V ou F?
O pagamento por serviços ambientais tem por fundamento o princípio do poluidor-pagador.
Falso.
O pagamento por serviços ambientais tem por fundamento o princípio do protetor-recebedor.
O pagamento por serviços ambientais (PSA) é baseado no princípio do protetor-recebedor, e não no poluidor-pagador. Aqui, o foco é incentivar comportamentos positivos, ou seja, recompensar quem conserva, protege ou recupera o meio ambiente. Diferentemente do poluidor-pagador, que pune quem causa dano, o protetor-recebedor premia quem atua em favor do meio ambiente, reconhecendo que a proteção ambiental gera benefícios para toda a coletividade. 🌿
V ou F?
Pelo princípio da prevenção, os riscos são desconhecidos e imprevisíveis, enquanto pelo da precaução, há certeza científica sobre o dano ambiental.
Falso.
Pelo princípio da precaução, os riscos são desconhecidos e imprevisíveis. Pelo da prevenção, por outro lado, há certeza científica sobre o assunto.
Pelo princípio da precaução, adota-se uma postura cuidadosa quando os riscos são desconhecidos ou incertos, mesmo sem comprovação científica definitiva — é a ideia de agir antes que o dano ocorra. Já o princípio da prevenção se aplica quando há conhecimento científico sobre o risco; nesse caso, como o perigo é conhecido, devem ser tomadas medidas para evitar a concretização do dano ambiental. 🌎✨
O princípio da precaução, no Direito Ambiental, impõe a quem a responsabilidade de provar que sua atividade ou produto não é potencialmente lesivo ao meio ambiente?
O princípio da precaução pressupõe a inversão do ônus probatório, competindo a quem supostamente promoveu o dano ambiental comprovar que não o causou ou que a substância lançada ao meio ambiente não lhe é potencialmente lesiva.
O princípio da precaução envolve a inversão do ônus da prova: em vez de exigir que o Estado ou a sociedade comprovem o risco ou o dano, cabe ao suposto causador demonstrar que sua conduta ou produto não é perigoso ao meio ambiente. Isso se justifica porque, diante da incerteza científica e da dificuldade de provar os efeitos ambientais antes que eles ocorram, o direito ambiental opta por priorizar a proteção da natureza e da saúde pública. 🌱⚖️
O conceito de meio ambiente inclui as noções de meio ambiente natural e outras três. Quais são elas?
O conceito de meio ambiente inclui as noções de meio ambiente cultural, artificial, natural e do trabalho.
O conceito de meio ambiente é amplo e abrange quatro grandes dimensões: o natural (florestas, rios, fauna, flora), o artificial (espaços urbanos e construções humanas), o cultural (bens culturais materiais e imateriais) e o do trabalho (condições ambientais no ambiente laboral). Essa visão abrangente visa garantir a proteção integral da qualidade de vida e dos recursos ambientais para as presentes e futuras gerações. 🌎🏛️🏙️👷♂️
V ou F?
Acerca do conflito intertemporal de normas ambientais, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que prevalece a norma mais rigorosa vigente à época dos fatos, e não a lei contemporânea carreadora de uma menor proteção à natureza.
Verdadeiro.
Qual conferência internacional de 1972 resultou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, estabelecendo 26 princípios voltados à proteção ambiental?
Conferência de Estocolmo (1972, Suécia) → culminou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, formado por 26 princípios que buscaram dar maior concretude os temas debatidos para que as diferentes nações pudessem inserir em suas políticas públicas a questão ambiental.
A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, na Suécia, foi a primeira grande reunião global focada em temas ambientais. Ela resultou na Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, um documento que reúne 26 princípios para orientar os países na formulação de políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Essa conferência marcou o início da preocupação formal e organizada da comunidade internacional com a preservação do meio ambiente como um direito e um dever de todos. 🌍🤝
Qual documento, publicado em 1987, é conhecido como “Nosso Futuro Comum” e foi responsável por difundir o conceito de desenvolvimento sustentável?
Relatório Brundtland (1987) → Também conhecido como “Nosso Futuro Comum”, disseminou a ideia de desenvolvimento sustentável.
O Relatório Brundtland, publicado em 1987 sob o título “Nosso Futuro Comum”, foi elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU. Ele popularizou o conceito de desenvolvimento sustentável, definido como aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem as suas. 🎯🌱
V ou F?
A educação ambiental deve ser implantada como disciplina específica no currículo escolar.
Falso.
A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.
