V OU F A teoria da perda de uma chance pode ser aplicada quanto à produção de provas no processo penal.
VERDADEIRO.
Segundo essa doutrina, compete ao autor da ação penal a obrigação de produzir todas as provas necessárias à formação da convicção do julgador.
Quando o Ministério Público se satisfaz em produzir o mínimo de prova possível - por exemplo, arrolando como testemunhas somente os policiais que prenderam o réu em flagrante -, é na prática tirada da defesa a possibilidade de questionar a denúncia.
Por isso, a acusação não pode deixar de realmente investigar o caso, transferindo à defesa o ônus de fazê-lo.
Aplica-se, neste caso, a teoria da perda de uma chance probatória no processo penal, diante da possibilidade e da omissão probatória por parte do Estado.
Quando a acusação não se desincumbe desse ônus, é cabível a absolvição do acusado. STJ. 6ª Turma. HC 908.010-SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 17/9/2024 (Info 24 - Edição Extraordinária).
Diferencie condição objetiva de punibilidade e condição objetiva de procebilidade.
Condição objetiva de punibilidade: necessidade de um evento externo para que a conduta (típica, ilícita, culpável) seja punível;
Condição objetiva de procedibilidade: necessidade de um ato processual para que o processo penal possa ser iniciado.
V OU F O prazo para o delegado de polícia civil concluir o inquérito policial é de trinta dias, se o indiciado estiver solto, configurando constrangimento ilegal a superação desse prazo sem autorização judicial, por se tratar de prazo próprio.
TEC CONCURSOS #2182302
FALSO.
Art. 10 CPP. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
O prazo para a conclusão do inquérito policial, em caso de investigado solto é impróprio. Assim, pode ser prorrogado a depender da complexidade das investigações. Contudo, consoante precedentes desta Corte Superior, é possível que se realize, por meio de habeas corpus, o controle acerca da razoabilidade da duração da investigação, sendo cabível, até mesmo, o trancamento do inquérito policial, caso demonstrada a excessiva demora para a sua conclusão. (STJ. Informativo nº 747).
ART. 72
V OU F Caso não se conheça o local da infração e o réu tenha mais de um domicílio, será aplicada a regra da prevenção para fins de fixação da competência jurisdicional.
TEC CONCURSOS #287710
VERDADEIRO.
Art. 72 CPP. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
§ 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
ART. 79 CPP
V OU F Em se tratando de crimes conexos em que existe corréu acometido por doença mental, a unidade processual permanece, embora não seja possível prolatar sentença condenatória em seu desfavor.
TEC CONCURSOS #287710
FALSO.
O processo contra o corréu acometido por doença mental é suspenso até que ele se restabeleça.
Art. 79 CPP. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;
II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.
§ 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum co-réu, sobrevier o caso previsto no art. 152.
Art. 152 CPP. Se se verificar que a doença mental sobreveio à infração o processo continuará suspenso até que o acusado se restabeleça, observado o § 2o do art. 149.
V OU F Por ser matéria de ordem pública e insanável, a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção é absoluta, diferentemente da nulidade ocorrida na competência ratione loci.
tec concursos #133717
FALSO.
Nulidade relativa.
Súmula 706 do STF:
“É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção”.
V OU F Não cabe ao STJ, em sede de recurso especial, o exame de dispositivos da CF, exceto para fins de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência do STF.
TEC CONCURSOS #237094
FALSO.
Não cabe, inclusive, para fins de prequestionamento, conforme posicionamento do STJ:
Não cabe ao STJ, em recurso especial, a análise de suposta violação de dispositivos constitucionais, mesmo com a finalidade de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência do STF. (STJ - AgRg no AREsp: 199041 RS 2012/0140136-5, Relator: Ministra ELIANA CALMON, Data de Julgamento: 06/06/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 13/06/2013).
V OU F Competem ao tribunal do júri o processo e o julgamento de promotor de justiça estadual pela prática de crime contra a vida, consumado ou tentado.
TEC CONCURSOS #560673
FALSO.
promotores de justiça possuem foro por prerrogativa de função junto ao Tribunal de Justiça do Estado perante o qual atuem.
HOMICÍDIO PRATICADO POR PROMOTOR DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO. DECISÃO CONDENATÓRIA. (STF - HC 73112/MG).
Art. 96 CF. Compete privativamente:
I - aos tribunais:
III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
V OU F Compete à justiça militar a execução da pena por ela imposta, ainda que o condenado tenha sido excluído da corporação militar.
TEC CONCURSOS #62316
FALSO.
O STJ possui entendimento no sentido de que, neste caso, compete à Justiça Comum executar a pena:
PROCESSO PENAL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. CRIME MILITAR.
EXECUÇÃO DA PENA. MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM.
1. Compete à Justiça Comum a execução da pena imposta pela Justiça Castrense, quando o condenado foi excluído da Corporação Militar.
