Partes Específicas Flashcards

(138 cards)

1
Q

Características semiológicas (de avaliação) da dor

A

Localização, irradiação, qualidade, intensidade, duração, evolução, funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes, fatores atenuantes e manifestações concomitantes

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2
Q

Macrotipos de dor

A

Neuropática: lesão do sistema nervoso central ou periférico, principalmente em tratos neoespinotalâmicos. Responsável por dores crônicas. Remoção do fator causal: ou não cessa o estímulo, ou sequer é possível

Nociceptiva: ativada por nociceptores, aquela causada por interpretação. Remoção do fator causal interrompe. Sofre modulação

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3
Q

Localização da Dor

A

Pede-se para o paciente apontar, ao invés de falar. Diferentes dores devem se estudar separadamente, a não ser que se trate de dor irradiada ou referida

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4
Q

Irradiação da Dor

A

Somática Superficial: nociceptiva tegumentar, bem localizada

Somática Profunda: nociceptiva muscular, ligamentos, tendões e articulações. Dor surda, profunda, em cãibra e BEM DIFUSA

Visceral Verdadeira: receptores estão na própria víscera. Difusa, que piora na solicitação funcional

Referida: Dor vísceral que é transmitida por mesma vias de outras partes (no coração, há a mesma via que do braço esquerdo). Interpretação errada do SNC

Irradiada: Respeita o território de inervação da raiz nervosa, podendo ocorrer distante

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5
Q

Irradiação da dor e processos patológicos anteriores

A

Processos patológicos anteriores e procedimentos anteriores podem mudar o local e irradiação da dor

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6
Q

Irradiação atípica da dor em insuficiência coronariana (angina do peito e infarto)

A

Epigástrio em pacientes com úlcera duodenal

Membros superiores em pacientes que já passaram por esse tipo de procedimento

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7
Q

Tipos de dor quanto ao caráter

A

Evocada: mediante estímulo provocativo

Espontânea Constante: ocorre de maneira continua

Espontânea Intermitente: ocorre de maneira episódica

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8
Q

Dores Evocadas na Dor Neuropática

A

Alodinia: sensação desagradável por estímulo tátil em regiões hipoestésicas (contato da roupa com lençol) ou sensação desagradável/dor causada por estímulos que não deveriam ser dolorosos

Hiperpatia: sensação mais dolorosa do que deveria ser, normalmente por efeito acumulativo na repetição

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9
Q

Dor Neuropática: Sensações Possíveis

A

Disestesia
Formigamento
Queimação
Dormência

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10
Q

Dores Evocadas na Dor Nociceptiva

A

Hiperalgesia Primária: dor em área lesionada, primária a sensibilização neuronal

Hiperalgesia Secundária: ao redor da área lesionada, secundária a sensibilização neuronal

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11
Q

Escalas recomendadas de intensidade para cada caso

A

Adultos: a de 0 a 10, usando x para marcação

Idosos e Crianças: visual

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12
Q

Duração da Dor

A

Aguda: desaparece com o fim do fator desencadeante ou agravante

Crônica: duradoura, mais que o processo mórbido de regeneração

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13
Q

Evolução da Dor

A

Deve avaliar a instalação dela, se a origem do fator causal bate com o início da dor e as mudanças em suas qualidades ao decorrer do tempo

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14
Q

Relação com as Funções Orgânicas

A

A localização da dor é, primeiramente, relacionada com os órgãos abaixo dela e seus movimentos/funções

Dor no dorso, logo se relaciona com os movimentos da coluna

Dor no hipocôndrio direito, com o fígado e a digestão de gorduras

Etc.

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15
Q

Fatores Desencadeantes, Agravantes e Atenuantes: principais pontos a se saber

A

Quais são eles

Normalmente se relacionam a funções orgânicas

Distração tende a aliviar qualquer dor

Emoções e estresse tendem a amplificar qualquer dor

Dor nociceptiva costuma responder a medicamentos, interrupção cirúrgica da via neoespinotalâmica, fisioterapia, acupuntura e administração intrarraquidiana de opioides

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16
Q

Febre
- o que é
- tipos
- causas mais comuns

A

Temperatura corporal acima ou igual a 37,8 graus

Início súbito: acompanhada ou precedida de calafrios e tremores, com possível sudorese e término rápido
(Pneumonia, erisipela, malária, infecção urinária e infecções)
- Pode destacar que linfomas, tuberculose e infecções tem febre comum em calafrio

Origem Obscura: febre de longa duração e causa desconhecida, de pelo menos 3 semanas
(origem por neoplasia, medicamentos, hematologia)

Lesão de Tecido: causada por infarto de miocárdio, trombose e hemorragia cerebral

Alto Metabolismo: causada por hipertireoidismo ou erro no hipotálamo

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17
Q

Astenia
- o que é
- causas principais
- acompanhamentos

A

Sensação de fraqueza e falta de força

Miastenia Gravis (bloqueio da junção mioneural)
Infecções e Infestações
Astenia grave em fase final da AIDS
Perda de eletrólitos
Diurese intensa
Hipoglicemia
Doenças prolongadas (artrite, hipotir., insuf. cardíaca, etc.)

