tuberculose Flashcards

(65 cards)

1
Q

Agente etiologico

A

a espécie mais importante é a M. tuberculosis, conhecida como bacilo de Koch (BK)

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2
Q

caracteristicas do mycobacterium tuberculosis

A

é fino, ligeiramente curvo e mede de 0,5 a 3 μm. É um
bacilo álcool-ácido resistente (BAAR), aeróbio, com parede celular rica em lipídios (ácidos
micólicos e arabinogalactano), que lhe confere baixa permeabilidade, reduz a efetividade da
maioria dos antibióticos e facilita sua sobrevida nos macrófagos

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3
Q

É mais comum em locais que consomem
leite e derivados não pasteurizados ou não fervidos de rebanho bovino infectado; pessoas que
residem em áreas rurais e profissionais do campo (veterinários, ordenhadores, entre outros).

A

M. bovis

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4
Q

EPIDEMIOLOGIA

A

urbanização crescente e desordenada; desigualdade na distribuição
de renda; moradias precárias e superlotação; insegurança alimentar; baixa escolaridade;
dificuldade de acesso aos serviços públicos.

*** POPULAÇÃO VULNERÁVEL:
HIV
morador de rua
indígenas
presos

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5
Q

FISIOPATOLOGIA

A

a infecção ocorre a partir da inalação de perdigotos contendo bacilos (gotículas de Flugge)
expelidos pela tosse, fala ou espirro da pessoa com tuberculose ativa das vias aéreas
(pulmonar ou laríngea)

têm potencial para alcançar os alvéolos pulmonares, onde poderão ser fagocitados
por macrófagos e, se conseguirem sobreviver, alcançar via sistema linfático os gânglios
regionais.

posteriormente, por via hematogênica, poderão atingir diversos órgãos, produzindo lesões
a distância da via respiratória. Poucas semanas depois, ocorre uma resposta imune específica
mediada por linfócitos que ativa os macrófagos, levando à formação de granulomas com
necrose

A maioria dos indivíduos imunocompetentes consegue deter a multiplicação dos
bacilos no local de inoculação primária com poucos ou nenhum sintoma, havendo resolução
do processo, porém essa lesão pode permanecer por muitos anos com bacilos viáveis e
consideramos esse indivíduo como portador de infecção latente pelo Mtb (ILTB)

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6
Q

quase 90% dos casos de tuberculose são da forma

A

pulmonar

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7
Q

o resultado da infecção em um indivíduo imunocompetente que anteriormente não foi
exposto depende do desenvolvimento da imunidade antimicobacteriana mediada por

A

células T. Essas células T controlam a resposta do hospedeiro às bactérias e também resultam no
desenvolvimento de lesões patológicas, como granulomas caseosos e cavitação

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8
Q

Resumo da fisiopatologia

A
  1. Entrada nos macrófagos: M. tuberculosis entra nos macrófagos por fagocitose
  2. Replicação nos macrófagos: M. tuberculosis inibe a maturação do fagossomo e
    bloqueia a formação do fagolisossomo, possibilitando a replicação descontrolada da
    bactéria dentro da vesícula
  3. Imunidade inata: Essas
    interações iniciam e aumentam as respostas imunes inata e adaptativa a M.
    tuberculosis.
  4. Resposta das células Th1: cerca de 3 semanas após a infecção, ocorre uma resposta
    das células Th1 que ativa os macrófagos, permitindo que eles se tornem bactericidas.
    A resposta é iniciada por antígenos micobacterianos, que entram nos linfonodos de
    drenagem e são apresentados às células T
  5. Ativação dos macrófagos mediada pelas células Th1 e morte das bactérias:
    as células Th1 nos linfonodos e nos pulmões produzem IFN-γ, que é o mediador
    fundamental que ativa os macrófagos e permite que eles controlem a infecção por M.
    tuberculosis. Em primeiro lugar, o IFN-γ estimula a maturação do fagolisossomo nos
    macrófagos infectados, expondo as bactérias a um ambiente ácido oxidante e letal

IFN-γ estimula a produção de NO

o IFN-γ mobiliza os peptídeos
antimicrobianos (defensinas) contra as bactérias

Por fim, o IFN-γ estimula a
autofagia, um processo que sequestra e, em seguida, destroi as organelas danificadas e
as bactérias intracelulares, como M. tuberculosis

  1. Inflamação granulomatosa e dano tecidual: além de estimular os macrófagos a
    matar as micobactérias, a resposta Th1 coordena a formação de granulomas e necrose
    caseosa
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9
Q

maior fator de risco para
a progressão da doença ativa

A

HIV

Outras formas de imunossupressão (glicocorticoides, inibidores do TNF e transplantes)
também estão associadas a aumento do risco, assim como insuficiência renal e desnutrição

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10
Q

3 Tipos de tuberculose pulmonar

A

primária
pós primaria ( secundaria)
miliar

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11
Q

sintomas clássicos:

A

tosse persistente seca ou produtiva, febre vespertina, sudorese noturna
e emagrecimento, podem ocorrer em qualquer das 3 apresentações.

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12
Q

TB pulmonar primária:

A

normalmente ocorre em seguida ao primeiro contato do indivíduo com o bacilo e, por isso,
é mais comum em crianças.
→ manifestações clínicas podem ser insidiosas, com o paciente apresentando-se irritadiço,
com febre baixa, sudorese noturna e inapetência. Nem sempre a tosse está presente. O exame
físico pode ser inexpressivo.

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13
Q

TB pulmonar pós-primária ou secundária:

A

pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum no adolescente e no adulto jovem.
Tem como característica principal a tosse seca ou produtiva

nos casos em que a tosse é produtiva, a expectoração pode ser purulenta ou mucoide, com
ou sem sangue. A febre vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5°C;
sudorese noturna e anorexia são comuns

exame físico: fácies de doença crônica e emagrecimento, embora indivíduos com bom
estado geral e sem perda do apetite também possam ter TB pulmonar. A ausculta pulmonar
pode apresentar diminuição do murmúrio vesicular, sopro anfórico ou mesmo ser normal

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14
Q

TB miliar:

A

aspecto radiológico pulmonar específico, que pode ocorrer tanto na forma primária quanto
na forma secundária da TB. É uma forma grave da doença, que é mais comum em pacientes
imunocomprometidos (pessoas infectadas com HIV em fase avançada de imunossupressão).

a apresentação clínica pode ser aguda ou subaguda, com maior frequência em crianças e
em adultos jovens. De uma forma mais incomum, a TB miliar apresenta-se como doença
crônica (idosos) ou mesmo febre de origem obscura. Os sintomas como febre, astenia,
emagrecimento e tosse ocorrem em 80% dos casos.

exame físico: pode mostrar hepatomegalia (35% dos casos), alterações do sistema nervoso
central (30%) e alterações cutâneas do tipo eritemato-máculo-pápulo-vesiculosas (incomum).

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15
Q

TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR epidemio e quais os 6 tipos

A

as apresentações extrapulmonares da TB têm seus sinais e sintomas dependentes dos
órgãos ou sistemas acometidos. Sua ocorrência aumenta em pacientes coinfectados pelo HIV,

  1. TB pleural:
  2. Empiema pleural tuberculoso:
  3. TB ganglionar periférica:
  4. TB meningoencefálica:
  5. TB pericárdica:
  6. TB óssea:
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16
Q
  1. TB pleural:
A

forma mais comum de TB extrapulmonar em pessoas não infectadas pelo HIV. Ocorre
mais em jovens e cursa com dor torácica do tipo pleurítica

