Direito Ambiental Flashcards

(126 cards)

1
Q

V ou F?

O pagamento por serviços ambientais tem por fundamento o princípio do poluidor-pagador.

A

Falso.

O pagamento por serviços ambientais tem por fundamento o princípio do protetor-recebedor.

O pagamento por serviços ambientais (PSA) é baseado no princípio do protetor-recebedor, e não no poluidor-pagador. Aqui, o foco é incentivar comportamentos positivos, ou seja, recompensar quem conserva, protege ou recupera o meio ambiente. Diferentemente do poluidor-pagador, que pune quem causa dano, o protetor-recebedor premia quem atua em favor do meio ambiente, reconhecendo que a proteção ambiental gera benefícios para toda a coletividade. 🌿

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2
Q

V ou F?

Pelo princípio da prevenção, os riscos são desconhecidos e imprevisíveis, enquanto pelo da precaução, há certeza científica sobre o dano ambiental.

A

Falso.

Pelo princípio da precaução, os riscos são desconhecidos e imprevisíveis. Pelo da prevenção, por outro lado, há certeza científica sobre o assunto.

Pelo princípio da precaução, adota-se uma postura cuidadosa quando os riscos são desconhecidos ou incertos, mesmo sem comprovação científica definitiva — é a ideia de agir antes que o dano ocorra. Já o princípio da prevenção se aplica quando há conhecimento científico sobre o risco; nesse caso, como o perigo é conhecido, devem ser tomadas medidas para evitar a concretização do dano ambiental. 🌎✨

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3
Q

O princípio da precaução, no Direito Ambiental, impõe a quem a responsabilidade de provar que sua atividade ou produto não é potencialmente lesivo ao meio ambiente?

A

O princípio da precaução pressupõe a inversão do ônus probatório, competindo a quem supostamente promoveu o dano ambiental comprovar que não o causou ou que a substância lançada ao meio ambiente não lhe é potencialmente lesiva.

O princípio da precaução envolve a inversão do ônus da prova: em vez de exigir que o Estado ou a sociedade comprovem o risco ou o dano, cabe ao suposto causador demonstrar que sua conduta ou produto não é perigoso ao meio ambiente. Isso se justifica porque, diante da incerteza científica e da dificuldade de provar os efeitos ambientais antes que eles ocorram, o direito ambiental opta por priorizar a proteção da natureza e da saúde pública. 🌱⚖️

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4
Q

O conceito de meio ambiente inclui as noções de meio ambiente natural e outras três. Quais são elas?

A

O conceito de meio ambiente inclui as noções de meio ambiente cultural, artificial, natural e do trabalho.

O conceito de meio ambiente é amplo e abrange quatro grandes dimensões: o natural (florestas, rios, fauna, flora), o artificial (espaços urbanos e construções humanas), o cultural (bens culturais materiais e imateriais) e o do trabalho (condições ambientais no ambiente laboral). Essa visão abrangente visa garantir a proteção integral da qualidade de vida e dos recursos ambientais para as presentes e futuras gerações. 🌎🏛️🏙️👷‍♂️

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5
Q

V ou F?

Acerca do conflito intertemporal de normas ambientais, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que prevalece a norma mais rigorosa vigente à época dos fatos, e não a lei contemporânea carreadora de uma menor proteção à natureza.

A

Verdadeiro.

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6
Q

Qual conferência internacional de 1972 resultou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, estabelecendo 26 princípios voltados à proteção ambiental?

A

Conferência de Estocolmo (1972, Suécia) → culminou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, formado por 26 princípios que buscaram dar maior concretude os temas debatidos para que as diferentes nações pudessem inserir em suas políticas públicas a questão ambiental.

A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, na Suécia, foi a primeira grande reunião global focada em temas ambientais. Ela resultou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, um documento que reúne 26 princípios para orientar os países na formulação de políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Essa conferência marcou o início da preocupação formal e organizada da comunidade internacional com a preservação do meio ambiente como um direito e um dever de todos. 🌍🤝

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7
Q

Qual documento, publicado em 1987, é conhecido como “Nosso Futuro Comum” e foi responsável por difundir o conceito de desenvolvimento sustentável?

A

Relatório Brundtland (1987) → Também conhecido como “Nosso Futuro Comum”, disseminou a ideia de desenvolvimento sustentável.

O Relatório Brundtland, publicado em 1987 sob o título “Nosso Futuro Comum”, foi elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU. Ele popularizou o conceito de desenvolvimento sustentável, definido como aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem as suas. 🎯🌱

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8
Q

V ou F?

A educação ambiental deve ser implantada como disciplina específica no currículo escolar.

A

Falso.

A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.

A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.

De acordo com a Lei nº 9.795/1999 (Política Nacional de Educação Ambiental), a educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica. Ela deve ser trabalhada de forma integrada, contínua e permanente, em todos os níveis e modalidades de ensino formal, permeando as diversas disciplinas para garantir uma formação crítica e global sobre a questão ambiental.

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9
Q

V ou F?

Qual foi o principal documento criado na ECO-92 (Rio-92) que consagrou o princípio do desenvolvimento sustentável?

A

ECO 92 ou Rio-92 → deu origem à Agenda-21, que consagrou o princípio do desenvolvimento sustentável, e à Convenção Sobre Diversidade Biológica.

A ECO-92, também chamada de Rio-92, foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Dela resultou a Agenda 21, um plano de ação global para promover o desenvolvimento sustentável. Além disso, foi firmada a Convenção sobre Diversidade Biológica, reforçando o compromisso internacional com a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade.

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10
Q

Em que ano e em qual evento da ONU foram estabelecidos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs)?

A

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) → foram objeto da Cúpula do Milênio da ONU em 2000, que fixou oito objetivos internacionais de desenvolvimento para o ano de 2015.

Na Cúpula do Milênio da ONU (2000), foram estabelecidos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), com a fixação de oito metas internacionais a serem alcançadas até 2015. Essas metas visavam combater a pobreza extrema, promover a educação, a igualdade de gênero, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e fomentar uma parceria global para o desenvolvimento.

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11
Q

V ou F?

Os Municípios possuem competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza e proteção do meio ambiente.

A

Falso.

A Constituição Federal não conferiu aos Municípios a competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, etc.

A Constituição Federal, no art. 24, §1º, confere competência legislativa concorrente somente à União, aos Estados e ao Distrito Federal para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza e proteção do meio ambiente.

Os Municípios não têm competência legislativa concorrente nessas matérias, mas podem exercer competência suplementar para cuidar do interesse local (art. 30, I e II, CF/88), desde que respeitada a legislação federal e estadual.

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12
Q

Quais entes federativos possuem competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, fauna, pesca, conservação da natureza, defesa do solo e do meio ambiente?

A

Compete à União, aos Estados e ao DF legislar concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.

A competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, fauna, pesca, conservação da natureza, defesa do solo, proteção do meio ambiente e controle da poluição é da União, dos Estados e do Distrito Federal, conforme art. 24, VI e VIII, da Constituição Federal. Os Municípios não participam dessa competência concorrente, mas podem legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e estadual.

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13
Q

V ou F?

Compete concorrentemente à União, Estados e Distrito Federal legislar sobre águas e energia.

A

Falso.

Compete privativamente à União legislar sobre águas e energia.

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14
Q

V ou F?

As jazidas e demais recursos minerais pertencem aos Estados, sendo a União responsável apenas pela regulamentação da exploração.

A

Falso.

As jazidas e demais recursos minerais para efeito de exploração ou aproveitamento pertencem à União, sendo garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.

Conforme o art. 176 da Constituição Federal, as jazidas e outros recursos minerais são propriedade da União. A exploração e o aproveitamento desses recursos são feitos mediante concessão, e a propriedade do produto da lavra é garantida ao concessionário, mas a titularidade do bem mineral permanece com a União. Os Estados e Municípios não têm direito de propriedade sobre os recursos minerais, apenas podem atuar em funções de regulação e fiscalização, dentro dos limites estabelecidos pela União.

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15
Q

Quem tem competência para aprovar o manejo e a supressão de vegetação, florestas e formações sucessoras em imóveis rurais?

A

Compete ao Estado membro aprovar o manejo e a supressão de vegetação, de florestas e formações sucessoras em imóveis rurais.

A competência para aprovar o manejo e a supressão de vegetação, florestas e formações sucessoras em imóveis rurais compete ao Estado, e não ao Município. De acordo com o Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), os Estados são responsáveis por regulamentar e aprovar essas atividades, enquanto os Municípios podem legislar sobre o uso do solo urbano e outras questões locais, mas não sobre as áreas rurais e a gestão das florestas nativas.

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16
Q

V ou F?

É inconstitucional, por violar o princípio da separação dos poderes, a submissão prévia dos instrumentos de cooperação firmados pelos órgãos componentes do SISNAMA ao Poder Legislativo estadual, para aprovação.

A

Verdadeiro.

A submissão prévia dos instrumentos de cooperação firmados pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) ao Poder Legislativo estadual é considerada inconstitucional. Isso ocorre porque, ao exigir essa aprovação, há uma interferência indevida no exercício da função executiva e no princípio da separação dos poderes. A Constituição estabelece que a função legislativa e a execução das políticas ambientais competem aos órgãos executivos, como o Ministério do Meio Ambiente, e a exigência de aprovação prévia pelo Legislativo estadual viola esse princípio.

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17
Q

V ou F?

Constituem objetivos fundamentais da União, Estados, do DF e dos Municípios, de acordo com a LC 140/2011, harmonizar as políticas e ações administrativas para evitar a sobreposição de atuação entre os entes federativos, de forma a evitar conflitos de atribuições e garantir uma atuação administrativa eficiente.

A

Verdadeiro.

A Lei Complementar 140/2011 tem como um de seus objetivos fundamentais promover a harmonização das políticas e ações administrativas entre os diferentes entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). Isso visa evitar a sobreposição de atribuições, evitando conflitos de competências, e garantindo uma atuação administrativa mais eficiente e coordenada no campo ambiental. A colaboração entre os entes federativos é essencial para que as ações ambientais sejam mais eficazes e bem implementadas, sem redundâncias ou lacunas de atuação.

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18
Q

O que é atuação supletiva?

A

Atuação supletiva é a ação do ente da Federação que se substitui ao ente federativo originariamente detentor das atribuições. Na atuação subsidiária, por outro lado, ocorre o auxílio.

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19
Q

V ou F?

A legislação estadual que proíbe o uso do amianto é inconstitucional, pois a União possui competência exclusiva para legislar sobre matérias de saúde e segurança do trabalho.

A

Falso.

O STF entendeu que há constitucionalidade material, mas não formal, na legislação estadual que proíbe o uso do amianto. Embora exista lei federal permitindo o uso, a legislação estadual é mais adequada aos princípios ambientais previstos na Constituição Federal.

O STF decidiu que a legislação estadual que proíbe o uso do amianto, mesmo em face da lei federal que permite seu uso, é constitucional no que se refere ao conteúdo material, mas não formal. Ou seja, a lei estadual é válida, pois está mais alinhada com os princípios ambientais da Constituição Federal, especialmente a proteção da saúde e do meio ambiente. No entanto, a questão formal se refere ao fato de que, em princípio, a competência para legislar sobre a matéria ambiental é concorrente entre a União, os Estados e os Municípios, e a regulamentação estadual em alguns casos pode ser mais restritiva que a federal, especialmente quando visa proteger direitos fundamentais.

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20
Q

V ou F?

Os municípios não têm competência para o planejamento e controle do uso do solo urbano, pois essa atribuição é exclusivamente da União, de acordo com a Constituição Federal.

A

Falso.

Compete aos municípios a promoção do adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

Na verdade, compete aos municípios promover o adequado ordenamento territorial, conforme o princípio da função social da propriedade. A Constituição Federal, em seu artigo 30, confere aos municípios a responsabilidade de planejar e controlar o uso, o parcelamento e a ocupação do solo urbano, visando à organização do território e ao bem-estar coletivo. Isso está relacionado ao direito de cada cidade de se organizar de maneira que atenda às necessidades da sua população, considerando aspectos como habitação, infraestrutura e sustentabilidade.

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21
Q

Quais providências pode o Poder Público municipal exigir do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado?

A

É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:

(i) parcelamento ou edificação compulsórios;

(ii) IPTU progressivo no tempo;

(iii) desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

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22
Q

V ou F?

O aproveitamento dos recursos hídricos e minerais em terras indígenas pode ser realizado sem a necessidade de autorização do Congresso Nacional, desde que as comunidades indígenas sejam ouvidas previamente.

A

Falso.

O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

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23
Q

Quais são os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)?

A

Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:

I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;

II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;

Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;

IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;

V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;

VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;

VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

VIII - recuperação de áreas degradadas;

IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;

X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.

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24
Q

É constitucional uma norma estadual que proíbe a atividade de pesca exercida por meio de redes de arrasto tracionadas por embarcações motorizadas na zona costeira do território estadual?

A

Sim, a norma estadual é constitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a legislação estadual que proíbe a pesca com redes de arrasto tracionadas por embarcações motorizadas na zona costeira é válida, pois está em consonância com os princípios da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável. Embora haja uma legislação federal que regula a pesca, a Constituição Federal permite que os Estados legislem sobre questões ambientais quando se tratar de interesses locais.

No caso, o princípio do desenvolvimento sustentável busca o equilíbrio entre a atividade econômica e a proteção do meio ambiente, e a proibição da pesca por meio de redes de arrasto tracionadas visa justamente proteger os ecossistemas marinhos da degradação. A Constituição permite que os Estados adotem medidas mais restritivas para a proteção ambiental, desde que compatíveis com a legislação federal, buscando a preservação dos recursos naturais e o bem-estar das futuras gerações.

Essa norma estadual, portanto, não contraria a Constituição e está alinhada com os princípios constitucionais da preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

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25
O que caracteriza a poluição no contexto da legislação ambiental?
Poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou sanitárias e lancem matérias ou energia em desacordo com padrões ambientais.
26
Quais são os principais objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)?
Os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) estão centrados na busca por um desenvolvimento sustentável e na proteção dos recursos naturais. A PNMA visa: Compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação ambiental – Busca-se conciliar o crescimento econômico com a preservação dos recursos naturais. Definir áreas prioritárias de ação governamental – O governo deve identificar as regiões mais necessitadas de ações específicas para a preservação ambiental. Estabelecer critérios e padrões de qualidade ambiental – Definem-se limites e parâmetros para a qualidade ambiental a serem seguidos pelas atividades humanas. Desenvolver pesquisas e tecnologias nacionais – Foca-se na criação de inovações e tecnologias que promovam o uso racional dos recursos naturais, além de reduzir impactos ambientais. Difundir tecnologias de manejo, preservação e restauração dos recursos ambientais – Promove-se a disseminação de métodos eficientes para o cuidado e recuperação dos recursos ambientais. Impor a obrigação de recuperar ou indenizar os danos ambientais – Responsabiliza os infratores, que devem reparar os danos causados ao meio ambiente ou compensar pelas consequências dessas ações.
27
Quais são os principais instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) para garantir a proteção ambiental?
Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) são ferramentas essenciais para a implementação e monitoramento da preservação ambiental. Os principais instrumentos são: Estabelecimento de padrões de qualidade ambiental – Definem limites para a emissão de poluentes e o uso de recursos naturais, a fim de garantir um ambiente saudável. Zoneamento ambiental – Consiste na divisão do território em áreas com características ambientais específicas, para que o uso do solo e os recursos naturais sejam gerenciados de forma adequada. Avaliação de impactos ambientais (AIA) – Antes de realizar atividades que possam causar danos ao meio ambiente, é necessário analisar seus potenciais impactos e medidas de mitigação. Licenciamento e revisão de atividades poluidoras – Regula a autorização para atividades que possam causar poluição ou degradação ambiental, com revisão periódica para garantir conformidade com as normas. Criação do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNIMA) – Conjunto de órgãos e entidades responsáveis pela execução da política ambiental no Brasil, promovendo a coordenação entre os diferentes níveis de governo. Cadastro Técnico Federal (CTF) – Registra as atividades e empreendimentos que utilizam recursos naturais ou geram impactos ambientais, possibilitando o controle e monitoramento dessas atividades. Tecnologias e espaços territoriais protegidos – Incentiva o desenvolvimento de tecnologias que ajudem na preservação ambiental e a criação de áreas protegidas, como unidades de conservação. Instrumentos econômicos – Como a concessão florestal, servidão ambiental e seguro ambiental, que visam estimular a conservação por meio de incentivos financeiros e a responsabilidade ambiental.
28
O que se entende por meio ambiente, de acordo com a legislação brasileira?
Entende-se por meio ambiente o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
29
Qual é a exigência legal em relação à servidão ambiental, especialmente no caso de compensação de Reserva Legal?
A servidão ambiental deve ser objeto de averbação na matrícula do imóvel e, na hipótese de compensação de Reserva Legal, a servidão deve ser averbada na matrícula de todos os imóveis. ## Footnote De acordo com a legislação ambiental brasileira, a servidão ambiental é uma restrição imposta sobre um imóvel para garantir a preservação de uma área, normalmente associada à proteção de recursos naturais e à compensação de áreas de Reserva Legal. Essa servidão deve ser averbada na matrícula do imóvel onde está situada, garantindo sua formalização e tornando-a pública para todos que consultem o registro de propriedade. Essa medida visa assegurar que a servidão seja reconhecida e respeitada por todos os envolvidos, incluindo futuros compradores do imóvel. Além disso, no caso de compensação de Reserva Legal, a servidão ambiental deve ser averbada também na matrícula de todos os imóveis envolvidos no processo de compensação. Isso é feito para garantir que as compensações sejam adequadamente registradas e cumpridas, evitando disputas futuras e assegurando a preservação ambiental.
30
Quem tem a competência privativa para estabelecer normas e padrões nacionais de controle de poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, e como é realizada essa deliberação?
Compete ao CONAMA estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de controle de poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, mediante audiência dos Ministros competentes.
31
# V ou F? As resoluções normativas do CONAMA vinculam todos os entes federativos diante do Sistema Nacional de Meio Ambiente.
Verdadeiro. As Resoluções Normativas do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) têm natureza vinculante para todos os entes federativos — União, Estados, Distrito Federal e Municípios — dentro do âmbito do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente). Isso acontece porque o CONAMA atua como órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA, encarregado de formular normas e critérios para o licenciamento ambiental, padrões de qualidade ambiental, entre outros temas. Dessa forma, suas resoluções, uma vez editadas, devem ser observadas obrigatoriamente pelos órgãos e entidades que compõem o sistema, com o objetivo de garantir uma atuação coordenada e eficiente na proteção do meio ambiente, em respeito ao artigo 225 da Constituição Federal.
32
O que é a concessão florestal e quem pode ser beneficiário desse instrumento?
Concessão florestal é a delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de praticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado. ## Footnote A concessão florestal é um instrumento jurídico que permite ao poder público, por meio de licitação, delegar onerosamente o direito de praticar o manejo florestal sustentável sobre uma determinada área (unidade de manejo florestal). A concessão é feita à pessoa jurídica, individualmente ou em consórcio, desde que esta atenda às condições estabelecidas no edital e demonstre capacidade técnica e financeira para realizar a exploração sustentável dos recursos. Essa exploração é feita por conta e risco da concessionária e por prazo determinado, sempre respeitando critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. A concessão busca, assim, compatibilizar o uso econômico da floresta com a sua conservação, em linha com a política nacional de meio ambiente.
33
Quem é o órgão responsável pela gestão do Cadastro Técnico Federal (CTF) no âmbito da Política Nacional do Meio Ambiente?
Compete ao IBAMA gerir o CTF, onde deverão registrar-se as pessoas físicas e jurídicas que se dedicam à consultoria técnica ou que se dedicam a atividades potencialmente poluidoras.
34
A servidão ambiental pode incidir sobre Áreas de Preservação Permanente (APP) e sobre a Reserva Legal mínima exigida por lei?
A servidão ambiental não se aplica às APP e à Reserva Legal mínima exigida. A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão ambiental deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal. ## Footnote A servidão ambiental é uma limitação voluntária ao uso de parte da propriedade rural, para proteger o meio ambiente. Porém, ela não pode recair sobre a área mínima de Reserva Legal nem sobre APPs — essas são proteções obrigatórias, não podendo ser substituídas por servidão. Quando o proprietário estabelece uma servidão ambiental, a restrição ao uso da vegetação deve ser, no mínimo, tão rígida quanto a exigida para a Reserva Legal.
35
De que formas pode ser formalizada a servidão ambiental e quem pode instituí-la?
A servidão ambiental pode ser criada por qualquer proprietário ou possuidor, seja pessoa física ou jurídica, com o objetivo de preservar, conservar ou recuperar recursos naturais. Ela pode abranger parte ou toda a propriedade e ser formalizada por instrumento público, instrumento particular ou termo administrativo firmado com órgão do SISNAMA. Não precisa de decisão judicial para ser válida. ## Footnote O proprietário ou possuidor de imóvel, pessoa natural ou jurídica, pode, por instrumento público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do SISNAMA, limitar o uso de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes, instituindo servidão ambiental.
36
# V ou F? Prevalece o auto de infração ambiental lavrado por órgão que detenha a atribuição de licenciamento ou autorização.
Verdadeiro. Prevalece o auto de infração ambiental lavrado por órgão que detenha a atribuição de licenciamento ou autorização. No entanto, a fiscalização é atividade comum de todos os entes federados em defesa do meio ambiente. ## Footnote A fiscalização ambiental é uma atividade compartilhada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o objetivo de proteger o meio ambiente. Embora o auto de infração lavrado pelo órgão competente para o licenciamento ou autorização prevaleça, qualquer ente federativo pode realizar ações fiscais para garantir a proteção ambiental e o cumprimento das normas.
37
# V ou F? É permitido alterar a destinação da área de servidão ambiental, mesmo durante a vigência do prazo, caso o imóvel seja transmitido a outro proprietário.
Falso. É vedada, durante o prazo de vigência da servidão ambiental, a alteração da destinação da área, nos casos de transmissão do imóvel a qualquer título, de desmembramento ou de retificação dos limites do imóvel. ## Footnote A servidão ambiental impõe restrições ao uso da área com o objetivo de preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais. Durante o prazo de vigência da servidão, não é possível alterar a destinação da área, seja por transmissão do imóvel, desmembramento ou retificação dos limites. Essas limitações visam garantir a proteção ambiental ao longo do tempo.
38
# V ou F? A servidão ambiental deve ser sempre gratuita e com prazo máximo de 10 anos.
Falso. A servidão ambiental pode ser onerosa ou gratuita, temporária ou perpétua. O prazo mínimo é de 15 anos. ## Footnote A servidão ambiental pode ser onerosa (com pagamento ao proprietário) ou gratuita, e pode ter prazo temporário ou perpétuo. O prazo mínimo é de 15 anos, estabelecendo um compromisso duradouro com a preservação ambiental. O objetivo é garantir a conservação ou recuperação dos recursos ambientais de forma eficaz ao longo do tempo.
39
# V ou F? Os empreendimentos e atividades podem ser licenciados ou autorizados por mais de um ente federativo.
Falso. Os empreendimentos e atividades são licenciados ou autorizados por um único ente federativo. Compete ao órgão responsável pelo licenciamento lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade licenciada. ## Footnote O licenciamento ambiental é realizado por um único ente federativo, o qual, após conceder a licença, também tem a responsabilidade de monitorar e fiscalizar o cumprimento da legislação ambiental. Caso seja constatada uma infração, o órgão que emitiu a licença deve lavrar o auto de infração e instaurar um processo administrativo para apurar a infração e aplicar as penalidades cabíveis.
40
# V ou F? A servidão ambiental não pode ser transferida, alienada ou cedida, permanecendo exclusivamente com o proprietário original do imóvel.
Falso. O detentor da servidão ambiental poderá aliená-la, cedê-la ou transferi-la, total ou parcialmente, por prazo determinado ou em caráter definitivo, em favor de outro proprietário ou de entidade pública ou privada que tenha a conservação ambiental como fim social.
41
Os proprietários que realizaram supressão de vegetação nativa de acordo com a legislação vigente na época estão dispensados de recompor ou compensar a vegetação para atender aos percentuais exigidos pelo Código Florestal?
Sim. Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Legal previstos pela legislação em vigor à época em que ocorreu a supressão são dispensados de promover a recomposição, compensação ou regeneração para os percentuais exigidos pelo CFlo. ## Footnote De acordo com a legislação do Código Florestal, os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram a supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Legal estabelecidos pela legislação vigente na época da supressão estão dispensados de realizar a recomposição, compensação ou regeneração para os percentuais exigidos pelo Código Florestal atual. Essa medida visa reconhecer as ações tomadas conforme as regras do passado, evitando punições por supressões realizadas antes da vigência da legislação mais rígida.
42
# V ou F? Quando a atividade for de menor porte, o órgão ambiental pode estabelecer procedimento simplificado de licenciamento, de acordo com a Resolução 237/97 do CONAMA.
Verdadeiro.
43
# V ou F? O decurso dos prazos de licenciamento, sem a emissão da licença ambiental, implica a emissão tácita da licença, permitindo a prática de atos que dela dependem.
Falso. O decurso dos prazos de licenciamento, sem a emissão da licença ambiental, não implica emissão tácita nem autoriza a prática de ato que dela dependa ou decorra, mas instaura a competência supletiva. ## Footnote Quando o prazo de licenciamento ambiental se esgota sem a emissão da licença, isso não implica em licença tácita (ou seja, não se considera automaticamente concedida). Além disso, não autoriza a prática de atos que dependem da licença. No entanto, esse cenário instaura a competência supletiva, permitindo que a autoridade competente tome medidas para suprir a omissão.
44
# V ou F? Quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica ou sua zona de amortecimento, o licenciamento só poderá ser concedido mediante autorização do órgão responsável por sua administração, e a unidade afetada, mesmo que não pertencente ao grupo de proteção integral, deverá ser uma das beneficiárias da compensação.
Verdadeiro. Quando um empreendimento afeta uma unidade de conservação (mesmo que não seja de proteção integral) ou sua zona de amortecimento, o licenciamento só será concedido com a autorização do órgão responsável por sua administração. Além disso, é obrigatório que a unidade afetada seja beneficiária de compensação ambiental, visando mitigar os impactos causados.
45
Quais são os critérios para um empreendimento ser sujeito ao EIA e ao RIMA?
São sujeitos ao EIA e ao RIMA os empreendimentos: (i) com área superior a 50 hectares, vedada a fragmentação; (ii) com área de até 50 hectares, se potencialmente causadores de significativa degradação do meio ambiente; e (iii) localizados em região com adensamento de empreendimentos de carnicicultura ou salinas cujo impacto afete áreas comuns. ## Footnote Os empreendimentos devem passar pelo EIA e RIMA quando: Têm área superior a 50 hectares, sem possibilidade de fragmentação para evitar efeitos ambientais negativos. Têm área de até 50 hectares, mas são potencialmente causadores de significativa degradação ambiental. Estão localizados em regiões com adensamento de atividades como carnicicultura ou salinas, que afetam áreas comuns.
46
# V ou F? A licença ambiental sempre isenta o empreendedor de sua responsabilidade civil, independentemente de danos causados.
Falso. A licença ambiental não libera o empreendedor licenciado de seu dever de reparar o dano ambiental. Essa licença, se integralmente regular, retira o caráter de ilicitude administrativa do ato, mas não afasta a responsabilidade civil de reparar.
47
# V ou F? O empreendedor não precisa arcar com as despesas da elaboração do EIA/RIMA, uma vez que o licenciamento é uma responsabilidade do poder público.
Os estudos necessários ao processo de licenciamento deverão ser realizados por profissional legalmente habilitado, às expensas do empreendedor. Cabe, desse modo, ao próprio empreendedor a elaboração do EIA/RIMA. ## Footnote O EIA/RIMA deve ser elaborado por profissionais legalmente habilitados, sendo que o custo dessa elaboração é de responsabilidade do empreendedor. O estudo é parte essencial para o processo de licenciamento ambiental e visa garantir que o impacto ambiental do empreendimento seja adequadamente avaliado.
48
Qual é o prazo máximo para a licença de instalação de uma atividade e o que determina esse prazo?
Licença de instalação → o prazo mínimo será o estabelecido no cronograma de instalação da atividade; o prazo máximo não poderá ser superior a 6 anos. ## Footnote Licença Prévia (LP): É a primeira licença ambiental concedida no processo de licenciamento. Ela atesta a viabilidade ambiental do empreendimento, com base nos estudos realizados (como o EIA/RIMA), e aprova as localizações e os possíveis impactos ambientais. A LP é concedida antes da instalação do empreendimento, para garantir que o projeto esteja alinhado com as normas ambientais. Licença de Instalação (LI): Após a LP, a Licença de Instalação autoriza o início da construção ou implantação do empreendimento. Essa licença estabelece os prazos e condições para a execução do projeto conforme aprovado na LP. Ela só pode ser concedida se todas as condições ambientais exigidas para a execução da atividade forem atendidas. Licença de Operação (LO): A Licença de Operação é a última etapa do processo de licenciamento. Ela autoriza o início efetivo das atividades do empreendimento, ou seja, o funcionamento. A LO é concedida após a verificação de que o empreendimento foi instalado conforme o projeto aprovado na Licença de Instalação e cumpre todas as condições ambientais exigidas.
49
Qual o prazo máximo da licença prévia?
A Licença Prévia (LP) é concedida com o prazo máximo de 4 anos e visa garantir a viabilidade ambiental do empreendimento antes de sua instalação. Ela estabelece as condições necessárias para que o projeto se adeque às normas ambientais. O prazo de 4 anos possibilita o tempo necessário para ajustes ou revisões do projeto, caso seja necessário.
50
Qual o prazo da licença de operação?
A Licença de Operação (LO) não tem um prazo fixo, pois ela pode ser renovada de acordo com a continuidade das operações do empreendimento. A LO é concedida após a verificação de que o projeto foi implementado conforme o planejado e está em conformidade com as normas ambientais. Sua renovação é necessária para garantir que o funcionamento do empreendimento permaneça em conformidade com a legislação ambiental.
51
# V ou F? De acordo com a Constituição Federal, aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
Verdadeiro.
52
# V ou F? As sugestões feitas em audiência pública devem ser obrigatoriamente acatadas pelo órgão licenciador, sob pena de nulidade do processo de licenciamento.
Falso. Os apontamentos levantados em audiência pública não vinculam o órgão licenciador, que tem o dever de justificar tecnicamente o não acolhimento das sugestões. ## Footnote As audiências públicas no processo de licenciamento ambiental têm caráter consultivo e buscam garantir a participação da sociedade, conforme o princípio da participação. No entanto, as manifestações e sugestões apresentadas não vinculam o órgão licenciador. Caso as sugestões não sejam acolhidas, o órgão deve apresentar justificativa técnica fundamentada para o não acatamento, assegurando a transparência e a motivação do ato administrativo. Isso está de acordo com os princípios do contraditório administrativo e da publicidade.
53
Quais são as hipóteses de convocação de audiência pública no licenciamento ambiental, e quais as consequências da sua não realização quando obrigatória?
A audiência pública pode ser convocada em quatro hipóteses: (i) quando o órgão competente pela licença julgar necessário; (ii) por solicitação de entidade civil; (iii) a pedido de 50 ou mais cidadãos; e (iv) por solicitação do Ministério Público. Havendo sua solicitação e, na hipótese do órgão estadual não a realizar, a licença concedida não terá validade.
54
Quando é dispensada a autorização para exploração florestal, segundo o Código Florestal, e quais os limites e condições impostos para tanto?
O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem propósito comercial, para consumo no próprio imóvel, independe de autorização dos órgãos competentes, devendo apenas ser declarados previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o volume explorado, limitada a exploração anual a 20 m³. ## Footnote A legislação ambiental permite que o proprietário rural realize a exploração eventual de recursos florestais nativos para consumo próprio no imóvel, desde que sem finalidade comercial. Essa atividade dispensa autorização prévia, mas exige declaração ao órgão ambiental sobre o motivo e o volume da exploração. O limite anual é de 20 metros cúbicos de madeira em tora. Trata-se de uma forma de flexibilização controlada, que busca compatibilizar o uso sustentável com a conservação ambiental, evitando burocracia excessiva em situações de baixo impacto.