Psicastenia e Febre

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18
Q

Diferença de Astenia e Fadiga

A

Astenia: sensação de fraqueza e falta de força constante

Fadiga: sensação de cansaço após pouco esforço ou repouso

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19
Q

Fadiga
- o que é
- é sinal importante do que
- causas

A

Sensação de cansaço pós pouco esforço ou repouso

Fadiga é um sinal importante da insuficiência cardíaca, devido a diminuição do débito cardíaco e falta de aproveitamento do O2

Doenças crônicas
Ansiedade
Depressão
Envelhecimento

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20
Q

Ganho e Perda de Peso

A

Sintoma geral importante para a análise da condição do paciente

Perda de peso deve ser analisada em relação a quantidade de peso perdida e o intervalo de tempo do acontecimento. Pode ser o principal sintoma-guia maioria das vezes

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21
Q

Causas da Perda de Peso

A

Disfagia
Privação ou Falta de Alimentos
Diarreias Crônicas
Cirrose
Hipertireoidismo
Diabetes
Insuficiência Suprarrenal
Neoplasias Malignas
Tuberculose
AIDS
Medicamentos
Transtornos Psíquicos
Anorexia
Bulimia
Insuficiência Cardíaca Crônica

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22
Q

Sudorese
- o que é
- causas costumeiras
- dor retroesternal
- tipo especial

A

Eliminação excessiva de suor, como resposta do sistema autônomo ao estresse

Após final de febre, atividades físicas, uso de medicamento antipirético

Sudorese com dor retroesternal normalmente é possibilidade de infarto do miocárdio

A sudorese noturna é um tipo especial que deve ser valorizado

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23
Q

Cãibra
- o que é
- causas
- profissional

A

Contrações involuntárias de músculos ou grupos musculares

Falta de potássio (hipocalemia), falta de cálcio (hipocalcemia), falta de paratormônio (hipoparatireoidismo), Parkinson, diabetes, gravidez, quimioterapia, insuficiência renal crônica e insuficiência suprarrenal

Cãibra profissional são aquelas que afetam profissões de alta repetição, como escritores, digitadores e pianistas

