O que são estruturas oracionais?
São as funções sintáticas quando aparecem em forma de oração:
- Adjunto adnominal na forma de uma oração adjetiva:
Ex: O menino estudioso passa (adjetivo) / O menino que estuda passa (oração adjetiva)
- Adjunto adverbial na forma de uma oração adverbial.
Ex: Estudo no meu tempo livre (adjunto adverbial) / Estudo quando tenho tempo livre (adjunto adverbial oracional / oração adverbial)
- Complemento na forma de oração:
Ex: Anunciei a chegada do circo (objeto direto) / Anunciei que o circo chegaria (objeto direto oracional)
Sujeito Determinado
Aquele que está visível na oração:
Ex: Exportar mais é preciso (2 verbos, 2 orações)
Ex: Admite-se que o Estado não pode ajudar. (sujeito passivo)
Quando um pronome oblíquo pode ser sujeito?
Sujeito Oculto / Elíptico / Desinencial
O sujeito oculto é determinado, pois podemos identificá-lo facilmente pelo contexto ou pela terminação do verbo (desinência).
Ex: Encontramos mamãe. (sujeito oculto - nós)
Ex: É preciso ter cuidado com as plantas. Sem dedicação, não crescem (sujeito elíptico - plantas).
Ex: Consultei meus advogados. Disseram que sou culpado (sujeitos desinenciais - Eu e advogados)
Sujeito Indeterminado
Indeterminação do sujeito pelo uso da PIS:
“Tratar-se de”. Essa expressão, quando tem sentido de assunto/referência ou quando funciona como uma espécie de substituto do verbo “ser”, é sempre invariável, indica sujeito indeterminado. (C ou E)
Por ser uma estrutura: VTI + SE. Sim!
Ex: Ela recebeu uma herança estranha: trata-se de duas moedas de cobre.
Ex: Não foi por amor que ela veio. Trata-se de interesse.
Ex: Não se trata de quem é mais inteligente. Trata-se de quem persiste mais.
Obs.: A preposição de é pedida pelo verbo tratar, por isso, o que vier após, não poderá ser sujeito.
Vendem-se casas.
Qual a função do SE nessa oração?
Partícula Apassivadora. Pois temos a estrutura VTD + SE, que indica voz passiva pronominal. Por isso, o verbo está concordando com o sujeito:
Casas são vendidas.
Indeterminação do sujeito pelo uso do infinitivo impessoal:
Por não haver concordância com nenhuma pessoa, a ação verbal é descrita de maneira vaga, sem revelar o agente que pratica a ação.
Ex: Praticar esportes regularmente é muito importante. (Sujeito de praticar é indeterminado, enquanto o de é oracional)
Ex: Instruções: lavar as mãos com álcool… (quem lava? Agente genérico)
Obs.: Se o verbo no infinitivo estiver flexionado, então estará fazendo concordância com um sujeito visível na sentença:
Ex: É necessário passarmos por aquele caminho. (Sujeito nós)
Sujeito x Referente
1) “Vi os meninos que jogam futebol.”
2) “Uma dezena de médicos avaliou o candidato.”
Quem são os sujeitos e os referentes dos verbos destacados?
1) Os meninos é o o referente, pois, semanticamente, são os meninos que jogam. Porém, o sujeito sintático é o pronome que. Nesse caso, referente e sujeito não coincidem.
2) Dezena é o seu “sujeito”, por ser o núcleo, já o referente é médicos , pois são os médicos que de fato avaliam.
Casos que a oração não tem sujeito
Há pessoas ruins no mundo.
Qual a função sintática do elemento destacado?
Objeto direto do verbo Haver (impessoal), por isso não há flexão.
Por outro lado, na oração “existem pessoas ruins no mundo”, o termo “pessoas ruins no mundo” é sujeito do verbo “existir” (verbo pessoal, com sujeito), por isso há flexão.
Ex: Existem mil pessoas aqui.
Ex: Devem existir mil pessoas aqui.
Objeto Direto e Indireto Pleonástico:
O Objeto pleonástico é representado por um pronome que retoma um objeto já existente na oração, com finalidade de ênfase.
- Objeto direto:
Ex: Esta moto, comprei-a na promoção.
Ex: Aqueles problemas, já os resolvi.
Ex: Que você era capaz, eu já o sabia.
- Objeto Indireto:
Ex: “Às violetas, não lhes poupei água”.
Ex: “Aos meus amigos, dou-lhes tudo que posso.”
Objeto Direto Interno, Intrínseco, Cognato:
São objetos diretos que compartilham o mesmo “campo semântico” do verbo. O núcleo do objeto vem acompanhado de um determinante.
Ex: Eu sempre vivi uma vida de grandes desafios.
Ex: Vamos lutar a boa luta e sangrar o sangue guerreiro.
Ex: Depois da prova, dormi um sono tranquilo.
Ex: Choveu aquela chuvinha leve, uma delícia para estudar.
Em outros contextos, “dormir”, “viver”, “sangrar” e “chover” são verbos intransitivos, não pedem nenhum objeto.
“Nem ele entende a nós, nem nós a ele”;
O que há de diferente na frase?
O objeto direto preposicionado pelo fato de ser um pronome oblíco tônico: mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas, si.
“Encontrou o funcionário a quem tinha demitido.”
O que há de diferente na frase?
O objeto direto preposicionado por ser o pronome “quem”. Ocorre também com “todo” e “ninguém”
“Meu irmão tentou me ensinar a surfar, mas nem aprendi a nadar.”
O que há de diferente na frase?
O objeto direto preposicionado por ser: OD verbo no infinitivo, com os verbos “ensinar” e “aprender”
“A onça ao caçador surpreendeu. / À onça o caçador surpreendeu.”
O que há de diferente na frase?
O uso do objeto direto direto preposicionado para desfazer uma ambiguidade.
Ex: Considero Ricardo como a um pai. (como “considero um pai”); em vez de:
Considero Ricardo como um pai (como um pai “considera” — “pai” é sujeito).
“O menino e a menina ofenderam-se uns aos outros.”
O que há de diferente na frase?
O uso do objeto direto preposicionado para indicar reciprocidade
Ex: “Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a outros?”
O que há de diferente na frase?
O uso do objeto direto preposicionado com pronomes indefinidos, sobretudo referentes a pessoas. Outros exemplos:
Ex: “A quantos a vida ilude!”
Ex: “A estupefação imobilizou a todos.”
Ex: “A tudo e a todos eu culpo.”
Ex: “Como fosse acanhado, não interrogou a ninguém.”
“Busquei a José no aeroporto.”
“Contratei a ambos para minha empresa.”
O que há de diferente nas frases?
O uso do objeto direto preposicionado, quando este for nome próprio, primeiro caso, ou quando for a palavra “ambos”, segundo caso.
“Ele ama a Deus e não teme a Maomé.”
O que há de diferente na frase?
O uso do objeto direto preposicionado, quando este indicar reforço ou exaltação de um sentimento (normalmente com nomes próprios ou por eufonia)
Ex: Ele ama a Deus e não teme a Maomé.
Ex: Judas traiu a Cristo.
Ex: Fizeram sorrir, sem dificuldade, a Tamires.
“A você é que não enganam!”
“Mas engana-se contando com os falsos que nos cercam. Conheço-os, e aos leais.”
O que há de diferente na frase?
O uso do objeto direto preposicionado em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce; e em construções paralelas com pronomes oblíquos do tipo do segundo exemplo.