ANTIBIÓTICOS Flashcards

(127 cards)

1
Q

definição de atb bacteriostaticos

A

agentes que inibem o crescimento bacteriano. tempo de atuação linear

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Q

definição de antimicrobianos

A

substâncias que inibem o crescimento de microrganismos ou os destroem.

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3
Q

definição de atb bactericida

A

agentes que destroem as bactérias. mata bacterias em manor tempo

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4
Q

principais classes de atb bactericidas

A

Beta-lactâmicos
Aminoglicosídeos
Glicopeptídeos
Rifocinas
Polimixinas
Quinolonas

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Q

principais classes de atb bacteriostaticos

A

Macrolídeos
Lincosamidas
Cloranfenicol
Tetraciclínas
Sulfonamidas

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6
Q

classificação dos atb por mecanismo de ação e exemplos

A
  1. membrana celular
    Ação sobre a membrana plasmática da célula bacteriana
    ex. polimixinas e daptomicina
  2. parede celular
    Interferência com síntese de parede bacteriana
    ex. b-lactamicos e glicopeptideos
  3. sintese das purinas e do acido folico
    Interferência com o metabolismo do ácido fólico
    ex. sulfa trimetropim
  4. sintese proteica
    Inibição da RNA polimerase ou Interferência com síntese de proteínas bacterianas
    ex. RNAr 30s aminoglicosideos, tetraciclinas e glicliciclinas; 50s macrolideos, estreptograminas, cloranfenicol e lincosaminas; RNAt oxazolidinonas
  5. DNA função e estrutura
    Interferência na síntese e replicação do DNA
    ex. quinolonas e nitromidazólixos
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7
Q

pontos principais para escolha do ATB

A
  1. EXISTE INFECÇÃO?
  2. HAVENDO INFECÇÃO, QUAL A SUA LOCALIZAÇÃO?
    Trato urinário/ pele/ SNC/ abscessos e infecções em tecidos desvitalizados
  3. QUAIS MICRORGANISMOS MAIS PROVAVELMENTE ENVOLVIDOS?
    a. conhecimento geral de doenças infecciosas
    b. situação do paciente
    c. Epidemiologia local
  4. FORAM OBTIDOS EXAMES DIRETOS E CULTURAS?
  5. FOI ISOLADO ALGUM MICRORGANISMO?
  6. É UM GERME PATOGÊNICO OU APENAS UM COLONIZADOR?
  7. QUAL O PERFIL DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS?
  8. QUAL A DROGA DE ESCOLHA PARA A SITUAÇÃO?
    - Efeitos indesejáveis
    - Custos
    - Conhecimento da droga
    - Disponibilidade da droga
    - Via de administração - ciprofloxacina, clindamicina, cloranfenicol, clotrimazol e o fluconazol/ excelente biodisponibilidade oral/ enteral
  9. DOSES E PARTICULARIDADES FARMACOCINÉTICAS
    Ajuste de drogas na insuficiência hepática ou renal
  10. BACTERICIDA versus BACTERIOSTÁTICO
  11. AMPLO ESPECTRO versus ESPECTRO LIMITADO
    - Quanto mais específico, melhor o tratamento
    - Antimicrobianos de amplo espectro- Desequilíbrio da microbiota
    - Surgimento de superinfecções por fungos e germes multirresistentes
    - Exceção: paciente neutropênico febril, infecções graves
  12. É NECESSÁRIA UMA COMBINAÇÃO DE DROGAS?
    Ampliação do espectro
    Sinergismo
    Antagonismo
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8
Q

quadro clínico de faringoamigdalites de etiologia viral em < 2 anos

A

Febre, coriza, tosse, conjuntivite, diarréia

Hiperemia; exsudato não purulento (pontos brancos)

Vesículas ou úlceras :
faringe posterior –herpangina (Coxsackie)
Faringe posterior e extremidades - Coxsackie
anterior – herpes

Exsudato pseudomembranoso, branco-acinzentado, linfadenopatia, hepatomegalia, linfocitose atípica, alteração de enzimas hepáticas – Mononucleose infecciosa

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9
Q

quadro clínico de faringoamigdalites de etiologia bacteriana em > 2 anos

A

Ausências de sintomas de IVAS; início súbito; dor abdominal

Exsudato em placas, branco/acinzentado
Gânglios submandibulares

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10
Q

tratamento da faringomigdalite bacteriana

A

Penicilina benzatina IM
- <27 kg: 600.000 UI
- > 27 kg: 1.200.000 UI
dose única

Amoxicilina
50 mg/kg/dia VO de 12/12h
7 dias

Cefalexina
50mg/kg/dia VO DE 6/6h
7 dias

Azitromicina
10 mg/kg/dia, 1 vez ao dia, máximo 500 mg/dose
5 dias

Claritromicina
15mg/kg/dia
7 dias

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11
Q

tratamento alternativo para faringite estreptococcica em caso de paciente alérgico a penicilina

A

Pacientes alérgicos a penicilina:
- Claritromicina 15 mg/kg/dia VO de 12/12h por 10 dias;
- Azitromicina 10 mg/kg/dia VO 1x/dia por 5 dias.

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12
Q

tratamento alternativo para faringite estreptococcica em caso de falha terapeutica

A

Amoxicilina-clavulanato 50 mg/kg/dia VO de 12/12h;

Clindamicina 30 mg/kg/dia VO de 8/8h;

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13
Q

epidemiologia da OMA

A

É a infecção bacteriana mais comum em lactentes.

75% das crianças tem pelo menos 1 episódio até os 2 anos de idade.

Ocorre resolução espontânea da doença em 70% dos casos, sendo que a observação do quadro e controle com sintomáticos é uma opção reconhecida

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14
Q

conduta em caso de OMA

A

< 6 meses
diag de certeza: ATB
diag incerto: ATB

6 meses a 2 anos
diag de certeza: ATB
diag incerto: Antibiótico se doença grave* ou Observação

> 2 anos:
diag de certeza: Antibiótico se doença grave* ou Observação
diag incerto: Observação (reavaliação em 48h ou em caso de piora)

  • Doença grave = otalgia importante, febre > 39°c, OMA bilateral e otorréia súbita .
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15
Q

tratamento expectante simples da OMA

A

Expectante simples:
- Não se prescreve ATB nas primeiras a 72 horas, mas se acompanha a evolução do paciente.

  • Caso a criança não melhore rapidamente, inicia-se o antibiótico.
  • Não se aplica: fenda palatina, S Down, imunodeficiência, < 6 meses.

Uma breve explicação do médico para os pais da criança sobre a doença e sobre a melhora espontânea esperada pode diminuir o uso de antibiótico em aproximadamente 50% dos casos

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16
Q

tratamento expectante com prescrição antecipada da OMA

A
  • Prescreve -se o antibiótico para ser utilizado após 24 a 72 horas,
  • caso haja piora do quadro clínico. Deve haver neste caso uma relação segura do médico com a família
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17
Q

agente etiológico da OMA

A

AGENTE ETIOLÓGICO:
- Streptococcus pneumoniae (40%);
- Haemophilus influenzae não tipável (25-30%);
- Moraxella catarrhalis (10-15%).

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18
Q

tratamento empírico da OMA

A

Amoxicilina
50mg/kg/dia de 12/12h ou 8/8h: no primeiro episódio
*70 a 90mg/kg/dia

  • quando se considera risco de S. pneumoniae resistente:
  • <2 anos;
  • que frequentam creches;
  • que utilizaram antimicrobiano no último mês.
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19
Q

tempo de tratamento em caso de OMA

A

-10 dias : < 2 anos e doenças graves

  • 7 dias: > 2 anos e OMA não complicada
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20
Q

tratamento alternativoda OMA em caso de falha terapêutica

A

Falha terapêutica no tratamento com amoxicilina:
- Amoxicilina + clavulanato 50mg/kg/dia 12/12h por 10 dias