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24
Q

Calafrio
- o que é
- causas costumeiras
- causas diferentes

A

Sensação de frio passageira com ereção dos pelos, normalmente com tremores

Febres de início súbito, transfusões de sangue e uso de soros venosos

Infecção de vias biliares, doenças de transtorno neurovegetativo, pielonefrites

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25
Prurido - o que é - onde ocorrem - sem erupção - avaliação
Sensação desagradável na pele, que provoca o ato de coçar Ocorre em epitélios de membranas mucosas transicionais ou terminações nervosas livres localizadas na epiderme Sem erupção cutânea, provavelmente a causa é sistêmica, principalmente hormonal Deve se avaliar localização, intensidade, horário, frequência, duração e fatores de atenuação ou fatores de agravamento e manifestação concomitante
26
Substâncias mediadores do prurido
Histaminas, tripsinas, prostaglandinas e opioides
27
Tipos de prurido quanto necessidade
Obrigatório ou Facultativo
28
Outros tipos de prurido
Prurido Localizado Prurido Generalizado Prurido Nasal Prurido Gravídico Prurido Anal Prurido Vulvar
29
Alterações emocionais e psíquicas: liste as
Ansiedade, depressão, fobias, perda de memória, desorientação, mania de perseguição, confusão, obsessões e compulsões, manias e hipomanias, ilusões, alucinações, delírios, deliriums, agitação psicomotora, demência
30
Descreva levemente cada uma das alterações emocionais e psíquicas
Ansiedade: sensação desagradável com inquietude mental e manifestações somáticas (boca seca, dispneia suspirosa, aperto no peito) Depressão: alteração do estado do humor com apatia, anedonia e inapetência, insônia Fobia: medo generalizado e de alta intensidade Perda de memória: dificuldade de recordar informações, como nomes, acontecimentos, lugares Desorientação: perda da noção de identidade, local, horário e espaço Confusão: incapacidade de concentração no meio ou na própria pessoa sobre ela e o estado do meio ao redor Obsessão e Compulsão: necessidade, sentimentos, pensamentos, comportamentos ou imagens recorrentes que a pessoa sente alta necessidade de realizar/pensar sobre Mania: humor excessivo, menor necessidade de sono e alta euforia Hipomania: mania em intensidade menor Mania de perseguição: inquietude sobre estar sendo vigilada ou seguida por algo/alguém Ilusões: percepções deformadas de situações normais, normalmente por exaustão Alucinações: percepção de elementos que só existem no imaginário da pessoa Delírios: distorção da percepção da realidade com alta convicção de certeza Deliriums: estado confuso agudo, com modificação do nível consciente transitório e pensamento desorganizado Agitação psicomotora: alteração de ideias para pensamentos descoordenados ou atividade motora e verbal imprópria, sendo comum desenvolver agressividade Demência: transtorno com déficit crônico na capacidade cognitiva
31
Quais são os sintomas gerais?
Febre Sudorese Calafrio Cãibra Perda ou Ganho de Peso Astenia Fadiga Prurido Alterações do Estado Emocional ou Psíquico
32
Sinais e sintomas das afecções do aparelho respiratório
Dor torácica Tosse Expectoração Vômica Hemoptise Dispneia Chieira (siblância) Cornagem Estridor Tiragem
33
Dor torácica: locais
Pode ocorrer nas paredes torácicas, nos brônquios, pleuras, pulmões, coração, vasos, pericárdio, mediastino, esôfago, diafragma e nos órgãos abdominais
34
Dor torácica: importante
Normalmente o paciente localiza facilmente, então a inspeção e palpação deve ser bem feita, em todo tórax Dor nas pleuras normalmente é intensa, aguda e em pontada. Um fator de agravamento comum é a tosse, e um fator de atenuação é o decúbito no lado da dor Dor na laringe/traqueia/brônquios podem ser localizadas nas áreas de projeção, ou com dor acima do esterno Dor de pneumotórax espontâneo é subito, agudo e intenso, como uma punhalada Pneumonia vai vir acompanhada de febre e tosse, com dificuldade em relacionar a localização da dor
35
Tórax em Barril é um bom indicativo de:
Enfisema pulmonar
36
Causas de dor torácica com risco à vida
Infarto Agudo do Miocárdio Embolia Pulmonar Ruptura Esofágica Dissecação Aórtica Aguda Pneumotórax Hipertensivo
37
Tosse: o que é, tipos importantes, causas desses tipos e avaliação
Inspiração rapida e profunda, com expiração involuntária e rápida com abertura súbita da glote e contração dos músculos respiratórios Seca/Improdutiva: sem expectoração Produtiva: com expectoração Sibilosa: com assovio Tosse-Síncope: acompanha perda de consciência após crise Crônica: mais de três meses Seca: viroses, alergias e ansiedade Produtiva: bronquites, tuberculose Sibilosa: asma, alergia, insuf. cardíaca, broncospasmo Crônica: bronquites, tuberculose Frequência, Intensidade, Presença de Expectoração, Período, Relação com Decúbitos
38
Expectoração - o que é - tosse - pontos relevantes
Eliminação de secreções das vias respiratórias Tosse é classificada em produtiva (com) ou improdutiva (sem) com base na presença de expectoração ou não Pneumonias bacterianas tem expectoração após sua fase inicial, o que permite distinguir-se da pneumonia viral, que não possui Na tuberculose, a expectoração vem com sangue
39
Tabaco e Expectoração
O tabagismo ataca os movimentos ciliares que movem as secreções, então a expectoração em tabagistas é de um muco acumulado em tosses
40
Vômica e Hemoptise
Vômica é a eliminação de substâncias mucoides, serosas ou pus, através da glote. Lembra êmese Hemoptise é a eliminação de sangue das vias aéreas
41
Causas principais de hemoptise
Bronquiectasia (lesão e dilatação irreversível dos brônquios, por tabagismo ou infecções) Tuberculose Carcinomas brônquicos Pneumonias bacterianas, principalmente em crianças
42
Dispneia - o que é - tipos
Dificuldade de respirar, com consciência ou não da condição Grandes Esforços: após esforços acima do habitual do paciente Médios Esforços: após as atividades habituais Pequenos Esforços: após as atividades de rotina Dispneia de Repouso: após repousar Ortopneia: enquanto deitado, alivia ao sentar-se ou ficar em pé Trepopneia: decorre de derrame pleural, ocorre no decúbito lateral Paroxística Noturna: após algumas horas de sono
