Persuasão Flashcards

(69 cards)

1
Q

Mudança social por influência social

A

Processo através do qual ocorre uma mudança nos pensamentos, atitudes, comportamentos (etc.) de um indivíduo, resultante da interação com outra pessoa ou grupo de pessoas.

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2
Q

a mudança pode ocorrer pelos seguintes processos:

A
  • compliance: exposição a um pedido/ sugestão
  • conformismo: exposição a influencia normativa
  • obediencia/submissão: exposição a ordens
  • persuasão: exposição a argumentos
  • aprendizagem: exposição a “nova informação”
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3
Q

Atidude o que é?
atitudes são um construto subjacente à expressão avaliativa- Essa avaliação pode ser expressa de três formas

A

Segundo Eagly e Chaiken, atitude é a tendência de uma pessoa avaliar algo — uma pessoa, objeto ou situação — com certo grau de agrado ou desagrado.

Essa avaliação pode ser expressa de três formas:

Cognitiva: o que a pessoa pensa sobre aquilo (ex.: “é útil”, “é perigoso”).

Afetiva: o que a pessoa sente (ex.: gosta, tem medo, sente raiva).

Comportamental: como a pessoa age em relação àquilo (ex.: evita, apoia, compra, ignora).

A “avaliação” pode ser feita com palavras ou ações, conscientemente ou não, e envolve tanto o que a pessoa pensa, sente ou faz.

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4
Q

Atitudes como Representação Mental

A

estão relacionadas com a ativação, onde existe uma estrutura cognitiva mental (esquema) que representa a nossa atitude, sendo ativadas/recuperadas da memória.

  • Baseadas em experiências passadas.
  • Maior probabilidade de serem consistentes e estáveis.
  • Refletem verdadeiras crenças e valores de uma pessoa.
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5
Q

Atitudes como Processo Avaliativo

A

assentam na computação, existindo uma informação sobre o objetivo que permite computar uma resposta avaliativa, sendo computadas/construídas no momento.

  • Formadas no momento.
  • Não são necessariamente consistentes ou estáveis.
  • Podem ser influenciadas por fatores situacionais.
  • Podem não refletir as verdadeiras crenças ou valores de uma pessoa.
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6
Q

Representação Mnésica Multidimensional (Zanna & Rempel, 1988)- 3 componentes

A

As atitudes são sumários avaliativos do objeto que integram a representação do objeto, sendo constituídas por 3 componentes:

  • Componente Afetiva: Refere-se à componente emocional de uma atitude, sendo baseada em sentimentos e emoções relativamente ao objeto atitudinal.
  • Componente Cognitiva: Refere-se às crenças e conhecimentos acerca do objeto atitudinal, baseada na experiência e informação acerca do objeto.
  • Componente Comportamental: Refere-se à forma como nos comportamos face ao objeto, estando baseada na experiência e observações passadas do comportamento de outros.

Assim, as atitudes podem variar em força e estabilidade, dependendo da força e da consistência das 3 componentes; podem ser influenciadas alterando uma das componentes; e podem predizer o comportamento quando as 3 componentes são consistentes e fortes.

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7
Q

Representação Associativa (Fazio, 1986, 1989)

A

é uma teoria que explica como as atitudes implícitas funcionam com base em associações na memória.

Explicação simples:

  • Quando uma pessoa tem uma atitude em relação a um objeto (por exemplo, “cachorro”), essa atitude está associada a experiências anteriores (ex.: carinho, proteção, medo).
  • Quando vemos ou pensamos nesse objeto, a atitude associada é automaticamente ativada, mesmo sem pensar conscientemente nisso.
  • Esse processo é rápido, automático e inconsciente.
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8
Q

Atitudes Implícitas vs Explícitas

A

Atitudes Implícitas: São automáticas e inconscientes

Atitudes Explícitas: são conscientes e deliberadas.

