MBE Flashcards

(102 cards)

1
Q

MBE

Os estudos epidemiológicos podem ser divididos em duas principais vertentes, cite-ás:

A

I - Estudos descritivos
II - Estudos analíticos

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2
Q

MBE

Os estudos analíticos podem ser divididos seguindo três principais pontos, cite-os

A

I - Prospectivo ou retrospectivo

II - Observacional ou Intervencional

III - Transversal ou Longitudinal

Prospectivo, Parte do fator estudado para o desfecho (doença), enquanto o retrospectivo parte do desfecho para os fatores 
Estudos observacionais são aqueles onde o pesquisador apenas observa
Estudos tranversais, são fotos, onde se investiga apenas o presente, enquanto o longitudinal se estuda como um vídeo

Nos estudos tranversais, pode-se estudar um século inteiro, desde que não compare com outro século, ainda é transversal

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3
Q

MBE

Cite dois estudos longitudinais e transversais observacionais

A

Longitudinal
1. Coorte
2. Caso - Controle

Transversal
1. Seccional (Transversal)
2. Ecológico

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4
Q

MBE

Diferencie coorte e caso-controle (Pontos em comúm e pontos positivos de cada)

A

Ambos
1. Observacionais
2. Individualizado
3. Longitunais

Diferença
Caso-controle é retrospectivo (Torna bom para doença rara, já que você já parte da doença, é curto e barato)

Coorte é prospectivo (Bom para fator de risco raro, análise de diversos desfechos, bom para incidência e causa-efeito

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5
Q

MBE

Cite pontos negativos para o Coorte e caso-controle

A

Caso-controle
1. Ruim para fator de risco raro
2. Propenso á viés de memória e seleção
3. Só vê uma doença

Coorte
1. Pode levar anos
2. Caro
3. Suscetível á perda
4. Ruim para doença rara
5. Propenso á viés de seleção

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6
Q

MBE

Diferencie estudo Seccional e ecológico (Pontos em comúm e pontos positivos de cada)

A

Ambos
1. Transversal
2. Observacionais
3. Avaliam á prevalência

Diferença
Seccional (transversal ou inquérito) avalia individuos enquanto o ecológico avalia a população

Pontos positivos
1. Fácil
2. Rápido
3. Barato
4. Ótimo para prevalência

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7
Q

MBE

Cite pontos negativos do estudo seccional e ecológico

A

Seccional
1. Ruim para incidência
2. Não testa hipótese
3. Causa e efeito (O que veio antes?)
4. Não prova fator de risco

Ecológico
1. Igual ao seccional
2. Falácia ecológica (generalização)

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8
Q

MBE

Cite os estudos intervencionistas

A
  • Ensaio clínico
  • Ensaio comunitário
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9
Q

MBE

Diferencie o ensaio clínico e comunitário

A

Clínico é individualizado enquanto o comunitário é populacional

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10
Q

MBE

Quais ás vantagens e desvantagens dos estudos intervencionistas

A

São sempre longitudinal e prospectivo

Vantagem
1. Randomizar (Grupos homogênios), reduz o viés de seleção
2. Cegamento
3. Comparar

Desvantagem
1. Caro
2. Longo
3. Complexo
4. Problemas éticos (IAM, tratar com placebo??)

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11
Q

MBE

Quais são os parâmetros que são avaliados em um estudo epidemiológico?

A
  1. Frequência (Prevalência e incidência)
  2. Associação (Causa-efeito)
  3. Estatística (Confiabilidade da pesquisa)
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12
Q

MBE

Quais estudos avaliam incidência e prevalência?

