Sintaxe Flashcards

(60 cards)

1
Q

O que são estruturas oracionais?

A

São as funções sintáticas quando aparecem em forma de oração:
- Adjunto adnominal na forma de uma oração adjetiva:
Ex: O menino estudioso passa (adjetivo) / O menino que estuda passa (oração adjetiva)
- Adjunto adverbial na forma de uma oração adverbial.
Ex: Estudo no meu tempo livre (adjunto adverbial) / Estudo quando tenho tempo livre (adjunto adverbial oracional / oração adverbial)
- Complemento na forma de oração:
Ex: Anunciei a chegada do circo (objeto direto) / Anunciei que o circo chegaria (objeto direto oracional)

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2
Q

Sujeito Determinado

A

Aquele que está visível na oração:
Ex: Exportar mais é preciso (2 verbos, 2 orações)
Ex: Admite-se que o Estado não pode ajudar. (sujeito passivo)

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3
Q

Quando um pronome oblíquo pode ser sujeito?

A
  • DeFaMa-VOS
  • Com os verbos Deixar, Fazer, Mandar, Ver, Ouvir, Sentir, o pronome oblíquo pode ser sujeito, como nas sentenças abaixo:
    Ex: Deixe-me estudar / Não se deixe aborrecer / Ela o fez desistir / Mandei-a ir embora.
  • Ex: Eu mandei o menino sair: Nessa oração, o complemento é uma oração simples e, dentro dessa sentença “o menino” é o sujeito. Então, ao trocarmos “o menino” por um pronome oblíquo átono:
    Ex: Mandei-o sair (o pronome é sujeito de sair)
    Obs.: Nesse casos, em que o pronome é sujeito, as formas deixe aborrecer, fez desistir, mandei ir etc. NÃO SÃO LOCUÇÕES VERBAIS, MAS DUAS ORAÇÕES EM UM PERÍODO COMPOSTO.
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4
Q

Sujeito Oculto / Elíptico / Desinencial

A

O sujeito oculto é determinado, pois podemos identificá-lo facilmente pelo contexto ou pela terminação do verbo (desinência).
Ex: Encontramos mamãe. (sujeito oculto - nós)
Ex: É preciso ter cuidado com as plantas. Sem dedicação, não crescem (sujeito elíptico - plantas).
Ex: Consultei meus advogados. Disseram que sou culpado (sujeitos desinenciais - Eu e advogados)

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5
Q

Sujeito Indeterminado

A
  • Não sabemos identificar quem é o sujeito e não conseguimos inferir do contexto.
  • A indeterminação do sujeito pode ocorrer pelo uso de um verbo na 3ª pessoa do plural, com omissão do agente que pratica a ação verbal
    Ex: Hoje me contaram que você joga futebol muito mal. (quem contou?)
    Ex: Dizem que ela teve um caso com o chefe. (quem diz?)
    Ex: Roubaram nosso carro! (quem roubou?)
    Obs.: Veja a diferença para o sujeito desinencial:
    Ex: Aquele banco faliu. Roubaram mais de 20 milhões. (Quem roubou?)
    Ex: Os ladrões foram presos ontem. Roubaram mais de 20 milhões. (Os ladrões roubaram)
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6
Q

Indeterminação do sujeito pelo uso da PIS:

A
  • Estrutura: VTI / VI / VL+ SE (Partícula de indeterminação do sujeito)
    Ex: Desconfia-se de que ela seja violenta. (VTI + SE - Quem desconfia?)
    Ex: Precisa-se de médicos. (VTI + SE - Quem precisa?)
  • Usado para expressar um sujeito universal
    Ex: Respira-se melhor no campo. (VI + SE - em geral, todos respiram melhor)
    Ex: Vive-se bem em Campinas. (VL + SE - Quem Vive?)
    Ex: Sempre se fica nervoso durante um assalto. (VL + SE - em geral, todos ficam nervosos).
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7
Q

“Tratar-se de”. Essa expressão, quando tem sentido de assunto/referência ou quando funciona como uma espécie de substituto do verbo “ser”, é sempre invariável, indica sujeito indeterminado. (C ou E)

A

Por ser uma estrutura: VTI + SE. Sim!
Ex: Ela recebeu uma herança estranha: trata-se de duas moedas de cobre.
Ex: Não foi por amor que ela veio. Trata-se de interesse.
Ex: Não se trata de quem é mais inteligente. Trata-se de quem persiste mais.
Obs.: A preposição de é pedida pelo verbo tratar, por isso, o que vier após, não poderá ser sujeito.

