A tristeza parasitária bovina pode ser causada pelos agentes protozoário Babesia bovis e Babesia bigemina (únicos no Br) e pela bactéria Anaplasma marginale.
Como ocorre a transmissão?
Vetor BIOLÓGICO -> carrapato: R. Boophilus microplus
Vetor Mecânico e Fômites: APENAS Anaplasma: insetos hematófagos
B. bovis é transmitida pelas larvas dos carrapatos, enquanto os estádios de ninfas e adultos transmitem B. bigemina.
Certo
Bovis > larvas do carrapato
Bigemina > ninfas e adultos
TPB
Babesia: No momento do repasto sanguíneo o carrapato injeta esporozoítos que se alojam nas hemácias, tornando-se trofozóitos e posteriormente merozoítos que se multiplicam e rompem as hemácias, penetrando em uma hemácia íntegra para continuar sua multiplicação.
Certo
Em relação à TPB, existem três situações epidemiológicas distintas para a babesiose bovina:
1- áreas consideradas livres da doença, onde a condição climática não é favorável ao aparecimento decarrapatos;
2- área de instabilidade enzoótica, que em determinadas épocas do ano, devido às condições climáticas, impede o desenvolvimento da vida livre do carrapato;
3- áreas de estabilidade enzoótica, sendo que nessas áreas as condições climáticas são favoráveis a
presença dos carrapatos, bem como sua multiplicação
Qual valores dos anticorpos para áreas de instabilidade ou estabilidade?
Qual importância das áreas de estabilidade para Babesia?
Uma área é considerada de instabilidade enzoótica quando a frequência de anticorpos se apresentam inferiores a 75%, quando superior a este valor a área é considerada de estabilidade enzoótica.
Em condições de clima tropical e subtropical, a babesiose assume características de estabilidade enzoótica, os bezerros são infectados durante os primeiros meses de vida, sendo protegidos por anticorpos maternos, através do colostro, desenvolvendo sua imunidade ativa sem sofrer a doença clínica.
Quais são os sinais clínicos da Tristeza Parasitária Bovina pela Babesia?
B. bovis tem um curso de 3-7 dias para
a doença aguda.
Necropsia: em animais infectados com B. bovis pode ser observado hepatomegalia, esplenomegalia, rins congestos e escuros, vesícula biliar distendida com
conteúdo denso, escuro e grumoso; tecido conjuntivo e adiposo ictérico, congestão ou petéquias, com possibilidade de edema pulmonar; a superfície da massa cinzenta do cérebro pode aparecer na coloração rosa.
A anemia na TPB pela Babesia está relacionada à destruição hemolítica, com baixa nos valores eritrocitários bem como da hemoglobina, ou seja, causando uma hemoglobinemia que pode resultar em icterícia e hemoglobinúria.
Certo
Certo
Animais infectados pela B. bigemina tendem a apresentar hemoglobinúria mais cedo e de forma mais consistente do que as infecções por B. bovis.
Certo
A anaplasmose bovina tem maior destaque em regiões de instabilidade enzoótica, devido à presença de um grande percentual de animais susceptíveis a infecção por A. marginale, pois a maioria dos bovinos não se infectam nos primeiros meses de vida, quando são mais susceptíveis a essa infecção.
Certo
A Anaplasma marginale - ricketsia intraeritrocitária parasita intracelular obrigatória - é um agente causador da TPB.
Ao ser transmitida (carrapatos, insetos, fômites, transovariana ou congênita) infecta as hemácias, sob
forma de corpúsculo inicial devido a uma invaginação da membrana dando origem a um vacúolo, depois dessa invasão, ocorre multiplicação por divisão binária, formando um corpúsculo de inclusão, que deixará a hemácia, sem rompimento da mesma, e invadirá outras células, propagando o ciclo.
Qual a importância disso?
Essas hemácias são posteriormente fagocitadas por células do sistema reticuloendotelial, resultando em
desenvolvimento de anemia e icterícia, sem que apresente hemoglobinemia ou hemoglobinúria!
Diferente da babesia em que ocorre hemoglobinúria!
Quais sinais clínicos da TPB por Anaplasmose?