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9
Q

modelo de atitude única - Proposta MODE de Fazio (1999)

atitudes podem influenciar o comportamento de duas formas

A

Fazio propõe que as atitudes podem influenciar o comportamento de duas formas — automática ou deliberada — dependendo de dois fatores:

  • motivação: A pessoa quer pensar de forma cuidadosa sobre sua atitude ou decisão?
  • Oportunidade: A pessoa tem tempo e capacidade para refletir antes de agir?

Dois caminhos no MODE:
- Comportamento automático (impulsivo): Quando não há motivação ou oportunidade para refletir. A atitude implícita é ativada automaticamente e guia o comportamento.

Exemplo: alguém reage friamente a outra pessoa sem perceber, por uma atitude implícita negativa.

Comportamento deliberado (racional): Quando há motivação e oportunidade para pensar. A pessoa pode refletir, avaliar e decidir agir de forma coerente com suas atitudes explícitas.

Exemplo: mesmo tendo uma reação negativa automática, a pessoa se esforça para agir com respeito.

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10
Q

Dual Attitude Approach - Proposta de Wilson (2000):

A

explica que uma mesma pessoa pode ter duas atitudes diferentes sobre o mesmo objeto ao mesmo tempo:

  1. Atitude Implícita: É automática, inconsciente e baseada em experiências passadas. Difícil de mudar. Influencia comportamentos rápidos ou não deliberados.
  2. Atitude explicita : É consciente, deliberada e baseada em reflexão ou valores atuais. Pode mudar com novas informações ou intenção de mudança.
    Influencia comportamentos controlados, como respostas em pesquisas.

Mesmo que uma pessoa mude sua atitude explícita (por exemplo, diz que deixou de ser preconceituosa), sua atitude implícita pode continuar antiga, influenciando reações automáticas.

A atitude que as pessoas aprovam em qualquer momento depende de terem ou não capacidade cognitiva para recuperar a atitude explícita e desta se sobrepor à implícita.

A criação de uma “nova” atitude, torna-a explícita, mas as atitudes anteriores não desaparecem, ficando com capacidade de serem ativadas implicitamente. A ativação implícita das atitudes anteriores é mais provável do que da nova, enquanto atitudes explícitas são ativadas em processos deliberativos e atitudes implícitas em processos espontâneos e automáticos. Assim, a maleabilidade das atitudes advém de diferentes contextos elicitarem a ativação de “atitudes diferentes” (previamente armazenadas).

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11
Q

Modelo Associative-Propositional Evaluation – Gawronski & Bodenhausen (2006):

sistema associativo, sistema proposicional

A

explica como as atitudes são formadas e mudam com base em dois sistemas diferentes: o associativo e o proposicional.

  1. Sistema Associativo:
    Baseado em associações automáticas na memória. Funciona por meio da ligação entre ideias ou conceitos (ex.: “negro” → “perigo” se essa associação foi aprendida).
    É rápido, inconsciente e emocional.
    Está ligado às atitudes implícitas.
  2. Sistema Proposicional:
    Baseado em raciocínio consciente e lógico.
    Avalia se as informações ou crenças fazem sentido e são consistentes entre si.
    É deliberado, lento e reflexivo.
    Relacionado às atitudes explícitas.
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12
Q

Potentiated Recruitment Framework – Bassilli & Brown (2005)

A

Nem todas as atitudes têm o mesmo peso. Algumas atitudes são mais acessíveis na memória, e por isso têm maior probabilidade de influenciar o comportamento.

  • As atitudes mais acessíveis (frequentemente ativadas) são as que mais influenciam o comportamento.
  • A repetição e a ativação recente tornam essas atitudes mais potentes e duradouras.
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13
Q

IAT – Implicit Association Test

A

é uma ferramenta usada para medir atitudes implícitas om base em tempo de reação — aquelas que estão fora da consciência ou que as pessoas podem não querer declarar abertamente.

Quando um conceito (ex.: “flores”) está fortemente associado a uma avaliação (ex.: “coisas boas”) na mente de uma pessoa, essa associação é mais fácil e rápida de ativar.

Então, ao fazer uma tarefa como o IAT (Teste de Associação Implícita), a pessoa responde mais rápido quando as categorias que ela já associa naturalmente estão juntas (por exemplo, “flores + bom”).