A

Incidência
1. Coorte
2. Ensaios

Prevalência
1. Apenas os estudos transversais

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13
Q

MBE

Quais são ás medidas de associação de cada estudo observacional? (Cite ás fórmulas)

A

Coorte
RR (Risco relativo, chance de desenvolver o desfecho)

RR: Incidência exposto/ Incidência controle

Caso-Controle
OR (Odds-ration, chance da doença acontecer no grupo exposto)

OR: (A.D)/(B.C)

Transversal
RP (Razão de prevalência)

RP: Prevalência exposto / prevalência não exposto
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14
Q

MBE

Quais são ás medidas de associação de cada estudo experimental? (Cite ás fórmulas)

A

Ensaios

**RR **

(Igual ao Coorte)

RRR (Redução do risco relativo)

RRR: 1 - RR

RAR (Redução absoluta do risco)

RAR: Incidência do controle - Incidência do exposto (Sempre maior - menor)

NNT (Número Necessário Tratar)

NNT: 1/RAR

Eficácia
((Incidência controle - Incidência tratado) / Incidência controle) x 100

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15
Q

MBE

Cite a torre de nível de evidência dos estudos epidêmiológicos

A
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16
Q

MBE

Cite ás medidas que avaliam se um estudo é confiável ou não

A
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17
Q

MBE

Defina o que é IC95 e dê um exemplos

A

IC95 é uma faixa de valores plausíveis onde o verdadeiro valor da medida deve estar.

Em outras palavras, se o estudo fosse repetido diversas vezes, em 95% delas o valor da medida real estaria dentro daquele intervalo

Quando o IC95 contém o valor nulo (1), ele é tido como inconclusivo

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18
Q

MBE

Explique como deve-se fazer o quadro para avaliação das informações

A
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19
Q
A
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20
Q

Medicina preventiva

Graus de prevenção em saúde

A

1° - Prevenção
2° - Rastreio
3° - Tratamento
4° - Diminuir dano

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21
Q

Medicina preventiva

Tipos de rastreio

A

• Rastreamento oportuno
- Médico oferta
• Rastreamento sob demanda
- Paciente pede
• Organizado
- Campanhas

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22
Q

Medicina Preventiva

Pilares rastreio organizado

A

• População-alvo
• Periodicidade definida
• Marcadores
Ex. Efetividade (…)

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23
Q

Medicina preventiva

• Acurácia
• Validade
• Especificidade
• Sensibilidade
• Confiabilidade

A

• Acurácia
- Capacidade de fornecer resultados corretos
- “Precisão de acerto”

• Validade
- Capacidade de testar o que se propõe
- Teste de COVID não se altera para gripe

