Quais são as três hipóteses de nomeação de curador especial disciplinadas pelo Código de Processo Civil?
Nomeação para os incapazes, para o réu preso e para o réu citado fictamente.
De acordo com o Código de Processo Civil, em que situações o juiz nomeará curador especial para o incapaz?
Se o incapaz não tiver representante legal ou se os interesses do representante colidirem com os do incapaz.
Conforme o art. 9º, II do CPC, o juiz dará curador especial ao réu preso e também ao réu revel citado por _____ ou com _____.
edital; hora certa
Segundo a Lei Complementar n. 80/94, qual instituição é responsável por exercer a curadoria especial nos casos previstos em lei?
Defensoria Pública.
A nomeação de curador especial para o réu citado fictamente (por edital ou com hora certa) visa garantir a efetivação de quais princípios processuais?
Visa garantir a efetivação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.
Conforme a Súmula 196 do STJ, ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer revel, será nomeado curador especial, com legitimidade para apresentação de _____.
embargos
Qual é a limitação do poder do curador especial em relação à reconvenção e à intervenção de terceiros?
O curador especial não pode reconvir nem fazer uso das modalidades de intervenção de terceiro, pois sua atuação está limitada à defesa.
A ausência de nomeação de curador especial para um réu que deveria ser representado legalmente acarreta que consequência para o processo?
Acarreta a nulidade do processo, pois atinge a capacidade processual, que é um pressuposto de validade.
Qual a distinção fundamental entre atos judiciais e atos jurisdicionais?
Atos jurisdicionais são os praticados pelo juiz para dirimir litígios (dizer o direito), enquanto atos judiciais (gênero) englobam também atos administrativos do Judiciário, como os dos cartorários.
De acordo com o art. 203 do CPC/2015, os pronunciamentos do juiz consistem em _______________________
sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
O que o art. 143 do CPC/2015 estabelece sobre a responsabilidade civil do juiz?
Estabelece que o juiz responderá, civil e regressivamente, por perdas e danos quando proceder com dolo ou fraude, ou quando recusar, omitir ou retardar providência sem justo motivo.
O inciso LXXV do art. 5º da Constituição Federal determina a indenização por parte do Estado em que duas situações?
Em razão de condenação efetuada por erro do judiciário e nos casos de prisão além do tempo fixado em sentença.
Qual é o entendimento do STF (RE 228977) sobre a legitimidade passiva em uma ação indenizatória por ato jurisdicional danoso?
O juiz é parte ilegítima; a ação deve ser ajuizada contra o Estado, que terá direito de regresso contra o magistrado em caso de dolo ou culpa.
Em relação aos atos jurisdicionais, a responsabilidade do Estado é objetiva ou subjetiva?
A responsabilidade do Estado por atos jurisdicionais é subjetiva, demandando análise individual de dolo ou culpa.
O simples fato de uma decisão judicial ser reformada em grau de recurso significa que ocorreu erro no exercício da prestação jurisdicional?
Não, a simples reforma da decisão não significa, por si só, a ocorrência de erro judiciário passível de indenização.
Quem são os auxiliares da justiça, de acordo com o artigo 149 do CPC?
Lista como auxiliares do juízo, entre outros, o escrivão, o oficial de justiça, o perito, o depositário, o intérprete, o mediador e o conciliador.
Quais são as funções do escrivão ou chefe de secretaria, conforme o art. 152 do CPC/2015?
Redigir atos, efetivar ordens judiciais, comparecer a audiências, guardar os autos, fornecer certidões e praticar atos meramente ordinatórios.
De acordo com o art. 155 do CPC/2015, quando o escrivão, o chefe de secretaria ou o oficial de justiça podem ser responsabilizados civilmente?
Quando, sem justo motivo, descumprirem prazos e ordens judiciais (omissão) ou praticarem atos nulos com dolo ou culpa (comissão).
Qual a distinção doutrinária entre ‘assistência jurídica’ e ‘gratuidade de Justiça’?
Assistência jurídica refere-se à orientação e defesa em juízo, enquanto gratuidade de Justiça é a dispensa do pagamento de despesas judiciais.
De acordo com a jurisprudência do STJ, a atuação da Defensoria Pública como curadora especial presume a concessão automática da gratuidade de Justiça?
Não, o deferimento da gratuidade de Justiça não se presume, mesmo na hipótese de a DP atuar como curadora especial.
Segundo a jurisprudência do STJ, a concessão do benefício da gratuidade de justiça pode ser feita de ofício pelo juiz?
Não, o benefício depende de pedido expresso da parte, sendo vedada sua concessão de ofício pelo juiz.
Os efeitos do deferimento do pedido de gratuidade de Justiça são ‘ex tunc’ (retroativos) ou ‘ex nunc’ (não retroativos)?
Os efeitos são ‘ex nunc’, ou seja, não alcançam encargos processuais anteriores ao requerimento do benefício.
O que estabelece a Súmula 481 do STJ sobre a gratuidade de Justiça para pessoas jurídicas?
Estabelece que a pessoa jurídica, com ou sem fins lucrativos, deve demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais para fazer jus ao benefício.
Conceito: Amicus curiae.
É um terceiro que ingressa no processo com a função de fornecer subsídios (informações técnicas, jurídicas, etc.) ao órgão julgador sobre matéria de grande relevância, especificidade ou repercussão social.