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14
Q

Extremismo da Atitude

A

grau de intensidade de uma atitude, ou seja, o quão fortemente positiva ou negativa é a avaliação de uma pessoa em relação a algo.

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15
Q

Acessibilidade da Atitude

A
  • Quando uma atitude está bem armazenada na memória, ela pode ser ativada com mais facilidade
  • Se uma atitude é facilmente acessada, ela é considerada forte.
  • Como são mais fortes e enraizadas, é difícil mudá-las com argumentos simples ou novas informações.
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16
Q

Ambivalência da Atitude

A

ambivalência ocorre quando uma atitude contém elementos positivos e negativos ao mesmo tempo, gerando incerteza, conflito e instabilidade.

  • São geralmente mais instáveis e mais sensíveis a influências externas.
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17
Q

Processos de Julgamento Social- julgamento atitudinal

A

O julgamento atitudinal é o processo de avaliar algo com base nas atitudes que já temos, moldado tanto por razões conscientes quanto automáticas.

influenciado por:

  • atitudes prévias (o que já pensa/sente sobre o tema),
  • Os valores pessoais,
  • O contexto social ou emocional do momento.
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18
Q

Assimilação

A

As pessoas percebem e interpretam novos estímulos com base nas suas crenças e expectativas prévias. Ou seja, elas tendem a dar mais atenção, lembrar melhor e aceitar mais facilmente informações que confirmam o que já acreditam. Esse é um processo de assimilação — onde a nova informação é ajustada para caber dentro da visão de mundo existente.

  • Exemplo: Se alguém acredita fortemente que comer carne é errado, pode ser mais provável que aceite novas informação que apoie esta crença (e.g., efeitos negativos da produção de carne sobre o ambiente). Como resultado, as suas atitudes em relação ao consumo de carne podem tornar-se ainda mais extremas.
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19
Q

Contraste

A

É quando percebemos um estímulo como mais diferente ou distante do que realmente é, porque o comparamos com outros estímulos próximos ou com nossas crenças já formadas.

  • Quando uma nova informação entra em conflito com nossas atitudes ou crenças existentes, tendemos a percebê-la como ainda mais extrema ou errada do que realmente é.
  • Exemplo: Se alguém acredita fortemente que a Terra é plana, pode resistir a nova informação
    que refute a ideia. Esta resistência pode levar a um reforço das suas crenças pré-existentes.
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20
Q

Processo de Mera Exposição – Zajonc (1968)

A

É a ideia de que quanto mais somos expostos a um estímulo, mais tendemos a gostar dele, mesmo sem percebermos ou sem termos uma razão lógica para isso.

Como funciona?

  • A simples repetição de um estímulo (uma imagem, uma música, uma pessoa, um produto) faz com que ele se torne mais familiar.
  • Essa familiaridade gera uma sensação agradável e confortável, levando a uma avaliação mais positiva.
  • Isso acontece automaticamente, sem necessidade de reflexão consciente.
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21
Q

Impacto Afetivo (Zajonc, 1968):

A

Refere-se às respostas emocionais suscitadas pela exposição repetida ao estímulo. Quanto mais formos expostos a um estímulo, mais familiar este se torna, o que pode suscitar emoções positivas (preferência, gosto, prazer, sensação de segurança).

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22
Q

impacto Mnésico (Reber et al, 1998):

A
  • Refere-se aos efeitos relacionados com a memória da exposição repetida a um estímulo.
  • Quanto mais estivermos expostos a algo, mais provável é que fique codificado na nossa memória, o que pode levar a uma maior fluência ou facilidade de processamento quando nos deparamos novamente com o estímulo.
  • Isto pode tornar o estímulo mais atrativo ou apelativo simplesmente porque é mais fácil de processar.
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23
Q

Affective/Evaluative Priming – Fazio et al (1986)

A
  • É um fenômeno onde a exposição rápida a um estímulo com carga emocional (prime) influencia a forma como a pessoa avalia um estímulo seguinte (target).
  • Ou seja, a primeira informação “prepara” (prime) a mente para responder mais rápido e de forma consistente com a avaliação do estímulo inicial.

