Sintaxe Flashcards

(53 cards)

1
Q

Qual a ordem natural da organização de uma sentença, que também é chamada de “estrutura base” ou “oração na forma direta”?

A

A ordem natural da organização de uma sentença na nossa língua é (SuVeCA)

Sujeito + Verbo + Complemento (+ Adjuntos)

Ex: Eu comprei uma bicicleta semana passada

Nós gostamos de comer em rodízios

❗️As vezes esses elementos virão misturados sem ser na ordem acima.

✅ Para organizar uma sentença: ache o verbo, tente colocar a sentença na ordem direta e
procurar o sujeito de cada verbo.

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2
Q

• Termos da Oração

As funções sintáticas (adjunto adnominal (adjetivo), adjunto adverbial, complemento (O.D) também podem aparecer em forma de oração (ou seja, com um verbo, o que chamamos de estrutura oracional)?

A

Sim!

• Um adjetivo que desempenha função de adjunto adnominal pode aparecer na forma de uma oração adjetiva:

Ex: O menino estudioso passa (adjetivo) / O menino que estuda passa (oração adjetiva)

• Adjunto adverbial pode aparecer na forma de uma oração adverbial.

Ex: Estudo no meu tempo livre (adjunto adverbial) / Estudo quando tenho tempo livre (adjunto
adverbial oracional / oração adverbial)

• Um complemento, por exemplo, pode aparecer na forma de oração:

Ex: Anunciei a chegada do circo (objeto direto) / Anunciei que o circo chegaria (objeto direto oracional)

✅ veja que quando viram oração, é adicionada uma conjunção e um verbo.

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3
Q

Sujeito e Predicado
O que são?

A

🔹Sujeito: é a entidade sobre a qual se declara algo na oração.

1) é um termo essencial da oração

2)com o qual o verbo geralmente concorda.

3) o sujeito é o termo que “conjuga” o verbo, justifica o verbo estar na primeira pessoa, no singular, no plural etc.

4) O sujeito tem um núcleo, que é o termo central, mais importante.

Normalmente é um (substantivo) ou
(pronome).

Esse núcleo recebe termos que o “especificam”, “delimitam”: são os chamados determinantes
(artigos, numerais, pronomes, adjetivos, locuções adjetivas…)

🔸 Predicado: é geralmente,
a declaração feita a respeito do sujeito.

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4
Q

✅ Dica: como fazer a análise sintática de um período quando o sujeito é muito extenso e cheio de determinantes?

A

Ex: Aquelas dezenove discutíveis “leis”sobre as quais paira, segundo melhor juízo do operador do direito, suspeita de inconstitucionalidade superveniente supostamente — se tudo der certo — “serão votadas” hoje.

o que será votado? As leis.

Resumindo: para fazer a análise sintática de um período.

1) Localize o verbo.
2) Identifique a pessoa (1ª, eu, nós; 2ª, tu, vós; 3ª, ele(a), eles(a)) e o número do verbo (singular/plural).
3) Localize o sujeito (geralmente, o “quem” do verbo e que com ele concorda em pessoa e número).

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5
Q

Sujeito Determinado

A

é aquele que está identificado, visível no texto, sabemos exatamente quem está praticando (ou recebendo) a ação verbal. Ele pode tomar diversas formas:

Ex: Ela fuma. (sujeito simples, um núcleo)

Ex: João e Maria fumam. (sujeito composto, mais de um núcleo)

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6
Q

❗️Cuidado com essas duas formas do Sujeito Determinado:

Sujeito Oracional e Pronome oblíquo átono com papel de sujeito

A

🔹Sujeito oracional: Em termos simples: É quando uma oração faz o papel de sujeito de outra oração.

Ex: Exportar mais é preciso. (sujeito oracional do verbo “ser” (“é”), “exportar mais”

O núcleo desse
sujeito é o verbo no infinitivo “exportar”. Quando o sujeito é oracional, o verbo fica no singular: [ISTO] é preciso.
IMPORTANTE: nesse último exemplo, temos, então, dois verbos e duas orações.

✅ Passo a passo para identificar o sujeito oracional:

  1. Encontre o verbo principal da oração.

Esse é o verbo que carrega a ação principal da frase (geralmente está conjugado).

  1. Pergunte “quem é que…” ou “o que é que…” realiza a ação principal.

A resposta será o sujeito. Se a resposta for outra oração (ou seja, tiver verbo também), então é um sujeito oracional.

🔸 Pronome oblíquo átono: Em regra, pronomes oblíquos têm função de complemento; contudo, destaco que há um caso especial em que o pronome oblíquo átono (o, a, os, as) pode desempenhar função sintática de sujeito. Isso ocorre quando
tais pronomes ocorrem dentro de um objeto direto oracional dos verbos causativos (deixar, mandar, fazer)
e sensitivos (ver, ouvir, sentir). Vamos entender:

Ex: Eu mandei o menino sair.»_space; Ex: Mandei-o sair.

Com os verbos Deixar, Fazer, Mandar, Ver, Ouvir, Sentir, o pronome oblíquo pode ser sujeito, como nas
sentenças abaixo:

Ex: Deixe-me estudar / Não se deixe aborrecer / Ela o fez desistir / Mandei-a ir embora.

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7
Q

Sujeito Oculto / Elíptico / Desinencial

A

é determinado, pois podemos identificá-lo facilmente pelo contexto ou pela terminação do verbo desinêncial).

Ex: Encontramos mamãe. [-mos>nós])

Ex: É preciso ter cuidado com as plantas. Sem dedicação, não crescem.

Da mesma forma, na oração em que ocorre o verbo “crescem” não há um sujeito expresso. Contudo,
sabemos, pelo contexto, que o sujeito é “plantas”: sem dedicação, “as plantas” não crescem.