→ a tríade astenia, emagrecimento e anorexia ocorre em 70% dos pacientes, e febre com
tosse seca, em 60%. Eventualmente, simula pneumonia bacteriana aguda. Nos pacientes com
maior tempo de evolução dos sintomas pode ocorrer dispneia

a hemoptise não é uma sintomatologia obrigatoriamente presente

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17
Q

líquido pleural:

A

características de exsudato, predomínio de linfócitos e baixo rendimento
tanto da pesquisa de BAAR (<5%) quanto da cultura (<15%); níveis elevados de adenosina
deaminase (ADA) no líquido pleural têm sido aceitos como critério diagnóstico

pode ter derrame pleural ao raio x

a cultura para TB do escarro induzido é positiva em até 50% dos pacientes

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18
Q
  1. Empiema pleural tuberculoso:
A

consequência da ruptura de uma cavidade tuberculosa para o espaço pleural e, por isso,
além de líquido no espaço pleural, muitas vezes há pneumotórax secundário à fístula
broncopleural

Diferentemente do que ocorre na TB pleural, o rendimento da baciloscopia direta e da cultura
para TB no líquido do empiema tuberculoso é alto

empiema: presença de pus na cavidade pleural

Febre, dor torácica e dispneia estão
presentes na maioria dos casos (febre é o sintoma mais frequente). Prostração, diminuição do
murmúrio vesicular, macicez à percussão do hemitórax afetado compõem o restante do
quadro clínico. No hemograma, o número de leucócitos costuma elevar-se a 15.000, com
desvio para a esquerda.

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19
Q
  1. TB ganglionar periférica:
A

→ forma mais frequente de TB extrapulmonar em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e em
crianças, sendo mais comum abaixo dos 40 anos.

cursa com aumento subagudo, indolor e assimétrico das cadeias ganglionares cervicais
anterior e posterior, além da supraclavicular. Em PVHIV, o acometimento ganglionar tende a
ser bilateral, associado com maior comprometimento do estado gera

diagnóstico: obtido por meio de aspirado por agulha e/ou ressecção ganglionar, para
realização de exames bacteriológicos e histopatológicos.

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20
Q
  1. TB meningoencefálica:
A

responsável por 3% dos casos de TB em pacientes não infectados pelo HIV e por até 10%
em PVHIV. A meningite basal exsudativa é a apresentação clínica mais comum e é mais
frequente em crianças abaixo dos seis anos de idade. Clinicamente, pode ser subaguda ou
crônica (sinais e sintomas com duração superior a quatro semanas).

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21
Q

forma subaguda de TB meningoencefálica

A

cursa com cefaleia holocraniana, irritabilidade, alterações de
comportamento, sonolência, anorexia, vômitos e dor abdominal associados à febre, fotofobia
e rigidez de nuca por tempo superior a duas semanas.

podendo-se evidenciar sinais de hipertensão intracraniana.

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22
Q

forma crônica:

A

o paciente evolui várias semanas com cefaleia, até que o acometimento de
pares cranianos faz o médico suspeitar de meningite crônica. Ocorre doença pulmonar
concomitante em até 59% dos casos.

Outra forma de TB do sistema nervoso central é a forma
localizada (tuberculomas). Nessa apresentação, o quadro clínico é o de um processo
expansivo intracraniano de crescimento lento, com sinais e sintomas de hipertensão
intracraniana

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23
Q
  1. TB pericárdica:
A

tem apresentação clínica subaguda e geralmente não se associa à TB
pulmonar, embora possa ocorrer simultaneamente com a TB pleural. Os principais sintomas
são dor torácica, tosse seca e dispneia. Muitas vezes, a dor não se manifesta como a dor
pericárdica clássica. Pode haver febre, emagrecimento, astenia, tontura, edema de membros
inferiores, dor no hipocôndrio direito (congestão hepática) e aumento do volume abdominal
(ascite). Raramente a TB pericárdica evolui com sinais clínicos de tamponamento cardíaco

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24
Q
  1. TB óssea:
A

mais comum em crianças
ou em pessoas entre a quarta e a quinta década de vida

Atinge mais a coluna vertebral e as
articulações coxofemoral e do joelho, embora possa ocorrer em outros locais

A TB de coluna
(mal de Pott) é responsável por cerca de 1% de todos os casos de TB e até 50% de todos os
casos de TB óssea. Ela afeta mais comumente a coluna torácica baixa e a lombar

seu quadro clínico apresenta-se com a tríade dor lombar, dor à palpação local e sudorese noturna.

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25
INFECÇÃO LATENTE PELO M. TUBERCULOSIS (ILTB):
quando uma pessoa saudável é exposta ao bacilo da TB, tem 30% de chance de infectar-se, dependendo do grau de exposição, da infectividade do caso índice e de fatores imunológicos individuais. As pessoas infectadas, em geral, permanecem saudáveis por muitos anos, com imunidade parcial ao bacilo. (esses indivíduos não apresentam nenhum sintoma e não transmitem a doença, mas são reconhecidos por testes que detectam a imunidade contra o bacilo!) cerca de 5% das pessoas não conseguem impedir a multiplicação dos bacilos e adoecem na sequência da primoinfecção. Outros 5%, apesar de bloquearem a infecção nessa fase, adoecem posteriormente por reativação desses bacilos ou em consequência de exposição a uma nova fonte de infecção. Não há indicação de investigação indiscriminada de ILTB na população geral.
26
diagnóstico pela prova tuberculínica (PT):
utilizada para diagnóstico de ILTB e auxilia no diagnóstico de tuberculose ativa em crianças. Consiste na inoculação intradérmica de um derivado proteico purificado do M. tuberculosis para medir a resposta imune celular a esses antígenos. Brasil: utiliza-se o PPD-RT 23, aplicada via intradérmica no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo, na dose de 0,1 mL, que contém 2 unidades de tuberculina (2UT) leitura da prova tuberculínica: deve ser realizada 48 a 72 horas após a aplicação. Deve-se medir o maior diâmetro transverso da área do endurado palpável, com régua milimetrada transparente. O resultado deve ser registrado em milímetros interpretação: enduração > 5 mm (infectado pelo bacilo da tuberculose) enduração <5 mm (não reator) quando tratar (PT>= 5mm): crianças, PVHIV, contatos adultos e adolescentes, antes de iniciar o uso de inibidores do TNF-alfa, uso de corticosteroides.
27
Tratamento da Infecção Latente pelo M. tuberculosis (ILTB):
regime com isoniazida (H): a H deve ser o esquema preferencial para tratamento da ILTB, considerando a longa experiência da sua utilização no país. dose (adultos e adolescentes): 5 a 10 mg/kg/dia de peso até a dose máxima de 300mg/dia. tempo de tratamento: 6 ou 9 meses regime com rifampicina R: preferencial em indivíduos com mais de 50 anos de idade, crianças (< 10 anos de idade), hepatopatas, contatos de monorresistentes à H e intolerância à H dose (adultos e adolescentes): 10 mg/kg/dia de peso até dose máxima de 600 mg/dia. tempo de tratamento: 4 meses. todos os medicamentos deverão ser administrados em tomada única, preferencialmente em jejum (1 ou 2 horas após o café da manhã); informar que a urina e, eventualmente, outros líquidos orgânicos ficarão alaranjados; o paciente deve passar por consulta médica em intervalos regulares de 30 dias,
28
recém-nascidos expostos a casos de TB pulmonar ou laríngea podem ser infectados pelo M. tuberculosis (MTB) e desenvolver formas graves da doença. Nessas situações, recomenda-se
a prevenção da infecção pelo MTB. O RN não deverá ser vacinado com a BCG ao nascer. Recomenda-se utilizar a isoniazida (H) por 3 meses e, após esse período, faz-se a prova tuberculínica (PT). o tratamento da ILTB reduz o risco de adoecimento por TB ativa. O tratamento da ILTB com H reduz em 60% a 90% esse risco.
29
indicações de tratamento da infecção latente depende:
do resultado da PT, da idade, da probabilidade de ILTB e do risco de adoecimento
30
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: 1. Forma pulmonar:
silicose sarcoidose criptococose neoplasia como cancer de pulmao pneumonia necrotizante
31
DD 2. Forma pleural:
os linfomas representam o principal problema no diagnóstico diferencial na TB pleural,
32
DD 3. Forma ganglionar:
criptococose especialmente em pacientes imunocomprometidos; toxoplasmose e sarcoidose.
33
DD 4. Forma meningoencefálica:
Outras causas de meningite, como neoplasias, sarcoidose e lúpus eritematoso sistêmico O diagnóstico radiológico diferencial inclui a criptococose meníngea, sarcoidose
34
DD 5. Forma osteoarticular:
o principal diferencial deve ser feito com artrite séptica ou osteomielite causadas por outros patógenos como Staphylococcus aureus criptococose histoplasmose etiologias não infecciosas como osteossarcoma, mieloma múltiplo, linfoma não Hodgkin, Doença de Paget e outras neoplasias ósseas.
35
a pesquisa bacteriológica é de fundamental importância em adultos, tanto para
o diagnóstico quanto para o controle de tratamento da TB.
36
Exame microscópico direto (BACILOSCOPIA DIRETA):
a pesquisa do bacilo álcool-ácido resistente (BAAR), pelo método de Ziehl-Nielsen, é a técnica mais utilizada em nosso meio. A baciloscopia do escarro Em crianças, a sensibilidade da baciloscopia é bastante diminuída pela dificuldade de obter uma amostra com boa qualidade.
37
→ indicações de BACILOSCOPIA DIRETA
sintomático respiratório, durante estratégia de busca ativa; em caso de suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar, para acompanhamento e controle de cura em casos pulmonares com confirmação laboratorial.
38
a baciloscopia de escarro deve ser realizada em quantas amostras?
2 amostras: uma por ocasião do primeiro contato com a pessoa que tosse e outra, independentemente do resultado da primeira, no dia seguinte, com a coleta do material sendo feita preferencialmente ao despertar Nos casos em que houver indícios clínicos e radiológicos de suspeita de TB e as duas amostras de diagnóstico apresentarem resultado negativo, podem ser solicitadas amostras adicionais.
39
→ a baciloscopia de outros materiais biológicos também está indicada na suspeição clínica de TB extrapulmonar?
sim
40
o que fecha diagnóstico e autoriza tratamento?
baciloscopia positiva e quadro clínico compatível com TB
41
Diagnóstico de certeza bacteriológica só é obtido com?
cultura (padrão ouro) e/ou testes moleculares!
42
Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB):
está indicado, prioritariamente, para o diagnóstico de tuberculose pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes. teste de amplificação de ácidos nucleicos utilizado para detecção de DNA dos bacilos do complexo M. tuberculosis e triagem de cepas resistentes à rifampicina pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real. O teste apresenta o resultado em aproximadamente 2 horas em ambiente laboratorial, sendo necessária somente uma amostra de escarro. a sensibilidade do TRM-TB em amostras de escarro de adultos é de 90% sendo superior à da baciloscopia; também detecta a resistência à rifampicina, com sensibilidade de 95%
43
indicações de TRM-TB
diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes; diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes de populações de maior vulnerabilidade; diagnóstico de TB extrapulmonar nos materiais biológicos já validados; triagem de resistência à rifampicina nos casos de retratamento; triagem de resistência à rifampicina nos casos com suspeita de falência ao tratamento da TB o TRM-TB pode ser utilizado para diagnóstico de TB extrapulmonar, nas seguintes amostras: líquor, gânglios linfáticos e outros tecidos. Nesses casos, como a sensibilidade é mais baixa que nas amostras pulmonares, o resultado negativo não exclui tuberculose, sendo necessário manter a investigação
44