O Affective/Evaluative Priming revela que a exposição prévia a um estímulo positivo ou negativo acelera a resposta a estímulos semelhantes, mostrando o impacto das emoções automáticas nas avaliações.

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24
Q

Subliminal Affective Priming Effect:

A

É um fenômeno em que um estímulo emocional é apresentado de forma subliminar — ou seja, tão rápido ou de forma tão sutil que a pessoa não percebe conscientemente — e ainda assim esse estímulo influencia a avaliação ou reação emocional a um estímulo seguinte.

  • Isso mostra que nossas emoções e atitudes podem ser influenciadas automaticamente, sem consciência.
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25
Fluência de Razões:
- É a facilidade com que conseguimos gerar razões para justificar uma atitude ou decisão. - Quanto mais fácil for encontrar justificativas, mais confiança e clareza a pessoa sente sobre sua opinião.
26
Fluência de Preferências | consumidores
os consumidores são muitas vezes influenciadas pela fluência das preferências, ou seja, - tendência de preferir estímulos que são processados de forma mais fácil e rápida, gerando uma sensação positiva automática.
27
Processos Percetivos – Global vs Local
processamento global: O foco é na visão geral, no todo. A pessoa percebe primeiro o quadro completo, o padrão geral antes dos detalhes. Exemplo: Ver uma árvore como um todo. processamento local: O foco está nos detalhes individuais, nas partes que compõem o todo. Exemplo: Observar as folhas ou galhos da árvore, um por um.
28
Atribuição Causal:
Ao ter contacto com uma comunicação persuasiva, o indivíduo avalia a razão pela qual uma certa posição é adotada.
29
Condicionamento Clássico:
Criação de uma associação entre dois estímulos levando a que estes gerem respostas idênticas, ou seja, associação do objeto atitudinal com estímulos para os quais o indivíduo já produziu, previamente, uma resposta com valência. à Estímulo neutro associado a resposta natural
30
Condicionamento Operante/Instrumental:
Um comportamento voluntário é fortalecido se reforçado, enfraquecido e punido, ou seja, associação de consequência positiva vs negativa à manifestação de um comportamento/atitude para com estímulo alvo. Uma resposta pode ser aumentada ou diminuída através de um reforço ou de uma punição.
31
Aprendizagem Social:
- Um comportamento observado em outros é adquirido (ocorrência de reforço intrínseco), ou seja, a aprendizagem ocorre através da observação e imitação dos outros. - As atitudes pessoais dos pré-adolescentes e adolescentes estão frequentemente relacionadas com as atitudes mantidas por pais, pares ou outras pessoas significativas. - As atitudes raciais de crianças de pais brancos não se relacionaram com as atitude explícitas dos pais (questionário medido) mas sim com as suas respostas ao Teste de associação implícito.
32
Evaluative Conditioning (EC)
- É um processo pelo qual a atitude ou avaliação de uma pessoa sobre um estímulo neutro muda ao associá-lo repetidamente com um estímulo positivo ou negativo. Como funciona? - Um estímulo neutro (por exemplo, uma imagem ou palavra que inicialmente não provoca sentimentos fortes) é apresentado junto com um estímulo que já tem uma valência clara (positivo ou negativo). - Com a repetição dessa associação, a pessoa começa a avaliar o estímulo neutro de forma semelhante ao estímulo associado. - Isso acontece automaticamente, sem a necessidade de uma reflexão consciente. * Acontece supra e subliminarmente * Distração evita o condicionamento subliminar
33
Abordagem Sociocognitiva
- é um processo mental ativo que envolve a interação entre processos cognitivos (como atenção e memória) e fatores sociais (como a fonte e o contexto). - Mudar atitudes não depende apenas dos argumentos, mas de como a informação é interpretada e integrada na mente do indivíduo.
34
EMG Facial
- As atitudes refletem-se impercetivelmente em movimentos dos músculos faciais. - O acordo promove um aumento da atividade do depressor e do zygomatic e numa diminuição da atividade do frontalis e do corrugator.
