SUA I Flashcards

(37 cards)

1
Q

anamnese

A
  • perda menstrual excessiva: duração, frequência e volume
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Q

frequência

A
  • ausente: amenorreia
  • infrequente: > 38 dias
  • normal: >=24 a <= 38 dias
  • frequente: < 24 dias
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Q

duração

A

normal: <= 8 dias
prolongada: >8 dias

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4
Q

regularidade

A

observar por 6 meses
- normal: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos <= 7 a 9 dias
- irregular: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos >= 8 a 10 dias

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Q

volume sanguíneo

A

comparar da menarca até o dia, é referido pela mulher como leve, normal ou intenso

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6
Q

agudo x crônico

A
  • um episódio de sangramento que necessite de intervenção imediata
  • alterações no padrão de sangramento menstrual persistente por pelo menos 6 meses (pode agudizar)
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7
Q

etiologia estrutural

A
  • P: pólipos
  • A: adenomiose
  • L: leiomioma
  • M: malignidade e hiperplasia
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8
Q

etiologia não estrutural

A
  • C: coagulopatias
  • O: disfunção ovulatória
  • E: endometrial
  • I: iatrogênica
  • N: não classificada
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9
Q

pólipo uterino

A

projeção digitiforme de tecido glandular, representando hipertrofia focal desse tecido, com pedículo vascular.
- 97% são benignos e podem ser cervicais ou endometriais

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10
Q

pólipos cervicais

A
  • 40 a 65 anos (período perimenopausa)
  • inflamação crônica, congestão vascular e estímulo hormonal
  • malignização em 0,2 a 1,5% dos casos
  • maioria assintomáticos
  • geralmente menores que 3cm
  • endo (dentro do canal do colo uterino) ou ectocervical (se exterioriza)
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11
Q

fatores de risco pólipos cervicais

A
  • pré menopausa
  • história prévia de pólipos cervicais
  • multiparidade
  • ISTs
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12
Q

quadro clínico pólipos cervicais

A
  • assintomáticos
  • SUA: interciclos ou durante devido superfície vascularizada e ambiente inflamatório
  • infertilidade: ambiente inflamatório pode torná-lo inóspito ou pode interromper o caminho do espermatozoide
  • sinusorragia
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13
Q

tratamento pólipos cervicais

A
  • seguimento clínico
  • histeroscopia: padrão ouro, o ectocervical não precisa necessariamente de histeroscopia (diagnóstico e tratamento)
  • em mulheres com pólipos recorrentes e/ou na pós menopausa, investigar cavidade uterina (mais de 25% das pacientes com pólipo cervical possuem endometrial coexistente)
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14
Q

pólipos endometriais

A
  • projeção de mucosa endometrial (glândulas endometriais + estroma)
  • pico de incidência 40 a 49 anos
  • prevalência de lesão maligna 0,5 a 3%
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15
Q

fatores de risco pólipos endometriais

A
  • ação estrogênica sem oposição (estrogênio atua proliferando o tecido endometrial, se ocorrer de maneira inadequada = CA endometrial). acontece na SOP, paciente anovulatória crônica ciclo ocorre até a ação do estrogênio.
  • uso de tamoxifeno (antagonista do estrogênio na mama mas agonista na glândula endometrial)
  • obesidade (androgênio convertido em estrogênio pela aromatase = coversão periférica)
  • síndrome de Lynch e de Cowden
  • tamanho do pólipo = 15 mm maior risco de malignidade, estuda.
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16
Q

etiopatogenia pólipo endometrial

A

ainda não é bem estabelecida.
- crescimento associado a perda do mecanismo pró apoptótico associada a hiperexpressão do gene bcl-2 (predisposição a CA)
- taxa de malignização o risco é maior em pacientes na menopausa, com SUA e com pólipos maiores de 1,5 cm

17
Q

quadro clínico

A
  • assintomático
  • SUA (sangramento intermenstrual, sinusorragia, sangramento pós menopausa)
  • infertilidade (ambiente inflamatório ou pode interromper o caminho do espermatozoide pela obstrução do óstio tubário)
18
Q

diagnóstico pólipo endometrial

A
  • a histeroscopia é o padrão ouro no diagnóstico e tratamento
  • USG: imagem hiper ecogênica com pedículo vascular
19
Q

tratamento polípo endometrial

A
  • seguimento
  • polictomia histeroscópica
20
Q

adenomiose

A

alteração do útero que se caracteriza pela invasão benigna do endométrio no miométrio, além de 2,5 mm de profundidade ou, no mínimo, um campo microscópico de grande aumento distante da camada basal do endométrio, com presença de glândulas e estroma endometriais circundados por hiperplasia e hipertrofia das células miometriais.
- pode ocorrer hipertrofia do miométrio. tecido endometrial ectópico no miométrio.

