Episclerite
Processo inflamatório ao nível da episclera - unilateral, circunscrito/segmentar, simples ou nodular, agudo e autolimitado.
Etiologia
- Idiopática - mais frequente
- Associada a patologia sistémica – doenças do
colagénio (mais frequentemente associada a
episclerite nodular), gota, atopia.
- Infecciosa – Herpes zoster (entre outros).
Sintomas • Olho vermelho • Dor ocular • Epífora • SEM ALTERAÇÕES VISUAIS
DX:
instilação de fenilefrina, observa-se vasoconstrição com diminuição da hiperemia na episclerite (o que não acontece normalmente na esclerite)
TTO
Leve - lagrima artificial
Moderado a grave - AINES tópicos ou sistémicos
Esclerite
Ant / Post
Ant:
Não necrotizante - nodular, difusa;
Necrotizante - com/sem inflamação (eslceromalacia perforans)
Post
Esclerite
Uveíte anterior
Iris - irite
Corpo ciliar - iridocilite
Etiologia:
Clínica: Hiperemia ciliar Fenómeno de flair e Tyndall Hipópion - acumulação de exsudado e sedimentação de células inflamatórias na câmara anterior (asséptico), causada pelo aumento da permeabilidade vascular (decorrente do processo inflamatório). Pode ser acompanhada de hemorragia (hifema) em infecções virais.
Dx:
FUNDOSCOPOIO - LEUCÓCITOS NA CAMARA ANT; PROTEÍNAS NO HUMOR AQUOSO
TTO:
• Anti-inflamatórios, esteróides ou não-esteróides,
• Cicloplégicos (causam repouso do músculo ciliar diminuindo a dor e provocam
midríase libertando as sinéquias)
• Terapêutica dirigida ao agente desencadeante/patologia de base.
Uveíte anterior
Não granulomatosa
Granulomatosa
Não granulomatosa - precipitados discretos, associado a vírus e HLA-B27
Granulomatosa - gordura de carneiro
Uveíte anterior
Principais etiologias
Principais etiologias
- Idiopática,
- Associada com o HLA-B27: espondilite anquilosante, síndrome de Reiter, doença
inflamatória intestinal, artrite psoriática.
- Autoimune não associada a HLA-B27:Artrite reumatóide, artrite idiopática juvenil, Behçet
- Infecciosa: Viral (Herpes, CMV..), toxoplasmose, tuberculose, sífilis, lyme, lepra ́ -
Outras: Sarcoidose, induzida pelo cristalino
Uveíte intermédia
etiologia
oftalmoscopia
tto
As principais etiologias:
- Pars planite idiopática (>70%) – Caracterizada pela presença de exsudados brancos sobre a pars plana ou ora serrata
Pars planite - Outras: Sarcoidose, Esclerose múltipla, Lyme, Sifilis, Toxocariase.
Sintomas
• Miodesópsias
• Diminuição da acuidade visual
• Raramente é acompanhado de dor
Na oftalmoscopia identificamos
• Vitreo turvo (com células em suspensão)
• Por vezes, material exsudativo ao nível da ora serrata
Terapêutica
• Corticoterapia tópica e injecção subtenoniana. Eventualmente pode ser necessária corticoterapia sistémica
• Vitrectomia em alguns casos
Uveíte post NÃO TEM DOR, porque a coróide não é enervada sensorialmente
.
Uveíte posterior
Inflamação do vítreo (vitrite); coróide (coroidite), retina (retinite, coroiretinite)
Na oftalmoscopia
• Vitreo turvo (com células em suspensão)
• Lesões inflamatórias retinianas ou coroideias (na fase aguda, tipicamente lesões amareladas focais ou múltiplas)
• Vasculite
• Possível edema macular
As principais etiologias são:
- Causas infecciosas: Toxoplasmose, toxocariase, tuberculose, sífilis, bartonela, histoplasmose, viral (Herpes simples, Varicela zoster, cytomegalovirus [CMV], HIV), - Causas não infecciosas: epiteliopatia pigmentar placoide multifocal posterior aguda, síndrome de manchas brancas múltiplas evanescentes, coroidite multifocal, sarcoidose (entre outras)
Tratamento
Antibióticos ou esteróides (dependendo da etiologia).
Panuveíte
Inflamação generalizada da câmara ant, vítreo e seg posterior
Etiologias
tuberculose, o síndrome de vogt-kayanagi-harada, oftalmia simpática, doença de Behçet
Ptose
• Etiologia: miogénica, aponevrótica,
neurogénica, mecânica, traumática ou pseudoptose
.
Apesar da maioria das ptoses ter uma etiologia benigna, 5 causas devem ser excluídas:
• Síndrome de Horner - acompanhado de miose e anidrose ipsilateral
• Paralisia de 3opar – acompanhada de diplopia binocular e possível midríase
(dependendo do nível de envolvimento do nervo)
• Oftalmoplegia externa progressiva crónica – ptose bilateral progressiva
acompanhada de limitação dos movimentos oculares
Lagoftalmos
Encerramento palpebral incompleto
Etiologia
- Paralisia do nervo facial2 que pode ser devida a trauma, acidente cerebrovascular,
paralisia de Bell, tumor, infeccioso ou síndrome de Möbius.
- Compromisso palpebral por cicatrização, cirurgia prévia, proptose ou enoftalmos.
Sintomas
• Sensação de corpo estranho/dor – frequentemente com agravamento matinal por exposição corneana nocturna
• Aumento do lacrimejo (reflexo)
• Visão turva – por instabilidade do filme lacrimal
O grau de lagoftalmos (em mm), a força de encerramento, a frequência de pestanejo espontânea, e ter em atenção que apesar de alguns doentes terem encerramento palpebral forçado e espontâneo mantido, podem ter um encerramento nocturno incompleto. Devem ser testados os pares craniano e o fenómeno de Bell3 e a córnea deve ser cuidadosamente inspeccionada de forma a excluir queratopatia.
Tratamento
Ectrópion
Pálpebra invertida
Classificado em:
Sintomas: encerramento incompleto da pálpebra levando a sintomas semelhantes ao lagoftalmos.
Tratamento
Médico: Tratamento da patologia de base e lubrificação Cirúrgico
Entrópion
Pálpebra invertida
Pode ser classificado em: - Congénito - Senil - Espástico - Cicatricial. O contacto constante dos cílios contra o globo representa uma forma permanente de sensação de corpo estranho que pode originar um blefarospasmo4. O contacto dos cílios com a córnea pode resultar em queratopatia, com adelgaçamento corneano e possível infecção.
Sintomas
• Sensação de corpo estranho
• Dor (se lesão da córnea)
• Lacrimejo
Tratamento
• Tratamento da patologia de base (em particular nos casos de entrópion espástico com componente de blefarospasmo)
• Na maioria das situações é cirúrgico