Ex: Consultei meus advogados. Disseram que sou culpado.

O sujeito da primeira oração é oculto (“Eu” consultei). Observe que a oração “disseram que sou culpado”
também não traz um sujeito expresso, mas sabemos que o sujeito é “meus advogados”, pelo contexto.

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8
Q

Sujeito indeterminado

Quais os casos em que o sujeito será indeterminado?

A

é aquele que não se pode identificar no
período.

A indeterminação do sujeito pode ocorrer pelo uso de um verbo na 3ª pessoa do plural, com omissão do
agente que pratica a ação verbal:

Ex: Hoje me contaram que você joga futebol muito mal. (quem contou?)

❗️Nem sempre estar na 3 pessoa do plural vai ser sujeito indeterminado, pois o sujeito pode estar inferido no texto.

1 - uso da terceira pessoa do plural.
2- verbo intransitivo/ transitivo indireto/ verbo de ligação. Todos esses + Se.
3- pelo uso do infinitivo impessoal

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9
Q

Indeterminação do sujeito pelo uso da PIS (Partícula de indeterminação do sujeito).

A

O sujeito também pode ser indeterminado pelo uso da estrutura: VTI / VI / VL+SE

Verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação + SE

❗️ “DESPENCA” em prova: “tratar-se de”
(VTI+SE). Essa expressão, quando tem sentido de assunto/referência ou quando funciona como uma espécie
de substituto do verbo “ser”, é sempre invariável, indica sujeito indeterminado.

Ex: Ela recebeu uma herança estranha: trata-se de duas moedas de cobre.

Ex: Não se trata de quem é mais inteligente. Trata-se de quem persiste mais.

❗️ Lembramos que o sujeito não deve ter preposição (“de”, por exemplo) no seu início, dessa forma a
expressão que vem após “tratar-se de” jamais poderá ser um sujeito.

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10
Q

Indeterminação do sujeito pelo uso do Infinitivo Impessoal

A

Por não haver concordância com
nenhuma pessoa, a ação verbal é descrita de maneira vaga, sem revelar o agente que pratica a ação. Veja:

Ex: Praticar esportes regularmente é muito importante. (o agente é genérico, indefinido;

❗️ Se o verbo no infinitivo estiver flexionado, então estará fazendo concordância com um sujeito visível na
sentença. Nesse caso, não há sujeito indeterminado.

Ex: É necessário passarmos por aquele caminho. (Aqui, a flexão do infinitivo “denuncia” o sujeito “nós”; então, nesse caso, temos determinação do agente.)

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11
Q

Sujeito x Referente

A

🔹Sujeito: uma função sintática, tem a ver com o papel funcional e estrutural que um termo (substantivo,
pronome etc.) desempenha na oração.

🔸 Referente é um termo semântico, está relacionado à ideia e ao contexto da frase e não necessariamente
coincide com a função sintática do termo a quem se refere.

❗️Na maior parte dos casos, o sujeito e o referente são iguais. Mas é possível o verbo ter um “sujeito” diferente do seu “referente”. Veja:

Ex: Uma dezena de médicos avaliou o candidato.
(Nessa oração, o verbo “avaliou” concorda no singular com o núcleo do sujeito “dezena”; porém, semanticamente, o referente da ação é “médicos”, pois são os médicos que de fato avaliam).

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12
Q

Oração sem sujeito (Sujeito inexistente)

A

• Formas de orações sem sujeito:

🔹Fenômenos da natureza:

Ex: Choveu ontem.

Ex: Anoiteceu.

🔸Verbos ser/estar/fazer/haver/parecer impessoais com sentido de fenômenos naturais, tempo ou estado.

Ex: Faz 2 anos que não vou à praia.

Ex: Faz frio em Corumbá.

Ex: Há tempos são os jovens que adoecem.

Ex: Está quente aqui.

Ex: Parecia cedo demais.

Ex: São 7 horas da manhã, acorde!

❗️OBS: O caso mais cobrado de oração sem sujeito é o uso do verbo “haver” impessoal (com sentido de
“existir”, “ocorrer” ou “tempo decorrido”)

Ex: “Há pessoas ruins no mundo”.
Ex: “Houve acidentes graves na avenida”.
Ex: “Há dois anos não fumo”.

❗️Por mais que verbos como”haver” e “ter” com sentido de (existir) são impessoais, o Verbo existir vai ao plural e é pessoal (tem sujeito).

✅ Orações como “basta/chega de brigas!”, “era uma vez uma linda princesa” e “dói muito nas minhas
costas, Doutor” também são classificadas como orações sem sujeito.

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13
Q

Objeto Direto

O que é?
Objeto direto oracional?

OBS: já está nos cards em (verbos)

A

Complemento de um verbo transitivo.

✅Dica: pra saber se o verbo pede complemento, pergunte o quê a ele.

Ex: Comprei bombons. (Comprou o quê? Bombons).

• O OD pode ter forma oracional:

Ex: Pedi que me ajudassem logo no início.

(Pediu o quê? Pediu algo. Pediu que o ajudassem. Pediu [ISTO])
Nesse caso, o objeto direto será uma oração subordinada substantiva objetiva direta, ou, em termos mais
simples, um objeto direto oracional.

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14
Q

Objeto direto Pleonástico x Interno, intrínseco, cognato

A

🔹Objeto Direto Pleonástico:
“Pleonástico” remete a ideia de “repetido”. O OD pleonástico é representado por um pronome oblíquo átono que retoma um objeto direto já existente na oração, com finalidade de ênfase.

Ex: Esta moto, comprei-a na promoção.

Ex: Aqueles problemas, já os resolvi.

Ex: Que você era capaz, eu já o sabia.

🔸Objeto Direto Interno, Intrínseco, Cognato:

São objetos diretos que compartilham o mesmo “campo semântico” do verbo. O núcleo do objeto vem
acompanhado de um determinante.

Ex: Eu sempre vivi uma vida de grandes desafios.

Ex: Vamos lutar a boa luta e sangrar o sangue guerreiro.

Ex: Depois da prova, dormi um sono tranquilo.

Ex: Choveu aquela chuvinha leve, uma delícia para estudar.

❗️Observe que, em outros contextos, “dormir”, “viver”, “sangrar” e “chover” são verbos intransitivos, não
pedem nenhum objeto.

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15
Q

Objeto Indireto

O que é?
Também pode ter forma pleonástica?
Pode ser objeto indireto oracional?

A

• É o complemento verbal dos verbos transitivos indiretos. O verbo se liga ao seu objeto indiretamente, por
meio de uma preposição.

Ex: Não dependa de ninguém para estudar. (Quem depende, depende de algo/alguém).

Ex: Aludi ao episódio do acidente. (Quem alude, alude A algo/alguém).

Ex: Concordo com você. (Quem concorda COM algo/alguém).

🔹O objeto indireto também pode ter forma de uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta):

Ex: Nenhum gato gosta de que puxem seu rabo. (oração desenvolvida)

🔸 O objeto indireto também pode vir em forma pleonástica (repetida)

Ex: “Às violetas, não lhes poupei água”.

Ex: “Aos meus amigos, dou-lhes tudo que posso.”

❗️observe no objeto indireto é (lhes)

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16
Q

❗️Objeto direto preposicionado

A

Há casos na língua em que o verbo não pede preposição, mas ela é inserida no complemento direto por motivo de clareza, eufonia ou ênfase.

✅ver exemplos no PDF (pág 17-18)

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17
Q

Complemento Nominal

A

• É complemento de um nome que possua transitividade (substantivo, adjetivo ou advérbio), com preposição.

Parece um objeto indireto, com a diferença de que não completa o sentido de um verbo, mas sim de um
nome.

Ex: Não tenha dependência de ninguém para estudar. (Dependência é um substantivo com transitividade. Quem tem dependência, tem dependência de algo/alguém).

• O complemento nominal (CN) também pode ter forma de uma oração:

Ex: O cão sentia falta de que brincassem com ele.

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18
Q

Adjunto Adnominal

A

•Termo que acompanha substantivos concretos e abstratos para atribuir-lhes características, qualidade ou estado. Os adjuntos adnominais têm função adjetiva, ou seja, modificam termo substantivo.

Os três carros populares do meu pai foram carregados pela chuva.

Adjuntos adnominais : os, três, populares, do meu pai.

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19
Q

Adjunto Adnominal x Complemento Nominal

A

• Principal diferença: adjunto não é exigido, já o CN é obrigatório.

1) CN: se liga a substantivos abstratos, adjetivos e advérbios. AA: só a substantivos concretos e abstratos.

2) o CN deve ser obrigatoriamente preposicionado, já o AA não. Então se não houver preposição, não pode ser CN.

3) Se o nome for concreto, sempre será AA.

4) Se for substantivo abstrato, e a preposição for qualquer uma menos “de” normalmente será CN.

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20
Q

✅ Como matar a questão de Adjunto Adnominal x Complemento nominal

CN e AA, só ficam parecidas em um caso: substantivo abstrato com termo
preposicionado (“de”). Nesse caso, teremos que ver alguns critérios de distinção.

A

✅ 1) primeiro olho se se refere a substantivo, se for concreto é adjunto, se for adjetivo ou advérbio é complemento. Se for sub.abstrato vou pro próximo passo.
2 ) olhar a preposição: não tem preposição é adjunto, se a preposição não for “de” é complemento.
3) olhar se for agente é adjunto, se paciente é complemento.
4) se conseguir trocar por uma palavra (adjetivo) é adjunto, se conseguir trocar por verbo é complemento.

✅ Dica: todos os nomes que são derivados de verbos, precisam de complemento nominal. Ex: testemunha vem de testemunhar, “anunciadora” vem do verbo “anunciar”.

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21
Q

Predicativo do Sujeito

A

É a qualificação/estado/caracterização que se atribui ao sujeito,

normalmente por via de um (verbo de ligação):ser; estar; permanecer; ficar; continuar; tornar-se; andar; virar; continuar.

Vejamos os exemplos
mais comuns e as diversas “formas” como aparecem: (ver no PDF). Pode aparecer na forma de (adjetivo, substantivo, numeral, pronome, predicativo de um sujeito oracional, com locução, preposição)

❗️Não é só verbo de ligação que acompanha predicativo do sujeito! Quando ocorre ao lado de um verbo de “ação”, o predicativo do sujeito indica o “estado/caracterização” do sujeito no momento da prática daquela ação).

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22
Q

Predicativo do Objeto

A

•Qualificação/estado que se atribui ao objeto, por via de alguns verbos específicos (verbos transobjetivos),
aqueles que pedem um objeto + predicativo.

Ex: Julgaram o réu culpado.
Obj. dir.

Ex: O povo elegeu-o senador.
Ex: Achei o filme bacana.
Ex: A bebida torna o homem verdadeiro.

• Embora menos comum, o objeto indireto também pode ter predicativo.

Ex: Chamei ao político de ladrão.

23
Q

Predicativo do objeto x Adjunto Adnominal

A

🔹O predicativo é uma característica atribuída ao ser e não é permanente/inerente (portanto,
é transitória).

Ex: Eu vi a menina muito irritada com sua eliminação. (predicativo do objeto: o sujeito atribuiu o estado de “irritação” à menina, uma característica vista como transitória, é uma “opinião do sujeito
sobre o objeto”)

🔸O adjunto adnominal, por sua vez, é uma característica própria do ser, vista como inerente e definitiva.

Ex: A menina irritada da sala implica com todos. (adjunto adnominal: ela é irritada sempre, a característica é inerente, definitiva; não é atribuída a ela por um sujeito).

✅ Como identificar:

devemos substituir o objeto direto por um pronome (o, a, os , as) e verificar se o termo permanece junto (adjunto) ou se separa do substantivo (predicativo).

Isso também pode ser testado na conversão para a voz
passiva. Veja:

•Predicativo: O adjetivo permanece separado, então é predicativo, que é termo independente.

Ex: Julguei as perguntas complexas.
Ex: Julguei-as complexas.
Ex: as perguntas foram julgadas complexas.

•Adjunto:

Ex: Resolveram as perguntas complexas.
Ex: Resolveram-nas.
Ex: as perguntas complexas foram resolvidas

24
Q

Predicativo do Sujeito x Adjunto Adnominal

A

(predicativo: estados / características transitórias x adjunto: estados / características permanentes).

• O predicativo do sujeito pode
aparecer distante do sujeito, separado por pontuação. O adjunto adnominal deve ficar “junto ao nome”.

Ex: [O menino] chegou desanimado e foi dormir. (predicativo do sujeito) Por fazer parte do sujeito, o adjunto adnominal o acompanha.

✅o predicativo geralmente vem ligado ao sujeito por meio de um “verbo de ligação”.

• Adjunto Adnominal: Se substituirmos por um pronome, o adjunto “some” com o sujeito; teremos: Ele chegou.