35
Message Learning Approach à Abordagem de Hovland (Escola de Yale) | 4 etapas
teoria que trata a persuasao como um processo de aprendizagem, para que uma mensagem persuasiva seja eficaz, o recetor precisa de passar por 4 etapas: - atenção: recetor precisa de perceber e prestar atenção à mensagem - compreensão: a mensagem precisa de ser entendida corretamente - aceitação: o conteúdo deve ser considerado valido ou convincente - retenção: a mudança deve ser lembrada e mantida ao longo do tempo
36
Abordagem de McGuire- modelo de probabilidade de aceitação- 2 fatores importantes
Neste modelo, McGuire enfatiza a importância de 2 fatores: - Reception: Esta fase refere-se à forma como o indivíduo recebe a mensagem. A mensagem é processada através da atenção seletiva, compreensão e aceitação. * Yielding: Esta fase refere-se à forma como o indivíduo responde à mensagem. O indivíduo pode aceitar ou rejeitar a mensagem, dependendo do seu nível de envolvimento com a questão, das suas atitudes anteriores e da sua suscetibilidade à influência.
37
6 Steps do Modelo de Persuasão de McGuire
- Exposição/Apresentação: individuo precisa de estar exposto à mensagem - Atenção/Consciência: a mensagem precisa de ser interessante e envolvente o suficiente para chamar a atenção da audiência. - Compreensão: mensagem precisa de ser compreendida, clara e concisa, e quaisquer termos técnicos devem ser explicados. - Aceitação: A audiência aceita e é persuadida pela mensagem. - Retenção:A audiência lembra-se da mensagem - Ação: A audiência age de acordo com a mensagem
38
Respostas Cognitivas à Abordagem de Greenwald
A persuasão depende menos da mensagem em si e + dos pensamentos que ela gera ao recetor. esses pensamentos são chamados de respostas cognitivas. tipos de respostas cognitivas: - pensamentos favoráveis: apoiam a mensagem e facilitam a mudança de atitude - pensamentos desfavoraveis: contrariam a mensagem e dificultam a mudança de atitude - pensamentos neutros: irrelevantes ou sem relação direta com a mensagem
39
Modelo da Probabilidade de Elaboração- ELM. o que determina qual rota a ser usada?
propõe que existem 2 caminhos principais pelos quais as mensagens podem influenciar as atitudes- rota central e periférica - motivação: interesse, envolvimento pessoal com o tema - capacidade: conhecimento prévio, ausência de distrações, inteligencia
40
ELM- ROTA CENTRAL
o recetor pensa cuidadosamente sobre o conteúdo da mensagem, analisa argumentos, evidencias e lógicas - requer alto envolvimento e motivação para processar a mensagem - resulta em mudanças de atitudes mais duradouras e resistentes ex: comprar um carro
41
ELM- ROTA PERIFÉRICA
o recetor baseia-se em pistas superficiais - ocorre quando o envolvimento ou capacidade de processamento é baixo - resulta em mudanças de atitudes mais frágeis e temporárias ex: comprar produto de beleza porque uma influencia comprou
42
Heuristic Systematic Model | Processamento Sistemático e Processamento Heurístico
procura explicar como as pessoas processam informações persuasivas, mas com ênfase nos dois modos de processamento simultâneos ou alternativos: - Processamento Sistemático: → Envolve uma análise cuidadosa e profunda da mensagem, considerando conteúdo, contexto e validade. → Requer motivação e recursos cognitivos (atenção, tempo, conhecimento). → Ativa e integra conhecimento relevante da memória. - Processamento Heurístico: → Usa atalhos mentais simples (ex.: “se é especialista, deve estar certo”) para julgar rapidamente. → É mais rápido, menos exigente, mas mais sujeito a erro. → Depende da disponibilidade, acessibilidade e aplicabilidade do conhecimento armazenado.
43
Heurísticas
- são atalhos mentais simples que usamos para tomar decisões ou fazer julgamentos de forma rápida e eficiente, sem analisar toda a informação disponível. - Em vez de pensar cuidadosamente sobre todos os detalhes, o cérebro usa "regras práticas" com base na experiência ou em pistas do contexto. Embora sejam úteis para economizar tempo e esforço, podem levar a erros ou enviesamentos.
44
Determinantes Motivacionais do Modo de Pensar - 2 principios
Pressuposto de que os indivíduos em geral creem que quanto mais esforço mais confiança. * Princípio de “Eficiência” = Economia de processamento: O indivíduo apenas se envolve num processamento mais dispendioso se necessário. * Princípio de “Suficiência”: Há que ter um nível suficiente de confiança no julgamento, alcance de um equilíbrio entre esforço despendido e confiança no julgamento.
45
credibilidade da fonte
- é o grau de confiança que podemos ter nas informações fornecidas por uma determinada fonte, como um site, livro, pessoa, instituição ou mídia. - Uma fonte é considerada credível quando é confiável, precisa e reconhecida por fornecer informações baseadas em fatos, evidências e boa reputação.
46
Fatores que influenciam a credibilidade de uma fonte:
- Autoridade: Quem é o autor? Ele tem formação ou experiência na área? - Precisão: As informações são corretas e bem fundamentadas? Há fontes citadas? - Objetividade: A fonte é imparcial ou tenta influenciar a opinião do leitor? - Atualização: A informação é recente ou está desatualizada? - Reputação: A fonte (site, instituição, jornal etc.) é reconhecida por seu rigor e ética?
47
Abordagem dos Papeis Multiplos
- afirma que uma mesma variável pode influenciar a persuasão de diferentes formas, dependendo do contexto e do modo de processamento (central ou periférico). Na baixa elaboração, fontes credíveis são mais persuasivas quando o tópico é pouco relevante, quando os recetores estão distraídos, quando o conhecimento acerca do tópico é menor, e quando as mensagens são apresentadas a um ritmo imposto (áudio/vídeo), comparativamente a um ritmo self-paced (i.e., por escrito).
48
Atratividade da Fonte
- A atratividade de uma fonte pode funcionar como argumento persuasivo, ou enviesar o processamento de informação, tendo como argumento que quando as características da fonte são relevantes para a avaliação da mensagem persuasiva
49
atractividade da fonte- efeito de halo
pode enviesar o processamento de informação proveniente de uma fonte atraente, tornando mais prováveis interpretações positivas de informação ambígua, do que se a fonte não fosse atraente.
50
Agradabilidade da Fonte
refere-se ao grau em que a pessoa que transmite uma mensagem persuasiva é vista como simpática, atrativa ou cativante pelo recetor. Por que é importante? A agradabilidade funciona muitas vezes como uma pista periférica no processamento da informação (segundo o modelo ELM), ou seja, influencia a persuasão quando o indivíduo não está motivado ou não tem capacidade para processar a mensagem em profundidade. Efeitos: - Pode aumentar a aceitação da mensagem, mesmo que o conteúdo não seja forte. - Leva à associação positiva entre a pessoa e a mensagem. - Funciona através de heurísticas do tipo: "Se gosto da pessoa, o que ela diz deve fazer sentido".
51
Semelhança da Fonte
Mackie, Worth e Asuncion (1990) investigaram como a semelhança entre a fonte e o receptor afeta a persuasão. O principal achado é que: - Fontes percebidas como semelhantes ao receptor (em atitudes, valores, grupo social, etc.) tendem a ser mais persuasivas. - Essa semelhança pode gerar maior identificação, o que leva a menos pensamento crítico e maior aceitação da mensagem.
52
Efeitos de Correção
Normalmente, as pessoas não estão conscientes dos enviesamentos. No entanto, em alguns casos, as pessoas podem tornar-se conscientes de um enviesamento (indesejado) e procuram corrigi-lo - Se um enviesamento é tornado saliente, as pessoas procuram corrigir as suas atitudes. Tal pode levá- las a remover o enviesamento ou a sobrecorrigi-lo, evidenciando um enviesamento revertido.
53
Cognição Primária vs Cognição Secundária