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8
Q

Vendem-se casas.
Qual a função do SE nessa oração?

A

Partícula Apassivadora. Pois temos a estrutura VTD + SE, que indica voz passiva pronominal. Por isso, o verbo está concordando com o sujeito:
Casas são vendidas.

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9
Q

Indeterminação do sujeito pelo uso do infinitivo impessoal:

A

Por não haver concordância com nenhuma pessoa, a ação verbal é descrita de maneira vaga, sem revelar o agente que pratica a ação.
Ex: Praticar esportes regularmente é muito importante. (Sujeito de praticar é indeterminado, enquanto o de é oracional)
Ex: Instruções: lavar as mãos com álcool… (quem lava? Agente genérico)
Obs.: Se o verbo no infinitivo estiver flexionado, então estará fazendo concordância com um sujeito visível na sentença:
Ex: É necessário passarmos por aquele caminho. (Sujeito nós)

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10
Q

Sujeito x Referente

A
  • Sujeito é uma função sintática, tem a ver com o papel funcional e estrutural que um termo desempenha na oração.
  • Referente é um termo semântico, está relacionado à ideia e ao contexto da frase e não necessariamente coincide com a função sintática do termo a quem se refere.
    Obs.: é possível o verbo ter um “sujeito” diferente do seu “referente”.
    Ex: Os meninos jogam futebol. Jogam futebol todos os dias.
    1) Na primeira oração, “os meninos” é o sujeito de “jogar” e também o referente de jogar, pois são os meninos que jogam.
    2) Na segunda oração, “os meninos” é apenas o “referente” de “jogar”; sintaticamente, o sujeito está oculto, omitido, elíptico, mas o referente, no mundo das ideias, é ainda “os meninos”.
    [Os meninos] jogam futebol. (Eles = Os meninos) Jogam futebol todos os dias.
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11
Q

1) “Vi os meninos que jogam futebol.”
2) “Uma dezena de médicos avaliou o candidato.”
Quem são os sujeitos e os referentes dos verbos destacados?

A

1) Os meninos é o o referente, pois, semanticamente, são os meninos que jogam. Porém, o sujeito sintático é o pronome que. Nesse caso, referente e sujeito não coincidem.
2) Dezena é o seu “sujeito”, por ser o núcleo, já o referente é médicos , pois são os médicos que de fato avaliam.

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12
Q

Casos que a oração não tem sujeito

A
  • Fenômenos da natureza:
    Ex: Choveu ontem.
    Ex: Anoiteceu.
  • Verbos ser, estar, fazer, haver, parecer impessoais com sentido de fenômenos naturais, tempo ou estado.
    Ex: Faz 2 anos que não vou à praia.
    Ex: Deve fazer 3 anos que não fumo.
    Ex: Faz frio em Corumbá.
    Ex: Há tempos são os jovens que adoecem.
    Ex: Está quente aqui.
    Ex: Parecia cedo demais.
    Ex: São 7 horas da manhã, acorde! (embora impessoal, concordar com o numeral)
    Ex: Deve ir para 2 meses que não fumo.
  • Haver impessoal (com sentido de “existir”, “ocorrer” ou “tempo decorrido”)
    Ex: “Há pessoas ruins no mundo”.
    Ex: Deve haver mil pessoas aqui
    Ex: “Houve acidentes graves na avenida”.
    Ex: “Há dois anos não fumo”.
    OBS: Orações como “basta/chega de brigas!”, “era uma vez uma linda princesa” e “dói muito nas minhas costas, Doutor” também são classificadas como orações sem sujeito.
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13
Q

pessoas ruins no mundo.
Qual a função sintática do elemento destacado?