43
Causas da Dispneia
Atmosférica Pleural Diafragmática Obstrutivas Cardíacas Neurológicas Psíquicas Toracopulmonar: alterações musculares ou ósseas (fraturas) no tórax e sua dinâmica/elasticidade Parenquimatosa: redução da área de hematose
44
Chieira ou Sibilância - o que é - fisiologia - três pontos importantes
Barulho agudo desconfortável ao paciente que aparece na expiração, que lembra assovios ou miados Redução do calibre brônquico, devido a espasmos ou edemas Sibilância unilateral pode indicar tumor ou corpo estranho ocluindo brônquio Pode ser o maior sinal de asma em adultos Insuficiência ventricular esquerda e broncopasmo juntos geram chieira
45
Cornagem e Estridor
Cornagem é a dificuldade de inspirar devido ao fechamento das vias, sendo comum se inclinar para trás Causada por laringite, difteria e edema de glote Estridor é uma respiração ruidosa com dificuldade de ar. Comum em laringite nos recém-nascidos
46
Tiragem
Visível em crianças e pessoas magras, é a redução excessiva do espaço de movimento dos intercostais, devido a variação da pressão entre os folhetos da pleura Em asma, vê isso em todo o tórax Se for um corpo estranho, vai ver isso no hemitórax correspondente do brônquio
47
Pneumotórax Hipertensivo
Ar na cavidade pleural devido ao aumento da pressão e colapso pulmonar Grau de intensidade de pneumotórax Dispneia intensa, hipotensão, DESVIO DE TRAQUEIA E TURGÊNCIA JUGULAR, com dor torácica lateral intensa Pode ter cianose e pode irradiar para o diafragma
48
Pneumotórax Espontâneo
Acúmulo de ar na cavidade pleural sem traumatismo Dispneia súbita, dor pontada SÚBITA, AGUDA E INTENSA na torácica lateral, diminuição unilateral de murmúrio Taquipneia e taquicardia
49
Pneumonia
- Febre com tosse expectorativa, calafrios, fadiga. Dor DIFICIL DE LOCALIZAR, MAS PACIENTE RELATA SER PROFUNDA Em uma criança, hemoptise é comum Se for bacteriana, há expectoração Se for viral, não há expectoração
50
Tuberculose
Infecção por Mycobacterium tuberculosis, com formação de cavidades apicais Tosse crônica, febre vespertina e sudorese noturna, com dor leve Emagrecimento Tuberculose é uma das causas principais da hemoptise
51
Asma
Inflamação crônica das vias aéreas Presença de sibilo, dispneia e tosse sibilosa, possibilidade de tiragem no tórax inteiro e com dor em aperto MELHORA COM BRONCODILATADORES
52
Bronquite
Inflamação aguda das grandes vias aéreas Tosse produtiva crônica e febre baixa, com SIBILOS DIFUSOS, SEM LOCAL DE CONSOLIDAÇÃO. Expectoração mucosa e astenia
53
Fibrose Pulmonar
Cicatrização progressiva do tecido alveolar e pulmonar Tosse seca e dispneia progressiva, CREPITÂNCIA BIBASAL e cianose. Baqueteamento digital
54
Enfisema Pulmonar
Perda de elasticidade dos alvéolos, podendo gerar até sua destruição TÓRAX EM BARRIL, dispneia progressiva, uso de musculatura acessória e sibilos
55
Embolia Pulmonar
Obstrução da artéria/veia pulmonar por bolha de ar ou trombos Dispneia súbita, taquipneia e hemoptise, com dor irradiativa para as costas, com D-DÍMERO ELEVADO E SINAL DE TVP PRÉVIO
56
Derrame Pleural
Acúmulo de líquido na cavidade pleural Dispneia progressiva e tosse seca, com diminuição do murmúria vesicular. Dor pleurítica (pontada ou facada, bem localizada, com piora na respiração profunda). SOM MACIÇO NA PERCUSSÃO E FRÊMITO TÓRACO-VOCAL EXTINTO OU REDUZIDO DISPNEIA PIORA QUANDO A DOR DESAPARECE, DISPNEIA EM TREPOPNEIA (PIORA NO DECÚBITO LATERAL)
57
Pleurite
Inflamação do tecido da pleura parietal Dor torácica em pontada aguda ao respirar, mas MELHORA AO SE INCLINAR PARA FRENTE OU SEGURAR O TÓRAX Pode ter febre baixa e tosse seca
58
Câncer de Pulmão
Tosse persistente, com massa pulmonar visível em imagens. Rouquidão, dispneia e ANOREXIA são outros sintomas comuns
59
A dor precordial e a dor retroesternal pode ser confundida como dor no mediastino, ou até no estômago. As dores que compreendem o coração ou aorta podem ser
Isquemia Miocardíaca Dor Pericárdica Dor de Origem Aórtica Dor de Origem Psicogênica
60
Dor da Isquemia Miocárdica
Surge da hipoxia celular, principalmente da falta de débito (consome mais que recebe) Normalmente é retroesternal constritiva, mas é comum irradiar para a face interna do braço esquerdo mantendo seu caráter. Pode ir na nuca As causas mais comuns são a aterosclerose coronária e suas complicações, como espasmos e trombose Se irradia mais conforme maior a intensidade da dor Se muito intensa a dor, a ponto de impedir o paciente de se mover, pode vir acompanhada de palidez, sudorese e sensação de morte próxima. Tem muita relação com esforço físico. Infarto do miocárdio vai ter dor até em repouso
61
Dor Pericárdica
Dor da inflamação do pericárdio, sendo ela retroesternal que pode se irradiar para dorso e pescoço. Contínua, com sensação de constritiva, peso ou queimação Posição genupeitoral ou inclinar o tórax costuma ajudar Agrava com decúbito dorsal, movimentos na cama, deglutição, esforço e respiração
62
Dor de Origem Aórtica Dor de Origem Psicogênica
Dissecção aórtica aguda, principalmente da túnica adventícia, causa dor súbita, intensa e lancinante, no retroesternal ou face anterior do tórax Irradia para o pescoço, ombros ou região interescapular Dor de origem psicogênica comum em indivíduos com ansiedade e depressão ou transtorno do pânico. Normalmente tem nível mamilar e pode desaparecer com exercícios, ansiolíticos, antidepressivos e analgésicos
63
Palpitações
Condição em que o paciente relata sentir os batimentos cardíacos atipicamente, de forma incômoda Frequência, ritmo, horário, modo de instalação, fatores desencadeantes e sintomas associados Deve se analisar se são causadas pelo consumo de algo Sudorese, tontura, dor precordial, dispneia de síncope devem ser levados em conta
64
Dispneia no cardiopata
Indica insuficiência ventricular esquerda ou congestão pulmonar (no primeiro caso, principalmente se for após esforço) Dispneia que vai de médios a pequenos esforços em um tempo curto são altamente prováveis de serem por insuficiência ventricular esquerda
65
Tosse e Expectoração no cardiopata
Tosse é frequente em insuficiência ventricular esquerda, podendo ter expectoração serosa, espumosa e escassa Tosse também pode ocorrer nos aneurismas da aorta, pericardite e dilatação excessiva do átrio esquerdo
66
Síncope e Lipotimia
Desmaios Síncope é a perda transitória, mas súbita da consciência. Lipotimia é quando ocorre a perda parcial da consciência Deve analisar se houve sudorese, ocorrência de convulsão, duração, incontinência fecal ou urinária, mordedura da língua, palidez e os sintomas que vem antes Pressão arterial baixa rapidamente antes da síncope Pode ter causa cardíaca ou extracardíaca
67
Síncope ou lipotimia: causas cardíacas e extracardíacas
Bradicardia menor que 45 bpm e taquicardia maior que 180 bpm podem causar perda de consciência Deve se dar extrema importância a relatos de palpitações antes do desmaio Síncope psicogênica normalmente é causada por impacto emocional, durando poucos segundos, principalmente se colocar em decúbito
68
Outros sinais e sintomas de problemas cardíacos
Ocorrência de cianose, squatting, alterações de sono, astenia Squatting é a posição usada para aliviar a dispneia causada por dor cardíaca, como estenose, cardiopatia cianótica, tetralogia de Fallot
69
Artérias
Dor, cor, temperatura da pele, alteração trófica e edema
70
Claudicação Intermitente
Condição em que a dor vai se intensificando por um período determinado, obrigando o paciente a repousar Após o repouso, ele consegue manter o que estava fazendo por um período parecido com o anterior, obrigando ele a repousar novamente Comum na enfermidade arterial isquêmica crônica, principalmente após exercícios aeróbicos
71
Infarto Agudo do Miocárdio
Necrose miocárdica por oclusão coronária Dor torácica súbita, opressiva e retroesternal, gerando incapacidade, SEM MELHORA COM REPOUSO. Sinal de sudorese/dor retroesternal Pode gerar febre de lesão de tecido Irradiação para BRAÇO ESQUERDO, MANDIBULA, DORSO E EPIGÁSTRIO Vai irradiar para o epigástrio se o paciente já ter/tido úlcera gástrica
72
Pericardite
Inflamação do tecido do pericárdio PIORA EM DECÚBITO ATENUA AO SENTAR OU INCLINAR Dor aguda e variável com atrito pericárdico e possibilidade de febre e tosse Irradia para pescoço, trapézio e ombros
73
Dissecção Aguda de Aorta
Ruptura e separação das túnicas da aorta Dor LANCINANTE, intensa e súbita, migrando para DORSO, abdome ou lombar
74
Insuficiências Ventriculares
Esquerda: dispneia de esforços, ortopneia com congestão pulmonar. Dor torácica. Dispneia paroxística é possível. Tosse com expectoração serosa, escassa e espumosa - Se juntar com broncoespasmo, gera chieira Direita: pouca dor, mas com edema nos membros inferiores, devido a CONGESTÃO VENOSA. Pode gerar ascite
75
Angina Instável
Isquemia miocárdica sem necrose Dor torácica em repouso com duração de mais de 10 minutos, súbita, retroesternal e opressiva, podendo ser agravada com ansiedade Pode irradiar para o epigástrio se o paciente já tiver/tido úlcera gástrica Dispneia e sudorese
76
Estenose Mitral
Estreitamento da válvula mitral Dispneia em quadro de evolução, com hemoptise e palpitações Melhora em squatting
77
Estenose Aórtica
Estreitamento aórtico Acompanhado da TRÍADE: ANGINA, SÍNCOPE E DISPNEIA, podendo ter fadiga junto também Pode irradiar para o pescoço, principalmente para as CARÓTIDAS
78
Aneurisma da Aorta
Aneurisma = dilatação anormal de um vaso sanguíneo, normalmente em bolha Assintomática até ruptura
79
Trombose
Formação de coágulo em vaso sanguíneo EDEMAS UNILATERAIS OU ISQUEMIA DISTAL Arterial: isquemia aguda, dor súbita tipo queimação ou cólica, com palidez. Irradia no membro afetado e gera parestesia Venoso: dor contínua e latejante, com CALOR e EDEMA. Irradia pelo trajeto da veia
80
Dor no Estômago
A dor epigástrica acompanha a maioria dos problemas estomacais Dor da víscera estomacal vai ser percebida na linha mediana, abaixo do xifoide. Úlcera péptica, gastrite aguda e câncer gástrico são possíveis causas A dor epigástrica na maioria das vezes está relacionado a uma dor contínua e intensa na parte alta do abdome, e pode indicar inflamações ou neoplasias 25% dos pacientes com infarto agudo do miocárdio podem sentir dor epigástrica, sendo necessário diferenciações semiológicas (fatores desencadeantes, há irradiação no IADMio)
81
Dispepsia
Conjunto de sintomas na parte alta do abdome Pirose, náuseas com vômitos, intolerância a alimentos gordurosos, empanzinamento, distensão do abdome por gases Se predomina a dor epigástrica, altas chances de ser úlcera Se predomina a pirose e desconforto estomacal, altas chances de ser refluxo Pode estar muito mais relacionado a doenças não gástricas, como pancreatite ou vias biliares
82
Vômitos e Pirose
Hematêmese pode mostrar lesões no ângulo de Treitz ou úlcera péptica Grande presença de bile mostra obstrução intestinal, e grande presença de alimentos ingeridos recentemente demonstram estase gástrica Pirose é a sensação de queima retroesternal, popularmente chamada de azia estomacal. Pode demonstrar estase gástrica
83
Diarreia - o que é - tipos
Sintoma mais comum nas doenças de intestino delgado. Diminuição da consistência, normalmente com aumento do teor líquido e aumento do número de evacuações Osmótica: acúmulo de substâncias não absorvíveis, retardando a absorção de água (má absorção ou laxantes) Secretora: alta da SECREÇÃO de água pela mucosa (alta de prostaglandinas) Exsudativa: problemas na mucosa geram passagem anormal de água, causado por Crohn, enterites e linfomas Motora: modificação do trânsito intestinal. Acelerado por hipertireoidismo ou psicogênica. Diminuido por estase entérica ou esclerose sistêmica
84
Diarreia: duração
Aguda (menor que 4 semanas) - Laxantes - Retocolite ulcerativa - Intoxicação - Infecções Crônica - Câncer do colon - Cólon irritável - Crohn (inflamatória do intestino) - Diabetes - Hipertireoidismo - Parasitoses
85
Perguntas para entender a diarreia
Deve se saber se é aguda ou crônica Se é alta (delgado) ou baixa (cólons) Se da pra ser uma esteatorreia Se é por causa infecciosa ou não Se há outras manifestações clínicas
86
Esteatorreia
Aumento da quantidade de gordura excretadas nas fezes, deixando ela espumosa, amarelada ou acinzentada e fétidas (mal odor) Normalmente vem acompanhada de muitas flatulências e distensão abdominal Má absorção de lipídios ou problemas no fígado/bile Se associada a perda de peso, pode ser relacionada a Crohn ou problemas na mucosa intestinal (doença celíaca)
87
Dor no Intestino Delgado
Normalmente vem com a diarreia Normalmente, a localização da dor vai ser imprecisa, mas focando no mesiogástrio e na linha média Se localizado mais abaixo do umbigo, provavelmente é problema nas distais do íleo. Mais acima, é no jejuno ou íleo proximal. No íleo terminal ou caso de peritonite restrita (Diag. Crohn), será na fossa ilíaca direita Quando a dor é por distensão, pode irradiar para as costas em casos intensos. Quando por peritonite, vai para a coxa Quando a dor é exclusivamente intestinal, o paciente procura se mover para aliviar. Mas quando a dor é peritonial, procura se semiflexionar o membro inferior, devido a dor da fossa ilíaca direita
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Relacionando a distensão abdominal, flatulência e dispepsia
Dor contínua, pouco intensa e difusa por todo abdome indica distensão, com dor de cólicas periumbilicais e ruídos antes de diarreia e flatulência Se vir com esteatorreia, pode se pensar em um problema de absorção. Mas se vier com dor intensa, deve se pensar em uma obstrução Se a flatulência e distensão ocorrem isoladamente, se suspeita de intolerância a algo, como lactose ou excesso de fermentação
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Hemorragia Digestiva
Melena: fezes escuras ou com leves tons de vermelho e pastosas, deixando a diarreia com teor líquido. Pode ser por sangue extravasado na válvula íleocecal ou no ângulo de Treitz Enterorragia: eliminação de sangue direta, com melena ou não. Problemas na válvula íleocecal ou perda de sanguínea rápida Hemorragias na válvula íleocecal costumam gerar febre, devido a ingestão de alimentos pirogênicos Hemorragias são de intestino delgado quando acompanhadas da dor abdominal e da diarreia, e cursam com sangramentos do Crohn, tuberculose e linfomas
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Úlcera Gástrica
Dor epigástrica em queimação, como pirose Piora pós-prandial, com sinais de emagrecimento Não envolve fator de predisposição genética, ao contrário do que se acredita
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Úlcera Duodenal
Dor epigástrica em queimação, com fome que doi Surge algumas horas depois de comer, e melhora comendo mais, ganhando peso
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Doença de Crohn
Dor PÓS-PRANDIAL, comum na FOSSA ILÍACA DIREITA e que piora com ingestão Pode vir com febre, LESÕES SALTEADAS, diarreia/esteatorreia e hemorragia e emagrecimento OBS: O acompanhamento de dor abdominal, diarreia e hemorragia caracteriza realmente problema no intestino delgado
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Síndrome do Intestino Irritável
Dor abdominal em cólica difusa, pois é crônica, com melhora pós flatulência ou eliminação. Maior causa de diarreia crônica
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Doença Celíaca
Formato de cólicas abdominais, ou seja, abrupta e intensa no abdome Acompanha ESTEATORREIA emagrecimento e ANEMIA FERROPRIVA Reação imunológica a ingestão de glúten
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Isquemia Mesentérica
Dor intensa em formato de cólica, sempre depois de comer deixando uma dor intensa, causando um emagrecimento acentuado e sitiofobia
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Peritonite
Dor abdominal intensa, preferencial na fossa ilíaca direita, com aparecimento rápido ou súbito Piora com movimento ou palpação, deixando o abdome rigido. Vem com hipotensão, febre e taquicardia Causa comum após doença diverticular do cólon perfurar o peritônio Sinal de Blumberg
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Câncer Estomacal
Dor meio vaga e que vai evoluindo, demonstrando emagrecimento rápido, anemia e vômitos tardios
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Câncer Duodenal
Dor vaga, causando obstrução e daí uma dor intensa. Vem com anemia e perda de peso, com caráter progressivo
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Dor abdominal difusa
Colite Obstipação Intestinal Impactação Fecal Abdome em Tábua: quando a dor deixa o abdome endurecido
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Dores Abdominais do Cólon, Reto e Ânus por quadrantes
Superior Direito: características de cólica podendo ser impactação fecal (fecaloma) ou obstipação intestinal grave Inferior Direito: apendicite, oclusão, invaginação, câncer do ceco ou doenças inflamatórias (Crohn, tuberculose intestinal) Superior Esquerdo: difícil identificação devido ao acúmulo de órgãos na região, mas normalmente deve se pensar em impactação fecal, obstipação intestinal crônica ou diverticulite (inflamação dos diverticulos, bolsas vilosas intestinais) Inferior Esquerdo: cólon sigmoide é palpável, facilitando diferenciar. Mais comum a doença diverticular do cólon. Começa localizada e se torna difusa. A evolução causa perfuração em peritônio livre e depois peritonite
101
Diverticulite
Dor que se inicia nos quadrantes esquerdos, e pode gerar peritonite Pode iniciar no quadrante superior direito também, sem gerar peritonite. Comum a hematoquesia Pode vir com febre, constipação e hematorreia oculta
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Colite
Inflamação difusa do cólon, com dor difusa em cólica Diarreia. Pode ter muco, sangue ou pus
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Tuberculose Intestinal
Infecção mycobacterium no intestino, com dor abdominal crônica no quadrante inferior direito (ceco)
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Síndrome do Cólon Irritável
Distúrbio de funcionamento do cólon Dor abdominal em cólica, diarreia crônica, alívio pós-evacuação e ALTERNÂNCIA ENTRE DIARREIA E CONSTIPAÇÃO INTESTINAL CRISES DE DOR COM NÁUSEAS E VÔMITOS É COMUM
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Retocolite Ulcerativa
Doença inflamatória crônica do reto e cólon baixo Diarreia aguda e amolecida com sangue, podendo gerar distensão abdominal. Dor abdominal tipo cólica, podendo ter tenesmo com urgência evacuatória
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Câncer de Cólon
Distensão abdominal, enterorragia, diarreia crônica (se for no cólon ascendente, é fásica) com obstipação intestinal Pode ter anemia e emagrecimento
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Câncer de Reto
Distensão abdominal, enterorragia, tenesmo com dor pélvica
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Megacólon Chagásico
Dilatação do cólon por destruição de plexos nervosos devido a ação do Trypanosoma cruzi Distensão abdominal com dor aguda difusa, devido a possibilidade de vólvulo do sigmoide. Constipação grave e fezes ressecadas
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Peritonite por Diverticulite
Normalmente ocorre pela doença diverticular do cólon, que ao inflamar os divertículos, perfura o sigmoide no quadrante inferior esquerdo, e causa a peritonite (difusa)
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"Cólon dorme a noite"
Normalmente, as diarreias baixas não ocorrem regularmente durante o dia todo, então provavelmente a causa da diarreia seria no intestino delgado
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Diarreia no Cólon, Reto e Ânus
Diarreia que se altera com constipação provavelmente é cólon irritável Diarreia amolecida e misturada com sangue pode ser retocolite ulcerativa inespecífica Na evolução do câncer de cólon ascendente/direito, a diarreia vai ser provocada em alguma fase (fator de diagnóstico diferencial) Crohn, amebites, colites, retites e câncer também causam diarreia
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Obstipação Intestinal
Ocorre período de 48 horas ou mais entre uma eliminação e outra, sendo que as fezes podem sair duras, ressecadas ou em cíbalos (fezes em pequenas bolas). Ruídos metálicos e peristaltismo visível Pode ter como causa uma alimentação deficiente em fibras, diabetes, câncer de cólon, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo, insuficiência renal crônica, cólon irritável, lesões obstrutivas do cólon, transtorno depressivo ou impactação fecal
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Enterorragia
Sangramento na eliminação de fezes Maior parte das vezes, provocado por hemorroidas ou doenças benignas, mas isso não é motivo para deixar de investigar Câncer de reto e câncer de cólon podem gerar enterorragia Acima de 40 anos, pode se pensar em doença diverticular do cólon Pólipos (projeções de tecido que crescem) em crianças, e em adultos podem gerar adenocarcinoma
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Prurido Anal: causas
Enterobíase, hemorroidas, má higiene, psoríase (lesões avermelhadas e inflamatórias na derme), diabetes, fissuras, eczemas
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Distensão Abdominal no Cólon, Reto e Ânus
Aumento do volume de ventre Em relação ao intestino grosso, vai ser causado por dificuldades de trânsito, geradas por impactação, obstrução, etc. Com dor aguda, pode se pensar em vólvulo do sigmoide (rotação do cólon sigmoide no próprio eixo) como sintoma do megacólon chagásico. Um sinal de confirmação é ver alto relevo das alças colônicas Bridas pós-cirurgia abdominal, retocolite ulcerativa e câncer do intestino podem ser outras causas
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Náuseas e Vômitos no Cólon, Reto e Ânus
Durante as crises de dor do Cólon Irritável, é comum ter náuseas e vômitos Esse sintoma é comum em quadro evolutivo de oclusão intestinal, sendo que após um tempo, se torna fecaloide
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Condições Normais de Urina
(Considere o clima ameno) Micção de 800 a 2500 ml por dia, de duas a quatro vezes por dia, sem necessidade de acordar a noite (com ingestão de líquido acima do normal, ocorre ocasionalmente). Resto de 3 a 4 ml de urina na bexiga, chamada de urina residual
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Alteração de jato urinário
Fraco, lento e fino em meninos/recém-nascidos: fimose, estenose do meato uretral ou estenose da válvula da uretra (Estenose = estreitamento de um canal ou passagem) Hesitação, esforço pra urinar, diminuição de força e calibre do jato: uropatias obstrutivas infravesicais
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Causas da incontinência urinária no idoso
Incontinência transitória: uretrites, infecções, confusão, medicamentos e impactação fecal Homem: maior parte das vezes por hipertrofia prostática (aumento não neoplásico da próstata) Mulher: relaxamento excessivo da musculatura do assoalho pélvico ou deficiência estrogênica
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Retenção Urinária
Completa: paciente pálido, com sudorese e alta vontade de eliminar, muito dolorosa. Som maciço na percussão e palpação hipogástrica promove vontade de micção. Massa suprapubica Incompleta: permanência na bexiga de urina maior que a quantidade residual após micção. Pode ser Sem Retenção (sobra menos que a capacidade da bexiga) ou Com Retenção (sobra mais que a capacidade da bexiga)
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Retenção Urinária x Anúria
A retenção é a incapacidade de esvaziar a bexiga, seja totalmente ou parcialmente. Ao passar um cateter, a bexiga estará distendida e um globo vesical sumirá A anúria é a incapacidade de produção da urina devido a interrupção do funcionamento renal, levando a uma bexiga constantemente vazia. Ao passar um cateter, não haverá líquido
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Diagnósticos a partir da Retenção Urinária