25
Tipos de Predicado O que é? Quais os tipos?
•Os termos “essenciais” de uma oração são “sujeito” e “predicado”. Numa oração, tudo que não for o sujeito será o PREDICADO. ❗️Todo predicativo é núcleo do predicado. Todo verbo de ação é núcleo do predicado. •A depender de qual for seu núcleo (parte mais importante), o predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal. 🔹O PREDICADO VERBAL tem como núcleo um verbo nocional (transitivo ou intransitivo), que indica “ação”, “movimento”: correr, falar, pular, beber, sair, morrer, pedir. Ex: João comprou um rifle. (predicado verbal, verbo de ação “comprar”, transitivo direto) 🔸O PREDICADO NOMINAL Tem como núcleo um predicativo (característica) do sujeito. Essa característica vai ser ligada ao sujeito SEMPRE por um verbo de ligação (ser, estar, ficar, permanecer, parecer, continuar, andar...). Teremos a seguinte estrutura: Verbo de Ligação + Predicativo do Sujeito Ex: João parece melancólico. Ex: João tornou-se rancoroso. 🔺O predicado VERBO-NOMINAL Tem dois núcleos: verbo de ação e predicativo. essa estrutura tem duas possibilidades: 1) Verbo de ação intransitivo + Predicativo do sujeito Ex: João saiu triste. Ex: João sorriu descontente. 2) Verbo de ação transitivo + Predicativo do objeto Ex: João achou a menina melancólica.
26
Vocativo
O vocativo é um chamamento, é termo externo, pois se remete ao ouvinte ou leitor. •É isolado na oração, •sempre marcado por vírgulas ou pausas equivalentes. •O vocativo não é considerado um termo interno da oração, pois se refere ao interlocutor. Ex: Paulo, preciso de ajuda aqui! Ex: Mãe, passei para Auditor. Ex: Pela ordem, Meritíssimo, a prova não consta dos autos.
27
Aposto ✅Ver também os tipos de Aposto na página 25, PDF 5
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração, normalmente com uma relação de “equivalência” semântica. 🔹Explicativo: quando amplia, detalha, enumera, resume um termo anterior. 🔸Especificativo: quando especifica o referente dentro de um universo. Não vem isolado por vírgulas. Usado para especificar nomes de livros, séries… Ex: O escritor Machado de Assis é considerado um dos maiores da literatura brasileira. Ex:O presidente Lula fará um pronunciamento hoje. ✅O aposto mais comum em prova é o explicativo, que vem geralmente entre vírgulas, parênteses ou travessões. ❗️Cuidado: a aposto é diferente do adjetivo (AA), pois não traz uma qualidade, traz sim “outra forma” de se referir ao termo. O aposto não tem valor adjetivo. Ex: Jorge, o malandro, ainda é jovem. (substantivo>aposto) Ex: Jorge, malandro, ainda é jovem. (adjetivo>predicativo do sujeito) • Em alguns casos, quando se refere ao sujeito, pode virar o sujeito; quando se refere ao objeto direto, pode virar objeto direto... Ex: Maria, a babá, virou empresária. “a babá” é termo explicativo que vem entre vírgulas e pode substituir o sujeito Maria: A babá virou empresária. É um aposto do sujeito. Ex: Gosto de vários animais - cães, gatos, pássaros. “cães, gatos, pássaros” é termo explicativo e pode substituir o objeto indireto “de vários animais”. ✅ É um termo acessório, se tirar da oração, ela ainda terá sentido. E ele não tem verbo.
28
Adjunto Adverbial
É a função sintática do termo que modifica o verbo, trazendo uma ideia de circunstância, como tempo, modo, causa, meio, lugar, instrumento, motivo, oposição. Ex: Ele morreu por amor. (adjunto adverbial de motivo) ontem. (adjunto adverbial de tempo) de fome. (adjunto adverbial de causa) assim. (adjunto adverbial de modo) aqui. (adjunto adverbial de lugar) só. (adjunto adverbial de modo) ❗️Não é possível listar ou memorizar todas as possibilidades de adjunto adverbial. ✅ Para a prova, se um termo indicar a circunstância de um verbo, especificar a forma como aquele verbo é praticado, teremos um adjunto adverbial. • O adjunto adverbial também pode ser referir a um adjetivo, um advérbio e até a uma oração inteira. • Também pode aparecer na forma de uma oração adverbial, com circunstância de condição, causa, tempo, finalidade etc. Ex: Se eu pudesse, ajudaria. (oração adverbial condicional) Ex: Está tudo molhado, porque choveu muito. (oração adverbial causal) Ex: Quando for nomeado, tudo terá valido a pena. (oração adverbial temporal) Veja que oração adverbial são as (orações subordinadas)
29
Frase, Oração e Período
🔹Frase é qualquer enunciado de sentido completo. Ex: Socorro! / Deus lhe pague / Você está sendo filmado / Morra! • Frase nominal: se não tiver verbo Ex: Que matéria fácil! / Fogo! / Cão Feroz / Arraial do cabo a 50km. •Frase verbal: se tiver verbo, isto é, uma oração. Ex: Comprei um cachimbo. / Ned Stark foi decapitado! 🔸Oração é a frase verbal. A marca da oração é ter verbo. Ex: Cuidado com o cão. 🔺Período é a frase vista como um todo. Na prática, o período é a unidade de texto que vai até uma pontuação definitiva, que exija um recomeço com letras maiúsculas: um ponto final (.), uma exclamação (!), uma reticência (...) ou uma interrogação (?). • Período simples: Um período com somente uma oração e essa oração será chamada de (oração absoluta), pois é uma frase de sentido completo, com verbo e não ligada a nenhuma outra. • Período composto: um período com mais de uma oração e essas orações poderão estar ligadas por coordenação ou subordinação. • O período misto é aquele que tem orações de ambos os tipos, misturadas. Orações coordenadas e subordinadas. ✅ Ver o esquema no PDF ❗️ esse tipo de período é o que mais cai em provas
30
Como contar quantas orações tem em um período e em que casos teremos mais de um verbo e uma única oração?
1) Quando houver locução verbal. 2) Quando tivermos um verbo expletivo, como na expressão: "ser+que": “Minha mãe é que manda na casa” 3) É possível também haver duas orações e um verbo estar implícito. Isso ocorre com as orações comparativas: Trabalho tanto quanto meu concorrente (trabalha). ❌ Cuidado com verbos causativos (deixar, fazer, mandar etc) e sensitivos (ver, ouvir, sentir etc), que formam falsas locuções verbais. As formas “deixe aborrecer”, “fez desistir”, “mandei ir” etc. NÃO SÃO LOCUÇÕES VERBAIS, MAS DUAS ORAÇÕES EM UM PERÍODO COMPOSTO.
31
Orações Coordenadas O que são? Sindéticas e Assindéticas
Na prática, é como se tivéssemos duas orações principais, perfeitas e completas em seu significado. As orações coordenadas podem ser ligadas por conjunções coordenativas. • Sindéticas: Por terem conector (síndeto). As sindéticas podem ser Conclusivas, Explicativas, Aditivas, Adversativas e Alternativas. (Mnemônico C&A). • Assindéticas: As que não trazem conjunção.
32
Orações Subordinadas Substantivas OBS: terão muitas dela
As orações subordinadas são introduzidas por uma conjunção integrante (que/se) e são dependentes sintaticamente da oração principal. São classificadas como substantivas quando exercem uma função sintática típica de substantivo, como (aposto, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e agente da passiva). ✅ As orações subordinadas podem ser substituídas geralmente por "isso, disso, nisso..."
33
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva (Sujeito)
• É quando tem um Sujeito Oracional: quando uma oração subordinada é o sujeito de uma oração principal: Ex: É importante que você estude. ✅ 1) Localize o verbo da oração principal: “é”. 2) pergunte quem?/o que? do verbo “o que é importante? 3) se a resposta for uma oração, então é sujeito oracional. • Muito comum aparecer na forma reduzida de infinitivo. Nas reduzidas, o verbo fica em uma de suas formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio), além de não vir introduzida por uma conjunção. Ex: É importante estudar sempre. ("ISSO" é importante)
34
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
É a oração que faz papel de complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, é um objeto direto oracional. Ex: Disse que ele deveria procurar ajuda. (desenvolvida) Ex: Mandei-o procurar ajuda. (reduzida de infinitivo) ✅ A oração introduzida por conjunção integrante “SE” é normalmente objetiva direta: Ex: Não sei se ele vem.
35
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Funciona como um objeto indireto, mas com forma de oração. Ex: Desconfio de que ela conversa com a tartaruga. (desenvolvida) Ex: Insisti em falar com o médico. (reduzida de infinitivo)
36
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
Funciona semelhantemente a um objeto indireto, mas complementa nomes que têm transitividade. Ex: Tenho desconfiança de que ela conversa com a tartaruga. (desenvolvida) Ex: Tenho receio de falar com o médico. (reduzida de infinitivo) ❗️OBS: Diversos gramáticos entendem que é possível suprimir a preposição que iniciaria uma oração completiva nominal ou objetiva indireta: Ex: “Estava desejoso (de) que ele viesse."
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Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Funciona como um aposto, termo substantivo que nomeia um substantivo ou pronome substantivo e pode substituí-lo sintaticamente: João, o mecânico, cobra caro. >>> O mecânico cobra caro. O “mecânico” é aposto de “João”. •Uma oração também pode funcionar como aposto, essa, então, é nossa oração apositiva. Ex: Tenho um sonho: que eu passe logo no concurso. (desenvolvida) Ex: Tenho um sonho: passar logo no concurso. (reduzida de infinitivo) ✅ Na maioria das vezes vem após dois pontos (:) ou depois de uma vírgula
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Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Funciona como um predicativo, qualidade que se atribui ao sujeito, por via de um verbo de ligação: Ex: A intenção é que eu gabarite a prova. (desenvolvida) Ex: A intenção é gabaritar a prova. (reduzida de infinitivo) ❗️OBS: Não confunda com a “Subjetiva”.Um artigo pode fazer toda a diferença: Certo é que todos querem passar (= Isto é certo – SUBJETIVA) O certo é que todos querem passar (= O certo é Isto - PREDICATIVA) ✅Se houver artigo ou pronome na oração principal, a oração substantiva vai ser classificada como “PREDICATIVA”.
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Oração Subordinada Substantiva de Agente da Passiva
Funciona como um agente da passiva em forma de oração. Ex: As vagas foram conquistadas por quem se preparou. ❗️OBS: veja que não foi introduzida por uma conjunção “que/se”, mas pelo pronome relativo “quem”.
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Orações Subordinadas Substantivas Justapostas
Ocorrem, em geral, nas interrogativas indiretas e são iniciadas por pronomes interrogativos (que, quanto, que, qual) ou advérbios interrogativos (como, onde, quando, por que). São chamadas de "justapostas" porque não são introduzidas por conjunção, mas por pronomes ou advérbios. São apenas orações “postas uma ao lado da outra”, sem uma conjunção que as conecte. Ex: Ignoro [quem/quanto/como/onde/quando/por que economizou] Ignoro [ISTO] Também podem ser introduzidas por pronome indefinido ou advérbio. Veja outros exemplos: Falava a quem quisesse ouvir. Vejo quão felizes são vocês. Descobri quando ele começou a desconfiar.
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Oração Subordinada Adjetiva O que é? Adjetiva explicativa x Restritiva
As orações adjetivas levam esse nome porque equivalem a um (adjetivo) e exercem função sintática de um (adjunto adnominal). Elas se referem a um substantivo antecedente e são introduzidas por um (pronome relativo). Ex: O time vencedor foi vaiado. (“time” é modificado por um adjetivo) Ex: O time que venceu foi vaiado. (“time” é modificado por uma oração adjetiva) 🔹Orações adjetivas explicativas são aquelas que acrescentam uma informação sobre o antecedente, embora já definido, ampliando os dados e detalhes sobre ele. Devem ser isoladas com vírgulas. 🔸Orações adjetivas restritivas particularizam, individualizam um ser em relação a um grupo de possibilidades. Não são marcadas por pontuação. ❗️ IMPORTANTE: A banca sempre pergunta se a retirada das vírgulas vai afetar as relações de sentido. Afeta sim, pois acarreta a passagem de explicativa para restritiva. Ex: Meu filho, que mora em Brasília, toca violão. (explicativa, COM VÍRGULA) Ex: Meu filho que mora em Brasília toca violão. (restritiva, SEM VÍRGULA)
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Orações subordinadas adverbiais Ver no PDF quais são. São as orações com conjunções subordinadas adverbiais
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Orações Desenvolvidas x Orações Reduzidas. Como desenvolver uma na outra?
🔹Desenvolvidas: Terão conjunção integrante, pronome relativo ou conjunções adverbiais. O verbo estará conjugado. 🔸 Reduzidas: não terão esses “conectivos” e os verbos não estarão conjugados, aparecerão em suas formas nominais: infinitivo (comer), particípio (comido) e gerúndio (comendo). Podem vir com preposição, mas não vêm com conjunção nem pronome relativo. ✅ Desenvolver uma oração reduzida é (1) inserir nela uma conjunção (ou pronome relativo) e (2) conjugar seu verbo. Ex: Ao me ver, não me cumprimente! (oração reduzida de infinitivo: sem conjunção; com verbo no infinitivo e com preposição) Ex: Quando me vir, não me cumprimente! (oração desenvolvida, com conjunção temporal “quando”, verbo conjugado no futuro do subjuntivo) ❗️Na conversão, temos que manter o tempo correlato da oração principal e também a voz verbal.