também pode detectar bacilos mortos ou inviáveis, então não deve ser utilizado para diagnóstico nos casos de retratamento (reingresso após abandono e recidivas). Nesses casos, o diagnóstico da TB deve ser feito com baciloscopia de escarro e cultura para micobactérias, seguida do teste de sensibilidade antimicrobiano (TS) para verificação de resistência aos fármacos, e o TRM-TB poderá ser utilizado apenas para triagem da resistência à rifampicina.
45
todos os exames (baciloscopia, TRM-TB ou cultura) deverão ser realizados, preferencialmente, na mesma amostra de escarro. Caso o volume seja insuficiente, deve-se coletar uma segunda amostra.
46
locais COM acesso ao TRM-TB:
todo caso com diagnóstico de TB por meio de TRM-TB deverá realizar cultura e TS, independentemente de apresentar ou não resistência à rifampicina; todo caso com suspeita de TB com TRM-TB negativo, com persistência do quadro clínico, deverá realizar cultura e TS.
47
locais SEM acesso ao TRM-TB:
o diagnóstico da doença será realizado por meio da baciloscopia, ou seja, será necessária a coleta 2 amostras de escarro. Além disso, a cultura deverá ser realizada independentemente do resultado da baciloscopia para todos os casos com suspeita de TB.
48
Coleta, armazenamento e transporte de amostras de escarro:
qualidade e quantidade da amostra: uma boa amostra de escarro é a que provém da árvore brônquica, obtida após esforço de tosse, e não a que se obtém da faringe ou por aspiração de secreções nasais. O volume ideal é de 5 ml a 10 ml recipiente: o escarro deve ser coletado em potes plásticos descartáveis, com boca larga, transparente, com tampa de rosca local da coleta: as amostras devem ser coletadas em local aberto, de preferência ao ar livre ou em locais que apresentem condições adequadas de biossegurança momento da coleta e número de amostras: o diagnóstico deve ser feito a partir de 1 ou 2 amostras de escarro. Quando na realização de 2 amostras, a 1ª deve ser coletada no momento da consulta, para aproveitar a presença do doente. A 2ª amostra é no dia seguinte, preferencialmente ao despertar (esta geralmente é de melhor qualidade, porque provém das secreções acumuladas na árvore brônquica durante a noite!) conservação e transporte: as amostras clínicas devem ser enviadas e processadas no laboratório imediatamente após a coleta as amostras coletadas na unidade ou no domicílio e conservá-las, sob refrigeração, até no máximo 7 dias após o recebimento. No transporte de amostras, deve-se considerar 3 condições importantes: refrigeração; proteção contra a luz solar; e acondicionamento adequado para que não haja risco de derramamen
49
escarro induzido:
utilizando nebulizador ultrassônico e solução salina hipertônica (5 ml de NaCl 3% a 5%), pode ser usada em pacientes com forte suspeita de TB pulmonar que não conseguem coletar uma amostra adequada de material proveniente da árvore brônquica
50
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Radiografia de tórax:
→ é o de escolha na avaliação inicial e no acompanhamento da TB pulmonar → podem ser observados vários padrões radiológicos sugestivos de atividade de doença, como cavidades, nódulos, consolidações, massas, processo intersticial (miliar), derrame pleural e alargamento de mediastino deve ser solicitada para todo paciente com suspeita clínica de TB pulmonar → o exame radiológico em pacientes com diagnóstico bacteriológico tem como principais objetivos excluir outra doença pulmonar associada, avaliar a extensão do acometimento e sua evolução radiológica durante o tratamento.
51
Tomografia computadorizada de tórax:
mais sensível para demonstrar alterações anatômicas dos órgãos ou tecidos comprometidos e é indicada na suspeita de TB pulmonar quando a radiografia inicial é normal, e na diferenciação com outras doenças torácicas, especialmente em pacientes imunossuprimidos
52
DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO:
