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Sequência SBV do adulto (sem via aérea avançada): passo-a-passo VUNESP
Cena segura → responsividade → chamar ajuda/192 e buscar DEA → abrir vias aéreas → avaliar respiração e pulso em ≤10s → iniciar RCP 30:2; revezar a cada ~2 min; conectar DEA assim que disponível.
PEGADINHA: gasping conta como respiração normal? o que fazer
Não! Gasping/respiração agônica NÃO é respiração normal. Inicie RCP imediatamente e acione emergência/DEA.
Tempo para checar pulso carotídeo? e qual pulso no adulto
≤10 segundos. Palpar pulso carotídeo (adulto). Se incerto em 10s, iniciar compressões.
Qualidade das compressões: frequência, profundidade, retorno, pausas
Frequência 100–120/min; profundidade 5–6 cm; retorno torácico completo; minimizar interrupções (<10s); trocar revezamento a cada ~2 min.
Relação compressão:ventilação sem via aérea avançada
30:2. Ventilar apenas o suficiente para elevação torácica, evitando hiperventilação.
Ventilação COM via aérea avançada: frequência de ventilação
1 ventilação a cada ~6 s (10/min), COM compressões contínuas.
Quando acoplar DEA/desfibrilador e qual a regra após o choque?
Acoplar o quanto antes. Após choque, RETOMAR compressões imediatamente por ~2 min; só então reavaliar.
Ritmos chocáveis vs não chocáveis: liste
Chocáveis: FV, TV sem pulso. Não chocáveis: AESP, assistolia.
Energia inicial bifásica recomendada (se fabricante não conhecido)
200 J bifásico (ou conforme fabricante). Monofásico: 360 J.
Adrenalina: dose e intervalo na PCR
1 mg IV/IO a cada 3–5 min (independe do ritmo).
Amiodarona: quando usar e doses na FV/TVsp
FV/TVsp refratária a desfibrilação: 1ª dose 300 mg IV/IO; 2ª dose 150 mg (alternativa: lidocaína).
Capnografia: valores que sugerem RCP eficaz e ROSC
ETCO2 ≥10–20 mmHg sugere compressões adequadas; aumento súbito ≥40 mmHg pode indicar ROSC.
PEGADINHA: checar pulso após desfibrilação?
Não. Após o choque, continuar compressões por ~2 min; só depois reavaliar.
Via aérea avançada: prioridade em RCP?
Manter compressões de alta qualidade; intubação não deve causar pausas prolongadas; ventilar e monitorar com capnografia.
Hs e Ts (causas reversíveis): liste os principais
Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/hiperK+, Hipotermia; Tensão (pneumotórax), Tamponamento, TEP, Trombose coronária, Toxinas.
Assistolia: 2 confirmações necessárias antes de tratar?
Sim: confirmar em ≥2 derivações e conferir ganho/artefatos; então tratar como não chocável (RCP + adrenalina + causas).
AESP: definição e manejo inicial
Ritmo organizado no monitor SEM pulso palpável. Manejo: RCP de alta qualidade + adrenalina 1 mg a cada 3–5 min + tratar causa (Hs/Ts).
Quando considerar trombólise empírica na PCR?
Se forte suspeita de TEP e refratariedade às manobras; considerar trombólise durante RCP.
Cuidados pós-ROSC: alvos iniciais (PA, O2, CO2, temperatura)
PAS ≥90 mmHg (ou PAM ≥65), SpO2 92–98%, PaCO2 35–45 mmHg, evitar hipertermia (controle de temperatura: evitar febre).
Gravidez: adaptações na RCP
Deslocar útero para a esquerda; compressões um pouco mais altas no esterno; considerar cesariana perimortem <5 min se colapso próximo a termo.
Hipotermia grave na PCR: drogas e desfibrilação
Desfibrilar até 3 vezes inicialmente; drogas têm menor eficácia <30°C; aquecer ativamente; após >30°C, seguir intervalos usuais.
Bicarbonato na PCR: quando usar
Não é de rotina. Usar em hiperK+, intoxicação por TCA, acidose metabólica grave documentada.
Tempo mínimo/critérios de interrupção da RCP (sem causas reversíveis)
Considerar 20–30 min de RCP sem ROSC, ETCO2 <10 mmHg persistente e contexto clínico desfavorável.