55
# Complete a lacuna A APP, em zona urbana, é sempre de ____ metros e, ao redor de nascentes, é sempre de ____ metros.
A APP, em zona urbana, é sempre de 30 metros e, ao redor de nascentes, é sempre de 50 metros.
56
O prazo máximo da licença prévia não pode ser superior a 6 anos.
Falso. 5 anos! Licença prévia → se é prévia, o prazo mínimo será o estabelecido no cronograma do projeto apresentado; o prazo máximo não poderá ser superior a 5 anos.
57
Quais os prazos da licença de operação?
Licença de operação → prazo mínimo será de 4 anos, e o prazo máximo não poderá ser superior a 10 anos.
58
# Complete a lacuna A renovação da LO de uma atividade ou empreendimento deverá ser requerida com antecedência mínima de ____ da expiração de seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente.
A renovação da LO de uma atividade ou empreendimento deverá ser requerida com antecedência mínima de **120 dias** da expiração de seu prazo de validade, fixado na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente.
59
Conceitue APP.
APP é a área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. ## Footnote As APPs têm papel essencial na proteção do meio ambiente, mesmo que não estejam cobertas por vegetação nativa. Sua função vai muito além de impedir ocupações irregulares: elas preservam os recursos hídricos, mantêm a paisagem natural, garantem a estabilidade geológica, conservam a biodiversidade, facilitam a conectividade ecológica (fluxo gênico), protegem o solo contra erosão e asseguram condições ambientais adequadas à qualidade de vida das populações humanas. Esses múltiplos objetivos justificam a proteção legal conferida a essas áreas.
60
# V ou F? Os manguezais são APP em toda a sua extensão.
Verdadeiro.
61
Pode ocorrer a supressão de vegetação nativa em APP?
A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em APP somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental. No caso particular de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas, somente poderá ser autorizada a supressão em caso de utilidade pública. ## Footnote A regra geral é a vedação da intervenção em APP. Contudo, o Código Florestal admite exceções quando se tratar de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, respeitados os critérios técnicos. Mas em situações mais sensíveis — como APPs que protegem nascentes, dunas e restingas — a supressão só é permitida por utilidade pública, dada a importância ecológica dessas áreas para o equilíbrio ambiental e a manutenção dos recursos hídricos.
62
# V ou F? O Chefe do Poder Executivo pode estabelecer novas hipóteses de APP, a partir de declaração de interesse público.
Verdadeiro.
63
# V ou F? Mesmo em caráter de urgência, todas as atividades de segurança nacional e obras de defesa civil dependem de prévia autorização ambiental.
Falso. É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a execução, em caráter de urgência, de atividades de segurança nacional e obras de interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de acidentes em áreas urbanas.
64
Quais atividades são permitidas nas APPs situadas em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008?
Nas Áreas de Preservação Permanente, é autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. ## Footnote O Código Florestal permite, exclusivamente, a continuidade (e não o início) de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até a data de 22 de julho de 2008, mesmo que localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Essa regra visa conciliar a proteção ambiental com a realidade fundiária de propriedades rurais produtivas estabelecidas antes da vigência da nova legislação.
65
Em quais hipóteses é permitido o acesso a Áreas de Preservação Permanente por pessoas e animais?
É permitido o acesso de pessoas e animais às APP para obtenção de água e para realização de atividades de baixo impacto ambiental. ## Footnote O Código Florestal permite o acesso de pessoas e animais às APPs para saciar a sede e para atividades de baixo impacto ambiental, como trilhas para educação ambiental ou pequenas construções necessárias à gestão da propriedade. Essa permissão busca equilibrar a proteção ambiental com as necessidades básicas das populações humanas e animais, especialmente em zonas rurais.
66
Qual a largura mínima de recomposição exigida para imóveis rurais com mais de 2 e até 4 módulos fiscais em APP ao longo de cursos d’água naturais?
Para os imóveis rurais com área superior a 2 módulos fiscais e de até 4 módulos fiscais que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais, será obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em **15 metros**, contados da borda da calha do leito regular, independentemente da largura do curso d’água. A regularização depende de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). ## Footnote O Código Florestal estabelece que imóveis rurais com mais de 2 e até 4 módulos fiscais que tenham áreas consolidadas em APP ao longo de cursos d’água naturais devem recompor 15 metros de vegetação nativa, independentemente da largura do curso d’água. Essa recomposição só pode ser feita mediante adesão ao PRA, instrumento que viabiliza a regularização ambiental dos imóveis rurais.
67
# Complete a lacuna A inscrição do imóvel rural no CAR é condição obrigatória para adesão ao PRA, que deve ser requerida em até ____ anos.
A inscrição do imóvel rural no CAR é condição obrigatória para adesão ao PRA, que deve ser requerida em até 2 anos.
68
# V ou F? O que é reserva legal?
Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa. ## Footnote A Reserva Legal é uma área dentro de propriedades rurais destinada à conservação ambiental e à proteção da biodiversidade. Ela tem a função de preservar os recursos naturais de forma sustentável, garantindo que a fauna e a flora nativa tenham um espaço para se manter. Além disso, contribui para a reabilitação dos processos ecológicos e a proteção dos ecossistemas, promovendo o equilíbrio ambiental. A legislação exige que cada propriedade rural mantenha uma parte de sua área como Reserva Legal, variando conforme a região (por exemplo, 20% da área de propriedades na Amazônia Legal).
69
Quais são os percentuais de área que devem ser mantidos como Reserva Legal em imóveis rurais localizados na Amazônia, no Cerrado e nos Campos Gerais, e como isso varia nas demais regiões do país?
Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente, observados os seguintes percentuais: se localizado na Amazônia, 80% no imóvel situado em área de florestas, 35% no imóvel situado no cerrado e 20% no imóvel situado nos campos gerais; se localizado nas demais regiões do país, 20%. ## Footnote A Reserva Legal é uma exigência legal que obriga os proprietários de imóveis rurais a manterem uma área de vegetação nativa para a preservação ambiental. A porcentagem dessa área depende da localização do imóvel: Na Amazônia, o percentual é 80% em áreas de florestas, 35% em áreas de Cerrado e 20% em Campos Gerais. Nas demais regiões do país, a exigência é de 20% da propriedade destinada à Reserva Legal, independentemente da vegetação predominante.
70
# V ou F? A Reserva Legal deve ser mantida exclusivamente em áreas de florestas, independentemente da localização do imóvel no país.
Falso. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente, observados os seguintes percentuais: se localizado na Amazônia, 80% no imóvel situado em área de florestas, 35% no imóvel situado no cerrado e 20% no imóvel situado nos campos gerais; se localizado nas demais regiões do país, 20%.
71
# V ou F? É exigida a manutenção de Reserva Legal em todas as áreas adquiridas para a implantação de rodovias e ferrovias, independentemente do uso.
Falso. Não será exigida Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de concessão, permissão ou autorização para exploração de geração de energia elétrica. Também não será exigida a Reserva nas áreas adquiridas ou desapropriadas para implantação de rodovias e ferrovias.
72
Qual é a principal diferença entre a vegetação exigida para a Reserva Legal e a vegetação permitida nas Áreas de Preservação Permanente (APP)?
A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa, ao contrário da APP, que admite espécies exóticas. ## Footnote A Reserva Legal deve ser mantida com vegetação nativa de forma a preservar a biodiversidade e contribuir para os processos ecológicos da propriedade rural. Já nas Áreas de Preservação Permanente (APP), a vegetação deve ser principalmente nativa, mas pode-se admitir algumas espécies exóticas em situações muito específicas, desde que isso não prejudique o equilíbrio ecológico e a função ambiental da área. Contudo, a introdução de espécies exóticas é fortemente restrita, especialmente em APP, para evitar danos à fauna e flora locais.
73
Quais são os requisitos para que a APP seja computada no cálculo da Reserva Legal de um imóvel rural?
Será admitido o cômputo da APP no cálculo do percentual da Reserva Legal, desde que o benefício não implique a conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo, a área esteja conservada ou em processo de recuperação e o proprietário tenha requerido a inclusão do imóvel no CAR. ## Footnote A APP pode ser computada no cálculo da Reserva Legal desde que a área esteja conservada ou em processo de recuperação e não seja convertida para uso alternativo do solo. Além disso, o proprietário deve ter solicitado a inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Isso visa incentivar a conservação ambiental sem que novas áreas sejam desmatadas ou convertidas, promovendo uma gestão sustentável da propriedade rural.
74
# V ou F? Para cumprimento da manutenção da área de Reserva Legal da pequena propriedade ou posse rural familiar, poderão ser computados os plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas da região em sistemas agroflorestais.
Verdadeiro.
75
Quais são as formas de manejo sustentável permitidas para o uso de produtos florestais?
Admite-se o manejo sustentável para consumo próprio ou para fins comerciais, bem como a coleta de produtos florestais não madeireiros. ## Footnote O manejo sustentável é permitido tanto para o consumo próprio quanto para fins comerciais, desde que realizado de forma controlada e sem causar danos ao meio ambiente. Além disso, é permitido também a coleta de produtos florestais não madeireiros, como frutos, sementes, e outros recursos naturais, desde que respeitados os limites legais e ambientais. O objetivo é promover o uso dos recursos naturais sem comprometer a sua regeneração e sustentabilidade a longo prazo.
76
# Complete a lacuna O poder público ____ (municipal/estadual/federal) deverá prestar apoio técnico para a recomposição da vegetação da Reserva Legal.
O poder público **estadual** deverá prestar apoio técnico para a recomposição da vegetação da Reserva Legal.
77
# V ou F? A compensação da Reserva Legal é possível para os proprietários ou possuidores rurais que detinham em 22 de julho de 2008 área de Reserva Legal em extensão inferior ao estabelecido em lei.
Verdadeiro.
78
Quais são as Unidades de Proteção Integral?
São Unidades de Proteção Integral: 1. Estação Ecológica; 2. Reserva Biológica; 3. Parque Nacional; 4. Monumento Natural; 5. Refúgio de Vida Silvestre. ## Footnote As Unidades de Proteção Integral são áreas protegidas cuja principal finalidade é a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, permitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais. Elas incluem as Estações Ecológicas, as Reservas Biológicas, os Parques Nacionais, os Monumentos Naturais e os Refúgios de Vida Silvestre. Nessas áreas, é proibido realizar atividades que possam afetar os recursos naturais, como a exploração comercial, sendo permitidas apenas atividades de pesquisa científica e educação ambiental.
79
Quais são as Unidades de Uso Sustentável?
São Unidades de Uso Sustentável: 1. APA; 2. Área de Relevante Interesse Ecológico; 3. Floresta Nacional, a Reserva Extrativista; 4. Reserva de Fauna; 5. Reserva de Desenvolvimento Sustentável; 6. RPPN. ## Footnote As Unidades de Uso Sustentável são áreas protegidas que permitem a utilização dos recursos naturais de maneira sustentável, com o objetivo de conciliar a conservação ambiental com o uso humano. Essas unidades incluem: APAs (Áreas de Proteção Ambiental), voltadas à proteção de ecossistemas e ao uso sustentável das áreas; Área de Relevante Interesse Ecológico, destinadas à proteção de ecossistemas de alto valor ecológico; Florestas Nacionais e Reservas Extrativistas, que permitem o manejo sustentável de recursos naturais; Reservas de Fauna, focadas na proteção de espécies da fauna; Reservas de Desenvolvimento Sustentável, voltadas para o desenvolvimento de práticas sustentáveis; RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), que são áreas privadas protegidas com o objetivo de conservar a biodiversidade.
80
A Floresta Nacional e a Reserva de Fauna podem ser constituídas por áreas privadas, além das áreas públicas? Justifique.
Embora de uso sustentável, a Floresta Nacional e a Reserva de Fauna são constituídas somente por áreas públicas. ## Footnote As Florestas Nacionais e as Reservas de Fauna são, de fato, Unidades de Uso Sustentável. Embora ambas possam ser formadas por áreas públicas, também é possível que elas incluam áreas privadas. Isso significa que, apesar de serem voltadas para a conservação e uso sustentável, essas unidades podem ter terrenos pertencentes a pessoas privadas, especialmente no caso das Florestas Nacionais, que podem ser constituídas por áreas de domínio público e privado, conforme sua finalidade e gestão. Portanto, não são exclusivamente públicas.
81
# V ou F? O Monumento Natural e o Refúgio de Vida Silvestre só podem ser constituídos por áreas públicas, não sendo permitidas áreas privadas.
Falso. Embora de proteção integral, o Monumento Natural e o Refúgio de Vida Silvestre podem ser constituídos por áreas públicas ou particulares. ## Footnote Tanto o Monumento Natural quanto o Refúgio de Vida Silvestre são Unidades de Proteção Integral, ou seja, possuem a função de proteger ecossistemas, espécies ou características naturais de grande relevância. No entanto, essas unidades podem ser formadas por áreas públicas ou particulares. A diferença é que, no caso das áreas privadas, deve haver a adesão voluntária dos proprietários, que podem ser compensados por sua participação na criação dessas unidades. Isso permite uma proteção mais ampla, envolvendo a colaboração de ambos os setores, público e privado, para a conservação ambiental.
82
Quais Unidades de Conservação permitem a permanência de populações tradicionais, e quais são as condições para essa permanência?
As únicas Unidades que permitem a permanência de populações tradicionais são a Floresta Nacional, a Reserva Extrativista e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável. ## Footnote As populações tradicionais podem permanecer nas Unidades de Conservação (UCs) que permitem a utilização sustentável dos recursos naturais, com foco na conservação ambiental. Isso ocorre nas seguintes UCs: Floresta Nacional (FLONA): voltada ao manejo sustentável de recursos florestais. Reserva Extrativista (RESEX): destinada ao uso sustentável dos recursos naturais por comunidades extrativistas. Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS): voltada ao desenvolvimento sustentável em áreas de grande importância para as populações locais. Essas UCs, ao contrário das de proteção integral (como o Parque Nacional e a Estação Ecológica), permitem a presença e a atividade de populações tradicionais, desde que essas atividades não comprometam os objetivos de conservação ambiental.
83
# V ou F? Não é permitido a pessoas físicas desenvolver atividade relacionada ao cultivo e à produção de organismo geneticamente modificado, ainda que mantenham vínculo empregatício ou qualquer outro com pessoas jurídicas.
Verdadeiro.
84
Qual é a única reserva de proteção integral?
A única reserva de proteção integral é a Reserva Biológica.
85
O que caracteriza uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e qual é a sua principal característica em relação à perpetuidade?
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma área de propriedade privada destinada à conservação da natureza, instituída por seu proprietário. A principal característica da RPPN é que ela é gravada com perpetuidade, ou seja, a área deve ser mantida como unidade de conservação para sempre, não podendo ser desconstituída ou alterada em seu objetivo de preservação. Mesmo sendo uma área privada, a RPPN conta com a fiscalização dos órgãos ambientais, e o proprietário pode usufruir de benefícios como isenções fiscais e incentivos. ## Footnote A RPPN é uma área privada gravada com perpetuidade.
86
Quais são as principais características da Área de Proteção Ambiental (APA) e como ela se diferencia das Unidades de Conservação de proteção integral?
A APA é uma Unidade de Conservação de uso sustentável formada por uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos ambientais relevantes. ## Footnote A Área de Proteção Ambiental (APA) é uma Unidade de Conservação de uso sustentável, que visa a proteção de áreas com grande valor ambiental, permitindo atividades humanas compatíveis com a conservação dos recursos naturais. Em geral, as APAs são áreas extensas e com certo grau de ocupação humana, o que as diferencia das Unidades de Conservação de proteção integral, onde a presença humana é mais restrita. Embora as atividades humanas sejam permitidas nas APAs, elas devem ser realizadas de forma sustentável para não comprometer os atributos ambientais da região.
87
A consulta pública é obrigatória para a criação de todas as Unidades de Conservação? Quais são as exceções previstas na legislação?
As Unidades de Conservação são criadas por ato do Poder Público. A criação de uma unidade de conservação deve ser precedida de estudos técnicos e de consulta pública que permitam identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a unidade. Na criação de Estação Ecológica ou Reserva Biológica não é obrigatória a consulta pública. ## Footnote As Unidades de Conservação são criadas exclusivamente por ato do Poder Público, com base em estudos técnicos e, em regra, consulta pública que ajude a definir os parâmetros da área protegida. Contudo, há exceções importantes: a consulta pública não é obrigatória na criação de Estações Ecológicas e Reservas Biológicas, pois essas unidades têm como objetivo a proteção integral da natureza, com restrição quase total à presença humana, o que justifica o procedimento mais célere e restrito. Essa regra consta do art. 22, §2º, da Lei do SNUC (Lei 9.985/2000).
88
# V ou F? Se sobre um mesmo território for criada uma Unidade de Conservação e incidir, também, tombamento, haverá dupla afetação ao território, que será regrado pelas normas decorrentes da Unidade de Conservação e do tombamento.
Verdadeiro.
89
As Reservas de Biosfera podem ser compostas por unidades de conservação já existentes? Há alguma exigência quanto ao manejo dessas áreas?
Reserva de Biosfera pode ser integrada por unidades de conservação já criadas pelo Poder Público, respeitadas as normas legais que disciplinam o manejo de cada categoria específica. ## Footnote A Reserva da Biosfera é uma categoria de proteção ambiental de reconhecimento internacional pela UNESCO, e tem por objetivo harmonizar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável. No Brasil, essas reservas podem abranger unidades de conservação já instituídas pelo Poder Público, desde que sejam respeitadas as regras legais específicas de cada unidade. Assim, a Reserva da Biosfera atua como uma sobreposição territorial e funcional, sem alterar os regimes jurídicos das UC inseridas em seu território, mas promovendo sua integração sob uma perspectiva de gestão mais ampla e coordenada.
90
Qual é a finalidade da cobrança pelo uso dos recursos hídricos segundo a Política Nacional de Recursos Hídricos? A quem ela se destina?
A cobrança tem por objetivo obter verba para a recuperação das bacias hidrográficas brasileiras, estimular o investimento em despoluição, dar ao usuário uma sugestão do real valor da água e incentivar a utilização de tecnologias limpas. Não é um imposto ou tarifa cobrados pelas distribuidoras de águas na cidade, mas sim uma remuneração pelo uso de um bem público.
91
# V ou F? Incumbe ao Poder Público preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.
Verdadeiro.
92
Quais são os três níveis de elaboração dos planos de recursos hídricos previstos na Política Nacional de Recursos Hídricos?
