Hanseniase Flashcards

(60 cards)

1
Q

Paciente de 32 anos apresenta mancha hipocrômica única no braço, com diminuição apenas da sensibilidade térmica. Qual a forma clínica mais provável?

A

Hanseníase indeterminada

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2
Q

Homem relata convívio diário e prolongado com tio não tratado, baciloscopia positiva. Após 7 anos, desenvolve parestesia em antebraço. Qual o principal mecanismo de transmissão?

A

Inalação de aerossóis das vias aéreas superiores de doente multibacilar não tratado.

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3
Q

Por que o M. leprae tem tropismo por nervos periféricos?

A

Afinidade do PGL-1 pela laminina da membrana basal das células de Schwann.

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4
Q

Paciente apresenta dor no nervo fibular comum, espessado à palpação. Não há lesões múltiplas. Qual o primeiro tipo de sensibilidade que se perde?

A

Sensibilidade térmica.

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5
Q

Quais são as três sensibilidades testadas no diagnóstico clínico?

A

Térmica, dolorosa e tátil.

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6
Q

Paciente de 18 anos com nódulos subcutâneos indolores e diminuição de suor no local das lesões. A anidrose local é causada por quê?

A

Acometimento neural autonômico que reduz sudorese.

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7
Q

Qual característica da multiplicação do M. leprae influencia a evolução lenta da doença?

A

Tempo de duplicação de 11–16 dias.

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8
Q

Homem de 60 anos apresenta infiltração difusa, rinite crônica e entupimento nasal. Qual forma clínica explica o comprometimento nasal importante?

A

Hanseníase virchoviana (gosto por áreas frias).

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9
Q

O que significa “alta infectividade e baixa patogenicidade” do M. leprae?

A

Muitos se infectam, poucos adoecem (5–10%).

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10
Q

Mulher com convivência com pai MB não tratado. Nunca apresentou lesões. Qual o principal fator protetor natural?

A

Fator N (resistência natural ao M. leprae).

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11
Q

O que são estados reacionais na hanseníase?

A

Episódios inflamatórios agudos imunomediados (cutâneos/neurológicos), comuns em multibacilares, que aumentam risco de sequelas e exigem tratamento imediato.

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12
Q

Paciente com quadro sistêmico: febre, linfonodomegalia e nódulos dolorosos de aparecimento súbito. Qual fenômeno está ocorrendo?

A

Estado reacional

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13
Q

A baciloscopia é mais útil em qual tipo clínico?

A

Hanseníase virchoviana e dimorfa (formas multibacilares).

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14
Q

Paciente com 3 manchas hipocrômicas e perda de sensibilidade térmica e tátil, sem infiltração. Essa forma é paucibacilar ou multibacilar?

A

Paucibacilar (≤5 lesões)

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15
Q

Por que a baciloscopia pode ser negativa mesmo em doentes?

A

Dificuldades técnicas de coleta/coloração e baixa sensibilidade em formas paucibacilares.

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16
Q

Paciente com sensação de areia nos olhos, ressecamento e baixa sensibilidade na região supraorbital. Qual o mecanismo provável?

A

Neurite do ramo supraorbital com disfunção autonômica lacrimal.

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17
Q

Objetos compartilhados são fonte comum de transmissão?

A

Não — transmissão é respiratória, não por objetos.

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18
Q

Quais três elementos formam os sinais cardinais diagnósticos da hanseníase?

A
  1. Lesão cutânea com alteração de sensibilidade
    1. Nervo espessado/doloroso
    2. Baciloscopia positiva (quando presente)
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19
Q

Qual termo descreve a perda dos pelos da sobrancelha?

A

Madarose

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20
Q

Qual achado cutâneo acima do quadril sugere hanseníase?

A

Eritema nodoso acima do quadril

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21
Q

Qual o tipo de imunidade envolvido na reação hansênica tipo 1 (reação reversa)?

A

Imunidade celular (Th1).

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22
Q

Em qual forma clínica é mais comum a reação tipo 1?

A

Formas dimorfas.

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23
Q

Principais sintomas da reação tipo 1?

A

Febre, dor no corpo, dor neural, edema e exacerbação das lesões antigas.

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24
Q

Característica das lesões na reação tipo 1?

A

Lesões antigas ficam mais vermelhas, infiltradas, brilhantes e elevadas; surgem novas placas.

