DRC na APS Flashcards

(37 cards)

1
Q

Quais são as principais causas de DRC no adulto?

A

Hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) são as causas mais frequentes.

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2
Q

O que é necessário para diagnosticar DRC?

A

Alteração persistente da função renal (eGFR <60 mL/min/1,73m²) ou lesão renal (por ex. albuminúria) por ≥3 meses.

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3
Q

Qual exame é o mais prático para rastrear função renal na APS?

A

Creatinina sérica com cálculo do eGFR (CKD-EPI) é o exame de escolha para rastreio.

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4
Q

Em quem recomendar rastreio anual de função renal?

A

Pessoas com HAS, DM, HIV, LES, doença cardiovascular estabelecida e história familiar de DRC estágio V.

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5
Q

Por que a ureia não é ideal para rastreio de DRC?

A

A ureia é menos sensível e é influenciada por dieta e catabolismo; creatinina/eGFR são melhores para rastreio.

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6
Q

O que indica microalbuminúria relevante?

A

Relação albumina/creatinina (RAC) >30 mg/g em amostra de urina, persistente por ≥3 meses, indica lesão renal.

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7
Q

Como a hematúria glomerular costuma se manifestar no sedimento?

A

Eritrócitos dismórficos e/ou cilindros hemáticos (sugerem origem glomerular).

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8
Q

Quando a ultrassonografia renal é indicada?

A

Se progressão rápida da doença, hematúria macroscópica persistente ou suspeita de obstrução urinária/alteração anatômica.

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9
Q

Qual a classificação de estágios da DRC por eGFR (simplificada)?

A

Estágio 1: eGFR ≥90; 2: 60–89; 3A: 45–59; 3B: 30–44; 4: 15–29; 5: <15 mL/min/1,73m².

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10
Q

O que define DRC estágio 3A e por que é importante?

A

eGFR 45–59 mL/min/1,73m²; marca o início de seguimento mais atento (monitorização de anemia, eletrólitos, mineralogia óssea).

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11
Q

Com que frequência monitorar exames em DRC estágio 3A?

A

Semestralmente: hemograma, creatinina/eGFR, EAS, potássio, fósforo, cálcio, PTH e vitamina D (ajustar conforme clínica).

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12
Q

Como muda o seguimento no estágio 3B?

A

eGFR 30–44: solicitar os mesmos exames trimestralmente e encaminhar ao nefrologista se alterações persistentes ou progressão.

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13
Q

O que caracteriza estágio 4 e qual a conduta usual?

A

eGFR 15–29: maior risco de complicações (acidose, hipercalemia) — orientar dieta proteica moderada, acompanhar de perto e encaminhar ao nefro.

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14
Q

Quando considerar indicação de diálise (estágio 5)?

A

eGFR <15 mL/min/1,73m² ou sintomas/complicações uremicas que justifiquem início de terapia renal substitutiva em conjunto com nefrologista.

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15
Q

Qual alvo pressórico recomendado na DRC em APS?

A

Manter PA <140/90 mmHg; metas mais baixas podem ser definidas pelo nefrologista dependendo do paciente.

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16
Q

Quais classes anti-hipertensivas têm efeito nefroprotetor e são preferidas na proteinúria?

A

IECA e BRA reduzem proteinúria e são preferidos para nefroproteção quando não contraindicados.

17
Q

O que monitorar ao iniciar ou otimizar IECA/BRA?

A

Verificar creatinina e potássio em 2–4 semanas; não aumentar dose se potássio >5,5 mmol/L ou elevação da creatinina muito acentuada.

18
Q

Quando não iniciar ou aumentar IECA/BRA?

A

Se potássio sérico >5,5 mmol/L ou hipovolemia severa; suspender se hipercalemia persistente não controlada.

19
Q

Quando usar diurético tiazídico na DRC?

A

Tiazídicos (ex.: hidroclorotiazida) podem ser usados se eGFR ≥45 mL/min; sua eficácia cai em disfunção mais grave.

20
Q

Qual diurético escolher quando há retenção volêmica na DRC?