De acordo com a Lei nº 9.795/1999 (Política Nacional de Educação Ambiental), a educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica. Ela deve ser trabalhada de forma integrada, contínua e permanente, em todos os níveis e modalidades de ensino formal, permeando as diversas disciplinas para garantir uma formação crítica e global sobre a questão ambiental.
V ou F?
Qual foi o principal documento criado na ECO-92 (Rio-92) que consagrou o princípio do desenvolvimento sustentável?
ECO 92 ou Rio-92 → deu origem à Agenda-21, que consagrou o princípio do desenvolvimento sustentável, e à Convenção Sobre Diversidade Biológica.
A ECO-92, também chamada de Rio-92, foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Dela resultou a Agenda 21, um plano de ação global para promover o desenvolvimento sustentável. Além disso, foi firmada a Convenção sobre Diversidade Biológica, reforçando o compromisso internacional com a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade.
Em que ano e em qual evento da ONU foram estabelecidos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs)?
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) → foram objeto da Cúpula do Milênio da ONU em 2000, que fixou oito objetivos internacionais de desenvolvimento para o ano de 2015.
Na Cúpula do Milênio da ONU (2000), foram estabelecidos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), com a fixação de oito metas internacionais a serem alcançadas até 2015. Essas metas visavam combater a pobreza extrema, promover a educação, a igualdade de gênero, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e fomentar uma parceria global para o desenvolvimento.
V ou F?
Os Municípios possuem competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza e proteção do meio ambiente.
Falso.
A Constituição Federal não conferiu aos Municípios a competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, etc.
A Constituição Federal, no art. 24, §1º, confere competência legislativa concorrente somente à União, aos Estados e ao Distrito Federal para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza e proteção do meio ambiente.
Os Municípios não têm competência legislativa concorrente nessas matérias, mas podem exercer competência suplementar para cuidar do interesse local (art. 30, I e II, CF/88), desde que respeitada a legislação federal e estadual.
Quais entes federativos possuem competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, fauna, pesca, conservação da natureza, defesa do solo e do meio ambiente?
Compete à União, aos Estados e ao DF legislar concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.
A competência legislativa concorrente para legislar sobre florestas, fauna, pesca, conservação da natureza, defesa do solo, proteção do meio ambiente e controle da poluição é da União, dos Estados e do Distrito Federal, conforme art. 24, VI e VIII, da Constituição Federal. Os Municípios não participam dessa competência concorrente, mas podem legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e estadual.
V ou F?
Compete concorrentemente à União, Estados e Distrito Federal legislar sobre águas e energia.
Falso.
Compete privativamente à União legislar sobre águas e energia.
V ou F?
As jazidas e demais recursos minerais pertencem aos Estados, sendo a União responsável apenas pela regulamentação da exploração.
Falso.
As jazidas e demais recursos minerais para efeito de exploração ou aproveitamento pertencem à União, sendo garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.
Conforme o art. 176 da Constituição Federal, as jazidas e outros recursos minerais são propriedade da União. A exploração e o aproveitamento desses recursos são feitos mediante concessão, e a propriedade do produto da lavra é garantida ao concessionário, mas a titularidade do bem mineral permanece com a União. Os Estados e Municípios não têm direito de propriedade sobre os recursos minerais, apenas podem atuar em funções de regulação e fiscalização, dentro dos limites estabelecidos pela União.
Quem tem competência para aprovar o manejo e a supressão de vegetação, florestas e formações sucessoras em imóveis rurais?
Compete ao Estado membro aprovar o manejo e a supressão de vegetação, de florestas e formações sucessoras em imóveis rurais.
A competência para aprovar o manejo e a supressão de vegetação, florestas e formações sucessoras em imóveis rurais compete ao Estado, e não ao Município. De acordo com o Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), os Estados são responsáveis por regulamentar e aprovar essas atividades, enquanto os Municípios podem legislar sobre o uso do solo urbano e outras questões locais, mas não sobre as áreas rurais e a gestão das florestas nativas.
V ou F?
É inconstitucional, por violar o princípio da separação dos poderes, a submissão prévia dos instrumentos de cooperação firmados pelos órgãos componentes do SISNAMA ao Poder Legislativo estadual, para aprovação.
Verdadeiro.
A submissão prévia dos instrumentos de cooperação firmados pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) ao Poder Legislativo estadual é considerada inconstitucional. Isso ocorre porque, ao exigir essa aprovação, há uma interferência indevida no exercício da função executiva e no princípio da separação dos poderes. A Constituição estabelece que a função legislativa e a execução das políticas ambientais competem aos órgãos executivos, como o Ministério do Meio Ambiente, e a exigência de aprovação prévia pelo Legislativo estadual viola esse princípio.
