RSC Flashcards

(47 cards)

1
Q

” Os Donos do Poder”, de Raymundo Faoro

A

O autor argumenta que em toda a história, os indivíduos que já estão no poder , se articulam, de determniadas maneiras, para se manter no poder

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2
Q

Frei Betto,”Felicidade foi-se embora”

A

O autor argumenta que na sociedade atual há uma mercantilização dos direiros sociais(saúde, educação, moradia e lazer), assim, tais direitos sociais não são garantidos a toda a população

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3
Q

Norbert Ellias, “A Solidão dos Moribundos”(para além do tabu sa morte)

A

Indivíduos que não conseguem responder a demandas valorizadas pelo capital, como produtividade e competitividade, tendem à reclusão/ isolamento

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4
Q

Lei N° 7.716 da Constituição Federal de 1988

A

Lei de Racismo, que torna crime todo ato discriminatório de motivação de raça, cor , etnia, religião e procedência nacional

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5
Q

Qual avanço ocorreu no Maranhão para o combate à LGBTfobia?

A

Criminalização da LGBTfobia

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6
Q

Em 2019, qual foi a jurisprudência relacionada à LGBTfobia?

A

Equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo

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7
Q

Teoria do Desvio de Howard Becker, sociólogo estadunidense

A

Segundo a teoria do desvio do sociólogo Howard Becker,
comportamentos ou práticas culturais, como a pichação e grafite, são rotulados
como desviantes devido a interpretações sociais que associam essas
manifestações a vandalismo e desordem, especialmente por sua origem
periférica

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8
Q

Colonialismo insidioso (Boaventura de Sousa Santos, sociólogo português)

A

O colonialismo não acabou, apenas mudou de forma e revela-se na negligência do Estado, que se mantém inerte, mas continua explorando os recursos socialmente produzidos e agravando os problemas sociais que já existem desde a colonização direta

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9
Q

Temas tabu no livro “A Ordem do Discurso” (Michel Foucalt):

A

Certas discussões são silenciadas nas sociedades, com o objetivo de evitar debates e admitir que o problema se resolverá espontaneamente

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10
Q

Conceito de Aporofobia (Adela Cortina, filósofa espanhola)

A

A raiz de muitos preconceitos não está na etnia, na religião ou na nacionalidade, mas sim na condição econômica. Aporofobia é o medo ou a rejeição (aversão) do pobre (É precisamente por pobres, não estrangeiros). Ex.: A sociedade aceita imigrantes ricos, mas não aceita imigrantes pobres.

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11
Q

Jogo Patologico/Ludopatia

A

O jogo patológico ou ludopatia é um transtorno psiquiátrico caracterizado pela compulsão em realizar apostas, mesmo diante de prejuízos financeiros e emocionais significativos. A doença é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde de 2018 e é registrada na Classificação Internacional de Doenças (CID) como CID 10-F63.0 (jogo patológico) e CID 10-Z72.6 (mania de jogo e apostas)

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12
Q

Milton Santos em “O Espaço do Cidadão”

A

O processo de urbanização brasileiro não atendeu apenas as necessidades internas, mas se deu para satisfazer também interesses internacionais, o que gerou uma assimetria do processo de urbanização(macrocefalia urbana)

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13
Q

Celso Furtado, economista brasileiro, em “Formação Econômica Brasileira”

A

A ocupação desigual do território, concentração de investimentos e herança colonial geraram um desenvolvimento regional assimétrico

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14
Q

Byung Chul Han-> “Sociedade do Cansaço”

A

O capitalismo contemporâneo produz sujeitos autoexplorados e esgotados pela lógica da
performance e da eficiência.A cultura da produtividade transforma o ser humano em “empresário de si mesmo”.
o A pressão por desempenho substitui o tempo do ócio, do brincar e da reflexão.
o Essa dinâmica gera ansiedade, burnout e depressão em todas as faixas etárias.

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15
Q

Emmanuel Lévinas “Ética da Alteridade”

A

Ética, na qual há uma responsabilidade infinita sobre o outro, incondicional e sem necessidade de reciprocidade. Não depende de um retorno equivalente, mas sim de um compromisso ético que reconhece a vulnerabilidade e a singularidade do Outro

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16
Q

Stephan Lessenich, professor de sociologia da Ludwig Maximilian University of Munich sobre consumo

A

Argumenta ,em seus textos acadêmicos, que o intenso consumo é uma das bases do capitalismo industrial, vital para a perpetuação desse modelo econômico, junto da internalização da lógica de acumulação

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17
Q

Zygmunt Bauman “Modernidade Líquida” essência

A

A modernidade, marcada pela efêmeridade, define a essência dos indivíduos por aquilo que consomem, de forma que ela é fluida e sempre sujeita a mudanças. As pessoas consomem e definem suas essências em prol de aceitações sociais nos mais diversos grupos

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18
Q

Funk Ostentação

A

“Funk ostentação”, estilo musical brasileiro caracterizado por exaltar o consumo e a posse de bens materiais de valor, como carros, mansões, roupas, etc, em que os artistas têm sua identidade musical baseada inteiramente nesse aspecto

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19
Q

“Vontade Geral” Jean Jacques Rousseau em “O Contrato Social”

A

Afirma que o que deve dirigir as forças do Estado é a “vontade geral”, isto é, a vontade do corpo político como um todo, a fim de alcançar o “bem comum”, o bem que se aplica à totalidade dos cidadãos e independente de interesses privados

20
Q

A Substância

A

O filme explora, através do horror corporal, a obsessão social pela juventude e beleza e a percepção distorcida da própria imagem ao retratar uma mulher que se transfigura em uma forma monstruosa por não se sentir pertencente ao padrão ideal de beleza. Com isso, o filme traça uma crítica à indústria da estética, à mídia e ao padrão de beleza criado socialmente

21
Q

Jessé Souza, sociólogo, em “A Ralé Brasileira:Quem é e como Vive”

A

A desigualdade social brasileira é resultado da reprodução de uma estrutura de classes que nega
dignidade e oportunidades aos pobres, naturalizando sua exclusão.A “ralé” é formada por indivíduos estruturalmente impedidos de acumular capitais culturais e simbólicos.
o O discurso meritocrático justifica a desigualdade, culpando os pobres por sua própria condição.

22
Q

Olhos d’Água, “O Cooper de Cida”

A

Retrata a protagonista Cida, que possui uma vida marcada pelo trabalho incansável e diário. Seu hábito de correr na praia, reflexo da “correria” de sua vida, em que não há tempo para descansos, leva ela a uma reflexão interna, sobre como o ciclo contínuo de produtividade a adoece e restringe o exercício de sua subjetividade, levando-a a subverter seu modo de vida

23
Q

Ailton Krenak “A Vida não é Util”

A

Debate que a sociedade de mercado contemporânea considera o ser humano como útil apenas quando está produzindo, ou seja, o sujeito passa a ser uma despesa ao não produzir.

24
Q

Paulo Muzy, medico formado pela Universidade de São Paulo(USP), em seus videos do Youtube, sobre uso do celular

A

Ele constantemente alerta para o excesso de estímulos que o uso do celular traz, que desregula o mecanismo da dopamina, neurotransmissor da recompensa, muito associado ao aspecto do foco do indivíduo. Com isso, há o comprometimento do foco

25
Erving Goffman "Estigma"
A sociedade rotula indivíduos ou grupos com características depreciativas, reduzindo-os a identidades estigmatizadas. Essa estigmatização desvaloriza socialmente o indivíduo, de forma que ele é marginalizado em sociedade
26
Zygmunt Bauman, "Modernidade Líquida" Instituições
As instituições modernas não se adaptam à velocidade das transformações sociais, o que cria um descompasso entre as demandas coletivas e as respostas do Estado
27
Pierre Bourdieu "O Poder Simbólico"
Afirma que as instituições reproduzem desigualdades, por meio de práticas simbólicas travestidas de naturalidade
28
Norberto Bobbio, filósofo italiano, em "O Futuro da Democracia"
Afirma que a democracia exige instituições transparentes e eficazes para garantir a justiça social
29
Operação Lava-Jato
Maior investigação sobre corrupção realizada no Brasil, que cumpriu mais de mil mandatos de busca e apreensão de políticos corruptos
30
Stephan Lessenich, economista alemão em seus artigos acadêmicos
Argumenta que atualmente a sociedade vive na era do capitalismo especulativo o que se confirma, por exemplo, pela intensa especulação das bolsas de valores mundias ou pela crise de 2008
31
Pierre Bourdieu, sociólogo francês, em "As Formas do Capital"
Conceitua "capital social" como o conjunto de representações que um indivíduo detém em sociedade, ou seja, o seu "status" social. Existem fatores, como o poder econômico e o país de origem que diminuem ou aumentam esse capital social, valorizando ou desvalorizando o indivíduo
32
Max Weber, jurista, em "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" sobre burocracia
Argumenta que a burocracia moderna, embora racional, aprisiona os indivíduos em processos excessivamente formais e excludentes
33
Michel Foucault "Vigiar e Punir"
Os sistemas carcerários, em sua maioria, são marcados pelas intensas punições violentas, que desumanizam os presídiários, de forma que se negligencia a possibilidade de reintegração social dos detentos. Há a crítica ao uso do poder punitivo como ferramenta de controle social, especialmente contra os corpos racializados e marginalizados.
34
Emile Durkheim, sociólogo, em "Da Divisão do Trabalho Social" sobre impunidade
Para Durkheim, a punição tem função moral na sociedade. Assim, quando crimes não são punidos, ocorre um enfraquecimento das normas sociais, o que intensifica a sensação de desordem.
35
Achile Mbembe, filósofo camaronês, em "Necropolítica"
Necropolítica é o poder de ditar quem deve morrer e quem pode viver. Na sociedade contemporânea existe uma estrutura que objetiva provocar a destruição de certos grupos, em que há o uso do poder e do discurso para criar "zonas de morte". Essas zonas de morte submetem os indivíduos a condições de vida precarizadas, conferindo-os um status de "mostos-vivos"
36
Michel Foucault, filósofo , em "O Nascimento da Biopolitica"
Biopolítica é o modo de exercício do poder que, segundo Michel Foucault, atua sobre a gestão da vida biológica da população, regulando corpos e comportamentos por meio de normas, instituições e políticas de saúde, segurança e disciplina social. A Biopolitica,por meio do biopoder dita o que é normal e o que é patológico
37
ODS 2
Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável
38
ODS 10
Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países
39
Hanna Arendt em "As Origens do Totalitarismo"
A perda do direito a ter direito é o princípio do extermínio físico e simbólico de minorias marginalizadas
40
Os Ratos de Dyonélio Machado e Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus
Ótimos livros para uma serie de temáticas. REVER PDF DO TEO
41
Política publicas de redistribuição de renda
A exemplo de sistemas tributários progressivos, como o imposto de renda.
42
Milton Santos, "Por Uma Outra Globalização"
Segundo Milton Santos, a globalização atual é marcada por interesses econômicos que reforçam desigualdades, uma vez que privilegia interesses econômicos de grupos podereoso, mas também carrega o potencial de construir relações mais humanas e solidárias.
43
Jürgen Habermas, filósofo alemão, em "Direito e Democracia: Entre a Facticidade e Validade"
Argumenta que a democracia deve ser deliberativa, isto é, precisa se basear em decisões políticas, pelas quais suas legitimidades derivam de um debate público livre, racional e inclusivo, no qual os cidadãos e os representantes buscam o consenso.
44
Jessé Souza "A Elite do Atraso"
As elites construíram um discurso moral e meritocrático que legitima as posições sociais desiguais sem levar em conta as condições históricas As instituições nasceram para proteger os privilégios da elite e garantir a sua impunidade, ao passo que criminalizam a pobreza e racializam o crime
45
Amartya Sen,"Desenvolvimento como Liberdade"
O filósofo argumenta que quando um setor essencial funciona sob precariedade, a sociedade se sustenta em uma base humana vulnerável, criando uma fragilidade sistêmica.
46
Max Weber, em "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo"
A racionalização moderna organiza a vida social de acordo com critérios de eficiência e cálculo, gerando como consequência,por exemplo, a instrumentalização dos trabalhadores, transformados em puros meios para fins econômicos
47
Função Social da Terra
Prevista pela Constituição de 1988, condiciona o direito à propriedade rural ao uso produtivo, sustentável e justo, isto é, dentre suas finalidades, que devem ser cumpridas para que ela seja considerada legitima, estão:promover o bem-estar social dos trabalhadores e promover o respeito ao meio ambiente