- Pensamentos primários: refere-se ao conteúdo inicial do pensamento – ou seja, o que a pessoa pensa espontaneamente sobre um objeto, mensagem ou situação. - pensamentos secundários: ocorrem a um nível metacognitivo. É o pensar sobre os próprios pensamentos – ou seja, avaliar ou refletir sobre a cognição primária.
54
Metacognição
- assenta no “Thinking about thinking” . - é a capacidade de pensar sobre os próprios pensamentos.
55
Julgamento Metacognitivo- 4 dimensões utilizadas para compreender e classificar os pensamentos primários
- Alvo: (pensamento em relação a um objeto); Valência (avaliação positiva, negativa ou neutra); - Origem: (pensamentos do indivíduo ou de outros); Número (quantidade de pensamentos em relação ao objeto). E possui 2 dimensões unicamente metacognitivas: - Avaliação: onde pessoas podem avaliar os seus próprios pensamentos como bons, maus, favoráveis ou desfavoráveis; - Confiança: onde pessoas podem ter elevados níveis de confiança ou de incerteza nos seus pensamentos
56
Self-Validation Hypothesis
defende que não basta gerar pensamentos positivos ou negativos sobre uma mensagem persuasiva — o que realmente influencia a atitude final é o grau de confiança que a pessoa tem nesses pensamentos.
57
Duas variáveis chave para os processos de self-validation:
- Elaboração – Os indivíduos necessitam de estar a elaborar para produzir pensamentos que sejam alvo de avaliação: efeitos são mais explícitos em situações que promovem elevada elaboração (sustentem relevância pessoal) ou características individuais (Need for Cognition). * Timing – Indução de confiança deverá ter maior impacto metacognitivo quando apresentado após o processamento da informação.
58
principais conclusões- SELF VALIDATION
- No contexto da persuasão, não basta que as pessoas tenham pensamentos ou atitudes (primeiro nível); é necessário considerar o nível metacognitivo (segundo nível) — ou seja, a confiança que têm nesses pensamentos. - Confiança nos pensamentos determina o impacto que eles terão na atitude final. - Essa confiança pode ser influenciada por variáveis do contexto persuasivo (ex.: fonte, emoção, postura corporal). Os efeitos são mais fortes em situações de alta elaboração (quando a pessoa pensa profundamente). - Quanto maior a confiança, mais os pensamentos (positivos ou negativos) influenciam a atitude — reforçando ou enfraquecendo a persuasão dependendo da sua valência.
59
Compliance
Ato de responder favoravelmente a um pedido; * Não existe uma mensagem * Não requer mudança de atitude.
59
Foot-in-the-door:
tendência para que as pessoas que aceitam um pedido pequeno, seguidamente aceitem um pedido maior. Explicação mais comum: - sentimos necessidade de ser consistentes com a nossa interpretação e primeira resposta à situação Procura de consistência As pessoas preferem não se contradizer, desde que o 2º pedido seja consistente ou de natureza semelhante à pequena solicitação original, a técnica funcionará. Sherman (1980): num grupo de pessoas, fez um primeiro pedido para que estas passassem 3 horas a recolher fundos para a American Cancer Society. Três dias depois, 31% de pessoas desse grupo aceitou contribuir monetariamente para a American Cancer Society (vs. 4% de pessoas que contribuíram quando apenas abordadas para contribuir monetariamente).
60
Door-in-the-face
- A pessoa começa fazendo um pedido exagerado ou irrealista, que provavelmente será recusado. - Em seguida, faz um pedido menor e mais razoável — que é o verdadeiro objetivo. A segunda solicitação parece mais aceitável por contraste com a primeira, e a pessoa sente-se socialmente inclinada a aceitar por uma questão de compromisso ou reciprocidade. Cialdini et al. (1975): estudantes num campus foram questionados se estariam dispostos a levar um grupo de jovens delinquentes ao zoo por duas horas. 50% dos estudantes aceitaram o pedido quando este foi precedido de um pedido maior – trabalhar como voluntário noutro centro dois dias por semana durante dois anos (vs. 16.7% de estudantes que aceitaram quando apenas lhes foi feito o pedido mais pequeno).
61