A

Objeto direto do verbo Haver (impessoal), por isso não há flexão.
Por outro lado, na oração “existem pessoas ruins no mundo”, o termo “pessoas ruins no mundo” é sujeito do verbo “existir” (verbo pessoal, com sujeito), por isso há flexão.
Ex: Existem mil pessoas aqui.
Ex: Devem existir mil pessoas aqui.

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14
Q

Objeto Direto e Indireto Pleonástico:

A

O Objeto pleonástico é representado por um pronome que retoma um objeto já existente na oração, com finalidade de ênfase.
- Objeto direto:
Ex: Esta moto, comprei-a na promoção.
Ex: Aqueles problemas, já os resolvi.
Ex: Que você era capaz, eu já o sabia.
- Objeto Indireto:
Ex: “Às violetas, não lhes poupei água”.
Ex: “Aos meus amigos, dou-lhes tudo que posso.”

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15
Q

Objeto Direto Interno, Intrínseco, Cognato:

A

São objetos diretos que compartilham o mesmo “campo semântico” do verbo. O núcleo do objeto vem acompanhado de um determinante.
Ex: Eu sempre vivi uma vida de grandes desafios.
Ex: Vamos lutar a boa luta e sangrar o sangue guerreiro.
Ex: Depois da prova, dormi um sono tranquilo.
Ex: Choveu aquela chuvinha leve, uma delícia para estudar.
Em outros contextos, “dormir”, “viver”, “sangrar” e “chover” são verbos intransitivos, não pedem nenhum objeto.

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16
Q

“Nem ele entende a nós, nem nós a ele”;
O que há de diferente na frase?

A

O objeto direto preposicionado pelo fato de ser um pronome oblíco tônico: mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas, si.

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17
Q

“Encontrou o funcionário a quem tinha demitido.”
O que há de diferente na frase?

A

O objeto direto preposicionado por ser o pronome “quem”. Ocorre também com “todo” e “ninguém”

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18
Q

“Meu irmão tentou me ensinar a surfar, mas nem aprendi a nadar.”
O que há de diferente na frase?

A

O objeto direto preposicionado por ser: OD verbo no infinitivo, com os verbos “ensinar” e “aprender”

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19
Q

“A onça ao caçador surpreendeu. / À onça o caçador surpreendeu.”
O que há de diferente na frase?

A

O uso do objeto direto direto preposicionado para desfazer uma ambiguidade.
Ex: Considero Ricardo como a um pai. (como “considero um pai”); em vez de:
Considero Ricardo como um pai (como um pai “considera” — “pai” é sujeito).

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20
Q

“O menino e a menina ofenderam-se uns aos outros.”
O que há de diferente na frase?

A

O uso do objeto direto preposicionado para indicar reciprocidade

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21
Q

Ex: “Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a outros?”
O que há de diferente na frase?

A

O uso do objeto direto preposicionado com pronomes indefinidos, sobretudo referentes a pessoas. Outros exemplos:
Ex: “A quantos a vida ilude!”
Ex: “A estupefação imobilizou a todos.”
Ex: “A tudo e a todos eu culpo.”
Ex: “Como fosse acanhado, não interrogou a ninguém.”

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22
Q

“Busquei a José no aeroporto.”
“Contratei a ambos para minha empresa.”
O que há de diferente nas frases?

A

O uso do objeto direto preposicionado, quando este for nome próprio, primeiro caso, ou quando for a palavra “ambos”, segundo caso.

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23
Q

“Ele ama a Deus e não teme a Maomé.”
O que há de diferente na frase?

A

O uso do objeto direto preposicionado, quando este indicar reforço ou exaltação de um sentimento (normalmente com nomes próprios ou por eufonia)
Ex: Ele ama a Deus e não teme a Maomé.
Ex: Judas traiu a Cristo.
Ex: Fizeram sorrir, sem dificuldade, a Tamires.

