DermaPRO | Genodermatoses Flashcards

(45 cards)

1
Q

O que são genodermatoses?

A

Doenças dermatológicas geneticamente determinadas que cursam com manifestações cutâneas ± sistêmicas.

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2
Q

Como se classificam as genodermatoses?

A

Neurocutâneas; da ceratinização; bolhosas; mesenquimais; com fotossensibilidade; hiperplásicas/aplásicas/displásicas/atróficas.

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3
Q

O que caracteriza as genodermatoses neurocutâneas?

A

Malformações de origem ectodérmica com achados em pele, SNC e olhos.

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4
Q

NF1: gene, cromossomo e herança?

A

NF1 (neurofibromina) no 17q; autossômica dominante; penetrância completa, expressividade variável.

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5
Q

Qual a prevalência aproximada da NF1?

A

~1:3.000 nascimentos.

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6
Q

Quais as quatro grandes esferas da tétrade clássica da NF?

A

Manchas cutâneas, tumores do SN, hamartomas oculares/SNC, displasias ósseas.

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7
Q

Manchas café-com-leite: descrição e relevância diagnóstica na NF1?

A

Máculas acastanhadas homogêneas; ≥6 lesões torna NF1 altamente provável (tamanho dependente da idade).

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8
Q

Efélides em dobras (sinal de Crowe): importância?

A

Axilares/inguinais, independem do sol; achado muito específico para NF1.

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9
Q

Diferença entre mácula café-com-leite da NF1 e da McCune-Albright?

A

NF1: bordas lisas; McCune-Albright: máculas maiores com bordas irregulares (‘geográficas’) + endocrinopatias/displasia fibrosa.

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10
Q

Neurofibromas dérmicos: clínica clássica?

A

Pápulo-nodulares moles, cor da pele/violáceas, ‘sinal da botoeira’; aumentam na gestação; sem potencial maligno.

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11
Q

Neurofibroma plexiforme: por que é marcador de NF1?

A

Lesão subcutânea alongada, ‘saco de vermes’, geralmente única, pode estar presente antes dos 2 anos; risco de transformação em sarcoma (~5%).

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12
Q

Nódulos de Lisch: o que são e valor diagnóstico?

A

Hamartomas melanocíticos de íris, múltiplos/bilaterais, muito específicos; não comprometem visão.

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13
Q

NF1 – principais alterações ósseas?

A

Displasia de esfenóide e dos ossos longos (tíbia arqueada), podendo evoluir com pseudartrose.

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14
Q

Principais causas de HAS na NF1?

A

Primária (mais comum); secundária por estenose de artéria renal ou feocromocitoma (risco aumentado).

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15
Q

NF2: tumor sentinela e proteína associada?

A

Schwannomas vestibulares bilaterais (VIII par); proteína merlina/schwannomina; AD.

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16
Q

NF2 – achados oculares típicos?

A

Opacidades subcapsulares do cristalino/catarata em até ~50%.

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17
Q

NF segmentar (tipo 3): conceito chave?

A

Manchas café-com-leite/neurofibromas restritos a segmentos (linhas de Blaschko) por mosaicismo pós-zigótico.

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18
Q

Esclerose tuberosa (ET): genes e via celular envolvida?

A

TSC1 (hamartina, 9q) e TSC2 (tuberina, 16p); disfunção via mTOR.

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19
Q

Tríade de Vogt (mnemônico ‘EPI-LO-ILA’)?

A

Epilepsia, déficit intelectual e angiofibromas faciais.

20
Q

Máculas hipocrômicas (‘em folha’): por que são importantes?

A

Sinal cutâneo mais precoce (presentes ao nascimento; Wood realça); ≥3 aumenta suspeita de ET.

21
Q

Angiofibromas faciais da ET: idade e localização?

A

5–7 anos; região malar/sulco nasogeniano; múltiplos, simétricos com telangiectasias.

22
Q

Placa de Shagreen: o que é?

A

Nevo de tecido conjuntivo lombar, superfície de ‘casca de laranja’.

23
Q

Tumores periungueais (Koenen): quando surgem e impacto?

A

Após puberdade; pápulas fibrosas que podem distorcer as unhas.