Os planos de recursos hídricos serão elaborados por bacia hidrográfica, por Estado e para o País. ## Footnote A Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997) prevê que os planos de recursos hídricos devem ser elaborados em três níveis: por bacia hidrográfica, por Estado e para o País. Esses planos são instrumentos de planejamento da gestão das águas e visam estabelecer diagnósticos, metas e ações para assegurar o uso sustentável dos recursos hídricos. Cada plano deve considerar as especificidades da região e buscar a integração entre os entes federativos, respeitando a descentralização e a participação dos usuários e da sociedade civil.
93
# Complete a lacuna Toda outorga de direitos de uso de recursos hídricos far-se-á por prazo não excedente a ____ anos, renovável.
Toda outorga de direitos de uso de recursos hídricos far-se-á por prazo não excedente a 35 anos, renovável.
94
# V ou F? Os fabricantes de produtos intermediários e desenvolvedores de processos oriundos de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado ao longo da cadeia produtiva estarão isentos da obrigação de repartição de benefícios.
Verdadeiro. Qualquer conhecimento tradicional associado ao patrimônio genético será considerado de natureza coletiva, ainda que apenas um indivíduo de população indígena ou de comunidade tradicional o detenha. Os fabricantes de produtos intermediários e desenvolvedores de processos oriundos de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado ao longo da cadeia produtiva estarão isentos da obrigação de repartição de benefícios.
95
# V ou F? A responsabilidade civil da Administração Pública por omissão em fiscalizar dano ambiental é subsidiária e não admite solidariedade com o causador direto do dano.
Falso. A responsabilidade civil da Administração Pública por danos ao meio ambiente, decorrente de sua omissão no dever de fiscalização, é de caráter solidário, mas de execução subsidiária. ## Footnote O STF e o STJ reconhecem que a Administração Pública pode ser responsabilizada civilmente por omissão no dever de fiscalização ambiental. Essa responsabilidade é solidária com a dos demais causadores do dano, ou seja, o ente público pode ser incluído na condenação juntamente com os poluidores. No entanto, a execução da obrigação de reparar o dano é subsidiária, o que significa que o Estado só será chamado a cumprir a condenação se os responsáveis diretos não o fizerem. Essa compreensão harmoniza a proteção ambiental com a teoria da responsabilidade objetiva do Estado e com os princípios da solidariedade e da subsidiariedade.
96
# V ou F? É vedada a comercialização de material genético.
Verdadeiro.
97
Quais são os elementos necessários para a responsabilização civil por dano ambiental?
A responsabilidade civil pelo dano ambiental é objetiva, bastando a comprovação de ação ou omissão, resultado e nexo de causalidade. ## Footnote A responsabilidade civil ambiental adota a teoria do risco integral, sendo objetiva, ou seja, não exige prova de culpa. Para que o poluidor seja responsabilizado, basta comprovar: (i) a conduta comissiva ou omissiva, (ii) o dano ambiental e (iii) o nexo de causalidade entre ambos. Essa forma de responsabilização visa proteger de forma mais eficaz o meio ambiente, conforme determina o art. 225, §3º, da Constituição Federal, e é reforçada pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial do STJ.
98
# V ou F? O STJ firmou o entendimento de que o ente federado tem o dever de fiscalizar e preservar o meio ambiente e combater a poluição, podendo sua omissão ser interpretada como causa indireta do dano (poluidor indireto), ensejando sua responsabilidade objetiva.
Verdadeiro. ## Footnote O Superior Tribunal de Justiça reconhece que os entes federativos, por força do art. 225 da Constituição Federal, têm o dever jurídico de proteger o meio ambiente e fiscalizar atividades potencialmente lesivas. Quando omissos, podem ser responsabilizados como poluidores indiretos, aplicando-se a responsabilidade civil objetiva, com base na teoria do risco integral. A omissão estatal, quando configura uma das causas do dano ambiental, autoriza sua condenação solidária, mas com execução subsidiária, ou seja, preferencialmente após o esgotamento dos bens do poluidor direto. Esse entendimento tem respaldo em diversos precedentes do STJ.
99
# V ou F? Autarquia, empresa pública, fundação e sociedade de economia mista possuem competência para propor Ação Civil Pública, desde que tenham a defesa do meio ambiente no rol de suas atividades.
Falso. Autarquia, empresa pública, fundação e sociedade de economia mista possuem competência para propor Ação Civil Pública, e não precisam ter a defesa do meio ambiente no rol de suas atividades.
100
# V ou F? Quanto ao dano ambiental, é admitida a condenação do réu à obrigação de fazer ou à de não fazer cumulada com a de indenizar.
Verdadeiro.
101
Como se dá a responsabilização civil quando há mais de um agente causador do dano ambiental?
Havendo mais de um causador do dano, todos respondem solidariamente, não sendo relevante a discussão sobre a mensuração subjetiva de cada um no nexo de causalidade plúrimo. ## Footnote Em matéria ambiental, prevalece a responsabilidade civil objetiva e solidária entre os poluidores, ainda que haja diferentes graus de participação de cada um. O que importa é a existência de vínculo com o dano e não o grau de culpa. A teoria do risco integral, adotada no Brasil, afasta qualquer discussão sobre mensuração subjetiva de conduta quando há múltiplos causadores. Assim, todos respondem solidariamente pelo todo do dano, conforme entendimento consolidado do STJ (ex: REsp 1.318.051/SP). A eventual divisão interna de responsabilidades pode ser discutida em ação regressiva, mas não limita a obrigação frente ao lesado ou ao meio ambiente.
102
A responsabilidade administrativa em matéria ambiental é objetiva.
Falso. A responsabilidade administrativa em matéria ambiental é subjetiva, ou seja, depende da existência de dolo ou culpa. Assim, a lavratura de auto de infração, que decorre da responsabilidade administrativa, não dispensa o elemento subjetivo da conduta. ## Footnote Diferentemente da responsabilidade civil ambiental, que é objetiva (independe de culpa), a responsabilidade administrativa é subjetiva, exigindo a demonstração de conduta com dolo ou culpa do infrator. O STJ tem jurisprudência consolidada nesse sentido, destacando que a mera constatação do dano ou infração ambiental não basta para a imposição de sanção administrativa, sendo necessário provar a relação de autoria e o elemento volitivo ou negligente da conduta. A lavratura do auto de infração, portanto, deve estar instruída com provas da culpa ou dolo, sob pena de nulidade.
103
# V ou F? É prescritível a pretensão de ressarcimento ao erário quando houver exploração irregular de recursos minerais da União, desde que não tenha havido degradação ambiental relevante.
Falso. É imprescritível a pretensão de ressarcimento ao erário decorrente da exploração irregular do patrimônio mineral da União, porquanto indissociável do dano ambiental causado. ## Footnote A exploração irregular de bens minerais da União, além de lesar o erário, também causa dano ambiental, que é imprescritível conforme entendimento consolidado do STF. A Corte entende que, sendo o dano ambiental um prejuízo de natureza difusa e continuada, não se submete aos prazos prescricionais típicos das ações patrimoniais. Assim, quando a exploração minerária ilícita atinge o meio ambiente, a pretensão estatal de reparação (inclusive ao erário) é também imprescritível, pois está diretamente ligada à proteção ambiental, que possui caráter de tutela permanente. Esse entendimento foi reafirmado, por exemplo, no julgamento do ARE 647.493/MG (Tema 999 da repercussão geral).
104
# V ou F? O IBAMA pode aplicar sanções punitivas com base em princípios gerais do Direito Ambiental, ainda que não haja previsão legal expressa.
Falso. É vedado ao IBAMA instituir sanções punitivas sem expressa autorização legal. ## Footnote A imposição de sanções administrativas pelo IBAMA deve observar o princípio da legalidade estrita, segundo o qual apenas a lei pode criar obrigações e prever sanções. Isso significa que o IBAMA não pode aplicar penalidades sem que exista autorização legal expressa que defina a infração e a correspondente punição. Esse entendimento reforça a segurança jurídica e a proteção contra arbitrariedades no exercício do poder de polícia ambiental. O STF e o STJ já assentaram que, em matéria sancionatória, aplica-se o princípio da reserva legal, que exige norma legal específica como fundamento para qualquer sanção administrativa.
105
# V ou F? Somente os funcionários dos órgãos ambientais integrantes do SISNAMA têm competência para lavrar auto de infração ambiental, sendo vedada a atuação de agentes das Capitanias dos Portos e do Ministério da Marinha.
Falso. São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do SISNAMA, bem como os agentes das Capitanias dos Portos e do Ministério da Marinha. ## Footnote De acordo com a Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), são autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários dos órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), além dos agentes das Capitanias dos Portos e do Ministério da Marinha, que possuem atribuições específicas no âmbito da proteção ambiental, especialmente no que diz respeito à área marítima e fluvial. O SISNAMA inclui órgãos como o IBAMA, Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e Secretarias Municipais, que são responsáveis pela fiscalização e controle ambiental em suas respectivas esferas. Já as Capitanias dos Portos e o Ministério da Marinha têm competência sobre a fiscalização ambiental no âmbito das águas sob jurisdição nacional.
106
# V ou F? Não é necessário estabelecer o nexo causal para apurar responsabilidades por infração no uso irregular do fogo, uma vez que a responsabilidade é objetiva.
Falso. É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares. ## Footnote Em infrações ambientais como o uso irregular do fogo, o nexo causal é fundamental para estabelecer a responsabilidade, pois é necessário demonstrar a relação entre a conduta do agente (uso do fogo) e o resultado danoso (dano ambiental). Embora a responsabilidade por danos ambientais seja, em muitos casos, objetiva, o nexo causal ainda precisa ser verificado para que se possa afirmar que o uso do fogo causou o dano efetivo, permitindo a aplicação de sanções. Essa exigência busca evitar a responsabilização por eventos que não estejam diretamente ligados à ação do agente, garantindo que a sanção se fundamente em um vínculo claro entre ato e resultado.