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✅ FICA A DICA: Vejam estruturas clássicas das orações reduzidas, temos:
Ao + infinitivo – Tempo: Ao chegar, avise. A + infinitivo – Condição: A persistirem os sintomas, consulte um médico. Por + Infinitivo – Causa: Por ser muito capacitado, ganhava muito dinheiro. Sem + Infinitivo – Concessão: Sem se preparar, passou no concurso. Sem + Infinitivo – Condição negativa: Sem se preparar, não passará no concurso. ❌ OBS: Nem sempre o sentido de uma oração reduzida é óbvio e indiscutível, de modo que a conversão em oração desenvolvida (e vice-versa) pode ser feita de mais de uma maneira, tudo vai depender do contexto. ❗️ há diversas orações reduzidas fixas, “cristalizadas” na língua, que não conseguimos desenvolver: Ex: Coube-nos pagar a conta. Ex: Não há mais tentar ou negociar agora. Ex: Ele, além de ser bonito, era gentil. Ex: “Em vez de você viver chorando por ele, pense em mim...” Ex: Não faz outra coisa senão estudar.
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Paralelismo O que é? Quais as excessões?
É o uso de estruturas paralelas, simétricas, com estrutura gramatical idêntica ou semelhante. A norma culta recomenda que só devemos coordenar frases que tenham constituintes do mesmo tipo (adjetivo com adjetivo, substantivo com substantivo, termo preposicionado com termo preposicionado, oração desenvolvida com oração desenvolvida...) ❌ erro de paralelismo: Ex: Tenho um primo inteligente e que tem muito dinheiro. Porém, essa oração não foi construída com paralelismo, Temos adjetivo (inteligente) no primeiro item, mas uma oração adjetiva no segundo (que tem muito dinheiro), uma estrutura diferente, assimétrica. ✅ Ajustando o paralelismo, teríamos uma oração com ambos os termos em forma de adjetivo simples: Ex: Tenho um primo inteligente e rico. ❗️Por serem estruturas equivalentes, podemos coordenar sem paralelismo adjetivos e locuções adjetivas e também advérbios e locuções adverbiais. Ex: João é (rude) e (sem paciência). Anda sempre (rapidamente) e (com pressa). ✅ Dica para resolver as questões: 1 marque o conector que aparecer (geralmente é ou/e), agora compare a oração que está antes e a que tá depois dele. Veja o tempo e modo dos verbos pra ver se estão iguais, veja se a oração está reduzida e a outra desenvolvida… 2 veja se o primeiro termo é (adjetivo, substantivo, objeto direto…) depois veja se o segundo é ou não igual)
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Quais os principais elementos (conectivos) que estabelecem relações de paralelismo? E como ficam as Partículas Expletivas nesse tema?
🔹 Os principais elementos coordenativos que estabelecem relações de paralelismo são: • Conectivos aditivos como E, Nem e as Correlações de valor aditivo (não só/somente X...mas/como também Y; tanto X...quanto Y) • ou de valor alternativo (Ou X....Ou Y, Quer X...Quer Y, Seja X...Seja Y): Ex: É necessário que você estude E que você revise. (coordenação paralela de orações) Ex: Não só trabalho, como estudo. (coordenação paralela de orações) 🔸 Partículas “explicativas” como: “isto é”, “ou seja”, “quer dizer” e similares exigem normalmente paralelismo gramatical entre os elementos que coordenam. Ex: João partiu desta para uma melhor, ou seja, morreu.
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Paralelismo Semântico
Se refere à coerência de sentido entre os termos coordenados. Ex: O policial fez duas operações: uma no Morro do Juramento e outra no pulmão. Embora haja paralelismo estrutural, não há paralelismo semântico, pois se coordenam ideias sem relação: uma referência geográfica e um órgão objeto de cirurgia. ❗️POR OUTRO LADO, esse tipo de ruptura semântica pode ser justificado por alguma lógica interna do contexto. Veja os exemplos clássicos de Machado de Assis: “Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.” ❗️❗️os próprios autores que são referência sobre paralelismo declaram abertamente que “o paralelismo não se enquadra em uma norma gramatical rígida”, “não sendo uma operação obrigatória”. “Constitui, na verdade, uma diretriz de ordem estilística – que dá ao enunciado uma certa harmonia...”. Então, o que a banca costuma fazer é apenas perguntar se há paralelismo ou não ou pedir para avaliar possibilidades de reescritura que observem o paralelismo.
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Funções do “Que”, do “Se” e do “Como” Ver no PDF 04 a lista. Não vale a pena decorar, tem que saber pelo contexto
Ver os detalhes para diferencia-los
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Sintaxe Quais são as classificações da palavra “Se” ?
•Pronome apassivador (PA): Acompanha um verbo transitivo direto e indica voz passiva. Ex: Vendem-se casas. •Partícula de indeterminação do sujeito (PIS): Acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação. Ex: Vive-se bem aqui. Ex: Trata-se de uma exceção. Ex: Sempre se está sujeito a erros. •Conjunção integrante: Ex: Não quero saber se ele nasceu pobre. (não quero saber isso; introduz uma oração substantiva objetiva direta) •Conjunção condicional: Ex: Se eu estudar sempre, serei aprovado. •Conjunção causal: Equivale a “já que” e expressa um fato “real”, visto como causa. Ex: “Se você gosta dela, por que não a procura?” (Procuro porque gosto) •Pronome reflexivo: Indica que o agente pratica uma ação em si mesmo. Ex: Minha tia se barbeia. Ex: O menino feriu-se com a faca. Nesse caso, “se” tem função sintática de objeto direto, pois o sujeito e o objeto são a mesma pessoa. Acompanham verbos que indicam ações que podem ser praticadas na própria pessoa ou em outra. •Pronome recíproco: Ex: Irmão e irmã se abraçaram. Nesse caso, equivale a abraçaram um ao outro e o “SE” terá função sintática de objeto direto. •Parte integrante de verbo pronominal (PIV): Ex: Candidatou-se à presidência e se esforçou para ser eleito. Ex: Certifique-se do horário. Ex: Ele sempre se queixa da família. ❗️NÃO CONFUNDA: o “SE” reflexivo com o dos verbos pronominais, em que o “se” é parte integrante do verbo, que não pode ser conjugado sem ele, como atrever-se, alegrar-se, admirar-se, orgulhar-se, levantar-se… ✅ver as dicas no PDF
