Qual a definição atual de choque?
Síndrome de insuficiência circulatória aguda com má distribuição do fluxo sanguíneo, resultando em falência de oferta/utilização de oxigênio pelos tecidos.
Choque é sempre acompanhado de hipotensão?
Não necessariamente – pode haver hipoperfusão mesmo sem queda da PA.
Quais são as consequências principais da perfusão inadequada?
Hipóxia celular, baixa oferta de nutrientes, acúmulo de substâncias tóxicas, ativação de mecanismos inflamatórios, redução de defesas do hospedeiro.
O que ocorre na hipóxia celular do choque?
Alteração da bomba Na/K, edema celular, desregulação do pH intracelular.
O que ocorre quando o choque não é interrompido?
Hipóxia irreversível → morte celular → falência orgânica múltipla → morte.
Qual marcador laboratorial é importante na avaliação do déficit de oxigênio?
Lactato sérico.
O que determina a perfusão tecidual?
Débito cardíaco (FC x volume sistólico) e resistência vascular sistêmica.
Como se calcula a oferta de oxigênio (DO₂)?
Débito cardíaco × conteúdo arterial de O₂.
Como o corpo redistribui o fluxo sanguíneo no choque?
Preserva órgãos centrais e reduz fluxo periférico (vasoconstrição).
Qual sistema é ativado pela redução do fluxo renal no choque?
Sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Quais os principais efeitos do choque sobre o coração?
Depressão miocárdica, edema, isquemia.
Qual a principal complicação renal do choque?
IRA por isquemia e necrose tubular, levando a oligúria e retenção de escórias.
Quais efeitos respiratórios podem ocorrer no choque?
Hiperventilação precoce, hipoxemia, alcalose respiratória, SARA.
Quais alterações hepáticas podem ocorrer no choque?
Necrose centrolobular, aumento de enzimas e bilirrubina.
Qual complicação gastrointestinal grave pode ocorrer no choque?
Translocação bacteriana → endotoxemia → irreversibilidade.
Quando o cérebro costuma ser afetado no choque?
Em fases graves/tardias – de alteração de memória até coma.
Qual alteração hematológica ocorre no choque?
Lentificação microcirculatória, disfunção plaquetária/leucocitária, microtrombos, hiperfibrinólise.
Quais são os 4 tipos principais de choque?
Hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo, distributivo.
Qual o mecanismo do choque hipovolêmico e exemplo?
Redução do volume intravascular – hemorragia, diarreia, vômitos.
Qual o mecanismo do choque cardiogênico e exemplo?
Redução do débito cardíaco por falha de bomba – IAM, valvulopatia, arritmias.
Qual o mecanismo do choque obstrutivo e exemplo?
Obstrução extracardíaca + falência do VD – TEP, tamponamento cardíaco.
Qual o mecanismo do choque distributivo e exemplo?
Vasodilatação sistêmica – sepse, anafilaxia, crise adrenal, pancreatite.
Quais ferramentas são fundamentais para diferenciar tipos de choque?
Anamnese, exame físico, exames laboratoriais (hemograma, bioquímica, lactato, gasometria), exames de imagem (Rx, FAST, TC).
Quais sinais vitais devem ser monitorados continuamente no choque?
PA, FC, FR, SpO₂, temperatura, dor, diurese.