  • Cefuroxima 30mg/kg/dia 12/12h por 10 dias
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21
Q

agente etiologico em caos de otite externa

A
  • Pseudomonas aeruginosa (exposição prolongada à água);
  • Staphylococcus aureus;
  • Streptococcus pyogenes.
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22
Q

terapia empírica em caso de otite externa

A
  • Ciprofloxacina 3 gotas no ouvido afetado de 12/12h
    Ofloxacina 3-5 gotas no ouvido afetado de 12/12h
    Polimixina B 3 gotas no ouvido afetado de 12/12h
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23
Q

tempo de tratamento em caso de otite externa

A

TEMPO DE TRATAMENTO: 7 a 10 dias. Associar a limpeza de secreção purulenta do conduto

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24
Q

fator de risco para otite externa

A

Fator de risco: Limpar o conduto auditivo com cotonetes e frequentar piscinas (orelha de nadador).

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25
quais são os seios paranasais e o tempo de aparecimento
Seios Paranasais -Seios etmoidais: aerados ao nascimento -Seios maxilares: 4 anos -Seio esfenoidal: 5 anos -Seio Frontal: 7 anos
26
quadro clínico sugestivo que sinusite
Rinorréia posterior em crianças com quadro de IVAS que não melhora ou que piora após 10 a 14 dias de evolução.
27
principais agentes etiológicos da sinusite
AGENTE ETIOLÓGICO: - Streptococcus pneumoniae; - Haemophilus influenzae não tipável; - Moraxella catarrhalis.
28
tratamento da sinusite
Amoxicilina 50mg/kg/dia de 12/12h ou 8/8h: no primeiro episódio *70 a 90mg/kg/dia - quando se considera risco de S. pneumoniae resistente: - <2 anos; - que frequentam creches; - que utilizaram antimicrobiano no último mês.
29
tratamento alternativo da sinusite em caso de falha terapêutica
Falha terapêutica no tratamento com amoxicilina: - Amoxicilina + clavulanato 50mg/kg/dia 12/12h por 10 dias - Cefuroxima 30mg/kg/dia 12/12h por 10 dias
30
tempo de tratamento da sinusite
TEMPO DE TRATAMENTO: - 10 dias, podendo ser prolongada para 14-21 dias enquanto há resolução do edema de mucosas e re-estabelecimento da ventilação dos seios paranasais
31
principais ag etiológicos da pneumonia em RN < 3 dias
Streptococcus grupo B, Gram negativo (E. Coli), Listeria sp. (pouco comum)
32
principais ag etiológicos da pneumonia em RN > 3 dias
Staphylococcus aureus, Staphilococcus epidermidis e Gram negativos.
33
principais ag etiológicos da pneumonia em crianças de 1 a 3 meses
Virus sincicial respiratório, Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum
34
principais ag etiológicos da pneumonia em crianças de 1 mês a 2 anos
Vírus, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza tipo b, H. influenza não tipável, S. aureus
35
principais ag etiológicos da pneumonia em crianças de 2 a 5 anos
Virus, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza tipo b, H. influenza não tipável, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae, S. aureus.
36
principais ag etiológicos da pneumonia em crianças de 6 a 18 anos
Vírus, S. pneumoniae, M. pneumoniae, C. pneumoniae, H. influenzae não tipável.
37
tratamento domicilar em caso de pneumonia em crianças de 2m a 18 anos
Amoxicilina 50 mg/Kg/dia
38
tratamento domicilar em caso de pneumonia COM FALHA TERAPEUTICA em crianças de 2m a 5 anos
Amoxi+clavulanato 50 mg/Kg/dia ou Cefuroxima 30 mg/Kg/dia VO 12/12h
39
tratamento domicilar em caso de pneumonia COM FALHA TERAPEUTICA crianças de 6 a 18 anos
Azitromicina 10mg/Kg/dia ou Amoxi+clavulanato 50 mg/Kg/dia
40
principais doenças/indicações para uso de penicilinas de primeira geração
Pneumonia pneumocócica: cristalina e procaína Endocardite: cristalina Amigdalite estreptocócica (benzatina) Prevenção da doença reumática (benzatina) Meningite meningocócica: cristalina Infecções por alguns anaeróbios Sífilis
41
reações adversas locais da penicilina de primeira geração
SINAIS LOCAIS: dor, induração, abscessos, flebites TÓXICAS PARA SNC EM ALTAS DOSES ( P. CRISTALINA): convulsões, mioclonias, parestesias, hiperreflexia,coma
42
espectro de penicilina de 2a geração (ampicilina e amoxicilina)
ESPECTRO: Gram positivos Gram negativos, incluindo bactérias de importância em pediatria : Haemophilus influenzae e Moraxella ssp;
43
principais efeitos colaterais das penicilinas de 2a geração (ampicilina e amoxicilina)
EFEITOS COLATERAIS: Gastrointestinais (diarréia); menor com amoxicilina Exantema no final da 1ª semana de tratamento, sem necessidade de interrupção
44
principais doenças/indicações para o uso de penicilinas de 2a geração (ampicilina e amoxicilina)
Infecções de vias aéreas (OMA e sinusites: 1ª escolha; faringoamidalites); Pneumonias Amoxicilina: VO; 12/12h (comodidade posológica); a cada 24h (1x/dia) para amigdalites: 50mg/kg/dia (máx:1000mg) menos efeitos gastrointestinais Ampicilina: VO;EV;IM; 6/6h (exige mais administrações ao dia); mais diarreia Uso preferencial de amoxicilina: menos efeitos colaterais, comodidade posológica
45
principais atb inibidores de beta-lactamases
acido clavulanico tazobactam sulbactam
46
mecanismo de ação dos atb inibidores de beta-lactamases
AÇÃO: Ligam-se às betalactamases produzidas pelas bactérias, destruindo-as ou inibindo-as Permitem a ação do antibiótico associado. Possuem, por si só, atividade bacteriana nula ou fraca; Conferem boa ação contra anaeróbios
47
principal efeito colateral dos atb inibidores de beta-lactamases
EFEITO COLATERAL: Diarréia
48
indicação de hospitalização em caso de pneumonia
sinais de insuficiência respiratória (gemido, cianose, retrações) sinais de sepse (letargia, má perfusão) pneumonia extensa ou com complicações (Rx) outras condições (sociais, falha de tto prévio, desidratação, etc...)
49
tratamento hospitalar da pneumonia em < 2 meses
Ampicilina 200mg/Kg/dia IV 6/6h + gentamicina 7,5mg/Kg/dia ou Penicilina cristalina
50
tratamento hospitalar da pneumonia em crianças de 1 a 3 meses
Macrolídeo se pneumonia afebril
51
tratamento hospitalar da pneumonia em crianças de 3m a 5 anos
Penicilina cristalina 200.000UI Kg/dia IV 4/4h Oxacilina 200mg/k/dia 6/6 horas na suspeita de S. aureus
52
tratamento hospitalar da pneumonia em crianças de 6 a 18 anos
Penicilina cristalina 200.000UI/Kg/dia IV 4/4h ou Macrolídeos
53
tratamento hospitalar EM CASO DE FALHA TERAPEUTICA da pneumonia em < 2 meses
Cefotaxima 100-200mg/Kg/dia IV 6/6h ou 8/8h ou Ceftriaxona 100mg/Kg/dia IV 24/24h
54
tratamento hospitalar EM CASO DE FALHA TERAPEUTICA da pneumonia em crianças de 3m a 5 anos
Cefuroxima 100-150mg/Kg/dia IV 8/8h ou Ceftriaxona 100mg/Kg/dia IV 24/24h
55
tratamento hospitalar EM CASO DE FALHA TERAPEUTICA da pneumonia em crianças de 6 a 18 anos
Cefuroxima 100-150mg/Kg/dia IV 8/8h ou Ceftriaxona 100mg/kg/dia IV 24/24h Claritromicina 15mg/Kg/dia VO ou IV
56
tratamento em caso de pneumonia estafilocócica
Oxacilina: 100 a 200 mg/k/dia, 6/6 horas Vancomicina: 40 a 60 mg/k/dia, 6/6 horas Teicoplanina: 08 a 12mg/k/dia, 12/12 horas nas 3 primeiras doses, após de 24/24 horas.
57
espectro da oxacilina
GRAM-POSITIVOS Fundamentalmente anti- estafilocócicas
58
indicações para uso de oxacilina
Tratamento de infecções causadas por estafilococos sensíveis à OXACILINA infecções de pele pneumonias artrite séptica, osteomielite, endocardite, etc
59
quando que a oxacilina não deve ser usada
NÃO DEVE SER UTILIZADA QUANDO HOUVER INFECÇÕES POR MRSA
60
definição de MRSA
O TERMO “ESTAFILOCOCO METICILINO RESISTENTE” (MRSA) É EMPREGADO PARA DESIGNAR CEPAS DE ESTAFILOCOCOS RESISTENTES À OXACILINA (METICILINA) E POR EXTENSÃO, A CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO.
61
definição de HA-MRSA
HA-MRSA: Staphylococcus aureus resistente à oxacilina associado ao hospital
62
tratamento em caso de HA-MRSA
TRATAMENTO: vancomicina ou teicoplanina
63
definição de CA-MRSA
Staphylococcus aureus resistente à oxacilina associado à comunidade
64
tratamento em caso de CA-MRSA
TRATAMENTO: clindamicina, sulfametoxazol + trimetropim
65
indicação de uso de GLICOPEPTÍDEOS: VANCOMICINA E TEICOPLANINA
UTILIZADAS PARA TRATAMENTO DE GRAM-POSITIVOS RESISTENTES: ESTAFILOCOCOS resistentes à oxacilina PNEUMOCOCOS resistentes à penicilina
66
tempo de meia vida da vancomicina
Meia vida mais curta: 4 a 8 h (EV 6/6h)
67
principal indicação da vancomicina
Penetra em SNC (serve para tratar meningites)
68
efeitos adversos da vancomicina
Oto e nefrotóxica; Síndrome do Homem Vermelho (relacionada à infusão rápida: deve ser feita EV em 1 hora)
69
tempo de meia vida da teicoplanina
Meia vida longa: 35 a 70 h (12/12 horas nas 3 primeiras doses e após 1 vez ao dia); permite alta precoce
70
principais benefícios da teicoplanina
Não penetra em SNC Menos nefro e ototóxica: mais CARA
71
principal tratamento em caso de MRSA
a principal droga usada passa a ser a Vancomicina. Indo um passo adiante, já existem relatos em alguns centros de cepas de S. aureus (MIC 4-8ug/mL), os chamados
72
tratamento de pielonefrite por via parenteral
cefuroxime 150 mg/kg/dia (8/8h) gentamicina 5-7,5 mg/kg/dia, 1x ao dia IV ou IM amicacina 15 mg/kg/fia, 1x ao dia cefotaxime 100-200 mg/kg/fia 6/6h ou 8/8h) piperacilina/tazobactam 300 mg/kg/dia (6/6h ou 8/8h)
73
tratamento de pielonefrite por via oral
cefuroxime 30 mg/kg/dia 12/12h cefaclor 40 mg/kg/dia 12/12h amoxi+clav 20-40 mg/kg/dia 8/8h ciprofloxacina 20-30 mg/kg/fia 12/12h
74
tratamento de cistite por via oral
nitrofurantoina 5-7 mg/kg/dia 6/6h cefalexina 50 mg/kg/dia 6/6h ou 8/8/h sulfa/trimetoprim 6-12 mg TMP/kg/dia 12/12h
75
espectro da cefalosporina de 1a geração
GRAM + (*S.aureus) GRAM -
76
ação da BHE da cefalosporina de 1a geração
Não atravessa a barreira HE
77
opções de cefalosporina de 1a geração por via oral
ORAIS: CEFALEXINA (6/6h) CEFADROXIL 12/12h)
78
opções de cefalosporina de 1a geração por via parenteral
PARENTERAIS: CEFALOTINA (6/6h) CEFAZOLINA ( 8/8h)
79
indicação para uso de cefalosporina de 1a geração
INDICAÇÕES Infecções de pele ITU Profilaxia cirúrgica G+: pneumonias; amidalites)
80
espectro da cefalosporina de 2a geração
GRAM +< CEF I GRAM- > CEF I ANAERÓBIOS
81
ação da BHE da cefalosporina de 2a geração
Não atravessam a BHE, exceto Cefuroxima
82
opções de cefalosporina de 2a geração por via oral
ORAIS: CEFACLOR CEFUROXIMA CEFPROZIL
83
opções de cefalosporina de 2a geração por via parenteral