a avaliação histológica de fragmento de tecido obtido por biópsia é um método empregado na investigação das formas pulmonares que se apresentam radiologicamente como doença difusa e nas formas extrapulmonares. Assim, a identificação histológica de granuloma com necrose de caseificação é compatível com o diagnóstico de TB TB pleural e empiema pleural: a análise histológica do fragmento de pleura obtido por biopsia identifica o granuloma em cerca de 70% dos casos. A cultura do fragmento + exame histopatológico do fragmento pleural permite o diagnóstico em até 90% dos casos.
53
os medicamentos antiTB, em geral, interferem no
sistema enzimático do bacilo ou bloqueiam a síntese de algum metabólito essencial para o seu crescimento. Os fármacos só atuam quando há atividade metabólica, ou seja, bacilos em estado de latência não são atingidos pelos medicamentos, mas são destruídos pelo sistema imunológico
54
Na lesão pulmonar cavitária, existem condições ideais para a intensa atividade metabólica?
o bacilo é dependente de oxigênio para o seu metabolismo e tem seu comportamento modulado pela concentração do gás no ambiente em que ele se encontra , existem condições ideais para a intensa atividade metabólica e para o crescimento bacilar rápido, como boa oferta de oxigênio, pH neutro e a presença de substâncias nutritivas
55
se o esquema terapêutico é equivocado, realizado de maneira irregular, com doses inadequadas ou interrompido precocemente, o que acontece?
cepas resistentes aos medicamentos podem ser selecionadas, caracterizando a resistência adquirida.
56
a lesão caseosa fechada (granulomas) apresenta pH neutro ou ácido e baixa concentração de oxigênio. Nesses locais, o crescimento bacilar é intermitente. No interior dos macrófagos, onde a concentração de oxigênio é baixa, o pH é ácido e, com a ação dos mecanismos de defesa celulares, a multiplicação bacilar é?
Lenta
57
Esses bacilos de crescimento lento ou intermitente são denominados
latentes ou persistentes, responsáveis pelas recidivas da doença. Por conta da existência dessas populações bacilares, o tratamento da TB deve ser feito por tempo prolongado
58
na população intramacrofágica, agem os fármacos que melhor se difundem no meio intracelular e em pH ácido:
rifampicina, pirazinamida e etambutol
59
nas lesões caseosas fechadas, o fármaco mais efetivo é a
rifampicina, sendo a ação da isoniazida mais lenta e demorada;
60
o esquema terapêutico antiTB, para ser mais efetivo, deve atender a 3 grandes objetivos:
Ter atividade bactericida precoce: capacidade de matar a maior quantidade de bacilos, o mais rapidamente possível Prevenir a emergência de bacilos resistentes:é necessária a utilização de esquemas terapêuticos com associação de diferentes medicamentos que agirão sobre os bacilos sensíveis e nas diversas populações de bacilos naturalmente resistentes Ter atividade esterilizante: capacidade de eliminar todos os bacilos presentes no indivíduo
61
Medicamentos com maior atividade bactericida precoce:
isoniazida, estreptomicina e rifampicina.
62
Fases do tratamento e objetivo
Fase intensiva: tem o objetivo de reduzir rapidamente a população bacilar e a eliminação dos bacilos com resistência natural a algum medicamento Fase de manutenção: tem o objetivo de eliminar os bacilos latentes ou persistentes e a redução da possibilidade de recidiva da doença.
63
Esquema Básico para o tratamento de adultos e adolescentes: indicações:
casos novos de tuberculose ou retratamento (recidiva e reingresso após abandono que apresentem doença ativa) em adultos e adolescentes; todas as apresentações clínicas (pulmonares e extrapulmonares), exceto a forma meningoencefálica e osteoarticular.
64
Esquema Básico para o tratamento de adultos e adolescentes:
65