107
# V ou F? Nas infrações administrativas, o pagamento de multa imposta pelos Estados, Municípios, DF ou Territórios substitui a multa federa na mesma hipótese de incidência.
Verdadeiro. No contexto do Direito Ambiental, as infrações podem ser penalizadas por diferentes entes federativos (União, Estados, Municípios, DF e Territórios), cada um com competência para aplicar multas conforme sua jurisdição. A Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê que o pagamento da multa imposta por um desses entes pode substituir a multa de outro ente que tenha a mesma hipótese de incidência, desde que a infração tenha ocorrido em um contexto que envolva a legislação federal, estadual ou municipal. Essa substituição ocorre para evitar a duplicação de sanções, permitindo que o pagamento de uma multa, desde que correspondente à infração específica, seja considerado suficiente para a reparação do dano. Contudo, a substituição não se aplica a multas com hipóteses de incidência distintas ou quando houver previsão expressa para a acumulação de sanções.
108
# V ou F? O embargo de obra ou atividade que deu causa ao uso irregular do solo abrange todas as atividades relacionadas ao imóvel, mesmo que sejam de subsistência ou não tenham relação direta com a atividade embargada.
Falso. O embargo da obra ou atividade que deu causa ao uso alternativo do solo de modo irregular não abrange as atividades de subsistência ou as atividades que não tenham relação com a atividade embargada. ## Footnote Quando há o embargo de obra ou atividade que causou o uso irregular do solo, o foco do embargo está na atividade que gerou o dano ambiental. No entanto, o embargo não se estende automaticamente a atividades de subsistência ou outras que não estejam diretamente relacionadas à atividade embargada. Isso significa que, se o uso do solo para subsistência (como cultivo de alimentos para consumo próprio, por exemplo) não estiver vinculado à obra ou atividade irregular embargada, ele pode continuar, desde que não implique em novos danos ambientais. O embargo é uma medida cautelar, com o objetivo de cessar a atividade causadora do dano, mas não interfere nas atividades que não tenham relação com a infração.
109
Qual a obrigação da autoridade ambiental quando toma conhecimento de uma infração ambiental e qual a consequência em caso de omissão?
A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob pena de corresponsabilidade. ## Footnote Quando uma autoridade ambiental tem conhecimento de uma infração ambiental, ela é obrigada a iniciar imediatamente a apuração da infração, por meio de um processo administrativo próprio. A apuração deve ser realizada sem demora, com o devido respeito ao direito de defesa e ao contraditório, e pode resultar na imposição de sanções, caso a infração seja confirmada. A omissão da autoridade ambiental em não promover essa apuração, quando necessária, pode acarretar a corresponsabilidade por não ter cumprido seu dever de fiscalização, uma vez que a administração pública tem o dever de zelar pela proteção ambiental e adotar medidas necessárias para a reparação de danos ambientais.
110
# V ou F? Apenas aqueles que executam diretamente a conduta criminosa, sem qualquer envolvimento indireto, são responsabilizados pelas penas dos crimes ambientais, independentemente de sua posição ou conhecimento.
Falso. Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes ambientais, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, gerente, preposto ou mandatário, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.
111
# V ou F? No caso de omissão de dever de controle e fiscalização, a responsabilidade ambiental solidária da Administração é de execução subsidiária.
Verdadeiro. No caso de omissão de dever de controle e fiscalização, a responsabilidade ambiental solidária da Administração é de execução subsidiária. Isso significa que o Estado integra o título executivo sob a condição de, como devedor-reserva, só ser convocado a quitar a dívida se o degradador original não o fizer.
112
# Complete a lacuna Prescreve em ____, contados do término do processo administrativo, a pretensão da administração pública de promover a execução da multa por infração ambiental.
Prescreve em **5 anos**, contados do término do processo administrativo, a pretensão da administração pública de promover a execução da multa por infração ambiental.
113
# V ou F? As pessoas jurídicas não podem ser responsabilizadas por infrações ambientais cometidas por seus representantes legais ou contratuais, mesmo que tenham ocorrido no interesse ou benefício da entidade.
Falso. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade. ## Footnote De acordo com a Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), as pessoas jurídicas podem ser responsabilizadas por infrações ambientais quando estas forem cometidas por decisão de seus representantes legais ou contratuais, ou ainda por seus órgãos colegiados, sempre que agirem no interesse ou benefício da entidade. A responsabilidade da pessoa jurídica é objetiva, ou seja, independe de dolo ou culpa, bastando que a infração tenha sido praticada em nome ou benefício da empresa. Isso garante que as empresas não se eximam de responsabilidade por atos danosos ao meio ambiente cometidos por seus diretores, gerentes ou outros representantes, com o intuito de proteger o meio ambiente e incentivar a gestão responsável.
114
# V ou F? Para imposição da pena, a autoridade deverá observar a gravidade do fato, os antecedentes do infrator e a sua situação econômica, no caso de multa.
Verdadeiro. ## Footnote Grave bem: 1. GRAVIDADE DO FATO; 2. ANTECEDENTES DO INFRATOR; 3. SITUAÇÃO ECONÔMICA, NO CASO DE MULTA.
115
# Complete a lacuna Nos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação à pena privativa de liberdade não superior a ____.
Nos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação à pena privativa de liberdade não superior a **3 anos**.
116
Quais são as penas restritivas de direitos da pessoa jurídica que pratica crime ambiental?
São penas restritivas de direitos da pessoa jurídica que pratica crime ambiental a proibição de contratar com o Poder Público, que **não poderá exceder o prazo de 10 anos**, bem como dele obter subsídios, subvenções ou doações, interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade e suspensão parcial ou total de atividades.
117
# V ou F? É circunstância que agrava a pena, dentre outras, ter o agente cometido o crime em domingos ou feriados e à noite.
Verdadeiro.
118
Quais são as penas de interdição temporária de direito? Fale sobre os prazos.
As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público, de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios, bem como de participar de licitações, pelo prazo de **5 anos**, no caso de crimes dolosos, e de **3 anos**, no de crimes culposos.
119
Quais circunstâncias atenuam a pena nos crimes ambientais?
São circunstâncias que atenuam a pena: baixo grau de escolaridade, reparação do dano, comunicação prévia ao agente do perigo iminente e colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental.
120
# V ou F? Nos crimes ambientais, a ação penal é pública incondicionada.
Verdadeiro.
121
# V ou F? O que ocorre com o patrimônio de uma empresa constituída com o fim de praticar crime ambiental, e qual é a consequência legal da liquidação forçada da empresa?
Se uma empresa for constituída com o fim de praticar crime ambiental, deverá o juiz decretar a liquidação forçada da empresa, sendo seu patrimônio considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. ## Footnote Quando uma empresa é constituída com a finalidade de cometer crimes ambientais, a Lei de Crimes Ambientais prevê que o juiz deve decretar a liquidação forçada da empresa. Nesse caso, o patrimônio da empresa será considerado como instrumento do crime e, como tal, será perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. Essa medida visa desmantelar a estrutura da empresa que estava sendo utilizada para praticar atividades ilícitas e evitar que seus recursos sejam utilizados para perpetuar danos ambientais. A liquidação forçada e a destinação do patrimônio ao fundo penitenciário buscam desestimular o uso do aparato empresarial para atividades criminosas, além de proporcionar recursos para a justiça penal.
122
São cabíveis a transação penal e a suspensão condicional do processo nos crimes ambientais?
São cabíveis a transação penal e a suspensão condicional do processo. A transação penal terá cabimento desde que tenha havido prévia composição do dano ambiental, salvo comprovada impossibilidade. A declaração de extinção da punibilidade pela suspensão condicional do processo, por sua vez, dependerá de laudo de constatação de reparação do dano.
123
# V ou F? No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
Verdadeiro.
124
Quando o abate de animal não é considerado crime?
Não é crime o abate de animal quando: 1. Realizado em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; 2. Para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; e 3. Por ser o animal nocivo, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.
125
O delito ambiental praticado em rio interestadual é de competência da Justiça Federal ou da Justiça Comum Estadual?
Depende. Os rios estaduais que banham mais de um Estado da Federação são bens da União, nos termos do art. 20, III, da Constituição. Neste sentido, o delito ambiental que é praticado em rio interestadual é de competência da Justiça Federal (art. 109, IV, CF), desde que isso possa causar reflexos em âmbito regional ou nacional. O delito ambiental, ainda que praticado em rio interestadual, mas sem possibilidade de gerar reflexos regionais ou nacionais, será processado e julgado na Justiça Comum Estadual.
126
Quando é permitido o uso de fogo na vegetação?
É proibido o uso de fogo na vegetação, exceto: (i) em locais cujas peculiaridades justifiquem o emprego de fogo em práticas agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental competente do Sisnama, para cada imóvel rural ou de forma regionalizada; (ii) emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor, quando as características ecológicas estejam associadas à ocorrência do fogo; (iii) atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa aprovada pelos órgãos competentes, mediante aprovação do órgão ambiental competente.