2. Conflito conhecido para julgar competente o Juízo de Direito da Vara das Execuções Penais do Rio de Janeiro-RJ.
(CC 109.355/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 27/04/2011, DJe 30/05/2011)
ART. 104 CPP
V OU F O Ministério Público Federal, por intermédio dos Procuradores da República Manoel e Joaquim, ajuizou ação penal contra Ricardo, Rodrigo e Pedro, donos de uma empreiteira com sede na cidade de São Paulo, pelos crimes de tráfico de influência, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A denúncia foi distribuída para uma das varas da Justiça Federal de São Paulo, com competência criminal, e recebida pelo magistrado federal competente. No curso da ação penal, os advogados de Ricardo, Rodrigo e Pedro apresentaram exceção de suspeição dos Procuradores da República Manoel e Joaquim. Nesse caso, o juiz, depois de ouvir os Procuradores da República, decidirá a exceção, sem recurso, podendo antes admitir a produção de provas no prazo de cinco dias.
#1071524 FCC - 2019 - Analista Judiciário (TRF 3ª Região)/Judiciária
FALSO.
03 dias.
Art. 104. Se for argüida a suspeição do órgão do Ministério Público, o juiz, depois de ouvi-lo, decidirá, sem recurso, podendo antes admitir a produção de provas no prazo de três dias.
V OU F A prerrogativa de os parlamentares federais poderem ser inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz criminal prevalece, ainda que eles figurem, no processo penal, como indiciados ou réus.
TEC CONCURSOS #1329492
FALSO.
s senadores e os Deputados somente dispõem da prerrogativa processual de serem inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e a autoridade competente, quando arrolados como testemunhas ou quando ostentarem a condição de ofendidos. STJ. 5ª Turma. HC 250.970-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 23/9/2014 (Info 547)
Art. 221 CPP. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os ministros de Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz.
V OU F Em caso de crime doloso contra a vida cometido por duas pessoas, aquele que não ostentar foro por prerrogativa de função não deverá ser julgado perante o júri popular, mas perante o tribunal competente para o julgamento do corréu detentor do foro especial.
TEC CONCURSOS #1329492
FALSO.
impossibilidade julgamento conjunto entre réus que possuem foros distintos para julgamento.
isso somente ocorrerá na hipótese da prerrogativa advir da Constituição Federal.Súmula 721, STF: A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela constituição estadual.
V OU F Em relação aos crimes de tortura, não há disposição específica relativa à competência; vigora, assim, a regra geral de territorialidade prevista no CPP, não sendo competente a justiça brasileira se o crime for praticado fora do território nacional, ainda que a vítima seja brasileira.
tec concursos #120312
FALSO.
hipótese de extraterritorialidade incondicionada
Art. 2º Lei 9455/97. O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.
V OU F Márcia praticou reiteradamente o crime de estelionato, aproveitando-se das mesmas circunstâncias de tempo, modo, lugar e maneira de execução. Suas vítimas registraram ocorrência na delegacia, tendo sido instaurados cinco inquéritos policiais que resultaram em cinco ações penais perante juízos diversos, tendo uma delas sentença definitiva.
Nesse caso, tratando-se de continuidade delitiva, será obrigatória a reunião dos processos perante o mesmo juízo.
TEC CONCURSOS #223693
FALSO.
Princípio da Unidade de Julgamento, que busca otimizar a prestação jurisdicional e a segurança jurídica. exceção: “perda superveniente da conexão” ou “prejudicialidade da conexão”, nesse caso a determinação de reunião dos processos conexos não será observada caso em algum deles tenha sido proferida sentença de mérito., pois a conexão perde sua finallidade prática. Súmula 235 do STJ:”A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado.
V OU F Na hipótese de deslocamento de competência, admite-se a ratificação dos atos decisórios praticados por órgão jurisdicional absolutamente incompetente.
TEC CONCURSOS #441469
VERDADEIRO.
a regra geral é a nulidade dos atos decisórios praticados por um juízo que se revela absolutamente incompetente. Isso se baseia no Princípio do Juiz Natural e na importância da competência absoluta para a validade do processo. Postulado da Instrumentalidade das Formas e a Economia Processual Princípio do “Pas de Nullité Sans Grief” (não há nulidade sem prejuízo) ou Princípio da Finalidade : um ato processual, mesmo que praticado em desconformidade com a forma legal deve ser considerado válido se atingiu sua finalidade essencial e não causou prejuízo às partes. A ratificação não é automática, mas uma faculdade do juiz competente, que deve verificar se os atos praticados pelo juízo incompetente não violaram direitos ou garantiram o devido processo legal.
V OU F Compete ao STJ conhecer e decidir conflito de atribuições entre membros do MP federal e de MP estadual.