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24
Q

“A você é que não enganam!”
“Mas engana-se contando com os falsos que nos cercam. Conheço-os, e aos leais.”
O que há de diferente na frase?

A

O uso do objeto direto preposicionado em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce; e em construções paralelas com pronomes oblíquos do tipo do segundo exemplo.

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25
Casos em que teremos o Objeto Direto Preposicionado
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal oblíquo tônico (mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, ele(s), ela(s).) Ex.: Ele prejudicou (VTD) a si mesmo. - Quando o objeto é o pronome relativo quem. Ex.: Ela tem um filho a quem ama muito. - Com nomes próprios ou comuns que se refiram a pessoas. Ex.: O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. (José de Alencar) Ex.: Ele persuadiu a crédulos e incrédulos. (Machado de Assis) - Com o termo ambos. Ex.: Quando o temporal caiu, encharcou a ambos. - Com pronomes indefinidos referentes a pessoas. Ex.: A estupefação imobilizou a todos. (Machado de Assis)
26
O que é um Complemento Nominal?
É complemento de um nome que possua transitividade (substantivo, adjetivo ou advérbio), com preposição. Ex: Não tenha dependência **de ninguém** para estudar. (dependência de algo/alguém). Ex: João era dependente **de café**. Ex: O juiz decidiu favoravelmente **ao autor**. - Exemplos oracionais Ex: O cão sentia falta **de que brincassem com ele**. Ex: O cão sentia falta de brincar. (Aqui, a oração está reduzida de infinitivo) Ex: João tinha consciência **de que precisava passar**. Ex: João tinha consciência **de precisar passar**. (Aqui, a oração está reduzida de infinitivo)
27
O que é o Adjunto Adnominal?
Termo que acompanha substantivos concretos e abstratos para atribuir-lhes características, qualidade ou estado. (Função adjetiva) Ex: **Os três** carros **populares do meu pai** foram carregados pela chuva. Ex.: O peixe cai-lhe na rede (na rede dele)
28
Diferença de Adjunto adnominal x Complemento Nominal
1) Adjunto adnominal: - Adjuntos não são obrigatórios; - Só se liga a substantivos, concretos e abstratos; - Pode ser preposicionado ou não; 2) Complemento Nominal: - Complementos são obrigatórios; - Se liga a substantivos abstratos, adjetivos e advérbios; - Necessáriamente preposionado; - Se liga a substantivos abstratos (sentimento; ação; qualidade; estado e conceito) - Se for substantivo abstrato e a preposição for qualquer uma que não seja “de”. 3) Então... : - Se o termo preposicionado se ligar a um adjetivo ou advérbio, não há dúvida, é complemento nominal. - Se não tiver preposição, não há como ser CN e vai ter que ser Adjunto. - Se o nome for um substantivo concreto, vai ter que ser AA e será impossível ser CN. - Se for substantivo abstrato e a preposição for “de”, teremos que analisar os outros aspectos.
29
Como distinguir CN e AA no caso do termo, preposicionado por *de*, está ligado a um substantivo abstrato?
- Adjunto adnominal: 1) Se o termo preposicionado tiver sentido agente ou posse; Ex.: O amor de mãe é especial. (agente: a mãe ama) Ex.: A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou) Ex.: A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu) 2) Se for substituível por uma palavra única, um adjetivo equivalente - Complemento Nominal: 1) Se tiver sentido Paciente Ex.: O amor à mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada) Ex.: A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado) Ex.: A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido) 2) Pode ser visto como um complemento verbal, caso o nome seja transformado em ação
30
**As duas** meninas **de branco** sorriram com medo **de mim**. Qual a função sintática dos termos destacados?
**As, duas** e **de branco** por estarem se ligando a um substantivo concreto, são AA. **de mim** está ligado a um substantivo abstrato e preposicionado por *de*, com uma relação paciente, por isso é CN
31
"O abuso **de remédios** é prejudicial **à saúde da mulher**." Qual a função sintática dos termos destacados?
**De remédios** se liga a um substantivo abstrato e tem sentido passivo, por isso é CN. **à saúde** está ligada a um adjetivo, com isso, não há dúvida de que é CN. **da mulher** se liga a um substantivo abstrato, tem sentido de posse e poderia ser substituída por "feminina", por isso é AA.
32
"As pessoas **da família** nem sempre são favoráveis **ao trabalho dos filhos**." Qual a função sintática dos termos destacados?
**Da família** se liga a um substantivo concreto e tem sentido de posse, por isso AA. **Ao trabalho** se liga a um adjetivo e se transformássemos o ajetivo em verbo teremos um complemento verbal **dos filhos** ligado a um substantivo abstrato, é preposicionado por *de* e tem sentido agente e de posse.
33
O que é o Predicativo do Sujeito?
É a qualificação, estado, caracterização que se atribui ao sujeito, normalmente por via de um verbo de ligação: ser; estar; permanecer; ficar; continuar; tornar-se; andar; virar; continuar. Núcleo do predicado nominal Ex: Ela *continuava* **pomposa**, mesmo na miséria. (Predicativo na forma de adjetivo) Ex: Mesmo celebridades *ficam* **nervosas** diante da mídia. (Predicativo na forma de adjetivo) Ex: O violão *é* **de madeira rara**. (Predicativo com preposição, locução adjetiva) Ex: Todos *estão* **sem paciência**. (Predicativo com preposição, locução adjetiva) Ex: Você *é* **dos meus**. (Predicativo com preposição, locução adjetiva) Ex: O mundo *é* **um moinho**. (Predicativo na forma de substantivo) Ex: O governo *virou* **o maior inimigo do povo**. (Predicativo na forma de substantivo) Ex: Lá em casa, *somos* **quatro**. (Predicativo na forma de numeral) Ex: *É* **necessário** que estudemos mais. (Predicativo de um sujeito oracional) Ex: O problema *foi* considerado **como insolúvel**. (Predicativo com preposição acidental) Ex: João não é **mau**, mas Maria **o** *é*. (Predicativo na forma de pronome demonstrativo)
34
"O homem **permaneceu** no bar todo o tempo." Em que classificação verbal o verbo destacado se enquadraria?
Nesse caso, é um verbo intrasitivo, e não de ligação, uma vez que aparece com uma circunstância adverbial e não um predicativo.
35
"A professora **saiu** atrasada." Em que classificação verbal o verbo destacado se enquadraria?
Verbo intrasitivo, o fato de está antecedendo um predicativo do sujeito não o torna verbo de ligação.
36
O que é o Predicativo do Objeto?
Qualificação/estado que se atribui ao objeto, por via de alguns verbos específicos (verbos transobjetivos), aqueles que pedem um objeto + predicativo. Ex: Julgaram o réu **culpado**. Ex: O povo elegeu-o **senador**. Ex: Achei o filme **bacana**. Ex: A bebida torna o homem **verdadeiro**. Ex: Ele fez o método **mais rápido**. Ex: Eu vi a menina muito **irritada** com sua eliminação. Ex: Nomearam meu primo **Procurador da República**. - Com OI: Ex: Chamei ao político **de ladrão**. Ex: Não gosto de você **maquiada**. Ex: Sonhei com você, **fantasiado de mulher**. - Ex. menos intuitivos: Ex: Tinham o réu como/por inocente. Ex: Dou-me por satisfeito. Ex: Quero João para padrinho. Ex: Vi-a forte, mesmo na doença.
37
O que é Predicado?
- É a parte da oração que traz uma informação sobre o sujeito. Ele é tudo o que se diz do sujeito, ou seja, aquilo que o sujeito "faz", "é", "tem" ou "sofre". Exemplo: O aluno | estudou para a prova. Sujeito | Predicado
38
Predicado verbal
- Tem verbo de ação (verbo significativo). - O núcleo do predicado é o verbo: Ex.: Ela **correu** muito. Ex.: As cerejeiras **floresceram**. Ex.: A criançada **gostou** da comida.
39
Predicado Nominal
- Tem verbo de ligação + predicativo do sujeito (característica do sujeito). - O núcleo é o predicativo, não o verbo: Ex.: O céu está **azul**. Ex.: As crianças eram **espertas**. Ex.: A professora ficou **feliz**.
40
Predicado Verbo-nominal
- Tem verbo significativo + predicativo. - Expressa ação e característica ao mesmo tempo: Ex.: A menina **chegou cansada**. Ex.: O soldado **voltou ferido**. Obs.: Tem o verbo **estar** subentendido
41
O que é o Agente da Passiva?
- Nome dado ao complemento de um verbo que está na voz passiva. 1) Voz ativa: Sujeito agente e objeto paciente Ex.: O sol derreteu a neve 2) Voz passiva: Sujeito paciente, locução verbal na voz passiva e um objeto agente (Agente da passiva) Ex.: A neve foi derretida pelo sol
42
Transformação de voz ativa para voz passiva
1. O sujeito agente vira agente da passiva; 2. O objeto paciente vira sujeito paciente; 3. O verbo na voz ativa vira uma locução verbal na voz passiva.
43
Adjunto Adverbial
- Termo acessório, ou seja, desempenha uma função secundária, que é a de exprimir uma circunstância Ex.: Exemplo: As crianças, **à tarde**, brincavam no **parque**. Ex.: Carolina chegou **cedo**. Ex.: O dia escureceu **de repente**. Ex.: Gosto de viajar **de avião**.
44
O professor **bêbado** deu aula hoje. O professor deu aula hoje **bêbado**. Qual a função sintática que a palavra destacada exerce nas duas orações?
Em ambas as orações, a palavra bêbado está associada a professor, qualificando-o: - Na primeira, ela qualifica sem verbo intermediário. Na segunda, por meio de um verbo. Sendo assim: - Na primeira, temos um adjunto adnominal. Na segunda, um predicativo.
45
O que é o Aposto?
- Termo que se junta ao nome para explicá-lo ou especificá-lo melhor. Ex: Vila Rica, a atual Ouro Preto, foi centro de luxo e riqueza no século XVIII. - Classificações: Explicativo, Enumerativo, Resumidor ou Recapitulativo, Comparativo, Distributivo e Aposto de Oração
46
Classificação do Aposto
1) Explicativo Ex.: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual. 2) Enumerativo Ex.: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação. 3) Resumidor ou Recapitulativo Ex: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor. 4) Comparativo Ex: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida. 5) Distributivo Ex: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa. 6) Aposto de Oração Ex: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.
47
Os alunos **que** estudaram bastante foram aprovados. Qual a função sintática do pronome destacado?
Os alunos estudaram bastante. Os alunos foram aprovados. O pronome relativo QUE retoma o sujeito ALUNOS, evitando sua repetição. Logo, ele assume a função de SUJEITO desta oração subordinada.
48
Aqueles são os livros de **que** você precisa. Qual a função sintática do pronome destacado?
Aqueles são os livros. Você precisa dos livros. - O pronome relativo QUE assume a função de OBJETO INDIRETO do verbo *precisar*
49
Chegaram as pessoas **que** convidei para a festa. Qual a função sintática do pronome destacado?
Chegaram as pessoas. Convidei as pessoas para a festa. - O pronome relativo ocupa a posição da palavra PESSOAS. Esta, por sua vez, é OBJETO DIRETO do verbo CONVIDAR
50
São várias as peraltices de **que** as crianças são capazes. Qual a função sintática do pronome destacado?
Transformando em período simples: As crianças são capazes de várias peraltices. Se o pronome QUE neste caso insere a oração que relaciona essa capacidade às PERALTICES, pois as “crianças são capazes de várias peraltices”, ele assume a função de COMPLEMENTO NOMINAL, por completar o sentido do nome CAPAZES.
51
Admiro a grande pessoa **que** você é. Qual a função sintática do pronome destacado?
Admiro você. Você é uma grande pessoa. - O pronome relativo faz a ligação entre o SUJEITO e uma característica desse sujeito, ou seja, seu PREDICATIVO. Portanto, ele assume aqui a função de PREDICATIVO DO SUJEITO.
52
Aquela é a revista pela **qual** fui homenageada. Qual a função sintática do pronome destacado?
Aquela é a revista. Fui homenageada pela revista. Visto que REVISTA é classificado como AGENTE DA PASSIVA, por ser executor de uma ação que está na voz passiva, e o pronome QUAL ocupa seu lugar, ele receberá, portanto, também essa classificação.
53
Conheci a cidade **onde** meus pais nasceram. Qual a função sintática do pronome destacado?
Conheci a cidade. Meus pais nasceram na cidade. O pronome ONDE aqui se relaciona com a palavras CIDADE. Esta, por sua vez, indica o LUGAR em que os pais NASCERAM, ou seja, atribui uma característica ao verbo NASCER. Dessa forma, a palavra CIDADE é um ADJUNTO ADVERBIAL do verbo nascer, e se o pronome ONDE se relaciona com ela, ele assume também essa função.
54
Funções da palavra QUE: Substantivo e Advérbio de intensidade
- Substantivo: Quando precedida por artigo e acentuada (quê), passando a ideia de “qualquer” ou “algum”. Ex.: Sinto um quê de felicidade. Ex.: Os protestos tiveram um quê de violência. - Advérbio de intensidade: Quando equivale a “quão”. Ex.: Que longe de casa estamos! Ex.: Que bonita a roupa dela.
55
Funções da palavra QUE: Pronome adjetivo
- INDEFINIDO: Quando o “que” estiver acompanhando um substantivo indefinindo-o. Ex.: Não sei por que caminho ir. - INTERROGRATIVO: Quando estiver acompanhando um substantivo numa oração interrogativa. Ex.: Que curso você frequenta? - EXCLAMATIVO: Quando estiver acompanhando um substantivo numa frase exclamativa. Ex.: Que ideia maluca!
56
Funções da palavra QUE: Pronome relativo e Partícula de realce
- Pronome relativo: Quando substitui um substantivo e pode ser substituído por “o qual” ou “a qual”. Ex.: É linda a saia que usei ontem na festa. Ex.: Comprei o livro de que você me falou. - Partícula de realce: Quando não possui função sintática, apenas realça uma ideia, podendo ser retirada da frase sem prejuízo de sentido. Ex.: Há dias que não a encontro. Ex.: Quase que não chego a tempo.
57
Funções da palavra QUE: Conjunção coordenativa e
- Conjunção coordenativa: Quando liga orações coordenadas, ou seja, independentes, podendo indicar uma adição de ideias, uma alternativa, uma adversidade ou uma explicação. Ex.: A criança mexe que mexe no berço. Ex.: Que chova, que faça sol, irei à praia. Ex.: Pode falar o quanto quiser que não mudarei de opinião. Ex.: Levante-se, que já é tarde. - Conjunção integrante: Quando liga duas orações, mas não possui função sintática. Ex.: Ele havia dito que estaria lá.
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Funções da palavra QUE: Conjunção subordinativa
Quando liga orações subordinadas, ou seja, dependentes entre si, podendo indicar uma causa, uma concessão, uma finalidade, um determinado espaço de tempo, uma consequência ou uma comparação. Ex.: É melhor prestar atenção, que a estrada é muito perigosa. Ex.: Vou dizer toda a verdade, nem que me prendam. (embora) Ex.: Faço votos que sejas feliz. (finalidade dos votos) Ex.: Agora que eu ia viajar, chove. Ex.: Falou tanto que ficou rouco. Ex.: Meu irmão ficou maior que eu.
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“Em Mariana, a igreja, **cujo** sino é de ouro, foi levada pelas águas”. Qual a função sintática do pronome destacado?
A Igreja foi levada pelas águas. O sino da igreja é de ouro. Adjunto adnominal
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Tipos de Predicados
1) Predicado Verbal 2) Predicado Nominal 3) Predicado Verbo-nominal