Qual a ordem natural da organização de uma sentença, que também é chamada de “estrutura base” ou “oração na forma direta”?
A ordem natural da organização de uma sentença na nossa língua é (SuVeCA)
Sujeito + Verbo + Complemento (+ Adjuntos)
Ex: Eu comprei uma bicicleta semana passada
Nós gostamos de comer em rodízios
❗️As vezes esses elementos virão misturados sem ser na ordem acima.
✅ Para organizar uma sentença: ache o verbo, tente colocar a sentença na ordem direta e
procurar o sujeito de cada verbo.
• Termos da Oração
As funções sintáticas (adjunto adnominal (adjetivo), adjunto adverbial, complemento (O.D) também podem aparecer em forma de oração (ou seja, com um verbo, o que chamamos de estrutura oracional)?
Sim!
• Um adjetivo que desempenha função de adjunto adnominal pode aparecer na forma de uma oração adjetiva:
Ex: O menino estudioso passa (adjetivo) / O menino que estuda passa (oração adjetiva)
• Adjunto adverbial pode aparecer na forma de uma oração adverbial.
Ex: Estudo no meu tempo livre (adjunto adverbial) / Estudo quando tenho tempo livre (adjunto
adverbial oracional / oração adverbial)
• Um complemento, por exemplo, pode aparecer na forma de oração:
Ex: Anunciei a chegada do circo (objeto direto) / Anunciei que o circo chegaria (objeto direto oracional)
✅ veja que quando viram oração, é adicionada uma conjunção e um verbo.
Sujeito e Predicado
O que são?
🔹Sujeito: é a entidade sobre a qual se declara algo na oração.
1) é um termo essencial da oração
2)com o qual o verbo geralmente concorda.
3) o sujeito é o termo que “conjuga” o verbo, justifica o verbo estar na primeira pessoa, no singular, no plural etc.
4) O sujeito tem um núcleo, que é o termo central, mais importante.
Normalmente é um (substantivo) ou
(pronome).
Esse núcleo recebe termos que o “especificam”, “delimitam”: são os chamados determinantes
(artigos, numerais, pronomes, adjetivos, locuções adjetivas…)
🔸 Predicado: é geralmente,
a declaração feita a respeito do sujeito.
✅ Dica: como fazer a análise sintática de um período quando o sujeito é muito extenso e cheio de determinantes?
Ex: Aquelas dezenove discutíveis “leis”sobre as quais paira, segundo melhor juízo do operador do direito, suspeita de inconstitucionalidade superveniente supostamente — se tudo der certo — “serão votadas” hoje.
o que será votado? As leis.
Resumindo: para fazer a análise sintática de um período.
1) Localize o verbo.
2) Identifique a pessoa (1ª, eu, nós; 2ª, tu, vós; 3ª, ele(a), eles(a)) e o número do verbo (singular/plural).
3) Localize o sujeito (geralmente, o “quem” do verbo e que com ele concorda em pessoa e número).
Sujeito Determinado
é aquele que está identificado, visível no texto, sabemos exatamente quem está praticando (ou recebendo) a ação verbal. Ele pode tomar diversas formas:
Ex: Ela fuma. (sujeito simples, um núcleo)
Ex: João e Maria fumam. (sujeito composto, mais de um núcleo)
❗️Cuidado com essas duas formas do Sujeito Determinado:
Sujeito Oracional e Pronome oblíquo átono com papel de sujeito
🔹Sujeito oracional: Em termos simples: É quando uma oração faz o papel de sujeito de outra oração.
Ex: Exportar mais é preciso. (sujeito oracional do verbo “ser” (“é”), “exportar mais”
O núcleo desse
sujeito é o verbo no infinitivo “exportar”. Quando o sujeito é oracional, o verbo fica no singular: [ISTO] é preciso.
IMPORTANTE: nesse último exemplo, temos, então, dois verbos e duas orações.
✅ Passo a passo para identificar o sujeito oracional:
Esse é o verbo que carrega a ação principal da frase (geralmente está conjugado).
A resposta será o sujeito. Se a resposta for outra oração (ou seja, tiver verbo também), então é um sujeito oracional.
🔸 Pronome oblíquo átono: Em regra, pronomes oblíquos têm função de complemento; contudo, destaco que há um caso especial em que o pronome oblíquo átono (o, a, os, as) pode desempenhar função sintática de sujeito. Isso ocorre quando
tais pronomes ocorrem dentro de um objeto direto oracional dos verbos causativos (deixar, mandar, fazer)
e sensitivos (ver, ouvir, sentir). Vamos entender:
Ex: Eu mandei o menino sair.»_space; Ex: Mandei-o sair.
Com os verbos Deixar, Fazer, Mandar, Ver, Ouvir, Sentir, o pronome oblíquo pode ser sujeito, como nas
sentenças abaixo:
Ex: Deixe-me estudar / Não se deixe aborrecer / Ela o fez desistir / Mandei-a ir embora.
Sujeito Oculto / Elíptico / Desinencial
é determinado, pois podemos identificá-lo facilmente pelo contexto ou pela terminação do verbo desinêncial).
Ex: Encontramos mamãe. [-mos>nós])
Ex: É preciso ter cuidado com as plantas. Sem dedicação, não crescem.
Da mesma forma, na oração em que ocorre o verbo “crescem” não há um sujeito expresso. Contudo,
sabemos, pelo contexto, que o sujeito é “plantas”: sem dedicação, “as plantas” não crescem.
Ex: Consultei meus advogados. Disseram que sou culpado.
O sujeito da primeira oração é oculto (“Eu” consultei). Observe que a oração “disseram que sou culpado”
também não traz um sujeito expresso, mas sabemos que o sujeito é “meus advogados”, pelo contexto.
Sujeito indeterminado
Quais os casos em que o sujeito será indeterminado?
é aquele que não se pode identificar no
período.
A indeterminação do sujeito pode ocorrer pelo uso de um verbo na 3ª pessoa do plural, com omissão do
agente que pratica a ação verbal:
Ex: Hoje me contaram que você joga futebol muito mal. (quem contou?)
❗️Nem sempre estar na 3 pessoa do plural vai ser sujeito indeterminado, pois o sujeito pode estar inferido no texto.
1 - uso da terceira pessoa do plural.
2- verbo intransitivo/ transitivo indireto/ verbo de ligação. Todos esses + Se.
3- pelo uso do infinitivo impessoal
Indeterminação do sujeito pelo uso da PIS (Partícula de indeterminação do sujeito).
O sujeito também pode ser indeterminado pelo uso da estrutura: VTI / VI / VL+SE
Verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação + SE
❗️ “DESPENCA” em prova: “tratar-se de”
(VTI+SE). Essa expressão, quando tem sentido de assunto/referência ou quando funciona como uma espécie
de substituto do verbo “ser”, é sempre invariável, indica sujeito indeterminado.
Ex: Ela recebeu uma herança estranha: trata-se de duas moedas de cobre.
Ex: Não se trata de quem é mais inteligente. Trata-se de quem persiste mais.
❗️ Lembramos que o sujeito não deve ter preposição (“de”, por exemplo) no seu início, dessa forma a
expressão que vem após “tratar-se de” jamais poderá ser um sujeito.
Indeterminação do sujeito pelo uso do Infinitivo Impessoal
Por não haver concordância com
nenhuma pessoa, a ação verbal é descrita de maneira vaga, sem revelar o agente que pratica a ação. Veja:
Ex: Praticar esportes regularmente é muito importante. (o agente é genérico, indefinido;
❗️ Se o verbo no infinitivo estiver flexionado, então estará fazendo concordância com um sujeito visível na
sentença. Nesse caso, não há sujeito indeterminado.
Ex: É necessário passarmos por aquele caminho. (Aqui, a flexão do infinitivo “denuncia” o sujeito “nós”; então, nesse caso, temos determinação do agente.)
Sujeito x Referente
🔹Sujeito: uma função sintática, tem a ver com o papel funcional e estrutural que um termo (substantivo,
pronome etc.) desempenha na oração.
🔸 Referente é um termo semântico, está relacionado à ideia e ao contexto da frase e não necessariamente
coincide com a função sintática do termo a quem se refere.
❗️Na maior parte dos casos, o sujeito e o referente são iguais. Mas é possível o verbo ter um “sujeito” diferente do seu “referente”. Veja:
Ex: Uma dezena de médicos avaliou o candidato.
(Nessa oração, o verbo “avaliou” concorda no singular com o núcleo do sujeito “dezena”; porém, semanticamente, o referente da ação é “médicos”, pois são os médicos que de fato avaliam).
Oração sem sujeito (Sujeito inexistente)
• Formas de orações sem sujeito:
🔹Fenômenos da natureza:
Ex: Choveu ontem.
Ex: Anoiteceu.
🔸Verbos ser/estar/fazer/haver/parecer impessoais com sentido de fenômenos naturais, tempo ou estado.
Ex: Faz 2 anos que não vou à praia.
Ex: Faz frio em Corumbá.