TEC CONCURSOS #441469
FALSO.
o Supremo Tribunal Federal entendeu ser competência do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP - conhecer e decidir o conflito de atribuição entre membros do MPF e membros do MPE, vejamos:
Compete ao CNMP dirimir conflitos de atribuições entre membros do MPF e de Ministérios Públicos estaduais. STF. Plenário. ACO 843/SP, Rel. para acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 05/06/2020
V OU F É imprescindível a certeza da imparcialidade dos jurados para decretar-se o desaforamento dos processos submetidos ao procedimento do tribunal do júri.
tec concursos #441469
FALSO.
Artigo. 427. Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente, poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não existam aqueles motivos, preferindo-se as mais próximas.
v ou f Em medida cautelar de arresto de bens do investigado, tendente a garantir a reparação do dano provocado pelo crime, a meação do cônjuge deve responder ainda que não haja prova de que se tenha beneficiado do produto da infração por atos ilícitos praticados pelo cônjuge.
TEC CONCURSOS #441469
FALSO.
a meação do cônjuge só deverá responder quando houver prova de que ele tenha se beneficiado do produto da infração por atos ilícitos praticados pelo outro cônjuge.
Súmula 251, STJ: A meação só responde pelo ato ilícito quando o credor, na execução fiscal, provar que o enriquecimento dele resultante aproveitou ao casal.
V OU F Havendo mais de um juiz competente no foro do processo, a decretação de prisão preventiva, a concessão de fiança, bem como a prévia determinação judicial de qualquer diligência, tornam o juízo competente para a futura ação penal.
TEC CONCURSOS #405531
VERDADEIRO.
Art. 75 CPP. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou da decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa prevenirá a da ação penal.
Quais os prazos processuais para conclusão de inquérito policial? (4)
os prazos para a conclusão do inquérito policial variam conforme a situação do indiciado (preso ou solto) e a esfera de competência (Justiça Comum ou Federal).
1. Inquérito Policial na Justiça Comum Estadual (Regra Geral):
Indiciado preso: 10 dias, improrrogável.
Indiciado solto: 30 dias, prorrogável.
2. Inquérito Policial na Justiça Federal:
Indiciado preso: 15 dias, prorrogável pelo mesmo período, conforme o artigo 66 da Lei nº 5.010/66.
Indiciado solto: 30 dias, segue o previsto na Justiça Comum, prorrogável.
3. Inquérito Policial em casos de Tráfico de Drogas:
Indiciado preso: 30 dias, prorrogável por igual período.
Indiciado solto: 90 dias, prorrogável por igual período.
4. Inquérito policial nos Crimes contra a Economia Popular
Indiciado preso ou solto: 10 dias, improrrogável.
se o inquérito policial com indiciado preso não for concluído no prazo legal, qual a consequência?
trata-se de prazo impróprio, segundo a jurisprudência dos Tribunais superiores, seu descumprimento não anula o que já foi feito, mas acarretará na liberdade do indiciado, salvo se houver decretação de prisão preventiva.
O arquivamento implícito do inquérito policial é:
tec concursos #300973
o fenômeno decorrente de o MP deixar de incluir na denúncia algum fato investigado (objetivo) ou algum suspeito (subjetivo), sem expressa justificação.
obs: na hipótese de arquivamento implícito do inquérito policial, o juiz deve encaminhar os autos do inquérito para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, conforme art. 28 do CPP.
V OU F Quando, ao final da investigação criminal, o órgão do Ministério Público manifesta-se no sentido da incompetência do juízo e se estabelece conflito ou divergência entre ele e o órgão da jurisdição, fala-se em arquivamento indireto ou em pedido indireto de arquivamento, para cuja solução se aplica o art. 28, CPP, segundo construção jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal.
TEC CONCURSOS #2189056
VERDADEIRO.
V OU F A ação penal secundária está relacionada às hipóteses em que a lei estabelece que a apuração do crime será feita por meio de uma determinada modalidade de ação penal, prevendo, contudo, secundariamente, diante do surgimento de circunstâncias especiais, uma nova espécie de ação para aquela mesma infração. É o que se dá, por exemplo, com o crime de exercício arbitrário das próprias razões.
tec concursos #1104878
VERDADEIRO.
No crime de exercício arbitrário das próprias razões, se o crime for cometido sem violência, somente se procede mediante queixa.
Ação penal secundária:
Quando as circunstâncias do fato fazem variar a modalidade de ação a ser intentada, como no exemplo típico dos crimes contra a honra, temos o que a doutrina chama de ação penal secundária. Haverá, nesses casos, o que se convencionou chamar de ‘legitimação secundária’. É o que acontece, por exemplo, com a calúnia contra o Presidente da República. É que, de regra, os crimes contra a honra são de ação privada. Todavia, tratando-se do Presidente, secundariamente, a ação passa a ser pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça