Trauma Flashcards

(41 cards)

1
Q

Lesão de árvore traqueobronquica

A

raras
alta energia
clínica: hemoptise, esforço respiratório, cianose, enfisema de subcutâneo em tórax e cervical, pneumotórax e pneumomediastino
Dx: tomografia ou broncoscopia
IOT: cuidado (pode piorar)
- deve ser por broncoscopia

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2
Q

Obstrução de vias aéreas conduta

A

posicionamento adequado das vias aéreas, aspiração (aspirador rígido) e remoção de corpos estranhos que possam ser visualizados
Chin lift, jaw thrust

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3
Q

Pneumotórax fechado x aberto

A

O pneumotórax fechado ocorre por lesões na pleura visceral, gerando escape de ar para o espaço pleural, enquanto o pneumotórax aberto ocorre por lesões da parede torácica.

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4
Q

Pneumotórax hipertensivo

A

formação de uma válvula unidirecional com
aumento do volume e da pressão de ar no espaço pleural -> reduz expansibilidade pulmonar
Pode deslocar mediastino para contralateral e reduz retorno venoso
Clínica: ausculta abolida, hipertimpanismo , desvio da traqueia para o lado
contralateral, distensão de veias jugulares, esforço respiratório, queda de saturação, instabilidade hemodinâmica, rebaixamento de nível de consciência e cianose.

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5
Q

Diagnostico pneumotórax

A

são ausência de deslizamento pleural (modo B) ou sinal do código de barras/estratosfera (modo M) , porém o achado patognomônico é a presença de lung point (POCUS)

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6
Q

conduta pneumotórax hipertensivo

A
  1. descompressão torácica, seja por
    agulha (jelco calibroso) ou toracostomia digital, no 5º espaço intercostal –entre as linhas axilar anterior e média.
  2. passagem de dreno de tórax tubular em
    sistema fechado.
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7
Q

Pneumotórax aberto

A

ferimentos penetrantes na parede torácica com diâmetro de aproximadamente 2/3 do diâmetro da traqueia
- curativo de 3 pontas
TTO definitivo: drenagem toracica quinto espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e a linha axilar média

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8
Q

Hemotórax

A

Maciço: acúmulo de mais de 1.500 mL de sangue no hemitórax
choque hipovolemico
EFAST: sinal da coluna, ausência do sinal em
espelho e sinal da água-viva
TTO: ressuscitação volêmica, uso de
hemocomponentes (se necessário) e drenagem torácica tubular (28-32 Fr).

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9
Q

Tamponamento cardiaco

A

mais em trauma penetrante
A tríade de Beck – hipofonese de bulhas, hipotensão e distensão de veias jugulares
POCUS: (janela subxifoidea): líquido ou material heterogeneo no pericardio + compressao das camaras direitas
TTO: toracotomia de emergencia ou esternotomia
- pericardiocentese: controverso - instabildiade hemodinamicas ou ausencia de cirurgião

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10
Q

tórax instável

A

fraturas de arcos costais acometem dois locais distintos em pelo menos duas costelas contíguas
respiração paradoxal – colabamento durante a inspiração e abaulamento durante a expiração
O tratamento consiste em três pilares:
- Analgesia adequada, tanto sistêmica quanto infiltração anestésica local.
- Suporte de oxigênio e fisioterapia respiratória.
- Expansão volêmica criteriosa, evitando sobrecarga de volume e piora
das lesões.

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11
Q

rotura de diafragma

A

o esquerdo costuma ser mais diagnostciado
clínica: desconforto respiratório, expansibilidade torácica assimétrica e ausculta de RHA na caixa torácica
cuidado com dreno de torax
trauma penetrante: asintomatico em fase inicial
trauuma contuso: mais sintomas por lacerações mais extensas

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12
Q

rotura traumatica de aorta

A

90% vao a obito
lesão por desaceleração, como queda de grandes alturas
RX torax: hemotórax volumoso à esquerda, desvio de traqueia e do tubo orotraqueal, alargamento de mediastino, alargamento do arco da aorta e botão aórtico
TTO> controle de FC <80| PAM entre 60-70
definitivo: cirurgico

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13
Q

abordagem inicial trauma abdominal

A
  • evitar e reverter a hipotermia, minimizar a perda de sangue e reduzir o uso de cristaloides
  • ácido tranexâmico (1 g EV em 10 minutos seguido de infusão de 1 g em 8 horas)
  • FAST precoce
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14
Q

FAST

A

Deve responder 2 perguntas:
- Há líquido livre na cavidade abdominal?
- Há líquido no saco pericárdico e, se presente, leva à compressão de câmaras cardíacas?
Para ajudar: Trendelenburg em janelas hepatorrenal e esplenorrenal e em
Trendelenburg reverso em suprapúbica.
- quatro janelas:
1. hepatorrenal (mais sensível): linha axilar média na altura do 7º ao 9º EI com o apontador do transdutor apontando
para a cabeça do paciente - Líquido no espaço de Morrinson
2. esplenorrenal: axilar posterior esquerda na altura do 5º ao 7º EI - Líquido no
3. suprapúbica : acima do osso púbico, procurando a visualização adequada em cortes sagital e transversal das estruturas abdominopélvicas
4. subxifóidea: visualiza derrame pericárdico
* e-FAST: avalia parenquima pulmonar

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15
Q

TRAUMA RETROPERITONEAL

A

desafiador: ausência de peritonite e pela baixa sensibilidade do FAST
Padrão ouro: a tomografia de abdome e pelve com contraste endovenoso e fase arterial

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16
Q

Indicações de laparotomia no trauma abdominal

A
  • Peritonite
  • Pneumoperitônio e pneumorretroperitônio
  • Evisceração
  • Lesão de pedículo renal
  • Ruptura de bexiga intraperitoneal
    Fechado:
  • FAST positivo em paciente hemodinamicamente instável
  • Lavado peritoneal com sangue ou conteúdo intestinal ou conteúdo biliar em paciente hemodinamicamente instável
    Penetrante:
  • Hipotensão ou sinais de instabilidade hemodinâmica
  • Ferimento por arma de fogo transfixante
  • Sangramento em reto, estômago ou trato genitourinário
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17
Q

Trauma pélvico

A

+ choque: potencialmente fatal
traumas de alta energia
trauma vesical: pode levar a extravasamento de urina

18
Q

trauma hepático

A

segundo lugar em trauma contusos
graduadas de I-V de acordo com a American
Association for the Surgery of Trauma (AAST)
Padrão ouro: nao cirurgico

19
Q

trauma esplenico

A

graduado de I a V
Mais comum trauma abdominal fechado
dor em hipocondrio esquerdo
DX: TC com contraste EV

20
Q

Trauma renal

A

hematúria macro ou microscópica, mecanismo de desaceleração importante, trauma em flanco ou em dorso, e em pacientes com
instabilidade hemodinâmica sem um foco de sangramento aparente
Tratamentos conservadores tem sucesso

21
Q

A do ABCDE no trauma

A
  • avaliar perveidade de vias aereas : questionar sobre nome e idade|
    queda da ligua = elevação do mento e tração mandibular
    se incapaz = IOT ou crico
  • restrição de mobildade cervical
22
Q

B do ABCDE no politrauma

A
  • inspeção: busca por turgência jugular e desvio de traqueia
  • ausculta e palpação de toda caixa torácica
  • oximetro
  • O2 por MNR
    Buscar: lesao arvores traqueobronquica, pneumotorax hipertensivo, pneumotorax aberto, tamponamento cardiaco
23
Q

C do ABCDE no politrauma

A
  • Monitorização cardíaca, pressão arterial não invasiva
  • Avalie a presença de choque: nível de consciência, perfusão e pulsos/ índice de choque = FC/PAS. Um índice de choque > 0,8 ou variação ≥ 0,1 é um sinal de choque oculto
  • Instale dois acessos venosos calibrosos (18G),
    próximos passos se não for possível
    acesso IV: IO, acesso central e flebotomia
    Inicie a infusão IV de 1.000 mL de cristaloide a 39°C
  • Coleta de exames laboratoriais: Hb/Ht, INR, tipagem sanguínea, gasometria arterial
    com lactato, beta-HCG (para mulheres em idade fértil)
  • Aplicar pressão direta em locais com sangramento externo ativo, torniquete se
    necessário
  • Exames complementares à avaliação: eFAST, RX tórax AP, RX pelve AP, lavado
    peritoneal
  • Se pelve instável, realize a imobilização
  • Reconheça a necessidade de acionar o protocolo de transfusão maciça com o auxílio
    do escore ABC
  • Se PAS < 90 mmHg + FC > 120 bpm: ácido tranexâmico 1 g IV em 10 min em até 3 h
    do trauma + 1 g IV nas próximas 8 h
    -TEG ou ROTEM se hemorragia extensa ou transfusão maciça
24
Q

D no ABCDE do politrauma

A
  • glasgow e pupilas
  • avaliar rapidamente o nível do trauma
    raquimedular se este estiver presente
  • considerar todo RNC como secundario ao trauma e uso de drogas como de exclusao
25
E no ABCDE
exposição completa do paciente (precaução com hipotermia)
26
mnemonico AMPLA Vitima de TRauma
A – Alergias. M – Medicamentos em uso. P – Passado médico/prenhez. L – Líquidos e alimentos ingeridos recentemente. A – Ambiente e eventos relacionados ao trauma.
27
TCE
- Um aspecto crítico do atendimento ao paciente com TCE é evitar insultos cerebrais secundários que podem piorar lesões neuronais. Por exemplo, evitar hipotensão arterial e hipóxia - Valores de PAM abaixo de 50 mmHg podem resultar em isquemia e infarto cerebral, enquanto valores acima de 150 mmHg podem desencadear edema e HIC - 1/3 desenvolvem coagulopatia, que está associada a um risco aumentado de aumento da hemorragia
28
Escala de Marshall para traumatismo cranioencefálico - TC
- Lesão difusa I Não há patologia intracraniana visível na tomografia - Lesão difusa II Cisternas presentes com desvio de linha média de até 5 mm; ausência de lesões expansivas > 25 cm³ - Lesão difusa III Cisternas comprimidas ou ausentes com desvio de linha média de até 5 mm; ausência de lesões expansivas > 25 cm³ - Lesão difusa IV Desvio de linha média > 5 mm, ausência de lesões expansivas > 25 cm³ - Lesão expansiva evacuada (V) Qualquer lesão evacuada cirurgicamente - Lesão expansiva não evacuada (VI) Lesão > 25 cm³ com densidade mista ou alta, não evacuada
29
Fratura de crânio
- Fraturas da calota craniana: podem ser lineares ou estreladas, apresentando-se com ou sem afundamento. A presença de fratura de calota craniana pressupõe um mecanismo de alta energia, aumentando a ocorrência de hematoma intracraniano em até 400 vezes. - Fraturas de base de crânio: são identificadas clinicamente com equimose periorbital (olhos de guaxinim), equimose retroauricular (sinal de Battle), fístula liquórica através do nariz ou orelha ou mesmo a disfunção do VII e VIII par de nervos cranianos (paralisia facial e perda da audição).
30
Lesão axonal difusa
múltiplas pequenas lesões vistas dentro do trato da substância branca. Esses pacientes geralmente apresentam coma profundo sem pressão intracraniana (PIC) elevada e desfecho desfavorável.
31
Contusão
áreas heterogêneas de isquemia, necrose, hemorragia e edema, e são as mais frequentemente encontradas. As contusões são comumente vistas nas áreas frontais e temporais basais, que são particularmente suscetíveis devido ao impacto direto nas superfícies basais do crânio no contexto de lesões por aceleração/desaceleração.
32
critérios de tomo no TCE leve
- ECG < 15 duas horas após a lesão. - Suspeita de fratura craniana aberta ou afundamento de crânio. - Qualquer sinal de fratura da base do crânio. - Dois ou mais episódios de vômito. - Idade > ou igual a 65 anos. - Amnésia retrógrada > 30 minutos antes do impacto. - Mecanismo de alto impacto (pedestre atingido por veículo motorizado, ocupante ejetado ou ou ≥ 5 degraus) - Déficit neurológico. - Convulsão. - Presença de diátese hemorrágica ou uso de anticoagulante oral. - Retorno ao departamento de emergência para reavaliação de um ferimento na cabeça.
33
sinais de alerta orientados pós TCE
Incapacidade de acordar o paciente no momento do despertar esperado. Cefaleias intensas ou que pioraram. Sonolência ou confusão mental. Inquietação, instabilidade ou convulsões. Dificuldades de visão. Vômito, febre ou rigidez de nuca. Incontinência urinária ou intestinal. Fraqueza ou dormência envolvendo qualquer parte do corpo.