V ou F?
Constituem objetivos fundamentais da União, Estados, do DF e dos Municípios, de acordo com a LC 140/2011, harmonizar as políticas e ações administrativas para evitar a sobreposição de atuação entre os entes federativos, de forma a evitar conflitos de atribuições e garantir uma atuação administrativa eficiente.
Verdadeiro.
A Lei Complementar 140/2011 tem como um de seus objetivos fundamentais promover a harmonização das políticas e ações administrativas entre os diferentes entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). Isso visa evitar a sobreposição de atribuições, evitando conflitos de competências, e garantindo uma atuação administrativa mais eficiente e coordenada no campo ambiental. A colaboração entre os entes federativos é essencial para que as ações ambientais sejam mais eficazes e bem implementadas, sem redundâncias ou lacunas de atuação.
O que é atuação supletiva?
Atuação supletiva é a ação do ente da Federação que se substitui ao ente federativo originariamente detentor das atribuições. Na atuação subsidiária, por outro lado, ocorre o auxílio.
V ou F?
A legislação estadual que proíbe o uso do amianto é inconstitucional, pois a União possui competência exclusiva para legislar sobre matérias de saúde e segurança do trabalho.
Falso.
O STF entendeu que há constitucionalidade material, mas não formal, na legislação estadual que proíbe o uso do amianto. Embora exista lei federal permitindo o uso, a legislação estadual é mais adequada aos princípios ambientais previstos na Constituição Federal.
O STF decidiu que a legislação estadual que proíbe o uso do amianto, mesmo em face da lei federal que permite seu uso, é constitucional no que se refere ao conteúdo material, mas não formal. Ou seja, a lei estadual é válida, pois está mais alinhada com os princípios ambientais da Constituição Federal, especialmente a proteção da saúde e do meio ambiente. No entanto, a questão formal se refere ao fato de que, em princípio, a competência para legislar sobre a matéria ambiental é concorrente entre a União, os Estados e os Municípios, e a regulamentação estadual em alguns casos pode ser mais restritiva que a federal, especialmente quando visa proteger direitos fundamentais.
V ou F?
Os municípios não têm competência para o planejamento e controle do uso do solo urbano, pois essa atribuição é exclusivamente da União, de acordo com a Constituição Federal.
Falso.
Compete aos municípios a promoção do adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.
Na verdade, compete aos municípios promover o adequado ordenamento territorial, conforme o princípio da função social da propriedade. A Constituição Federal, em seu artigo 30, confere aos municípios a responsabilidade de planejar e controlar o uso, o parcelamento e a ocupação do solo urbano, visando à organização do território e ao bem-estar coletivo. Isso está relacionado ao direito de cada cidade de se organizar de maneira que atenda às necessidades da sua população, considerando aspectos como habitação, infraestrutura e sustentabilidade.
Quais providências pode o Poder Público municipal exigir do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado?
É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
(i) parcelamento ou edificação compulsórios;
(ii) IPTU progressivo no tempo;
(iii) desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
V ou F?
O aproveitamento dos recursos hídricos e minerais em terras indígenas pode ser realizado sem a necessidade de autorização do Congresso Nacional, desde que as comunidades indígenas sejam ouvidas previamente.
Falso.
O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
Quais são os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)?
Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas;
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.
É constitucional uma norma estadual que proíbe a atividade de pesca exercida por meio de redes de arrasto tracionadas por embarcações motorizadas na zona costeira do território estadual?
Sim, a norma estadual é constitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a legislação estadual que proíbe a pesca com redes de arrasto tracionadas por embarcações motorizadas na zona costeira é válida, pois está em consonância com os princípios da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável. Embora haja uma legislação federal que regula a pesca, a Constituição Federal permite que os Estados legislem sobre questões ambientais quando se tratar de interesses locais.
No caso, o princípio do desenvolvimento sustentável busca o equilíbrio entre a atividade econômica e a proteção do meio ambiente, e a proibição da pesca por meio de redes de arrasto tracionadas visa justamente proteger os ecossistemas marinhos da degradação. A Constituição permite que os Estados adotem medidas mais restritivas para a proteção ambiental, desde que compatíveis com a legislação federal, buscando a preservação dos recursos naturais e o bem-estar das futuras gerações.
Essa norma estadual, portanto, não contraria a Constituição e está alinhada com os princípios constitucionais da preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável.