Tanato Flashcards

(126 cards)

1
Q

Tríade de Thoinot

A

Morte aparente
Suspensão APARENTE de algumas funções vitais
Imobilidade, batimentos cardíacos e incursões respiratórias imperceptíveis

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2
Q

Morte relativa

A

Possível recuperar algumas funções vitais

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3
Q

Morte intermediária

A

Não é possível recuperar algumas das funções perdidas

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4
Q

Morte absoluta

A

Suspensão total e definitiva de todas as atividades vitais

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5
Q

CAUSAS JURÍDICAS DE MORTE

A

Não determinadas pelo legista, apenas pelos operadores do direito
São elas:

MORTE NATURAL- causa interna, oriunda de estado mórbido ou perturbação congênita

MORTE VIOLENTA- causa externa, homicídio,suicídio ou acidente

MORTE SUSPEITA- ocorre de forma duvidosa, sem evidência natural ou violenta

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6
Q

Morte súbita X agônica

A

Glicose aumentada ou normal X diminuída devido consumo

Fígado com reserva de glicogenio X funcionalmente espoliado

Adrenalina normal X Adrenalina diminuída (ex hipoxemia estimula medula Adrenal que secreta Adrenalina).

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7
Q

Ferimentos Ante-mortem x Post-mortem

A

REAÇÕES VITAIS

ANTE- Infiltração hemorrágica, coagulação,bordas afastadas ( retração dos tecidos), equimoses, crostas, embolias, queimaduras com eritema

POST- LESOES BRANCAS,8 incoagulabilidade (não absoluto), capacidade retrátil regride , queimaduras com flictenas apenas com ar / líquido destituído de LEUCOCITOS E ALBUMINA

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8
Q

TANATOLOGIA X

TANATOGNOSE X

CRONOTANATOGNOSE

A

Tanatologia médico-legal é a parte da Medicina Legal que estuda a morte e o morto, e as suas repercussões na esfera jurídico-social. (FRANÇA)

Tanatognose
É a parte da Tanatologia Forense que estuda o diagnóstico da realidade da
morte. Esse diagnóstico será tanto mais difícil quanto mais próximo o momento
da morte. Antes do surgimento dos fenômenos transformativos do cadáver, não existe sinal patognomônico de morte. Então, o perito observará dois tipos de
fenômenos cadavéricos: os abióticos, avitais ou vitais negativos, imediatos e
consecutivos, e os transformativos, destrutivos ou conservadores.

Tanatognose
É a parte da Tanatologia Forense que estuda o diagnóstico da realidade da
morte. Esse diagnóstico será tanto mais difícil quanto mais próximo o momento
da morte. Antes do surgimento dos fenômenos transformativos do cadáver, não existe sinal patognomônico de morte. Então, o perito observará dois tipos de
fenômenos cadavéricos: os abióticos, avitais ou vitais negativos, imediatos e
consecutivos, e os transformativos, destrutivos ou conservadores. (Croce)

Chama-se tanatocronodiagnose, (!) cronotanatognose(!) ou diagnóstico cronológico da morte o espaço de tempo verificado em diversas fases do cadáver e o momento em que se verificou o óbito.
Quanto maior é esse espaço, mais dificultosa será a perícia. Será necessário juntar todos os fenômenos de modo a estudá-los quase como uma síndrome – “a
síndrome da morte”, cuja análise nos levaria a um valor aproximado.
A importância desse estudo está não apenas nas soluções de questões civis ligadas à premoriência no interesse na sucessão, mas também em determinar-se a responsabilidade criminal. Chama-se tanatocronodiagnose, cronotanatognose ou diagnóstico cronológico da morte o
espaço de tempo verificado em diversas fases do cadáver e o momento em que se verificou o óbito. Quanto maior é esse espaço, mais dificultosa será a perícia.
Será necessário juntar todos os fenômenos de modo a estudá-los quase como uma síndrome – “a síndrome da morte”, cuja análise nos levaria a um valor aproximado.
A importância desse estudo está não apenas nas soluções de questões civis ligadas à premoriência no interesse na sucessão, mas também em determinar-se a responsabilidade criminal.

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9
Q

NÃO EXISTE SINAL PATOGNOMONICO DE MORTE ANTES DOS EFEITOS TRANSFORMATIVOS (?).

A

CERTO

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10
Q

SUBDIVISÃO FENÔMENOS CADAVÉRICOS ABIÓTICOS (avitais, vitais negativos).

A

IMEDIATOS E CONSECUTIVOS (mediatos), PRECEDEM OS TRANSFORMATIVOS (sinais de certeza de morte) - DESTRUTIVOS E CONSERVADORES.

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11
Q

FENOMENOS CADAVÉRIOS FÍSICOS

A

DESIDRATAÇÃO, RESFRIAMENTO E LIVORES.

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12
Q

FENOMENOS CADAVÉRIOS QUÍMICOS

A

AUTÓLISE, RIGIDEZ MUSCULAR, PUTREFAÇÃO, MACERAÇÃO, SAPONIFICAÇÃO,MUMIFICAÇÃO.

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13
Q

FENÔMENOS CADAVÉRICOS ABIÓTICOS IMEDIATOS

A

Perda da consciência

Perda da sensibilidade

Abolição da motilidade e do tônus muscular

Relaxamento dos esfíncteres

Face hipocrática (máscara da morte) - músculos faciais relaxados e sem expressão, principalmente na morte agônica.

Cessação da respiração

Cessação da circulação

Ausência de pulso

Cessação de atividade cerebral

Pálpebras parcialmente cerradas

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14
Q

FENÔMENOS ABIÓTICOS CONSECUTIVOS

A

Desidratação cadavérica ( evaporação tegumentar e reposição) - decréscimo de peso, pergaminhamento da pele, dessecamento das mucosas dos lábios. SINAIS EM GLOBOS OCULARES-
Sinal de Louis( olho mole e depressivel)
Sinal de Bouchut ( enrugamento da córnea)
»»Sinal de Sommer Larcher (mancha negra da esclerótica)««
Sinal de Ripault- deformação da íris e da pupila após pressão certa de 8h pós morten).

Esfriamento cadavérico (algor mortis)

Manchas de hipóstase (livor mortis)

Rigidez cadavérica (rigor mortis)

Espasmo cadavérico (rigidez cataléptica)

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15
Q

FENÔMENOS ABIÓTICOS CONSECUTIVOS EM GLOBOS OCULARES-

A

Sinal de Louis( olho mole e depressivel)

Sinal de Bouchut ( enrugamento da córnea)

> > > > Sinal de Sommer Larcher (mancha negra da esclerótica)««

Sinal de Ripault- deformação da íris e da pupila se realizada pressão cerca de 8h após a morte).

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16
Q

Esfriamento cadavérico

A

Devido à falência do sistema termorregulador

Velocidade depende das condições ambientais e individuais

• De 0,5°C nas primeiras três horas; a seguir, decréscimo de 1°C por hora (varia entre os autores) até equilíbrio com ambiente.

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17
Q

Manchas de hipóstase (=livores cadavéricos)

Tipo de sinal / cores / cronologia

A

Sinal ABIÓTICO MEDIATO/consecutivo.

Parada da circulação faz com que o sangue se acumule nas partes mais baixas do corpo (gravidade) Em forma de placas, mas podem surgir como ponteados (púrpuras hipostáticas).

Não aparecem nas superfícies de contato com o plano.

> > > Cor varia segundo o meio de morte

Azul-púrpura (geral)

Vermelho-róseas ou acarminadas (asfixias por CO)

Mais escuros (asfixias em geral)

> > > > > Cronologia

Começam a partir de 2 a 3h após a morte.

(!!!!!!!!) Depois de 8 a 12 horas tornam-se fixas

Permanecem até o aparecimento da putrefação.

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18
Q

Rigidez cadaverica
Sinal ABIÓTICO MEDIATO

A

Devido a vários fatores - principalmente a (!!!!!) supressão de oxigênio muscular (!!!!) e acúmulo de ácido lático → contratura muscular

Rigidez precoce → mortes violentas com intensas lutas, asfixia mecânica

Lei de Nyster - rigidez inicia primeiro na face, mandíbula e pescoço, seguindo-se dos membros superiores, do tronco e até os membros inferiores

Desaparece na mesma ordem.

> > > > Cronologia da rigidez

Começa entre 1 e 2h após a morte

Máximo de rigidez - 8h após a morte

Desaparece com o início da putrefação

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19
Q

Espasmo cadavérico
Sinal ABIÓTICO MEDIATO

A

Espasmo cadavérico

Rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem o relaxamento muscular que precede a rigidez comum

É um sinal Raro.

Cadáveres guardam a posição com que foram surpreendidos pela morte em uma atitude especial fixada da vida para a morte [sinal de Kossu]

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20
Q

Sinais de certeza de morte

A

Sinais ABIÓTICOS TRANSFORMATIVOS

Sendo eles os destrutivos-
AUTOLISE, PUTREFAÇÃO, MACERAÇÃO.

E Conservadores:

Mumificação
Saponificação
Calcificação
Corificação
Congelacao
Fossilização

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21
Q

AUTÓLISE

A

Processo de destruição celular, caracterizado por uma série de fenômenos fermentativos anaeróbicos que se verifica na intimidade da célula, motivados pelas (!)próprias enzimas celulares e que levam à destruição do corpo humano logo após a morte.

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22
Q

PUTREFAÇÃO

A

Decomposição fermentativa da matéria orgânica por ação de diversos germes e alguns fenômenos daí decorrentes

Ponto de partida: intestino

Exceto RN/fetos - todas as cavidades, princ. vias respiratórias.

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23
Q

4 FASES DA PUTREFAÇÃO

A

CROMÁTICO, GASOSO, COLIQUATIVO E ESQUETIZAÇÃO.

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24
Q

Como se inicia o período cromático da putrefação?

A

Geralmente como mancha verde abdominal localizada na FID 20 a 24h após a morte, durando em média 7 dias.
A MANCHA VERDE ENEGRECIDA SE DEVE À SULFOMETEMOGLOBINA (hidrogênio sulfurado + HB).

. Exceto afogados e RN.

CECO- parte mais dilatada do intestino grosso, que irá acumular mais gases e está próxima da parede abdominal.

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25
SEGUNDA FASE DA PUTREFAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS
PERÍODO GASOSO. No interior do corpo vão surgindo gases de putrefação em forma de enfisema putrefativo, com bolhas(flictenas) na epiderme, de conteúdo líquido hemoglobínico. 24 A 36H após morte, difuso em 3 a 5 dias, durando em média 2 semanas. SURGE FENOMENO CHAMADO "CIRCULAÇÃO PÓSTUMA DE BROUARDEL" Aumento do volume do cadáver "aspecto gigantesco" que o confere posição de LUTADOR. ODOR CARACTERÍSTICO - Gás sulfídrico.
26
CIRCULAÇÃO PÓSTUMA DE BOUARDEL
GASES DE PUTREFAÇÃO SE FORMANDO NA CHAMADA FASE GASOSA, EXERCEM PRESSÃO SOBRE SANGUE QUE SE DIRECIONA PARA A PERIFERIA SE TORNANDO DESCADA NA EPIDERME.
27
PARTO POST MORTEM
NO PERIODO GASOSO (ENFISEMATOSO) DA PUTREFAÇÃO, OS GASES DE PUTREFAÇÃO AUMENTAM PRESSÃO SOBRE ORGÃOS INTERNOS PODENDO EVERTIR O ÚTERO E LIBERAR FETO RETIDO.
28
TERCEIRA FASE DA PUTREFAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS
FASE COLIQUATIVA (DE LIQUEFAÇÃO). Cadáver alcança de fase de dissolução pútrida, cujas partes moles vão reduzindo seu volume pela degradação conjunta de bactérias e fauna necrófaga. Pode durar de 1 a vários meses. Surge grande número de larvas de insetos.
29
QUARTO PERÍODO DA PUTREFAÇÃO.
1 cromático 2 gasoso ou enfisematoso 3 coliquativo ou liquefativo 4 esqueletização! 3 a 5 anos. Desintegração do corpo, ossos quase livres, presos por apenas alguns ligamentos articulares. Cabelos e dentes resistem muito tempo à destruição.
30
SÍNTESE DOS 3 TIPOS DE SINAIS ABIÓTICOS DESTRUTIVOS
AUTÓLISE - degradação pelas enzimas intrazelulares Putrefação- degradação bacteriana e fauna cadavérica Maceração- degradação pelo meio em que está submerso ("amolecimento"- DESTACAMENTO DA PELE).
31
2 tipos de maceração
SÉPTICA - BACTÉRIAS PRESENTES ( meio líquido do afogado ). ASSÉPTICA- FETO INTRA ÚTERO
32
DESTACAMENTO de amplos retalhos de tegumento.
MACERAÇÃO. > DEDOS DE LUVAS
33
SINAIS ABIÓTICOS TRANSFORMATIVOS CONSERVADORES (citação e síntese)
MUMIFICAÇÃO - dessecação do corpo SAPONIFICAÇÃO- hidrólise da gordura CALCIFICAÇÃO- petrificação (feto retido) CORIFICAÇÃO- aspecto de couro, preservação interna> urna rica em zinco CONGELAÇÃO- gelo FOSSILIZAÇÃO- forma externa preservada, longo período
34
Cadáver reduzido em peso, com pele dura, seca, enrugada e enegrecida, cabeça com volume diminuído.
Características de mumificação. A mumificação natural ocorre em ambientes quentes e secos, que promovem desidratação muito rápida, de modo a impedir ação da microbiota responsável pela putrefação.
35
Transformação do cadáver em substância de aspecto untuoso, mole e quebradiço, de tonalidade amarela escura dando aparência de cera ou sabão.
Características da Saponificação. (adipocera) Surge após hidrólise de triglicerídeos em ácidos graxos, que reagem com elementos minerais da argila interrompendo degradação bacteriana. !princ. obesos e mulheres, em solo argiloso, úmido, sem acesso ao ar atmosférico.
36
"PETRIFICAÇÃO DO CORPO"
CALCIFICAÇÃO. Mais comum em fetos mortos retidos (LITOPÉDIOS).
37
Pele do cadáver adquire cor e aspecto de couro. Órgão amolecidos e preservados.
CORIFICAÇÃO. Muito raro- urnas metálicas hermeticamente fechadas principalmente de zinco.
38
Cadáver em conservação integral no gelo.
CONGELAÇÃO.
39
FENÔMENO RARO EM QUE CORPO MANTÉM SUA FORMA, MAS NÃO CONSERVA QUALQUER COMPONENTE DE SUA ESTRUTURA ORGÂNICA.
FOSSILIZAÇÃO. Demanda períodos muito prolongados.
40
CRONOTANATOGNOSE DE 0H A 5 ANOS(!!!!) LINHA DO TEMPO.
0 A 3H - ALGOR (ESFRIAMENTO) DE 0,5 GRAUS, 4H EM DIANTE -1 GRAU POR HORA, ATÉ EQUILIBRIO COM O MEIO EM CERCA DE 12H. 2,3H - INICIO DOS LIVORES E RIGOR (MANDÍBULA E NUCA) 3,4H- RIGOR ATINGE MMSS 6,8H- RIGOR ATINGE MMII 8H RIGOR MÁXIMO 12H LIVORES FIXOS (8H SEGUNDO FRANÇA) FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS (CERTEZA DE MORTE) PASSAM A APARECER DE 18 A 24H APÓS A MORTE PELA FASE CROMÁTICA DA PUTREFAÇÃO. (MANCHA VERDE ABDOMINAL) FLACIDEZ CADAVÉRICA 38 A 48H PUTREFAÇÃO (PRIMEIRO DIA - GASES NÃO INFLAMÁVEIS). SEGUNDO A QUARTO DIA - GASES INFLAMÁVEIS. QUINTO DIA GASES NÃO INFLAMÁVEIS. 3 A 5 DIAS- MANCHA VERDE SE EXTENDE POR TODO O CORPO. VÁRIOS MESES> PERÍODO COLIQUATIVO 3 A 5 ANOS ESQUELETIZAÇÃO.
41
Os Cristais de Westenhöfer-Rocha-Valverde surgem depois do terceiro dia da morte no sangue putrefeito (?)
CERTO. Cristais de Westenhofer – Rocha – Valverde são cristais em forma de lâminas fragmentadas que se observam ao exame do sangue putrefeito. Surgem normalmente no 3º dia da morte e permanecem até o 35º dia.
42
O estudo da fauna cadavérica tem grande importância na determinação da cronologia da morte, tanto em relação a cadáveres expostos ao ar livre como em cadáveres inumados(?).
INCORRETO. O estudo da fauna cadavérica (entomologia forense) pode ser feito em relação tanto aos cadáveres expostos ao ar livre quanto aos cadáveres inumados; no entanto, apenas nos cadáveres expostos será possível utilizar esses dados na determinação da cronologia da morte.
43
A análise do conteúdo estomacal é importante, pois é sabido que a digestão de uma alimentação pesada, em geral, se faz no estômago em torno de cinco a sete horas(?).
CERTO. O fenômeno da digestão varia de acordo com cada indivíduo e, ainda, conforme o tipo e a quantidade de alimentos. No entanto, sabemos que a digestão de uma alimentação pesada se faz no estômago em torno de 5 a 7h; uma refeição média de 3 a 4h; e uma leve e meia hora a 2h. Assim, dependendo da fase de digestão encontrada no estômago, poderemos inferir tempo estimado da morte.
44
A rigidez cadavérica varia de acordo com a idade, a constituição individual e a causa da morte(?)
CERTO. A rigidez cadavérica é um fenômeno cujo aparecimento pode ser tardio ou extremamente precoce, dependendo de inúmeros fatores. Nas asfixias mecânicas, por exemplo, a rigidez surge mais lentamente, no entanto é mais intensa e prolongada. Qualquer condição que determine redução do oxigênio muscular, dificuldade de sua utilização ou excesso de consumo acelera a rigidez. De modo geral, a rigidez surge na mandíbula e nuca da 1a a 2a h depois do óbito; da 2a a 4a h nos membros superiores; da 4a a 6a h nos músculos torácicos e abdominais e, finalmente, entre a 6a e a 8a h post mortem nos membros inferiores.
45
Observações comprovam que a perda de peso nos cadáveres de recém-nascidos e crianças é em média de 0,8 g/kg (grama por quilograma) de peso por dia nas primeiras vinte e quatro horas após a morte(?).
ERRADO. A evaporação da água dos tecidos orgânicos após a morte leva, consequentemente, à diminuição de peso. É mais acentuada nos fetos e recém-nascidos, chegando a até 8 g por quilograma de peso em um dia (e não 0,8g/kg), alcançando, segundo Dupont, nas primeiras horas até 18 g/kg de peso. Deve-se levar em conta que este fenômeno varia de indivíduo para indivíduo, de acordo com o tipo de morte e condições ambientais.
46
A mancha verde abdominal surge no cadáver, em média, entre quatro e oito horas após a morte(?).
ERRADO. O aparecimento dos primeiros sinais de putrefação se dá no abdome, correspondendo a mancha verde abdominal. O aparecimento dessa mancha, em nosso meio, surge entre 20 e 24 h depois da morte (e não entre 4 e 8h após a morte). A tonalidade (verde-enegrecida) dos tegumentos é responsabilizada pela formação do hidrogênio sulfurado que se vai combinar com a hemoglobina, dando a sulfometahemoglobina.
47
A desidratação ocorre pela evaporação da água dos tecidos orgânicos, sendo mais acentuada nos fetos e recém-nascidos(?).
CORRETO. Segundo Wilson Luiz, “evaporação tegumentar\desidratação dos tecidos: com a morte, cessa o controle hídrico. Isso influi no peso do cadáver, na sua pele e mucosas bem como nos olhos, tendo em vista que a maior parte do ser humano é formada por água. (...), Genival França afirma que é mais acentuada nos recém-nascidos e nos fetos." Wilson Luiz Palermo Ferreira. Medicina Legal. 2º Edição, 2017, pgs: 325.
48
O dessecamento das mucosas dos lábios é mais comum na porção mais externa da mucosa labial e seu conhecimento é fundamental para não se atribuir a lesões traumáticas ou ação de substâncias cáusticas(?).
CORRETO. Segundo Genival, “Dessecamento das mucosas dos lábios. Principalmente nos cadáveres de recém-nascidos e de crianças, a mucosa dos lábios sofre desidratação, tomando uma consistência dura e tonalidade pardacenta. É mais comum na porção mais externa da mucosa labial. Seu conhecimento é fundamental para não se atribuir a lesões traumáticas ou ação de substâncias cáusticas.". FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 1025.
49
A desidratação manifestada nos olhos do cadáver pode ser comprovada pelo sinal de Sommer e Lancher(?).
CORRETO. Segundo Wilson Luiz, “Sinal de Sommer-Larcher é a dessecação de esclerótica e ocorre de 3 a 5 horas após a morte, dependendo da velocidade da evaporação.". Wilson Luiz Palermo Ferreira. Medicina Legal. 2º Edição, 2017, pgs: 326.
50
O esfriamento do corpo independe do panículo adiposo do cadáver (?).
INCORRETO. Segundo Genival, “A renovação do ar, a umidade do ar e a ventilação forte local roubam calor, influenciando na marcha do esfriamento do cadáver. Quanto maior for o panículo adiposo apresentado pelo indivíduo, mais resistência oferece à baixa de temperatura." FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 1026.
51
Em relação à tanatologia, os sinais abióticos são sinais que surgem a partir do momento da morte e que permitem a sua conclusão. Assinale a alternativa em que não apresenta um fenômeno abiótico imediato. A Desidratação B Perda da sensibilidade C Abolição do tono muscular D Cessação da respiração E Cessação da circulação
A) ERRADO. A desidratação cadavérica é um fenômeno abiótico consecutivo, e não imediato. Ocorre porque o cadáver sofre evaporação tegumentar.
52
SULFEMOGLOBINA É SINÔNIMO DE SULFOMETEMOGLOBINA.
CERTO, SUBSTÂNCIA QUE DÁ O TOM ESVERDEADO NO PERÍODO CROMÁTICO DA PUTREFAÇÃO.
53
Segundo a lei de Nysten, a rigidez cadavérica se manifesta em primeiro lugar nos membros superiores(?).
INCORRETO, Segundo a lei de Nysten, a rigidez cadavérica começa primeiro na cabeça, e só depois vai para os membros superiores (de cima para baixo).
54
A desidratação manifesta nos olhos a formação da tela viscosa e a mancha negra esclerótica(?).
CERTO. Tais fenômenos oculares são provenientes da desidratação cadavérica, pois após a morte não há mais reposição dos líquidos corporais, apenas perda. Após a morte, a (!) córnea vai se tornando opaca (!) , e não mais transparente (é a chamada tela viscosa mencionada ).
55
É o estudo dos processos geológicos e biológicos que influenciam ou contaminam materiais orgânicos após a morte. Esse conceito é essencial para entender como diferentes fatores ambientais, como temperatura, umidade, ação de animais e plantas, afetam a decomposição e preservação dos restos mortais.
A tafonomia (!) tem importância direta na Medicina Legal porque ajuda a esclarecer o tempo e as condições da morte, influenciando investigações criminais e judiciais.
56
EXEMPLOS DE MORTES QUE DEVEM SER ENCAMINHADOS AO IML.
"Cadáveres desconhecidos com causa de morte natural." Os cadáveres desconhecidos devem ser encaminhados ao IML independentemente da causa da morte. A identificação do indivíduo e a confirmação da causa da morte são processos que requerem investigação detalhada, algo que é responsabilidade do IML. "Mortes suspeitas." Qualquer morte suspeita deve ser investigada pelo IML. Isso inclui mortes em que há dúvidas sobre a causa, circunstâncias inusitadas ou possíveis envolvimentos de terceiros. O IML tem a função de esclarecer essas dúvidas através de exames necroscópicos e outros procedimentos periciais. "Mortes acidentais." As mortes acidentais são frequentemente encaminhadas ao IML para completar a investigação sobre as circunstâncias do acidente e determinar se houve algum fator externo envolvido. Este é um procedimento padrão para garantir que não houve crime ou negligência contribuindo para o acidente. "Mortes metatraumáticas." As mortes metatraumáticas acontecem quando uma pessoa morre direta ou indiretamente relacionado a um trauma anterior (por exemplo, infecções decorrentes de ferimentos). Esses casos são encaminhados ao IML para verificar a relação entre o trauma inicial e a causa final da morte. EXEMPLO QUE NÃO DEVE SER ENCAMINHADO> "Mortes naturais sem assistência médica." É incorreto afirmar que mortes naturais sem assistência médica devem ser encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML). Nesses casos, a morte é considerada natural e, mesmo sem assistência médica, não há necessidade de investigação forense a menos que haja suspeitas de alguma irregularidade. Assim, o corpo pode ser liberado para os familiares após a obtenção de um atestado de óbito por um médico de plantão ou legista.
57
A morte metatraumática é decorrente de um trauma violento, seja ele direto ou indireto(?).
Certo. Esse conceito está relacionado com a definição de morte violenta na doutrina médico-legal, que envolve qualquer falecimento onde há uma relação causal com uma violência sofrida pela vítima.
58
As normas de fiscalização sanitária de translado de restos mortais humanos, em urna funerária, são regulamentadas pela (o):
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão responsável por garantir a segurança sanitária de produtos e serviços, incluindo o controle de qualidade e a regulamentação de práticas que possam impactar a saúde pública.
59
O médico legista é obrigado a preencher a declaração de óbito em todos os casos (?).
Esta afirmação está incorreta. A responsabilidade do médico legista é bem definida por leis e normas regulamentares, e não abrange todos os casos de óbito. Em situações de morte natural que não envolvem suspeita de crime, por exemplo, a declaração de óbito pode ser preenchida por um médico que tenha acompanhado o paciente.
60
ELEMENTOS PARA A ESTIMATIVA DO TEMPO DE MORTE (cronotanatognose)
Esfriamento do cadáver (algor mortis) Livores violáceos de hipóstase (livor mortis) Rigidez cadavérica (rigor mortis)  Mancha verde Gases da putrefação – 1º, 2º, 4º,5º dias. Perda de peso 08 g/kg/dia Cristais no sangue putrefeito/Crioscopia do sangue Crescimento dos pêlos da barba Conteúdo gástrico Fundo de olho até 90-100 horas Líquido cefaloraquidiano Restauração da pressão intra-ocular - 0,02 ml/h Concentração pós mortal do potássio no humor vítreo Fauna cadavérica
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As Docimásias Pulmonares são provas baseadas na possível respiração ou nos seus efeitos. A Docimásia de Galeno quando se apresenta positiva na sua primeira fase, a conduta a ser tomada é:
Dispensa as demais fases. Docimasia de Galeno é um teste realizado para determinar se um recém-nascido respirou antes de sua morte. Esse teste é parte da tanatologia forense, que estuda aspectos da morte e dos cadáveres. O procedimento consiste em verificar se os pulmões flutuam ou afundam quando imersos em água. Se os pulmões flutuarem, o recém-nascido respirou e, portanto, nasceu vivo. Se os pulmões afundarem, é um indicativo de que o recém-nascido não respirou e, portanto, nasceu morto. Docimasia de Galeno dá negativo na seguinte hipótese: Afundamento completo do pulmão. Logo, como a Docimásia deu positivo, não é necessário seguir para a próxima fase. Lembrando que são 4 fases. Esta prova compõe-se de quatro fases distintas, assim distribuídas: 1° fase: põe-se no líquido o bloco constituído de todo o sistema respiratório (pulmões, traqueia e laringe) e mais língua, timo e coração (Figura 13.8). Se estes órgãos flutuam por inteiro ou à meia-água, diz-se que a fase é positiva, dispensando as demais. Caso contrário, é ela negativa, impondo-se a fase seguinte (Figura 13.9) 2° fase: mantendo-se o bloco no fundo do vaso, separam-se os pulmões pelo hilo das demais vísceras. Se estas permanecem no fundo e os pulmões flutuam por inteiro ou à meia-água, diz-se que a segunda fase é positiva, não sendo necessário ir adiante. Se os pulmões permanecem no fundo, esta fase é negativa. Procede-se à fase seguinte (Figura 13.10) 3° fase: com os pulmões no fundo do reservatório, cortam-se, no interior do líquido, vários fragmentos de pulmão e observam-se seus comportamentos. Se todos estes fragmentos permanecem no fundo, a terceira fase é negativa, impondo-se a fase seguinte. Se alguns fragmentos flutuam, esta fase é considerada positiva (Figura 13.11) 4° fase: tomam-se alguns desses fragmentos que permaneceram no fundo do recipiente, comprimindo-os entre os dedos e de encontro à parede do vaso. Se há desprendimento de finas bolhas gasosas misturadas com sangue, é esta fase considerada positiva. Caso contrário, é ela negativa (Figura 13.12). FRANÇA, P.876
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As docimásias (do grego dokimos – eu provo) são provas baseadas na possível respiração ou nos seus efeitos e por isso classificadas em docimásias pulmonares e extrapulmonares (?).
CERTO.
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Essa é a mais prática, a mais simples e a mais usada na perícia médico-legal corrente. E também a mais antiga. Levando-se em conta os devidos cuidados e os seus limites, esta docimásia é uma das mais seguras. Fundamenta-se na densidade do pulmão que respirou e do que não respirou.
Docimásia hidrostática pulmonar de Galeno. Esta prova compõe-se de quatro fases distintas, assim distribuídas: 1a fase: põe-se no líquido o bloco constituído de todo o sistema respiratório (pulmões, traqueie laringe) e mais língua, timo e coração. Se estes órgãos flutuam por inteiro ou à meia-água, diz-se que a fase é positiva, dispensando as demais. Caso contrário, é ela negativa, impondo-se a fase seguinte: 2afase: mantendo-se o bloco no fundo do vaso, separam-se os pulmões pelo hilo das demais vísceras. Se estas permanecem no fundo e os pulmões flutuam por inteiro ou à meia-água, diz-se que a segunda fase é positiva, não sendo necessário ir adiante. Se os pulmões permanecem no fundo, esta fase é negativa. Procede-se à fase seguinte: 3a fase: com os pulmões no fundo do reservatório, cortam-se, no interior do líquido, vários fragmentos de pulmão e observam-se seus comportamentos. Se todos estes fragmentos permanecem no fundo, a terceira fase é negativa, impondo-se a fase seguinte. Se alguns fragmentos flutuam, esta fase é considerada positiva. 4a fase: tomam-se alguns desses fragmentos que permaneceram no fundo do recipiente, comprimindo-os entre os dedos e de encontro à parede do vaso. Se há desprendimento de finas bolhas gasosas misturadas com sangue, é esta fase considerada positiva. Caso contrário, é ela negativa. Donde se conclui: se houve flutuação na primeira fase, a presunção é de que o infante respirou bastante. Se a segunda e a terceira fases são positivas, conclui-se por uma respiração precária. Se apenas a quarta fase é positiva, a prova é duvidosa ou há presunção de raras incursões respiratórias. E, finalmente, se as quatro fases são negativas, opina-se pela inexistência de vida autônoma, ou seja, não houve respiração. Esta prova, no entanto, só tem valor até 24 h após a morte do infante, pois, a partir desse tempo, começam a surgir os gases oriundos do fenômeno transformativo da putrefação, dando, por conseguinte, um resultado falso-positivo. Considerar também o fato das tentativas de ressuscitação por respiração artificial.
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Para alguns autores existiria uma 5a fase na DOCIMACIA HIDROSTATICA PULMONAR DE GALENO, esta representada pelas docimásias hidrostáticas de Icard, as quais teriam início quando a 4a fase acima fosse positiva ou quando se pretendesse evidenciar pequenas quantidades de ar no fragmento de pulmão fetal.
Icard preconizou duas provas: por aspiração e por imersão em água quente. A docimásia por aspiração consiste em colocarem-se alguns fragmentos de pulmão em um frasco contendo água fria até próximo ao gargalo. Depois, fecha-se esse reservatório com rolha de borracha contendo um orifício central por onde se adapta a cânula de uma seringa de metal. Puxa-se o êmbolo da seringa a fim de diminuir a pressão interna do frasco pela rarefação do seu ar, até obter-se um equilíbrio com o ar existente nos alvéo-los dos fragmentos de pulmão no fundo do líquido. Assim, o pulmão aumenta de volume, diminui sua densidade e sobrenada. Este fenômeno dá à prova um resultado positivo, provando ter havido respiração. A docimásia por imersão em água quente tem a mesma finalidade da anterior, qual seja, dilatar o ar que se encontra nos alvéolos. Toma-se um fragmento de pulmão que não sobrenadou e coloca-se dentro de um reservatório com água quente. Depois de algum tempo, pela dilatação do ar pelo calor, o fragmento flutuará, indicando respiração autônoma.
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Docimásia ÓPTICA!!!!!!! de ICARD
Esta prova realiza-se por meio de pequenos cortes de fragmento de pulmão, de dimensão reduzida, esmagado entre duas lâminas de modo a transformá-lo em um esfregaço. Nos casos em que houve respiração, notam-se, no esfregaço, inúmeras bolhas de ar. Esta prova não tem valor para pulmões putrefeitos, pois os gases da putrefação iriam dar um resultado falsamente positivo.
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Docimásia diafragmática de Ploquet.
Aberta a cavidade toracoabdominal do examinado, observam-se horizontalidade diafragmática, nos casos em que houve respiração, e convexidade exagerada das hemicúpulas do diafragma, quando a respiração autônoma não existiu. Isso é explicado pela pressão exercida pelas vísceras abdominais.
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Docimásia óptica ou visual de Bouchut.
É a simples inspeção do pulmão examinado. O que respirou apresenta, como característica, o desenho de mosaico alveolar, e o que não respirou tem aspecto compacto, liso e uniforme. Um pulmão hepatizado. Os pulmões que não respiraram localizam-se nas goteiras paravertebrais e os que respiraram mostram-se insuflados, o lobo inferior esquerdo cobrindo parcialmente o pericárdio.
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Docimásia tátil(!!!!!) de Nerio Rojas.
No pulmão que respirou, sentem-se, pela palpação, um crepitar característico e a sensação esponjosa, e, no que não respirou, uma consistência carnosa.
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Docimásia radiológica de Bordas.
É baseada na maior opacidade aos raios X dos pulmões que não respiram, cuja forma de punho dá a ideia de atelectasia pulmonar. Os diafragmas não são vistos, nem a silhueta cardioaórtica. No pulmão que respirou observa-se uma imagem clara de transparência alveolar. No momento atual, usam-se também a tomografia axial computadorizada (TAC) e a ressonância magnética nuclear, as quais oferecem imagens de diferentes densidades dos órgãos internos e que muito podem ajudar quando os outros métodos não se mostram resolutivos.
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Esta prova é a mais perfeita, pois é usada mesmo nos pulmões putrefeitos. Consiste no estudo microscópico do tecido pulmonar através da técnica histológica comum. Denominada por alguns de docimásia histológica de Bouchut-Tamassia.
Docimásia histológica de Balthazard. O pulmão que respirou apresenta-se estruturalmente igual ao pulmão do adulto, com a dilatação uniforme dos alvéolos, achatamento das células epiteliais, desdobramento das ramificações brônquicas e aumento do volume dos capilares pelo afluxo sanguíneo. O pulmão que não respirou tem as cavidades alveolares colabadas. E, quando putrefeito, o tecido pulmonar apresenta bolhas gasosas irregulares no tecido intersticial e cavidades alveolares fechadas. Quando o tecido alveolar não é mais visível devido aos efeitos putrefativos, examinam-se as fibras elásticas pelo método de Weigert, cuja disposição citoarquitetônica denunciará se houve ou não distensão pela entrada de ar. E, finalmente, se a putrefação inutilizou essas fibras elásticas, procura-se impregnar o retículo fibrilar pelo método de Levi-Bilschowsky com a mesma finalidade.
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Docimásia epimicroscópica pneumoarquitetônica de Hilário Veiga de Carvalho.
Lava- se o órgão em formalina e, em seguida, é levado a uma placa de Petri. Corta-se o pulmão em fragmentos, que são examinados através da pleura ou através da superfície de corte do parênquima. Deposita-se no material uma gota de glicerina e observa-se com objetiva de imersão. Quando houve respiração, as cavidades cheias de ar mostram-se arredondadas com refringência contrastada em fundo negro. O pulmão que não respirou apresenta um fundo negro uniforme e sem imagens. No pulmão putrefeito, as imagens das bolhas são grandes e disformes e de distribuição irregular.
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Docimásia química de Icard.
Esta prova consiste em colocar-se um fragmento de pulmão da parte central de um lobo, lavado em álcool puro e pôr-se dentro de uma solução alcoólica de potassa cáustica a 30 por cento. Esse fragmento deve ficar preso ao fundo do vaso. Tendo havido respiração, o parênquima é destruído pelo líquido, desprendendo bolhas de ar que sobem à superfície. Na hipótese de estar putrefeito o pulmão, a dissolução da víscera será rápida e as bolhas desprendidas são grandes, consequentes ao enfisema putrefativo.
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A necrose refere-se a um espectro de alterações morfológicas que sobrevêm a morte celular no tecido vivo. As células necróticas apresentam características específicas, assinale a alternativa que apresenta características das células necróticas.
A) Eosinofilia aumentada, aparência vítrea, citoplasma vacuolizado. As características das células necróticas incluem alterações específicas no núcleo e no citoplasma, que refletem a perda de integridade celular e a degradação estrutural. Eosinofilia aumentada: Devido à desnaturação de proteínas e à perda de RNA, o citoplasma se cora mais intensamente com eosina. Aparência vítrea: O citoplasma torna-se homogêneo devido à perda de glicogênio. Citoplasma vacuolizado: Indica a presença de enzimas lisossômicas que degradam organelas, formando vacúolos.
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Levando-se em conta a cronotanatognose, assinale a alternativa correta, segundo a maioria dos autores. A O estudo dos livores hipostático e do resfriamento do cadáver fornecem elementos objetivos e claros do tempo de morte, permitindo sua precisa determinação. B Com menos de 03 horas da morte, o corpo encontrase ainda quente e flácido. C Entre 03 e 08 horas, o corpo encontra-se frio e rígido. D Entre 08 e 36 horas, o corpo encontra-se quente e rígido. E Acima de 36 horas, o corpo encontra-se frio e flácido.
Acima de 36 horas, o corpo encontra-se frio e flácido. Surge na musculatura da mandíbula depois de 1 a 2ª hora; em seguida nuca (2-4 h.); nos membros (4-6 h.) e nos músculos do tórax (6-8 h.). Cadáver completamente rígido, a morte ocorreu + de 6h ou +8h, a depender da disposição das alternativas. +24h inicia a putrefação e diminui a rigidez (amolece) que começa na mandíbula para o restante do corpo “Nossa observação mostra que a rigidez começa entre 1 e 2 h depois da morte, chegando ao máximo após 8 h e desaparecendo com o início da putrefação depois de 24 h, seguindo a mesma ordem como se propagou, pela coagulação das albuminas, pela acidificação que se forma depois da morte e, finalmente, pela quebra do sistema coloidal.”
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As docimásias podem ser PULMONARES ou EXTRAPULMONARES.
As extrapulmonares são: 1) BRESLAU - gastrointestinal; (Dica: LAU / intestiNAL) 2) Wreden-Wendt-Gelé - Auricular (presença de ar no ouvido médio); 3) Siálica de Souza Dinitz - Presença de Saliva no estômago; 4) MIRTO - Presença de Mielina no NERVO ÓPTICO; Docimasias de GALENO e ICARD são Pulmonares.
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Período de Incerteza de Tourdes
É o período correspondente ao interstício de tempo antes e depois da morte, em que não se pode definir com certeza se as lesões encontradas tiveram causa anterior ou posterior ao falecimento.
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Principais indicadores usados na cronotanatognose:
Crescimento da barba: Os pelos continuam crescendo por um curto período após a morte, o que pode fornecer pistas sobre o tempo de óbito. Livores de hipóstase: São manchas que surgem no corpo devido à sedimentação do sangue após a morte, sua aparência e localização podem indicar tempo decorrido. Crioscopia do sangue: É a técnica que mede a temperatura de congelamento do sangue, que varia conforme o tempo após a morte. Rigidez cadavérica: Conhecida como rigor mortis, é a rigidez que se instala no corpo após algumas horas da morte e se dissipa depois de um determinado tempo..
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O estudo da morte na medicina legal envolve o conhecimento de diversos processos biológicos e químicos relacionados aos fenômenos de decomposição. Com relação a esse tema, julgue o próximo item. O estudo elaborado por Mégnin sobre a fauna cadavérica é importante para estabelecer a cronologia da morte.
Gabarito: C - certo A questão aborda um tema crucial dentro da Medicina Legal, que é o estudo dos fenômenos de decomposição, com enfoque na cronologia da morte. A alternativa é correta, e vamos entender o porquê. O médico e entomologista francês Jean-Pierre Mégnin elaborou estudos pioneiros sobre a fauna cadavérica, que são os insetos que colonizam cadáveres em diferentes estágios de decomposição. Estes estudos são fundamentais porque permitem estimar o tempo de morte (ou PMI – Post-Mortem Interval) de um corpo. Mégnin identificou que a sequência de colonização dos insetos segue um padrão previsível, que está relacionado com as mudanças químicas e biológicas que ocorrem durante a decomposição do corpo. Essas mudanças criam diferentes microambientes, que atraem espécies específicas de insetos em diferentes estágios. Por exemplo, em fases iniciais da decomposição, moscas varejeiras (como a Calliphoridae) são as primeiras a colonizar o cadáver. À medida que a decomposição avança, outras espécies, como besouros da família Dermestidae, começam a aparecer. Esse padrão de sucessão é uma ferramenta valiosa para os médicos legistas.
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O estudo da morte na medicina legal envolve o conhecimento de diversos processos biológicos e químicos relacionados aos fenômenos de decomposição. Com relação a esse tema, julgue o próximo item. Na caracterização de uma lesão para se determinar se ela ocorreu com o indivíduo vivo ou após a sua morte, pode-se usar a prova de Verderau, que consiste em comparar a relação existente entre hemácias e leucócitos.
A prova de Verderau é um método utilizado para essa diferenciação. Ela c A questão está correta ao afirmar que a prova de Verderau pode ser utilizada para essa finalidade. Esse método é uma técnica reconhecida na medicina legal para distinguir lesões ante mortem de lesões post mortem, baseando-se no estudo histológico das células sanguíneas na área da lesão.
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Prova de Verderau
Consiste em avaliar a relação entre hemácias e leucócitos em uma lesão. Quando uma pessoa está viva, a reação inflamatória é ativada rapidamente, o que provoca um aumento na presença de leucócitos (glóbulos brancos) na área lesionada. Assim, ao comparar a quantidade de hemácias e leucócitos, é possível inferir se a lesão foi feita em vida (com maior presença de leucócitos) ou post mortem (com menos ou nenhum leucócito presente).
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Um dos objetivos da tanatologia médico-legal é estabelecer o diagnóstico da causa jurídica da morte, na busca de determinar as hipóteses de homicídio, suicídio ou acidente. A respeito desse tema, julgue o item subsequente. O suicídio anômico é o menos frequente atualmente.
E - errado. Vamos analisar o item: "O suicídio anômico é o menos frequente atualmente". Para entender isso, precisamos revisar os tipos de suicídio segundo as categorias de Émile Durkheim, um sociólogo que realizou estudos fundamentais sobre o tema. Durkheim classificou os suicídios em quatro tipos principais: Suicídio egoísta: Ocorre quando o indivíduo se sente (!) isolado ou desconectado da sociedade (!). Suicídio altruísta: Acontece quando o indivíduo está excessivamente integrado e (!) sacrifica-se pelo grupo. Suicídio anômico: Resulta de uma crise ou ruptura nas normas sociais, como recessão econômica ou (!) desastre. Suicídio fatalista: É raro(!) e ocorre em situações de opressão extrema, onde o (!)futuro parece completamente predeterminado (!).
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ÉMILE DURKHEIM - TIPOS DE SUICÍDIO. Classificado com "fato social" - “toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou, ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter"
3 CARACTERÍSTICAS QUE DEFINEM UM FATO SOCIAL- GERAL, EXTERIOR, COERCITIVO. "O SUICIDIO (1897)" FATO SOCIAL> ESTUDADOS COM OBJETIVIDADE. PROBLEMAS NA SOCIALIZAÇÃO DO INDIVÍDUO - EXCESSO E AUSÊNCIA (ENCERRAR SUA EXISTÊNCIA SOCIAL)!! 1) EGOÍSTA - PARTICULAR AO INDIVÍDUO (POUCO INTEGRAÇÃO SOCIAL) ISOLAMENTO E DESCONEXÃO COM A SOCIEDADE. 2) ALTRUÍSTA- "QUASE QUE UMA OBRIGAÇÃO À MORALIDADE DO GRUPO". INTEGRAÇÃO E SACRIFÍCIO PELO GRUPO. HONRA - SEPPUKU (HARAQUIRI), KAMIKAZI. 3) ANÔMICO- DECORRENTE ANOMIA SOCIAL >>NORMAS MORAIS SE PERDERAM POR MUDANÇA BRUSCA NA SOCIEDADE. CRISE, RECESSÃO, DESASTRE. 4) FATALISTA (considerado o mais raro) - PRESSÃO E CONTROLE> FORTE OPRESSÃO E FUTURO PREDETERMINADO>> SEM SAÍDA. EX: escravos ou prisioneiros que preferem a morte à falta de liberdade.
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Técnicas de necropsia:
Técnica de Letulle: todas as vísceras das cavidades torácica e abdominal são retiradas como um único bloco. Técnica de Ghon: evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatomicamente e/ou funcionalmente relacionados. Técnica de Virchow: órgãos são retirados um a um e examinados posteriormente – MAIS USADA EM IML. Técnica de Rokitansky: órgãos são retirados isoladamente após terem sido abertos e examinados “in situ”, ou seja, em seu lugar natural.
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Na técnica de Letulle, faz-se uma grande incisão nas cavidades torácica e abdominal, a fim de se ter uma ampla visão do conjunto de suas vísceras (?).
CERTO, todas as vísceras das cavidades torácica e abdominal são retiradas como um único bloco.
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Técnica de Virchow
Órgãos são retirados um a um e examinados posteriormente – MAIS USADA EM IML.
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Na técnica de Ghon, os órgãos são removidos um a um e, em seguida, examinados fora do seu local anatômico (?).
A técnica de Ghon é uma das várias técnicas de necropsia que existem. Nesta técnica, os órgãos são removidos em blocos e não um a um. Esses blocos geralmente incluem grupos de órgãos que estão anatomicamente e funcionalmente relacionados, como, por exemplo, o bloco torácico (coração e pulmões) e o bloco abdominal (fígado, estômago, intestinos, etc.). Dessa forma, os órgãos são examinados em conjunto, o que permite uma análise mais integrada das possíveis causas do óbito. Já a técnica mencionada na questão, onde os órgãos são removidos um a um e examinados fora do seu local anatômico, descreve na verdade a técnica de Virchow. Nesta técnica, cada órgão é retirado individualmente e analisado separadamente. Isso permite uma avaliação detalhada de cada órgão de forma isolada.
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Na técnica de Virchow, a evisceração é feita a partir de monoblocos de órgãos relacionados anatomicamente e(ou) funcionalmente (?).
ERRADO. Na necropsia, existem diversas técnicas para a evisceração de órgãos, dependendo da circunstância da morte e do estado do corpo. A questão menciona a técnica de Virchow, que é uma das quatro técnicas clássicas de necropsia. As outras técnicas são: Rokitansky, Ghon e Letulle. A técnica de Virchow é caracterizada pela remoção individual dos órgãos para exame. Cada órgão é retirado separadamente para análise, e não em monoblocos, ou seja, os órgãos não são retirados agrupados por suas relações anatômicas ou funcionais. Por outro lado, a técnica de Letulle é que se destaca por realizar a evisceração em monobloco, ou seja, agrupando órgãos relacionados anatomicamente e funcionalmente. A técnica de Ghon também envolve a retirada em blocos, mas de maneira segmentada (por exemplo: bloco torácico, bloco abdominal). Então, ao afirmar que "Na técnica de Virchow, a evisceração é feita a partir de monoblocos de órgãos relacionados anatomicamente e(ou) funcionalmente", a questão está incorreta, pois essa descrição se aplica à técnica de Letulle, não à de Virchow.
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Para a realização de uma necropsia, é importante inicialmente classificar o tipo de morte e saber quando e como realizar o procedimento. Considerando essa temática e assuntos correlacionados, julgue o item a seguir. A necropsia necessariamente deverá ser realizada após seis horas da ocorrência do óbito.
Código de Processo penal Art. 162. A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, !!!!!!! salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto.
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No que se refere à asfixiologia e à tanatologia forenses, à necropsia e a causas jurídicas de morte, julgue o item a seguir. A marcha da rigidez obedece à distribuição craniocaudal, ou seja, começa na cabeça e termina no pé, desfazendo-se da mesma forma, e a musculatura cardíaca tem rigidez instalada anteriormente às demais partes do corpo.
CERTO !!! CORAÇÃO PRIMEIRO, DEPOIS CRANIOCAUDAL. Na morte, o coração detém-se geralmente em diástole (relaxamento). Assim, rigidez cadavérica instala-se muito precocemente no coração, mesmo antes da musculatura esquelética, geralmente dentro da primeira hora após a morte, com início no ventrículo esquerdo. Rigidez: i. Mandíbula e nuca – 1º a 2ºh; ii. Membros superiores – 2º a 4ºh; iii. Músculos torácicos – 4º a 6ºh; iv. Membros inferiores – 6º a 8ºh; v. Geral – 8º a 12ºh; vi. Duração – 12 a 24h; Flacidez: De 24 a 48h - flacidez muscular pelo desaparecimento do rigor mortis, aparece progressivamente na mesma sequência, iniciando-se, portanto, pela mandíbula e nuca (Lei de Nysten).
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fenômenos abióticos imediatos: 3In3Cessacoes
inconsciência insensibilidade imobilidade cessação da respiração cessação da circulação cessação da atividade cerebral
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fenômenos abióticos mediatos: Do LAR
desidratação lividez (livor mortis) algidez (algor mortis- resfriamento) rigidez (rigor mortis)
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A partir do desenvolvimento das técnicas de transplante, o conceito de morte passa a ser considerado como a cessação total e irreversível das funções vitais, diagnosticada principalmente pela:
Morte encefálica. Critério principal para determinar a morte de uma pessoa, especialmente em contextos de transplante de órgãos. Tradicionalmente, a morte era definida pela cessação dos batimentos cardíacos e da respiração. Porém, com o avanço da medicina e das técnicas de transplante, esse conceito foi ampliado.
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Declaração de óbito de um feto
A declaração de óbito é obrigatória para fetos com idade gestacional igual ou superior a 20 semanas, ou com peso igual ou superior a 500 gramas, ou ainda com comprimento igual ou superior a 25 centímetros. FORA DESSES PARÂMETROS >>> não segue os critérios estabelecidos pela legislação para que seja necessário(!!!) o preenchimento de uma declaração de óbito com registro em cartório.
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Um bebê deixado dentro de um automóvel com vidros fechados, em um dia ensolarado e quente, em uma capital nordestina, pode falecer, mais provavelmente, devido a (à): A Intermação. B Insolação. C Queimadura. D Fulguração. E Barotrauma. B Insolação. C Queimadura. D Fulguração. E Barotrauma
Intermação é o processo de elevação excessiva da temperatura corporal devido à exposição a ambientes extremamente quentes, resultando na incapacidade do organismo de dissipar o calor adequadamente. Em um automóvel fechado e exposto ao sol, especialmente em um dia quente em uma capital nordestina, a temperatura interna pode aumentar significativamente. Um bebê, por ter um sistema termorregulador ainda imaturo, é particularmente suscetível a essa condição, que pode levar à hipertermia e falecer devido ao superaquecimento. Insolação, alternativa B, ocorre devido à exposição direta e prolongada ao sol, afetando principalmente a cabeça e o pescoço, e não necessariamente precisa de um ambiente fechado. No caso do bebê no automóvel, o fator principal é a elevação da temperatura dentro do carro, não a exposição direta ao sol.
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"Em casos de morte por doença cardiovascular, as alterações do parênquima cardíaco são visualizadas precocemente, menos de duas horas após o evento, como em um infarto agudo do miocárdio."(?)
Essa afirmação está incorreta. As alterações macroscópicas do parênquima cardíaco em um infarto agudo do miocárdio geralmente não são visíveis tão precocemente. Essas alterações costumam ser identificadas de 12 a 24 horas após o evento, enquanto as alterações microscópicas podem ser vistas antes.
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"O Aneurisma de Berry, no círculo de Willis, é causa incomum de hemorragia subaracnóidea." (?)
Essa alternativa está incorreta, pois o Aneurisma de Berry é, na verdade, uma causa comum de hemorragia subaracnóidea. Quando esses aneurismas se rompem, eles frequentemente levam a esse tipo de hemorragia.
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"Na doença de Addison, a adrenal vai estar hipertrófica e aumentada de tamanho ao exame macroscópico."(?)
A doença de Addison é caracterizada pela insuficiência adrenal, e normalmente, as glândulas adrenais estão atrofiadas e não hipertróficas. Portanto, essa alternativa está incorreta.
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"Tromboembolismo pulmonar ocorre mais comumente quando um trombo advindo de vasos dos membros inferiores viaja para o coração e árvore pulmonar; não é possível achar o êmbolo durante a autopsia."(?)
Embora seja verdade que o tromboembolismo pulmonar ocorra frequentemente devido a trombos vindos dos membros inferiores, é possível sim encontrar o êmbolo durante a autópsia. Portanto, essa afirmação está incorreta.
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"A hipertensão portal é causa comum de ruptura de varizes esofágicas, o que pode ocasionar hematêmese massiva, com dificuldades para visualização das varizes por seu colabamento." (?)
Essa alternativa está correta. A hipertensão portal é frequentemente a causa de varizes esofágicas, que podem romper e causar hematêmese (vômito de sangue). De fato, após a ruptura e a perda de sangue, as varizes podem ficar colabadas, o que dificulta sua visualização durante a autópsia.
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Objetivos principais da necropsia
Determinação da Causa da Morte: A necropsia permite ao médico-legista identificar a causa médica da morte, seja ela natural, acidental, suicida ou homicida. Estudo do Tempo da Morte: Por meio da análise de sinais cadavéricos como rigidez, livores e putrefação, o perito pode estimar o intervalo post mortem. Identificação do Cadáver: A necropsia pode incluir a análise de características físicas, exames odontológicos e outros métodos para identificar a pessoa falecida. CONCEITOS EXTRAS>> Datiloscopia: Trata-se do estudo das impressões digitais, utilizado para identificação de pessoas, mas não para determinar causa ou tempo da morte. Exumação: Consiste na retirada de um cadáver do local onde foi enterrado, geralmente para uma nova perícia, mas não descreve o exame em si para determinar a causa da morte.
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Embriaguez preordenada
Na embriaguez preordenada, o agente ingere bebida alcoólica ou consome substância de efeitos análogos com a finalidade de cometer um crime. Completa ou incompleta a embriaguez, não há exclusão da imputabilidade, tampouco redução de pena. Ao contrário, agrava-se a sanção penal (art. 61, II, “l”, do Código Penal).
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Crimes comissivos x omissivos
Os crimes comissivos são aqueles em que o agente pratica uma ação positiva, ou seja, um comportamento ativo que resulta em um crime. Exemplos incluem furto e roubo, onde a ação do agente é necessária para a consumação do crime. Essa classificação é importante para entender a responsabilidade penal, diferenciando-os dos crimes omissivos, que ocorrem por inação.
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Assinale a opção correta quanto à identificação de cadáveres encontrados em decomposição cuja face não seja mais reconhecível, devido à ação de intempéries, fauna cadavérica e outros aspectos. A A identificação por familiares, através de reconhecimento das roupas, joias, sapatos e tatuagens acelera esse processo, pois, a partir de então, se pode afirmar quem é, conforme as normas e protocolos vigentes. B Qualquer documento com foto é hábil para se fazer a identificação. C A identificação pode ser feita de forma primária por arcada dentária, mediante comparação de elementos como radiografias prévias e moldes dentários com os do cadáver. D A comparação de impressões datiloscópicas constantes de arquivos e comparadas com as do cadáver constitui identificação secundária. E Um dos exemplos de identificação secundária é o caso dos exames genéticos; no entanto, há algumas limitações, entre elas, o fato de não servirem para estabelecer vínculos de irmandade, tão somente de paternidade e maternidade.
Alternativa C (Correta): A identificação pode ser feita de forma primária por arcada dentária, mediante comparação de elementos como radiografias prévias e moldes dentários com os do cadáver. A comparação odontológica é um método primário de identificação porque é altamente confiável e baseada em características únicas de cada indivíduo. As estruturas dentárias resistem bem à decomposição e podem ser comparadas com registros odontológicos anteriores do indivíduo, como radiografias e moldes dentários. Alternativa A (Incorreta): A identificação por familiares, através de reconhecimento das roupas, joias, sapatos e tatuagens, não é suficiente para afirmar a identidade de um cadáver conforme as normas vigentes. Esses elementos são considerados (!)métodos secundários(!) de identificação, pois podem ser compartilhados por mais de uma pessoa ou estar sujeitos a erros de reconhecimento, especialmente em casos de decomposição avançada. Alternativa B (Incorreta): Qualquer documento com foto não é hábil para se fazer a identificação de um cadáver em decomposição. Documentos com foto podem ser úteis em uma fase preliminar, mas não são suficientes como prova definitiva de identidade. Isso ocorre porque a decomposição altera significativamente as características faciais, tornando o reconhecimento visual impraticável. Alternativa D (Incorreta): A comparação de impressões datiloscópicas (digitais) é um método de (!)identificação primária(!), não secundária. As impressões digitais são únicas para cada indivíduo e permanecem inalteradas ao longo da vida, sendo um dos métodos mais confiáveis de identificação. Classificá-las como secundárias está incorreto. Alternativa E (Incorreta): Os exames genéticos são considerados métodos de (!)identificação primária(!) e não secundária. Eles não têm limitações para estabelecer vínculos de irmandade, podendo identificar relações de parentesco em geral, incluindo irmandades, além de paternidade e maternidade. Portanto, esta alternativa traz uma informação incorreta.
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São os primeiros insetos a chegar ao cadáver exposto:
Os dípteros, especialmente as moscas, são insetos de grande importância na Tanatologia Forense porque são os primeiros a chegar ao cadáver exposto, desempenhando um papel crucial no processo de decomposição. Eles são atraídos pelo odor característico liberado durante a decomposição inicial de um corpo.
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Ocorrendo a morte, cessam as trocas nutritivas intracelulares e o meio se acidifica. Esta acidificação do meio pode ser verificada por:
Sinal de Labord: Introduz-se uma agulha de aço bem polida no tecido e, após 30 min, retira-se essa agulha, aceitando-se o diagnóstico de morte caso permaneça o brilho metálico Sinal de Brissemoret e Ambard: Com um trocarte, retiram-se fragmentos do baço e do fígado, constatando-se sua acidez pelo papel de tornassol. No vivo, a reação é alcalina e, no morto, ácida. Não é necessário que se diga dos inconvenientes dessa prova Sinal de Lecha-Marzo: Baseia-se em colocar nos globos oculares o papel azul de tornassol, fechando-se em seguida as pálpebras e, após 2 a 3 min, observa-se o resultado. Nos casos de morte real, há mudança para a tonalidade vermelha pela acidez Sinal de De-Dominicis: Fundamenta-se no mesmo princípio do sinal anterior, apenas usa-se a pele escarificada, sendo aconselhável no abdome, onde a acidez é mais precoce Sinal de Sílvio Rebelo: Introduz-se um fio corado pelo azul de tornassol, através de uma agulha, em uma dobra da pele, e, nos casos de acidez, o fio toma a tonalidade amarelada Sinal da forcipressão química de Icard: Pinçando-se a pele, fluirá uma serosidade, que no vivo é alcalina e, no morto, ácida. A identificação é feita também com o papel azul de tornassol.
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8 legiões de Mégnin
➪1ª legião: surge entre 8 a 15 dias após a morte – dá início a destruição cadavérica até a formação dos ácidos graxos ➪2ª legião: 15 a 20 dias – surge com o odor cadavérico e permanece conforme a temperatura do ambiente ➪3ª legião: 3 a 6 meses – desenvolve-se em um período de 20 a 30 dias com a fermentação das substâncias graxas ➪ 4ª legião: 10 meses – surge depois da fermentação butírica das matérias graxas e caseica dos albuminoides ➪ 5ª legião: + de 10 meses – fermentação amoniacal de liquefação enegrecida das matérias orgânicas ➪ 6ª legião: disseca todos os humores que ainda restam no cadáver ➪ 7ª legião: 1 a 2 anos – destroi ligamentos e tendões, deixando os ossos livres ➪ 8ª legião: 3 anos após a morte – consome todos os resquícios orgânicos porventura deixados pelas precedentes.
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A mancha verde abdominal é resultado da reação entre hidrogênio sulfurado e sulfoxiemoglobina(?).
A mancha verde abdominal inicia-se na fossa ilíaca direita, devido à combinação entre hidrogênio sulfurado com a hemoglobina!!!!! formando a sulfometemoglobina.
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Oscar Freire criticou o trabalho de Mégnin (1894), que considerou "excessivamente teórico e esquemático"; concordou que existe certo padrão de sucessão ou seriação (ondas ou legiões de trabalhadores da morte) no modo pelo qual os insetos visitam o cadáver, mas chamou atenção para o fato de que essa "ordem" é apenas frequente e "não constante, nem imutável"; também chamou atenção para as muitas exceções e acrescentou que:
(1) Não há exclusivismo de espécies de insetos para cada fase da putrefação; (2) É fator de importância a concorrência vital entre os necrófagos; (3) Influi na sua presença ou na sua ausência a riqueza em espécies e gêneros da região, a distribuição "topográfica" (geográfica); (4) Não há isocronismo dos períodos da decomposição cadavérica, e (5) Uma cronologia precisa é impossível
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A primeira legião (mégnin) é composta por-
Dípteros da espécie Musca domestica, Muscina stabulans e Calliphora vomitoria, cujo tempo de aparecimento é de 8 a 15 dias iniciando a marcha dos trabalhos até o aparecimento dos ácidos graxos.
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Segunda legião de Mégnin
A segunda turma está integrada pela Lucilia coesar, Sarcophaga carnaria, Sarcophaga arvensis, Sarcophaga latricus e Cynomya mortuorum, que !!!permanecem por um período de 15 a 20 dias!!, de acordo com a temperatura ambiental, >>>surgindo tão logo o odor cadavérico seja despertado.
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Terceira legião de Mégnin
A terceira legião encerra as espécies Dermester lardarius, Dermester frischii e Dermester undulatus e a Aglossa pinguinalis, !desenvolvendo-se! em um período de 20 a 30 dias, >>>>3 a 6 meses após a morte, caracterizando-se por uma excessiva avidez de destruição