Três componentes-chave que influenciam a intenção comportamental de um indivíduo que, por sua vez, é o principal determinante do comportamento.
* Atitudes: avaliação (positiva ou negativa) do comportamento alvo. * Normas subjetivas: a perceção das expetativas sociais para adotar o comportamento alvo. Importante distinguir entre dois tipos de normas: -Normas injuntivas: a expectativa de que outras pessoas (e.g., amigos, família, colegas, etc.) aprovem ou desaprovem a realização do comportamento alvo. -Normas descritivas: a perceção de que as outras pessoas irão, de facto, adotar o comportamento alvo. * Controlo percebido: crenças acerca da capacidade para realizar o comportamento (conceptualmente relacionado com o construto de auto-eficácia)
62
Obedience
ocorre quando uma fonte com maior autoridade de que o alvo induz a realização de um comportamento específico, e este é executado, sendo que envolve uma hierarquia de poder / status: “people who have power can control the behavior of others” à “a submissão à autoridade”.
63
autopersuasão
- quando o próprio indivíduo gera argumentos para mudar seu comportamento, em vez de ser convencido por uma fonte externa - Esse processo está ligado à dissonância cognitiva — um desconforto psicológico que surge quando há contradição entre atitudes e comportamentos - Esse estado de tensão motiva o indivíduo a reduzir a dissonância, buscando alinhar crenças e ações. - Quanto maior a dissonância, maior o esforço para reduzi-la. Isso pode ser feito alterando crenças, atitudes ou comportamentos. - Um exemplo clássico é o de um fumador que sabe que fumar faz mal à saúde: ele pode mudar o comportamento (parar de fumar) ou ajustar crenças para reduzir o desconforto.
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Mensagens de Inoculação
As mensagens de inoculação são uma estratégia de resistência à persuasão, baseada na metáfora médica da vacinação: tal como uma vacina expõe o corpo a uma versão enfraquecida de um vírus para criar resistência, uma mensagem de inoculação expõe o indivíduo a argumentos fracos ou contra-argumentos antecipados, preparando-o para resistir a persuasões futuras mais fortes.
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Intenção comportamental:
intenção/readiness de realizar um comportamento alvo; quanto maior a intenção, maior a probabilidade de o comportamento ser realizado.
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Determinantes da intenção comportamental:
Atitudes: avaliação (positiva ou negativa) do comportamento alvo. * Normas subjetivas: a perceção das expetativas sociais para adotar o comportamento alvo. Importante distinguir entre dois tipos de normas: * Normas injuntivas: a expectativa de que outras pessoas (e.g., amigos, família, colegas, etc.) aprovem ou desaprovem a realização do comportamento alvo. * Normas descritivas: a perceção de que as outras pessoas irão, de facto, adotar o comportamento alvo. * Controlo percebido: crenças acerca da capacidade para realizar o comportamento (conceptualmente relacionado com o construto de auto-eficácia)
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enquadramento positivo VS. enquadramento negativo
enquadramento positivo: destaca os beneficios de uma ação. foca nos ganhos apresentando os beneficios inerentes à adoção de um comportamento ex: se fizer exercício fisico a sua saude vai melhorar enquadramento negativo: enfatiza as consequências negativas de não agir. focada nas perdas, apresentando os custos de não adotar o comportamento ex: se não fizer exercício físico a sua saúde vai piorar"
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Comportamentos de promoção VS. comportamentos de deteção
comportamentos de promoção: comportamento é percebido como arriscado porque, como resultado, posso vir a descobrir coisas más EX: mamografia, teste SIDA comportamento de deteção: comportamento não é percebido como arriscado porque, como resultado do comportamento vou afastar coisas más EX: prática de exercício fisico regular, usar protetor solar