Definição de PrEP e o que é
Profilaxia pré-expositiva
Medicação para prevenir o HIV, antes de ser exposto ao vírus
Quem já foi exposto e está infectado com o HIV, não pode usar a PrEP, pois ela pode acarretar a problemas fisiológicos nos rins
Testes para saber se tem HIV
TR 1- usando se sangue total, soro ou plasma (punção venosa ou digital)
Se o TR 1 for reagente (+), deve se fazer o TR 2 nos mesmos moldes
Se o TR 2 for reagente, a pessoa tem HIV, e não deve usar PrEP
TR 1 e TR 2 com discordância e o que fazer em caso de ausência de TR’s e Autotestes
Se repete o teste novamente
Se der discordância novamente, deve se colher uma amostra por punção venosa e aguardar resultado laboratorial
Manda pro laboratório
Autoteste de HIV
Fluído oral ou sanguíneo
Pode ser utilizado como primeira forma de dispensa de profilaxia, e em situações em que a população é de alta vulnerabilidade social
Mede se há anticorpos anti-HIV na secreção/sangue. Em caso positivo, deve ser realizados dois ou mais testes comuns de HIV
Retirada da PrEP
Em até 7 dias, na UDM (Unidade Dispensadora de Medicamentos), sendo melhor quanto mais breve possível
Caso passe dos 7 dias, ou chegue sem o atestado, o teste de detecção do HIV deve ser feito de novo, podendo ser com o autoteste
Exceção para início rápido de PrEP
Indivíduos que tiveram exposição recente, sem sinais e sintomas, com TR’s negativados e fora da janela de uso da PEP (72 horas) podem começar a usar a PrEP
Exclusão de infecção viral aguda pelo HIV
Deve ser levado em consideração sinais e sintomas dentro de 30 dias, histórico sexual e ocorrência de exposição de risco/relato/história
Após ver os sinais e sintomas, se tiver suspeita sem indícios de marcadores imunológicos, deve fazer-se o exame de carga viral do HIV e postergar a PrEP até o resultado final
Indivíduo deve retornar a unidade de saúde caso tenha algum dos sintomas
Sinais e sintomas de infecção aguda viral pelo HIV
Cefaleia
Astenia
Fadiga
Febre
Faringite
Exantema (erupções vermelhas na pele, estilo catapora de desenho animado)
Hepatoesplenomegalia
Linfadenopatia cervical/submandibular/axilar
Artralgia
Mialgia
Ulcerações Mucocutâneas
PrEP Oral Diária: Recomendação
Pessoas acima de 15 anos de idade e acima de 35 kg
PrEP Oral Diária: Posologia
Dois comprimidos no primeiro dia, e um por dia até o fim
TDF = Fumarato de tenofovir
FTC = Entricitabina
PrEP Oral Diária: Hepatite B Crônica
Deve ser a modalidade escolhida, mesmo com uso ou sem indicação de antiviral. O TDF diário causa supressão da doença, se fosse o intermitente, corre o risco de aumentar a resistência do vírus
PrEP Oral Diária: Hepatite B Viral
Deve tentar tratar a hepatite B caso largue a PrEP, pois aumenta o risco de voltar as crises hepáticas
PrEP Oral Sob Demanda: Outro Nome
PrEP Orientada para Eventos
PrEP Oral Intermitente
PrEP Oral Sob Demanda: Grupos Elegíveis
Homens cis heteros, gays, bissexuais ou que acasalem com outros homens
Não binários com nascença masculina
Mulheres trans e travestis que não usam hormônios a base de estradiol (estrogênio)
Essas pessoas devem conseguir realizar sexo em número menor a duas vezes por semana, e conseguir programar quando ele acontece (preparação anterior ao ato sexual)
PrEP Oral Sob Demanda: Posologia
2 comprimidos de 2 a 24 horas antes do sexo. Tomar 1 comprimido por dia, por mais dois dias
Caso no dia seguinte, depois do ultimo comprimido, ter tido sexo, toma mais 1 comprimido por dia, por mais dois dias
Se depois do ultimo comprimido, teve um período de 24 horas depois do próximo ato sexual, deve se reiniciar o ciclo (2 + 1 + 1)
PrEP Oral Sob Demanda e Mulheres Trans
Não há indícios comprovativos que existe proteção nas relações neovaginais receptivas
Então seria somente para a proteção vaginal receptiva/inserida, ou anal receptiva/inserida
Tuberculose: Tipos e suas Formas
Pulmonar
- primária
- secundária (pós-primária)
- miliar
Extrapulmonar
- Pleural
- Pericárdica
- Óssea
- Meningoencefálica
- Ganglionar Periférica
- Empiema Pleural Tuberculoso
Tuberculose Pulmonar: Sintomas de todas as formas
Tosse prolongada
Sudorese
Febre Vespertina
Emagrecimento
Raio X = presença de cavidades apicais
Contato primário com a tuberculose pulmonar
Cerca de 90% não desenvolve nada, mas os 10% vão desenvolver a tuberculose primária. Maior parte disso vai ocorrer em crianças, por ser o primeiro contato
Sinais de tuberculose primária são bem silenciosos, podendo ocorrer irritabilidade, febre baixa e inapetência, nem sempre com tosse
Tuberculose secundária
Vem por reinfecção ou reativação depois de um contato primário, e o sintoma-guia normalmente é a tosse
Tosse, se expectorativa, pode ser mucosa ou purulenta, com hemoptise ou não. Febre com calafrios, sudorese e fadiga são comuns também
Murmúrio vesicular reduzido, sopro anfórico ou ausculta normal
Tuberculose Miliar
Mais comum em indivíduos imunossuprimidos (como no caso de contaminados do HIV) e em crianças /adultos jovens com tuberculose primária. Pode sim ocorrer na secundária
A micobactéria se espalha por todo corpo, causando lesões avermelhadas e raio-x pontilhado
Se apresenta as vezes como uma doença crônica, tendo portanto, hepatomegalia e febre de origem obscura normalmente
Escarro de Tuberculose Pulmonar
Teste Rápido por PCR = pronto em 2 horas
BARR = lâmina para avaliar a presença do micobactério
Cultura = normalmente uma confirmação pós diagnóstico, retrospectiva
Tuberculose Pleural
Forma mais comum de tuberculose extrapulmonar em pessoas não infectadas pelo HIV
Dor torácica pleurítica (aguda, intensa, pontada, piora com respiração), podendo causar derrame pleural. Tríade astenia, emagrecimento e anorexia, com tosse seca
Líquido com alta de exsudato rico em proteínas, ADA acima de 40 unidades, linfomonocitário, glicose baixa
Pode ser feita biópsia pleural. Baciloscopia com sensibilidade inferior ou igual a 5%, e cultura com sensibilidade inferior ou igual a 15%
Tuberculose Meningoencefálica
Comum em crianças não vacinadas, crianças abaixo de 6 anos e imunodeprimidos (principalmente por HIV)
Subaguda: irritabilidade, cefaleia holocraniana, fotofobia, problemas nas ações dos nervos II, III, IV, VI e VII, dor abdominal com febre, anorexia e hipertensão craniana
Crônica: quadro evolutivo de cefaleia e depois acometimento dos pares de nervos citados anteriormente. Normalmente se confunde com meningite. Pode ocorrer um tuberculoma, um quadro expansivo lento de hipertensão arterial
LCS com transudato rico em proteínas, ADA maior que 40 unidades, glicemia baixa, linfomonocitário