• Especificidade
- Probabilidade de ser negativo na presença de doença

• Sensibilidade
- Probabilidade de ser positivo na presença da doença

• Confiabilidade
- Capaz de dar o mesmo resultado se repetido

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24
Q

Medicina preventiva

Qual a melhor propriedade
para rastreio e exame diagnósticos

A

Rastreio
• Sensibilidade

Exame diagnóstico
• Especificidade

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25
Qual foi o objetivo do Estudo CAPS?
Confirmar que as drogas antiarrítmicas da classe IC (flecainida, encainida e moricizina) eram capazes de suprimir arritmias ventriculares em pacientes com miocardiopatia isquêmica.
26
Quais drogas foram avaliadas no Estudo CAPS?
Flecainida, encainida e moricizina (classe IC de antiarrítmicos).
27
O que foi o Estudo CAST?
Estudo com 1.498 pacientes randomizados entre flecainida/encainida vs. placebo para avaliar supressão de arritmias em miocardiopatia isquêmica.
28
Por que o Estudo CAST foi interrompido?
Por excesso de mortes, especialmente por arritmias, no grupo que usou antiarrítmicos.
29
Qual foi a implicação clínica do Estudo CAST?
Demonstrou risco aumentado de mortalidade com antiarrítmicos IC em cardiopatia estrutural, limitando seu uso.
30
O que se discute com base nesses estudos?
Tratamento das arritmias, valvopatias, insuficiência cardíaca (IC), doença arterial coronariana (DAC) e hipertensão arterial sistêmica (HAS), todos baseados em evidências.
31
O que foi o Estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study)?
Estudo de 1994 que comparou sinvastatina vs. placebo em 4.444 pacientes com IAM ou angina estável.
32
Qual foi o desfecho primário do Estudo 4S?
Morte por todas as causas.
33
Por que o Estudo 4S foi interrompido precocemente?
Por redução significativa da mortalidade com uso de sinvastatina.
34
Qual foi a redução de risco absoluto observada no Estudo 4S?
Redução de 3,3% na mortalidade por todas as causas.
35
Qual foi o NNT do Estudo 4S para mortalidade por todas as causas?
NNT de 30.
36
Qual foi o NNT do Estudo 4S para eventos coronarianos maiores?
NNT de 15.
37
Quais estudos corroboraram os achados do Estudo 4S?
Estudo CARE (Cholesterol And Recurrent Events) e Estudo HPS (Heart Protection Study).
38
Em que contexto se aplica AAS e estatinas com base nesses estudos?
Na prevenção primária e secundária da DAC (doença arterial coronariana).
39
O que se discute em Medicina Baseada em Evidências relacionado à endocrinologia?
Hipotireoidismo subclínico, rastreio de câncer de tireoide com USG, Obesidade, DM.
40
O que se discute sobre o tratamento do hipotireoidismo subclínico?
Se vale a pena tratar, especialmente considerando redução de riscos cardiovasculares.
41
Qual estudo apoia o uso de levotiroxina em hipotireoidismo subclínico?
Uma análise observacional com pessoas de 40 a 70 anos, mostrando menor risco de doença coronariana isquêmica em tratados.
42
Qual foi o resultado da análise observacional em pessoas de 40-70 anos com hipotireoidismo subclínico tratadas com levotiroxina?
Redução do risco de doença coronariana isquêmica (HR: 0,61; IC 95%: 0,39–0,95), indicando uma redução de 39% no risco relativo.
43
Em idosos >70 anos com hipotireoidismo subclínico, o tratamento com levotiroxina teve efeito protetor cardiovascular?
Não. O efeito não foi observado (HR: 0,99; IC 95%: 0,59–1,33).
44
O que se discute em Medicina Baseada em Evidências relacionado à obesidade?
Perda de peso e redução de riscos à saúde.
45
O que se discute sobre o uso do USG para câncer de tireoide?
Se é válido como método de rastreio.
46
Quais são os principais objetivos de tratamento na prática oncológica?
Curativo, adjuvante, neoadjuvante, aumento de sobrevida em longo prazo e paliativo.
47
Qual o objetivo do tratamento curativo em oncologia?
Usar a medicação com intuito primário de curar, como em leucemias, linfomas e tumores de testículo metastáticos.
48
O que é tratamento adjuvante em oncologia?
Tratamento pós-cirurgia ou radioterapia com objetivo de impedir ou retardar a recorrência do tumor, como em mama ou cólon localizados.
49
O que é tratamento neoadjuvante em oncologia?
É feito antes da cirurgia ou radioterapia, com objetivo de reduzir o tumor para facilitar o tratamento ou aumentar a chance de cura, como em mama e osteossarcoma.
50