A

Diuréticos de alça (furosemida) são preferidos em eGFR reduzido; doses elevadas podem precisar ser fracionadas ao longo do dia.

21
Q

Quais anti-hipertensivos não precisam de ajuste com função renal?

A

Nifedipino e amlodipino (bloqueadores de canal de cálcio) tipicamente não requerem ajuste por eGFR.

22
Q

O que fazer com espironolactona na DRC em APS?

A

Evitar ou usar com cautela na APS devido ao alto risco de hipercalemia; preferir avaliação nefrológica antes de iniciar.

23
Q

Como ajustar metformina na DRC?

A

Metformina é contraindicada se eGFR <30 mL/min; se eGFR 30–44, considerar reduzir dose pela metade e monitorar função renal.

24
Q

O que fazer com sulfonilureias (ex.: glibenclamida) na DRC?

A

Glibenclamida deve ser evitada se eGFR <30 mL/min devido ao risco de hipoglicemia prolongada.

25
Como a terapia com insulina muda na DRC?
Risco de hipoglicemia aumenta; muitas vezes é necessário reduzir doses e monitorar glicemias com frequência.
26
Qual papel da dapagliflozina (SGLT2) na DRC?
SGLT2 (ex.: dapagliflozina) tem benefício nefroprotetor e pode ser considerada conforme eGFR e indicação — seguir diretrizes e avaliar indicação individual.
27
Como a DRC influencia a interpretação da HbA1c?
A HbA1c pode ficar imprecisa em estágios avançados (ex.: estágio IV/V) devido a alterações do turnover de hemácias e anemia.
28
Por que a DRC é considerada de alto risco cardiovascular?
DRC promove aterosclerose, dislipidemia e inflamação crônica; pacientes têm maior risco de eventos cardiovasculares.
29
Como tratar dislipidemia na DRC?
Estatinas são indicadas; atorvastatina geralmente não requer ajuste; rosuvastatina dose máxima 10 mg se eGFR <30 mL/min; evitar iniciar em pacientes em diálise conforme avaliação.
30
Como avaliar e tratar anemia na DRC na APS?
Alvo Hb 10–12 g/dL; iniciar reposição de ferro oral (ex.: equivalente a ~200 mg de ferro elementar em 2–3 tomadas) e avaliar resposta; encaminhar ao nefro se refratária para considerar eritropoietina.
31
Quais metas laboratoriais de ferro na DRC antes de eritropoietina?
Ferritina >100 ng/mL e saturação de transferrina (TSAT) >20% são metas antes de considerar eritropoietina.
32
Como avaliar e manejar hipercalemia em DRC na APS?
Rever medicações que elevam K+ (IECA/BRA/espironolactona), orientar dieta com baixo potássio, usar diuréticos se apropriado; potássio 6–6,5 mmol/L exige ação intensiva; >6,5 mmol/L encaminhar à urgência.
33
Quando suspender IECA/BRA por hipercalemia?
Se potássio persistentemente em 6–6,5 mmol/L ou se permanecer elevado apesar de medidas terapêuticas, suspender IECA/BRA e reavaliar com nefrologista.
34
O que caracteriza perda rápida da função renal?
Queda do eGFR de ~10–20 mL/min por ano sugere perda rápida de função renal; perda lenta é <2 mL/min por ano.
35
Quando encaminhar ao nefrologista?
Progressão de eGFR (queda rápida), estágio 3B com alterações persistentes, estágio 4, estágio 5, proteinúria importante ou anemia refratária/hipercalemia grave.
36
Quais exames iniciais recomendados no rastreio de DRC além da creatinina?
Relação albumina/creatinina na urina (RAC), EAS, hemograma, potássio, fósforo, cálcio, PTH, vitamina D e sorologias conforme contexto (HIV, hepatites, VDRL).
37
Qual o papel do controle dos fatores de risco na APS para pacientes com DRC?
Controle rigoroso de PA, glicemia, cessação tabágica, controle lipídico, ajustes de medicação e dieta retardam progressão e reduzem risco cardiovascular.