Otite externa difusa aguda (OEDA)
Principais bactérias relacionadas na OEDA
Diagnóstico da OEDA
Tratamento da OEDA
Otite média aguda
• Surgimento rápido de sinais e sintomas de inflamação do mucoperiósteo da orelha media – pode ser viral ou bacteriano.
De 1997-2003 teve redução dos dx. Motivos:
Pico de incidência da OMA
Entre 6 e 12 meses de idade (começa a frequentar creche).
Fatores de risco e proteção para OMA
Fatores Ambientais: • IVAS. • Creche/escola. • Tabagismo passivo. • Uso de chupeta.
Fatores de risco do hospedeiro: • Idade: 1º episódio de OMA antes dos 6 meses é preditor de OMAR. • Anormalidades craniofaciais: fenda palatina não corrigida, síndrome de Down. • Refluxo gastroesofágico: controverso, evitar dar de mama deitado.
Fator de proteção: aleitamento materno exclusivo por 6 meses reduz 45% de OMA nos primeiros 2 anos de vida.
Fisiopatologia da OMA
IVAS → infecção e edema da TA → disfunção tubária → pressão negativa na orelha média → acúmulo de secreção → colonização bacteriana
Patogênese da OMA
Principal complicação do resfriado comum (IVAS)
OMA
Principais patógenos na OMA
S. pneumoniae e H. influenza (vacina só para o Haemophilus tipo B)
Diagnóstico da OMA
Quadro clínico • Otalgia. • Febre. • Irritabilidade. • Otorreia: drenagem espontânea da OMA (nesse momento a dor passa porque diminui a pressão).
Dx:
• Sempre através da otoscopia.
• Hiperemia: pode ser confundida pelo choro.
• Alteração da transparência.
• O achado de maior poder dx é o abaulamento da MT (especificidade de 97%).
O líquido drena de 6-14 dias
Tratamento da OMA
Observação inicial
• Devido ao aumento da resistência bacteriana.
• A observação ocorre nas primeiras 72h, apenas com uso de sintomáticos.
• O ATB é indicado quando os sintomas pioram ou permanecem após esse período.
Indicação do uso de ATB na OMA
• < 6 meses: sempre
• 6 meses a 2 anos: otorreia, OMA com sintomas graves, OMA bilateral sem otorreia.
- Sintomas graves: toxemia, otalgia persistente por mais de 48h e temperatura acima de 39C.
- 6 meses a 2 anos OMA unilateral sem otorreia: observação. Nesse caso, garantir possibilidade de acompanhemnto ou iniciar ATB se ocorrer piora ou persistência do quadro após 72h.
• > 2 anos: OMA com otorreia e OMA com sintomas de gravidade
- Observação quando OMA bilateral sem otorreia ou OMA unilateral sem otorreia
Tratamento da OMA
• Usou amoxicilina sem melhora após 72h → amoxicilina-clavulanato ou cefalosporina de 2 (cefuroxima) e 3 (ceftriaxona) geração → Sem melhora: timpanocentese com cultura da secreção.
Complicações da OMA
• Mastoidite (Abaulamento na parte posterior da orelha).
• Abscesso epidural.
• Meningite.
• Abscesso subdural.
• Trombose séptica.
• Labirintopatia.
• Paralisia facial.
• Abscesso de Bezold (quando desce).
- Não se observa diferença na frequência de complicações entre crianças tratadas com ATB ou não.
- Principais complicações: mastoidite (abaulamento na proeminência ostea posterior) e paralisia facial periférica.
Otite média serosa (ou otite média com efusão)
Epidemiologia da OMS
Fatores de risco da OMS
Os mesmos da OMA.
Fisiopatologia da OMS
Mesma da OMA, mas geralmente sem IVAS prévio e sem a colonização bacteriana no final.
Diagnóstico da OMS
Tratamento da OMS
• Atentar para crianças em risco: atraso na fala, linguagem ou aprendizado.
Tratamento medicamentoso:
• Lavagem nasal com sf.
• ATB – pouco efetivo.
• Corticoide – não há evidência a longo prazo.
• Valsalva – ineficaz
• Antihistamínico e descongestionante – ineficaz.
Cirurgia – Inserção de tubo de ventilação.
• Após 3 meses de dx em quadros bilaterais.
• Após 6 meses do dx em quadros unilaterais.
• Em crianças com atraso de fala a gente acaba não respeitando isso, porque não sabe quanto tempo está aquele liquido ali.
Otite média aguda recorrente
Classificação da Otite média crônica