O que significa tratamento com aumento de sobrevida em longo prazo?
Tratamento que busca prolongar a sobrevida do paciente por um período prolongado, como em alguns linfomas.
51
O que caracteriza o tratamento paliativo em oncologia?
Tratamento usado quando não há possibilidade de cura, visando aumento de sobrevida e/ou conforto, como em tumores avançados de pulmão e pâncreas.
52
Quais são os principais desfechos avaliados em estudos oncológicos?
Sobrevida global, sobrevida livre de progressão e outros desfechos intermediários validados (surrogates).
53
O que deve ser observado ao interpretar um estudo oncológico?
A população estudada, tipo de desfecho e objetivo do tratamento (curativo, paliativo etc).
54
O que é sobrevida global em estudos oncológicos?
Tempo da randomização até a morte por qualquer causa; preferencialmente usada em estudos randomizados.
55
O que é sobrevida livre de progressão?
Tempo entre a randomização e a progressão da doença ou morte; um dos desfechos mais relatados em oncologia.
56
O que é tempo para progressão da doença?
Tempo entre a randomização e a progressão da doença, sem incluir a morte.
57
O que é resposta tumoral?
Proporção de pacientes com redução do tumor durante o tratamento.
58
Quais são os tipos de resposta tumoral?
Resposta parcial (redução ≥50%), resposta completa (desaparecimento do tumor) e estabilização da doença (redução entre 0 e 50%).
59
Como é feita a avaliação clínica de tumores hematológicos?
Por contagem de células sanguíneas, avaliação de medula óssea e morfologia celular, pois não formam massas.
60
O que são desfechos relatados pelos pacientes em oncologia?
Relatam a percepção que o paciente tem do tratamento (qualidade de vida); têm aplicabilidade limitada por serem subjetivos.
61
O que são tumores raros e qual a dificuldade nos estudos?
Tumores com menos de 65 novos casos por 100.000 pessoas por ano; são difíceis de estudar devido ao tamanho amostral limitado.
62
Qual é o objetivo dos estudos de superioridade?
Avaliar medicamentos/intervenções que ofereçam resultados muito parecidos em termos da eficácia primária, mas um deles traz alguma vantagem como melhor conforto, menos eventos adversos ou menor custo.
63
O que tem estimulado a realização de estudos de não inferioridade?
A prática baseada em valor ('Valued Based Practice'), que compara medicamentos de eficácia parecida, mas com custos diferentes, para promover o uso de intervenções com melhor perfil de custo-efetividade.
64
Para que tipo de comparação são usados estudos de não inferioridade?
Para comparar medicamentos/intervenções que apresentam eficácia semelhante, mas que diferem em aspectos como conforto para o paciente, eventos adversos ou custo.
65
Qual é a vantagem de estudos de não inferioridade em relação a medicamentos de eficácia parecida?
Permitem identificar intervenções que, embora similares em eficácia, oferecem vantagens em custo, segurança ou conforto, promovendo assim o uso mais eficiente dos recursos.
66
Quais são alguns dos temas discutidos em relação ao rastreamento?
Rastreamento de câncer de próstata e rastreamento do câncer de mama.
67
O que é o viés do tempo ganho (ou viés de antecipação)?
É a antecipação do diagnóstico após a introdução do rastreamento, levando à redução da média de idade dos diagnosticados. O tempo ganho é a diferença entre diagnóstico por rastreamento e por sintomas.
68
O que é o viés do tempo de duração?
Ocorre porque o rastreamento detecta preferencialmente cânceres menos agressivos com fase assintomática longa, enquanto cânceres agressivos não são detectados, pois crescem rapidamente.
69
Por que os tumores mais agressivos costumam não ser detectados pelo rastreamento?
Porque têm crescimento rápido e fase assintomática curta, escapando do rastreamento periódico.
70
O que é o viés de sobrediagnóstico?
É o diagnóstico de cânceres que não causariam sintomas ou morte, podendo até regredir espontaneamente ou evoluir tão lentamente que o paciente morre de outra causa.
71
Em qual população o sobrediagnóstico é mais comum?
Em idosos, pois têm maior chance de morrer por outras causas antes de o câncer causar sintomas.
72
Qual desfecho não é recomendado em estudos de rastreamento?
Sobrevida.
73
O que sugere o aumento da incidência de câncer de mama em estágio inicial sem redução nos casos avançados?
Sugere sobrediagnóstico da doença na fase inicial.