34
clinica aumento da PIC
rebaixamento de nível de consciência, depressão respiratória, tríade de Cushing (hipertensão, bradicardia e respiração irregular), pupilas assimétricas ou médio-fixas e posturas patológicas, como decorticação ou descerebração.
35
conduta pacientes com sinais de HIC
- Monitorização adequada com ECG, oximetria, capnografia e sinais vitais. - Avaliação sistemática para outros tipos de trauma. - Realização de exame de imagem: TC sem contraste - Avaliação com neurocirurgião. - Coleta de hemograma completo, eletrólitos, coagulograma, função renal, glicemia e exames toxicológicos. A presença de coagulopatia na vigência de TCE grave implica necessidade de correção - Transamin se glasgow entre 8-13: 1g em 10 min + infusao 1g em 8 horas
36
Cuidados intensivos no TCE
- Ventilação: evitar hipercapnia (manter pCO2 entre 35-45). evitra hipoxemia (manter PAO2 >60 mmHg). Evitar hiperventilação, mesmo que ela possa reduzir a PIC - PA: manter a PA sistólica ≥ 100 mmHg para pacientes de 50 a 69 anos e ≥ 110 mmHg para demais - Fluidos: SF 0,9% - para evitar edema cerebral - Profilaxia de convulsão: se apresentaram convulsão pós-traumática. Fenitoína com 1 g de dose de ataque + 100 mg de 8/8 h - Profilaxia de TEV: HNF 5.000 UI 8/8h ou enoxaparina 40mg/dia após 24h da admissão - Tratamento da coagulopatia - Controle da glicemia - Controle de temperatura
37
Manejo de hipertensão intracraniana
- elevação cabeceira 30º - IOT - Breve hiperventilação com uma PaCO2 de 30mmHg - Manitol: 1 a 1,5 g/kg OU NaCl 3 a 23,4%: 30 a 60 mL administrados em 10 minutos - Manutenção PAM mais elevada (80-100)
38
Classificação Fratura exposta Gustilo e Anderson
- Grau I: fratura puntiforme provocada por trauma de baixa energia. Solução de continuidade com a pele menor que 1 cm e pequeno grau de contaminação. - Grau II: fratura com exposição maior que 1 cm, porém permitindo a reparação do revestimento cutâneo com fechamento borda a borda. O grau de contaminação é moderado e a energia cinética envolvida no trauma também é de moderada intensidade. - Grau III: fratura com exposição maior que 10 cm associada a extensa perda de revestimento cutâneo provocada por trauma de alta energia com elevado grau de contaminação. São divididos em 3 subgrupos: – IIIA: há integridade do revestimento ósseo por tecido muscular ou periosteal. – IIIB: não há revestimento ósseo pelas partes moles. – IIIC: associada a lesão vascular que necessite de reparo.
39
Objetivos TTO fratura exposta
Evitar infecção com antibioticoterapia: Imobilização Realizar profilaxia antitetânica (se necessário). Analgesia conforme necessidade. Irrigação e debridamento rápidos. Estabilização esquelética e limpeza cirúrgica.
40
Antibótico e profilaxia para tetano na fratura exposta
Gustilo-Anderson tipos I-II - Sem contaminação: Cefazolina 2 g IV 8/8h - Contaminação –solo: Cefazolina 2 g IV 8/8h + Metronidazol 500 mg IV 8/8 h OU Ceftriaxone 2 g IV 1 x/dia + Metronidazol 500 mg IV 8/8 h Gustilo-Anderson tipo III - Sem contaminação: Cefazolina 2 g IV 8/8 h + Gentamicina 5 mg/kg IV 1 x/dia - Contaminado: Ceftriaxone 2 g IV 1 x/dia + Metronidazol 500 mg IV 8/8 h -_____________________________________________ ANTITETANICA - Ferimentos limpos + sem 3 doses vacina: Vacinaçao - Ferimentos limpos + 3 doses: vacina apenas se ultima dose >10 anos - Ferimentos contaminados + sem 3 doses vacina: vacina + imunoglobulina
41
Tratamento definitivo fratura exposta
1. Irrigação com salina estéril Fechamento precoce da ferida CC: desbridamento + fixação