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Quarta legião de Mégnin
A quarta turma compreende a Pyophila patasionis, Pyophila casei, Anthomya vicina e os coleópteros da espécie Nocrobia coeruleus e Nocrobia ruficoliis. >>>Surgem depois da fermentação butírica das matérias graxas
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Quinta legião de Mégnin
Na quinta turma figuram as Tyreophora cynophila, furcata e anthropophaga, Lonchea nigrimana, Ophyra cadaverina, Phora aterrima, Necrophorus humator, Silpha littoralis e obscura, Hister cadaverinus e Saprinus rotondatus. >>>Aparecem na fase de liquefação enegrecida das substâncias que não foram consumidas pelas legiões anteriores.
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Sexta legião de Mégnin
Encontra-se representada pela Uropoda nummularia, Tyroglyfus cadaverinus, Clyciphagus cursor e spinipes, Trachynotus siro, Serrator necrophagus, coepophagus e achinopus. Absorvem todos os humores que ainda restam no cadáver, deixando-o completamente dissecado ou mumificado.
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Sétima legião de Mégnin
A sétima legião conta com Aglossa cuprealis, Tineola biselliela, Tinea pellionela, Attagenus pellio e Anthrenus museorum, que destroem os ligamentos e os tendões. Seu aparecimento ocorre entre 12 e 24 meses.
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Oitava legião de Mégnin
A oitava legião contém as espécies Tenebrio obscurus, Tenebrio molitor e Ptinus bruneus, que consomem todos os detritos que os outros insetos deixaram e cuja fase se realiza em torno de 3 anos após a morte. Embora Mégnin desse um valor quase matemático à fauna cadavérica na cronologia da morte, podemos afirmar que estes resultados têm apenas valor aproximado, fornecendo dados mais reais, quanto mais próxima estiver a hora da morte.
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A temperatura do corpo, quando da morte, cai numa velocidade aproximada de 0,5°C/h, nas três primeiras horas. A partir da quarta hora cai ±1°C/h. A queda continua até o equilíbrio com o ambiente; esse fenômeno caracteriza a(o):
Algidez cadavérica
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A asfixia é considerada meio cruel de matar, pois o processo asfíxico somente produz a morte com cerca de cinco minutos, com intenso sofrimento da vítima, com inequívoco dolo de matar. As asfixias por obstrução das vias respiratórias são aquelas causadas por:
Sufocação direta – enforcamento
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As lesões complexas ou mistas são geralmente causadas por um instrumento cujas características de atuação têm mais de um mecanismo de lesão. Por exemplo, lesões causadas por punhais, estiletes, facas e similares, caracterizam uma lesão por:
Instrumento pérfurocortante, produzindo lesão pérfuro incisa.
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O envenenamento que se caracteriza por achados de descamação da pele, unhas quebradiças e estriadas, queda de cabelo, que permanece após a putrefação do corpo, causado por um pó branco, facilmente solúvel em açúcar e farinha, de fácil aquisição no mercado (em raticidas e inseticidas) é o(a):
Arsênio.
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Assinale a alternativa que indica, corretamente, a droga que é descrita por levar à nefrite intersticial aguda. A Chumbo. B Mercúrio. C Inibidores de calcineurina. D Arsênico. E Alopurinol.
1) Definição: A nefrite intersticial aguda (NIA) é uma inflamação do interstício renal e dos túbulos, que pode levar a uma queda abrupta da função renal. A forma medicamentosa é a mais comum e é considerada uma reação de hipersensibilidade. (2) Epidemiologia: A NIA é responsável por 15-27% dos casos de insuficiência renal aguda. Embora seja mais comum em adultos, também pode ocorrer em crianças, especialmente com o uso de antibióticos e AINEs. (3) Fatores de Risco: O principal fator de risco é a exposição a medicamentos. Alguns medicamentos têm um risco maior de causar NIA, como antibióticos (betalactâmicos, sulfas), AINEs e inibidores de bomba de prótons (IBP). (4) Etiologia: A etiologia é predominantemente medicamentosa (70-75% dos casos), mas pode ser causada por infecções, doenças sistêmicas (como lúpus, síndrome de Sjögren) ou ser idiopática. >Diagnóstico Laboratorial: Aumento de creatinina sérica, piúria estéril e, em alguns casos, eosinofilúria. A biópsia renal é o padrão-ouro para o diagnóstico, mostrando o infiltrado inflamatório no interstício. O paciente pode ser assintomático, ou apresentar os sinais clássicos de febre, exantema e eosinofilia, com insuficiência renal aguda. A tríade ocorre em menos de 10% dos casos. (1) Terapia de Erradicação: O pilar do tratamento é a identificação e descontinuação imediata do medicamento agressor. (2) Ajuste de Medicações e Suporte: O suporte clínico é fundamental. Em casos graves, pode ser necessária terapia de substituição renal (diálise). O uso de corticoides, como a prednisona, é controverso, mas pode ser benéfico em casos de insuficiência renal grave ou prolongada. (3) Monitoramento Pós-Tratamento: A função renal deve ser monitorada de perto. Na maioria dos casos, a função renal se recupera após a suspensão do medicamento, mas pode haver sequelas, como fibrose intersticial. ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS ❌ [A]: Chumbo. Incorreta, pois a nefrotoxicidade por chumbo é caracterizada por nefrite túbulo-intersticial crônica, não aguda. Causa fibrose intersticial e disfunção tubular crônica. ❌ [B]: Mercúrio. Incorreta, pois a exposição a mercúrio está classicamente associada à necrose tubular aguda ou glomerulonefrite membranosa, e não à NIA. ❌ [C]: Inibidores de calcineurina. Incorreta, pois esses fármacos (ciclosporina, tacrolimus) causam nefrotoxicidade por vasoconstrição arteriolar, levando a lesão renal aguda e, cronicamente, a fibrose intersticial. Não é uma reação de hipersensibilidade. ❌ [D]: Arsênico. Incorreta, pois a toxicidade por arsênico leva a necrose tubular aguda, principalmente por danos celulares diretos e não por uma reação inflamatória intersticial. !!!! A alternativa correta é o alopurinol, um medicamento usado no tratamento da gota, que é uma causa clássica de NIA
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Um paciente de 56 anos trabalha há vinte anos na linha de produção de uma fábrica de material elétrico, como fios, lâmpadas, capacitores, entre outros. Procurou o serviço médico da empresa onde trabalha com queixas de sangramento de gengiva, amolecimento dos dentes e tremores acentuados dos lábios e das extremidades. Diante desse quadro clínico e da história ocupacional, qual é o diagnóstico do caso? A Aluminose B Arsenismo C Hidrargirismo D Saturnismo E Siderose
Hidrargirismo (Mercúrio): Pense em "Hemblem of Tremors" (símbolo dos tremores) e problemas Orais (gengivas, dentes). Lembre-se também de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Ambientes de risco: fabricação de termômetros, lâmpadas, eletrônicos, garimpo, odontologia (amálgama). Saturnismo (Chumbo): Pense em "Chumbo causa Cólica (abdominal), Crispas (paralisia do nervo radial - wrist drop), e Color azul (linha gengival de Burton)." Arsenismo (Arsênio): Pense em "Arsênio ataca a Pele (hiperceratose, hiperpigmentação), Nervos (neuropatia periférica) e TGI (náuseas, vômitos, diarreia)." A alternativa [C] está correta porque a tríade de gengivoestomatite, tremores e alterações neuropsiquiátricas é clássica da intoxicação por mercúrio, também conhecida como hidrargirismo. A exposição ao mercúrio é uma possibilidade real na indústria de materiais elétricos (como lâmpadas fluorescentes e capacitores antigos).
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É gerada quando o projétil penetra, a pele se invagina como um dedo de luva e se rompe, devido à diferença de elasticidade existente entre a epiderme e a derme.
ORLA DE CONTUSÃO / FISH/ ESCORIAÇÃO ORLA EQUIMÓTICA> RUPTURA DE PEQUENOS VASOS ORLA DE ENXUGO> CHAVIGNY, LIMPOU A SUGIDADE DOS RESÍDUOS DA POLVORA NO PROJETIL ZONA DE TATUAGEM - GRANULOS DE POLVORA INCOMBUSTA, PONTILHAM A PELE AO REDOR DO FERIMENTO DE ENTRADA (CURTA DISTANCIA) ZONA DE ESFUMAÇAMENTO - FALSA TATUAGEM (POLVORA COMBUSTA- FULIGEM) ZONA DE QUEIMADURA OU CHUMASCAMENTO - PELE QUEIMADA TIRO A "QUEIMA ROUPA"
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as queimaduras de 3o grau apresentam as seguintes características:
Cor branca ou marmórea, secas, pouco dolorosas e não reperfundem após a dígitopressão.
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A resposta escrita de uma autoridade médica, de uma comissão de profissionais ou de uma sociedade científica a uma consulta formulada com o intuito de esclarecer questões de interesse jurídico é o(a):
Parecer médico legal.
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é uma marca na pele, vista em tiros encostados, que reproduz o formato da boca do cano da arma (incluindo massa de mira e guia da mola em)
Sinal de werkgaertner