74
Quais elementos devem estar incluídos nas recomendações de rastreamento?
Método, população-alvo e periodicidade.
75
O que é viés cognitivo?
Uma espécie de desvio racional ou 'erro' de julgamento dos processos mentais inconscientes.
76
O que é o viés de escolha ao risco?
Pacientes têm maior expectativa em riscos apresentados como perdas do que como ganhos.
77
O que é o viés de atribuição?
Pacientes escolhem mais tratamentos quando apresentados de forma positiva (ex: 80% de sobrevida) do que se apresentados negativamente.
78
O que é o viés do risco relativo vs. risco absoluto?
Pacientes têm mais (ou menos) chance de buscar tratamento quando o risco é apresentado em termos relativos e não absolutos.
79
O que é o viés do padrão?
Pacientes tendem a buscar tratamentos apresentados como a opção 'padrão'.
80
O que é o viés otimista?
Pacientes percebem seu risco individual de forma mais positiva do que outros na mesma situação.
81
O que é o viés de projeção?
Pacientes vão continuar com os mesmos hábitos após a cirurgia?
82
O que significa 'adesão desconhecida' na prática dermatológica?
Refere-se ao fato de que poucos estudos avaliaram a concordância entre a evidência clínica e a prática real em consultórios, clínicas e hospitais.
83
Por que os desfechos em dermatologia são chamados de 'moles'?
Porque são difíceis de mensurar de forma objetiva e reprodutível.
84
O que se sabe sobre a prescrição de kinesiotaping (KT) em lesões ortopédicas?
Não há embasamento científico suficiente na literatura, apesar do uso comum em lesões esportivas.
85
Quais são as limitações dos estudos sobre kinesiotaping (KT)?
Os estudos são escassos e apresentam baixo poder estatístico.
86
Em que tipo de patologias ortopédicas o ácido hialurônico (AH) tem sido mais estudado?
Em patologias intra-articulares, especialmente na artrose.
87
Qual articulação tem o maior número de estudos com ácido hialurônico (AH)?
O joelho.
88
Além do joelho, quais articulações também têm bons estudos com ácido hialurônico?
Quadril e ombro.
89
Quais os benefícios esperados do uso de ácido hialurônico em ortopedia?
Tendência de bons resultados no controle da dor e melhora da função em patologias intra-articulares.
90
Quais as limitações dos estudos sobre o uso de ácido hialurônico, mesmo os de alto nível?
Apresentam limitações metodológicas, apesar de maior poder de evidência.
91
O que a literatura mostra sobre o uso de compressa fria ou quente em ortopedia?
Há poucas publicações e os resultados são divergentes.
92
Qual intervenção tem forte embasamento científico em ortopedia?
O fortalecimento muscular, com inúmeros estudos e forte nível de evidência.
93
Qual foi o desfecho principal do estudo RECOVERY com dexametasona em pacientes com Covid-19?
Considerável redução do risco de mortalidade, com NNT pequeno, em pacientes hospitalizados mais graves que a população geral.
94
O que significa 'open label' em estudos clínicos?
É o oposto de 'duplo cego', ou seja, os participantes e pesquisadores sabem qual tratamento está sendo administrado.
95
Quais são os quatro níveis na busca de evidência do pior para o melhor?
1) Pesquisa não revisada por pares; 2) Pesquisa revisada por pares, mas não pré-analisada; 3) Pesquisa pré-analisada em sites que interpretam artigos; 4) Sumários e guidelines dadas por especialistas.
96
Qual é o nível de evidência mais alto?
Nível 1: Revisão sistemática, análise de artigos científicos de qualidade.
97
O que caracteriza um estudo de Nível 2?
Ensaio clínico randomizado mega trial (multicêntrico), com estudos comparativos entre dois grupos distribuídos aleatoriamente.
98
Como é definido um estudo de Nível 3?
Ensaio clínico randomizado com número reduzido de pacientes e pelo menos um ensaio clínico randomizado.
99
O que caracteriza um estudo de Nível 4?
Estudos observacionais com evidências extraídas de pacientes com características semelhantes.
100
Qual o foco de um estudo de Nível 5?
Estudo de caso controle, observacional, com pacientes que possuem determinado desfecho.
101
O que é um estudo de Nível 6?
Estudo de série de casos, constituído por relatos de vários casos envolvendo múltiplos pacientes.
102
Qual a característica do Nível 7 de evidência?
Opinião de especialistas, com baixo grau de evidência, usada apenas em casos raros e novos na falta de outra evidência.