PARENTERAIS: CEFOXITINA CEFUROXIMA
84
indicação para uso de cefalosporina de 2a geração
INDICAÇÕES Infecções respiratórias leves a moderadas Profilaxia cirúrgica
85
espectro da cefalosporina de 3a geração
GRAM +< CEF I GRAM - > CEF II
86
ação da BHE da cefalosporina de 3a geração
Atravessa a BHE
87
opções de cefalosporina de 3a geração por via parenteral
PARENTERAIS CEFOTAXIMA (RN) CEFTRIAXONA CEFTAZIDIMA (ação sobre Pseudomonas)
88
indicação para uso de cefalosporina de 3a geração
INDICAÇÕES Infecções graves Sepse, meningites, pneumonia, celulite, ósteo-artrite, inf. intra-abdominais Inf. hospitalares Falha terapêutic
89
espectro da cefalosporina de 4a geração
GRAM +=CEF I GRAM - =CEF III
90
ação da BHE da cefalosporina de 4a geração
Atravessa a BHE
91
opções de cefalosporina de 4a geração por via parenteral
CEFEPIMA
92
indicação para uso de cefalosporina de 4a geração
INDICAÇÕES mesmas de CEF III; são menos indutoras de BETALACTAMASES
93
espectro da cefalosporina de 5a geração
GRAM + (MRSA) GRAM – (exc. Pseudomona
94
opções de cefalosporina de 5a geração por via parenteral
CEFTAROLINA CEFTOBRIPOL CEFTOLOZANA (+ Tazobactam) (Gram -, incluindo Pseudomonas)
95
indicação para uso de cefalosporina de 5a geração
INDICAÇÕES: Infecções de pele Pneumonia comunitária
96
efeito adverso da ceftriaxona em RN
Tem alta ligação proteica. Pode deslocar a bilirrubina da ligação com a albumina sérica: kernicterus. Evitar em RN ictéricos e prematuros (preferir cefotaxima).
97
tempo de meia vida da ceftrixona
Meia vida prolongada (6 a 9 h nos adultos e 5 a 18 h em crianças): possibilita a administração em 1 ou 2 doses diárias.
98
via de excreção e efeito colateral da ceftriaxona
Eliminada principalmente pelo rim e 40% pela via biliar; pode induzir à formação de lama biliar ou colelitíase, (pseudocolelitíase). Evitar em insuficiência hepática.
99
mecanismo de ação da sulfa+trimetoprim
Antimicrobiano bacteriostático Cada vez mais diminuindo seu espectro de ação devido ao aparecimento de resistência bacteriana
100
principais indicações da sulfa+trimetoprim
Indicações principais: ITU não complicada (E. coli, Klebsiella, Proteus mirabilis); gastroenterite por Shighela, E. coli; infecções respiratórias por germes comuns (pneumococos, H. influenzae ); infecções por Staphylococcus aureus resistente à oxacilina vindos da comunidade (CA-MRSA).
101
opções de atb da classe de aminoglicosídeos
GENTAMICINA AMICACINA TOBRAMICINA NETILMICINA NEOMICINA ESTREPTOMICINA
102
espectro de ação dos atb da classe de aminoglicosídeos
GRAM-NEGATIVOS Pseudomonas (Tobramicina) GRAM POSITIVOS em associação para potencializar ação- não usar como droga única para este tipo de infecção
103
principais efeitos colaterais dos atb da classe de aminoglicosídeos
NEFROTOXICIDADE Depende : dose, idade do paciente, uso concomitante com outras drogas ototóxicas OTOTOXICIDADE BLOQUEIO NEUROMUSCULAR
104
ação na BHE dos atb da classe de aminoglicosídeos
Não atravessam terapeuticamente a barreira hemato-encefálica (exceção: período neonatal)
105
vias de elimicação dos atb da classe de aminoglicosídeos
Eliminação renal, por filtração glomerular; acúmulo em pacientes com IR; necessário reajuste
106
vias de adm dos atb da classe de aminoglicosídeos
Via: IM; EV (diluído e lento: 1h) Via EV propiciam níveis séricos mais homogêneos e menos tóxicos.
107
indicações dos atb da classe de aminoglicosídeos
Indicações: tratamento de infecções por Gram negativos entéricos (gastroenterites por bactérias invasivas); ITU
108
principais agentes etiológicos da diarreia aguda
Vírus - rotavírus, coronavírus, adenovírus, calicivírus (em especial o norovírus) e astrovírus. Bactérias - E. coli enteropatogênica clássica, E. coli enterotoxigenica, E. coli enterohemorrágica, E. coli enteroinvasiva, E. coli enteroagregativa, Aeromonas, Pleisiomonas, Salmonella, Shigella, Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Yersinia Parasitos - Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, Isosopora Fungos – Candida albicans
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tratamento antibioticoterapia em caso de diarreia aguda em crianças até 10 anos/até 30 kg
azitro 10 mg/kg no primeiro dia e 5 mg/kg por mais 4 dias, via oral -> total 5 dias ceftriaxona 50-100 mg/kg IM 1x ao dia -> total: 3 a 5 dias *obs: e menor de 3 meses ou em caso de imunodeficiencia: 50-100 mg/kg EV 1x ao dia
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tratamento antibioticoterapia em caso de diarreia aguda em crianças >10 anos/> 30 kg
ciprofloxacino 1 cp de 500 mg de 12/12h, VO, por 3 dias ceftriaxona 50-100 mg/kg IM 1x ao dia por 3-5 dias obs: casos graves 100 mg/kg/dia, EV, por 3 a 5 dias cefotaxima -> casos graves -> 100 mg/kg, dividido em 4 doses
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espectro da ertromicina
GRAM + POUCOS GRAM- (NÃO ATUA SOBRE HAEMOPHILUS) GERMES ATÍPICOS BORDETELLA TREPONEMAS ANAERÓBIOS (ATIVIDADE MODESTA) OBS: MUITOS EFEITOS GASTROINTESTINAIS
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espectro da azitromicina
MESMO ESPECTRO DA ERITROMICINA; MELHOR CONTRA GRAM – (HAEMOPHILUS, MORAXELLA, ENTEROBACTÉRIAS) OBS: MENOS EFEITOS GASTROINTESTINAIS
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espectro da claritromicina
MESMO ESPECTRO DA AZITROMICINA, PORÉM MENOS EFETIVA CONTRA GRAM -- OBS: MENOS EFEITOS GASTROINTESTINAIS
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indicações de uso da azitromicina
OMA, sinusite e bronquite; Amigdalites (2ª escolha); Infeccções não complicadas de pele; Pneumonias leves a moderadas, sem bacteremia; Uretrite ou cervicite por Chlamydia; Mycobacterium avium e Toxoplasmose em AIDS; Infecções dentárias (anaeróbios); Infecções por Helicobacter pylori; Coqueluche Diarreia aguda
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posologia da azitromicina
Dose única diária; concentração tissular prolongada : 5 dias ou + após término do tratamento, obtendo-se efeito de 10 dias; nível tissular 10-100x maior que o sérico (evitar em bacteremias)
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posologia da claritromicina
2 x ao dia; necessário uso por cerca de 10 dias
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indicações da claritromicina
as mesmas da azitromicina, porém menos efetiva contra Gram negativos Interações medicamentosas: aumenta os níveis de teofilina e carbamazepina
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indicações para uso de quinolonas
PNEUMONIAS COMUNITÁRIAS GASTROENTERITES ITU (GERMES RESISTENTES) INFECÇÕES PULMONARES DE PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA (OU OUTROS PACIENTES COM INFECÇÕES POR PSEUDOMONAS) ARTRITE SÉPTICA; OSTEOMIELITE OMC supurada ou OE por Pseudomonas
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efeitos adversos do uso de quinolonas
EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO (CÃES): LESÃO IRREVERSÍVEL DE CARTILAGEM DE CRESCIMENTO (não relatado em humanos (apenas artralgia) TGI: anorexia, náuseas, vômitos e desconforto abdominal. Diarreia é pouco frequente. PELE:FOTOTOXICIDADE SNC:TONTURA, CEFALÉIA TENDINITES, RUTURA DE TENDÕES (principalmente em idosos, uso de corticoides), dor nas extremidades, alterações na marcha, neuropatias associadas a parestesia. RISCO DE ANEURISMA DE AORTA E DISSECÇÃO DE AORTA (principal/e em idosos) INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: AUMENTA OS NÍVEIS DE TEOFILINA,TEM ABSORÇÃO DIMINUÍDA POR ANTIÁCIDOS
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tratamento da diarreia por giardíase
Giardíase: metronidazol 15 a 25 mg/kg/dia , de 8/8 h por 7 dias, repetir após 15 dias. Alternativas com tinidazol 50 mg/kg dose única ou furazolidona 5 mg/kg/dia, a cada 6 horas por 7 dias.
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tratamento da diarreia por amebiase
Amebíase: o metronidazol é usado na dose de 35 a 50 mg/kg/dia por 7 a 10 dias
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indicações do uso de metronidazol
Infecções por bactérias anaeróbias: Peritonites por: Perfuração intestinal traumática Úlcera perfurada Apendicite perfurada Aborto séptico Abscessos abdominais, hepáticos e cerebrais Fascites necrotizantes Pode ser empregado no tratamento do H. pylori No tratamento da diarréia e colite pseudomembranosa por Clostridium difficile Vaginites por anaeróbios
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diagnóstico diferencial entre osteomielite, artrite e celulite
OSTEOMIELITE: devem ser internados imediatamente para início do tratamento. O paciente deve ser levado ao centro cirúrgico para realizar punção óssea, a fim de que se confirme o diagnóstico e se realize drenagem imediata do foco infeccioso, se necessário. Iniciar Atb. ARTRITE: Seus sintomas são muito semelhantes aos da osteomielite. Apresenta presença de bactéria no espaço articular. Iniciar Atb. CELULITE: é a inflamação aguda da derme e do tecido subcutâneo, sem a formação de abcesso. Tem por agentes etiológicos os mesmos da osteomielite, além de sua tríade diagnóstica se basear no eritema, edema e dor local. Iniciar Atb.
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principais agentes etiolgicos da infecção osteoarticular e de pele
Staphilococcus Aureus Streptococcus B hemolítico do grupo A
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tratamento indicado em caso de infecção osteoarticular e de pele
Enquanto o resultado da cultura não estiver disponível, iniciar o tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro. O tratamento empírico de 1ª escolha: associação de oxacilina e ceftriaxona ou gentamicina por um período de: osteomielite (6 semanas), artrite séptica (2 a 3 semanas) e celulite (10 a 21 dias). A via parenteral é a de preferência durante todo o período de tratamento.
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tratamento específico para S. aureus em caso de infecção osteoarticular e de pele
S. aureus: Oxacilina: 100 a 200 mg/k/dia, 6/6 horas Vancomicina: 40 mg/k/dia, 6/6 horas Alternativa: Clindamicina: 30-50mg/k/dia, 6/6 horas
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tratamento específico para Streptococcus B hemolítico do grupo A em caso de infecção osteoarticular e de pele
Ceftriaxone: 100mg/k/dia, 12/12 horas