Depende da faixa etária Crianças: normalmente por cálculo vesical, cálculo uretral, fimose, estenose da uretra ou do meato uretral externo Adolescentes e Adultos Jovens: inflamação da glândula de Cowper por gonorreia (blenorragia), prostatite, traumatismo medular, traumatismo uretral ou polirradiculoneurite (inflamação de nervos e raizes periféricas) Idosos: hipertrofia prostática, hipertrofia prostática por neoplasia, esclerose múltipla, medicamentos ansiolíticos, antidepressivos ou relaxantes da musculatura lisa
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Incontinência de Transbordamento - o que é - fisiologia
Gotejamento contínuo de urina Pressão intravesical (bexiga) se iguala a pressão uretral resistente
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Alteração de Volume e Ritmo Urinário: Termos
Oligúria: produção baixa de urina Anúria: produção nula de urina Poliúria: produção excessiva de urina Disúria: micção acompanhada de dor, queimação ou desconforto Polaciúria: necessidade de micção em pequenos intervalos de tempo (inferior a 2 horas) Noctúria ou Nictúria: necessidade de micção noturna Urgência: necessidade súbita de micção, podendo ter até esvaziamento involuntário
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Causas dos termos de alteração do volume e ritmo urinário
Oligúria: insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca, glomerulonefrite Anúria: oclusão bilaretal das artérias renais, oclusão bilateral dos ureteres ou necrose cortical bilateral Poliúria: diabetes (por diurese osmótica), diabetes insipidus ou hipopotassemia (por incapacidade de concentração), pielonefrite (comprometimento da medula renal) ou insuficiência renal crônica moderada (por diurese osmótica e incapacidade de concentração), neoplasias Disúria: inflamações (prostatite, uretrite ou cistite) Cistite: inflamação da bexiga Urgência e Polaciúria: cálculos, infecções, obstruções, ou ansiedade (bexiga irritável), tumor vesical e compressão extrínseca da bexiga Noctúria: alteração do ritmo circadiano da diurese, insuficiência renal, cardíaca ou hepática (haverá inchaço nos membros inferiores, pelo acúmulo de líquido) e insônia
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Alterações da cor da urina
Hematúria: sangue na urina. Pouca quantidade deixa marrom-escuro Hemoglobinúria: eliminação de hemoglobina livre na urina, devido a hemólise intravascular (causada por dengue, leptospirose ou transfusão incompatível) Mioglobinúria: destruição muscular por traumatismo ou queimaduras
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Fases da Hematúria
Inicial: sangue no começo da micção, lesões prostáticas ou uretrais Terminal: sangue durante a micção, hiperplasia benigna de próstata (raro) ou problemas na bexiga Total: no final da micção, causada por infarto renal, glomerulonefrite aguda, hipertensão arterial, necrose tubular, rins policísticos ou malária
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Dor Lombar e nos Flancos
No quesito dos nossos estudos atuais: se for constante, agravada na ortostática ou no fim do dia e profunda: pielonefrite aguda, glomerulonefrite aguda ou nefrite intersticial dor depois de ingerir muito líquido: cálculo renal ou obstrução uropélvica
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Cólica Renal
Inicia nos flancos ou lombar Irradia-se para o quadrante inferior do mesmo lado, depois fica intensa e com sudorese, náuseas, êmese Obstrução Ureteropélvica: começa no flanco e vai pro quadrante superior do mesmo lado Cistite ou Obstrução Ureterovesical: começa no flanco e vem com polaciúria, urgência e disúria
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Outras dores do aparelho excretor
Vesical: no corpo da bexiga, irradia-se para uretra e meato externo numa sensação de queimação Estrangúria ou Tenesmo Vesical: emissão lenta e dolorosa de urina (disúria), por espasmo da musculatura do colo vesical e canais Perineal: infecção aguda da próstata ou estrangúria
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Edema no Aparelho Excretor
Glomerulonefrite: edema generalizado. Na manhã, ao redor das órbitas. No fim do dia, nos membros inferiores (às vezes) Em crianças, a glomerulonefrite vai parecer insuficiência cardíaca Pielonefrite: pequeno edema na face, mas na real, pode ser bem variado
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Glomerulonefrite Aguda
Inflamação dos glomérulos Edema periorbital pela manhã, hipertensão arterial, oligúria e hematúria total e súbita Pode ser uma dor contínua e ortostática agravada no fim do dia, ou uma dor de púrpura palpável Pode sim ocorrer proteinúria
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Pielonefrite
Infecção bacteriana que afeta os rins, normalmente indo de baixo (vesicular) para os tratos, e por fim para os rins Pode ocorrer febre de início súbito e calafrios, poliúria, pequeno edema facial com dor constante, agravada no fim do dia e ortostática
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Síndrome Nefrótica
Perda excessiva de proteínas na urina (proteinúria maciça) Urina espumosa, edemas corporais e sem dor típica. EDEMAS BIPALPEBRAIS, diminuindo da pressão oncótica e hipertensão em crianças
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Litíase
Presença de cálculos em algum órgão ou cavidade corporal Comum em crianças com retenção urinária Polaciúria e disúria constantes e intensas. Pode gerar dor lombar depois de engolir muito líquido, em cólicas Irradiação para flancos, regiões inguinais Paciente não encontra posição de alívio
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Insuficiência Renal
Pode causar obstipação intestinal, oligúria (aguda) ou poliúria (crônica) e noctúria. Ocorre perda de peso e astenia constante, e na seca, prurido generalizado Crônica: poliúria, cãibras, dispepsia
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Hipertrofia Prostática
Maior causa de retenção urinária em homens idosos, com hematúria inicial com jato urinário fraco
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