Os sinais clínicos observados nos animais doentes são anemia hemolítica, icterícia, dispnéia, taquicardia, febre, fadiga, lacrimejamento, sialorreia, diarreia, micção frequente e anorexia, levando a morte do animal.
Necropsia: sangue deficientemente coagulado, mucosas e serosas anêmicas ou ictéricas,
hepatoesplenomegalia, rins aumentados e escuros, vesícula biliar com conteúdo denso e grumoso, e congestão cerebral
Qual melhor forma para diagnóstico da TPB?
O tratamento da babesiose consiste em destruir os protozoários no paciente com aplicação de medicamentos a base de aceturato de diminazeno, dipropionato de imidocarb, diisetionato de amicarbalina, fenamidina, sendo que o mais utilizado é o dipropionato de imidocarb por apresentar efeito prolongado devido a sua lenta metabolização, porém suas ações colaterais como diarreia, cólica e salivação são mais severas também.
Certo
Para a anaplasmose, o tratamento é baseado na utilização de antibióticos como a
tetraciclina ou oxitetraciclina, com aplicações em intervalos de 21 em 21 dias.
Mesmo os animais sendo tratados, podem se tornarem portadores crônicos da doença e, se curados, continuam suscetíveis à reinfecção.
Certo
Às vezes a babesiose pode estar associada com a anaplasmose, assim é comum no tratamento a utilização de aceturato de diminazeno e oxitetraciclina nos animais que apresentam os sinais clínicos e quando não se podem aplicar testes sorológicos na região.
Certo
Babesiose cerebral é uma enfermidade causada pelo protozoário Babesia bovis.
A infecção por B. bovis pode induzir o sequestro de eritrócitos parasitados nos capilares cerebrais resultando em sinais neurológicos como hiperexcitabilidade, incoordenação motora, opistótono, tremores musculares, paralisia dos membros pélvicos, movimentos de pedalagem, andar em círculos, cegueira e agressividade, sendo usualmente fatal.
Esse fato faz com que a babesiose cerebral possa ser confundida com outras doenças que afetam o sistema nervoso central de bovinos, inclusive com a raiva.
Anaplasmose acomete apenas bovinos.
Errado
A anaplasmose é uma doença que afeta os ruminantes em geral, caninos, felinos e equinos.
A Babesia spp. parasitam vários animais domésticos tais como equinos, bovinos e caninos.
Qual ação no caso de identificação de casos prováveis de doença vesicular durante o trânsito?
A propriedade de origem dos animais, bem como as propriedades limítrofes e as relacionadas - seja por trânsito ou outra condição epidemiológica - devem ser inspecionadas e interditadas por um período mínimo de 14 dias.
Também as propriedades no trajeto dos animais - principalmente gado a pé- devem ser motivo de vigilância sanitária por pelo menos 14 dias.
A existência da circulação viral do VFA inviabiliza o reconhecimento ou manutenção de uma zona livre de febre aftosa.
Certo
Os monitoramentos soroepidemiológicos da febre aftosa realizados periodicamente representam uma das principais ferramentas da vigilância ativa e têm sido essenciais para agregar ao sistema de vigilância fundamentação técnica para se comprovar a ausência de atividade viral.
O indício de vínculo epidemiológico com caso ou foco confirmado de febre aftosa é um caso suspeito de doença vesicular.
Errado
Um caso provável de doença vesicular.
O resultado positivo ou inconclusivo de febre aftosa realizado em laboratório credenciado é um caso provável de doença vesicular.
Errado
Caso suspeito de dç vesicular
A detecção de antígeno viral do VFA ou a detecção de AC contra PE ou PNE em animais suscetíveis que estejam vinculados epidemiologicamente a um caso ou foco confirmado de febre aftosa é um caso CONFIRMADO de febre aftosa.
Certo
Uma das condições exigidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecer uma zona livre de aftosa sem vacinação é a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.
Certo
No Brasil, os estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) incluem a primeira zona livre de febre aftosa com vacinação. O estado de Santa Catarina representa a primeira zona livre de febre aftosa sem vacinação do país, situação que se mantém até a presente data.
Errado
No Brasil, a primeira zona livre com vacina foi em 1998 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina