fisiopatologia vitiligo
há perda funcional e/ou destruição de melanócitos epidérmicos, mas isso pode ser incompleto nas bordas ou em lesões iniciais, e a repigmentação costuma ocorrer a partir de reservatórios foliculares.
pode-se encontrar alguns melanócitos dopapositivos, na periferia ou em lesões recentes, em áreas hipopigmentadas.
podem existir alguns melanócitos residuais, detectáveis por técnicas histoquímicas antigas como DOPA-positividade, além de marcadores imunohistoquímicos mais modernos. Já em lesões plenamente estabelecidas, costuma haver grande redução ou ausência de melanócitos epidérmicos.
Padrão de repigmentação no vitiligo
perifolicular: pontilhado em óstios foliculares no interior da mancha
marginal: progressão a partir das bordas
Vogt-Koyanagi-Harada
alterações oculares, auditivas, neurológicas e cutâneas, com vitiligo, poliose e alopecia em alguns casos
SEM ALTERAÇÕES OLFATIVAS
Doença bilateral ocular
Quase sempre bilateral.
Fase inicial: meningite asseptica
Fase oftálmica: uveíte granulomatosa bilateral
Fase convalescente (cutânea): vitiligo, poliose, alopécia
Tríade clássica lembrada em prova
uveíte
alterações neurológicas
alterações cutâneas pigmentares
Às vezes inclui também:
sintomas auditivos (tinnitus, hipoacusia).
Padrão do albinismo
melanócitos normais
redução da malanina (defeito da tirosinase)
Tavbela comparativa das alterações de pigmentos
Doença Melanócitos Produção de melanina Observação
Vitiligo diminuídos/ausentes reduzida doença autoimune
Albinismo normal defeito na síntese defeito de tirosinase
Piebaldismo ausentes em áreas ausente doença genética
Nevus despigmentosus normal reduzida defeito funcional
Hipomelanose de Ito normal alterada mosaicismo
piebaldismo
disturbio genético
mutação do KIT
máculas acrômicas congênitas
mecha branca frontal
lesões estáveis ao longo da vida
pênfigo foliáceo clássico (Cazenave):
ocorre mundialmente
pico na 4ª–5ª década
não tem padrão familiar típico
fogo selvagem
penfigo foleaceo que ocorre em cluster familiar e regiões endemicas determinadas
Histologia penfigo vulgar
Clivagem:
➡ suprabasal
Aspecto clássico:
fileira de lápides (tombstones)
Queratinócitos basais aderidos à membrana.
Histologia penfigo foliaceo
Pênfigo foliáceo
Clivagem:
➡ subcórnea
Imunofluorescência direta nos pênfigos
➡ depósito intercelular de IgG e C3
Padrão:
em rede / favo de mel (fishnet pattern)
Localização:
epiderme inteira no PV
mais superficial no PF
Alfa-herpesvírus
Vírus Doença principal
HHV-1 herpes simples tipo 1
HHV-2 herpes genital
HHV-3 varicela-zoster
Latência nos gânglios nervosos
Beta-herpesvírus
Latência em células hematopoiéticas e tecidos linfoides.
Vírus Doença
HHV-5 citomegalovírus
HHV-6 roséola (exantema súbito)
HHV-7 roséola-like
Gama-herpesvírus
Associados a doenças linfoproliferativas e tumores.
Vírus Doença
HHV-4 Epstein–Barr
HHV-8 sarcoma de Kaposi
Molusco contagioso
Poxvírus
Clínica:
pápulas umbilicadas
brilhantes
múltiplas.
Histologia:
➡ corpos de Henderson-Patterson.
Pegadinha:
muito comum em imunossuprimidos.
HPV 6 e 11
Condiloma acuminado
HPV oncogênicos:
16 e 18
EBV associado a qual cancer
linfoma de Burkitt
carcinoma de Merkel associado a qual virus
MCPyV
Poliomavírus
Tríade fisiopatológica da DA
1️⃣ disfunção da barreira cutânea
2️⃣ predisposição genética (ex.: filagrina)
3️⃣ resposta imunológica Th2.
Distribuição por idade das lesões de DA
Lactentes
face (malares)
couro cabeludo
superfícies extensoras
Com frequência:
➡ poupando região centrofacial
Crianças
dobras
pescoço
punhos
tornozelos
Adultos
áreas flexurais
mãos
face e pescoço
Síndrome de Netherton
autossômica recessiva
causada por mutação no gene SPINK5
deficiência da LEKTI (inibidor de serinoprotease).
Tríade clássica (muito cobrada em prova)
1️⃣ Eritrodermia / ictiose linear circunflexa
2️⃣ Alteração do fio do cabelo — tricorrexe invaginata (“bamboo hair”)
pode afetar cílios e sobrancelhas
3️⃣ Diátese atópica grave
IgE elevado
Diagnóstico
Suspeitar quando houver:
- eritrodermia neonatal
- atopia grave
- alteração capilar
úlceras genitais aumentam risco de transmissão do HIV
verdade