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Palavra “Como” pode ser de quais classes?
•Interjeição: Ex: Como?! Não acredito no que estou ouvindo! •Verbo: representa a primeira pessoa do singular do verbo “comer”. Ex: Eu não como carne! •Conjunção aditiva: normalmente em “correlações aditivas”: tanto...como; não só...como. Ex: Tanto corro de dia, como nado à noite. Ex: Não só estudo, como reviso diariamente. •Conjunção comparativa: estabelece um paralelo entre qualidades, ações, entidades. Ex: Ele canta como um anjo. Ex: Amou sua mulher como se fosse a última (comparação hipotética). •Conjunção conformativa: indica que um fato ocorre conforme outro. Ex: Como todos sabem, não existe milagre em concurso público. •Conjunção causal: Vem antecipada, antes da oração que indica a consequência. Ex: Como choveu, a rua está toda molhada. (Já que/ porque…) •Pronome relativo: retoma substantivos como “modo”, “maneira”, “forma”, “jeito” etc. Ex: A maneira como você fala magoa as pessoas. Ex: Essa não é a forma como você deve estudar. •Preposição acidental: Normalmente com sentido de (por) ou (na qualidade de). Ex: Ele joga como atacante. Ex: Machado de Assis, como romancista, nunca foi superado. •Advérbio interrogativo: Ex: Como lidar com as críticas desmedidas? (Advérbio interrogativo de modo em interrogativa direta.) Como advérbio, também pode iniciar oração substantiva “justaposta” (posta junto, ao lado), um tipo específico de oração substantiva não introduzida por conjunção integrante. • Advérbio de Intensidade: Ex: Como é grande o meu amor por você. Ex: Ninguém esquece como foi difícil passar. (oração subordinada substantiva objetiva direta) Ex: Descobrimos como eram infelizes os vaidosos. (oração subordinada substantiva objetiva direta) Nesses casos acima, o “como” equivale a “quão” (“quão infelizes”; “quão difícil”), e introduz oração substantiva “justaposta”,
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Próclise, Ênclise e Mesóclise. O que são ? Qual a regra geral? Proibições
•Pronome antes do verbo: Próclise (Hoje me escondi na mata) •Pronome depois do verbo: Ênclise (Escondi-me na mata) •Pronome no meio dos verbos: Mesóclise (Esconder-me -ia na mata) 🔹Regra geral: Palavra invariável (advérbios, conjunções subordinativas, alguns pronomes, palavras negativas…) antes do verbo atrai pronome proclítico. Ex: Quando se precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem. Ex: Embora me dedique à matéria, ainda tenho dificuldades. ❌ Proibições: 1) Iniciar oração com pronome oblíquo átono. Ex: Me empresta um lápis. 2) Colocá-los após futuros. Ex: Emprestarei-te um lápis. ❗️se for colocar no futuro, tem que ser mesóclise. Ex: emprestar-te-ei um lápis. 3) Colocá-los após particípio. Ex: Tinha emprestado-lhe um lápis.
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• Colocação Pronominal Regras Especiais ❗️São regras caso caiam na prova, mas são as regras gerais que são mais importantes.
1) Embora a preferência da língua portuguesa seja a próclise, para verbo no infinitivo e verbos separados por conjunções coordenativas, é livre a posição do pronome, antes ou depois. Ex: Prefiro não te convidar/ convidar-te. Ex: Cheguei ao local e me sentei e preparei-me para a prova. 2) Contudo, alguns conectivos aditivos e alternativos têm próclise recomendada: Ex: Ora me expulsa, ora não me deixa ir embora. Ex: Ricardo não só me incentiva, como também me inspira. Ex: João não respeitou o horário nem se desculpou. 3) Frases optativas (que expressam desejo, apelo, sentimento ), a próclise é obrigatória: Ex: Deus lhe pague. Ex: Bons ventos o levem. 4) Por motivo de eufonia (boa pronúncia), usa-se próclise com formas verbais monossilábicas ou proparoxítonas: Ex: Eu a vi ontem. Ex: Nós lhes obedecíamos por medo. 5) Nas orações subordinadas, se houver um sujeito entre a palavra atrativa e o pronome, entende-se que pode haver “atração remota”, isto é, a força atrativa se mantém e deve haver próclise: Ex: Enquanto protestos violentos se espalham pelas ruas, eu sigo acreditando. Mesmo havendo um termo (protestos violentos ) entre a conjunção temporal enquanto — palavra atrativa — e o verbo, a atração se mantém e ocorre a próclise. ✅A verdade é que, em orações subordinadas, usa-se próclise. 6) Por outro lado, se houver pausa, uma intercalação, esse distanciamento torna possível também a ênclise: Ex: ...Jamais, segundo pensam os economistas, se fizeram tantas despesas desnecessárias. (também caberia ênclise: fizeram-se.) Ex: ...Ele que, ao ver o cachorro brincando, se emocionou muito... (também caberia ênclise: emocionou-se.) 7) Entre a preposição em e o verbo no gerúndio, usa-se próclise: Ex: Em se plantando tudo dá. Ex: Em se tratando de vinhos, ele é uma autoridade.
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(Dica) Colocação Pronominal Quando usar o “lhe”/ o, a, os, as (lo,la, los, las)/ no,na,nos,nas.
1) O USO DO PRONOME OBLÍQUO “LHE” COMO OBJETO INDIRETO. O pronome “lhe” substitui a ele; a ela; a eles; a elas; para ele, para ela... nele, neles... Portanto, não pode ser usado como objeto direto. Os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos podem exercer função de objeto direto ou indireto. ✓ Ex.: Assiste-lhe razão (sentido de pertencer o direito). ✓ Ex.: Entregou-lhe o pacote. ✓ Ex.: Conferiu-lhe os poderes necessários. ❗️ Até mesmo alguns verbos transitivos indiretos não aceitam “lhe” como objeto indireto: Assistir (com sentido de ser espectador); Aspirar (com sentido de almejar); proceder; presidir; recorrer; aludir; anuir. Nesses casos, teremos que usar o pronome oblíquo tônico: a ele(a)(s). Portanto, estão equivocadas expressões como estas abaixo:  Ex.: Quero lhe ver.  Ex.: Comprei o filme, mas não tive tempo para assistir-lhe... 2) Os pronomes o, a, os, as também podem ser objetos. Quando complementam formas verbais terminadas em -r, -s, -z, essa última letra “cai” e “entra” então um “L”. Passam então para a forma: -lo, -la, -los, -las. Ex: revisar + eles = revisá-los ✓ refazer + eles = refazê-los ✓ quis + ele = qui-lo ✓ quis + ela = qui-la ✓ fiz + ele = fi-lo Se ocorrerem após som nasal, teremos o acréscimo de um “N”: -no, -na, -nos, -nas ✓ dão + ele = dão-no ✓ dão + eles = dão-nos ✓ põe + ele = põe-no ✓ põe + eles = põe-nos ✓ vingaram + ela = vingaram-na 3) Sempre que o verbo terminar com uma vogal oral, usa-se (o,a,os,as) Ex: Faça-a agora / venda-os