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25
Qual o tratamento da reação hansênica tipo 1?
Prednisona 1–2 mg/kg/dia.
26
Em qual forma clínica é mais comum a reação tipo 2?
Hanseníase virchowiana.
27
Qual o mecanismo imune da reação hansênica tipo 2?
Imunidade humoral com depósito de imunocomplexos e neutrófilos.
28
Fatores de risco para reação tipo 2?
Alta carga bacilar, início da PQT (2º–3º mês), infecções, vacinação, gravidez/puerpério, estresse.
29
Quais manifestações sistêmicas sugerem reação tipo 2?
Febre alta, mal-estar, artralgia, anemia, leucocitose, orquite.
30
Como são as lesões cutâneas na reação tipo 2?
Nódulos subcutâneos dolorosos, eritematosos, mal delimitados, podendo ulcerar.
31
Qual o tratamento de primeira escolha para reação tipo 2?
Talidomida 100–300 mg/dia.
32
Pode associar corticoide na reação tipo 2?
Sim. Prednisona ≥1 mg/kg/dia pode ser usada associada.
33
Qual fenômeno grave pode ocorrer no eritema nodoso hansênico?
Fenômeno de Lúcio
34
O que indica um episódio reacional como primeira manifestação da doença?
Lesões eritematosas dolorosas, febre, nódulos, neurite — mesmo sem diagnóstico prévio de hanseníase.
35
Como identificar recidiva em vez de estado reacional?
Aparecimento lento, insidioso, >5 anos após PQT, poucas novas lesões, bordos eritematosos discretos.
36
Comprometimento neural na reação tipo 1 vs tipo 2?
Ambas: muitos nervos comprometidos rapidamente com dor e déficit sensitivo-motor.
37
Como é o comprometimento neural na recidiva?
Poucos nervos, evolução lenta e insidiosa.
38
Qual a conduta na recidiva verdadeira?
Investigar, referenciar e reiniciar a PQT se confirmado.
39
Quais medicamentos compõem a poliquimioterapia (PQT)?
Rifampicina, dapsona e clofazimina.
40
Qual a duração da PQT segundo sua classificação?
Paucibacilar (PB): 6 meses (6 cartelas em até 9 meses). Multibacilar (MB): 12 meses (12 cartelas).
41
Quando iniciar a PQT?
Na primeira consulta após definição do diagnóstico, se não houver contraindicações.
42
Dose mensal supervisionada de rifampicina para adultos?
600 mg dose única mensal supervisionada.
43
Esquema diário domiciliar de um paciente MB (medicações e doses diárias)?
Dapsona 100 mg/dia + Clofazimina 50 mg/dia.
44
Dose mensal supervisionada de clofazimina no esquema MB?
Clofazimina 300 mg (troca de 3 cápsulas de 100 mg) mensalmente.
45
Condição que contraindica o início imediato da PQT?
Alergia à sulfa (dapsona) ou contraindicação à rifampicina (p. ex. hepatotoxicidade severa).
46
Efeitos cutâneos típicos da clofazimina?
Pigmentação cutânea avermelhada e pele ressecada.
47
Substitutos da dapsona se houver necessidade de suspensão?
Ofloxacina 400 mg ou minociclina 100 mg (dose diária conforme esquema).
48
Como ajustar o tratamento em crianças?
Usar cartelas infantis; dose por peso (ajuste para <30 kg)
49
Como lidar com paciente PB irregular (não completou 6 doses em 9 meses)?
Avaliar necessidade de reinício ou aproveitamento de doses anteriores visando completar o esquema em prazo preconizado.
50
Quais intervenções simples previnem incapacidades físicas?
Educação em saúde, adaptação de calçados, órteses/férulas, cuidados oculares e serviços preventivos.
51
Quem deve ser examinado como contato do caso novo?
Todos os contatos domiciliares e sociais prolongados, independentemente da classificação operacional do caso índice.
52
Qual a frequência mínima recomendada de rastreio dos contatos sem doença à avaliação inicial?
Pelo menos uma vez ao ano por 5 anos.
53
Quais exames / avaliações devem acompanhar a alta por cura?
Avaliação neurológica simplificada, avaliação do grau de incapacidade e orientação para cuidados pós-alta.
54
O teste rápido pode confirmar hanseníase isoladamente?
Não. O diagnóstico é essencialmente clínico; o teste rápido não confirma doença sozinho.
55
Como o PCDT define “contato” de hanseníase?
Pessoa que residiu/conviveu com o doente no mesmo domicílio nos últimos 5 anos, sendo familiar ou não.
56
Para que a sorologia anti-PGL-1 é útil?
Monitoramento terapêutico, marcador de recidiva, avaliação de risco em contatos e auxílio na classificação operacional.
57
Por que a sorologia anti-PGL-1 não pode ser usada isoladamente para diagnóstico de hanseníase?
Porque saudáveis podem ter sorologia negativa e pacientes—especialmente paucibacilares—também podem ser negativos.
58
Em quais casos o teste/sorologia apresenta maior sensibilidade?
Nos casos multibacilares, sendo útil no diferencial de lesões cutâneas numerosas.
59
Quando um contato de hanseníase não deve receber BCG profilática?
• Crianças <1 ano já vacinadas; • Contatos em tratamento ou previamente tratados para tuberculose; • Contatos com duas cicatrizes de BCG.
60
Quando um contato de hanseníase não deve receber BCG profilática?
• Crianças <1 ano já vacinadas; • Contatos em tratamento ou previamente tratados para tuberculose; • Contatos com duas cicatrizes de BCG.