24
Q

Lesões neurológicas típicas na ET?

A

Tubérculos corticais e nódulos subependimários calcificados; epilepsia precoce.

25
Rabdomioma cardíaco na ET: relevância?
Tumor benigno precoce, pode causar arritmias.
26
Sturge-Weber: tríade anatômica?
Malformação capilar facial (V1), angiomas leptomeníngeos ipsilaterais e angiomatoses coroidianas.
27
Nevo flameus (vinho-do-porto) em V1: risco associado?
Alto risco de SSW (epilepsia, glaucoma); lesão plana que pode verrucizar com a idade.
28
Ictiose vulgar: mutação chave e padrão clínico?
Perda de função da filagrina; escamas claras losangulares em superfícies extensoras, poupa dobras; hiperlinearidade palmar; melhora após puberdade.
29
Ictiose ligada ao X: déficit enzimático e clínica?
Deficiência de esteroide-sulfatase; escamas grandes/escuras envolvendo inclusive dobras (não palmas/plantas), piora com idade; risco de criptorquia e opacidade corneana.
30
Bebê colódio: evolução provável?
Membrana tensa que se rompe ~2 semanas; maioria evolui para ictiose lamelar/eritrodermia ictiosiforme congênita.
31
Ictiose arlequim: genética e gravidade?
AR; hiperqueratose severa com ectrópio/eclábio; alta mortalidade sem retinoides sistêmicos.
32
Pitiríase rubra pilar (PRP) clássica do adulto: 3 sinais de prova?
Pápulas foliculares alaranjadas (dorso das falanges), eritrodermia com 'ilhas de pele sã' e couro cabeludo sempre comprometido.
33
PRP: melhor terapia sistêmica inicial?
Retinoides (acitretina/isotretinoína); metotrexato como alternativa.
34
Diferenças PRP × Psoríase em prova?
PRP: cor mais alaranjada, lesão nas falanges, 'ilhas de pele sã', pouco pitting/mancha de óleo.
35
Doença de Darier: histo-ponto chave e unhas?
Disceratose + acantólise (mais disceratose); unhas com entalhe em 'V' e estrias longitudinais.
36
Hailey-Hailey: clínica e histo-ponto chave?
Placas erosivo-vesicobolhosas em dobras, bordas circinadas/serpiginosas; histo com acantólise suprabasal em 'muro de tijolos dilapidados'.
37
Epidermólise bolhosa congênita – níveis de clivagem?
Epidermolítica (intraepidérmica; K5/K14; AD), Juncional (lâmina lúcida; COL17/laminina 332; AR), Distrófica (sublâmina densa; COL7; AD/AR).
38
EB juncional: duas complicações de prova?
Comprometimento de mucosa (p.ex., esôfago) e tendência a cicatriz(ação).
39
EB distrófica recessiva: risco a longo prazo?
Cicatrizes sinequiantes e alto risco de CEC agressivo em áreas crônicas.
40
Diagnóstico nas EB congênitas: melhor abordagem?
IF mapeamento da membrana basal/microscopia eletrônica + teste genético; IF direta negativa (diferente das bolhosas autoimunes).
41
Cutis laxa: achado cutâneo essencial e repercussões?
Pele frouxa, pouco elástica, não 'rebate'; pode cursar com enfisema, hérnias e aneurismas.
42
Pseudoxantoma elástico (PXE): risco maior e achado histo?
Hemorragias GI/retinianas (gravidez é período crítico); calcificação/fragmentação de fibras elásticas (basofilia; orceína/Verhoeff).
43
Ehlers-Danlos: tríade cutâneo-articular típica?
Hiperextensibilidade cutânea com retorno normal, fragilidade cicatricial ('papel de cigarro') e hipermobilidade articular; risco de aneurismas.
44
Xeroderma pigmentoso: defeito básico e risco oncológico?
Falha no reparo por excisão de nucleotídeos; risco ~1000× para CBC/CEC/MM <20 anos.
45
XP – manejo que cai em prova?
Fotoproteção máxima (barreiras e hábito), evitar mutágenos (tabaco), acitretina para quimioprevenção de tumores epiteliais, seguimento dermatológico/oftálmico rigoroso.