Quais os valores de prolactina que sugerem prolactinoma?
PRL >100 ng/mL → forte suspeita; >200 ng/mL → praticamente diagnóstico. Valores <100 exigem investigação de causas secundárias.
Quais exames devem ser feitos na suspeita de prolactinoma?
Confirmar PRL elevada, excluir causas secundárias (TSH, creatinina, β-hCG, fármacos) e fazer RM de sela túrcica com contraste.
Quais são as principais causas não tumorais de hiperprolactinemia?
Gravidez, hipotireoidismo primário (↑TRH), insuficiência renal, fármacos dopaminérgicos, macroprolactina, estresse.
Qual é o tratamento de escolha para prolactinoma?
Agonista dopaminérgico — Cabergolina é a droga preferida (melhor eficácia e tolerância); Bromocriptina se gestante ou intolerância.
Como manejar o prolactinoma na gestação?
Suspender Cabergolina ao confirmar gestação (microadenoma). Manter apenas se macroadenoma com risco compressivo; realizar RM se sintomas visuais.
Quais sao as drogas relacionadas à hiperprolactinemia?
Antipsicóticos
Anti-depressivos triciclicos
Metoclopramida
Verapamil
Opioides
Quando o tratamento da hiperprolactinemia é sempre indicado?
Em casos de sintomas clínicos, macroprolactinoma, compressão quiasmática, desejo gestacional ou hipogonadismo.
Quando é aceitável apenas observar casos de hiperprolactinemia sem tratar?
Microprolactinoma assintomático (<10 mm), PRL estável e função gonadal normal; também em pós-menopausa assintomática.
Qual é o objetivo do tratamento medicamentoso da hiperprolactinemia?
Normalizar PRL, restaurar função gonadal e reduzir volume tumoral (melhora visual e reprodutiva).
Qual droga é preferida para o tratamento de hiperprolactinemia e por quê?
Cabergolina — maior eficácia (reduz PRL em 90%, tumor em até 80%) e menos efeitos adversos que Bromocriptina.
Quando considerar cirurgia transesfenoidal em casos de prolactinomas?
Se intolerância ou resistência ao agonista dopaminérgico, compressão sem resposta clínica ou apoplexia hipofisária.
Qual é a principal diferença clínica entre as vias oral e transdérmica da TRH?
A via oral sofre metabolismo hepático de primeira passagem → ↑ fatores de coagulação e triglicerídeos (↑ risco de TEV e AVC). A via transdérmica evita esse efeito, sendo menos trombogênica.
Quando a via transdérmica é preferida em relação à oral?
Em mulheres com risco cardiovascular leve/moderado, obesidade, tabagismo leve, hipertensão controlada ou dislipidemia — reduz risco trombótico e metabólico.
A via vaginal é segura em mulheres com contraindicação à TRH sistêmica?
Sim ✅ — o estrogênio vaginal em baixa dose tem absorção mínima e não aumenta risco trombótico nem cardiovascular. Indicado para atrofia urogenital e dispareunia.
Quais contraindicações permanecem para todas as vias de estrogênio?
Câncer de mama atual ou prévio, câncer de endométrio não tratado, sangramento vaginal não esclarecido, TEV prévio, AVC ou IAM recente, e doença hepática grave ativa.
Qual via é mais trombogênica e deve ser evitada em risco cardiovascular elevado?
A via oral é a mais trombogênica por estimular síntese hepática de fatores de coagulação; deve ser evitada em pacientes com TEV prévio, trombofilias ou alto risco cardiovascular.