Qual a definição de PAIR?
Perda auditiva induzida por ruído por alteração coclear, decorrente de exposição prolongada a níveis sonoros elevados, resultante do exercício da profissão. Diagnóstico ocorre durante triagem ou quando paciente apresenta queixas.
Quais as 8 características clínicas da perda?
Qual achado característico audiométrico?
Pode apresentar entalhe característico como um V, centrado em uma das frequências agudas: 3kHz, 4kHz (principal) ou 6 kHz. Curva assume aspecto de colher.
Qual o melhor momento para realização da audiometria?
Essa fadiga é maior quando há pouca perda (com o passar do tempo, ela intervém pouco).
É necessário ao menos 30% das CCE doentes para ter alteração na audiometria convencional.
Exames para triagem:
São exames que pegam frequências mais agudas, não vistas na audiometria convencional.
O que é a fase de acomodação inicial da PAIR?
Fase que antecede os outros estágios evolutivos (I, II, III, IV) e que é considerada ainda REVERSÍVEL. É a chamada “fadiga auditiva”. Paciente pode referir plenitude, zumbido, cefaleia e aumento dos limiares.
Descreva para cada estágio (I, II, III, IV) da PAIR como são os sintomas e características audiométricas.
(Estágio I) Surdez LATENTE
(Estágio II) Surdez INICIANTE
(Estágio III) Surdez CONFIRMADA.
(Estágio IV) Surdez GRAVE
Cite 7 fatores de risco que pioram a PAIR (risco).
Cite doenças otológicas que servem como fatores de proteção e de risco para PAIR.
PROTEÇÃO (doenças da orelha média atenuam ruído):
Obs: se o paciente já operou a otoesclerose existe grande risco de lesão do tendão do estapédio, e ele passa a ter risco aumentado para PAIR (perdeu o mecanismo de proteção).
RISCO (doenças da orelha interna com PANS):
Essas doenças são sinérgicas e aumentam o grau da perda neurossensorial.
Sobre a legislação:
O que seria o Trauma Sonoro Agudo (TSA)?
O TSA é a exposição a um ruído intenso, seja ele súbito ou contínuo:
Quais os dois mecanismos de TSA?
A distância da fonte sonora influencia no TSA?
Sim. Cada vez que se dobra a distância de uma fonte sonora, ocorre a supressão de 6 dB em sua intensidade. Ou seja, quanto mais perto da fonte sonora, pior.
Qual o limiar da dor (em dB) após uma estimulação sonora?
A partir de 140 dB os efeitos lesivos são rapidamente instaurados. Arma de fogo por exemplo variam entre 160-190dB. Sons súbitos dessa magnitude são seguidos por um sopro de ar (“blast”).
Porque os reflexos musculares protetores não conseguem inibir o TSA?
Estapédio e tensor do tímpano tem latência de 30 ms para funcionar, por isso não atuam contra o trauma sonoro agudo (estímulos súbitos). Além disso entram em fadiga, deixando de proteger (sons contínuos).
Qual o quadro clínico, em geral, do TSA?
Hipoacusia e zumbido (geralmente assimétrico, agudo e não pulsátil), otalgia (imediata após trauma), hiperacusia dolorosa, instabilidade, cefaleia, tensão muscular.
Qual sinal pode ser visto em otoscopia?
Sinal de Muller (Hiperemia Perimaleolar)
Qual o protocolo de tratamento indicado?
Associar:
Orientar prevenção (protetores auditivo e/ou evitar ambientes ou situações propícias ao TSA)
Quais são os 2 sinais de mau prognóstico em audiometria e EOA no TSA?
A recuperação do TSA pode se dar dentro de qual prazo após o fim do estímulo?
A recuperação depende do fim do estimulo e dá-se em até 2 minutos (curta duração) ou até 16 horas (longa duração).