Ex: Há tempos são os jovens que adoecem.
Ex: Está quente aqui.
Ex: Parecia cedo demais.
Ex: São 7 horas da manhã, acorde!
❗️OBS: O caso mais cobrado de oração sem sujeito é o uso do verbo “haver” impessoal (com sentido de
“existir”, “ocorrer” ou “tempo decorrido”)
Ex: “Há pessoas ruins no mundo”.
Ex: “Houve acidentes graves na avenida”.
Ex: “Há dois anos não fumo”.
❗️Por mais que verbos como”haver” e “ter” com sentido de (existir) são impessoais, o Verbo existir vai ao plural e é pessoal (tem sujeito).
✅ Orações como “basta/chega de brigas!”, “era uma vez uma linda princesa” e “dói muito nas minhas
costas, Doutor” também são classificadas como orações sem sujeito.
Objeto Direto
O que é?
Objeto direto oracional?
OBS: já está nos cards em (verbos)
Complemento de um verbo transitivo.
✅Dica: pra saber se o verbo pede complemento, pergunte o quê a ele.
Ex: Comprei bombons. (Comprou o quê? Bombons).
• O OD pode ter forma oracional:
Ex: Pedi que me ajudassem logo no início.
(Pediu o quê? Pediu algo. Pediu que o ajudassem. Pediu [ISTO])
Nesse caso, o objeto direto será uma oração subordinada substantiva objetiva direta, ou, em termos mais
simples, um objeto direto oracional.
Objeto direto Pleonástico x Interno, intrínseco, cognato
🔹Objeto Direto Pleonástico:
“Pleonástico” remete a ideia de “repetido”. O OD pleonástico é representado por um pronome oblíquo átono que retoma um objeto direto já existente na oração, com finalidade de ênfase.
Ex: Esta moto, comprei-a na promoção.
Ex: Aqueles problemas, já os resolvi.
Ex: Que você era capaz, eu já o sabia.
🔸Objeto Direto Interno, Intrínseco, Cognato:
São objetos diretos que compartilham o mesmo “campo semântico” do verbo. O núcleo do objeto vem
acompanhado de um determinante.
Ex: Eu sempre vivi uma vida de grandes desafios.
Ex: Vamos lutar a boa luta e sangrar o sangue guerreiro.
Ex: Depois da prova, dormi um sono tranquilo.
Ex: Choveu aquela chuvinha leve, uma delícia para estudar.
❗️Observe que, em outros contextos, “dormir”, “viver”, “sangrar” e “chover” são verbos intransitivos, não
pedem nenhum objeto.
Objeto Indireto
O que é?
Também pode ter forma pleonástica?
Pode ser objeto indireto oracional?
• É o complemento verbal dos verbos transitivos indiretos. O verbo se liga ao seu objeto indiretamente, por
meio de uma preposição.
Ex: Não dependa de ninguém para estudar. (Quem depende, depende de algo/alguém).
Ex: Aludi ao episódio do acidente. (Quem alude, alude A algo/alguém).
Ex: Concordo com você. (Quem concorda COM algo/alguém).
🔹O objeto indireto também pode ter forma de uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta):
Ex: Nenhum gato gosta de que puxem seu rabo. (oração desenvolvida)
🔸 O objeto indireto também pode vir em forma pleonástica (repetida)
Ex: “Às violetas, não lhes poupei água”.
Ex: “Aos meus amigos, dou-lhes tudo que posso.”
❗️observe no objeto indireto é (lhes)
❗️Objeto direto preposicionado
Há casos na língua em que o verbo não pede preposição, mas ela é inserida no complemento direto por motivo de clareza, eufonia ou ênfase.
✅ver exemplos no PDF (pág 17-18)
Complemento Nominal
• É complemento de um nome que possua transitividade (substantivo, adjetivo ou advérbio), com preposição.
Parece um objeto indireto, com a diferença de que não completa o sentido de um verbo, mas sim de um
nome.
Ex: Não tenha dependência de ninguém para estudar. (Dependência é um substantivo com transitividade. Quem tem dependência, tem dependência de algo/alguém).
• O complemento nominal (CN) também pode ter forma de uma oração:
Ex: O cão sentia falta de que brincassem com ele.
Adjunto Adnominal
•Termo que acompanha substantivos concretos e abstratos para atribuir-lhes características, qualidade ou estado. Os adjuntos adnominais têm função adjetiva, ou seja, modificam termo substantivo.
Os três carros populares do meu pai foram carregados pela chuva.
Adjuntos adnominais : os, três, populares, do meu pai.
Adjunto Adnominal x Complemento Nominal
• Principal diferença: adjunto não é exigido, já o CN é obrigatório.
1) CN: se liga a substantivos abstratos, adjetivos e advérbios. AA: só a substantivos concretos e abstratos.
2) o CN deve ser obrigatoriamente preposicionado, já o AA não. Então se não houver preposição, não pode ser CN.
3) Se o nome for concreto, sempre será AA.
4) Se for substantivo abstrato, e a preposição for qualquer uma menos “de” normalmente será CN.
✅ Como matar a questão de Adjunto Adnominal x Complemento nominal
CN e AA, só ficam parecidas em um caso: substantivo abstrato com termo
preposicionado (“de”). Nesse caso, teremos que ver alguns critérios de distinção.
✅ 1) primeiro olho se se refere a substantivo, se for concreto é adjunto, se for adjetivo ou advérbio é complemento. Se for sub.abstrato vou pro próximo passo.
2 ) olhar a preposição: não tem preposição é adjunto, se a preposição não for “de” é complemento.
3) olhar se for agente é adjunto, se paciente é complemento.
4) se conseguir trocar por uma palavra (adjetivo) é adjunto, se conseguir trocar por verbo é complemento.
✅ Dica: todos os nomes que são derivados de verbos, precisam de complemento nominal. Ex: testemunha vem de testemunhar, “anunciadora” vem do verbo “anunciar”.
Predicativo do Sujeito
É a qualificação/estado/caracterização que se atribui ao sujeito,
normalmente por via de um (verbo de ligação):ser; estar; permanecer; ficar; continuar; tornar-se; andar; virar; continuar.
Vejamos os exemplos
mais comuns e as diversas “formas” como aparecem: (ver no PDF). Pode aparecer na forma de (adjetivo, substantivo, numeral, pronome, predicativo de um sujeito oracional, com locução, preposição)
❗️Não é só verbo de ligação que acompanha predicativo do sujeito! Quando ocorre ao lado de um verbo de “ação”, o predicativo do sujeito indica o “estado/caracterização” do sujeito no momento da prática daquela ação).
Predicativo do Objeto
•Qualificação/estado que se atribui ao objeto, por via de alguns verbos específicos (verbos transobjetivos),
aqueles que pedem um objeto + predicativo.
Ex: Julgaram o réu culpado.
Obj. dir.
Ex: O povo elegeu-o senador.
Ex: Achei o filme bacana.
Ex: A bebida torna o homem verdadeiro.
• Embora menos comum, o objeto indireto também pode ter predicativo.
Ex: Chamei ao político de ladrão.
Predicativo do objeto x Adjunto Adnominal
🔹O predicativo é uma característica atribuída ao ser e não é permanente/inerente (portanto,
é transitória).
Ex: Eu vi a menina muito irritada com sua eliminação. (predicativo do objeto: o sujeito atribuiu o estado de “irritação” à menina, uma característica vista como transitória, é uma “opinião do sujeito
sobre o objeto”)
🔸O adjunto adnominal, por sua vez, é uma característica própria do ser, vista como inerente e definitiva.
Ex: A menina irritada da sala implica com todos. (adjunto adnominal: ela é irritada sempre, a característica é inerente, definitiva; não é atribuída a ela por um sujeito).
✅ Como identificar:
devemos substituir o objeto direto por um pronome (o, a, os , as) e verificar se o termo permanece junto (adjunto) ou se separa do substantivo (predicativo).
Isso também pode ser testado na conversão para a voz
passiva. Veja:
•Predicativo: O adjetivo permanece separado, então é predicativo, que é termo independente.
Ex: Julguei as perguntas complexas.
Ex: Julguei-as complexas.
Ex: as perguntas foram julgadas complexas.
•Adjunto:
Ex: Resolveram as perguntas complexas.
Ex: Resolveram-nas.
Ex: as perguntas complexas foram resolvidas
Predicativo do Sujeito x Adjunto Adnominal
(predicativo: estados / características transitórias x adjunto: estados / características permanentes).
• O predicativo do sujeito pode
aparecer distante do sujeito, separado por pontuação. O adjunto adnominal deve ficar “junto ao nome”.
Ex: [O menino] chegou desanimado e foi dormir. (predicativo do sujeito) Por fazer parte do sujeito, o adjunto adnominal o acompanha.
✅o predicativo geralmente vem ligado ao sujeito por meio de um “verbo de ligação”.
• Adjunto Adnominal: Se substituirmos por um pronome, o adjunto “some” com o sujeito; teremos: Ele chegou.