21
Q

fatores de risco adenomiose

A
  • ação estrogênica
  • idade entre 40 e 50 anos
  • menarca precoce (mais tempo exposta ao estrogênio)
  • ciclos menstruais mais curtos (menos de 24 dias de de intervalo)
  • IMC elevado
  • multiparidade (útero cresce e volta, oportunidade para inflamação do endométrio)
  • manipulações uterinas prévias
22
Q

etiopatogenia adenomiose

A
  • invasão direta do miométrio pelo endométrio
  • metaplasia de resquício mullerianos
  • células tronco oriundas da medula óssea
  • invaginação da camada basal no sistema linfático intramiometrial
    pode ter rotura de zona juncional
23
Q

quadro clínico adenomiose

A
  • assintomático
  • aumento do volume uterino
  • aumento do fluxo menstrual
  • dismenorreia (principal sintoma, inflamação / corpo estranho)
  • dor pélvica crônica
  • infertilidade (ambiente inóspito)
24
Q

diagnóstico adenomiose

A
  • USG / RNM. espessamento da zona juncional.
  • histopatológico é diagnóstico definitivo)
25
tratamento clínico adenomiose
- ACP orais combinados (estabiliza a quantidade de hormônios pelo bloqueio do eixo hipotálamo hipófise) - progestagênios isolados - sistema intrauterino de levonorgestrel (DIU) - análogos do GnRH (mantém frequência e amplitude de hormônios) - analgésicos para controle de dor
26
tratamento cirúrgico adenomiose
- histerectomia - histeroscopia - embolização de artérias uterinas (infarto do útero - bloqueia as células)
27
miomatose uterina
- tumoração pélvica mais comum em mulheres, predomínio entre 35 e 50 anos - 2/3 das indicações de histerectomia nessa faixa etária . - pode ser subseroso pediculado; subseroso; intramural; submucoso; intracavitário.
28
definição miomatose uterina
- tumores monoclonais não cancerosos advindos de células musculares lisas e fibroblastos do miométrio (vem de 1 miócito progenitor). hipoecogênico na USG. - tumor benigno formado por fibras musculares lisas entrelaçadas por tecido conectivo. tamanho e localização podem trazer consequências.
29
fatores de risco mioma
- antecedentes familiares - raça (mais comum na negra) - obesidade (conversão periférica - mioma tem receptor estrogênio e progesterona) - SOP - menarca precoce (maior exposição ao estrogênio) - tabagismo é fator de proteção (hipoestrogenismo)
30
etiopatogenia mioma
cada leiomioma é derivado de um único miócito progenitor. - transformação de miócitos normais em alterados - crescimento dos miócitos alterados são sensíveis a estrogênio e progesterona (as células do mioma produzem aromatase). alguns fatores de crescimento são expressos de forma aumentada no leiomioma, quando comparados ao miométrio adjacente.
31
degeneração mioma
substituição do mioma por outro tecido (adaptação ao crescimento) - hialina (mais comum) - cística - mucoide - calcificada - rubra - gordurosa - sarcomatosa (tipo raro de CA uterino)
32
quadro clínico mioma
SASI - sem sintomas (principalmente se pediculado) - anemia - sintomas compressivos - infertilidade - SUA - dor pélvica / dismenorria secundária (intramural dói mais, submucoso sangra mais e subseroso faz mais compressão)
33
diagnóstico mioma
- anamnese e exame físico (sentir o útero maior) - exames complementares: nódulos hipoecogênicos na USG - histeroscopia - RNM - diagnóstico diferencial: adenomiose, pólipo endometrial, tumoração anexial, endometriose, CA de endométrio, gestação.
34
tratamento mioma oq considerar
- sintomas - idade - número, tamanho e localização dos miomas - expectativa em relação ao futuro reprodutivo - desejo de preservar o útero - tratamentos prévios - coexistência de outras doenças
35
tratamento clínico mioma
- direcionado às queixas - AINES - antifibrinolíticos - contraceptivos combinado - progestagênicos isolados - DIUs hormonais - análogos do GnRH (máx 6 meses, causa menopausa química rápida. geralmente pré cirurgia)
36
tratamento cirúrgico mioma
- miomectomia - histerectomia - embolização de artérias uterinas
37
classificação dos miomas
- 0: intracavitário / pediculado - 1: submucoso, menos de 50% intramural - 2: submucoso, maior ou igual a 50% intramural - 3: intramural, tangenciando o endométrio - 4: intramural - 5: subseroso, maior ou igual a 50% intramural - 6: subseroso, menor que 50% intramural - 7: subseroso, pediculado - 8: outros (cervical, parasita)