.

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2
Q

Mama: rastreamento

Síndrome hereditária BRCA1 / BRCA2 (HBOC)?

A

Câncer de mama e/ou ovário hereditário causado por mutações patogênicas em BRCA1 ou BRCA2, genes autossômicos dominantes responsáveis pela reparação de DNA e estabilidade genômica.

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3
Q

Mama: rastreamento

Síndrome hereditária BRCA1 / BRCA2 (HBOC)?

A

Câncer de mama e/ou ovário hereditário causado por mutações patogênicas em BRCA1 ou BRCA2, genes autossômicos dominantes responsáveis pela reparação de DNA e estabilidade genômica.

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4
Q

Indicações para aconselhamento genético e possível teste? (Critérios da NCCN) - (

A
  1. Câncer de mama < 50 anos.;
  2. Câncer de mama triplo-negativo < 60 anos;
  3. Diagnóstico bilateral ou múltiplo primário;
  4. História familiar de mutação BRCA conhecida;
  5. Múltiplos parentes com câncer de mama, ovário, endométrio, próstata, pâncreas ou cólon;
  6. Câncer de mama em homens;
  7. Descendência Ashkenazi judaica com câncer de mama/ovário/pâncreas;
  8. Diagnóstico pessoal de câncer de ovário.
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5
Q

Testagem Genética – tipos de Resultados?

A
  1. Positivo: mutação patogênica conhecida;
  2. Negativo verdadeiro: paciente de família com mutação conhecida que testou negativo → risco normal;
  3. Negativo não informativo: não há mutação identificada, mas há forte história familiar;
  4. VUS (Variant of Uncertain Significance): variante rara, efeito funcional desconhecido → conduta indefinida.
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6
Q

Genes de alto risco?

A
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7
Q

Genes de moderado risco?

A
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8
Q

Rastreamento e Condutas Gerais (NCCN)?

A

RM de mama: iniciar aos 25–29 anos (ou 5–10 anos antes do caso mais precoce familiar).

Mamografia: iniciar aos 30 anos, associada à RM.

Alternar RM e MMG a cada 6 meses (detecção mais precoce).

Rastrear homens BRCA2+: exame clínico mamário semestral a partir dos 35 anos.

Colonoscopia: BRCA1 → 40 anos a cada 3–5 anos.

RRSO (ooforectomia profilática): após prole, reduz câncer de ovário em 80–90% e de mama em 40–50%.

Anticoncepcionais orais: reduzem risco de ovário em 40–50%, sem aumentar o de mama.

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9
Q

Aspectos de Imagem nas Síndromes Hereditárias?

A

BRCA1: IDC triplo-negativo, aparência às vezes “benigna” (massa arredondada, circunscrita).

BRCA2: ER+, DCIS comum, calcificações frequentes.

TP53: múltiplos tumores, risco de câncer radioinduzido.

CDH1: carcinoma lobular infiltrante.

PTEN: múltiplas lesões benignas associadas (fibroadenomas, hamartomas).

STK11: IDC; em homens, tumores de células de Sertoli.

ATM / CHEK2 / PALB2: IDC/DCIS típicos; padrão esporádico.

Lynch: IDC, idade média 52–53 anos.

Carcinoma ductal invasivo (IDC) em mulher de 59 anos com síndrome de Lynch. (a) Mamografia craniocaudal (CC): massa espiculada na mama direita, às 6 horas. (b) Ultrassonografia direcionada: massa hipoecoica irregular, medindo até 2,6 cm (palpável pela paciente). (c) Ressonância magnética axial: massa solitária heterogeneamente realçada no quadrante ínfero-interno da mama direita. Biópsia: confirmou carcinoma ductal invasivo triplo-negativo (IDC).
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10
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

A

BRCA1 → cromossomo 17q

BRCA2 → cromossomo 13q

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11
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

Risco/epidemiologia?

A

Risco cumulativo até os 70 anos (mulheres):

BRCA1: mama 65%, ovário 39%.

BRCA2: mama 45%, ovário 11%.

Homens:

BRCA1: 1,2% de risco de câncer de mama.

BRCA2: até 7% (RR 80×), e ↑ risco de câncer de próstata (RR 2,5–5×).

Idade média de diagnóstico:

BRCA1: 42 anos

BRCA2: 44 anos

Etnia: ↑ prevalência em populações Ashkenazi judaicas e islandesas.BRCA1 → cromossomo 17q

BRCA2 → cromossomo 13q

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12
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

Rastreamento e Protocolos (NCCN / ACS)

A

RM anual a partir dos 25 anos.

Mamografia anual a partir dos 30 (BRCA2); não antes dos 25.

Alternar RM e mamografia a cada 6 meses.

RM semestral pode eliminar interval cancers (casos detectados entre exames).

Após 70 anos: apenas mamografia anual.

Ultrassonografia mamária: alternativa se RM contraindicada (sensibilidade 39–53%).

Câncer de ovário: USG pélvico transvaginal com Doppler + CA-125 anual/semestral a partir dos 35 anos ou 5–10 anos antes do caso mais precoce familiar.

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13
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

Mamografia

A

BRCA1:

IDC TRN posterior, massas arredondadas ou ovais, densas, margens circunscritas ou indistintas.

Calcificações em ~30%.

BRCA2:

Sem diferenças relevantes em relação ao câncer esporádico.

Calcificações em ~45%.

Ultrassonografia

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14
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

Ultrassonografia

A

BRCA1: massa hipoecoica ou anecoica, circunscrita, podendo parecer cisto; pode ser sólida ou complexa com realce posterior.

BRCA2: massa irregular hipoecoica ± calcificações; vascularização ao Doppler.

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15
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

RM

A

BRCA1:

Localização posterior/prepectoral (67%).

Massa arredondada com realce periférico (rim enhancement) e T2 hiperintenso (necrose central).

Alta sensibilidade (92% vs 39% da mamografia).

Kinetics: realce rápido e “washout” tardio (IDC); realce lento/persistente (DCIS).

BRCA2: aspecto semelhante aos tumores esporádicos.

RM > mamografia em BRCA1 (92% vs 39%); benefício limitado para BRCA2 (53% vs 31%).

Mamografia adicional em BRCA1 <50 anos → pouco útil.

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16
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

17
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

18
Q

Mama: rastreamento

BRAC1/BRAC2

19
Q

BRAC1/BRAC2

20
Q

Tumor maligno mais comum em mulheres?

A

Câncer de mama (excluindo pele não melanoma).